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quinta-feira, 28 de março de 2019

2 Samuel 21.1-22

Leitura do dia 28/03.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de 2 Samuel. Os últimos capítulos.

Na postagem anterior, vimos a terrível morte de Absalão. Resultado de sua amargura. 

Vimos também a tristeza de Davi. A repreensão de Joabe. A volta de Davi à Jerusalém. A vida de Simei sendo poupada. O reencontro entre Davi e Mefibosete. Seu cuidado com Barzilai. A discussão ridícula entre Israel e Judá. A rebelião de Seba e sua morte. E o assassinato de Amasa.

Hoje leremos os capítulos de vinte e um a vinte e quatro.

Na primeira postagem, o capítulo vinte e um.

Enquanto Davi era rei, houve uma fome terrível em Israel. Durou três anos. Davi perguntou ao Senhor sobre a fome. O Senhor lhe respondeu.

A fome estava sobre Israel porque Saul havia matado os gibeonitas. Lembra deles? Haviam enganado os israelitas quando entraram na terra, dizendo que vinham de uma nação distante. E fizeram aliança com Israel. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-91-27.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-101-43.html

Saul, em seu zelo por Israel e Judá matou muitos gibeonitas. Ah, Saul. Foi o primeiro rei de Israel. Devia ter uma cópia da lei em sua cabeceira. Para ler todos os dias. Mas, pelo jeito não leu. Se leu, não prestou atenção. Não podia matar um gibeonita. Tinham aliança com eles. 

Precisamos conhecer ao Senhor, Sua palavra, Seus mandamentos, para então, sermos zelosos por Ele. Zelo sem conhecimento leva ao pecado, como aconteceu com Saul.

Davi mandou chamá-los. Perguntou o que podia fazer por eles, para reparar o mal que Saul lhes fizera. Os gibeonitas pediram que lhes entregassem sete dos filhos de Saul, para serem executados no monte Gibeá, diante do Senhor.

Davi escolheu os sete. Poupou Mefibosete, por amor a Jônatas e em respeito à aliança que fizeram.

Entregou-lhes dois filhos de Saul com Rispa, sua concubina. E cinco filhos de Merabe, filha de Saul.

Eles foram executados pelos gibeonitas. Ao mesmo tempo. No início da colheita da cevada.

Rispa estendeu um saco sobre uma rocha. Ficou ali todo o período da colheita. Não permitiu que as aves de rapina despedaçassem os corpos. Também não permitiu que os animais selvagens os atacassem à noite. Que cena triste. Uma mãe cuidando dos corpos de seus filhos.

Quando Davi soube o que ela fizera, foi até Jabes-Gileade. Tomou os ossos de Saul e Jônatas que lá estavam. Tomou também os ossos dos sete executados. Enterrou-os todos em Zela, na sepultura de Quis, pai de Davi.

Depois disso, o Senhor atendeu às orações em favor do povo. 

As guerras contra os filisteus continuaram. Em uma delas, no meio da batalha, Davi ficou exausto. Isbibenobe, descendente de um gigante, jurara que mataria Davi. Mas Abisai, irmão de Joabe, o salvou e matou o gigante. Só a ponta da lança, do gigante, que era de bronze, pesava aproximadamente 3,5 quilos. Agora a fúria de Abisai agiu na hora certa. Salvando seu rei.

Depois desta batalha seus homens não permitiram que os acompanhassem. Consideravam-no precioso demais para perdê-lo. Era a lâmpada de Israel.

Em outra batalha, Sibecai matou Safe, também descendente de gigantes. Em outra, Elanã, filho de Jair, matou o irmão de Golias. Ainda em outra, em Gate, foi a vez de Jônatas, filho de Simeia, irmão de Davi. Este gigante zombou dos israelitas. Tinha vinte e quatro dedos. E foi morto.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 27 de março de 2019

2 Samuel 19.1-43

Leitura do dia 27/03.

Na postagem anterior vimos Davi ser avisado da morte de Absalão, seu filho. Ele deseja ter morrido em seu lugar. Não é possível.

Não puderam se reconciliar.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-1818-33.html

Agora, continuamos através do capítulo dezenove de 2 Samuel.

Quando souberam da imensa tristeza de Davi pela morte de seu filho, a alegria da vitória transformou-se em tristeza. Os soldados, ao invés de entrarem na cidade aos gritos, comemorando a vitória, entraram como se tivessem sido derrotados.

Davi ainda está com o rosto coberto com as mãos, chorando. “Ah, meu filho Absalão! Ah, Absalão, meu filho, meu filho!”

Sua dor é enorme!

Joabe vai até o quarto onde o rei está. Esse homem é uma incógnita. Com seus altos e baixos. Aconselha Davi.

Seus homens e comandantes acabaram de salvar sua vida, a vida de sua família, de seus filhos. Mas ele está agindo, diante de todos, como se amasse os que o odeiam e odiasse os que o amam. Se não mudar sua atitude, se não parabenizar seu exército, perderá a todos. E isso seria pior do que tudo que já aconteceu com ele.

Davi escuta Joabe. Senta-se à entrada da cidade. Quando a notícia se espalha, todos vão para lá, vê-lo.

Enquanto isso, as tribos de Israel estão em discussão. Sabem que Davi foi quem os livrou de seus inimigos e os libertou dos filisteus. Apoiaram Absalão. Que agora está morto. Precisam tomar uma atitude. Precisam fazer Davi retornar.

Davi envia uma mensagem a Zadoque e Abiatar, em Jerusalém, para que falem com as autoridades de Judá. São seus parentes. Devem ser os primeiros a levá-lo de volta.

Também envia uma mensagem a Amasa dizendo que, a partir daquele momento, é o comandante de seu exército, no lugar de Joabe. Provavelmente a essa altura sabe o que Joabe fez.

As autoridades de Judá o chamam para voltar a Jerusalém. Quando chega ao Jordão o povo de Judá está lá para encontrar-se com ele. E quem é o primeiro a recebê-lo? Simei, o parente de Saul que o amaldiçoara. Ele se curva diante de Davi e pede-lhe perdão. Sabe que sua atitude merece a morte.

Abisai, mais uma vez, quer sua cabeça. E Davi o repreende novamente. Os filhos de Zeruia tem o sangue quente! É dia de comemoração. Davi volta a ser rei. Não é dia de condenação. Não é dia de matar ninguém. Ele poupa Simei.

Ziba, servo de Saul, também vai ao encontro de Davi. Assim como Mefibosete. Davi pergunta porque não fugiu com ele. Mefibosete explica que Ziba o enganou, deixando-o para trás. E ainda falou mal dele ao rei.

A verdade era que Mefibosete quis ir com Davi. Durante o tempo que o rei esteve fora não lavou os pés, não fez a barba, nem lavou suas roupas. Sinal de preocupação com seu soberano.

Davi ordenou que parasse de justificar. Já havia tomado uma decisão. Que ele e Ziba dividissem igualmente o que tinham. Mefibosete responde que Ziba pode ficar com tudo. Reconhece a bondade de Davi. E tudo que deseja é ver o rei em segurança.

Barzilai, que alimentou Davi e os seus enquanto esteve em Maanaim, acompanha o rei. Está com oitenta anos. Davi o convida para ir a Jerusalém. Agora, ele cuidaria de Barzilai.

Barzilai recusa o convite. Disse que não sentia mais o gosto das comidas e bebidas, nem ouvia as vozes dos cantores. Gostaria de retornar para sua terra. E morrer lá. Se o rei permitisse. Ele pede que Quimã vá para Jerusalém em seu lugar. Davi concorda. Fará tudo que puder por Quimã. E fará qualquer coisa que Barzilai lhe pedir. Davi o abençoa. E ele volta para sua casa.

Quando podia tudo ficar bem, os homens de Israel e de Judá começam uma discussão ridícula. Parece coisa de criancinhas mimadas.

“Nós somos parentes do rei”.

“Nós somos mais. Somos dez tribos. Temos dez partes do rei.”

A discussão ficou cada vez mais ríspida, a tal ponto que...

E agora? O que acontecerá?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

terça-feira, 26 de março de 2019

2 Samuel 17.1-28

Leitura do dia 26/03.

Na postagem anterior, vimos Absalão deitando-se com as concubinas de Davi. Diante de todo o Israel. Um insulto para demonstrar que a reconciliação entre os dois é impossível.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-161-23.html

Mas será que realmente era o que o coração de Absalão desejava?

Agora, continuamos nossa caminhada pelo capítulo dezessete de 2 Samuel.

Depois que Aitofel aconselha Absalão a insultar irremediavelmente seu pai, pede que escolha doze mil homens e o deixe ir imediatamente atrás de Davi. Alcançará Davi enquanto está exausto e desanimado. Deixará ele em pânico. Assim, todos seus soldados fugirão. Matará apenas Davi. E trará seu exército para serví-lo.

Absalão e as autoridades de Israel consideram o plano bom, mas perguntam a Husai o que ele aconselha.

Husai sabe que é um bom plano, mas fala a Absalão que, desta vez, o conselho de Aitofel não é bom. Os homens de Davi são guerreiros valentes. E Davi é um soldado experiente, além de um guerreiro poderoso. Não passará à noite com o povo. Àquela hora já devia estar escondido em alguma caverna. Se saísse de seu esconderijo, atacasse e matasse alguns dos soldados, o que se espalharia era que Absalão foi derrotado.

Ele recomenda que Absalão reúna todo o exército de Israel, de Dã a Berseba. Um exército tão numeroso quanto a areia do mar. E que Absalão mesmo vá à frente desse exército. Quando encontrarem Davi, cairão sobre ele de tal maneira que não conseguirá escapar. Todos os seus homens serão mortos.

Se acontecer de Davi escapar, todo Israel estará sob o comando de Absalão. Podem levar cordas e arrastar a cidade onde Davi estiver escondido, até que não sobre nenhuma pedrinha.

Todos concordam que o conselho de Husai era melhor que o de Aitofel. Foi assim porque o Senhor decidiu. Era contra o governo de Absalão. Contra sua amargura.

Claro que escolheriam o conselho de Husai! Seu conselho é rico em detalhes espetaculares. Até o menos criativo dos homens consegue imaginar as cenas descritas. Absalão à frente do exército, forte e vitorioso!

Quando Husai sai dali, conta a Zadoque e Abiatar o conselho de Aitofel e o seu, para que encontrem Davi rápido e insistam com ele que não durma próximo ao Jordão. Ele deve atravessar o rio e ir para o deserto. Se não o fizer, ele e os que estão com ele morrerão.

Às vezes precisamos sair da beira do rio e ir para o deserto, para estarmos seguros.

Jônatas e Aimaás estavam em En-Rogel para não serem vistos. Uma serva traria as mensagens que deveriam entrega. Um rapaz os vê. E avisa Absalão.

Ele ordena que seus homens procurem os dois. Eles vão até En-Rogel. Perguntam a uma mulher se os viu. Ela diz que sim. Que atravessaram o riacho.

A verdade é que seu marido os escondera dentro de um poço. E ela espalhara grãos de cereal em cima para que ninguém descobrisse que estavam ali.

Os dois saem do poço e avisam a Davi. Ele segue o conselho de seu amigo. Todos atravessam o Jordão durante à noite. Chegam à outra margem antes do amanhecer.

Quando Aitofel viu que seu conselho não foi seguido por Absalão, volta para sua terra. Organiza sua casa. E se mata. Sua carreira acabou.

Enquanto isso, Absalão reúne o exército de Israel. Conduz sua tropa para o outro lado do Jordão. Nomeia Amasa, primo de Joabe, comandante de seu exército. Acampam-se em Gileade.

Davi chega a Maanaim. É recebido por Sobi, de Amom; Maquir, de Lo-Debar e Barzilai, de Gileade. Eles os esperam com camas, vasilhas, trigo, cevada, farinha, grãos tostados, feijão, lentilha, mel, coalhada, ovelhas e queijo. Sabiam que chegariam ali, famintos. E cansados.

Que o Senhor nos guarde em Seus caminhos. Que nos abençoe com amigos como Husai, que não teme arriscar sua vida. E como Sobi, Maquir e Barzilai, que nos esperam com o que realmente necessitamos após uma caminhada tão atribulada.

Continuamos amanhã. Leremos os capítulos dezoito a vinte.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Que conselhos dar ao seu sucessor?

Continuamos nossa caminhada através de 1 Reis.

Ontem vimos a coroação de Salomão e sua primeira atitude como rei. Poupou Adonias, embora seu irmão tivesse tentado usurpar o trono que era seu. Salomão começou andando na “contramão do normal”.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/quem-sera-o-novo-rei.html

Hoje caminharemos pelas páginas do segundo capítulo. Até o versículo doze.

Davi sentiu que estava se aproximando o dia de sua morte.

O que dizer a seu filho?

Que conselhos dar ao novo rei? O que você diria? Como você diria? E eu?

Davi disse a seu filho que o tempo de seguir o caminho de todos estava próximo.

Ordenou que Salomão fosse forte e corajoso. Que obedecesse a tudo que o Senhor, o Deus de Salomão, exigia. Que andasse em Seus caminhos, que observasse Seus estatutos, mandamentos, normas e testemunhos. Conforme tudo que estava escrito na Torá, a Lei de Moisés, para que ele fosse bem sucedido em tudo que empreendesse e projetasse.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/quem-sera-o-novo-rei.html

Não é interessante que Davi tenha lhe dado esse conselho? O mesmo conselho que Moisés deu a Josué quando este o sucederia?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/como-guardar-meu-unico-bem.html

Davi não lhe ordenou que pesquisasse as últimas estratégias de guerra ou as armas mais modernas, nem mesmo que fosse a alguma outra nação para aprender suas técnicas, talvez mais avançadas que as de Israel.

Não, ele lhe ordenou que fosse forte e corajoso. Que obedecesse ao Senhor, Deus de Salomão e que andasse em todos os Seus caminhos. O conselho mais precioso que alguém poderia dar.

Davi sabia quem era o Deus de Salomão. Não é lindo?

Davi lhe disse que se Salomão assim fizesse, o Senhor cumpriria Sua promessa de que não faltaria alguém de sua descendência no trono de Israel.

Depois de ordenar a Salomão como deveria ser e agir, Davi foi para as ordens práticas.

Ah, claro, todo mundo tem ordens práticas a passar a seus sucessores. Tarefas que não puderam ser cumpridas. Atitudes que não puderam ser tomadas. Nem sempre ordens boas, porém necessárias.

Davi passou para essa parte, um tanto quanto desagradável.

Primeiro lembrou a Salomão sobre Joabe. Joabe é um daqueles que começaram bem e se perderam pelo caminho, como Saul. Como é triste!

Joabe foi um dos valentes de Davi. Por causa de suas conquistas, tornou-se o capitão do exército de Israel. Infelizmente o cargo lhe “subiu à cabeça”. Foi sobre isso que Davi conversou com Salomão.

Salomão sabia o que Joabe havia feito. Derramado sangue inocente em tempo de paz, agindo como se estivesse em um campo de batalha. Assassinou dois chefes do exército de Israel, Abner e Amassa. Segundo Davi, homens melhores do que ele. Joabe não quis perder seu cargo. Com o sangue deles manchou seu cinto e suas sandálias.

Já parou para pensar como é sério? Não manche seu cinto, nem suas sandálias com sangue inocente.

Davi disse que Joabe havia agido contra ele. E ordenou que Salomão agisse com acerto em relação a Joabe.

Pediu que Salomão fosse misericordioso para com os filhos de Barzilai. Que eles sempre comessem à sua mesa. Barzilai foi amigo de Davi. Esteve ao seu lado quando Davi precisou fugir de Absalão.

Davi também falou de Simei.

Simei era da tribo de Benjamim, assim como Saul. Quando Davi saiu de Jerusalém por causa de Absalão, Simei o amaldiçoou terrivelmente. Porém, quando Davi voltou, ele foi estrategicamente ao seu encontro. Davi lhe jurou que não se vingaria, matando-o à espada. Agora, ordenou que Salomão não o deixasse impune. Sensato como era, saberia como tratá-lo.

Como o coração de Davi devia estar em paz! Sabia que seu Deus era também o Deus de seu filho. Sabia que Salomão era sensato e sabia agir com acerto.

Então Davi faleceu. Reinou quarenta anos em Israel. Sete em Hebrom e trinta e três em Jerusalém.

Salomão agora é, de fato, o rei.

Subiu ao trono de seu pai e sua majestade consolidou-se. Poderosamente.

Como Salomão agirá com Joabe? Com acerto? E com Simei? Será realmente sensato? Obedecerá às ordens de seu pai? Desde às primeiras até às últimas?

Continuamos amanhã. Espero você.