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terça-feira, 16 de julho de 2019

Isaías 1.1-31

Leitura do dia 15/07.

Continuamos nossa caminhada através das maravilhosas páginas da Palavra.

Ontem vimos que nada pode apagar o amor do Senhor por nós. Nada pode comprá-lo. Deu Sua vida. Voluntariamente. Para nos redimir e termos comunhão e intimidade com Ele. Ah, que nossa alma anseie pelo Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/cantares-71-814.html

Iniciamos um novo livro, Isaías. Ele profetizou antes do exílio de Judá. Começou seu ministério (diante dos homens) no último ano do Rei Uzias, e continuou durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias.

Hoje leremos os três primeiros capítulos. Na primeira postagem, apenas o capítulo um.

Quero lembrá-lo de que não faremos uma abordagem teológica ou escatológica. Nossa abordagem será simples e direta. Nossa intenção é que qualquer pessoa possa ter acesso à leitura da Palavra, sem complicações. É o alimento diário de todos nós.

Se queremos algo mais elaborado, temos que gastar mais tempo. Escavar mais. Orar mais. Estudar mais. Pesquisar mais. Incentivo-o a fazer isso. A Palavra nunca se esgota. Sempre tem algo novo e atual a nos ensinar.

Isaías começa seu livro sem rodeios. O Senhor lhe entregou uma palavra. E ele a repassa. Esta palavra é dirigida ao povo do Senhor. Somos Seu povo. Está falando com aqueles de nós que se rebelaram contra Ele. Não é ao que não O conhece.

O Senhor fala que até mesmo o boi conhece Seu dono. O jumento reconhece que seu senhor cuida dele. Mas, Seu povo não. Seu povo não consegue perceber Seu cuidado. Não consegue ser grato.

É uma nação pecadora. O peso da culpa a sobrecarrega. Não consegue andar. Deram as costas para o Senhor. Continuam sua vida cada vez mais afastados. Cada vez em pior situação.

O pecado faz isso. Transforma-nos em uma “ferida ambulante”. Até podemos andar de cá para lá. Mas a ferida nos cobre. Da cabeça aos pés. Nada em nós tem saúde. Tem vida.

“Pois o salário do pecado é a morte, mas a dádiva de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. – Romanos 6.23

Enquanto Israel deveria ser uma benção para todas as nações, um exemplo de como é feliz quem serve o Senhor, está em ruínas. Suas cidades estão queimadas. Os estrangeiros saqueiam seus campos, destruindo tudo por onde passam. Sião, a bela cidade, está abandonada. Assim como o abrigo do vigia. É o retrato perfeito de todos que abandonam o Senhor.

Se não fosse Sua misericórdia, o profeta nos conta, não sobraria ninguém. Teriam sido exterminados como Sodoma e Gomorra. Ele compara Israel e Judá (os reinos do Norte e do Sul) a essas duas cidades.

Os sacrifícios continuam. Mas são meros rituais. Sem sentido algum. Ninguém mais traz as ofertas como agradecimento. Nem os holocaustos como reconhecimento de culpa e necessidade de perdão. As festas constituídas pelo próprio Senhor tornaram-se apenas datas religiosas. Que são cumpridas. Sem o coração voltado para Ele. O Senhor está farto. Ele conhece os corações.

Não ouvirá as orações de um povo cujas mãos estão cobertas de sangue.

Ainda assim, o Senhor em Sua infinita misericórdia, chama Seu povo ao arrependimento. Que todos se limpem. Que mudem suas atitudes. Parem de fazer o mal. Comecem a fazer o bem. Busquem a justiça. Ajudem os oprimidos. Defendam a causa dos órfãos. Lutem pelos direitos das viúvas.

Sua fala é magnífica. Ainda que os pecados de Seu povo sejam vermelhos como o escarlate e o carmesim, Ele os tornará brancos como a neve e a lã.

Tudo que precisam fazer é ter disposição para obedecer.

Quando olhamos à nossa volta ou até para nós mesmos, será que nos identificamos com Seu povo quando estava nestas condições? Será que a Igreja do Senhor tem se portado como Igreja do Senhor? Nossas vestes estão limpas? Estamos fazendo o bem? Estamos buscando a justiça? Ajudando os oprimidos? Defendendo a causa e o direito dos indefesos?

O Senhor olha e vê que a cidade outrora fiel, tornou-se uma prostituta. Está cheia de assassinos. É desprezível. Seus líderes são rebeldes. Companheiros de ladrões. Amam o suborno. Exigem propina. Não defendem a causa e os direitos dos indefesos.

Não é terrível olhar para nossa nação e ver que a maioria das “igrejas” estão assim? Onde deveria haver socorro aos indefesos e necessitados, vemos exigências de ofertas, cada vez maiores. Vemos suborno e propina. Vemos bênçãos sendo negociadas. Vemos pessoas sendo exaltadas por terem, não pelo que são. Vemos pessoas que são sendo rebaixadas por não terem o que os líderes têm desejado, poder e riquezas.

O Senhor fala que levantará Seu punho contra Seu povo. Para purificar. Para que Seu povo volte. Para que Sua cidade seja novamente chamada de Centro da Justiça e Cidade Fiel. Sim, os que se arrependerem serão restaurados.

“Pois o salário do pecado é a morte, mas a dádiva de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. – Romanos 6.23

Mas, os que não se arrependerem, receberão exatamente o que merecem.

As obras de todos são provadas pelo fogo. Quem só tem palha será queimado junto com suas obras. Ninguém conseguirá apagar o fogo.

Não é Sua ira em prática. É sua justiça. Colhemos o que plantamos, invariavelmente. Graças ao Senhor, podemos nos arrepender e ser poupados de muitas coisas, mas se não o fizermos, queimaremos junto com nossas obras. Somos feito de palha, tal como elas? Ou somos o ouro, purificado pelo fogo?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Provérbios 4.1-6-35

Leitura do dia 29/06.

Continuamos nossa caminhada através dos ensinos de Provérbios.

Ontem vimos o objetivo desses ensinos. Também vimos que precisamos buscar a sabedoria, como se busca um tesouro escondido. Com todos os recursos. E total desprendimento. Se buscarmos Sua vontade em tudo que fizermos, Ele guiará nosso caminho. A sabedoria dá mais lucro que a prata. Rende mais que o ouro. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-11-33.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-21-335.html

Agora, andaremos pelas páginas dos capítulos quatro ao capítulo seis.

Salomão nos ensina a aprender a ter discernimento. Sim, devemos adquirir a sabedoria, mas aprender a ter discernimento.

A sabedoria deve ser adquirida como um tesouro. Não aos pinguinhos. Devemos tomar posse dela. Agarrar-nos a ela (Provérbios 3.18). Mas, o discernimento deve ser aprendido.

Como? Precisamos conhecer a verdade. Para discernir toda mentira e erro. Aprender leva tempo. É preciso passar pelos ensinamentos. Um após outro. Para conhecer a verdade, é necessário estudá-la.

Não existe nada mais sábio a fazer que adquirir a sabedoria. E aprender a ter discernimento.

O caminho da sabedoria nos leva a uma estrada reta. Onde não podemos ser detidos. Podemos até correr por ela. Sem tropeçar.

Precisamos nos apegar às instruções. Sem jamais soltá-las. E guardá-las bem. Em nossos corações. Elas são a chave da vida. Quer viver bem? Apegue-se às instruções. Guarde-as em seu coração.

O caminho do justo, no começo é escuro. Muitos obstáculos. Muitas lutas. Mas, tal como a luz da aurora, vai brilhando mais e mais, até ser dia pleno. Um pouco a cada instante. Até a claridade total.

E o que devemos guardar acima de tudo? Nosso coração. Ele dirige o rumo de nossas vidas. Sim. Quantas vezes queremos agir com nossa mente, mas nosso coração sempre vence! Por isso, devemos guardá-lo. É mister guardá-lo. Como à menina de nossos olhos.

Devemos olhar para frente. Manter os olhos fixos em nossos objetivos, que estão adiante de nós.
Que estabeleçamos um caminho reto para não nos desviarmos da estrada segura. Precisamos seguir em frente. Sem nos desviarmos nem para a direita, nem para a esquerda. Nossos pés devem seguir o Senhor. Não o mal.

Nossa estrada é reta, mas se nos desviamos dela, seja para a direita ou para a esquerda, encontraremos abismos. Fatalmente cairemos. No mínimo, ficaremos pendurados. Por isso, sigamos o conselho de Salomão. Que nossos olhos olhem reto. Para o que está à frente. O mesmo conselho que Paulo seguiu, concentrando todos os seus esforços: “... mas concentro todos os meus esforços nisto: esquecendo-me do passado e olhando para o que está adiante, prossigo para o final da corrida, a fim de receber o prêmio celestial para o qual Deus nos chama em Cristo Jesus”. – Filipenses 3.13b,14

O capítulo cinco é voltado ao ensinamento para ficar longe da impureza. Quem serve ao Senhor deve ser puro. Sua Lei não mudou. Ele não mudou. Ainda exige pureza. Sempre exigiu. Sempre exigirá. Não por mesquinhez. É para nosso bem. Nosso. Bem.

Muitos não querem saber de seguir esses conselhos, pois o prazer imediato é o que mais importa. No fim, haverá choro, por causa das consequências. O impuro gritará “por que não ouvi?”

O conselho é que o amor deve ser compartilhado apenas com a esposa. E vice-versa. Há prazer dentro de um casamento. Esse prazer não deve ser dividido com mais ninguém. É para apenas os dois. Um satisfazendo o outro. Como sempre deveria ter sido.

Aquele que não tem disciplina morrerá exatamente por falta dela. Ficará perdido por causa de sua grande insensatez.

Salomão também nos aconselha a não sermos fiadores. Nem de amigo, nem de algum conhecido. O risco é grande. Podemos perder o que temos.

O preguiçoso (e também quem não é) deve aprender com a formiga. Ela não tem um comandante, mas junta alimento durante o verão para ter o que comer no inverno.

Ele nos chama atenção para sete coisas que o Senhor considera detestáveis:
1. Olhos arrogantes.
2. Língua mentirosa.
3. Mãos que matam o inocente.
4. Coração que trama a maldade.
5. Pés que se apressam em fazer o mal.
6. Testemunha falsa que diz mentiras.
7. Quem semeia desentendimento entre irmãos.

Que nossos atos estejam longe dessa lista. Para não sermos detestáveis a Seus olhos.

Se temos ou tivemos pais que temem ao Senhor, não deixemos seus conselhos. Eles nos guiarão quando andarmos. Nos protegerão quando dormirmos, o que faremos em sossego. E nos orientarão quando acordarmos, perguntando o que fazer naquele dia.

Está escuro? O mandamento é lâmpada. A instrução é luz. E as correções da disciplina são o caminho que conduz à vida.

Hoje, mais que nunca, muitos não querem saber de disciplina, mas sem ela estaremos caminhando direto para o inferno. Rumo à total escuridão. A disciplina nos conduz à vida. O mandamento e a instrução clareiam nossos caminhos. Saberemos onde estamos andando.

Salomão alerta que a disciplina livra da mulher imoral (e do homem também). O ladrão que rouba para saciar sua fome, pode até ter uma desculpa. Mas, quem comete o adultério, não. Está brincando com fogo. Carregando-o junto ao peito. Com certeza, irá se queimar. Não tem juízo algum. É um desmiolado. Está destruindo a si mesmo. Será ferido. Desonrado. E carregará sua vergonha.

Que fujamos desse caminho. Como? Disciplina.

Que guardemos os mandamentos em nosso coração. Com guardas à porta. Que seja inviolável. Para andarmos pelos caminhos sensatos. Os caminhos de vida.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/guardando-meu-tesouro.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/como-guardar-meu-unico-bem.html


Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo sete. Até o nove.

Espero você. Até lá.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Levítico 18.1-19.37

Leitura do dia 02/02.

Na postagem anterior, vimos mais sobre as regras cerimoniais que o Senhor estava passando ao povo de Israel.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/levitico-151-1716.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos dezoito a vinte e um de Levítico.

Nesta postagem, os capítulos dezoito e dezenove.

O Senhor ordena categoricamente que não se comportem como o povo do Egito, de onde saíram e nem como o povo de Canaã, para onde iam.

Não deviam, de forma alguma, imitar o estilo do povo de Canaã. Israel deveria obedecer aos estatutos do Senhor. Cumprir Seus decretos. Quem os praticasse, viveria por eles. Seus decretos são vida!

Então, o Senhor fala sobre a vida sexual. O que não fazer. E porque não fazer. A honra e o respeito estão em pauta. Além de evitar práticas detestáveis ao Senhor, depravação e perversão.

As nações que o Senhor expulsaria diante de Israel praticavam todas as práticas que o Senhor detesta. Por isso estavam sendo expulsos. A própria terra os expulsava, enojada por ter sido contaminada com práticas e atos detestáveis.

Se Israel os imitasse, também seriam vomitados pela terra que estavam prestes a possuir.

Essas regras se aplicam tanto aos israelitas de nascimento quanto aos estrangeiros que viviam entre eles.

O Senhor repete, ao longo desses capítulos, o dever de ser santo, porque Ele é santo. Ele tem separado Israel para ser Seu povo.

Em seguida o Senhor continua instruindo o povo a seguir regras de honra, respeito, convivência e honestidade.

Os pais devem ser respeitados. Os sábados guardados.

A confiança não pode estar em ídolos. Não devem fazer imagens de metal representando deuses.

As ofertas devem ser apresentadas de forma apropriada para serem aceitas.

A colheita não deve ser feita até à ultima espiga ou cacho. Deve-se deixar um pouco para os pobres e os estrangeiros.

Não roubar. Nem mentir. Nem enganar.

Não desonrar o nome do Senhor, usando-O para jurar falsamente.

Nada de explorar ou roubar o próximo. Nem de ficar com o salário do empregado até o dia seguinte.

Não insultar o surdo. Não fazer o cego tropeçar. Temer ao Senhor.

A justiça não pode ser distorcida. Por nenhum motivo. O julgamento deve ser sempre com imparcialidade.

Não difamar. Nem ficar de braços cruzados quando a vida de alguém corre perigo.

Não alimentar ódio no coração contra um parente. Os que errarem devem ser confrontados, sem rodeio.

Nada de guardar rancor ou querer se vingar.

Ah, e o resumo da lei aparece aqui, no versículo dezoito do capítulo dezenove: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. http://www.espalhandoasemente.com/2018/03/temos-algum-valor.html

Todos os decretos do Senhor devem ser observados.

Quando entrassem na terra, não deveriam colher nos primeiros três anos. No quarto, toda a colheita seria consagrada ao Senhor. No quinto, poderiam comer os frutos. Se agissem assim, o Senhor aumentaria suas colheitas.

Adivinhação e feitiçaria não devem ser praticadas. Até o corte de cabelo devia diferente.

Quando lamentassem a morte de alguém, nada de se cortar e se marcar na pele.

Que ninguém fizesse sua filha tornar-se uma prostituta.

Os sábados do Senhor devem ser guardados. Seu santuário reverenciado.

Nada de se contaminar procurando médiuns e os que consultam os espíritos dos mortos.

Os idosos devem ser honrados.

Os estrangeiros que viviam entre eles deviam ser tratados como se fossem israelitas. E mais, amados como amavam eles mesmos.

As medidas e os pesos devem ser exatos.

Suas leis espelham Seu caráter. Um Deus amoroso, que se importa com cada um de nós. Leis encharcadas e amor e respeito.

Continuamos na próxima postagem. Até já.