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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Um reino esfacelado


Vamos continuar nossa caminhada através das páginas de 2 Crônicas.

Ontem vimos sobre a sabedoria de Salomão e a visita de uma rainha curiosa.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/a-visita-de-uma-rainha.html

Hoje caminharemos pelas páginas do capítulo dez.

Antes gostaria de lembrar que, apesar do autor de Crônicas não contar, o de Reis nos fala sobre o pecado de Salomão. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

Ele amou muitas mulheres, das nações que o Senhor havia dito que não deveriam ser tomadas como esposa. O Senhor sabia o que podia acontecer. E, como seu coração não era reto para com o Senhor, como o coração de Davi, seu pai, essas mulheres o desviaram dos caminhos do Senhor. Ele construiu ídolos aos deuses de suas mulheres, no templo do Senhor. Está lá em 1 Reis 11.

Sim, é de cair o queixo. O homem mais sábio do mundo deixou que seu coração fosse seduzido por mulheres e seus ídolos. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html

Bem, agora caminhamos pelas páginas que nos contam sobre Roboão. Quando Salomão faleceu, Roboão foi até Siquém. Lá todo o Israel se unira para proclamá-lo rei em lugar de seu pai.

O povo de Israel mandou chamar Jeroboão, filho de Nebate, que estava no Egito. Jeroboão havia fugido para lá porque Salomão queria matá-lo. Salomão tornou-se vítima de seu poder, tal qual Saul. O Senhor havia dito, através do profeta Aías, que rasgaria as tribos de Israel. Dez serviriam a Jeroboão. Duas, aos descendentes de Davi. Por isso, Salomão tentou matá-lo.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/saul-podia-ter-dado-certo.html

Jeroboão volta do Egito e, com todo o Israel, encontra-se com Roboão. Eles reclamam que Salomão impôs tributos muito elevados. Pediram que esses tributos fossem diminuídos. Disseram que se assim acontecesse, todo Israel o serviria.

Era justo. As grandes construções haviam sido terminadas. Muitos impostos e presentes eram trazidos pelos estrangeiros a Salomão. Seria um gesto de boa vontade do novo monarca.

Roboão ordenou que voltassem em três dias. Teria uma resposta.

Buscou conselhos com os anciãos e autoridades que haviam servido seu pai. Esses sábios aconselharam-no que fosse bondoso para com o povo, dizendo boas palavras e agradando-o. Assim, o coração deles se inclinaria ao rei e o serviriam com lealdade para sempre.

Roboão não ficou satisfeito com o conselho desses homens. Pediu conselho também aos jovens que cresceram com ele. Esses jovens aconselharam-no a responder que não aliviaria a carga de impostos, ao contrário, aumentaria. Cheios de arrogância, disseram que Roboão deveria responder que o dedo mínimo dele era mais grosso que a cintura de seu pai.

Depois de três dias, o povo retornou a Roboão. Ele respondeu a todo povo ali reunido: “Meu pai fez pesado o vosso jugo, mas eu o aumentarei ainda mais; meu pai vos castigou com simples chicotes; eu os açoitarei com chicotes que ferem como escorpiões”.

O rei não deu atenção ao povo. Esta mudança e endurecimento vinham do Senhor, para que Sua palavra fosse confirmada a Jeroboão, filho de Nebate.

Quando Israel ouviu a resposta do rei, protestou aos brados: “Que temos em comum com Davi?”

Eles se dispersaram e retornaram às suas terras. Roboão reinou sobre o povo que vivia nas cidades de Judá. Somente as tribos de Judá e Benjamim continuaram sob seu reinado.

O rei enviou Adorão, chefe do trabalho forçado para recolher o imposto. A população israelense se juntou e o apedrejou. Até à morte.

Assim Israel se rebelou contra a dinastia de Davi.

Essas coisas aconteceram por causa do pecado de Salomão. Ele não guardou seu coração, como o Senhor nos ensina em Sua palavra. Deixou que seu coração fosse atrás de muitas mulheres. Mulheres que não conheciam ao Senhor.

Salomão deixou-se levar por seu coração. Deixou-se levar por suas mulheres. O amor ao poder fez com que perseguisse Jeroboão, servo leal, como Saul havia feito com Davi. Salomão construiu e ofereceu holocaustos a deuses estranhos na Casa que o Senhor disse que colocaria Seu nome para sempre. Não ensinou seu filho a ser fiel. Não o ensinou a ouvir conselhos. Não o ensinou a ser sábio.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/lideranca-pelo-exemplo.html

O resultado foi o esfacelamento de um reino que havia sido ampliado e solidificado.

Que aprendamos essas lições.

Lembre-se que nossas decisões não impactam apenas nossas vidas. Impactam todos que estão à nossa volta. Impactam toda nossa descendência.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Que sejamos fiéis. Sempre. Até o fim.

Amanhã prosseguimos. Até lá.





quarta-feira, 28 de junho de 2017

Quem é o seu Deus?

Isaias 36 nos conta a ameaça do rei da Assíria, Senaqueribe, à cidade de Jerusalém.

Este rei atacou e conquistou TODAS as cidades fortificadas de Judá. Só restava Jerusalém. Ele envia seu comandante, com um grande exército, que no aqueduto do açude superior aguarda para negociações de rendição.

O administrador do palácio, o secretário e o arquivista real foram ao seu encontro.

Consegue imaginar a cena? De um lado um poderoso comandante, acompanhado de seu exército, que acabara de pilhar TODAS as cidades fortificadas de Judá. Do outro, três homens da confiança do rei. Um rei que não possuía mais reino. Apenas uma cidade.

Como Ezequias poderia pensar em resistir? Jerusalém era a única cidade de Judá que não havia caído.

O comandante do exército, que traz uma mensagem do poderoso rei assírio, começa com uma pergunta. "Em que você está baseando essa sua confiança?" "Em quem você confia?"

E ele mesmo responde: "Você está confiando no Egito". Já reparou que sempre que precisamos lidar com os Senaqueribes da vida, temos a  tendência de confiar no Egito? De imaginar e planejar várias estratégias de ação, como se alguém além do Senhor pudesse nos livrar? Não sei você, eu sou assim. Imagino várias ações e atitudes que estão muito além do que eu poderia fazer. Então, lembro a mim mesma que só tenho o Senhor. Não há outra saída. Não há outro socorro.

O comandante vai além, sempre tentando confundir e minar a confiança de Israel. "E se você disser que confia no Senhor..." E lembra que Ezequias destruiu os altares de sacrifício. Acusando-o de ter destruído os altares do Senhor! De ter limitado o Senhor impondo-lhe apenas um altar, quando Ezequias havia derrubado ídolos e altares. Ah, isso me é tão familiar!

Quantas vezes derrubamos altares em que confiávamos e somos atacados com a dúvida de termos feito o certo?

Então, só depois de semear dúvidas e descrenças, o comandante propõe que Ezequias se entregue. E nessa proposta de rendição, continua seu discurso de rebaixamento, em hebraico, a língua falada em Judá.

Os assírios eram mestres na guerra. "Se você tiver dois mil homens, lhe darei os cavalos para montar." "Você não pode repelir um só dos menores oficiais do meu Senhor." Em outras palavras: "Você não é ninguém. Apenas um derrotado. Não tem para onde correr. O Egito não poderá salvá-lo. E pior, o Senhor não poderá salvá-lo. O próprio Senhor me mandou aqui para destruir essa nação."

E agora? O que fazer? Em meio a tantas ameaças e mentiras, uma verdade. O Senhor havia falado que se o povo não se voltasse para Ele, seria destruído.

Os enviados de Ezequias pediram que o comandante assírio falasse em aramaico, a língua oficial do Oriente Médio, para que o povo não entendesse. Ele se recusou. Sua intenção era justamente desanimar e apavorar a todos. E mais uma vez bradou: "Não deixem Ezequias convencê-los a confiar no Senhor."

O primeiro ataque era o psicológico. Estou certa de que você já viveu essa cena, assim como eu.

O comandante afirmou que todos comeriam suas próprias fezes e beberiam sua urina. Mas, se fizessem as pazes com o rei da Assíria, comeriam da sua própria vinha e beberiam da sua própria cisterna, até serem levados a uma terra semelhante à sua, terra de cereal e vinho, de pão e vinhas. Lhe parece familiar?

Para que resistir?

E novamente veio o ataque ao Senhor, o Deus de Ezequias. Nenhum deus havia conseguido livrar qualquer nação ou cidade da mão da Assíria,  por que o Senhor os livraria? Quem é o Senhor para livrar? E assim, minando a coragem e a fé de todos, ele termina a conferência.

Os representantes de Ezequias, com suas vestes rasgadas, foram contar-lhe o que haviam ouvido.

E agora? O que Ezequias fará? Há algo a fazer? Existe uma saída? Um escape? Já havia suprido a cidade de água, canalizando-a. Quando estive em Israel pude visitar o túnel de Ezequias, por onde passa água até os dias de hoje. Havia também fortificado o muro de Jerusalém e o aumentado, para receber os refugiados do reino do Norte e do oeste de Judá.

Seria possível fazer mais alguma coisa? Todas as cidades ao redor estavam sob o domínio da Assíria.

Nos registros históricos, Senaqueribe se gaba de ter trancafiado Ezequias como um pássaro em uma gaiola. E era assim. Não havia como sair de Jerusalém. O inimigo o cercava por todos os lados.

Haveria algo mais a fazer?

O exército assírio contava com cento e oitenta e cinco mil soldados. Homens valentes e impiedosos. Que destruíam e saqueavam tudo o que viam. Como escapar de algo tão terrível? De uma derrota eminente?

Por enquanto, vamos meditar nesse capítulo. Afinal, muitas vezes nos deparamos com situações assim. O ceder, o desistir, o concordar é muito mais fácil. Não vemos saída. Opor-se dá trabalho. É  desgastante. Sentar no sofá, chorar e entregar-se à depressão é muito mais fácil. Não requer esforço algum. É só deixar-se levar montanha abaixo. Eu sei. Já vivi isso. Já desci a montanha.

Qual sua atitude diante das ameaças e ofertas da Assíria? Qual minha atitude? O que precisamos corrigir? A quem devemos ouvir quando o inimigo grita ameaças e ofertas para nós?

Precisamos saber quem é o nosso Deus. Ele é capaz de nos livrar? Somos capazes de confiar?

Logo caminharemos pelas páginas da Bíblia e veremos, no capítulo 37 de Isaías, qual foi a atitude de Ezequias e os acontecimentos provocados por essa atitude.