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sábado, 27 de julho de 2019

Isaías 37.1-38

Leitura do dia 27/07.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Isaías.

Ontem vimos as ameaças da Assíria a Ezequias e Jerusalém. Senaqueribe compara o Senhor aos deuses das nações.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-341-3622.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo trinta e sete. Até o capítulo trinta e nove. Na primeira postagem, apenas o capítulo trinta e sete.

Assim que os oficiais do rei relataram as ameaças de Senaqueribe, Ezequias rasgou suas roupas. Vestiu-se de panos de saco em sinal de humilhação. E entrou no templo do Senhor. Ele sabia onde procurar ajuda. Era verdade, seus homens eram poucos. Era verdade, ele não tinha nenhuma chance. Apenas se o Senhor o socorresse.

Enquanto ficou no templo, orando ao Senhor, Ezequias enviou seus oficiais e os principais sacerdotes até Isaías. Todos vestidos com panos de saco. Ezequias disse que aquele era um dia de angústia, de insulto e humilhação. Como a hora de um parto quando a mãe não tinha mais forças para dar à luz. Ezequias, porém, tinha esperança de que o Senhor tivesse ouvido o desafio feito, e os castigasse. Ele pede que Isaías ore pelos que ainda restavam em Judá.

Isaías transmitiu a resposta do Senhor. Deveriam dizer ao rei que não se assustasse com os insultos lançados contra Ele. O próprio Senhor agiria contra o rei. Este receberia notícias que o fariam voltar à sua terra. Ali o Senhor providenciaria que fosse morto à espada.

Enquanto Isaías orava e seus oficiais consultavam o Senhor através do profeta, Rabsaqué partiu de Jerusalém. Ele foi até Libna, onde Senaqueribe estava. Logo após, como o Senhor havia dito, o rei da Assíria recebeu notícias. Tiraca, rei da Etiópia, havia enviado seu exército para lutar contra ele. Senaqueribe iria partir.

Antes de ir, porém, enviou seus homens a Ezequias. Com mais ameaças. Agora era uma carta. Uma mensagem para o rei. Que não se deixasse enganar pelo Senhor, em quem confiava. Que o Senhor não o enganasse com promessas de que Jerusalém não seria conquistada por ele. Era seria conquistada.

A carta dizia que Ezequias sabia muito bem o que os reis da Assíria fizeram por todos os lugares por onde passaram. Destruíram completamente todos que atravessaram seus caminhos. Quem era Ezequias para acreditar que escaparia? Nenhum deus de nenhuma nação ou cidade os salvara. Todos os reis caíram. Por que ele seria salvo?

Quantas vezes recebemos ameaças assim? Qual nossa reação?

Ezequias recebeu a carta e a leu. Então, foi novamente até o templo. Sabia quem podia lhe responder. Estendeu a carta ao Senhor. E orou. Que o Senhor, o Senhor dos Exércitos, que está entronizado entre os querubins, o Senhor, que é Deus de todos os reinos, que criou os céus e a terra, inclinasse Seus ouvidos e ouvisse. Abrisse Seus olhos e visse. Que ouvisse as palavras com as quais Senaqueribe O desafiava.

Disse que era verdade que os reis da Assíria destruíram todas aquelas nações, lançando no fogo seus deuses. É claro que conseguiram destruí-los. Não eram deuses de verdade. Eram apenas ídolos. De madeira e pedra. Feitos por mãos humanas.

Pediu que o Senhor os salvasse do poder daquele rei, assim todos os reinos da terra saberiam que somente o Senhor é Deus de verdade.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Porque Ezequias orou sobre Senaqueribe, o Senhor proferiu uma sentença. Ele havia desafiado e zombado do Santo de Israel. Por isso, Jerusalém, embora fosse como uma virgem indefesa diante de um rei poderoso, ela balançava sua cabeça diante dele, rindo e desprezando-o.

Senaqueribe estava muito enganado achando que havia conquistado o que conquistou por causa de seu poder. Havia sido o Senhor quem decidira esses acontecimentos. Há muito tempo. E era por causa da decisão do Senhor, e não do poder de Senaqueribe, que aquelas cidades caíram. Agora, por causa da raiva de Senaqueribe contra o Senhor, sua arrogância e fúria, Ele colocaria Sua argola em seu nariz. Colocaria um freio em sua boca. E o faria voltar. Pelo mesmo caminho que veio.

Senaqueribe não invadiria Jerusalém. Nem uma flecha seria disparada contra ela. Não entrariam na cidade. Pela honra do Senhor e por causa de Davi. O Senhor defenderia e libertaria Jerusalém.

Daria-lhes um sinal. Naquele ano comeriam somente o que crescesse, sem que ninguém plantasse nada. No ano seguinte, o que brotasse daquilo. Mas, no terceiro ano, semeariam e colheriam. Cuidariam de suas videiras e comeriam seus frutos.

Naquela noite, o Senhor enviou Seu anjo ao acampamento assírio. Matou cento e oitenta e cinco mil soldados assírios. Isso mesmo! Cento e oitenta e cinco mil. Quando os sobreviventes acordaram na manhã seguinte, havia cadáveres por toda parte. Senaqueribe levantou acampamento. Foi para sua terra (Nínive). E ali ficou.

Um dia, quando adorava seu deus Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer entraram no templo e o mataram. À espada. Como o Senhor havia dito. Eles fugiram. Seu outro filho, Esar-Hadom, o sucedeu.

Judá podia ter pouquíssimos soldados. Mas o Senhor dos Exércitos lutava por ela e, quando o Senhor é por nós, somos vencedores.

“Que podemos dizer diante de coisas tão maravilhosas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Se Ele não poupou nem mesmo Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, acaso não nos dará todas as outras coisas? Quem se atreve a acusar os escolhidos de Deus? Ninguém, pois o próprio Deus nos declara justos diante dEle. Quem nos condenará, então? Ninguém, pois Cristo Jesus morreu e ressuscitou e está sentado no lugar de honra, à direita de Deus, intercedendo por nós”. – Romanos 8.31-34

Oh, que Senhor maravilhoso o nosso! Seu amor e zelo por nós é incomparável. As lutas vêm, é verdade. Mas Ele está conosco! http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Provérbios 25.1-27.27

Leitura do dia 06/07.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas do livro de Provérbios.

Vimos que a boa reputação é bem melhor que grandes riquezas. Assim como ser amado é melhor que prata e ouro.

Não podemos explorar o pobre, o Senhor os defenderá. Pagará na mesma medida.

Também vimos a importância da disciplina na vida da criança. A necessidade de não deixarmos que a bebida nos domine. E de ajudarmos a todos que pudermos, ainda que estejam caminhando e tropeçando em direção à morte. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-221-2434.html

Hoje leremos a partir do capítulo vinte e cinco. Até o capítulo vinte e sete. São provérbios de Salomão. Reunidos e copiados pelos conselheiros do rei Ezequias. Alguns são repetidos.

Como temos feito, veremos alguns. Novamente peço, não deixe de ler todos, anotar e meditar naqueles que chamam mais sua atenção.

No capítulo vinte e cinco, Salomão nos dá muitos conselhos comportamentais. Vamos nos ater a alguns.

Quando prometermos um presente, a quem quer que seja, que façamos de tudo para cumprir nossa palavra, o mais rápido possível. Que não sejamos como nuvens e ventos enganosos. Que parecem  trazer chuva. Mas não trazem nada.

Como é grave mentir a respeito de alguém. Palavras mentirosas ferem. Como uma agressão armada. Como um ferimento de espada. Como uma flecha afiada. É difícil de curar. Nós, servos do Senhor, precisamos ser os que levam cura. Não os que ferem. Fomos chamados para abençoar. Não para matar.

É terrível confiar no desleal. É como precisar andar e ter o pé aleijado. Ou mastigar carne com um dente quebrado.

Se estamos com alguém aflito, não lhe cantemos canções alegres. É o mesmo que tirar o agasalho de alguém no frio. Ou derramar vinagre em uma ferida. Arde. Dói. Não cura. O aflito precisa de alívio. De bálsamo. Não de canções alegres.

E se nossos inimigos tiverem fome ou sede? Viraremos as costas, afinal, não temos nada com isso? A Palavra nos ensina a saciar a fome e a sede deles, ainda que sejam nossos inimigos. Abençoaremos pessoas. E o Senhor nos recompensará. Podem até nos chamar de loucos, mas estaremos em obediência, agradando o Senhor. É o que importa.

Não podemos ceder à pressão dos perversos. Se o fizermos, seremos como nascente poluída ou fonte cheia de lama. Águas contaminadas. Que não servem para saciar a sede.

Se não temos domínio próprio, somos como uma cidade sem proteção ou segurança. Totalmente expostos. Fragilizados. Sendo dominados por nossos sentimentos. Quando deveríamos dominá-los.

No capítulo vinte e seis, Salomão afirma que a maldição imerecida não pousa sobre quem é dirigida. Há proteção na inocência.

Não confiemos no tolo. Se temos algo a dizer, digamos nós mesmos. Ou passemos a missão para o sábio. Confiar no tolo para transmitir uma mensagem, é como cortar o próprio pé. Quem faria isso? Para que suportar tamanha dor e ficar mancando ou nem poder andar sem o pé? É como beber veneno. Traz morte.

Que não sejamos como o cão que volta ao seu vômito, cometendo os mesmos erros, a mesma insensatez. Erramos? Vamos nos arrepender. Corrigir. E seguir por outro caminho. Assim é o verdadeiro arrependimento.

Não é certo mentirmos para amigos, deixando-os  com o coração na mão e depois dizer que fizemos aquilo como uma brincadeira. Brincadeiras de mal gosto devem ser deixadas de lado.

O capítulo vinte e sete nos orienta a não contar vantagem a respeito do amanhã. Não sabemos o que acontecerá. O amanhã não nos pertence. Lembra? Fazemos planos, mas não sabemos o que pode acontecer. A resposta vem do Senhor (Provérbios 19.21).

É melhor ser ferido por um amigo em sua sinceridade que ser beijado por um inimigo. A ferida de um amigo traz cura. A trapaça, no entanto, vem acompanhada do beijo do inimigo.

Para quem está faminto qualquer alimento amargo é considerado doce. Não tem o que comer. Precisa saciar a fome. Acaba comendo o que não devia.

Deixe-se ser saciado pelo Senhor. Assim, saberá o que comer. Quando e como.

Ah, como é bom receber o conselho de um amigo! É tão agradável quanto sentir o aroma de um perfume delicioso.

Não devemos jamais abandonar um amigo. Nem mesmo o amigo de nossos pais. Temos responsabilidades com eles também. Amizades devem ultrapassar gerações.

Sejamos como o prudente. Estar no lugar seguro. Na torre de vigia. Dali, antever o perigo. E tomar precauções.

Não devemos andar sozinhos. Jamais. Já vimos que o solitário é imprudente. Se estivermos andando, no mínimo, de dois em dois, teremos alguém para nos corrigir e nos apoiar. Nos suportar. Nos afiar. Sim, como o ferro afia o ferro, assim um amigo afia o outro. Precisamos ser afiados. Por amigos.

Somos provados pelos elogios que recebemos, assim como o fogo prova o ouro e a prata. Quais são nossas reações? Elogios nos levam para mais perto do Senhor ou nos levam a levantar um altar para nós mesmos?

Temos ovelhas sob nossos cuidados, onde quer que estejamos. Que tomemos cuidado com elas. Que nos dediquemos e cuidemos de nosso rebanho. Podem ser nossos filhos. Nossa família. Nossos empregados. E até nossos amigos. Que prestemos atenção. Que nos dediquemos a esse cuidado. Prestando atenção em cada detalhe. Prestaremos contas depois.

Que sejamos diligentes. E abençoadores.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo vinte e oito. Até o trinta e um.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

2 Crônicas 35.1-27

Leitura do dia 02/05.

Na postagem anterior, vimos que Josias, com apenas dezesseis anos, buscou conhecer o Senhor de Davi. Ele O encontrou. Antes mesmo de encontrar o Livro da Lei do Senhor. Uau!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-341-33.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo trinta e cinco.

Josias celebrou o sacrifício da Páscoa, para o Senhor, em Jerusalém. O cordeiro da Páscoa foi imolado no décimo quarto dia do primeiro mês. Ele designou os sacerdotes nos seus cargos e os motivou a servirem na Casa do Senhor.

Ordenou aos levitas que ensinavam a todo o Israel e que estavam consagrados ao Senhor que depositassem a Arca sagrada no templo que edificou Salomão. Já não tinham mais a responsabilidade de carregá-la sobre os ombros. Deveriam cultuar o Senhor e servir seu povo. Ordenou que se preparassem segundo suas famílias, segundo as turmas de serviço, conforme os preceitos de Davi, rei de Israel, e as prescrições de Salomão, seu filho.

Deveriam permanecer no Lugar Santo com um grupo de levitas para cada subdivisão das famílias do povo. E imolar a Páscoa, santificando-se e ficando à disposição de seus irmãos. Agindo de acordo com a Palavra do Senhor, transmitida por Moisés.

O próprio Josias deu ao povo que ali estava reunido um total de trinta mil ovelhas e cabritos para as ofertas da Páscoa, além de três mil bois. Tudo tirado de seus bens pessoais.

Seus chefes e oficiais também fizeram ofertas voluntárias ao povo, aos sacerdotes e aos levitas.
Hilquias, Zacarias e Jeiel, chefes do templo de Deus, deram aos sacerdotes, para os sacrifícios da Páscoa, dois mil e seiscentos cordeiros e cabritos e trezentos novilhos. Da mesma maneira Conanias, com seus irmãos Semaías e Natanael, e os líderes dos levitas: Hasabias, Jeiel e Jozabade, forneceram graciosamente aos levitas cinco mil ovelhas e cabritos e quinhentos bois.

Todo o grande serviço religioso foi organizado e os sacerdotes assumiram de bom grado suas funções, com o auxílio dos levitas em seus turnos, tudo conforme o rei orientara.

Então sacrificaram os cordeiros da Páscoa. Os sacerdotes aspergiram o sangue que recebiam das mãos dos levitas, que também retiravam a pele dos animais.

Eles separaram os sacrifícios para os distribuírem ao povo, conforme os grupos de suas famílias, a fim de que elas os oferecessem ao Senhor, segundo está escrito no Livro de Moisés. Fizeram o mesmo com os novilhos. Assaram os cordeiros da Páscoa no fogo, segundo a prescrição; e cozinharam as ofertas sagradas em panelas, em caldeirões e em tachos.

Rapidamente as repartiram entre todo o povo. Depois prepararam o que era necessário para si e para os sacerdotes. Os sacerdotes, descendentes de Arão, se ocuparam até o pôr-do-sol em oferecer os sacrifícios e a gordura. Por isso, os levitas prepararam a parte deles e a dos sacerdotes, descendentes de Arão.

Os músicos e cantores, descendentes de Asafe, estavam em suas posições, segundo o mandado de Davi, de Asafe, de Hemã e de Jedutum, vidente do rei, como também os porteiros, a cada porta. Não necessitaram se desviar do seu ministério; porquanto seus irmãos, os levitas, preparavam tudo quanto precisavam.

Percebe-se a dedicação de todos, como um corpo unido, trabalhando, com o mesmo propósito: que o povo estivesse na presença do Senhor e que o Senhor fosse glorificado. Deste modo se estabeleceu todo o serviço do Senhor naquele dia, para celebrar a Páscoa e oferecer holocaustos sobre o Seu altar, de acordo com as orientações do rei Josias.

Todos os filhos de Israel que estavam presentes celebraram a Páscoa naquele dia e durante sete dias participaram da festa dos pães sem fermento.

A Páscoa não havia sido celebrada dessa maneira em Israel desde os dias do profeta Samuel. Nenhum dos reis de Israel havia organizado uma Páscoa como esta, como fez o rei Josias, com os sacerdotes, os levitas e a cooperação de todo Judá e Israel que ali se reuniram com os habitantes de Jerusalém. Foi uma festa maior até do que a do tempo de Ezequias!
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/tempo-de-festa.html

Esta grande celebração da Páscoa foi realizada no décimo oitavo ano do reinado de Josias.

Passados todos estes acontecimentos, havendo o rei Josias já restaurado o templo, subiu Neco, rei do Egito, para guerrear nos campos de Carquemis, junto ao Eufrates. Josias marchou para enfrentá-lo.

Neco, enviou-lhe mensageiros, advertindo-o a não interferir na batalha. Não estava indo contra Josias naquele dia, mas contra a casa que o provocou à guerra. Disse também que o Senhor mandou que se apressasse. Que Josias cuidasse para não se opor ao Senhor, que era com ele, para que também não fosse destruído.

Contudo, Josias, decidiu não voltar atrás. Disfarçou-se para enfrentá-lo na batalha. Não quis dar ouvidos ao que Neco lhe comunicara por ordem do Senhor, e foi combatê-lo na planície de Megido. Durante o embate, flecheiros atingiram Josias, que ordenou aos seus oficiais que o tirassem dali, pois estava gravemente ferido. Seus servos o tiraram de seu carro de combate. Levaram-no para um segundo carro e o transportaram às pressas para Jerusalém. Ali ele morreu.

Ah, nossas escolhas e suas consequências!
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/que-tipo-de-pedra-temos-sido.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/alianca-rompida.html

Josias foi sepultado nos túmulos de seus antepassados. Todos os habitantes de Judá e Jerusalém choraram por ele. O profeta Jeremias compôs um poema de lamento em sua homenagem. Todos os músicos e cantores falaram de Josias em suas composições, até à época em que Crônicas foi escrito. Tais obras se tornaram uma tradição em Israel e estão escritas na coletânea de Lamentações.

Que aprendamos a ouvir a voz do Senhor, mesmo quando nos fala através de alguém como Neco, rei no Egito.

E que aprendamos a servir com a disposição dos levitas, para que o nome do Senhor seja conhecido e glorificado através de nossas vidas.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/escolhas.html

2 Crônicas 33.1-25

Leitura do dia 02/05.

Continuamos nossa caminhada através de 2 Crônicas. Estamos terminando mais um livro maravilhoso, com muitas lições a ensinar.

Ontem vimos Ezequias restituir a Páscoa, não apenas em Judá, mas em Israel. Muitos voltaram para o Senhor. Os ídolos foram derrubados. O templo e o serviço religioso, restaurado. Ezequias passou por guerras e doença, apesar de sua fidelidade. Não estava imune. Assim como nós. Não existe imunidade para tais situações. Precisamos passar por elas e vencer. Com o Senhor Jesus ao nosso lado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-301-27.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-311-21.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-321-33.html

Hoje, caminharemos pelas páginas dos capítulos trinta e três a trinta e seis.

Manassés tinha doze anos de idade quando foi proclamado rei, no lugar de seu pai. Reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Para nossa tristeza e desgraça de Judá, praticou tudo que o Senhor abomina.

Não seguiu o exemplo Ezequias. Antes, imitou as atitudes detestáveis das nações pagãs que o Senhor expulsara de diante dos israelitas. Parece que sua lista de pecados não acaba. Ele "chutou o pau da barraca" ou "pulou o 'corginho'", como dizem alguns.

Reconstruiu os altares idólatras que seu pai havia zelosamente destruído. Ergueu altares em homenagem aos baalins. Mandou construir totens e postes sagrados. Inclinou-se em adoração diante de todos os exércitos celestes e lhes prestou culto. Edificou altares pagãos no próprio interior da Casa do Senhor. Mandou construir altares a todo o exército de astros e estrelas do céu, nos dois pátios do templo do Senhor. Queimou seus próprios filhos em sacrifício no vale de Ben-Hinom. Praticou todo tipo de feitiçaria, magia e adivinhações. Recorreu às orientações de médiuns e aos que consultavam espíritos. Virou totalmente às costas para o Senhor. Seus pecados provocaram Sua ira.

Ele tomou uma imagem esculpida da deusa Aserá, que havia feito, e a colocou em destaque na Casa do Senhor. No lugar santo sobre o qual o Senhor havia declarado a Davi e a seu filho Salomão que colocaria Seu nome para sempre. Assim como nunca removeria os pés de Israel, da terra que destinara a seus antepassados, desde que tivessem o zelo de obedecer tudo que ordenara; toda a Lei, decretos e ordenanças transmitidos por Moisés.

Manassés perverteu Judá e o povo de Jerusalém ao ponto de fazerem ainda pior do que as nações pagãs que o Senhor havia aniquilado diante dos israelitas. Sim, infelizmente é isso mesmo. Dá para imaginar? Como esse homem se afastou do Senhor!

O Senhor, sempre misericordioso, advertiu Manassés e Seu povo. Não Lhe deram a mínima atenção. Então, enviou os comandantes do exército do rei da Assíria contra eles.

Capturaram Manassés. Aprisionaram-no com um gancho fixado nas narinas e algemas de bronze. Levaram-no para a Babilônia. Uma terrível humilhação para qualquer pessoa, imagine para um rei!

Em sua profunda angústia, Manassés buscou as misericórdias do Senhor. Reconhecendo seu erro, humilhou-se muito diante dEle. Quando orou, o Senhor o ouviu. Atendeu seu pedido. Trouxe-o de volta a Jerusalém e a seu reino. Assim Manassés concluiu em seu coração que o Senhor é Deus. Aleluia!

Como o Senhor é bondoso. Ouviu Manassés apesar de tudo que havia feito. E o perdoou. Só depois de todo o sofrimento pelo qual passou foi que concluiu em seu coração que o Senhor é Deus. O coração é o lugar onde "as coisas acontecem". Quantas vezes sabemos algo, mas fica apenas no nível do intelecto. Não adianta. Não nos traz transformação. Somente quando entendemos em nosso coração é que há mudanças, frutos.

Depois que voltou do exílio, reconstruiu e ampliou a altura do muro da Cidade de Davi. Também destacou oficiais do exército para guardar todas as cidades fortificadas de Judá. Tirou do templo do Senhor os deuses estrangeiros e a imagem que havia colocado lá, bem como todos os altares idólatras que havia mandado construir na colina do templo e em Jerusalém. Ele os lançou para fora da cidade.

Preste atenção: primeiro ele concluiu em seu coração que o Senhor é Deus. Depois reconstruiu os muros que haviam sido derrubados na guerra contra ele. Colocou oficiais para guardar as cidades. Então, tirou do templo os falsos deuses e os lançou para fora da cidade. "Aqui vocês não entram mais". Depois de destronar os falsos deuses, reconstruiu o altar do Senhor.

Reconstruir é muito mais trabalhoso que apenas construir. Para reconstruir, precisamos derrubar o que está errado. Como é difícil!

Só apos a reconstrução, Manassés ofereceu sacrifícios de paz e comunhão. Então, adorou e louvou ao Senhor. Além disso, ordenou expressamente a todo o povo de Judá que O servisse de coração. Veja bem, de coração.

O povo, contudo, continuava a sacrificar nos lugares altos, isto é, nos altares idólatras. Mas faziam suas ofertas somente ao Senhor. Pelo menos isso.

As demais realizações de Manassés, inclusive sua oração de arrependimento ao Senhor e as palavras que os videntes e profetas lhe falaram em Nome do Senhor, estão registrados nas Crônicas Históricas dos Reis de Israel.

A súplica de Manassés, a resposta misericordiosa do Senhor, seus erros, pecados, suas atitudes desleais, os locais onde mandou edificar altares idólatras e ergueu totens pagãos para adoração a diversas imagens e ídolos, antes do seu arrependimento, estão devidamente narrados nos escritos históricos dos Videntes.

Como é maravilhoso saber que as misericórdias do Senhor não tem fim. Não importa quem tenhamos sido ou quem somos, Ele pode nos transformar. Ele nos busca. Ainda que viremos as costas, Ele continua a nos chamar. Enviando Sua palavra. Enviando Seus profetas. Nunca desiste de nós.

Manassés descansou com seus antepassados, e o sepultaram em sua propriedade. Seu filho Amom passou a reinar em seu lugar.

Amom tinha vinte e dois anos de idade quando deu início ao seu governo. Reinou dois anos em Jerusalém. Agiu de forma perversa. Fez tudo que o Senhor abomina. À semelhança das más atitudes do seu pai, antes de seu arrependimento.

Posso ler esses textos inúmeras vezes, não consigo entender. "Como pode?", me pergunto descabelada. Então lembro que todos temos o livre arbítrio. Lembro que temos nossas escolhas. O Senhor aponta o caminho. Não nos obriga a seguí-Lo. Ele mostra o que é melhor. Mas não nos impõe Sua vontade. Podemos olhar para trás. Observar os exemplos. E escolher quais decisões tomar. Quais atitudes ter. Está em nossas mãos. É nossa e só nossa, a responsabilidade.

Amom prestou culto e ofereceu sacrifícios a todos os ídolos que Manassés havia edificado e reverenciado. Entretanto, ao contrário de seu pai, Amom jamais se humilhou diante do Senhor. Fez pior. Cometeu mais erros e pecados. Elevando em muito sua culpa. Que terrível!

Seus próprios oficiais e servos de confiança conspiraram contra ele. Assassinaram-no nas dependências de seu palácio. O povo da terra matou todos que conspiraram contra Amom. Seu filho Josias foi proclamado rei em seu lugar.

Fica novamente a pergunta: Quais escolhas Josias fará? Seguirá os maus exemplos de seu pai e seu avô? Ou fará as escolhas certas e voltará seus olhos para o Senhor?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até lá, pensemos quais tem sido nossas escolhas. Nossas atitudes. E quais são os exemplos que desejamos seguir.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/destruicaoreconstrucao.html

quarta-feira, 1 de maio de 2019

2 Crônicas 31.1-21

Leitura do dia 01/05.

Na postagem anterior, vimos a celebração da Páscoa em Jerusalém, como não havia desde os tempos de Salomão. Vimos que Ezequias, os levitas e sacerdotes consideravam as pessoas acima das regras. Que maravilhoso!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-301-27.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo trinta e um de 2 Crônicas.

Quando as celebrações terminaram, os que estavam em Jerusalém saíram às cidades de Judá, Benjamim, Efraim e Manassés. Destruíram os altares idólatras, despedaçaram as estátuas pagãs, cortaram e derrubaram os postes-ídolos.

Depois, foram para suas cidades. Cada um para sua casa.

Ezequias estabeleceu os turnos dos sacerdotes e levitas. Cada um conforme seus serviços religiosos, para apresentarem holocaustos e sacrifícios de paz e comunhão, ministrarem, guardarem, darem graças, louvarem e adorarem, junto aos portões do templo do Senhor.

O rei contribuía com seus próprios bens para os holocaustos, os sacrifícios realizados pelas manhãs e tardes, assim como para os dos sábados, das festas da Lua Nova e das festas fixas. Tudo como está escrito na Lei do Senhor.

Também ordenou aos moradores de Jerusalém, que contribuíssem com os sacerdotes e levitas, de acordo com a porção que lhes era devida. Tudo para que pudessem dedicar-se ao estudo, ao ensino e à prática da Lei do Senhor.

Assim que esta ordem foi proclamada, os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias do cereal, do vinho, do azeite, do mel e de todo produto do campo. Também os dízimos de tudo. Trouxeram generosamente.

Os filhos de Israel e de Judá que habitavam nas cidades de Judá também trouxeram com alegria o dízimo de todos os rebanhos, utensílios e objetos consagrados e dedicados ao Senhor. Depositaram tudo junto aos portões, formando muitas e muitas pilhas.

No terceiro mês, começaram a organizar as primeiras pilhas de doações. No sétimo mês, concluíram.
Quando o rei e os chefes observaram aqueles montões de ofertas, agradeceram e louvaram o Senhor. Bendisseram Israel.

Ezequias perguntou aos sacerdotes e levitas a respeito das pilhas de produtos doados. O sumo sacerdote, Azarias, encarregado de chefiar a Casa do Senhor, lhe explicou que desde que o povo começou a trazer suas doações, havia o que comer e até se fartar. Ainda sobrou muito, porque o Senhor abençoou Seu povo. Aqueles montões eram as sobras.

O rei mandou preparar depósitos no templo, o que fizeram imediatamente. Recolheram fielmente as ofertas, os dízimos, todos os objetos e produtos dedicados ao Senhor. Conanias foi encarregado desses deveres. Simei, seu irmão, o auxiliava, além de seus supervisores, subordinados a eles, por nomeação de Ezequias e Azarias.

Coré, guarda da porta leste, foi encarregado das ofertas voluntárias feitas ao Senhor, distribuindo as doações e as ofertas santíssimas. Sob seu comando estavam seis auxiliares, que, nas cidades dos sacerdotes, distribuíam, com toda a fidelidade, ofertas aos seus colegas sacerdotes, de acordo com seus turnos, tanto aos idosos quanto aos jovens.

Não levavam em conta se seus nomes estavam ou não nas listas dos seus antepassados. A distribuição era concedida generosamente a todos os homens que iam à Casa do Senhor fazer seus serviços religiosos diários, segundo o ministério que realizavam, conforme os cargos sob suas responsabilidades e de acordo com seus turnos.

A lista dos sacerdotes foi elaborada conforme seus grupos de famílias, suas responsabilidades e seus turnos. Esse mesmo registro genealógico incluía todos os filhos pequenos, as mulheres e os filhos e filhas de todo o grupo, pois, os sacerdotes e os levitas haviam sido fiéis em se consagrarem ao Senhor.

Dentre os sacerdotes, filhos de Arão, que moravam nos campos dos arredores das suas cidades, havia, em cada cidade, homens que foram designados nominalmente para distribuírem as porções a todo homem entre os sacerdotes, a seus filhos e aos levitas registrados.

Assim, fez Ezequias em todo Judá. Fez o que era bom, justo, reto e verdadeiro diante do Senhor.

Buscou o Senhor e trabalhou de todo o coração, em toda a obra que empreendeu no serviço do templo, bem como na obediência à Lei e aos mandamentos. Por isso prosperou.

Ah, como é bom ver a disposição de Ezequias. Vê-lo buscando e trabalhando de todo o coração. E como é bom ver os sacerdotes e levitas sendo fiéis ao Senhor, consagrando-se a Ele e Sua obra, de acordo com seus chamados. É maravilhoso ver o povo dando voluntariamente. Ver os levitas distribuindo fiel, correta e generosamente.

Doação, organização, fidelidade. Três coisas conhecidas no reinado de Ezequias.

Que possamos aprender essas lições.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/doacao-organizacao-fidelidade.html

2 Crônicas 30.1-27

Leitura do dia 01/05.

Vamos continuar nossa caminhada através de 2 Crônicas.

Ontem vimos o reinado de Jotão e suas vitórias. Ele dirigia seus passos segundo o caminho e a vontade do Senhor. Quando morreu, Acaz tomou seu lugar. Abandonou o Senhor. Perdeu suas guerras. Vimos também que Israel, mesmo afastado do Senhor, ouviu o profeta Odede. Homens escolhidos reanimaram o exército perdedor de Judá. Quando morreu, Ezequias tomou o reino. Não seguiu o mau exemplo de seu pai. Abriu as portas da casa do Senhor. Conclamou os sacerdotes, levitas, chefes e o povo para restabelecer o culto e o serviço religioso no templo. Ainda orou pedindo perdão ao Senhor por todo Israel, não apenas por Judá.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-271-9.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-281-27.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-291-36.html

Hoje, caminharemos pelas páginas dos capítulos trinta a trinta e dois.

Ah, como amo Ezequias!

Depois da reconstrução do templo, enviou mensageiros por Israel e Judá. Convocou-os à Casa do Senhor, em Jerusalém, para celebrarem, juntos, a Páscoa.

Não considerou Israel um povo separado. Seu desejo, assim como o do Senhor, era que todos O buscassem.

Ele chegou a um consenso com seus príncipes, oficiais e a comunidade em Jerusalém, para realizarem a Páscoa no segundo mês. A celebração sofreu esse atraso em relação à data prescrita, porque não havia sacerdotes santificados em número suficiente. Também nem todos haviam conseguido chegar em Jerusalém. Essa solução pareceu boa aos olhos de Ezequias e de toda a assembleia.

Proclamaram em todo Israel, desde Berseba até Dã, convocando todos a estarem em Jerusalém para o sacrifício da Páscoa. Não a celebravam mais de acordo com o que estava escrito. Há muito tempo.

Os mensageiros percorreram Israel e Judá com cartas assinadas pelo rei e seus oficiais. Proclamavam que os israelitas voltassem para o Senhor, para que Ele voltasse Sua face aos que haviam escapado dos reis da Assíria. Não deveriam ser como seus antepassados, infiéis e desleais para com o Senhor. Nem deveriam ser teimosos, mas submissos ao Senhor. Deveriam entrar no santuário que Ele próprio havia consagrado para sempre. Cultuar e servir o Senhor, para que o fogo do juízo da Sua ira se desviasse deles. Diziam ainda que, se voltassem seus corações para o Senhor, seus irmãos, parentes e filhos encontrariam benevolência dos que os aprisionaram e os sujeitaram à escravidão. Retornariam para sua terra, pois o Senhor é bom e compassivo. Não desviaria Seu rosto, se voltassem para Ele.

Os mensageiros visitaram cidade por cidade. Chegaram até Zebulom. Mas o povo riu e zombou deles. Fizeram com que passassem por grande humilhação.

Porém, alguns homens de Aser, de Manassés e de Zebulom demonstraram ter um coração sensato e humilde. Decidiram ir a Jerusalém.

Em Judá, a mão do Senhor estava sobre o povo. Concedendo-lhes senso de unidade de pensamento para executarem o que o rei e seus oficiais haviam ordenado, de acordo com a Palavra do Senhor.

Ajuntou-se em Jerusalém, no segundo mês, grande multidão. Para celebrar a festa da Páscoa. Destruíram os altares pagãos que havia em Jerusalém. Tomaram os altares onde eram queimados incensos aos ídolos, juntaram tudo e jogaram no ribeiro do vale de Cedrom.

Imolaram o cordeiro da Páscoa no décimo quarto dia do segundo mês. Os sacerdotes e os levitas, envergonhados, consagraram-se e trouxeram holocaustos à Casa do Senhor. Assumiram seus postos no serviço religioso, em conformidade com o que está escrito na Lei de Moisés. Os sacerdotes aspergiram o sangue dos animais que os levitas lhes entregaram.

Ainda havia muitos na comunidade que não tinham se santificado. Os levitas sacrificaram os cordeiros da Páscoa em lugar e favor de quem não estava cerimonialmente limpo e, por isso, não podiam consagrar seu cordeiro pascal ao Senhor.

Muitos dos que vieram de Efraim, de Manassés, de Issacar e de Zebulom não tinham se purificado. Mesmo assim comeram a Páscoa, contrariando o que estava prescrito.

Ezequias orou por eles. Suplicou que o Senhor em Sua imensa bondade e misericórdia, perdoasse o erro e o pecado de todos que sinceramente tivessem o coração inclinado para buscá-Lo. Ainda que não estivessem cerimonialmente limpos, conforme as regras do santuário. O Senhor ouviu o apelo de Ezequias. E não castigou o povo.

Os israelitas que estavam em Jerusalém celebraram a festa da Páscoa por sete dias. Com grande júbilo. Os levitas e sacerdotes louvaram ao Senhor, todos os dias, com instrumentos de grande ressonância e estridência, cantando a plenos pulmões. Como deve ter sido lindo, o som ecoando pelas ruas de Jerusalém.

Ezequias demostrou sua aprovação a todos os levitas de grande capacidade no serviço do Senhor. Foram aprovados pelo rei. E pelo Senhor.

Comeram das ofertas da festa por sete dias. Sacrificando ofertas de paz e dando graças ao Eterno.

Toda a comunidade decidiu prolongar a grande festa por mais sete dias. Celebraram-na com muita alegria. Ninguém queria sair da presença do Senhor.

Ezequias forneceu mil novilhos e sete mil ovelhas e bodes à comunidade para os sacrifícios. Os chefes ofereceram mil novilhos e dez mil ovelhas. E muitos sacerdotes se consagraram.

Assim, todo Judá se alegrou, junto com os sacerdotes e levitas, e com todos que haviam atendido ao convite, vindos de Israel. Vieram, inclusive, os estrangeiros que viviam nos territórios de Israel e Judá e temiam ao Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Houve grande alegria em Jerusalém. Desde os dias de Salomão não havia um evento de tais proporções na cidade.

Os sacerdotes e os levitas se levantaram. Tomaram posição para abençoar o povo. O Senhor os ouviu. Suas orações chegaram aos céus.

Não é maravilhoso como Ezequias era comprometido com o Senhor? Seu coração desejava que todos estivessem na presença do Senhor. Não levantou um grande exército para conquistar o que ainda existia de Israel. Seu coração clamava para que o remanescente se arrependesse e se voltasse para o Senhor. Para ele, não importava poder, importava conversão.

É tão bom ver que Ezequias amava mais as pessoas que as regras. Permitiu aos que não estavam cerimonialmente limpos a participarem da Páscoa. E orou por eles.

Os sacerdotes e levitas também. Não apontaram seus dedos, condenando. Sacrificaram o cordeiro pascoal para os que não podiam sacrificar. Simples assim.

Jerusalém estava em festa! Os levitas e sacerdotes tocavam seus instrumentos e cantavam com todo entusiasmo e força. A pleno pulmões. Ouvia-se o som ecoando por todas as ruas de Jerusalém.

Foi um tempo maravilhoso. Ninguém queria sair da presença do Senhor. Concordaram em ficar mais sete dias celebrando. Ezequias e seus oficiais ficaram tão satisfeitos que doaram ovelhas, novilhas e bodes.

Quando terminaram a festa, os sacerdotes e levitas se levantaram. Tomaram suas posições. Impuseram suas mãos sobre o povo. Abençoaram para que retornassem às suas casas.

Meu coração se enche de alegria ao ver o povo disposto em servir ao Senhor.

Que sejamos assim, dispostos a serví-Lo.

Que desejemos que todos O sirvam também, convidando a todos. Ainda que haja rejeição e humilhação. Aqueles que forem sensatos ouvirão e responderão ao convite.

Que a boa mão do Senhor esteja sobre nós, como esteve com o povo em Judá, e nos conceda unidade de pensamento para agirmos de acordo com a Palavra do Senhor. De acordo com Sua vontade.

Que nos posicionemos como os levitas e sacerdotes. Nas posições ordenadas pelo Senhor. Para Seu serviço. Para abençoar o povo. Para Sua glória.

Que sejamos disponíveis, como os levitas e sacerdotes.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/tempo-de-festa.html

terça-feira, 30 de abril de 2019

2 Crônicas 29.1-36

Leitura do dia 30/04.

Na postagem anterior, vimos que Acaz foi responsável por Judá pecar desenfreadamente. Que tristeza ser conhecido dessa forma!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-281-27.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo vinte e nove.

Ezequias tornou-se rei com vinte e cinco anos de idade. Reinou vinte e nove anos. Viveu como o Senhor aprova, assim como Davi, seu antepassado.

Que alívio ler essas palavras! Finalmente alguém que viveu como Davi. O padrão aumentou. Depois de tanto tempo!

No primeiro ano de seu reinado, já no primeiro mês, Ezequias mandou abrir as portas da casa do Senhor. Ele as reformou.

Trouxe os sacerdotes e os levitas. Reuniu-os na praça oriental. Exortou-os a se santificarem e a consagrarem o templo do Senhor, limpando toda a impureza do Santo Lugar.

Lembrou que seus antepassados foram infiéis e praticaram o que é mal aos olhos do Senhor. Eles O desprezaram. Desviaram seus rostos de Sua habitação. Deram-lhe as costas. Até fecharam as portas do Pórtico e apagaram as lâmpadas, que deveriam estar sempre acesas. Também não queimaram incenso sagrado, nem apresentaram holocausto no santuário, em devoção ao Senhor. Desviaram-se totalmente.

Lembrou-lhes que por esta razão veio grande ira do Senhor sobre Judá e Jerusalém. Todo o povo foi transformado em motivo de horror, desespero e zombaria. Seus pais caíram à espada, por isso os filhos, filhas e mulheres estavam presos, vivendo como escravo.

Que responsabilidade há sobre os chefes de família! Por terem os pais caído, os filhos, filhas e mulheres, viviam como escravos. Já percebeu como é terrível? E real?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Ezequias disse que tinha, em seu coração, o firme desejo de estabelecer uma aliança com o Senhor, para que o fogo do Seu juízo e de Sua ira se afastassem.

Ele os exortou a que não fossem negligentes, pois o Senhor os havia escolhido para O servirem, em Sua presença. Para serem Seus ministros e exalarem o santo perfume de seus incensários, diante dEle.

Então, alguns levitas puseram-se a trabalhar imediatamente. Eram filhos de Coate, de Merari, de Gérson, de Elisafã, de Asafe, de Hemã e de Jedutum. Eles reuniram e consagraram seus parentes.

Os levitas partiram para os trabalhos de purificação da casa do Senhor. Tudo de acordo com as ordens expressas do rei, em obediência à Palavra do Senhor.

Os sacerdotes também entraram na parte inferior do templo do Senhor, para o purificarem. Levaram para o pátio da casa do Senhor toda a impureza que encontraram nas dependências do templo. Os levitas pegaram e depositaram tudo no vale de Cedrom.

Começaram a consagração no primeiro dia do primeiro mês e no oitavo dia chegaram ao Pórtico. Durante mais de oito dias consagraram a casa do Senhor. Terminaram no décimo sexto dia.

Em seguida, foram até ao rei para prestarem relatório. Disseram que purificaram toda a casa do Senhor, o altar do sacrifício com todos os seus utensílios e a mesa dos Pães da Proposição, com todos os seus utensílios. Também, todos os objetos que Acaz havia lançado fora durante seu reinado, em sua insensata transgressão, haviam preparado e santificado. Agora estavam todos diante do altar do Senhor.

Na manhã do dia seguinte, cedo, Ezequias convocou os líderes da cidade. Juntos, subiram à casa do Senhor. Levaram com eles sete novilhos, sete carneiros, sete cordeiros e sete bodes, como oferta pelo pecado de todos, em favor dos príncipes e da realeza, do santuário e de Judá.

O rei ordenou que os sacerdotes, descendentes de Arão, sacrificassem os animais no altar do Senhor. Os sacerdotes imolaram os novilhos e aspergiram o sangue sobre o altar. Também imolaram os carneiros e os cordeiros. Depois mandaram trazer os bodes expiatórios destinados mais precisamente ao sacrifício pelo pecado, diante do rei e da assembleia, para que impusessem as mãos para a oferenda.

Os sacerdotes os imolaram e com o sangue derramado sobre o altar, fizeram um sacrifício de arrependimento pelo pecado, para completarem o rito de expiação por todo o Israel.

O rei ordenara que se oferecessem os holocaustos e os sacrifícios pelos erros e pecados cometidos por todo Israel. Não apenas por Judá, mas por todo Israel.

Depois, colocou os levitas na casa do Senhor, com os címbalos, liras, harpas e cítaras, de acordo com as prescrições de Davi, de Gade, o profeta do rei e do profeta Natã. Esta ordem veio do Senhor, por intermédio de seus profetas. Os levitas ficaram em pé, posicionados, com os instrumentos de Davi. Os sacerdotes, com as trombetas.

Ezequias mandou que se oferecesse o sacrifício sobre o altar. Quando o sacrifício começou, cantaram ao Senhor, ao som das trombetas e dos instrumentos de Davi. Todos se prostraram em adoração, enquanto os músicos cantavam e os trombeteiros tocavam. Até terminar o holocausto.

Quando terminaram a oferta, o rei e todos os que estavam em sua companhia, se prostraram e adoraram.

Ezequias e seus oficiais ordenaram aos levitas que louvassem o Senhor, com as palavras e os salmos de Davi e de Asafe. Eles O louvaram com alegria. Depois, inclinaram suas frontes e O adoraram.

Ezequias tomou a palavra. Disse que agora estavam consagrados ao Senhor. Deveriam aproximar-se e trazer ao templo os sacrifícios e ofertas em ação de graças.

A comunidade levou sacrifícios e ofertas de gratidão. Alguns, voluntariamente, ofereceram também holocaustos. Trouxeram tantos holocaustos e ofertas que os sacerdotes não conseguiam retirar a pele de todos os animais. Então, os levitas, seus parentes, os ajudaram, até acabar a obra e até que os outros sacerdotes se santificassem, porque os levitas foram mais justos e sinceros de coração, para se santificarem, do que os sacerdotes.

Assim, o culto e o serviço religioso na casa do Senhor foi restabelecido.

Ezequias e todo o povo regozijaram-se com o que o Senhor havia feito por toda a nação, em tão pouco tempo.

Quantas lições a aprender com esses homens!

Ezequias não seguiu o terrível exemplo de seu pai. Resolveu viver como o Senhor aprova.

Além disso, elevou o padrão. Os reis haviam passado a temer o Senhor como seu pai ou apenas durante o tempo em que seu "tutor" vivia. Ele não, viveu como o Senhor aprova, assim como Davi, seu antepassado.

Não procurou firmar seu reino antes de fazer algo pela casa do Senhor. No primeiro mês de seu reinado, com vinte e cinco anos, já mandou abrir as portas da casa do Senhor. Tudo estava abandonado. Ele ordenou uma reforma.

Começou com os que deveriam trabalhar no templo. Exortando os sacerdotes e levitas. Limpou primeiro toda a impureza do Santo Lugar. Restaurou o altar.

Tinha consciência de que a queda dos pais levou os filhos e suas esposas à escravidão.

Como isso é sério!

Seu coração era firme. Desejava estabelecer uma aliança com o Senhor. Exortou os levitas e sacerdotes a que não fossem negligentes com o Senhor. Ordenou que purificassem e consagrassem a si e ao templo. Quando tudo estava pronto, ofereceu holocaustos. Pediu perdão não apenas por si, mas por todo o povo. Não apenas por Judá, mas por todo Israel. Entendia o coração do Senhor, desejoso que todos cheguem ao arrependimento.

Depois da reconstrução, restabeleceu o louvor e a adoração ao Senhor. Levando não apenas os levitas e sacerdotes à adoração, mas todo o povo. Restabeleceu o culto e o serviço religioso no templo.

E quanto aos levitas? Alguns começaram prontamente a trabalhar. Mas não apenas isso, eles conclamaram e consagraram seus parentes, para que fizessem o mesmo. Foram até mais fiéis que os sacerdotes, ajudando-os no que foi necessário.

Quanto aos sacerdotes que se purificaram, entraram na parte inferior do templo do Senhor, para o purificarem. Não era uma purificação superficial. Era uma tremenda faxina! Limparam, sem parar, até que tudo estivesse limpo. Só quando estava tudo purificado e reconstruído, foram até ao rei prestar relatório.

E os líderes do povo? Cedo foram com Ezequias, oferecer holocaustos e pedir perdão ao Senhor.

E o povo? Louvou ao Senhor com alegria. Trouxeram muitos holocaustos e ofertas, voluntariamente.

Que possamos aprender a ter um coração assim, como o desses homens: voluntário, arrependido, grato e fiel, ao Senhor.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo trinta ao capítulo trinta e dois de 2 Crônicas.

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/reconstrucao.html

quinta-feira, 11 de abril de 2019

2 Reis 21.1-26

Leitura do dia 11/04.

Na postagem anterior, vimos Ezequias receber a palavra do Senhor através de Isaías. E ser grato, apesar de tudo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-201-21.html

Agora, caminharemos através do capítulo vinte e um.

Manassés estava com doze anos de idade quando começou a reinar. Reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém.

Para nossa tristeza, fez o que era mau aos olhos do Senhor. Seguiu a prática abominável das nações pagãs que o Senhor expulsara daquela terra. Edificou os altares das colinas que seu pai Ezequias tinha posto abaixo. E fez pior.

Ergueu altares a Baal. Mandou construir um poste-ídolo como o que Acabe, rei de Israel, tinha feito. Adorou todo o exército do céu e lhes prestou culto. Levantou altares até na Casa do Senhor. Edificou altares em homenagem aos astros e a todo exército dos céus nos dois pátios do templo do Senhor.

Quando pensamos que acabou, sua lista de abominações continua. Parece interminável.

Ele queimou seu próprio filho como holocausto e sacrifício às divindades que cultuava. Praticou adivinhações através das nuvens. Dedicou-se à feitiçaria. Recorreu a médiuns e a quem dissesse que consultava espíritos.

Fez tudo que o Senhor reprova. Assim, provocou Sua ira.

Além disso, ainda tomou o poste sagrado que havia feito e o colocou na Casa do Senhor. A casa que o Senhor disse expressamente a Davi e a seu filho Salomão que estabeleceria Seu Nome para sempre.

O Senhor também havia dito que não permitiria mais que os pés dos filhos de Israel caminhassem sem rumo naquela terra, desde que tivessem o cuidado de viver e observar tudo o que lhes ordenara. Mas o povo não deu ouvidos. Deixaram-se induzir por Manassés, ao erro e ao pecado. Agiram muito pior do que as nações pagãs que o Senhor havia exterminado diante dos olhos dos israelitas. Por mais impossível que pareça.

O Senhor enviou Seus servos, os profetas, dizendo que por tudo que fizeram, enviaria um castigo tão severo sobre Jerusalém e Judá, que ambos os ouvidos de todos que escutassem retiniriam. Estenderia sobre Jerusalém o fio de medir utilizado contra Samaria e o fio de prumo usado contra a família de Acabe. Limparia Jerusalém como se limpa um prato. Lavando e virando de cabeça para baixo.

Usar o fio de medir era um costume da época. As pessoas eram colocadas lado a lado. Normalmente, media-se o fio em um grupo. Este era salvo. Media-se novamente dois grupos, que eram condenados.

O Senhor desprezaria os restos da Sua herança. Ele os entregaria nas mãos de seus inimigos. Serviriam de presa e espólio. Tudo porque praticaram o que é reprovável aos Seus olhos, deixando-O irado desde o tempo em que seus antepassados saíram do Egito até aqueles dias.

Manassés era tão terrível que matou muitas pessoas inocentes. As ruas de Jerusalém ficaram alagadas de sangue. Além disso, cometeu o pecado de induzir o povo de Judá a adorar seus ídolos, praticando, o que definitivamente não agrada o Senhor. Quando morreu, foi sepultado num terreno em seu próprio palácio, no Jardim de Uzá. Seu filho Amom assumiu seu lugar.

Como é triste ver que após Ezequias, que se convertera ao Senhor e andara nos caminhos de Davi, vem Manassés que fez e levou o povo a fazer pior que as nações que o Senhor havia expulsado.

Judá passou a andar nos caminhos de Israel. Não conseguia enxergar que teria o mesmo destino.

Amom é o novo rei. Estava com vinte e dois anos quando começou a reinar. Reinou apenas dois anos em Jerusalém. Não seguiu o caminho de seu avô Ezequias. Como seu pai, cometeu muitos pecados. Suas atitudes e práticas desgostaram o Senhor. Muito.

Andou no mau procedimento de seu pai, imitando-o. Também adorou e serviu os ídolos que seu pai havia cultuado. Desprezou o Senhor, Deus de seus antepassados. Não quis seguir o caminho do Eterno. Um dia, seus próprios oficiais conspiraram contra ele. Assassinaram-no em seu palácio. Foi sepultado no túmulo da família real, no Jardim de Uzá.

Depois disso, o povo da terra matou os que se revoltaram contra Amom. Josias, seu filho, foi proclamado rei em seu lugar.

Ainda há uma lâmpada acesa na família de Davi.

Como será Josias? Imitará seu pai e seu avô? Imitará os reis de Israel? Há alguma esperança para Judá?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Continuamos amanhã. Espero você. Até lá.

Textos semelhantes:
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2 Reis 20.1-21

Leitura do dia 11/04.

Continuamos nossa caminhada através do livro de 2 Reis.

Ontem vimos Oseias reinando em Israel, os assírios conquistando Samaria. Os estrangeiros se estabelecendo em Israel e sendo ensinados a adorar o Senhor, mas continuarem a servir seus deuses.

Também vimos que Ezequias reina em Judá. Senaqueribe ameaça Jerusalém. Ezequias busca ajuda no Senhor. O Senhor responde com promessa de livramento.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-171-41.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-181-33.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-191-37.html

Agora, leremos os capítulos vinte a vinte e dois.

Na primeira postagem, o capítulo vinte.

Logo após o livramento que o Senhor deu a Ezequias e a Jerusalém, o rei ficou doente. À beira da morte. Isaías foi visitá-lo. Ordenou que colocasse sua casa em ordem. Ele não se recuperaria.  Certamente morreria.

Quando ouviu essas palavras, virou o rosto para a parede e orou ao Senhor. Suplicou que o Senhor se lembrasse dele. Lembrou-Lhe como vinha caminhando com Ele em fidelidade, sinceridade e integridade de coração, praticando o que é justo e correto diante dEle. Ezequias ficou muito angustiado. Chorou copiosamente. Não queria morrer.

Antes que Isaías atravessasse o pátio intermediário para sair da cidade, o Senhor ordenou que voltasse e dissesse a Ezequias que o Senhor Deus de seu pai Davi ouvira suas orações e súplicas, também vira suas lágrimas.

O Senhor iria curá-lo. Depois de três dias, Ezequias agradeceria na Casa do Senhor. Quinze anos seriam acrescentados à sua vida e mais, o Senhor livraria ele e Jerusalém das mãos do rei da Assíria. O Senhor protegeria Jerusalém por amor à Sua própria pessoa e por amor a Seu servo Davi.

Quando Isaías falou com Ezequias, perguntou qual sinal o Senhor daria de que o curaria e ele conseguiria ir à Casa do Senhor três dias depois.

Isaías lhe perguntou o que queria que acontecesse: Que a sombra do relógio de sol adiantasse ou regredisse dez graus. Ezequias respondeu que era fácil a sombra se adiantar. Ele preferia ver a sombra retornar os dez graus. Isso sim era um sinal! O tempo voltar! Uau!

Isaías clamou o nome do Senhor e imediatamente Ele fez a sombra recuar dez graus que já havia avançado no relógio de sol de Acaz.

Isaías ordenou ao rei que tomasse uma pasta de figos e passasse sobre a úlcera. Em seguida, um emplastro foi aplicado às feridas. Como o Senhor disse, ele ficou curado.

É maravilhoso ver o Senhor respondendo tão rapidamente à oração de Ezequias. Isaías ainda não havia saído da cidade e o Senhor mandou que retornasse com a resposta para ele.

E que sinal! O tempo simplesmente recuou. Para dar um sinal a um homem. De que o prometido pelo Senhor aconteceria. Em apenas três dias. Que Deus maravilhoso o que servimos! Meu coração se inclina diante dEle. Preciso adorá-Lo. Reverenciá-Lo.

Logo depois, Merodaque-Baladã, filho de Baladã, rei da Babilônia, soube que Ezequias estivera doente e se recuperara. Enviou cartas e um presente a Ezequias.

Ezequias recebeu seus mensageiros. Apresentou-lhes todo o palácio. Seus tesouros, a prata, o ouro, as especiarias, seus melhores óleos, seu depósito de armas e tudo quanto havia em seus muitos armazéns. Mostrou tudo que havia em seu palácio e em todo o seu reino. Com alegria.

Depois que foram embora, Isaías foi ao seu encontro. Perguntou-lhe o que os homens que o visitaram queriam e de onde vieram. Ezequias disse que eram de um país muito longe chamado Babilônia.

Isaías perguntou o que haviam observado. Ezequias respondeu que tinham visto tudo. No palácio e em seus armazéns.

Isaías declarou a Ezequias a palavra que o Senhor lhe dissera. Viriam dias em que tudo que existia no palácio do rei, todos os tesouros que seus antepassados acumularam, seriam levados para a Babilônia. Até os filhos que ele mesmo gerara seriam levados para serem eunucos no palácio do rei da Babilônia.

Ezequias considerou essa palavra. Disse a Isaías que se cumprisse a boa vontade do Senhor. Ele entendeu que viveria em paz e seu reino não veria o castigo futuro.

Durante seu reinado, além das reformas que fez, Ezequias construiu um açude e um aqueduto. Levou água potável para dentro de Jerusalém. O túnel de Ezequias foi descoberto embaixo da cidade de Davi. Uma construção impressionante.

Quando morreu, seu filho, Manassés passou a reinar em seu lugar.

Ezequias foi um rei que temeu ao Senhor. Como lemos, não houve nenhum outro que tenha se convertido ao Senhor como ele. Andou, não nos caminhos de seus pais, mas no caminho de Davi. Elevou o padrão. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/destruicaoreconstrucao.html

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

2 Reis 18.1-33

Leitura do dia 10/04.

Na postagem anterior, vimos Israel sendo exilado. Vieram estrangeiros para habitar em Samaria. Um sacerdote voltou do exílio para ensiná-los os caminhos do Senhor. Mas não adiantou. Não quiseram. “Temiam” ao Senhor, mas também serviam seus ídolos. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-171-41.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo dezoito.

Ezequias, filhos de Acaz, passou a reinar em Judá. Era o terceiro ano de Oseias, filho de Elá, rei de Israel. Ezequias estava com vinte e cinco anos. Governou vinte e nove anos em Jerusalém. Agiu de maneira que agrada ao Senhor. Como Davi, seu antepassado.

Tenho vontade de pular quando leio essas linhas! Finalmente não lemos que um rei de Judá fez o que o Senhor reprova. Ou que agiu apenas como seu pai. Ezequias foi além. Agiu como Davi! O padrão foi elevado, graças a Deus. Meu coração bate forte ao passar por aqui.

Ele retirou os altares idólatras das colinas, colocou abaixo as colunas “sagradas” e destruiu os postes de adoração pagã. Teve o discernimento de despedaçar a serpente de bronze que Moisés havia construído. Os israelitas lhe prestavam culto queimando incenso. Era conhecida como Neustã.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/11/fazendo-do-certo-o-errado.html

Que tenhamos cuidado com os instrumentos que o Senhor utiliza. Na época do deserto, o Senhor ordenou que essa serpente de bronze fosse levantada. Ali, havia um propósito. Quem olhasse para ela era curado. A serpente apontava para Jesus. Mas o povo de Israel, ao invés de utilizá-la apenas como símbolo, um instrumento que o Senhor utilizou, pontualmente, passaram a adorá-la.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html

Instrumentos, métodos ou qualquer outra coisa não são dignos de adoração. Somente o Senhor é. Cuidado! Se seu foco está em métodos ou instrumentos, algo está errado. É preciso focar o Senhor. Somente nEle.

Tenho vontade de abraçar e beijar Ezequias. De dançar com ele. Sua atitude enche meu coração de alegria e esperança.

Quantos anos o povo adorou aquela serpente? Ele teve a coragem e o discernimento de despedaçá-la. Despedaçá-la. Para não sobrar absolutamente nada.

Além disso, Ezequias depositou toda sua confiança no Senhor. Toda sua confiança. Não era como os estrangeiros que foram para Samaria. Nem como os israelitas, que claudicavam entre um caminho e outro. Muito menos como os reis que o precederam.

Não houve ninguém semelhante entre todos os reis de Judá. Nem antes nem depois dele. Conservou-se fiel ao Senhor. Sem jamais se afastar dEle, observando Seus mandamentos, entregues através de Moisés. Não é maravilhoso?

Sabe qual a consequência? O Senhor esteve com ele. Concedeu-lhe prosperidade em tudo que fazia. Deixou de ser vassalo do rei da Assíria. Derrotou os filisteus até às terras de Gaza, devastando seu território, desde as torres de vigia até às cidades fortificadas.

Que diferença! Enquanto vemos os reis anteriores perdendo territórios, riquezas e liberdade, Ezequias foi próspero em tudo que fazia. Pôde ser rei em sua terra, sem interferência de outro rei. E ainda derrotou os filisteus! http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/a-apostasia-em-juda.html

Agiu como Davi orientou e, ao invés de colheita maldita, teve uma colheita abençoada, conhecendo o Senhor em sua caminhada.

Quando Ezequias estava no quarto ano de seu governo e Oseias, filho de Elá, no sétimo ano, Salmanasar, rei da Assíria, marchou com seu exército contra Samaria e a cercou. Como já vimos, depois de três anos de cerco, ele a invadiu e conquistou. Deportou o povo de Israel para a Assíria, estabelecendo-o em Hala, e às margens do Habor, rio de Gozã e nas cidades dos medos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/colheita-maldita.html

O escritor repete que foi assim porque não quiseram dar ouvidos à Palavra do Senhor. Quebraram Sua Aliança, não obedecendo ao que ordenara Moisés, servo do Senhor. Não O escutaram nem puseram Suas orientações em prática. Que nos sirva de alerta para que em tudo obedeçamos ao Senhor.

No décimo quarto ano do governo de Ezequias, o rei da Assíria, Senaqueribe, atacou todas as cidades fortificadas de Judá. E pior, conquistou todas. Ezequias mandou uma mensagem. Estava errado quando não pagou mais os tributos. Que Senaqueribe parasse de atacá-lo. Pagaria tudo que fosse exigido.

Não sei porque Ezequias não clamou ao Senhor neste momento. O fato é que entregou à Assíria, toda a prata que se encontrava no templo e nos tesouros do palácio real. Mandou retirar todo o revestimento de ouro dos batentes e dos umbrais das portas do santuário. O revestimento que ele mesmo mandara fazer. E o entregou ao rei da Assíria. Senaqueribe estava em Laquis. De lá mandou seu general, seu principal oficial e seu comandante de campo a Jerusalém. Com um grande exército.

Quando chegaram, pararam nas proximidades do aqueduto do açude superior, na estrada que levava ao campo do Lavandeiro. Lá mandaram convocar o rei; o administrador geral do palácio, Eliaquim, o escrivão Sebna, e o cronista e arquivista real, Joá. Todos foram ao encontro.

Rabsaqué, o comandante de campo de Senaqueribe tinha uma mensagem a transmitir. Ordenou que dissessem a Ezequias que o grande rei, o soberano da Assíria, estava lhe advertindo. Perguntou em quem Ezequias depositava sua confiança. Disse que sua estratégia e palavras vazias não tinham poder suficientes para vencer uma guerra. Por que Ezequias havia se revoltado? Estava confiando naquele caniço quebrado que era o Egito, que espetava e feria a mão de quem se apoiasse nele? Mas, se Ezequias alegasse que estava confiando no Senhor, seu Deus, ele não entendia. Afinal, não eram deles os santuários e os altares que Ezequias destruíra, ordenando a Judá e Jerusalém que só adorassem perante o altar em Jerusalém?

Seu discurso queria minar a coragem e a confiança do povo. E colocar a fé de Ezequias em xeque. Deixá-los desnorteados, completamente confusos e indefesos. Sem ter em quem confiar.

Ele continuou. Lançou um desafio proposto pelo rei. Daria dois mil cavalos se tivessem cavaleiros para montá-los. Mas não tinham. Era impossível que Jerusalém derrotasse um só príncipe dos menores servos do rei da Assíria. E o Egito não lhe forneceria carros de guerra e cavaleiros para tanto.

Jogando contra a soberania do Senhor, o rei perguntou se teria ido atacar e guerrear contra eles sem o consentimento do Senhor. E foi além, disse que o próprio Senhor havia lhe ordenado que atacasse e destruísse Jerusalém. Quantas sementes e flechas de dúvidas sendo lançadas sobre o povo e seu rei! Haveria alguma solução para eles?

Os homens do rei pediram a Rabsaqué que falasse em aramaico. Compreendiam a língua. Que não falasse em hebraico. Assim todos que estivessem por perto saberiam o que dizia.

Rabsaqué respondeu que seu senhor não havia mandado mensagem exclusivamente para o rei e seus representantes. A mensagem era para todos. Que ouvissem, afinal, se não se entregasse, acabariam comendo suas próprias fezes e bebendo suas urinas.

Em seguida, não satisfeito com o tom de voz que usara e, para realmente amedrontar e intimidar a todos, Rabsaqué, levantou-se e bradou em hebraico, a língua dos judeus. Que ouvissem a palavra do grande rei, do soberano da Assíria!  Que não deixassem que Ezequias os enganasse. Ele não seria capaz de livrá-los de sua mão. Muito menos que ele não os convencesse a depositar toda a sua confiança no Senhor dizendo que, com certeza, o Senhor os salvaria e Jerusalém não seria entregue. Que não dessem ouvidos a Ezequias. Ele conquistaria a cidade.

O rei da Assíria tinha uma proposta. A “tacada” final. Se celebrassem um pacto de paz com ele e fossem serví-lo, comeriam com fartura, cada um da sua própria vide e da sua própria figueira. Beberiam cada um da água da sua própria cisterna. Ficariam na terra, até que ele mesmo viesse e os levasse para uma terra como a deles, de cereal, de vinho, de pão, de oliveiras e mel. Assim viveriam e não morreriam.

Voltou a atacar Ezequias. Que não os enganasse quando dizia que o Senhor poderia livrá-los. Era impossível. Os deuses das outras nações não as puderam salvar. Os deuses de Hamate e de Arpade não fizeram nada por eles. Muito menos os deuses de Safarvaim, de Hena e Iva. Nem conseguiram livrar Samaria. O Senhor também não conseguiria salvar Jerusalém. Não havia solução para eles. A não ser entregar-se.

O povo ouviu tudo em absoluto silêncio. Engolindo em seco essas palavras. Ezequias havia ordenado que ninguém respondesse.

Quando Rabsaqué terminou seu discurso, Eliaquim, Sebna e Joá foram ao rei. Rasgaram suas vestes em sinal de indignação. Comunicaram a ele as palavras desafiadoras de Rabsaqué.

E agora? O que acontecerá? Ezequias se renderá? Haverá mais algum tesouro para uma negociação? Uma trégua? Farão uma aliança com Senaqueribe, aguardando o exílio?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Textos semelhantes:
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http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/recordando.html

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Tristeza Profunda

Continuamos nossa caminhada através de 2 Reis.

Ontem vimos a comemoração da Páscoa, que desde os tempos dos Juízes não acontecia. Também vimos Josias e seu maravilhoso zelo pelo Senhor. Ah, como seria maravilhoso termos mais homens como Josias!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/comemorando-pascoa.html

Como precisamos que Josias se levantem nos dias de hoje. Que derrubem altares falsos. Que exterminem cultos equivocados e ridículos, com aparência de ser ao Senhor quando são aos homens e aos seus objetivos egocêntrícos.

Clamo, de todo meu coração para que haja, em nossos dias, homens como Enoque, Fineias, Davi, Ezequias, Josias, Isaías, Elias, João Batista! Homens admiráveis!

Como carecemos de homens verdadeiramente tementes ao Senhor, que O amem, O conheçam. Que desejem, de todo coração, serví-Lo, independente do que dirão deles. Que O queiram, independente do que receberão.

Hoje, caminharemos ainda através do capítulo vinte e três. Do versículo trinta e um ao versículo trinta e sete.

Jeoacaz, filho de Josias, estava com vinte e três anos quando começou a reinar. Reinou apenas três meses em Jerusalém.

Para nossa tristeza, não seguiu os caminhos de seu pai. Fez o que era mau aos olhos do Senhor. Como seus maus antepassados fizeram. É sempre mais fácil deixar "a vida levar" do que fazer a vontade do Senhor. Seguí-Lo requer atitude. Compromisso. Relacionamento.

Faraó Neco mandou prender Jeoacaz em Ribla, na terra de Hamate, para que não reinasse mais. Exigiu de Judá um imposto de três toneladas e meia de prata e trinta e cinco quilos de ouro.

Neco colocou Eliaquim, filho de Josias, rei em seu lugar. Mudou seu nome para Jeoaquim.

Ele levou Jeoacaz para o Egito, onde morreu.

Jeoaquim pagou a Faraó toda prata o ouro exigidos, mas teve de criar impostos para conseguir honrar o tributo instituído. Exigiu prata e ouro de cada cidadão, conforme suas posses. Todos empobreceram juntos.

Não é terrível que antes o povo de Israel ofertava ouro e prata ao Senhor, a ponto de, muitas vezes, ter sido proibido de fazê-lo, pois sempre davam mais que o necessário? E sempre tinham mais para dar? Agora, não são mais ofertas. São tributos impostos pelo rei que domina sobre eles.

Novamente o Egito tem domínio sobre Israel, arrancando-lhe suas riquezas. Tudo por terem abandonado ao Senhor, virando-lhes as costas.

Jeoaquim estava com vinte e cinco anos quando começou a reinar. Reinou onze anos em Jerusalém. Também não seguiu o exemplo de Josias. Fez o que era mau diante dos olhos do Senhor, da mesma forma que seus antepassados haviam feito.

Judá caminha a passos largos para a destruição. E meu coração chora.

Olho para a Igreja de hoje. Não temos visto o mesmo acontecendo?

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e de nosso filhos e netos.

Continuamos amanhã. Espero você. Até lá.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Judá vira as costas para o Senhor

Continuamos nossa caminhada através do livro de 2 Reis.

Ontem vimos Ezequias receber a palavra do Senhor através de Isaías. E ser grato.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/como-sera-o-novo-rei.html

Hoje, caminharemos através do capítulo vinte e um. Do versículo um ao versículo dezoito.

Manassés estava com doze anos de idade quando começou a reinar. Reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém.

Para nossa tristeza, fez o que era mau aos olhos do Senhor. Seguiu a prática abominável das nações pagãs que o Senhor expulsara daquela terra. Edificou os altares das colinas que seu pai Ezequias tinha posto abaixo.

E fez pior. Ergueu altares a Baal. Mandou construir um poste-ídolo como o que Acabe, rei de Israel, tinha feito. Adorou todo o exército do céu e lhes prestou culto. Levantou altares até na Casa do Senhor. Edificou altares em homenagem aos astros e a todo exército dos céus nos dois pátios do templo do Senhor.

Quando pensamos que acabou, sua lista de abominações continua. Parece interminável.

Manassés queimou seu próprio filho como holocausto e sacrifício às divindades que cultuava. Praticou adivinhações através das nuvens. Dedicou-se à feitiçaria. Recorreu a médiuns e quem dissesse que consultava espíritos.

Fez tudo que o Senhor reprova. Assim, provocou Sua ira.

Ele ainda tomou o poste sagrado que havia feito e o colocou na Casa do Senhor. A casa que o Senhor disse expressamente a Davi e a seu filho Salomão que estabeleceria Seu meu Nome para sempre.

O Senhor também havia dito que não permitiria mais que os pés dos filhos de Israel caminhassem sem rumo naquela terra, desde que tivessem o cuidado de viver e observar tudo o que lhes ordenara.

Mas o povo não deu ouvidos à Palavra. Deixaram-se induzir por Manassés ao erro e ao pecado. Agiram muito pior do que as nações pagãs que o Senhor havia exterminado diante dos olhos dos israelitas.

O Senhor enviou Seus servos, os profetas dizendo que por tudo que fizeram Ele enviaria um castigo tão severo sobre Jerusalém e Judá, que ambos os ouvidos de todos que escutassem retiniriam. Estenderia sobre Jerusalém o fio de medir utilizado contra Samaria e o fio de prumo usado contra a família de Acabe. Limparia Jerusalém como se limpa um prato. Lavando e virando de cabeça para baixo.

O Senhor desprezaria os restos da Sua herança. Ele os entregaria nas mãos de seus inimigos. Serviriam de presa e de espólio. Tudo porque praticaram o que é reprovável aos Seus olhos, deixando-O irado desde o tempo em que os antepassados deles saíram do Egito até aqueles dias.

Manassés era tão terrível que matou muitas pessoas inocentes. As ruas de Jerusalém ficaram alagadas de sangue. Além disso, cometeu o pecado de induzir o povo de Judá a adorar seus ídolos, praticando, o que definitivamente não agrada o Senhor.

Quando morreu, foi sepultado no terreno do seu próprio palácio, no Jardim de Uzá. Seu filho Amom assumiu seu lugar.

Como é triste ver que após Ezequias, que havia se convertido ao Senhor e andado nos caminhos de Davi, vem Manassés que fez e levou o povo a fazer pior que as nações que o Senhor havia expulsado. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

Judá passou a andar nos caminhos de Israel. Não se apercebeu que teria o mesmo destino.

Será que Amom mudará alguma coisa? Ou Judá se afastará mais ainda do Senhor?

Continuamos amanhã. Espero você. Até lá.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Como será o novo rei?

Continuamos nossa caminhada pelo livro de 2 Reis.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/o-senhor-viu-as-lagrimas-de-ezequias.html

Ontem vimos o Senhor responder à oração de Ezequias e conceder-lhe mais quinze anos de vida.

Hoje, caminharemos ainda pelo capítulo vinte. Do versículo doze ao versículo vinte e um.

Logo depois, Merodaque-Baladã, filho de Baladã, rei da Babilônia, ficou sabendo que Ezequias havia estado doente e se recuperara. Ele enviou cartas e um presente a Ezequias.

Ezequias recebeu seus mensageiros. Apresentou-lhes todo o palácio. Seus tesouros, a prata, o ouro, as especiarias, seus melhores óleos, seu depósito de armas e tudo quanto havia em seus muitos armazéns.

Ele mostrou tudo que havia em seu palácio e em todo o seu reino. Com alegria.

Isaías foi ao encontro de Ezequias. Perguntou-lhe o que os homens que o visitaram queriam e de onde vieram.

Ezequias disse que haviam vindo de um país muito longe chamado Babilônia.

Isaías perguntou o que haviam observado. Ezequias respondeu que tinham visto tudo. No palácio e em seus armazéns.

Isaías declarou a Ezequias a palavra do Senhor. O Senhor disse que viriam dias em que tudo que existia no palácio do rei, todos os tesouros que seus antepassados acumularam, seria levado para a Babilônia. Até os filhos que ele mesmo gerara seriam levados para serem eunucos no palácio do rei da Babilônia.

Ezequias considerou essa palavra. Disse a Isaías que se cumprisse a boa vontade do Senhor. Ele entendeu que viveria em paz e seu reino não veria o castigo futuro.

Durante seu reinado, além das reformas que fez, Ezequias construiu um açude e um aqueduto. Levou água potável para dentro de Jerusalém. O túnel de Ezequias foi descoberto embaixo da cidade de Davi. Uma construção impressionante.

Quando morreu, seu filho, Manassés passou a reinar em seu lugar.

Ezequias foi um rei que temeu ao Senhor. Como lemos, não houve nenhum outro que tenha se convertido ao Senhor como ele. Andou, não nos caminhos de seus pais, mas no caminho de Davi. Elevou o padrão.http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/08/reconstrucao.html

E Manassés? Como será o novo rei?

Continuamos amanhã. Espero você. Até lá.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O Senhor viu as lágrimas de Ezequias


Continuamos nossa caminhada através do livro de 2 Reis.

Ontem vimos a resposta do Senhor a Senaqueribe. Ele não entrou em Jerusalém, apesar de toda sua pompa e ameaças. E morreu em sua terra. Como o Senhor havia dito que aconteceria.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/afinal-senaqueribe-entrara-em-jerusalem.html

Agora, leremos o capítulo vinte. Até o versículo onze.

Logo em seguida, Ezequias ficou doente. À beira da morte.

Isaías foi visitá-lo e ordenou que colocasse sua casa em ordem. Ele não se recuperaria. Encontraria a morte. 

Quando ouviu essas palavras, Ezequias virou o rosto para a parede e orou ao Senhor. Suplicou que o Senhor se lembrasse dele. Lembrou-Lhe como vinha caminhando com Ele em fidelidade, sinceridade e integridade de coração. Como vinha praticando o que é justo e correto diante dEle.

Ezequias ficou muito angustiado. Chorou copiosamente. Não queria morrer.

Antes que Isaías atravessasse o pátio intermediário para sair da cidade, o Senhor lhe ordenou que voltasse e dissesse a Ezequias que o Senhor Deus de seu pai Davi ouvira suas orações e súplicas e vira suas lágrimas.

O Senhor iria curá-lo. Depois de três dias, Ezequias agradeceria na Casa do Senhor. Quinze anos seriam acrescentados à sua vida e mais, o Senhor livraria ele e Jerusalém das mãos do rei da Assíria. O Senhor protegeria Jerusalém por amor à Sua própria pessoa e por amor a Seu servo Davi.

Quando Isaías falou com Ezequias, ele lhe perguntou qual sinal o Senhor daria de que o curaria e ele conseguiria ir à Casa do Senhor três dias depois.

Isaías lhe perguntou o que queria que acontecesse: Que a sombra do relógio de sol adiantasse ou regredisse dez graus. Ezequias respondeu que era fácil a sombra se adiantar dez graus. Ele preferia ver a sombra retornar os dez graus. Isso sim era um sinal! O tempo voltar! Uau!

Isaías clamou o nome do Senhor e imediatamente Ele fez a sombra recuar dez graus que já havia avançado no relógio de sol de Acaz.

Isaías ordenou ao rei que tomasse uma pasta de figos e passasse sobre a úlcera. Em seguida, um emplastro foi aplicado às feridas. Como o Senhor disse, ele ficou curado.

É maravilhoso ver o Senhor respondendo tão rapidamente a oração de Ezequias. Isaías ainda não havia saído da cidade e o Senhor mandou que retornasse com a resposta para ele.

E que sinal! O tempo simplesmente recuou. Para dar um sinal a um homem. De que o prometido pelo Senhor aconteceria. Em apenas três dias.

Que Deus maravilhoso o que servimos!

Meu coração se inclina diante dEle. Preciso adorá-Lo. Reverenciá-Lo.

Amanhã continuamos. Espero você. Até lá.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Afinal, Senaqueribe entrará em Jerusalém?

Continuamos nossa caminhada através do livro de 2 Reis.

Na postagem anterior, vimos que Senaqueribe mandou novas cartas. Dizendo que Jerusalém seria invadida. O Senhor não faria nada por ela. Como nenhum outro deus fez por nenhuma cidade. Será?

Vimos também que Ezequias clamou ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/jerusalem-sera-invadida.html

Hoje, caminharemos ainda através do capítulo dezenove. Do versículo vinte ao versículo trinta e sete.

O profeta Isaías mandou dizer a Ezequias que o Senhor ouvira sua súplica a respeito de Senaqueribe, rei da Assíria.

E a palavra do Senhor contra Senaqueribe era que a virgem, a filha de Sião, desprezava e zombava dele, meneando a cabeça.

Consegue imaginar a cena? Embora Senaqueribe fosse o grande rei da Assíria e Jerusalém fosse como uma indefesa virgem, ela meneava sua cabeça para ele.

Ele havia insultado, blasfemado e levantado com arrogância sua voz e olhado com desdém para o Santo de Israel. Não para um deus qualquer. Era o Senhor, o Santo de Israel.

Ele ofendeu o Senhor ao dizer que com a multidão de seus carros de guerra havia conquistado o alto dos montes, no interior do Líbano, derrubado pinheiros e chegado à pousada mais remota e à floresta mais densa.

Ofendeu também quando disse que havia cavado e bebido águas de terras estrangeiras e secado com as plantas de seus pés todos os rios do Egito.

Será que Senaqueribe não tinha ouvido que o Senhor determinara esses acontecimentos há muito tempo e desde antes da antiguidade planejara o que agora Ele fazia acontecer?

Simplesmente aprouve ao Senhor, executá-los através de Senaqueribe, que era apenas um vaso para que a vontade do Senhor se cumprisse naquelas cidades.

Exatamente por isso seus habitantes não tiveram qualquer poder, ficaram aterrorizados e envergonhados. Tornaram-se como a erva do campo, como a relva verde, e como o capim dos telhados, que se queimam antes mesmo de amadurecer.

Mas o Senhor conhecia muito bem o assentar, o sair e o entrar de Senaqueribe, assim como observava o seu furor contra Ele. E, por causa da sua ira maldosa contra o Senhor e porque sua insolência subiu aos Seus ouvidos, o Senhor colocaria Seu anzol em seu nariz e Seu cabresto em sua boca, obrigando-o a voltar pelo caminho por onde viera.

O Senhor disse que daria a Isaías um sinal. Naquele ano comeriam do que crescesse espontaneamente do solo. No ano seguinte o que brotasse. Mas no terceiro ano semeariam e colheriam, plantariam vinhas e comeriam seus frutos.

O que escaparia da casa de Judá lançaria raízes para baixo e daria fruto para cima. De Jerusalém sobreviveria um resto, e do monte Sião, haveria quem fosse salvo. Era o zelo do Senhor dos Exércitos que faria tal acontecer.

O Senhor disse que o rei da Assíria não entraria em Jerusalém. De jeito nenhum. Nem lançaria qualquer flecha contra Seu povo. Também não enfrentaria a cidade com escudo, tampouco construiria rampas de ataque ao redor dela.

Ele retornaria aos seus pelo mesmo caminho por onde viera, mas jamais entraria em Jerusalém. Pelo simples motivo que o Senhor protegeria Jerusalém e a salvaria, por amor dEle mesmo e por amor do Seu servo Davi.

Sabe o que aconteceu?

Naquela mesma noite, o Anjo do Senhor matou cento e oitenta e cinco mil guerreiros que se encontravam no acampamento dos assírios. Vou repetir. Cento e oitenta e cinco mil guerreiros!

Quando o povo se levantou ao raiar do dia seguinte, aqueles guerreiros eram cadáveres.

Senaqueribe fugiu apavorado, retornando a Nínive, onde permaneceu.

Um dia, quando estava no templo de Nisroque, adorando e cultuando seu deus, seus filhos Adrameleque e Sarezer o assassinaram ao fio da espada e fugiram para a terra de Arará. Seu outro filho, Esar-Hadom passou a reinar em seu lugar.

Como o Senhor havia dito que aconteceria.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

Podemos crer e confiar em Sua palavra. Sempre. Ele é fiel. Mesmo quando não conseguimos ver uma saída, uma solução. Ele é fiel. É o Todo-Poderoso.

Amanhã continuamos. Espero você. Até lá.