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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Neemias 11.1-13.31

Leitura do dia 09/05.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Neemias.

Ontem vimos Israel desejar ardentemente a leitura do Livro da Lei do Senhor. Esdras o leu. Os levitas a explicaram. O povo entendeu. E festejou. A Festa das Cabanas foi comemorada.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-81-18.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-91-38.html

Depois, reuniram-se em jejum. Confessaram os pecados de seus pais e os seus. Fizeram uma aliança solene com o Senhor. Prometeram obedecer-Lhe em tudo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-101-39.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos onze a treze de Neemias. Os últimos capítulos desse maravilhoso livro, que tem tanto a nos ensinar.

Neemias nos conta que os líderes passaram a morar em Jerusalém, a cidade santa. Um décimo do povo das outras cidades foi escolhido, por sorteio, para também morar ali. O povo bendisse a todos que se ofereceram para morar na cidade santa.

Os nomes dos que foram morar em Jerusalém foram listados. Detalhe: todos eram homens valorosos. Os que não foram, moravam nas outras cidades de Judá, nas propriedades de suas famílias. Os servidores do templo tinham sua própria cidade. Moravam na colina de Ofel.

Os cantores, descendentes de Asafe, cumpriam suas obrigações diárias no templo, de acordo com a ordem do rei.

Neemias conta que, na dedicação dos muros, os levitas auxiliaram nas cerimônias. Com cânticos de ação de graças. Música de címbalos, harpas e liras. Tudo feito conforme Davi, homem de Deus, ordenara. Veja bem, não é Davi, o rei. É Davi, o homem de Deus, o adorador.

Naquela ocasião, os sacerdotes e os levitas purificaram a si mesmos. Depois, purificaram o povo, as portas e o muro. Atente para esta ordem. Era a dedicação do muro, mas purificaram a si mesmos, primeiro. Por último, o muro.

Deve ter sido algo lindo. O coro repartido em dois. Um de cada lado. Até se encontrarem no templo, onde ocuparam seus lugares. Além do coro, iam os sacerdotes com suas trombetas.

Eles tocavam e cantaram bem alto, sob a direção de Jezraías. Suas esposas e crianças também participaram da celebração. De longe se ouvia o som de alegria em Jerusalém. Muitos sacrifícios foram oferecidos. Foi um dia muito alegre, na presença do Senhor.

Naquele dia nomearam os encarregados dos depósitos para as ofertas, as primícias e os dízimos. Todos estavam felizes com o trabalho dos sacerdotes e levitas. Designaram provisão diária de alimentos para os cantores, os guardas das portas e os levitas. Os levitas entregavam a porção devida aos sacerdotes, que também eram levitas, porém, além de descendentes de Levi, eram descendentes de Arão.

A Lei do Senhor foi lida. Encontraram que os amonitas e moabitas não fariam parte da comunidade do Senhor. Não receberam bem os israelitas e ainda contrataram Balaão para os amaldiçoar, ainda que o Senhor tenha transformado a maldição em benção. Mandaram embora os descendentes dos estrangeiros.

Antes disso, o sacerdote Eliasibe, responsável pela supervisão dos depósitos no templo, havia colocado á disposição dele uma sala, junto ao templo. Era seu parente.

Nesta época Neemias estava na corte de Artaxerxes. Um tempo depois, foi liberado novamente para ir a Jerusalém. Quando lá chegou, soube o que Eliasibe fizera. Ficou muito indignado, a ponto de jogar todos os pertences de Tobias para fora da sala. Ali era o lugar para os utensílios do templo e as ofertas. Ordenou que a sala fosse purificada e retornou os utensílios e as ofertas. Essa cena me lembra outra. Quando o Senhor foi ao templo e viu a comercialização generalizada no pátio.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/jesus-no-templo.html

Também soube que os levitas tinham voltado a trabalhar no campo. Não tinham recebido suas porções diárias. Tiveram que, eles mesmos, proverem suas necessidades, deixando suas atividades no templo. Neemias trouxe todos de volta. Recolocou-os em seus postos. O povo voltou a trazer seus dízimos. Ele nomeou novos supervisores para os depósitos. Homens de confiança.

Também viu homens trabalhando no sábado. E vendedores. Confrontou os nobres de Judá. Não havia sido por desobediência que tudo de ruim lhes acontecera? Neemias ordenou que os levitas se purificassem. Fechou as portas de Jerusalém, para que o sábado fosse novamente respeitado.

Viu que alguns homens haviam casado com mulheres das nações que o Senhor ordenara que não se casassem. A influência era tão grande que seus filhos não falavam a língua de Judá. Ele os confrontou. Estava indignado. Depois de tudo, voltaram a praticar os mesmos pecados! Neemias bateu em alguns e arrancou seus cabelos. Fê-los jurar que não agiriam mais desta maneira, desobedecendo ao Senhor. Lembrou-lhes que fora casamentos assim que fizeram até Salomão, pecar.

Expulsou um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, que havia se casado com uma das filhas de Sambalate.

Neemias reorganizou as tarefas e o templo. Orou pedindo que o Senhor se lembrasse, por causa de Seu leal amor, de tudo que fizera.

Não é espantoso que, embora o povo soubesse que Sambalate e Tobias eram inimigos de Israel, se relacionassem com eles a ponto de se casarem com suas filhas e de lhes darem sala no templo do Senhor? É brincar com o inimigo.

Que possamos estar atentos, o tempo todo.

Estamos em tempo de reconstrução de muros. O Evangelho verdadeiro precisa ser retomado. Não podemos flertar com o inimigo. Precisamos estar com nossa armadura, completa, o tempo todo (Efésios 6). Não temer, lembrar-se do Senhor e lutar pelos nossos.

Terminamos mais um livro. Maravilhoso. Não tem sido muito bom até aqui?

Amanhã iniciamos a leitura de Ester. Os três primeiros capítulos. Antes, porém, leia o texto "Neemias, um homem de zelo". http://www.espalhandoasemente.com/2017/06/neemias-um-homem-de-zelo.html

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Neemias, um homem de zelo

Estamos chegando ao fim desse maravilhoso livro de Neemias.

Temos aprendido muito com esse homem de Deus, que sabia posicionar-se nas mais diversas situações.

Agora estamos no capítulo nove. A última vez em que nos encontramos, era o começo do sétimo mês. O povo havia realizado a Festa das Cabanas, após ouvir a Palavra do Senhor.

Agora, é o vigésimo quarto dia do mês. Eles se reuniram, jejuaram, vestiram pano de saco e puseram terra sobre a cabeça. Era um sinal de arrependimento. Levantaram-se nos seus lugares, confessaram seus pecados e o pecado de seus antepassados.

Essa reunião durou seis horas. Durante três horas ouviram a leitura do Livro da Lei do Senhor e nas três horas seguintes confessaram seus pecados e adoraram ao Senhor.

Durante essas três horas após a leitura da Lei, louvaram ao Senhor, reconheceram quem Ele é e o que fez. Também reconheceram seus pecados e clamaram o perdão do Senhor.

Mas foram além. Um acordo foi feito por escrito, assinado pelos líderes, levitas e sacerdotes. E o restante do povo se uniu a eles se obrigando a seguir a Lei de Deus e a obedecer fielmente todos os mandamentos, ordenanças e decretos do Senhor.

Prometeram também cuidar do templo do Senhor, afirmando que não o negligenciariam.

Os líderes do povo passaram a morar em Jerusalém para cuidar melhor da cidade e de suas obrigações. E fizeram um sorteio. A cada dez pessoas, uma deveria morar em Jerusalém. O povo abençoou os homens que se apresentaram voluntariamente para morar na santa cidade.

Neemias organizou com grande zelo a dedicação dos muros de Jerusalém. Levitas e cantores foram trazidos com seus instrumentos de ações de graça. Dois grandes coros foram designados para darem graças, em cima dos muros. E depois assumiram seus lugares no templo de Deus. Sacerdotes e levitas foram purificados, para que pudessem purificar o povo, as portas e os muros.

Esse dia foi tão feliz que Neemias conta que os sons da alegria de Jerusalém podiam ser ouvidos de longe. Eles ofereceram sacrifícios com a alegria que o Senhor os enchera. As mulheres e as crianças também se alegraram. Neemias era um homem que sabia agregar a todos.

O livro da Lei foi lido em alta voz diante do povo.

Depois de um certo tempo, Neemias precisou voltar ao rei Artaxerxes, na Pérsia. Lá novamente pediu licença para ir a Jerusalém.

Logo que voltou, ficou sabendo que o encarregado dos depósitos do templo do Senhor havia cedido uma sala a Tobias. Aquele Tobias que havia conspirado a morte de Neemias e o encerramento da reconstrução dos muros. É esse mesmo. Agora possuía uma sala no templo!

O zelo do Senhor tomou conta de Neemias. O mesmo zelo que fez o Senhor Jesus derrubar as mesas dos cambistas, quando estava em Jerusalém. Neemias ficou muito aborrecido. Jogou todos os móveis de Tobias fora da sala. Mandou que as salas do templo fossem purificadas e colocou nelas os utensílios do templo do Senhor, com as ofertas de cereais e o incenso.

Aprendamos com Neemias o que deve estar guardado no templo do Senhor.

Também ficou sabendo que os levitas não tinham recebido a parte que lhes era devida e abandonaram Jerusalém, voltando para suas cidades. Repreendeu os oficiais. Convocou novamente os levitas e os cantores e os colocou em seus postos.

Aprendamos com Neemias onde cada um deve estar. Em seus postos. De acordo com a vontade do Senhor.

Viu que muitos trabalhavam no sábado. Repreendeu-os e proibiu-os de trabalharem e venderem. Ordenou que os levitas se purificassem e vigiassem as portas da cidade, para que fosse respeitado o sábado.

Aprendamos com Neemias a sermos zelosos com a Palavra de Deus e Seus desejos.

Viu que os casamentos com mulheres estrangeiras continuavam. Que muitos filhos de israelitas não sabiam sequer falar a língua de Judá. Ele os repreendeu. Seu zelo era tão grande que bateu em alguns, arrancou seus cabelos e os fez jurar que não dariam mais seus filhos a mulheres estrangeiras. Lembrou-lhes de Salomão que, embora sábio, foi induzido ao pecado por mulheres estrangeiras. Eles deveriam se guardar.

Aprendamos com Neemias a sermos alertas. Enxergarmos as armadilhas que nos afastam de Deus.

Designou responsabilidades aos sacerdotes e levitas, cada um em seu próprio cargo. E estabeleceu regras para as provisões do templo.

Aprendamos com Neemias a organização e ordem.

Após tudo o que vimos com relação a Neemias, fico impressionada com sua oração. Humildemente pediu ao Senhor que se lembrasse dele, em Sua grande bondade. Não bateu no peito dizendo que tinha feito isso ou aquilo. Não. Sua oração foi: “Lembra-te de mim também por isso, ó meu Deus, e tem misericórdia de mim conforme o teu grande amor.” – Neemias 13.22b

Aprendamos com Neemias a humildade, mesmo sendo servos zelosos.

Um homem perseverante. Poderia viver tranquilamente na Pérsia, preocupando-se apenas com sua vida. Mas escolheu voltar a Jerusalém. Preferiu verificar novamente a situação do templo, de Jerusalém e do povo. Preferia estar exortando o povo a voltarem para o Senhor, a perceberem a gravidade de se desviar dos caminhos do Senhor.

Um homem que se importava. Não apenas com ele. Seu desejo era que todos seguissem e amassem ao Senhor. Poderia dizer como Paulo: “Olhem para mim, e sigam ao Senhor”.

Um homem que não desistia. Embora tivesse que praticamente repetir tudo o que já havia feito, ainda assim o fez. Por amor ao Senhor, ao Seu templo e ao Seu povo.

Que possamos ser tementes ao Senhor como Neemias. Que sigamos seu exemplo, tendo um coração puro e zelo pelas coisas do Senhor. Um coração disposto a doar, tempo, talentos e vida, como Neemias.

Um homem que olhava ao seu redor, enxergava o que precisava ser feito, e fazia. Um homem de ação. Que não procrastinava. Orava, analisava e agia.



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Neemias, um homem de discernimento

Estamos agora no capítulo seis de Neemias. À medida que avançamos nossa admiração vai aumentando.

Neemias, um homem de Deus.

Se você ainda não leu “Neemias, um homem de oração”, “Neemias, um homem de organização” e “Neemias, um homem de autoridade”, antes de continuar conosco, leia. Com certeza, será muito bom.

Ao verem a obra que Neemias estava fazendo em favor de Jerusalém, seus inimigos se levantaram. Tramando matá-lo, enviaram mensagem “convidando-o” a encontrar-se com eles num dos povoados da planície de Ono.

Sua resposta: “Estou executando um grande projeto e não posso descer. Por que parar a obra para ir encontrar-me com vocês?”

Mandaram a mesma mensagem por quatro vezes e por quatro vezes Neemias deu-lhes a mesma resposta. Não satisfeitos, enviaram um homem da confiança deles, com uma carta aberta, cheia de ameaças. Uma carta aberta podia ser do conhecimento de todos, não era lacrada. Seu conteúdo dizia que os judeus estavam tramando uma revolta e Neemias seria declarado rei em Jerusalém. E pior, essas informações seriam enviadas até ao rei Artaxerxes, a não ser que Neemias fosse conversar com eles.

Neemias percebeu que a intenção de seus inimigos era intimidar a todos, enfraquecendo-os e assim impedir a conclusão da reconstrução do muro. Ele não se desesperou. Não se abalou. Simplesmente respondeu: “Nada disso está acontecendo. Isso é mentira.” E voltou-se para quem poderia socorrê-lo. Orou. Clamou ao Senhor. Não que seus inimigos fossem destruídos mas que as suas mãos fossem fortalecidas para que completasse a obra.

Um dia Neemias foi à casa de Semaías. Este estava trancado em sua casa e fez a seguinte proposta: “Vamos encontrar-nos na casa de Deus, no templo, a portas fechadas, pois estão querendo matá-lo; eles virão esta noite.” – Neemias 6.10b

Ah, que atitude Neemias teve! Em meio à ameaça de morte, recusou-se a entrar no templo, o que não lhe era permitido. Não era levita ou sacerdote. E respondeu ousadamente a Semaías: “Acha que um homem como eu deveria fugir? Alguém como eu deveria entrar no templo para salvar a vida? Não, eu não irei!” – Neemias 6.11

Um homem de oração como Neemias não fugia. Uma homem que sabia quem era e qual o seu lugar, não fugia. Orava, analisava, planejava e enfrentava o que precisasse, confiando no Senhor.

O texto nos conta que Neemias percebeu que Deus não havia enviado Semaías. Ele profetizou contra Neemias. Seus inimigos haviam-no contratado para tal. Havia sido pago para intimidá-lo, para que pecasse, fosse difamado, desacreditado, desmoralizado. E não concluísse a reconstrução do muro.

O texto segue contando que não apenas esse Semaías, mas uma profetiza chamada Noadia e outros profetas estavam tentando intimidá-lo. Neemias orou pedindo que o Senhor se lembrasse dessas pessoas. Não pediu a morte de seus inimigos, apenas que o Senhor se lembrasse delas. A sentença, seja qual fosse viria do Senhor, de acordo com a Sua vontade e não de acordo com a vontade de Neemias.

O muro ficou pronto em apenas cinquenta e dois dias. Quando os inimigos souberam dessa notícia ficaram atemorizados. Perceberam que essa obra havia sido executada com a ajuda de Deus. Impossível não reconhecer!

Tobias continuou enviando cartas intimidadoras. Muitos judeus estavam comprometidos com ele por juramento e até elogiavam-no na frente de Neemias. Mas este não se deixou intimidar. Sabia em quem confiava, no Deus verdadeiro.

Aprendamos com Neemias. Um homem que conseguia manter a calma mesmo quando era ameaçado de morte. Mesmo quando as ameaças eram reais e envolviam acusações mentirosas de traição. Aprendamos a ter discernimento. A reconhecer quem é de Deus e quem não é. Aprendamos a dar as respostas corretas. Aprendamos a nos calar, se necessário. E a não fugir. A enfrentar as situações que nos aparecem. A conhecer ao Senhor e à nossa identidade, nosso chamado e missão. Aprendamos a saber qual o nosso lugar, o lugar onde o Senhor nos plantou. E ainda que as ameaças continuem, aprendamos a continuar nossa obra, nosso sonho, nosso projeto. Aprendamos a ouvir a voz de Deus e não a dos homens, ainda que eles “falem em nome de Deus.”

Aprendamos.

Em breve passearemos pelo capítulo sete de Neemias. Espero você.




sábado, 20 de maio de 2017

Neemias, um homem de organização

Vamos continuar olhando para Neemias e aprendendo com ele?

Se você não leu o texto “Neemias, um homem de oração”, seria interessante ler. Quero reforçar que a leitura que temos feito em Neemias não é uma leitura histórica. É uma leitura da pessoa de Neemias, e do exemplo maravilhoso que nos deixou como um homem de Deus.

Vimos anteriormente que Neemias havia conclamado o povo para a reconstrução dos muros de Jerusalém.

E a obra começou. Sacerdotes, moradores, governadores, ourives, comerciantes e até mulheres trabalharam em sua reconstrução. Todos em seus lugares, de maneira organizada e zelosa.

Quando Sambalate soube, os ridicularizou, assim como às suas crenças. Bem como Tobias, que disse: “Pois que construam! Basta que uma raposa suba lá, para que esse muro de pedras desabe”! Palavras desanimadoras, mas Neemias não os confrontou, não se desanimou. Orou ao Senhor. E continuou a obra.

Ameaçaram atacar Jerusalém. Neemias novamente orou ao Senhor. E colocou guardas para proteção da cidade. Há situações que devemos apenas orar, em muitas outras, precisamos agir após a oração. Ele teve esse discernimento (Oração = orar + ação).

O texto fala que por dez vezes preveniram-no de um ataque iminente. Mas ele não parou a obra. Posicionou guardas nos lugares mais baixos dos muros e animou o povo a confiar no Senhor e a lutar por seus irmãos, seus filhos, suas filhas, suas mulheres e suas casas.

Os inimigos ficaram sabendo que o próprio Senhor havia frustrado sua trama e não atacaram. Seria em vão. Mas a partir desse dia, metade trabalhava e a outra metade permanecia armada. Lanças, escudos, arcos e couraças. Os que carregavam algum material, carregavam-no com uma mão e na outra seguravam uma arma. Cada construtor trazia na cintura uma espada enquanto trabalhava. E com Neemias ficava um homem pronto para tocar a trombeta, atento a todo movimento e possibilidade de ataque. Caso fosse necessário, deviam se juntar para lutar. Neemias continuou lembrando ao povo que o Senhor lutaria por eles.

Além disso, orientou que todos permanecessem em Jerusalém para o caso de precisarem lutar durante a noite. Ele, seus irmãos, seus homens de confiança e seus guardas deitavam de roupas e armas nas mãos. Prontos para o combate, a qualquer hora, do dia ou da noite.

Quero fazer mais uma pausa aqui. Percorremos apenas mais dois capítulos do livro de Neemias. Mas pare um pouco e pense em tudo o que podemos aprender com este grande homem.

Era um homem que sabia liderar, tinha seguidores. Liderava através do exemplo. Um homem que soube organizar aquela grande reconstrução. Quando ameaçado orou ao Senhor. Não se deixou desanimar por palavras ameaçadoras e debochadas. Continuou o trabalho. Era perseverante. Um homem de discernimento. Sábio. Que fazia análises das dificuldades. Que não se desesperava mas encontrava soluções. Enxergou os lugares vulneráveis. Organizou a defesa. Envolveu-se com a obra. Embora fosse o líder, era ele e seus homens que dormiam de prontidão. Estava sempre preparado para a batalha onde e quando ela se apresentasse. Um homem atento, alerta.

Que aprendamos com Neemias, sua disposição, organização e sabedoria.

Em breve, continuaremos a andar por mais alguns capítulos deste tão rico livro. Veremos um Neemias que nos surpreende a cada página. Conto com você para essa aventura.