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sábado, 5 de outubro de 2019

Zacarias 4.1-6.15

Leitura do dia 05/10.

Continuamos nossa caminhada através das páginas do livro do profeta Zacarias.

Ontem vimos o chamado do Senhor a Seu povo. E a visão do homem entre as murtas. Os cavalos. Os chifres. As promessas para Jerusalém. A purificação do sumo sacerdote Josué.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/zacarias-11-310.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

Parece que Zacarias ficou abismado com tudo que vira. O anjo o despertou. Agora, foi sua vez de perguntar. Perguntou o que Zacarias via. Ele respondeu que via um candelabro de ouro maciço. Uma vasilha de azeite. Sete lâmpadas. Duas oliveiras (Apocalipse 1.20; 11.4).

Zacarias perguntou o que era aquilo. O anjo perguntou se ele não sabia. Respondeu que não. Então disse que não era por força nem por violência, mas pelo Seu Espírito. Não haveria obstáculo para Zorobabel. Porque o Senhor era com ele. Quando colocassem a última pedra no lugar gritariam que tinha sido pela graça, Sua graça.

Quando o templo fosse reconstruído saberiam que o Senhor o enviara. A ordem era não desprezar os pequenos começos, os começos humildes. O Senhor se alegra ao ver a obra começar, ao ver o prumo na mão de Zorobabel.

Alegre-se meu querido, se você tem começado algo para o Senhor, um começo humilde, não despreze. Ele se alegra ao ver Sua obra começar. Ao ver que Seu prumo está em nossas mãos, para fazermos como Ele deseja.

Zacarias gostava de perguntar, como devemos aprender. Perguntou o que eram as duas oliveiras. O anjo perguntou se não sabia. Respondeu que não. Então disse que eram os dois ungidos que ficam na presença do Senhor de toda a terra.

Zacarias viu um rolo voando. O anjo perguntou o que via. Respondeu que um rolo voava. Falou as medidas de sua aparência. O anjo explicou-lhe que eram maldições que saiam para toda a terra. Uma dizia que os ladrões seriam expulsos da terra, outra que os que juram falsamente também seriam expulsos. Era uma maldição enviada a todos os ladrões e aos que juram falsamente. Sua maldição permaneceria nestas casas. E destruiria tudo. Completamente. Preste atenção: eram maldições enviadas pelo Senhor. Por causa da desobediência. Escolheram a maldição ao invés de Sua benção.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-111-1429.html

O anjo ordenou que Zacarias levantasse seus olhos e visse o que estava vindo. Ele perguntou o que era. O anjo respondeu que era um cesto para medir cereais. Estava cheio do pecado de todos que habitavam a terra. Sua tampa era de chumbo. Foi levantada. Dentro havia uma mulher sentada. Seu nome era “Perversidade”. Ele a empurrou para dentro e fechou a tampa.

Então Zacarias viu duas mulheres voando em sua direção. Elas planavam no vento. Suas asas pareciam de cegonha. Pegaram o cesto e o carregaram pelos ares. Ele perguntou onde estavam levando o cesto. O anjo respondeu que era para Babilônia. Ali construiriam um templo para a “Perversidade”. Colocariam o cesto em um pedestal.

Quando levantou seus olhos viu quatro carros de guerra que saíam de entre dois montes de bronze. Cavalos vermelhos puxavam o primeiro. Cavalos pretos, o segundo. Cavalos brancos o terceiro. Cavalos malhados e fortes, o quarto. Perguntou ao anjo o significado daquilo. O anjo explicou que saíam para fazer o trabalho ordenado pelo Senhor. Tudo está sob Seu domínio. Ele é o Senhor de todas as coisas.

Então o Senhor disse a Zacarias que três homens chegariam com presentes. Ele devia ir à casa de Josias, filho de Sofonias, encontrá-los. Aceitar os presentes. E fazer uma coroa usando o ouro e a prata. Colocar essa coroa na cabeça de Josué. Esse Josué, o sumo sacerdote é um “tipo” do Senhor Jesus. Aponta para o Senhor. Para o Renovo. Brotaria de Seu lugar e construiria o templo do Senhor. Receberia a honra devida. Governaria como um rei. Também serviria como sacerdote. Haveria perfeita harmonia entre essas duas funções (Hebreus 5.7-10). Aleluias! Ele é nosso Rei e Sacerdote.

Essa coroa honraria aqueles três homens que trouxeram o presente. Nada que ofereceremos ao Senhor fica sem recompensa.

Mais uma vez o Senhor afirma que pessoas de terras distantes viriam para reconstruir Seu templo. Quando acontecesse, saberiam que o Senhor o enviara.

Que aprendamos a fazer perguntas pertinentes. Que ofereçamos presentes ao Senhor.

“Portanto, meus amados irmãos, sejam fortes e firmes. Trabalhem sempre para o Senhor com entusiasmo, pois vocês sabem que nada do que fazem para o Senhor é inútil”. – 1 Coríntios 15.58

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Neemias 4.1-23

Leitura do dia 07/05.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Neemias.

Ontem vimos sua preocupação ao saber as notícias sobre os judeus e Jerusalém. Vimos seu choro, jejum, oração e ação. Seus pedidos audaciosos ao rei. Sua inspeção ao muro de Jerusalém. Seu chamado à reconstrução. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-11-10.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-21-10.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-211-20.html

Vimos também a reconstrução do muro. Homens de várias profissões e chamados. Lado a lado. E até mulheres, trabalhando. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-31-32.html

Hoje, leremos os capítulos de quatro a sete. Na primeira postagem, o capítulo quatro.

Sambalate, que já havia ficado irritado ao saber que Neemias estava indo a Jerusalém para promover o bem dos israelitas, ficou furioso ao saber que estavam reconstruindo o muro. Chamou os judeus de fracos, achando que poderiam construir alguma coisa só porque ofereceram alguns sacrifícios, menosprezando, tanto o Senhor, como Seu povo. Tobias, também não mediu palavras. Disse que bastava uma raposa e o muro desabaria.

Sabe qual a atitude de Neemias? Ele orou. Expôs a situação diante do Senhor. Aqueles homens provocaram Sua ira diante dos construtores. Ah, isso é sério! Provocar a ira do Senhor diante daqueles que estão construindo para o Senhor!

A obra não parou. O muro foi reconstruído ao redor de toda a cidade, até à metade de sua altura, o que já era algo maravilhoso! Foi assim porque todos se dedicaram com entusiasmo ao trabalho.

Então, não apenas Sambalate e Tobias ficaram indignados. Juntaram-se a eles os árabes, amonitas e os asdoditas. Quando viram que as brechas dos muros estavam sendo fechadas, ficaram muito irados. Planejaram lutar contra Jerusalém e causar confusão entre os trabalhadores. Isso me soa familiar. É a estratégia do inimigo. Seu “modus operandi”.

Sabe o que Neemias e o restante do povo fez? Eles oraram. Mas não apenas isso. Oraram e colocaram guardas. De dia e de noite. É preciso orar. Mas também é preciso vigiar. Foi o que fizeram.

Mas a semente já estava lançada. O povo de Judá começou a se queixar. Que os trabalhadores estavam cansados. Que ainda havia muito entulho para remover. Que não seriam capazes de construir o muro, sozinhos. E esperavam ajuda de quem?

Enquanto o povo se queixava do cansaço, do trabalho, do entulho; seus inimigos diziam que antes que percebessem, cairiam sobre eles e os matariam. Assim o trabalho cessaria. Essa era a intenção do inimigo: cessar o trabalho. Não lhe parece familiar?

O inimigo continuou agindo. Usou os próprios judeus para levarem suas ameaças. Os que moravam perto deles, por diversas vezes, diziam que eles viriam e os atacariam de todos os lados. Mais uma tentativa de minar as forças dos construtores, dos reparadores, dos trabalhadores. E não é assim que também acontece conosco?

Neemias, meu querido, não se intimidou. Colocou guardas armados atrás das partes mais baixas e mais vulneráveis. Dividiu o povo por famílias, para que montassem guarda. Armados com espadas, lanças e arcos. Examinou a situação. Reuniu todos os envolvidos e os aconselhou.

Três palavras chaves:
1. Não temer.
2. Lembrar-se do Senhor, grande e temível.
3. Lutar pelos seus.

Que possamos, em nossas vidas, a cada dia seguir esses conselhos. Estamos sempre sendo postos à prova. É tempo de reconstrução de muros. Precisamos eliminar a vergonha do nosso meio. E reconstruir.

Reconstruir é sempre mais difícil que construir. Primeiro é necessário tirar o entulho. E depois, recomeçar.

E mais, precisamos que nossas mãos sejam adestradas para lutar com arcos, lanças e espadas. Arcos são usados para uma longa distância. Precisamos estar com nossa aljava sempre cheia. Lanças são usadas em uma média distância. É preciso treino e precisão. Só existe uma chance. Já a espada, essa é usada na luta corpo a corpo. O inimigo conseguiu chegar mais perto. Precisa ser vencido pela espada. Três armas potentes, que não podemos nos dar ao luxo de dispensar.

Sabe o que aconteceu? Quando o inimigo viu que seu plano foi descoberto, que estavam todos preparados, armados, e que o Senhor havia frustrado seus planos, recuaram.

Eles puderam voltar ao trabalho. Mas, depois dessa experiência, das queixas e dos recados recebidos, passaram a agir de outra maneira. Metade dos homens trabalhava e a outra metade ficava de guarda. Com o quê? Lanças, escudos, arcos e couraças. Ah, não apenas armas de ataque, também de defesa.

E onde os líderes estavam? Em casa, tomando uma limonada refrescante? Não. Na retaguarda. Protegendo os construtores. Se não acredita, volte ao texto e leia novamente.

Os próprios construtores passaram a trabalhar armados. Todos, sem exceção, tinham uma espada presa à cintura. Caso o inimigo passasse pelas linhas que os defendiam, teriam que lutar corpo a corpo com o inimigo.

Havia um tocador de trombeta. O homem que precisava ter muitos olhos e ouvidos. Atentar para tudo. Cada detalhe. Este homem ficava ao lado de Neemias. A obra era extensa. Ficavam distantes uns dos outros ao longo de todo o muro. Se a trombeta tocasse, deveriam correr para onde o toque soasse. Não era um treinamento. Seria guerra. Mas, Neemias assegurou, o Senhor lutaria por eles.

Trabalhavam o dia todo. Desde o nascer do sol. Até ao anoitecer. Sempre de guarda. Neemias ordenou aos que moravam fora dos muros que ficassem ali, dentro dos muros. Assim, serviriam de guarda à noite. E trabalhariam durante o dia. E quanto a descansar? Esqueça. Em tempo de reconstrução de muros, não se descansa, exceto um pouco aqui, um pouco ali.

Neemias e os que estavam com ele, sequer trocavam de roupa à noite, para dormir. Carregavam sempre suas armas, até quando iam beber água. Simplesmente, o tempo inteiro.

Essas cenas lhe são familiares? Imagino que sim. Se você está reconstruindo os muros, conforme o desejo do Senhor, elas com certeza são.

Anime-se! Siga os conselhos de Neemias. Não ouça as zombarias do inimigo. Nem suas ameaças, mesmo quando são recados entregues pelo seu próprio povo. Faça o que ele disse. Não tenha medo. Lembre-se do Senhor, que é grande e temível. E lute. Pelos seus. E por você.

Antes de entrarmos no capítulo cinco, gostaria de convidá-lo a ler o texto "Neemias, um homem de organização". http://www.espalhandoasemente.com/2017/05/neemias-um-homem-de-organizacao.html

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Neemias 2.11-20

Leitura do dia 06/05.

Na postagem anterior, vimos que Neemias ouviu de Artaxerxes  a pergunta "o que você quer que eu faça"? Ele pediu para ir a Jerusalém, reconstruí-la. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-21-10.html

Quando chegou lá, descansou. Três dias depois saiu, para avaliar a situação da cidade. Não havia contado a ninguém qual sua intenção. Intenção esta colocada em seu coração pelo próprio Senhor.

Saiu discretamente à noite. Levou poucos homens. Nenhum animal de carga. Exceto o que estava montando. Quando chegou ao lugar onde o animal não passava, desceu e foi a pé. Eram muitos entulhos espalhados. Aquilo não seria um obstáculo para um homem que deixara o palácio e enfrentara toda aquela jornada até chegar ali.

Depois que inspecionou tudo, Neemias convocou os principais de Jerusalém e os sacerdotes. Lembrou-lhes a terrível e vergonhosa situação em que estavam. E os chamou a reconstruírem com ele o muro de Jerusalém e colocar um fim naquela vergonha. Enfim, contou como a boa mão do Senhor estivera sobre ele quando conversou com Artaxerxes.

Todos responderam positivamente. Estavam animados para realizar essa boa obra, a reconstrução dos muros de Jerusalém.

Mas, quando Sambalate, o horonita, Tobias, o oficial amonita e Gesém, o árabe, ficaram sabendo, correram para zombar deles. E não apenas zombar, mas acusá-los de estarem se rebelando contra o rei, em uma ameaça velada de acusação diante daquele.

Neemias, meu herói querido, não se deixou abater. Respondeu que o Deus lhes concederia êxito nesta empreitada. E eles, Seus servos, começariam a reconstrução do muro. Quanto a eles, não tinham participação nenhuma, nem direito legal ou histórico sobre Jerusalém. Uau!

Quero convidá-lo a ler o texto "Neemias, um homem de oração".
http://www.espalhandoasemente.com/2017/05/neemias-um-homem-de-oracao.html

Depois da leitura, continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Esdras 8.1-36

Leitura do dia 05/05.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Esdras.

Ontem vimos a retomada da reconstrução do templo. A carta do governador ao rei Dario. A ordem de Dario para a reconstrução. A dedicação do templo. A comemoração da Páscoa.

Vimos Esdras, depois de muitos anos, no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, aparecer na história. Ele tem uma carta de Artaxerxes para que os tesoureiros o ajudem em tudo. E louva o Senhor por tê-lo honrado. Sua sabedoria era do céu, não da terra. Um homem que decidiu aprender, obedecer e ensinar a Lei do Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-613-728.html

Hoje, leremos os últimos capítulos de Esdras. Do capítulo oito ao capítulo dez.

Na primeira postagem, o capítulo oito.

Inicia citando os que vieram com ele do exílio. Quando reuniu todos no canal de Aava, na capital da Babilônia. Ali, ficou durante três dias. Revisou a lista de todos que haviam chegado. Descobriu que não havia nenhum levita. Nenhum se oferecera para voltar a Jerusalém. Que triste!

Será que a vida em Babilônia estava tão bem acomodada que esqueceram seu chamado, sua herança?

Esdras não ficou lamentando. Tomou uma atitude. Enviou os líderes do povo que estavam com ele e também dois homens com discernimento, Joiaribe e Elnatã a Ido, chefe dos levitas. Os levitas viviam em Casifia. Pediu que Ido enviasse servidores e ministros que retornassem com ele a Jerusalém.

Esdras sabia que a mão do Senhor estava sobre eles. Essa jornada era a vontade do Senhor. Por isso, Ido enviou Serebias, um homem inteligente, junto com dezoito de seus filhos e parentes. Também, Hasabias e Jesaías, com vinte de seus filhos e parentes. E duzentos servidores do templo.

Quando estavam reunidos em Aava, Esdras convocou todos a um jejum e humilhação. Oraram para que o Senhor fosse com eles. Que tivessem uma boa viagem. Guardados de todos os seus inimigos, acidentes e bandidos.

Esdras teve vergonha de pedir ao rei uma guarda. Ele havia dito que a boa mão do Senhor era com todos os que O servem. Como então pedir soldados para guardarem-nos? Não teve coragem. Por isso, pediram ao Senhor que os guardassem por todo o caminho de Babilônia a Jerusalém. O Senhor os ouviu.

Como vimos ontem, levavam muitos tesouros para Jerusalém, ofertados pelo rei, seus conselheiros e o povo. Esdras pesou e contou tudo. Entregou nas mãos dos sacerdotes, lembrando-lhes que, assim como aqueles tesouros foram consagrados ao Senhor, a vida deles também. Ordenou que os guardassem com muito cuidado, até que fossem entregues em Jerusalém. Eles aceitaram a missão.

Quando chegaram, após uma boa viagem, porque a boa mão do Senhor estava sobre eles, descansaram três dias. No quarto dia, levaram os tesouros, pesando-os novamente. Entregaram no templo do Senhor. Os exilados ofereceram holocaustos ao Senhor. Como não oferecer? Estavam de volta às suas terras,

Os decretos do rei foram entregues aos oficiais e governadores, que passaram a apoiar o povo e o templo do Senhor.

Que aprendamos, como Esdras, a agir quando necessário. A orar sempre. A reconhecer o favor do Senhor sobre nós. E sermos fieis. O tempo todo.

Que a "estabilidade da Babilônia" não nos faça esquecer que o Senhor é nossa herança.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 4 de maio de 2019

Esdras 6.13-7.28

Leitura do dia 04/05.

Na postagem anterior, vimos a reconstrução do templo sendo retomada. A carta de Tatenai, governador daquela província, ao rei Dario.

Vimos também a resposta de Dario, ordenando que a reconstrução fosse retomada.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-51-612.html

Agora, caminharemos através do capítulo seis de Esdras. A partir do versículo treze. Até o final do capítulo sete.

Quando leram a carta de Dario, expressando sua vontade, através de decreto, o governador e seus companheiros, obedeceram imediatamente.

Assim, os líderes de Judá continuaram a reconstrução. E foram animados e encorajados pela pregação dos profetas Ageu e Zacarias. Até que o templo foi terminado.

Após o término do templo, os sacerdotes, israelitas e todo o povo que regressou do exílio, dedicaram o templo, com muita alegria. Muitos sacrifícios foram feitos. Os sacerdotes e levitas foram divididos em vários grupos, de acordo com o Livro de Moisés.

Pouco mais de um mês depois, celebraram a Páscoa. Os sacerdotes e levitas haviam se purificado cerimonialmente. Estavam prontos. Todos que haviam regressado do exílio participaram da Páscoa. Ao lado deles, todos que moravam ali e haviam deixado os costumes impuros dos povos e adoravam o Senhor.

Toda a terra estava alegre. O Senhor tocara no coração do rei da Assíria que os havia ajudado na reconstrução do templo.

Muitos anos depois desses acontecimentos, aparece finalmente Esdras. Era o reinado de Artaxerxes. Ele era descendente de Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão. Era sacerdote e escriba. Havia decidido em seu coração, estudar a Lei do Senhor, obedecê-la e ensinar ao povo de Israel, Seus decretos e estatutos.

Ele foi da Babilônia a Jerusalém, com alguns israelitas, sacerdotes, levitas, cantores, porteiros e servidores do templo. No sétimo ano do reinado de Artaxerxes.

O rei lhe deu tudo que havia pedido, porque a boa mão do Senhor era com ele.

Esdras era respeitado pelo rei. Este enviou uma correspondência, decretando que quem desejasse voltar com ele a Jerusalém, estava livre para ir. Ele e seus sete conselheiros, ordenaram que Esdras investigasse a situação em Judá e em Jerusalém, de acordo com a Lei do Senhor.

O rei e seus conselheiros entregaram, voluntariamente, ofertas de ouro e prata para o Senhor. Além disso, o rei ordenou que Esdras levasse todo ouro que obtivesse na província da Babilônia.

Esdras deveria usar esses recursos para comprar animais e tudo que fosse necessário para oferecer sacrifícios e ofertas perante o Senhor. O que sobrasse poderia ser usado como considerasse melhor, de acordo com a vontade do Senhor. Também lhe deram utensílios para o templo.

O rei ainda escreveu que, caso Esdras precisasse de mais alguma coisa, poderia usar os recursos da tesouraria real.

Artaxerxes escreveu aos tesoureiros da província a oeste do Jordão para que dessem a Esdras o que ele precisasse. Que providenciasse todo o necessário. Não queria, de forma alguma, que provocassem a ira do Senhor contra o império dele e de seus filhos.

O rei isentou todos os sacerdotes, levitas, cantores, porteiros, servidores e trabalhadores do templo. Nenhum deles pagaria mais impostos ou taxas de qualquer tipo.

O rei animou Esdras a usar a sabedoria que o Senhor lhe dera, para nomear magistrados e juízes. Estes homens deveriam conhecer a Lei do Senhor, para governarem o povo. E Esdras deveria ensinar essa mesma Lei a todos que não conhecessem.

Quem se recusasse a obedecer, poderia ser castigado e até condenado à morte.

Como é maravilhoso ver o Senhor usando grandes reis para cumprir Sua vontade.

Como é maravilhoso ver homens como Esdras serem reconhecidos por reis poderosos, como um homem que possuía sabedoria dada pelo Senhor.

A sabedoria de Esdras vinha do conhecimento que tinha do Senhor. Ele decidiu em seu coração estudar Sua Palavra e conhecê-Lo. Sua sabedoria não vinha de estudar técnicas e métodos, quaisquer que sejam. Vinha do seu andar com o Senhor.

Esdras ordenou que todos louvassem o Senhor. Ele havia colocado no coração do rei o desejo de decorar o templo. Também havia mostrado Seu leal amor por ele, ao honrá-lo diante do rei, de seu conselho e de seus poderosos oficiais. Esdras reconheceu que foi o Senhor quem moveu o rei a honrá-lo.

Ele afirma que sentiu-se encorajado. Não porque o rei o honrou diante de si e de seus poderosos oficiais. Sentiu-se encorajado porque a mão do Senhor estava sobre ele.

Quando sentiu-se encorajado, reuniu alguns líderes de Israel que ainda estavam no exílio, para voltar com ele a Jerusalém.

E agora? Essa viagem será bem sucedida?

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo oito ao capítulo dez.

Espero você. Até lá.

sábado, 20 de maio de 2017

Neemias, um homem de organização

Vamos continuar olhando para Neemias e aprendendo com ele?

Se você não leu o texto “Neemias, um homem de oração”, seria interessante ler. Quero reforçar que a leitura que temos feito em Neemias não é uma leitura histórica. É uma leitura da pessoa de Neemias, e do exemplo maravilhoso que nos deixou como um homem de Deus.

Vimos anteriormente que Neemias havia conclamado o povo para a reconstrução dos muros de Jerusalém.

E a obra começou. Sacerdotes, moradores, governadores, ourives, comerciantes e até mulheres trabalharam em sua reconstrução. Todos em seus lugares, de maneira organizada e zelosa.

Quando Sambalate soube, os ridicularizou, assim como às suas crenças. Bem como Tobias, que disse: “Pois que construam! Basta que uma raposa suba lá, para que esse muro de pedras desabe”! Palavras desanimadoras, mas Neemias não os confrontou, não se desanimou. Orou ao Senhor. E continuou a obra.

Ameaçaram atacar Jerusalém. Neemias novamente orou ao Senhor. E colocou guardas para proteção da cidade. Há situações que devemos apenas orar, em muitas outras, precisamos agir após a oração. Ele teve esse discernimento (Oração = orar + ação).

O texto fala que por dez vezes preveniram-no de um ataque iminente. Mas ele não parou a obra. Posicionou guardas nos lugares mais baixos dos muros e animou o povo a confiar no Senhor e a lutar por seus irmãos, seus filhos, suas filhas, suas mulheres e suas casas.

Os inimigos ficaram sabendo que o próprio Senhor havia frustrado sua trama e não atacaram. Seria em vão. Mas a partir desse dia, metade trabalhava e a outra metade permanecia armada. Lanças, escudos, arcos e couraças. Os que carregavam algum material, carregavam-no com uma mão e na outra seguravam uma arma. Cada construtor trazia na cintura uma espada enquanto trabalhava. E com Neemias ficava um homem pronto para tocar a trombeta, atento a todo movimento e possibilidade de ataque. Caso fosse necessário, deviam se juntar para lutar. Neemias continuou lembrando ao povo que o Senhor lutaria por eles.

Além disso, orientou que todos permanecessem em Jerusalém para o caso de precisarem lutar durante a noite. Ele, seus irmãos, seus homens de confiança e seus guardas deitavam de roupas e armas nas mãos. Prontos para o combate, a qualquer hora, do dia ou da noite.

Quero fazer mais uma pausa aqui. Percorremos apenas mais dois capítulos do livro de Neemias. Mas pare um pouco e pense em tudo o que podemos aprender com este grande homem.

Era um homem que sabia liderar, tinha seguidores. Liderava através do exemplo. Um homem que soube organizar aquela grande reconstrução. Quando ameaçado orou ao Senhor. Não se deixou desanimar por palavras ameaçadoras e debochadas. Continuou o trabalho. Era perseverante. Um homem de discernimento. Sábio. Que fazia análises das dificuldades. Que não se desesperava mas encontrava soluções. Enxergou os lugares vulneráveis. Organizou a defesa. Envolveu-se com a obra. Embora fosse o líder, era ele e seus homens que dormiam de prontidão. Estava sempre preparado para a batalha onde e quando ela se apresentasse. Um homem atento, alerta.

Que aprendamos com Neemias, sua disposição, organização e sabedoria.

Em breve, continuaremos a andar por mais alguns capítulos deste tão rico livro. Veremos um Neemias que nos surpreende a cada página. Conto com você para essa aventura.