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sábado, 16 de novembro de 2019

João 12.20-50

Leitura do dia 05/11.

Na postagem anterior vimos Jesus jantando na casa de Lázaro. Maria O unge com um perfume caro. Muitos creem em Jesus. Também vimos Sua entrada em Jerusalém.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-121-19.html

Agora, caminhamos a partir do versículo vinte das páginas do capítulo doze de João.

Vamos acompanhar os próximos acontecimentos?

Entre os que tinham ido adorar na festa da Páscoa, havia alguns gregos. Eles vão até Filipe, que era de Betsaida da Galileia. Têm um pedido a fazer. Querem ver Jesus.

Filipe vai até André e os dois juntos vão até Jesus, com o pedido dos gregos. Jesus responde que chegou a hora do Filho do homem ser glorificado.

E diz que, verdadeiramente, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, fica sozinho, mas se morrer, dará muito fruto.

Diz que aquele que ama sua vida, a perderá. Enquanto o que odeia sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna. Quem O serve, precisa segui-Lo. Assim, onde Ele está, Seu servo também estará. Quem O serve, será honrado por Seu Pai.

São palavras profundas. O grão de trigo precisa sofrer a morte. Só assim, dará fruto. Jesus é o grão de trigo.

Se amamos nossa vida como os fariseus têm demonstrado que amam as suas, perderemos a verdadeira vida. Mas se desprezarmos nossa vida aqui, em favor da vida eterna, nós a ganharemos. Normalmente Seus ensinos vão na contramão do mundo.

Se O servimos de fato, precisamos segui-Lo, por onde quer que vá. Para estarmos onde Ele está. Sempre. E o Pai nos honrará. Que magnífica promessa!

Jesus abre Seu coração. Sente-se perturbado. Mas pedirá ao Pai para salvá-Lo desta hora? Não. De jeito nenhum. Veio exatamente para isto. Para esta hora. Para aquilo que O perturba. Como nos ordenou fazer, está fazendo. Desprezando Sua vida.

Ele pede: “Pai, glorifica o teu nome!”.

Veio uma voz do céu dizendo que já O havia glorificado e O glorificaria novamente. Quem estava ali, disse que havia trovejado. Outros disseram que um anjo Lhe falou. Jejus fala que a voz veio por causa deles, não por Sua causa. Era um sinal.

É chegada a hora deste mundo ser julgado, do príncipe deste mundo ser expulso.

E quando Ele, Jesus, for levantado da terra, atrairá todos a Si. Ao dizer isso, estava indicando o tipo de morte que haveria de sofrer. http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html

As pessoas não entendiam que Ele precisava morrer pelos nossos pecados. Fazer-se maldito por nós. Em uma cruz.

A multidão fala que a Lei ensina que o Cristo permanecerá para sempre. Não entendem o que quer dizer quando fala que o Filho do homem precisa ser levantado. Não entendem quem é o Filho do homem.

Jesus lhes diz que por mais um pouco de tempo a luz estará entre eles. Devem aproveitar para andar enquanto têm luz, para que as trevas não os surpreendam porque quem anda nas trevas não sabe para onde vai.

Chama-os a crer na luz enquanto a têm, para que se tornem filhos da luz. Ele já lhes disse que é a luz do mundo. Então, está chamando-os a crerem nEle. http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-e-luz-do-mundo.html

Depois que falou essas palavras Jesus saiu. Escondeu-se deles. Sabemos que a hora está se aproximando. Quando será?

Os dias estão passando e o dia de Sua entrega está prestes. Está disposto a fazer o que veio fazer. Se entregar por amor a cada um de nós.

Mesmo tendo feito tantos sinais miraculosos, como vimos em nossa caminhada, não creram nEle. Foi assim para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías: “Quem creu em nossa mensagem? A quem o Senhor revelou Seu braço forte?” (Isaías 53.1).

E também: “Endureça o coração deste povo; tape os ouvidos e feche os olhos deles. Assim não verão com os olhos, nem ouvirão com os ouvidos, não entenderão com o coração, nem se voltarão para Mim a fim de serem curados” (Isaías 6.10).

Sabemos que assim aconteceu porque estavam mais preocupados com o que pensavam. Queriam um Messias como imaginavam, moldados à sua vontade. Um Rei político, que restauraria a glória de Israel. Não entendiam que o plano do Pai é muito maior. Estavam preocupados com suas posições e vidas, antes e acima de qualquer coisa.

Por isso, muitos líderes dos judeus creram nEle, mas por causa dos fariseus, não confessavam sua fé, com medo de serem expulsos da sinagoga. A sinagoga era o centro de vida do povo judeu, onde tudo acontecia. Preferiam a aprovação dos homens que a aprovação de Deus.

Estamos acompanhando o Senhor. Ele diz em voz alta que quem nEle crê, não crê apenas nEle mas nAquele que O enviou. Também diz que quem O vê, vê Aquele que O enviou. Ele veio ao mundo como luz, para que todo o que nEle crê não permaneça nas trevas.

Temos visto que a verdade é luz. Ele é a luz do mundo. Ele é a verdade.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-e-luz-do-mundo.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/a-verdade-e-uma-pessoa.html

Se alguém ouve Suas palavras e não as guarda, Ele não o julga. Não veio ao mundo para julgá-lo, veio para salvá-lo. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/onde-temos-construido.html

Mas, diz, há um juiz para quem O rejeita e não aceita Suas palavras. Esse juiz é a própria palavra que proferiu. Essa palavra o condenará no último dia, pois não falou por Si mesmo, mas o Pai que O enviou ordenou o que falar. E Ele falou. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/jesus-nos-chama-aprender-com-ele.html

Seu mandamento é a vida eterna. Por isso o que diz é exatamente o que o Pai O mandou dizer. Suas palavras chocam. Mas são a verdade.

Jesus não inventa discursos mirabolantes como temos visto tantos por aí. Fala exatamente o que o Pai mandou falar. Nem mais, nem menos.

Que estejamos atentos. Que não sejamos enganados por discursos que falam menos do que o Senhor falou ou que acrescentem algo à Sua palavra.

E como saber? Só existe um meio, lendo Sua Palavra incansavelmente. Várias e várias vezes. Como quem se alimenta de pão. Pão sem mistura. Alimento puro. Que Ele nos dá em Sua Palavra. E que produz vida em nós. http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/o-pao-do-ceu.html

Vamos ficar por aqui. Amanhã continuamos. O que mais Jesus dirá antes dos acontecimentos da Páscoa? Leremos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Lucas 18.1-42

Leitura do dia 30/10.

Na postagem anterior vimos o ensino de Jesus sobre perdão e fé. A cira de dez leprosos. Um deles, samaritano. E a vinda do Reino.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-171-37.html

Agora, prosseguimos pelas páginas do capítulo dezoito.

Jesus conta a Seus discípulos uma parábola. Quer mostrar que devemos orar sempre, sem nunca desanimar.

Disse que em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus. Nem se importava com os homens.
Nesta mesma cidade havia uma viúva. Ela constantemente se dirigia a esse juiz, suplicando-lhe que fizesse justiça contra o seu adversário.

Por um tempo, o juiz se recusou. Finalmente pensou e disse a si mesmo que embora não temesse a Deus nem se importasse com os homens, ia fazer justiça àquela viúva que o estava aborrecendo, para que não viesse mais importuná-lo. Queria se ver livre dela.

Jesus diz que devemos prestar atenção nesse juiz injusto. Se age assim, acaso o Todo Poderoso não fará justiça aos Seus escolhidos, que clamam a Ele dia e noite e continuará fazendo-os esperar? Jesus mesmo responde que lhes fará justiça. E depressa.

Faz uma pergunta desconcertante. Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?

Vamos ficar aqui um pouco.

Olho ao redor. Como as pessoas têm estado? Temos visto tantas coisas. Tantas coisas absurdas. Tantas ordens invertidas. O mundo de cabeça para baixo. Homens falando sobre si mesmos. Homens no centro de tudo. Homens que olham para si. Que não apontam o Cordeiro de Deus.

Temos visto, com tristeza e dor, a Palavra sendo relegada à segundo e terceiro planos. Técnicas colocadas acima de relacionamento com Deus. A Palavra sendo mercadejada, como se não fosse viva e eficaz. Barganhas sendo feitas em nome do Todo-Poderoso.

Clamemos ao Senhor, para que encontre sim, fé na terra, quando voltar. Que nós sejamos essas pessoas, que O esperam, cheios de fé.

Jesus conhece os corações. E para alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, contou uma parábola.

Disse que dois homens foram orar no templo. Um deles era fariseu. O outro, um publicano.

O fariseu era um religioso. O publicano, o cobrador de impostos do Império Romano, odiado por todos os judeus.

O fariseu ora em pé. Em seu íntimo agradecia a Deus por não ser como os outros homens. Não era ladrão, nem corrupto, nem adúltero. Nem mesmo era como aquele publicano. Jejuava duas vezes por semana e dava o dízimo de tudo quanto ganhava.

O publicano ficou à distância. Não tinha ousadia de olhar para o céu. Batia em seu peito e pedia misericórdia a Deus, reconhecendo ser pecador.

Todos olham para Jesus. Olhos arregalados. Os fariseus eram admirados. Os publicanos, odiados.

Ele termina Sua fala dizendo que o publicano e não o fariseu, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.

Vamos ficar aqui um pouco. E pensar.

Nós, que não fomos constituídos juízes, temos a terrível tendência de julgarmos segundo as aparências. Entre um religioso, conhecedor da lei, e um publicano, cobrador de impostos, justificamos o religioso. É nossa tendência.

Não conhecemos os corações. Conhecemos apenas a aparência. Não temos paciência para esperar os frutos.

Jesus não. Seu julgamento é correto. Ele enxerga tudo. Enxerga os corações. Enxerga o que está por trás das nossas ações. Enxerga nossas intenções. Sabe que fruto daremos, antes mesmo deles serem gerados.

Que aprendamos com esse precioso ensino do Senhor.

Que tenhamos um coração ensinável e humilde. Que não batamos em nosso peito, nos achando “os tais”, com os corações repletos de orgulho, pelo que fazemos ou deixamos de fazer. Aprendamos a agir com humildade. Que o Senhor seja o nosso modelo.

Certo dia trouxeram crianças para que o Senhor Jesus impusesse as mãos, abençoando-as, e orasse por elas. Os pais queriam ter seus filhos abençoados pelo Senhor. Claro. Quem não iria querer?

Mas os discípulos repreendiam essas pessoas, não querendo que as crianças se aproximassem de Jesus.

Ele ordenou que as deixassem ir até a Ele, que não as impedissem. Disse também que o Reino dos céus pertencem aos que são semelhantes a elas, como já falara. http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/que-tipo-de-pergunta-temos-feito.html

Certa vez um homem se aproxima. Chamando-O de Mestre, pergunta-lhe o que fará de bom para ter a vida eterna.

Todos ficam em silêncio. Querem ouvir Sua resposta: “Por que você me chama de bom? Há somente um que é bom”.

Afirma que o homem conhece os mandamentos. O homem responde que tem obedecido a todos eles, desde sua mocidade.

Jesus disse que lhe faltava ainda uma coisa. Deveria ir, vender seus bens e dar o dinheiro aos pobres. Teria um tesouro nos céus. Depois, fosse a Ele e seguisse-O.

Aquele homem devia desapegar-se de seus bens materiais, de sua riqueza material, vender seus bens e dar aos pobres. O Senhor assegurou-lhe de que teria um tesouro nos céus, onde sabemos que a traça e o ladrão não tem acesso. Depois que fizesse isso, desapegado de tudo o que lhe era mais precioso, ou seja, negando-se a si mesmo, devia vir e seguir ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/andando-ao-lado-de-jesus.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html

Sempre assim. Negue-se a si mesmo vem primeiro. Não podemos seguir ao Senhor sem nos negarmos. Afinal, nem sabemos onde estamos indo. Sabemos com quem, mas não para onde.

Observo a cena com atenção. Jesus, como sempre, tão específico, tão claro, tão direto.

Aquele homem afastou-se triste. Era muito rico. Seu coração estava em suas riquezas. Era fácil obedecer os mandamentos, mas muito difícil desfazer-se de seus tesouros, pois ali, em seus bens materiais, é que estava o seu coração.

Depois que o homem se afastou, Jesus diz a Seus discípulos que dificilmente um rico entrará no Reino dos céus e para deixar bem claro o quão difícil era, diz que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus. Uau, fico pensando. Muito difícil mesmo.

Assim como eu, os discípulos ficam perplexos e perguntam quem pode ser salvo!?

Jesus olha para eles e responde que para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis.

Não há impedimento em nada para o Todo-Poderoso. Tudo é possível para o Criador e Rei do Universo.

Pedro, sempre ele, fala que deixaram tudo para segui-Lo.

A resposta de Jesus é surpreendente. Garante que todos que deixaram casa e pessoas por causa do Reino, receberão, neste mundo uma recompensa muito maior e, no mundo futuro, a vida eterna.

É demais para meus pensamentos. Ser restituído apenas em uma vez seria suficiente, duas, excelente. Agora, muito mais? Sua bondade é assim. Restitui a cem por um, como uma colheita próspera, onde tudo acontece exatamente como deve acontecer, com chuva e sol, calor e frio, a seu tempo, na medida certa.

Em mim ecoa essa pergunta? “O que me falta ainda?”.

Ecoa em você também?

Vamos parar, sentar em uma dessas pedras no caminho. Sondemos novamente nossos corações. “O que me falta ainda?” Quero ser totalmente Sua, Senhor, sem nenhum tipo de reservas. E você?
https://www.youtube.com/watch?v=Va8srvjwgAA

Depois, Jesus chama os Doze à parte. Começa a explicar-lhes a necessidade de ir a Jerusalém, onde tudo que foi escrito pelos profetas a respeito dEle será cumprido. Será entregue aos gentios que zombarão dEle. Vão açoitá-Lo. E o matarão. Mas ao terceiro dia ressuscitará.

Os discípulos não entenderam. O significado destas palavras ainda estava oculto para eles.

Jesus se aproxima de Jericó.

Um mendigo está sentado à beira do caminho. Normalmente, os cegos ficavam à beira das estradas oficiais pedindo esmolas. Precisavam da autorização do Império Romano para tal. Usavam uma capa com o símbolo romano, atestando que possuíam essa autorização.

Soube que Jesus estava perto. Era impossível não saber. Todos comentavam. O “burburinho” era enorme. Começou a gritar: “Jesus, Filho de Davi, tenha misericórdia de mim!”.

A multidão mandou que se calasse. Como se calar diante de Jesus? Ali, diante dele, apenas alguns passos de distância, estava Aquele que poderia atender ao desejo mais ardente de seu coração. Bastava que tivesse misericórdia.

Gritou mais alto ainda. Como louco. E se não passasse mais por ali? Nós, que O temos acompanhado nesta jornada, sabemos que está subindo a Jerusalém. Lá será crucificado. Essa é a chance daquele homem! Ele grita mais alto.

Jesus para. Impossível não parar diante de tal clamor. Sempre ouve, a qualquer um de nós, quando reconhecemos quem Ele é, como aquele homem reconheceu e clamamos por Sua misericórdia. Seu amor não tem limites. Sua misericórdia se renova a cada dia, como está escrito em Lamentações de Jeremias, 3.23.

Jesus mandou que o chamasse. Não O via, mas estava diante dEle, que pergunta o que quer que Ele faça. A mesma pergunta, tão importante! A pergunta-chave que cada um de nós precisa responder ao longo da vida.

Não precisou pensar. Tinha consciência de quem era e das condições em que vivia. Sabia exatamente o que queria. Chamando-O de Senhor, respondeu que queria enxergar.

Por um momento, paro e penso. Quantas vezes Jesus disse que deveríamos ter olhos para ver? Uno-me a esse homem. Clamo que também quero enxergar. Quero ter olhos que verdadeiramente enxerguem. Não quero ter nenhum tipo de ametropia (miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia). Quero enxergar com nitidez. Sem nenhuma distorção. Clamo Sua misericórdia sobre mim.

Jesus, claro, sempre maravilhoso como é (plaquinha levantada), teve compaixão daquele homem. Seu coração se compadece sempre que alguém vem até Ele, em temor e humildade.

Respondeu: “Receba a visão! Sua fé o curou”. Imediatamente recuperou sua visão. E começou a seguir o Senhor pelo caminho, louvando a Deus. Todos que presenciaram essa cena, também louvavam a Deus.

Aquele homem enxergou o Rei, o Senhor, o Filho de Davi. Como não segui-Lo? Não era mais tempo de ficar à beira do caminho. Era hora de seguir pelo caminho. Seguir o próprio Caminho.

Hoje o clamor do meu coração também é que eu enxergue. Quero enxergá-Lo como é. Plenamente. Sem imagens distorcidas. Que seja o clamor do Seu coração também.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezenove. Até o capítulo vinte e um. Os três últimos capítulos de Lucas.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Marcos 9.1-50

Leitura do dia 22/10.

Na postagem anterior, vimos a segunda multiplicação dos pães. Os fariseus, loucos, exigindo um sinal do céu. O alerta do Senhor ao fermento dos fariseus e de Herodes. O Senhor cura um cego. Pedro responde quem Ele é. Ele prediz Sua morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-81-38.html

Agora, prosseguimos pelo capítulo nove de Marcos.

Seis dias depois de Jesus ter afirmado que alguns dos discípulos não morreriam sem O verem em Seu Reino, foi juntamente com Pedro, Tiago e João a um monte alto.

Ali, O viram transfigurado diante deles. Uma “amostra” dEle em Seu Reino. Sua face brilhava como o sol e Suas roupas se tornaram brancas como a luz, resplandecentes. E, para completar o magnífico quadro, Moisés e Elias apareceram diante deles, conversando com Jesus.

Posso imaginar a cena. Se estivesse ali, com certeza estaria de joelhos, tremendo diante de tal imagem, mas Pedro, sempre Pedro, o corajoso e arrebatador Pedro (claro que o amo), disse a Jesus que era bom estarem ali. Lógico que era! Presenciar Jesus daquela maneira e ainda ver Moisés e Elias, os representantes da Lei e dos Profetas!

E Pedro, em sua coragem, disse que se o Senhor quisesse, faria três tendas, uma para cada um. Queria ficar ali, por um bom tempo. Era um privilégio muito grande presenciar aquilo.

Mas enquanto Pedro ainda falava, uma nuvem os envolveu e dessa nuvem uma voz disse que Aquele era Seu Filho amado. Deveriam ouvi-Lo.

O Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, falou. Em Sua fala apontou para a identidade do Senhor Jesus e deu uma única ordem: “Ouçam-No!”.

O foco não era Moisés, nem Elias, homens de Deus, mas era Jesus, o Filho amado do Pai. É a Ele que devemos ouvir, Ele é o nosso foco!

Não estou dizendo que não devemos ouvir Moisés ou Elias. Eles apontam para Jesus. Mas é Jesus quem devemos ouvir. Tudo é por Ele e para Ele (Romanos 11.36).

Suas pernas deviam estar como gelatinas. Ao olharem, não viram mais ninguém, a não ser Jesus. Jesus, onde nossos olhos devem estar fixos. Jesus, nosso Guia e Rei. Jesus, a quem devemos ouvir. Sempre.

Quantas vozes temos ouvido, quantas pessoas temos visto nos dias de hoje! Um fala uma coisa, outro fala outra. E muitos estão como uma bola de tênis, de um lado para outro, outros estão pior do que “cego em tiroteio”, sim, pior, porque o cego consegue discernir de onde vem o barulho do tiroteio, e muitas pessoas estão sem conseguir discernir absolutamente nada.

Como ter discernimento nestes dias? Seguindo o conselho do Todo-Poderoso, e ouvindo o Senhor Jesus, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Somente Ele nos leva ao Pai (João 14.6). Sua Palavra está à nossa disposição, repleta de ensinos sobre Ele.

Depois que suas pernas voltaram ao normal (as minhas levariam muito tempo), desceram do monte. No caminho, Jesus lhes diz para não contarem a ninguém o que havia acontecido, até que tivesse ressuscitado dos mortos.

Os discípulos perguntaram ao Senhor sobre Elias, pois os mestres da lei diziam que Elias deveria vir primeiro, ou seja, antes do Messias. Jesus respondeu que Elias haveria de vir e restaurar todas as coisas. Mas, Elias já viera. Não o reconheceram. Preferiram maltratá-lo, conforme as Escrituras previam.

Como é importante reconhecermos aqueles que o Senhor nos envia!

Estamos vivendo tempos nunca vividos na história. O Senhor está levantando "Joãos Batistas" nos quatro cantos da terra, antes que Ele volte. Aprendamos a reconhecê-los. Se olharmos para Jesus, com certeza os reconheceremos. Eles sempre apontam para Ele. São apenas a voz. Querem diminuir, enquanto Ele cresce.

Não sei você, eu fico impactada com essa cena. Como gostaria de estar lá. Com certeza me colocaria à disposição de Pedro para ajudá-lo a construir aquelas três tendas. Mas então, vejo o Senhor olhando para mim. Sei que é somente para Ele que preciso olhar. Sei que é Ele quem preciso ouvir. Não posso ficar o tempo todo no monte. Tenho que descer. Há coisas a fazer no dia a dia. Preciso testemunhar o que fez por mim. Preciso dizer, aos outros, quem Ele é.

É assim que funciona: Olhamos para Ele, sabemos Sua identidade, Ouvimos Suas palavras e O transmitimos aos outros, através de palavras, gestos e ações. Não tem outra maneira de vivermos. Somos Suas testemunhas.

As tendas terão que esperar. É hora de descer e acompanhar o Senhor, onde quer que vá, negando-nos e tomando nossa Cruz.

Quando Jesus e os três discípulos mais chegados a Ele (Pedro, Tiago e João), descem do monte, foram onde estava a multidão reunida. Os outros discípulos ali estavam. Alguns mestres da lei discutiam com eles.

Quando a multidão O viu, correu para cumprimentá-Lo.

Ele perguntou sobre o que discutiam. Um homem aproximou-se e contou que trouxera seu filho que estava possuído por um demônio, que não o deixava falar. Ele tinha ataques e sofria muito. Várias vezes o demônio o jogava ao chão. Ele espumava, rangia os dentes e ficava rígido. Explicou que o trouxera aos discípulos, mas não puderam libertá-lo.

O Senhor Jesus os repreendeu, chamando-os de geração incrédula. Ainda perguntou até quando teria que suportá-los. Será que está de mau humor? Por que foi tão duro?

Levaram-Lhe o menino. Quando o demônio viu o Senhor, causou uma intensa convulsão. O menino foi jogado ao chão. Contorcendo-se e espumando.

Jesus perguntou ao pai há quanto tempo aquilo ocorria. O pai respondeu que desde que era pequeno. Muitas vezes o espírito o lançava no fogo ou na água, tentando matá-lo.

Clamou que Jesus tivesse misericórdia. E, se pudesse, que os ajudassem.

Sua resposta é maravilhosa. É uma pergunta. “Se puder?”. Claro que Ele podia. Respondeu ao pai daquele menino que tudo é possível ao que crê. Tudo.

O pai do menino responde imediatamente que cria. E pede que o Senhor o ajude a superar sua incredulidade. Não é uma resposta intrigante? Sim. Porém sincera. Ele cria. Mas ainda assim tinha dúvidas. E foi sincero. Expôs sua necessidade e seu coração ao Senhor.

A multidão começou a aumentar. O Senhor repreendeu o espírito e ordenou que saísse.

O espírito gritou. Causou outra convulsão ao menino. E o deixou. O menino ficou deitado, quieto, no chão. Parecia morto.

A multidão se aquieta. Depois, um murmúrio corre. Sussurram que o menino está morto. Mas Jesus o toma pela mão e o ajuda a levantar. O menino coloca-se em pé. Está liberto.

Quando chegaram em casa, Seus discípulos foram a Ele. Questionaram por não terem conseguido expulsar aquele demônio. Ele respondeu que aquela espécie só sai com oração.

Que tipo de oração, pergunto? Jesus não orou. Apenas ordenou e o demônio saiu. Estava falando de vida. Vida de oração. Vida de comunhão com o Senhor. Vida de fé.

Com Sua resposta podemos perceber porque o Senhor foi tão duro. Não estava de mau humor. Tinha domínio próprio, era manso (força sob controle).

E quanto a nós? Temos nos achegado a Ele com fé? Ainda que seja uma fé pequena? Sem ela, não temos como nos achegar. Fé é algo totalmente indispensável.

Que o Senhor nos dê fé. Ah, Ele, nosso maravilho Senhor, nos fala como obter esse tipo de fé, que aprende a crer nEle. Oração e jejum. Seja lá que espécie de problema, dificuldade, doença ou demônio que tivermos que enfrentar, precisamos de fé. Através de oração e jejum.

“Gastando” tempo com Ele, aprenderemos mais sobre Seu caráter, sobre Sua identidade e nossa fé nEle aumenta. Aprendemos a ver com olhos que enxergam e a ouvir com ouvidos que ouvem. Aprendemos sobre Seu caráter. E cremos nEle.

Estou meio boquiaberta, mas Ele foi categórico. Olho para Ele. Percebo que não é mau humor. É ira santa. Indignação. Pura e santa. Justa.

Após essa lição, o Senhor, reuniu-se com Seus discípulos na Galileia. Disse-lhes que seria traído e entregue nas mãos dos homens, que O matariam. Mas, ao terceiro dia (aleluia), ressuscitaria.
Os discípulos, ao invés de se alegrarem porque assim as palavras dos profetas se cumpririam, e a nossa redenção estaria completa, não entendiam Suas palavras e tiveram medo de Lhe fazer perguntas.

Olho para eles. Será que eu, naquela situação, entenderia? Mais uma vez clamo por fé. Para mim. Para você. Junte-se a mim.

Jesus e os discípulos foram a Cafarnaum. Depois que se acomodaram em casa, Ele perguntou o que vinham discutindo pelo caminho. Engoliram em seco. Não tiveram coragem de responder. Discutiam qual deles era o maior.

Olho para o senhor. Continua tranquilo. Senta-se. Chama os Doze. Fala que todo que desejar ser o primeiro, deve se tornar o último. Deve ser o servo de todos.

Ele coloca uma criança no meio deles e a toma nos braços. Fala que os que recebem uma criança pequena em Seu nome, recebe-O. E não apenas a Ele. Recebe também Seu pai, que O enviou.

Ah, como os valores do Senhor são diferentes dos nossos! O maior é o que serve. O maior é o servo de todos. Não é o líder prepotente, inteligente e bem sucedido. É o que serve. Que nossos olhos estejam abertos para a verdade.

João diz ao Senhor que viram um homem expulsando demônios em Seu nome. Eles o proibiram porque não andava com eles, não era “do nosso grupo”.

O Senhor ordena que não façam assim. Que não o proibissem. Fala que ninguém que faça milagres em Seu nome, logo em seguida falará mal dEle. Diz também que quem não é contra eles, era a favor deles.

Assim como os discípulos, temos a forte tendência de querer impedir as pessoas que estão fazendo algo em nome do Senhor e não é "do nosso grupo”.

Quantas vezes queremos calar essa pessoa! Quantos de nós até difama aqueles que não andam conosco! Simplesmente e tão somente por não fazer parte “do nosso grupo"

Nosso interesse deve ser verificar se a verdade está ou não sendo transmitida. Não devemos nos preocupar se aquela pessoa faz ou não parte do nosso grupo.

O Senhor conhece os que são Seus. O julgamento é dEle. Não somos juízes. Somos discípulos! Aqui, não importa o que pensamos, mas o que Ele pensa. A história nunca foi sobre nós. A história é dEle. É sobre Ele. É para Ele. É por Ele.

Que a Verdade se espalhe por toda a terra, como semente soprada pelo Espírito do Senhor. Que a Verdade esteja em nós. Que reconheçamos a Verdade em outros. Que reconheçamos a mentira também, e fujamos dela. Que nos apeguemos à Verdade.

Jesus continua dizendo que se alguém lhes desse um simples copo de água porque eram Seus seguidores, receberiam uma recompensa. Mas, se alguém fizesse um desses pequeninos, que nEle confiavam, cair em pecado, seria muito melhor que tivesse uma grande pedra amarrada a seu pescoço e fosse jogado ao mar.

Se nossa mão nos fizer pecar, que a arranquemos. Que nada nos impeça de entrar no Reino dos céus. Seremos provados pelo fogo. Passaremos por essa prova?

Somos sal. Sal serve para temperar. Mas, se perder o gosto não serve para nada!

Ele nos ordena a termos entre nós as qualidades de um bom sal e que vivamos em paz uns com os outros.

Suas palavras a João aceleraram meu coração. O seu não?

Nos alegramos quando a mensagem do Senhor é espalhada aos quatro cantos desta terra ou nos ressentimos porque "ele não é do nosso grupo"? Não quero que me encontre com ciúmes da Noiva. A Noiva é dEle, não minha. Nunca foi minha. https://www.youtube.com/watch?v=OpMm5JO0wtU

Que tenhamos as boas qualidades do sal. Que não sejamos tropeço para ninguém. Que sejamos fieis e verdadeiros.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Marcos 8.1-38

Leitura do dia 22/10.

Continuamos caminhando pelas páginas de Marcos.

Nas postagens anteriores vimos Jesus contar a parábola do semeador, da lâmpada, da semente crescendo e da semente de mostarda. Ele acalma a tempestade. Exerce autoridade sobre demônios. Cura em resposta à fé, de Jairo e da mulher que sofria durante doze anos de hemorragia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-41-41.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-51-43.html

Foi rejeitado em Nazaré. Envia os Doze.

Ficamos sabendo da morte de João Batista. Vimos a primeira multiplicação de pães. Jesus anda sobre as águas. E cura a muitos. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-61-56.html

Também vimos Seu ensino sobre pureza. O que contamina é o que está dentro do homem.

A mulher siro-fenícia se humilha diante de Jesus. Ele crua um surdo com dificuldade de fala.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-71-37.html

Hoje caminharemos através dos capítulos oito a dez de Marcos.

Naqueles dias, uma grande multidão foi até Ele. Passaram três dias com Jesus. Mais uma vez, ficaram sem comida.

Jesus chamou Seus discípulos dizendo ter compaixão da multidão. Não tinham mais nada para comer. Não queria mandá-los embora com fome. Podiam desfalecer no caminho.

Meu coração se ilumina diante dessas palavras. Percebo Seu cuidado com aquelas pessoas. Pode ter sido duro em muitas situações, mas também era sensível. Percebia as necessidades. Mesmo as mais simples. Quando era duro, era por Seu compromisso com a Verdade. Afinal, Ele é a Verdade.

Os discípulos parecem ter esquecido que haviam presenciado uma multidão ser alimentada com cinco pães e dois peixes. Agora, pelo menos, não pensaram em dinheiro. Mas, perguntaram onde poderiam encontrar, naquele lugar deserto, pão suficiente para alimentar tanta gente.

Será que isso também acontece conosco? Esquecemos o que Jesus já fez? Comigo, infelizmente, sim.
Jesus não responde. Ah, como amo esse Seu jeito. Simplesmente faz outra pergunta. Quer saber quantos pães eles têm.

Precisamos, desesperadamente, aprender a ver as situações como o Senhor vê. Quando falou que queria alimentar a multidão, sabia onde encontraria o alimento. Talvez a pergunta certa dos discípulos fosse "como" e não "onde". Ou com "o quê"?

Responderam que tinham sete pães e alguns peixes. Problema resolvido.

O Senhor ordenou que a multidão se sentasse. Tomou os pães e os peixes, deu graça, partiu-os, entregou aos discípulos. Os discípulos entregaram o alimento à multidão.

Todos comeram até ficarem satisfeitos. Ainda sobraram sete cestos cheios. Eram quatro mil homens, sem contar as mulheres e crianças.

Depois que Jesus alimentou a multidão, Ele a despediu. Entrou no barco e foi para a região de Magadã (ou Dalmanuta).

Jesus não se importa apenas com as necessidades da nossa alma e nosso espírito. Importa-se também com nosso corpo. Que estejamos bem alimentados, que não desfaleçamos pelo meio do caminho, num lugar deserto, onde não teremos como buscar socorro e alimento.

Ele nos alimenta. Através daqueles que são, hoje, Seus discípulos. Nós somos responsáveis para alimentar a multidão. Nós temos os pães e os peixes necessários, que nas mãos do Senhor, se multiplicam.

Nós Lhe entregamos nossos recursos, Ele abençoa, multiplica e nos devolve, para que alimentemos a outros. Tudo que é dado a Ele, é multiplicado para abençoar. Sempre.

O que temos à nossa disposição que podemos entregar a Ele? É nosso dever, como discípulos, alimentar a multidão. Com o que temos, mesmo que seja pouco.

Temos em nós essa mesma sensibilidade que havia em Jesus? Ou deixamos que a multidão (ou alguém) vá, sem receber o alimento, correndo o risco de desfalecer em um lugar deserto, onde não encontrará o socorro necessário?

Prestemos atenção. Tomemos cuidados. Precisamos ser como nosso Mestre e Senhor.

Novamente alguns fariseus vieram encontrar-se com Ele. Eles O puseram à prova exigindo um sinal do céu. Quem pensam que são para exigir um sinal? Quem pensam que Ele é. Tenho vontade de rir. “Se acham”.

Jesus suspira profundamente. Pergunta por que insistem com isso. Não dará nenhum sinal a esta geração. Assunto encerrado. Retirou-se. Não perdia tempo com discussões que não levam a nada.

Dali, foram para o outro lado do mar da Galiléia. Os discípulos se esqueceram de levar pão. Jesus lhes disse para estarem atentos e terem cuidado com o fermento dos fariseus e de Herodes.

Os discípulos ainda estão muito preocupados com o natural. Começaram a discutir entre si dizendo que não haviam levado pão. Jesus, percebendo a discussão, pergunta por que estão discutindo sobre não ter pão. Ainda não compreenderam? Seus corações ainda estavam assim tão endurecidos?

Será que temos compreendido o que Jesus tem feito em nossas vidas?

Jesus precisou lembrá-los das duas multiplicações dos pães e de como as multidões foram alimentadas naquelas ocasiões. Não era de pão que estava falando. Era do ensino dos fariseus e de Herodes.

Lembram da história que lhes contei de quando fui fazer o calzone e o excesso de fermento estragou toda a massa? Assim era o ensino desses homens. Ensinavam regras sobre regras. Enchiam a massa de fermento, até que estivesse estragada. Não possuíam vida, apenas religiosidade.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-parabola-do-fermento.html

Que tenhamos cuidado com os fariseus e saduceus de hoje que, ao invés de produzir alimento sadio, enchem a massa de fermento.

Fermento em excesso fede, estraga a massa, que só serve para ser jogada fora. Como o sal insípido. Como a luz que não se acende quando deveria estar acesa. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/somos-sal-e-luz.html

Que nosso fermento seja no ponto certo, introduzido em massa de trigo puro, sem mistura, que produz vida a todos que se achegam a nós, como acontecia com nosso Senhor Jesus.

Agora, estamos em Betsaida. Alguns trazem um cego até Jesus. Suplicam que o toque. Ele toma o cego pela mão e o leva para fora do povoado. Nós os seguimos. O que acontecerá?

O Senhor não apenas toca no homem. Ele cospe em seus olhos! Então, pergunta se ele está vendo alguma coisa.

O homem levanta os olhos e responde que vê pessoas, mas elas parecem árvores andando.

Se você está vendo pessoas parecidas com árvores que andam, alguma coisa está errada com sua visão. Decididamente pessoas não parecem com árvores que andam.

Novamente o Senhor coloca Suas mãos sobre os olhos do homem. Agora, seus olhos são totalmente abertos. Passa a ver tudo claramente, com nitidez. Não vê mais os homens parecidos com árvores andando.

Jesus manda-o direto para casa. Fala para não entrar no povoado. Estava preservando-o do assédio que sofreria.

Nós encontramos uma pedra. Acredite, em Israel é muito fácil encontrar uma. Sentamos à beira do caminho. Precisamos pensar.

A multidão pede que toque no cego. Ele o toma e o leva para fora do povoado. Como havia feito com o homem surdo que mal podia falar.

Só posso pensar que esse homem precisa de algo diferente. Apenas tocá-lo não ativará sua fé. Precisa de algo mais.

O Senhor cospe em seus olhos. Cospe! Parece tão drástico! Por que não apenas toca?

Ah, quantas vezes precisamos que o Senhor cuspa em nossos olhos! Estamos tão cegos que não conseguimos ver absolutamente nada! E quantas vezes "Seu cuspe" ainda é pouco? Precisa colocar Suas mãos em nossos olhos pois, além de estarmos cegos, quando acreditamos que nossos olhos se abriram, apenas enxergamos imagens desfocadas. Olhamos e nos esforçamos, mas vemos apenas homens que parecem árvores andando. Não conseguimos enxergar a verdade. Apenas meia-verdades. Só depois que coloca Suas mãos é que realmente conseguimos enxergar.

A multidão continua esperando por um bom tempo. Querem ver o cego enxergando. Clamaram por ele. Levaram-no até Jesus. Mas Ele ordena que não entre no povoado. Até parece que Jesus não é muito adepto a propagandas, não é mesmo?

Ah, mas será que aquele homem não precisa de um tempo? Um tempo para processar tudo que está enxergando? Um tempo para digerir sua cura? Um tempo para diferenciar totalmente homens de árvores e tantas outras coisas? Um tempo para pensar, sonhar, imaginar, planejar como será sua vida agora que enxerga?

O Senhor nos conhece como ninguém. Mais uma vez vemos, através das Escrituras, que nos cura individualmente. Para ele não somos um número. Somos pessoas únicas, com necessidades diversas. E Sua atenção a isso só me faz prostrar e adorá-Lo. Junte-se a mim.

Jesus deixa a Galileia e vai até à região de Cesareia de Felipe. Já vimos, em Mateus, que assim era chamada, em homenagem a Felipe, filho de Herodes, que dominou aquela região. Antes, chamava-se Panias, em homenagem ao deus pagão Pan, associado aos campos e rebanhos.

Estive na caverna que havia sido consagrada a este deus Pan. Ali, declaramos o nome de Jesus, como o único Rei e Senhor do Universo.

Jesus escolheu essa região, dedicada a um falso deus, para perguntar a Seus discípulos quem as pessoas diziam que Ele era.

Os discípulos responderam que uns achavam que era João Batista, outros Elias e ainda outros um dos profetas.

Então, faz a maior pergunta de todas as perguntas que podem ser feitas: “E vocês? Quem vocês dizem que Eu sou?”.

Em algum momento de nossas vidas, na verdade em vários deles, temos que responder a essa pergunta. A maior pergunta do Universo.

Quem dizemos que Ele é? Um profeta? Um revolucionário? Um humanista? Um hippie? Um filósofo? Um homem bonzinho que falava coisas mansas e curava as pessoas? O Filho do Deus vivo? Quem pensamos que Ele é?

Nossa resposta a essa pergunta irá definir nossas vidas. Completamente.

A grande pergunta do Universo não é quem eu sou, é quem Ele é. Quando sabemos, Ele nos revela quem somos. É maravilhoso. Sua identidade em nós nos revela nossa identidade.

Pedro respondeu que Ele é o Cristo.

E eu? Quem digo que Ele é? O Cristo, Ungido, filho do Deus vivo?

E você? Quem você diz que Ele é? A resposta a essa pergunta define nossas vidas. Define tudo.
Imagino estar sentada ali, junto àquela caverna dedicada a Pan, um falso deus, ouvindo o Senhor perguntar: “E vocês? Quem dizem que Eu sou?”

Sei que Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Meu Senhor e Salvador. Meu dono. O Amado da minha alma. Aquele a quem seguirei. Todos os dias. Sempre. Para sempre.

Isso me faz lembrar que nessa mesma região, Tito, no ano 70 d.C, após destruir Jerusalém, levou vários judeus ali e os massacrou, em espetáculos de jogos. Olho ao longo da história. Quantos foram martirizados porque reconheceram verdadeiramente quem Jesus é! Pedro foi um desses. Praticamente todos Seus apóstolos. E tantos outros. Inclusive hoje, longe de nossas confortáveis casas, muitos morrem por responder a essa pergunta como Pedro respondeu.

Quando temos a revelação de Sua identidade, como Pedro teve, não há como O negarmos.

Estou disposta a responder, mesmo em meio às lutas e tribulações? Mesmo diante da morte, se essa pergunta me for feita?

Eu quero conhecer Jesus, como Ele é, a cada dia. E você?
https://www.youtube.com/watch?v=rBVjbjGVVjo

Jesus ordenou que os discípulos não contassem a ninguém que era o Cristo. Ainda não era a hora.

Então, começa a explicar-lhes a necessidade de ir a Jerusalém, sofrer nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e mestres da lei, até ser morto e ressuscitar ao terceiro dia.

Após terem a revelação de quem o Senhor Jesus é, Ele passa a dizer o que irá acontecer. É sempre assim. Um passo após o outro. Uma revelação após outra. Como as águas de Ezequiel, que iam ficando cada vez mais fundas à medida que ele prosseguia (Ezequiel 47).
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-461-4835.html

Pedro, que anteriormente havia tido uma revelação do Pai, agora se deixa ser usado pelo inimigo de nossas almas. Chama Jesus de lado e começa a repreendê-Lo por dizer aquilo. O Senhor nem pestaneja. Simplesmente o repreende. Está pensando nas coisas terrenas e não nas celestiais. Pensando apenas do ponto de vista humano. Não da perspectiva de Deus.

Temos tido a revelação do Pai de quem Jesus é e, baseados nessa revelação temos deixado que edifique Sua igreja em nós e através de nós? Ou temos sido pedra de tropeço, pensando no que é humano e não no que é de Deus? http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/que-tipo-de-pedra-temos-sido.html

Todos os dias precisamos fazer essa escolha. À semelhança de Jesus, por sermos Seus seguidores, somos pedras. Somos pedra que pode ser usada para edificação ou para tropeço. O que tenho sido? E você? Já reparou que essa pergunta sempre está diante de nós? Joio ou trigo? Árvore que produz bons frutos ou maus? Terra boa ou má? Andar por fé ou vista? Crer ou duvidar? Pedra de sustentação ou pedra de tropeço? http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/somos-joio-ou-trigo.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/que-tipo-de-arvores-somos.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/espalhando-semente.html
http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/jairo-aquele-que-ilumina.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-ordem-e-nao-temas.html

Jesus continua falando. Cada vez mais sério. Se quisermos acompanhá-Lo, precisamos negar a nós mesmos, tomar nossa cruz e segui-Lo. Será que temos essa disposição? Negar a si mesmo envolve muita coisa. Colocar o Senhor e Sua vontade antes da nossa não é fácil. Nossa natureza é normalmente egoísta.

Fala que se alguém quiser salva sua vida, a perderá, mas quem perder sua vida por Sua causa, a encontrará. Posso dizer que essa verdade tem acontecido em minha vida. “Não estou dizendo que já obtive tudo isso, que já alcancei a perfeição. Mas prossigo a fim de conquistar essa perfeição para a qual Cristo Jesus me conquistou. Não, irmãos, não a alcancei, mas concentro todos os meus esforços nisto: esquecendo-me do passado e olhando para o que está diante de mim, prossigo para o final da corrida, a fim de receber o prêmio celestial para o qual Deus nos chama em Cristo Jesus” (Filipenses 3.12).

Não existe nada melhor do que encontrar nossa vida em Jesus. Descobrir quem Ele é e quem somos.

Continua dizendo que não adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma. Daríamos qualquer coisa em troca dela. É o que temos de mais importante.

Nossa alma é eterna. Devemos então, focar nosso desejo, nossos projetos e nossa vida no que é eterno. Seguir ao Senhor, tomando nossa cruz, a cada dia. Não dia sim, dia não, ou apenas em um dia da semana, para aplacar nossa consciência. Todos os dias. Segui-Lo. Negando nossa vontade, muitas vezes, para obedecê-Lo.

Quando era adolescente, li um livro, “Em seus passos, o que faria Jesus”?. Até hoje, anos depois, quando tenho qualquer dúvida, penso nessa pergunta. “O que Jesus faria? Como Ele agiria? O que Ele responderia? Ele responderia? Ele perdoaria? Ele"... Precisamos viver assim para seguirmos o Senhor, para acompanhá-Lo, caso contrário ficaremos para trás e, quando abrirmos nossos olhos, já estará bem distante de nós. Precisaremos correr, talvez por lugares onde o correto seria ir agachados, engatinhando, tamanho perigo. Não podemos caminhar sozinhos. Temos que acompanhá-Lo. Precisamos segui-Lo.

Ah, Ele faz uma promessa maravilhosa, digna de confiança. Virá na glória de Seu Pai, com Seus anjos. Não podemos nos envergonhar dEle agora, para que não se envergonhe de nós, quando voltar.
Ele é maravilhoso o suficiente para querermos segui-Lo a cada dia, mesmo nas dificuldades, mesmo quando não queremos nos negar ou temos dificuldade em obedecê-Lo, ainda assim, se O seguirmos, seremos recompensados. Estaremos com Ele para sempre. É muito além do que podemos imaginar.
E, acredite, não tem nada a ver com ficar sentado em uma nuvem tocando harpa, quase morrendo de tédio. O Senhor é muito mais que isso. Ele é ação, é ordem, é movimento.

Negar-se não é fácil, mas valerá a pena. Por Ele. https://www.youtube.com/watch?v=tZDKWhMfnSQ

Após ter dito essas palavras tão sérias e profundas, falou que havia alguns ali que não morreriam antes de ver o Reino de Deus vindo com grande poder. Os discípulos levaram seis dias para entender o que estava dizendo, talvez mais.

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até lá.

domingo, 27 de outubro de 2019

Mateus 20.1-34

Leitura do dia 17/10.

Na postagem anterior vimos o Senhor falando sobre o casamento, o divórcio, as crianças, os ricos e a salvação e as recompensas do Reino. Termina falando que muitos primeiros serão últimos e muitos últimos serão primeiros.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-191-30.html

Agora, caminharemos através do capítulo vinte de Mateus.

Ele conta uma parábola, também intrigante, sobre o Reino dos céus que é semelhante a um proprietário que saiu de manhã cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha. Por volta das nove horas, depois às doze, às quinze e até às dezessete, ele faz o mesmo.

Um denário era o valor devido ao trabalhador por um dia de serviço.

Vamos imaginar o Reino dos céus.

Aqui o Senhor o compara a uma vinha. É necessário muitos trabalhadores para uma vinha. Então o proprietário saiu cedo e encontrou alguns trabalhadores disponíveis. E os contratou. Mas não foram suficientes. Precisava mais.

Por volta das nove horas saiu de novo e contratou mais trabalhadores. Todos que estavam disponíveis. Ainda não foi suficiente.

O Reino dos céus é semelhante a essa vinha. O Senhor tem recrutado trabalhadores. Todos que estão disponíveis. Todos que estão dispostos a trabalhar. Seja trabalhar muito, seja pouco. O trabalho em uma vinha deve ser minucioso, feito com cuidado. Uvas são delicadas e preciosas.

Às quinze horas aquele proprietário saiu e contratou mais trabalhadores. Faltavam apenas três horas de trabalho. Ainda assim contratou. A vinha precisava ser trabalhada.

Quando foi às dezessete horas, Jesus nos conta que aquele proprietário saiu novamente. Foi até à praça onde costumavam se reunir os homens à espera de trabalho e encontrou trabalhadores que estavam desocupados. Preste atenção! Trabalhadores que estavam sem ocupação. Ele não os contrata. Antes, pergunta porque estavam desocupados. Respondem que ninguém os havia contratado. Então, também os manda para a vinha. Faltava apenas uma hora de trabalho. Provavelmente imaginaram que receberiam apenas uns “trocados” devido à hora avançada, mas foram assim mesmo.

Fico imaginando a história da humanidade. Quantos foram “contratados pelo Todo-Poderoso” e trabalharam arduamente “o dia todo”. Ou quantos foram “contratados” desde a infância e também trabalharam arduamente “o dia todo”, a vida toda, até à sua velhice. Outros foram “contratados” no meio da sua mocidade. Outros ainda no final de suas vidas. O ladrão que morreria ao lado de Jesus, foi “contratado” nos “acréscimos”, à porta da morte.

Pois bem. O dia de trabalho chegou ao fim. Dezoito horas. O proprietário daquela maravilhosa vinha (que precisava de tantos trabalhadores), mandou ao seu administrador que aqueles homens fossem pagos, começando pelos que foram contratados por último. Até os primeiros.

Os que trabalharam apenas uma hora receberam um denário, o pagamento de um dia. Saíram mais que felizes. Não precisaram enfrentar o calor do sol o dia todo e ainda assim ganharam o salário de um dia inteiro. E assim todos foram sendo pagos. Os últimos, que trabalharam o dia todo, esperaram receber um salário maior, mas receberam um denário como os demais. O que havia sido combinado. O que era justo.

Se revoltaram. Algo dentro de mim se revolta também. Fico pensando naquele proprietário. E não entendo. Até que finalmente compreendo o que está acontecendo. Justiça própria. Não importa a hora que fui “contratada para trabalhar em Sua vinha”, sou privilegiada por me chamar. Não importa se trabalhei o dia todo sob o sol quente ou se fui chamada (o) no final dos meus dias. Consigo enxergar Sua bondade aqui. E meu coração se aquieta.

Penso novamente naquele ladrão que (ainda não chegamos lá), morreria ao lado do Senhor e O reconheceu como Messias. E penso em Paulo. Quantas chicotadas! Passou fome, frio, calor, prisões, viagens e perseguições depois que reconheceu o Senhor como Messias. Ambos receberão a salvação. Paulo não será “mais salvo” porque “trabalhou” mais. Ambos serão salvos. Essa é a bondade do Senhor para todos que nEle creem.

Os primeiros trabalhadores se revoltaram quando receberam seu justo salário. Escutaram a resposta do proprietário que disse, com verdade, que não estava sendo injusto. Foram contratados para receber um denário. Foi o que receberam. O proprietário podia fazer o que quisesse com seu dinheiro e foi o que fez.

Uma pergunta parece ecoar em meus ouvidos, mais forte que as outras: “Ou você está com inveja porque fui bondoso com os outros?” A parábola do filho pródigo, contada em Lucas, capítulo quinze vem à minha mente. O filho mais velho ficou indignado quando o pai foi bondoso com o irmão que havia desperdiçado todos os seus bens enquanto ele trabalhava. Sou assim também? Fico indignada quando Ele estende Sua bondade aos outros de maneira que não entendo, ou não concordo, não achando justo Ele ser bondoso? http://www.espalhandoasemente.com/2018/03/o-pai-espera-voce.html

Quero parar aqui. Preciso pensar. De novo. Sondar meu coração. Será que minha mente ainda trabalha assim? Será que ainda penso em justiça própria? Será que ainda penso em obras, quando a salvação é apenas pela graça dEle, através da fé, como está escrito em Efésios 2.8? Será que esqueço a magnitude de Seu perdão, oferecido a todos?

Tenho que ser grata. Eu estava “desocupada”, “sem trabalho” e Ele me chamou para “Sua vinha”.

Lembro que não é qualquer um que pode trabalhar em uma vinha. A uva precisa ser colhida com cuidado, para não se estragar (aqui há tanto a pensar!).

Não importa se trabalhei o dia todo. Se suei debaixo do sol escaldante. Fui salva. Se outro não suar, que me importa? Foi salvo. Devo ser grata a Ele também por tão grande bondade.

Está chegando a hora. O Senhor Jesus está caminhando, subindo para Jerusalém. Algumas traduções dizem que estava pronto para ir a Jerusalém. Sabia o que O esperava. Precisava realmente estar pronto.

Quero lembrar aqui algo que, não sei você, mas às vezes me esqueço, Ele era homem. Tornou-se homem, sujeito a tudo que nós estamos sujeitos. Sabia o que iria passar em Jerusalém. Precisava estar pronto. E estava. Por isso começou sua subida até à cidade onde Se entregaria completamente por nós.

Chamou em particular Seus doze discípulos, inclusive Judas, que O trairia.  Disse que estavam subindo para Jerusalém e lá o Filho do Homem (Ele), seria entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles O condenariam à morte e O entregariam aos gentios.

Os judeus não tinham poder para executar. Os romanos é que exerciam esse poder. Mas antes de ser morto, seria zombado e açoitado. Depois O crucificariam. Ao terceiro dia, porém, Ele ressuscitaria.
O texto não fala como os discípulos reagiram a essa informação. Anteriormente Pedro havia dito que de modo algum tal coisa aconteceria. O Senhor O repreendera. Lembra?
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-161-28.html

Agora, deviam estar “processando”. O que realmente significariam aquelas palavras? Era muito difícil de entender como Jesus seria entregue aos chefes dos sacerdotes e mestres da Lei se andava em integridade o tempo todo. Tudo o que fazia era ensinar e curar. Falando verdades duras muitas vezes. Mas nada que pudesse condená-lo à morte. Açoitamento? Morte de cruz? Era algo inconcebível.

Acredito que se estivesse entre eles, que ainda não tinham o entendimento de que tais coisas precisavam acontecer, estaria com a cabeça saindo fumaça. Como assim? Entregue aos chefes dos sacerdotes e mestres da Lei? Depois entregue aos gentios? Vão zombar dEle, açoitá-Lo e condená-lo à morte? Morte de cruz?

A morte em uma cruz era a pior morte possível naquela época. Era algo realmente cruel. Reservada apenas aos piores criminosos. Normalmente criminosos políticos, que se revoltavam contra o poderoso Império Romano. Como assim, Ele morreria dessa maneira?

Os discípulos subiram a Jerusalém e, diferente de Jesus, não estavam preparados para os acontecimentos expostos por Ele.

Ele sabia que iria acontecer exatamente o que contara aos discípulos. Seu coração devia estar pesado. Difícil imaginar aquilo. Mas estava disposto. Por mim. Por você. Veio ao mundo por amor, com o propósito maravilhoso de cumprir a justiça de Deus. Tornando-se o Cordeiro, como João Batista anunciou, que tira o pecado do mundo. Iria se entregar por nós. Por amor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/vejam-e-o-cordeiro-de-deus.html

Não consigo levantar minha plaquinha escrita “aplausos”. Tenho que me prostrar e adorá-Lo. Que amor é esse?

Fico aqui, prostrada, em adoração, ao Único que é digno, Àquele que sofreu barbaridades e depois morreu em meu lugar. O Inocente que tomou o meu lugar, pecadora que sou. Fique comigo. Adore-O.

Ah, depois do choque, a última informação até passa despercebida, após pensar em tanto sofrimento. disse que ao terceiro dia ressuscitaria. E ressuscitou. Adoramos ao Cordeiro que foi morto mas que vive, pelos séculos dos séculos, conforme está escrito em Apocalipse cinco, meu capítulo preferido de toda a Bíblia. Ele morreu, mas está vivo!

Prossigamos.

A mãe de Tiago e João, filhos de Zebedeu, se aproxima de Jesus, junto com eles. Todos se prostram. Estão a ponto de fazer um pedido. Uau, diante de Jesus, tantas coisas a pedir! O que pedirão?

Jesus faz a pergunta que, já falamos, todos temos que responder: “O que você quer?”

Tantas coisas passam pela minha cabeça. Não tenho como responder a essa pergunta assim, à queima roupa. Não sou um cego que precisa enxergar. Assim seria fácil responder: “Quero ver!”

O que quero? Não é como se fosse o gênio da lâmpada com três pedidos apenas. É muito mais que isso! É o Senhor Jesus perguntando: “O que você quer?”

A mãe de Tiago e João, que não sabemos seu nome, pede que em Seu Reino, seus dois filhos se assentem um à Sua direita e outro à Sua esquerda.

Não sei você, eu fico embasbacada. Com olhos arregalados espero ansiosa a resposta de Jesus.

Ele fala aos três que não sabem o que estão pedindo. Pergunta se podem beber o cálice que iria beber.

Que cálice? Ainda não chegamos lá, mas quando o Senhor estava no Getsêmani, orou que se fosse possível, o cálice que deveria beber fosse afastado dEle, tão terrível era (Mateus 26).

Tiago e João, filhos de Zebedeu, responderam prontamente que podiam beber daquele cálice. Se era difícil para Jesus, imagine para qualquer outro!

O Senhor Jesus continua dizendo que sim, eles certamente beberiam daquele cálice. Fico pensando: Será que os dois faziam ideia do que estava sendo falado? Mas diz que assentar-se à Sua direita ou esquerda não é decisão Sua e sim, do Pai.

Penso em uma festa. As Bodas do Cordeiro. Organizada pelo Pai, para o Filho. O Pai organizando tudo, colocando cada pessoa em seu lugar apropriado.

Os outros discípulos estavam ali, esperando a resposta de Jesus. Quando a ouviram, ficaram indignados com os dois irmãos.

Jesus chamou a todos para uma importante lição. Os governantes das nações as dominam e as pessoas importantes tem poder sobre elas. Isso é o normal. O natural. Os importantes dominam. Simples assim.

Então, vem uma afirmação inesperada. Diz que não seria assim entre eles. Não? Então como seria? Como o Reino dos céus funciona? É diferente? Não são os importantes que dominam?

Continua dizendo que quem quiser tornar-se importante entre eles seria servo, e quem quisesse ser o primeiro seria escravo; como Ele, que não veio para ser servido, mas para servir e dar Sua vida em resgate por muitos.

Não sei você, eu tenho que me sentar. O Reino dos céus anda na contramão da humanidade.

É isso mesmo? Se quiser ser importante, seja servo! Corro ao dicionário. Preciso fazê-lo. Tenho uma ideia do que seja servo, mas será que minha ideia está correta? O primeiro lugar que olho me choca. Diz que servo é aquele que não é livre, não tem direito ou bens; aquele que serve alguém. Encontro outra definição. Diz que o servo era um homem livre, sujeito ao seu senhor. Normalmente era colocado sobre uma terra, para cuidar e trabalhar, tendo o direito a uma porcentagem da colheita.

De qualquer maneira, Jesus disse que se alguém quiser tornar-se importante deveria ser o servo, não o senhor. Não o proprietário da terra, o poderoso, mas aquele que trabalha. Que precisa ser fiel, trabalhar com afinco, cuidar da terra, das sementes, do crescimento destas, até à colheita. Esse é o conceito de importante no Reino dos céus. Tão diferente do que costumamos pensar. Para nós, o importante é o dono da terra, não o servo que nela trabalha. Então, é assim: se quero ser importante tenho que ser como um servo que cuida da propriedade de seu senhor.

Volto a ouvir Suas palavras. Quem quiser ser o primeiro deve ser o escravo. Foi isso mesmo? Vamos olhar novamente para nossas Bíblias. É isso que está escrito lá? Todos temos uma ideia do que é ser um escravo. Alguém que não tem liberdade. Que está submisso a outra pessoa. Não acorda a hora que deseja, nem vai dormir quando quer. Não faz o que tem vontade e sim o que lhe ordenam. Nem sequer tem o direito de expressar suas ideias, sentimentos e pensamentos.

Quem quiser ser o primeiro deve ser o escravo. Imagino que nessa hora ninguém mais queria se sentar a Seu lado. Ninguém mais queria ser o primeiro. Ser importante estava muito bom. Ser servo já era humilhação suficiente. Ninguém quer descer à posição de escravo.

Lembro de Êxodo vinte e um. Quando um escravo recebia liberdade, no ano do Jubileu, saía sozinho. Se tivesse constituído família, a família ficava com seu dono. Mas se amasse muito sua família e seu senhor, deveria pedir àquele senhor que furasse suas orelhas. Seria servo para sempre. É esse tipo de escravo que Ele se refere. Ao escravo por vontade própria.

Essas palavras já são estarrecedoras o suficiente. Penso em parar por aqui. Há tanto a pensar. Tantas atitudes a rever. Mas Ele não terminou aí. Também não posso parar. Preciso “ouvir” até o final de Seu discurso.

Jesus diz que deveriam ser como Ele! Ele, o Senhor de todo o Universo se fez servo e escravo, para dar Sua vida em resgate de muitos. Ele se humilhou a esse ponto. Se assim o fez, como posso me negar a fazê-lo? Como não parar para sondar o coração novamente em um exercício diário? 

Continuamos.

Acompanhamos o Senhor Jesus saindo de Jericó.

Como sempre, uma grande multidão O segue.

Dois cegos estavam sentados à beira do caminho.

Normalmente, os cegos ficavam à beira das estradas oficiais pedindo esmolas. Precisavam da autorização do Império Romano para tal. Usavam uma capa com o símbolo romano, atestando que possuíam essa autorização.

Ouviram que Jesus estava passando. Era impossível não saber quando o Senhor estava passando. Todos comentavam. O “burburinho” era enorme.

Começaram a gritar: “Senhor, Filho de Davi, tenha misericórdia de nós!”

A multidão mandou que se calassem. Como se calar diante de Jesus? Ali, diante deles, apenas alguns passos de distância, estava Aquele que poderia atender ao desejo mais ardente de seus corações. Bastava que tivesse misericórdia.

Gritaram mais alto ainda. Como dois loucos. E se não passasse mais por ali? Nós, que O temos acompanhado nesta jornada, sabemos que está subindo a Jerusalém, e lá será crucificado. Essa é a chance desses homens! E eles gritaram mais alto.

Jesus parou. Impossível não parar diante de tal clamor. Sempre nos ouve, a qualquer um de nós, quando reconhecemos quem Ele é, como aqueles homens reconheceram (Senhor, Filho de Davi) e clamamos por Sua misericórdia. Seu amor não tem limites. Sua misericórdia se renova a cada dia, como está escrito em Lamentações de Jeremias, 3.23.

Jesus chamou-os. Eles foram até Ele. Provavelmente ajudados por alguém. Não O viam, mas estavam diante dEle. O Senhor pergunta-lhes o que queriam que Ele fizesse. A mesma pergunta, tão importante! A pergunta-chave que cada um de nós precisa responder ao longo da vida.

Não precisaram pensar. Tinham consciência de quem eram e das condições em que viviam. Assim, sabiam exatamente o que queriam. Que o Senhor abrisse seus olhos.

Por um momento, paro e penso. Quantas vezes Jesus disse que deveríamos ter olhos para ver? Uno-me a esses homens. Clamo que também abra meus olhos. Quero ter olhos que verdadeiramente enxerguem. Não quero ter nenhum tipo de ametropia (miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia). Quero enxergar com nitidez. Sem nenhuma distorção. Clamo Sua misericórdia sobre mim.

Jesus, claro, sempre maravilhoso como é (plaquinha levantada), teve compaixão daqueles homens. Seu coração se compadece sempre que alguém vem até Ele, em temor e humildade. Tocou em seus olhos. Imediatamente recuperaram a visão. O toque de Sua mão sempre traz um milagre.

Aqueles homens O seguiram. Enxergaram o Rei, o Senhor, o Filho de Davi. Como não segui-Lo?

Hoje o clamor do meu coração também é que meus olhos se abram. Quero enxergá-Lo como Ele é. Plenamente. Sem imagens distorcidas. Que seja o clamor do Seu coração também.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até lá.