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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Deuteronômio 1.1-46

Leitura do dia 16/02.

Hoje iniciamos nossa caminhada através do livro de Deuteronômio.

Na postagem anterior vimos o Senhor passando a Moisés as fronteiras da terra, as cidades para os levitas, as Cidades Refúgios e como seriam os casamentos das mulheres que herdavam herança de seus pais.

Vimos que Jesus é nossa cidade refúgio. Onde nos escondemos e vivemos maravilhosamente refugiados nEle. Para sempre.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-341-3613.html

Agora, leremos os três primeiros capítulos de Deuteronômio.

Nesta postagem, o capítulo um.

Moisés discursa diante de Israel, no vale do rio Jordão, quando estão prestes à entrar na terra e possuí-la. Ele relembra toda a jornada desde que saíram do Egito, até chegarem ali.

O livro de Deuteronômio é uma lembrança de tudo que aconteceu e de todas as ordenanças do Senhor. Sob novo foco. Agora estão prestes a conquistar suas terras.

Moisés esclarece-nos que, normalmente, gastava-se apenas onze dias para viajar do Sinai até Cades-Barneia. Eles demoraram quarenta anos.

Quando estavam no Sinai, o Senhor lhes ordenara a sair de lá, entrar e tomar posse da terra que dera a Abraão, Isaque, Jacó e todos os seus descendentes.

Moisés lembra ter dito que eram numerosos. Um peso muito grande para levar sozinho. O povo selecionou homens respeitados de suas tribos. Moisés os convocou e os nomeou para serem juízes e oficiais. Eram chefes de mil, de cem, de cinquenta e dez.

Naquele momento Moisés ordenou que os juízes dessem atenção aos casos dos israelitas e dos estrangeiros. Da mesma forma.

Deviam ser completamente justos em todas as decisões. Imparciais em todos os julgamentos. Cuidariam do caso dos pobres e dos ricos.

Que não fossem intimidados por ninguém. O Senhor daria decisões através deles.

Apenas os casos que fossem difíceis demais seriam levados a Moisés.

Depois que Moisés passou essas instruções ao povo, conforme o Senhor dera ordem, saíram do Sinai e atravessaram o deserto. Imenso e assustador. Foram até à região montanhosa dos amorreus. Ali, Moisés ordenou que tomassem posse da terra.

Israel pediu a Moisés que fossem enviados espiões para fazerem o reconhecimento da terra por eles. Que recomendassem o melhor caminho e as cidades que entrariam.

Moisés achou uma boa ideia. Enviou homens escolhidos. Príncipes. Um de cada tribo, que fizeram o reconhecimento da terra. Tomaram alguns frutos da região. E relataram que a terra era de fato muito boa.

Mas disseram que não conseguiriam conquistar seus moradores, muito mais altos e fortes que eles. Nem suas cidades, com muralhas que iam até os céus. Falaram também que seus filhos ficariam órfãos e suas mulheres, viúvas.

Chegaram ao cúmulo de dizer que o Senhor os odiava. Por isso os levara até ali, para morrerem no deserto. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-131-1445.html

Moisés, na época, disse para não entrarem em pânico, nem terem medo daquele povo. O Senhor iria adiante deles. E lutaria em seu favor. Como havia feito no Egito. E eles eram testemunhas.

Além disso, viram o cuidado do Senhor por todo o caminho onde andaram no deserto. O Senhor cuidou deles como um pai cuida de seu filho.

Mesmo depois disso, o povo não creu nEle. Ainda que o Senhor fosse adiante deles, escolhendo lugar para acamparem durante aquele trajeto. Ainda que vissem diariamente a nuvem e a coluna de fogo diante deles.

O próprio fato de pedirem espias, já demonstrava incredulidade. Espiar o quê, se o Senhor disse que lhes daria a terra? O Senhor estava com eles. Não importava o tamanho dos moradores, nem das muralhas de suas cidades.

Quando o Senhor ouviu suas queixas, jurou que ninguém daquela geração entraria na terra. Mas os filhos deles conquistariam a terra.

Moisés lembrou que o Senhor ordenou que voltassem e fossem em direção ao Mar Vermelho.

Quando ouviram tais palavras, reconheceram seus pecados. Levantaram-se e foram tomar posse da terra.

Mas o Senhor havia ordenado expressamente que voltassem. Ele não estaria no meio deles.

Foram derrotados pelos amorreus.

Por isso, ficaram em Cades por um longo tempo.

O capítulo um termina aqui. Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Números 13.1-14.45

Leitura do dia 08/02.

Na postagem anterior, vimos Miriã e Arão criticarem Moisés.

Miriã ficou leprosa A viagem foi atrasada uma semana.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-121-16.html

Continuamos nossa caminhada através das páginas do capítulo treze de Números. Até o final do capítulo quatorze.

O Senhor ordenou que doze homens, um de cada tribo, todos chefes, fossem à Canaã, fazer o reconhecimento da terra. Preste atenção: o reconhecimento.

A ordem que Moisés lhes passou era que vissem se os habitantes eram ou não fortes. Se poucos ou muitos. Se a terra era boa ou não. Se as cidades eram muradas ou em campo aberto. Se o solo era fértil ou pobre. Se a região tinha muitas árvores.

Deviam também fazer o possível para trazer algum fruto como amostra das colheitas que encontrariam.

Eles foram. Percorreram toda a terra. Levaram quarenta dias.

Voltaram trazendo um cacho de uvas que precisou ser carregado por dois homens, de tão grande.

Relataram o que viram. E mostraram o fruto da terra.

Disseram que a terra era de fato uma terra que produzia leite e mel com fartura. Prova disso era o fruto que trouxeram.

Mas, contudo, porém...

O povo que ali vivia era poderoso. As cidades grandes e fortificadas. Tinham inclusive visto os descendentes de Enaque (gigantes).

O povo começou a ficar tenso. O burburinho aumentando.

Calebe, um dos doze, líder da tribo de Judá, tentou acalmá-los. Chamou-os a partir imediatamente. Disse que, com certeza, poderiam conquistar aquela terra.

Mas os outros dez que haviam feito o reconhecimento da terra, juntamente com ele e Josué, disseram que não. Que não podiam enfrentá-los. Eram mais fortes que eles. A terra os devoraria. Eles eram enormes. Israel era como gafanhotos diante deles.

Chegaram a dizer que o povo da terra também os achava do tamanho de gafanhotos. Será que falaram isso? Ou apenas imaginavam que era assim?

E nós? Como nos imaginamos? Somos guerreiros aptos para a guerra como o Senhor disse ou gafanhotos?

Israel começou a chorar voz alta. E não parou. Foi a noite inteira aquele lamento. Cada vez mais alto.

Murmuravam que teria sido melhor morrer no Egito ou até mesmo naquele deserto. Por que o Senhor os levou ali para morrerem em combate?

Pior. Sabe quem está falando assim? Os seiscentos mil guerreiros, aptos para a guerra. Sim. Eles estão dizendo que suas mulheres ficarão viúvas, suas crianças órfãs e levadas como prisioneiras de guerra.

De repente, disseram uns aos outros que deveriam levantar um líder para levá-los de volta ao Egito.

Que disparate! Mas será que às vezes agimos assim também? Desejando voltar à escravidão? Ela é mais fácil. Basta "deixar a vida levar".

Moisés e Arão se curvaram com o rosto em terra. Calebe e Josué rasgaram suas vestes. Estes dois disseram que a terra era muito boa. Se o Senhor se agradasse deles, Ele os levaria em segurança para dar-lhes a terra. Que não se rebelassem contra o Senhor. Que não tivessem medo daqueles povos. Eles estavam indefesos, não tinham ninguém que lutasse por eles. O Senhor estava com Israel. E lhes daria a vitória. Não deviam ter medo.

O acampamento todo começou a falar em apedrejar Josué e Calebe. Apedrejar!

Os outros dez, que os desanimaram é que deveriam ser apedrejados. Mas queriam apedrejar quem estava confirmando a palavra que o Senhor havia dito.

Então, a presença do Senhor apareceu na tenda do encontro. Diante de todo o povo.

O Senhor perguntou a Moisés até O tratariam com desprezo. Será que nunca aprenderiam a confiar nEle, mesmo depois de tudo que viram?

Que o Senhor nunca nos fale assim. Que sejamos ensináveis.

O Senhor disse que os deserdaria. Como se deserda um filho. Deserdaria com uma praga. E faria de Moisés uma grande nação.

Fazia pouco tempo que Moisés clamara ao Senhor que estava cansado daquele povo. Era uma ótima hora para se ver livre deles. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-111-35.html

Mas não. Moisés era um intercessor. E clamou ao Senhor. Como ficaria Seu nome diante do Egito? Eles haviam testemunhado tudo que o Senhor fez. E as próprias nações em volta sabiam da fama do Senhor. Sabiam que aquele povo era o povo do Senhor. Que o Senhor falava com eles. Acompanhava-os. Guiava-os.

Se o Senhor os exterminasse, diriam que o Senhor não foi capaz de levá-los à terra que havia prometido e os matara no deserto.

É lindo quando Moisés fala: “Por favor, Senhor, mostra que o Teu poder é grande”... (Números 14.17a)

Moisés lembra que o Senhor havia dito que era lento para se irar, cheio de amor e perdão. Embora não absolvesse o culpado. E trouxesse a consequência do pecado dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração.

Moisés clama que o Senhor perdoe Seu povo. Como havia feito desde que saíram do Egito.

O Senhor respondeu que os perdoaria, como Moisés havia pedido. Mas...

Tão certo como o Senhor vive e que a terra está cheia da Sua glória, nenhum deles entraria na terra.

Toda aquela geração, de vinte anos para cima, que foi contada no censo, morreria. Com duas exceções, Josué e Calebe. Porque tiveram uma atitude diferente dos demais.

Precisamos ter cuidado com nossas atitudes. Agir como todos agem talvez seja perigoso. Mortal.

A partir deste momento, o destino daquele povo que saiu do Egito para conquistar a terra que o Senhor havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó, mudou.

Dariam meia volta. Iriam em direção ao Mar Vermelho.

O pecado nos faz retroceder. Aqui não houve solução. "Pois o salário do pecado é a morte" (Romanos 6.23a).

O Senhor falou que todos cairiam mortos no deserto. E os filhos deles, que eles haviam dito que ficariam órfãos, seriam os conquistadores da terra. Entrariam nela em segurança. O Senhor faria isso.

Mas, antes de entrar, viveriam como pastores, andando sem rumo, durante quarenta anos, até que toda aquela geração morresse. Sofreriam as consequências do pecado de seus pais, até que o último deles morresse. No deserto.

Iam aprender, a duras penas, o resultado de se opor ao Senhor.

Os homens que haviam sido enviados para reconhecer a terra morreram repentinamente de uma praga. Apenas Josué e Calebe sobreviveram.

Depois de ouvirem as palavras do Senhor, o povo ficou triste.

No dia seguinte, levantaram-se cedo e subiram em direção ao alto dos montes. Disseram que reconheceram seu pecado e agora estavam prontos para entrar na terra que o Senhor prometeu.

Enganaram-se. Não estavam prontos. O Senhor havia dado Sua sentença. Não entrariam mais. Agora, sofreriam a consequência de suas escolhas. Colheriam o que plantaram.

Moisés perguntou porque estavam novamente desobedecendo ao Senhor. O Senhor não iria com eles. Seriam vencidos pelos habitantes da terra. Ainda assim, teimaram, e arrogantemente seguiram adiante.

Moisés e a arca do Senhor ficaram no acampamento. Eles foram.

Como Moisés disse, foram derrotados e tiveram que fugir.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que aprendamos a crer. A não duvidar. A não murmurar. A não desobedecer.

Que jamais saiamos sem a presença do Senhor. Sem Ele não podemos vencer.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo quinze ao dezessete.

Espero você. Até lá.