Leitura do dia 26/02.
Na postagem anterior vimos o Senhor animando Josué. Deve ser forte e corajoso. O Senhor está com ele. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-11-18.html
Agora, caminharemos pelo capítulo dois do livro de Josué.
Ele envia dois espias, secretamente, a Jericó. Será a primeira cidade a ser conquistada. A tarefa é, reconhecer principalmente, os arredores da cidade.
Ao chegarem lá, ficaram na casa de Raabe, uma prostituta. Mas logo a notícia, não se sabe como, chega aos ouvidos do rei.
O rei envia homens a Raabe, ordenando que traga para fora os homens que haviam ido lá. Eram espias. Seriam mortos. Com certeza, torturados antes.
Raabe esconde os homens. Diz aos mensageiros do rei que realmente estiveram lá, mas partiram pouco antes do horário de fechamento dos portões da cidade. Foram atrás dos espias. E os portões foram fechados. Ninguém entra, ninguém sai. A não ser devidamente identificado.
Os dois espias estão escondidos no terraço da casa de Raabe. Debaixo dos feixes de linho que ela havia colocado ali.
Antes que os espiões dormissem, Raabe foi até eles. Pediu que, assim como havia lhes poupado a vida, que fizessem o mesmo com ela e toda sua família.
Ela sabia que o Senhor havia lhes dado aquela terra. Contou que todos sabiam como o Senhor os tirara do Egito. Como o Mar Vermelho se abrira diante deles. O que acontecera com os reis amorreus que viviam do outro lado do Jordão. E testificou que o Senhor é Deus supremo em cima no céu e embaixo na terra. Pediu que jurassem pelo nome do Senhor que os pouparia.
Eles responderam que ofereceriam a vida deles como garantia da segurança dela. Se não os entregasse. Tratariam ela e seus familiares com bondade, quando o Senhor lhes desse a terra.
Como sua casa fazia parte da muralha, ela os desceu pela janela, por uma corda. Orientou que fugissem para as montanhas. Ficassem lá escondidos durante três dias. Depois, seguissem seu caminho. Seus perseguidores, a essa altura, já teriam retornado.
Antes de partir, os espias confirmaram os termos do juramento. Só seriam obrigados a protegê-la e à sua família se, quando entrassem na terra, Raabe colocasse um cordão vermelho pendurado na janela por onde havia ajudado a descê-los e, se todos os seus parentes estivessem em casa com ela.
Esse cordão aponta para o Senhor Jesus e Seu sacrifício por nós. Aponta para o sangue do cordeiro nos umbrais da porta. http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-121-51.html; http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-escolha-da-multidao.html
É como na arca. Apenas os que estivessem dentro seriam salvos. Jesus é nossa arca. Apenas quem estiver nEle é salvo. http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/na-postagem-anterior-lemoso-capitulo.html
É como a cidade de refúgio. Se alguém saísse, eles não teriam nenhuma responsabilidade. Apenas os que estivessem junto com ela, em casa, guardados, seriam poupados.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-341-3613.html
Jesus é nossa cidade refúgio. Não podemos sair dEle.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/07/jesus-nossa-cidade-refugio.html;
Raabe aceitou as condições. Ficaria dentro de casa. Junto com sua família.
Não sabemos o que levou essa mulher a se prostituir. Sabemos que era valente. Que creu no Senhor, Deus de Israel, o único Senhor. Que amava e se importava com sua família, trazendo todos para dentro da proteção que lhe foi oferecida. E, mais tarde, saberemos que ela se casará com um homem da tribo de Judá. E mais tarde ainda, saberemos que seu nome consta da genealogia de Jesus. Uau! O que um posicionamento é capaz de fazer!
http://www.espalhandoasemente.com/2016/07/o-deus-que-acolhe-e-transforma.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/e-assim-comeca-mateus.html
Raabe não esperou que Israel chegasse à terra para então colocar o cordão na janela. Há tantos imprevistos pela frente. E se acontecesse algo com ela? Se esquecesse? Se dormisse? Se, por qualquer motivo não conseguisse colocar o cordão a tempo? Como uma mulher prevenida, assim que saíram de sua casa, pendurou o cordão vermelho na janela. Como as virgens prudentes. E ela sabia que antes de três dias não chegariam. Estariam escondidos nas montanhas.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/nossa-candeia-tem-oleo-suficiente.html
Após esperarem três dias, os espiões voltam ao acampamento de Israel. Relataram a Josué tudo que lhes acontecera. Confirmaram que o Senhor realmente havia lhes dado aquela terra.
Todos os moradores estavam desesperados por causa deles. Ainda assim, somente Raabe e sua família se voltaram para o Senhor. E nem sabemos se foram todos.
O capítulo dois termina assim.
Agora, falta saber como atravessarão o Jordão para conquistar a terra.
Leremos o capítulo três na próxima postagem.
Espero você. Ate já.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Josué 2.1-24
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sábado, 16 de fevereiro de 2019
Deuteronômio 1.1-46
Leitura do dia 16/02.
Hoje iniciamos nossa caminhada através do livro de Deuteronômio.
Na postagem anterior vimos o Senhor passando a Moisés as fronteiras da terra, as cidades para os levitas, as Cidades Refúgios e como seriam os casamentos das mulheres que herdavam herança de seus pais.
Vimos que Jesus é nossa cidade refúgio. Onde nos escondemos e vivemos maravilhosamente refugiados nEle. Para sempre.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-341-3613.html
Agora, leremos os três primeiros capítulos de Deuteronômio.
Nesta postagem, o capítulo um.
Moisés discursa diante de Israel, no vale do rio Jordão, quando estão prestes à entrar na terra e possuí-la. Ele relembra toda a jornada desde que saíram do Egito, até chegarem ali.
O livro de Deuteronômio é uma lembrança de tudo que aconteceu e de todas as ordenanças do Senhor. Sob novo foco. Agora estão prestes a conquistar suas terras.
Moisés esclarece-nos que, normalmente, gastava-se apenas onze dias para viajar do Sinai até Cades-Barneia. Eles demoraram quarenta anos.
Quando estavam no Sinai, o Senhor lhes ordenara a sair de lá, entrar e tomar posse da terra que dera a Abraão, Isaque, Jacó e todos os seus descendentes.
Moisés lembra ter dito que eram numerosos. Um peso muito grande para levar sozinho. O povo selecionou homens respeitados de suas tribos. Moisés os convocou e os nomeou para serem juízes e oficiais. Eram chefes de mil, de cem, de cinquenta e dez.
Naquele momento Moisés ordenou que os juízes dessem atenção aos casos dos israelitas e dos estrangeiros. Da mesma forma.
Deviam ser completamente justos em todas as decisões. Imparciais em todos os julgamentos. Cuidariam do caso dos pobres e dos ricos.
Que não fossem intimidados por ninguém. O Senhor daria decisões através deles.
Apenas os casos que fossem difíceis demais seriam levados a Moisés.
Depois que Moisés passou essas instruções ao povo, conforme o Senhor dera ordem, saíram do Sinai e atravessaram o deserto. Imenso e assustador. Foram até à região montanhosa dos amorreus. Ali, Moisés ordenou que tomassem posse da terra.
Israel pediu a Moisés que fossem enviados espiões para fazerem o reconhecimento da terra por eles. Que recomendassem o melhor caminho e as cidades que entrariam.
Moisés achou uma boa ideia. Enviou homens escolhidos. Príncipes. Um de cada tribo, que fizeram o reconhecimento da terra. Tomaram alguns frutos da região. E relataram que a terra era de fato muito boa.
Mas disseram que não conseguiriam conquistar seus moradores, muito mais altos e fortes que eles. Nem suas cidades, com muralhas que iam até os céus. Falaram também que seus filhos ficariam órfãos e suas mulheres, viúvas.
Chegaram ao cúmulo de dizer que o Senhor os odiava. Por isso os levara até ali, para morrerem no deserto. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-131-1445.html
Moisés, na época, disse para não entrarem em pânico, nem terem medo daquele povo. O Senhor iria adiante deles. E lutaria em seu favor. Como havia feito no Egito. E eles eram testemunhas.
Além disso, viram o cuidado do Senhor por todo o caminho onde andaram no deserto. O Senhor cuidou deles como um pai cuida de seu filho.
Mesmo depois disso, o povo não creu nEle. Ainda que o Senhor fosse adiante deles, escolhendo lugar para acamparem durante aquele trajeto. Ainda que vissem diariamente a nuvem e a coluna de fogo diante deles.
O próprio fato de pedirem espias, já demonstrava incredulidade. Espiar o quê, se o Senhor disse que lhes daria a terra? O Senhor estava com eles. Não importava o tamanho dos moradores, nem das muralhas de suas cidades.
Quando o Senhor ouviu suas queixas, jurou que ninguém daquela geração entraria na terra. Mas os filhos deles conquistariam a terra.
Moisés lembrou que o Senhor ordenou que voltassem e fossem em direção ao Mar Vermelho.
Quando ouviram tais palavras, reconheceram seus pecados. Levantaram-se e foram tomar posse da terra.
Mas o Senhor havia ordenado expressamente que voltassem. Ele não estaria no meio deles.
Foram derrotados pelos amorreus.
Por isso, ficaram em Cades por um longo tempo.
O capítulo um termina aqui. Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
Hoje iniciamos nossa caminhada através do livro de Deuteronômio.
Na postagem anterior vimos o Senhor passando a Moisés as fronteiras da terra, as cidades para os levitas, as Cidades Refúgios e como seriam os casamentos das mulheres que herdavam herança de seus pais.
Vimos que Jesus é nossa cidade refúgio. Onde nos escondemos e vivemos maravilhosamente refugiados nEle. Para sempre.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-341-3613.html
Agora, leremos os três primeiros capítulos de Deuteronômio.
Nesta postagem, o capítulo um.
Moisés discursa diante de Israel, no vale do rio Jordão, quando estão prestes à entrar na terra e possuí-la. Ele relembra toda a jornada desde que saíram do Egito, até chegarem ali.
O livro de Deuteronômio é uma lembrança de tudo que aconteceu e de todas as ordenanças do Senhor. Sob novo foco. Agora estão prestes a conquistar suas terras.
Moisés esclarece-nos que, normalmente, gastava-se apenas onze dias para viajar do Sinai até Cades-Barneia. Eles demoraram quarenta anos.
Quando estavam no Sinai, o Senhor lhes ordenara a sair de lá, entrar e tomar posse da terra que dera a Abraão, Isaque, Jacó e todos os seus descendentes.
Moisés lembra ter dito que eram numerosos. Um peso muito grande para levar sozinho. O povo selecionou homens respeitados de suas tribos. Moisés os convocou e os nomeou para serem juízes e oficiais. Eram chefes de mil, de cem, de cinquenta e dez.
Naquele momento Moisés ordenou que os juízes dessem atenção aos casos dos israelitas e dos estrangeiros. Da mesma forma.
Deviam ser completamente justos em todas as decisões. Imparciais em todos os julgamentos. Cuidariam do caso dos pobres e dos ricos.
Que não fossem intimidados por ninguém. O Senhor daria decisões através deles.
Apenas os casos que fossem difíceis demais seriam levados a Moisés.
Depois que Moisés passou essas instruções ao povo, conforme o Senhor dera ordem, saíram do Sinai e atravessaram o deserto. Imenso e assustador. Foram até à região montanhosa dos amorreus. Ali, Moisés ordenou que tomassem posse da terra.
Israel pediu a Moisés que fossem enviados espiões para fazerem o reconhecimento da terra por eles. Que recomendassem o melhor caminho e as cidades que entrariam.
Moisés achou uma boa ideia. Enviou homens escolhidos. Príncipes. Um de cada tribo, que fizeram o reconhecimento da terra. Tomaram alguns frutos da região. E relataram que a terra era de fato muito boa.
Mas disseram que não conseguiriam conquistar seus moradores, muito mais altos e fortes que eles. Nem suas cidades, com muralhas que iam até os céus. Falaram também que seus filhos ficariam órfãos e suas mulheres, viúvas.
Chegaram ao cúmulo de dizer que o Senhor os odiava. Por isso os levara até ali, para morrerem no deserto. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-131-1445.html
Moisés, na época, disse para não entrarem em pânico, nem terem medo daquele povo. O Senhor iria adiante deles. E lutaria em seu favor. Como havia feito no Egito. E eles eram testemunhas.
Além disso, viram o cuidado do Senhor por todo o caminho onde andaram no deserto. O Senhor cuidou deles como um pai cuida de seu filho.
Mesmo depois disso, o povo não creu nEle. Ainda que o Senhor fosse adiante deles, escolhendo lugar para acamparem durante aquele trajeto. Ainda que vissem diariamente a nuvem e a coluna de fogo diante deles.
O próprio fato de pedirem espias, já demonstrava incredulidade. Espiar o quê, se o Senhor disse que lhes daria a terra? O Senhor estava com eles. Não importava o tamanho dos moradores, nem das muralhas de suas cidades.
Quando o Senhor ouviu suas queixas, jurou que ninguém daquela geração entraria na terra. Mas os filhos deles conquistariam a terra.
Moisés lembrou que o Senhor ordenou que voltassem e fossem em direção ao Mar Vermelho.
Quando ouviram tais palavras, reconheceram seus pecados. Levantaram-se e foram tomar posse da terra.
Mas o Senhor havia ordenado expressamente que voltassem. Ele não estaria no meio deles.
Foram derrotados pelos amorreus.
Por isso, ficaram em Cades por um longo tempo.
O capítulo um termina aqui. Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
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domingo, 10 de julho de 2016
O Deus que acolhe e transforma
Quando os espias foram até lá, Raabe afirmou que sabia o que Yahweh havia feito. E que havia dado aquela terra ao povo de Israel. Disse que Yahweh era Deus, em cima nos céus e embaixo na terra.
Raabe escondeu e salvou os espias e pediu um sinal seguro que ela, seus pais e sua família não seriam mortos. Os espias deram sua palavra e orientaram Raabe a reunir todos os seus em casa e colocar um cordão escarlate junto à janela. Ela assim fez. Imediatamente à partida dos espias.
Quando os israelitas conquistaram Jericó, colocaram Raabe e sua família em um lugar seguro. Fora do acampamento de Israel.
Fico imaginando, não seria eu se não o fizesse, o que aconteceu com esta mulher.
A Bíblia não conta sua história. Apenas algumas informações. Mais nada. Mas são informações preciosas. Relevantes.
Não sabemos o que levou essa mulher a vender seu corpo para se sustentar. Não sabemos como se relacionava com sua família. O fato é que ela creu em Yahweh e convenceu sua família a se reunir em sua casa, esperando o livramento.
Após isso, ficou em um lugar fora do acampamento de Israel. Um tempo de transformação. A prostituição era terminantemente combatida em Israel. Deus nos ama e não deseja que vendamos nossos corpos. Somos únicos e especiais. Nascemos para amar e sermos amados.
Posso afirmar com toda certeza que aquela mulher mudou de profissão. Abraçou o povo de Israel e o Deus de Israel como seus. Mateus 1.5 nos conta que Salmon gerou a Boaz, de Raabe.
Essa mulher, com suas escolhas, livrou da morte sua vida e a vida de toda a sua família. Morou no meio dos israelitas. E mais, casou-se com Salmon, que pertencia à tribo de Judá. Pôde conhecer o cuidado de um protetor. Foi uma excelente mãe, pois seu filho Boaz era conhecido em todo Israel como um homem justo e temente a Deus que, assim como seu pai, casou-se com uma estrangeira. Séculos mais tarde, essas duas mulheres, Raabe e Rute, que poderiam ter sido alvo de preconceito, aparecem na genealogia de Israel e mais, na genealogia do Rei das Nações, Jesus, o Redentor de todos os povos.
Deus é um Deus que abraça todos os que se achegam a Ele. Não importa quem seja. O que tenha feito. Ele escolheu a cada um de nós. Basta que O escolhamos também. Ele nos abraça. Nos recebe. Nos cura. Transforma nossas vidas. Nosso futuro. Muda nossa história. A partir de uma escolha.
A história de Raabe poderia ter sido outra. Uma história que não seria contada em lugar algum. Uma história sem registro. Mas por causa das escolhas que fez, sua vida ficou registrada no Livro dos livros.
Ainda que seja difícil largar hábitos, trocar de costumes e vestes, que possamos deixar o Médico dos médicos nos curar. Que nossa mente seja renovada e transformada por Aquele que é o Logos. E que nossas vidas possam ser marcadas por escolhas que abençoem todas as nossas próximas gerações, assim como as de Raabe.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Querendo ser um e sendo outro
Não que não faltem histórias para contar ou livros para ler. Mas, assim como você, estou "em construção". É verdade que existem áreas em que posso já estar "construída", mas nessas áreas serei testada, para ver se o alicerce é bom e se o acabamento "presta".
Mas quantas vezes queremos ser um e somos outro...
Quantas vezes quero ser o Adão que aguarda ansiosamente pela virada do dia para encontrar-se com o Senhor e acabo sendo o que vê Eva com o fruto proibido na mão e não faço nada. Fico passivamente observando. Sem tomar uma atitude correta.
Quantas vezes quero ser o Abraão que se levanta de madrugada para obedecer a Deus, sacrificando seu filho amado, sem procrastinar, mas sou como o povo de Israel que precisa ouvir dezenas, centenas de vezes a mesma ordem, para só então obedecer.
Quantas vezes quero ser o Abraão que se levanta para combater os reis que levaram Ló cativo, mas sou o Abraão covarde que tem medo de ser morto por causa da beleza de Sara e me escondo atrás de uma meia verdade!
Quantas vezes quero ser o Jacó que luta com Deus, mas sou o Jacó que se agarra a uma túnica velha suja de sangue de algum animal qualquer, acreditando que José está morto.
Quantas vezes quero ser o Davi que se desvia das lanças de Saul, mas sou o Davi que corta o manto desse mesmo Saul.
E quantas vezes quero ser o Calebe que anima o povo à conquista da terra, mas sou um dos outros dez e ao invés de olhar para o Senhor, olho para o meu tamanho e o tamanho do gigante e balanço a cabeça, já me sentindo derrotada.
Quantas vezes quero ser o Josué que pergunta a Deus, e espera Sua resposta, mas sou o Josué que não discerne que Acã pecou ou que aquele povo com aparência de cansado na verdade é um povo vizinho com quem não posso me aliançar.
Quantas vezes quero ser o Davi que diz “o Senhor é o meu Pastor, nada me faltará”, mas sou o Davi que diz “o ímpio prospera” e grito: “até quando Senhor”?
Quantas vezes quero ser o Elias que enfrenta os profetas de Baal mas sou o Elias que foge de Jezabel, se esconde na caverna e anseia pela morte, sem querer sair do lugar.
Quantas vezes quero ser Ana que se prostra na casa do Senhor, clamando por um filho, ano após ano, mas na minha ansiedade me torno Tamar, procuro Judá e resolvo a situação, eu mesma!
E quantas vezes quero ser Jeremias que fala o que Deus quer, mesmo sendo lançado na prisão, mas sou Jonas e pego um navio para o lado oposto ao que Deus mandou, tentando me esconder no porão de um navio qualquer.
Quantas vezes quero ser Jairo, olhar para minha filha sem cor, estendida naquela cama, morta, e não temer, mas continuar crendo e sou aquele homem que berra angustiado: “eu creio, ajuda a minha incredulidade”.
E quantas vezes quero me tornar rei sem ter que enfrentar Golias, sem ter que fugir de Saul, sem ter que morar anos em cavernas. Mas não é possível. E quero um milagre antes de ser lançada na fornalha. Mas sou lançada assim mesmo. Quero que os leões morram todos antes de ser jogada na cova com eles. Mas eles estão bem vivos. E famintos. E tenho que enfrentá-los!
Só há um jeito de ser quem Ele quer que eu seja: meus olhos fixos nEle. Mas às vezes uma simples borboleta passa e me distraio. E depois, como é difícil voltar meu foco. E só olhar para Ele. Porque a borboleta me fez olhar para um vulcão. E tenho certeza que entrará em erupção a qualquer momento e o medo quer me paralisar! Ou olho para o mar e as ondas vão me alcançar onde estou. E isso me enche de pavor! Com certeza, vou morrer, NÃO SEI NADAR. Tudo por causa daquela minúscula borboleta. E grito e forço minhas pernas a correrem.
Então, volto meus olhos para Ele. Tudo muda, dentro de mim. O vulcão pode entrar em erupção. A onda vai me alcançar. Continuo não sabendo nadar, mas estou nos braços dEle! Daquele que faz os montes fumegarem. Daquele que sabe andar sobre as águas. E é nEle, só nEle que venço. Que sou alguém. Que tenho identidade. Que saio do esconderijo e enfrento as batalhas. E luto. E aquela mulher de 1,51 m vai para o front e faz um estrago! Por Ele. Para Ele.
O meu consolo e a minha alegria é que Deus não me ama menos nesses momentos. Ele não nos ama mais quando cremos e menos quando não conseguimos crer. Sua medida de amor se esgotou quando Ele deixou Sua glória e Se entregou por nós. Naquela cruz.
Quando acerto, é Deus em mim. É Ele que amorosamente inclina o meu coração para dar a resposta certa àquilo que se apresenta diante de mim. Sim, é verdade, eu sou a Guerreira, mas é por Ele. E vou e luto pela minha terra e pela de outros também.
Só pela minha força, estaria escondida numa caverna bem funda e secreta, esperando a guerra acabar para sair. Depois que a poeira acabasse. Não somos super-homens. Ou super-mulheres. Somos apenas pessoas que querem ouvir e obedecer a Ele. E Ele conhece nossas limitações. E nos abençoa. Ele é o Cordeiro que venceu. E tem paciência conosco. Por nos amar! Por isso, por Ele, vamos prosseguir. E continuar com nossas escolhas. E escolher ser a melhor versão de nós mesmos. E construir o nosso futuro! Um bom futuro! A cada dia. Prosseguindo. Sempre.
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