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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Ageu 1.1-2.23

Leitura do dia 03/10.

Continuamos nossa caminhada através das Escrituras.

Ontem lemos Sofonias. O juízo do Senhor. O chamado ao arrependimento. A redenção do remanescente de Seu povo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/sofonias-11-320.html

Percebeu quantos profetas foram enviados pelo Senhor avisando o povo, admoestando-o e chamando para o arrependimento?

Agora, continuamos através das páginas de Ageu. Ele nasceu na Babilônia. Profetizou na época de Esdras. É um livro maravilhoso, que nos convoca a trabalhar para o Senhor. A buscar Seu reino.

Era o segundo ano do reinado de Dario. O Senhor entregou Sua mensagem a Ageu, para ser transmitida a Zorobabel, governador de Judá, descendente de Davi e ao sumo sacerdote Josué.

Ele aponta o fato do povo dizer que ainda não era tempo de reconstruir Sua casa. Estavam vivendo em casas luxuosas enquanto Sua casa continuava em ruínas. Também mostra o que estava acontecendo. Por pensarem primeiro neles, ao invés de pensarem no Senhor, estavam plantando muito e colhendo pouco. Comiam e não se saciavam. Bebiam e continuavam com sede. Vestiam-se e continuavam passando frio. Seus salários desapareciam rapidamente, como se os colocassem em bolsos furados.

O Senhor aponta o pecado. Mostra os resultados deste pecado e instrui a correção. Era simples. Bastava enxergar o que estava acontecendo e tomarem uma atitude. Deviam subir as colinas, pegar madeira e reconstruir Sua casa.

Certo, era necessário um esforço. Como acontece conosco. Primeiro precisamos enxergar nossa situação, com os olhos do Senhor, para enxergarmos a verdade. Depois precisamos subir as colinas. Não podemos ficar prostrados, sem agir. É necessário um esforço. Não se reconstrói pela força da mente. Nem dando “ordens” ou “determinando” alguma coisa. É necessário trabalho. Precisamos escolher a árvore certa. Derrubá-la. Pegar a madeira. Descer a colina. Levar ao lugar correto. E reconstruir.

Estavam esperando muito de suas colheitas, colhiam pouco porque a casa do Senhor continuava em ruínas. Por causa dessa atitude egoísta, a chuva estava sendo retida. Eram os responsáveis pela pouca produção da terra.

Zorobabel, o governador; Josué, o sumo-sacerdote e todo o remanescente obedeceram Suas ordens. Quando ouviram Sua palavra através do profeta Ageu, temeram o Senhor. O Senhor os animou dizendo que estava com eles. Então, começaram a trabalhar em Sua casa.

Pare um pouquinho. Hoje somos Seu templo, Sua casa. Precisamos olhar para Seu reino, Sua vontade e reconstruirmos o templo. Voltar às veredas antigas do Senhor. Somos os reparadores de muros (Isaías 58.12). Somos os restauradores. Os construtores.

Pouco menos de dois meses depois, o Senhor entregou outra mensagem a Ageu. Alguns dos mais velhos tinham conhecido o antigo templo, quando olhavam agora, este parecia insignificante. Ainda assim, a ordem do Senhor a Zorobabel e a Josué era que fossem fortes, que colocassem mãos à obra. O Senhor era com eles. Seu Espírito estava em seu meio, como prometera desde quando saíram do Egito. Não deveriam ter medo. A glória desse templo seria superior a do antigo. Sua glória é muito mais importante que qualquer construção, por mais magnífica que seja.

Se realmente crermos que Seu Espírito está conosco, não temos nenhum motivo para temer. Não há ninguém como Ele.

O Senhor promete sacudir novamente os céus e a terra, os mares e todas as nações. Encherá aquele lugar de glória. Estabelecerá a paz. Ele é o Senhor dos Exércitos, que deseja a paz. Também afirma que é o dono da prata e do ouro. Tudo Lhe pertence. Todos os recursos estão a Seu dispor.

Cerca de mais dois meses o Senhor ordenou que Ageu perguntasse aos sacerdotes a respeito da carne consagrada para o sacrifício. Se alguém tocasse em um cadáver e tornar-se assim, cerimonialmente impuro, os alimentos também ficariam contaminados. Era dessa maneira que Israel agia. Tudo que faziam e ofereciam estava contaminado. Por seus pecados.

O Senhor diminuiu a colheita e nem assim voltaram para Ele. Não conseguem enxergar que precisam se purificar para oferecer qualquer coisa ao Senhor. Ele não aceita oferta de quem está contaminado pelo pecado.

Por Sua infinita bondade e misericórdia, no dia em que os alicerces do templo foram lançados, fez uma promessa. A partir daquele dia, se deixassem seus pecados, seriam abençoados. A semente ainda estava no celeiro. Não havia sido semeada. As videiras, figueiras, romãzeiras e oliveiras ainda não haviam dado frutos. Podiam acreditar. O Senhor os estava abençoando. Logo veriam os resultados de Suas bênçãos.

Ele ordena que Ageu fale a Zorobabel, o governador, que está prestes a sacudir céus e terra. Derrubará tronos. Destruirá poder de reinos estrangeiros. Derrubará carros de guerra e seus condutores. Mas, Zorobabel será honrado. Será como um anel de selar em Seu dedo. Foi o Senhor quem o escolheu. Não será abalado.

Que nos levantemos. Subamos as colinas. Cortemos as árvores.Tragamos madeira e reconstruamos Sua casa.

Que nosso objetivo esteja voltado para o Senhor. Não para nossas casas e riquezas.

Se por Ele fomos escolhidos, como Zorobabel, não importa se tudo será sacudido. Seremos honrados. Não sairemos do lugar em que nos colocou. Basta permanecermos fiéis.

“Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? O que vamos vestir?’. Essas coisas ocupam o pensamento dos pagãos, mas Seu Pai celestial já sabe do que vocês precisam. Busquem, em primeiro lugar, o reino de Deus e a Sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”. – Mateus 6.31-33

Continuamos amanhã. Iniciaremos o livro de Zacarias. Leremos os três primeiros capítulos.

Espero você. Até lá.

sábado, 4 de maio de 2019

Esdras 5.1-6.12

Leitura do dia 04/05.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Esdras.

Ontem vimos Ciro permitir que os exilados regressassem a Jerusalém. E reconstruíssem o templo. Os exilados voltaram com Zoroabel. Antes mesmo de lançarem os alicerces do templo, reconstruíram o altar. Quando os inimigos de Judá viram a reconstrução, levantaram-se contra eles. Enviaram cartas ao rei, que não era mais Ciro. Conseguiram impedir a reconstrução. Que ficou parada. Até à época em que Dario se tornou rei. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-11-424.html

Hoje leremos a partir do capítulo cinco até o capítulo sete.

Na primeira postagem, leremos até o versículo doze do capítulo seis.

Nessa época, os profetas Ageu e Zacarias, os mesmos que tem livros com seus respectivos nomes, animaram, em nome do Senhor, que estava sobre eles, o povo a reconstruir.

Em resposta, Zorobabel levantou-se e, junto com Jesua, recomeçaram a construção. Esses profetas estavam com eles e os auxiliavam.

O governador daquela região e seus companheiros, foram a Jerusalém. Queriam saber quem lhes ordenara a reconstrução. Perguntaram o nome de todos que estavam trabalhando.

Eles responderam. Disseram que eram servos do Senhor, Deus dos céus e da terra. Estavam reconstruindo Seu templo. Explicaram que foi destruído porque seus antepassados se desviaram dEle. E continuaram a construção. Porque os olhos do Senhor estavam sobre eles.

O governador enviou um relatório minucioso a Dario. Dario ordenou que fosse pesquisado em todos os arquivos da Babilônia, se realmente Ciro havia ordenado tal reconstrução. Encontraram um memorando, de Ciro, na fortaleza da província da Pérsia.

Dario ordenou que o governador e seus companheiros ficassem longe da reconstrução. Que não interferissem de maneira alguma. Decretou que os ajudassem. Todos os custos da reconstrução seriam pagos com os impostos daquela província. A obra não deveria ser interrompida.

O rei também ordenou que se dessem aos sacerdotes tudo que eles precisassem para oferecer sacrifícios. Assim, eles poderiam orar pelo bem estar dele e de seus filhos.

Se alguém desobedecesse aquele decreto, seria pendurado em uma viga de sua própria casa. E a casa se tornaria um montão de entulho.

O rei também disse que o próprio Senhor, que escolhera Jerusalém como lugar para honrar Seu nome, aniquilasse qualquer rei ou nação que destruísse o templo.

A carta foi enviada ao governador daquela província. Ele obedecerá às ordens do rei?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Esdras 1.1-4.24

Leitura do dia 03/05.

Ontem vimos o reino de Manassés, sua apostasia, seu exílio, seu arrependimento, seu retorno a Jerusalém. Amom, seu filho, reinou em seu lugar. Não andou nos caminhos do Senhor, mas não se arrependeu como seu pai. Quando morreu, Josias reinou em seu lugar. Estava apenas com oito anos. Seguiu o exemplo de Davi. Fez uma limpeza em Israel e Judá. Destruiu os ídolos, reconstruiu o templo, regularizou o serviço do Senhor, celebrou a Páscoa. Morreu em uma batalha que não deveria ter ido. Jeoacaz reinou em seu lugar. Depois Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, até à queda de Jerusalém. Nenhum destes serviu o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-331-25.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-341-33.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-351-27.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-361-23.html

Terminamos o livro de 2 Crônicas, com o relato de que Ciro, rei da Pérsia,  permite aos exilados de Judá voltarem às suas terras.

Agora, iniciaremos o livro de Esdras, que conta esse retorno. Foram três grupos. O primeiro liderado por Zorobabel, o segundo por Esdras e o terceiro por Neemias. Leremos do capítulo um de Esdras até o capítulo quatro.

No primeiro ano do reinado de Ciro, o Senhor cumpriu Sua palavra. Tocou o coração de Ciro para libertar o povo de Judá. E para reconstruir o templo em Jerusalém.

Ciro registrou seu mandado por escrito e enviou a todo seu reino. Nele, declarou que o Senhor, o Deus dos céus, o Deus de Israel, havia lhe dado todos os reinos da terra e colocara sobre ele o encargo de reconstruir Seu templo. Sua ordem era clara. Todos que pertencessem ao povo do Senhor deveriam voltar a Jerusalém para reconstruir o templo.

Ciro abençoou o povo, desejando que o Senhor estivesse com eles. Ordenou que cada vizinho de um judeu os ajudasse com as despesas, dando-lhes prata e ouro, suprimentos e animais, além das ofertas voluntárias.

O Senhor também tocou no coração dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes das tribos de Judá e Benjamim. Retornaram a Jerusalém. Seus vizinhos os ajudaram.

Além disso, Ciro retirou do tesouro do rei os utensílios que Nabucodonosor havia levado do templo. Listou todos os objetos, que retornaram a Jerusalém, sob a guarda de Sesbazar, líder dos exilados que voltavam para Judá.

Os que voltaram tinham suas genealogias devidamente listadas. Alguns sacerdotes não foram encontrados nestes livros. Foram impedidos pelo governador de comer das porções dos sacerdotes, até que houvesse um sacerdote que consultasse o Senhor a esse respeito, através do Urim e Tumim. Não eram muitos os sacerdotes que consultavam dessa maneira e a Bíblia não explica como essa consulta era feita.

Quando os exilados chegaram em Jerusalém, alguns dos chefes das famílias entregaram ofertas voluntárias para a reconstrução do templo. No mesmo lugar do anterior. Deram do que podiam. Nem além. Nem aquém.

Note que as ofertas foram dadas voluntariamente. Não houve pressão. Muito menos barganha. Não deram e ficaram endividados. Deram apenas o que podiam. Também não retiveram mais que o necessário. Seus corações eram corretos para com o Senhor.

Os sacerdotes, os levitas, os cantores, os guardas das portas, os servidores do templo e alguns do povo ficaram morando próximo a Jerusalém. Os demais regressaram às suas cidades, por todo o Israel.

Era necessário que os responsáveis por qualquer área do templo permanecessem próximo a Jerusalém, para ocuparem-se da reconstrução.

No sétimo mês, os israelitas já haviam se estabelecidos em suas cidades. Reuniram-se em Jerusalém, como se fossem um só homem. Com um só propósito.

Não estavam mais preocupados onde dormiriam, comeriam, viveriam. Estavam estabelecidos. Agora, podiam pensar apenas na reconstrução do templo e de Jerusalém.

Jesua reuniu-se com seus colegas e companheiros para reconstruir o altar do Senhor de Israel. Eram sacerdotes. Queriam apresentar holocaustos ali, como o Senhor ordenara tanto tempo antes.

O povo estava com medo dos habitantes daquela região. Ainda assim, reconstruíram o altar no mesmo lugar do original. Com dedicação e rapidez. Nem o medo os impediu.

Então, começaram a ofertar os holocaustos no altar do Senhor, pelas manhãs e tardes. Antes mesmo de lançarem os alicerces do templo do Senhor.

Também celebraram a festa das Cabanas, tudo conforme escrito na Lei.

Contrataram os pedreiros e carpinteiros. Compraram as toras de cedro. A construção começou no segundo mês do segundo ano depois que chegaram a Jerusalém.

Todos que haviam voltado do exílio formavam o grupo de trabalhadores. Até Zorobabel, o líder, príncipe de Judá, os sacerdotes e todos os levitas. Ninguém ficou à toa, esperando a construção do templo para assumirem, enfim, seus afazeres. Os levitas com idade acima de vinte anos supervisionavam a construção. Todos trabalharam.

Quando terminaram os alicerces do templo, os sacerdotes colocaram suas roupas especiais. Tomaram seus lugares. E tocaram as trombetas. Os levitas, descendentes de Asafe, tocaram os címbalos. Louvavam o Senhor como Davi ordenara. Entoavam cânticos declarando que o Senhor é bom e Seu amor por Israel dura para sempre.

O povo louvou o Senhor em alta voz, agradecidos, cheios de alegria pelo alicerce do templo estar levantado, gritavam em alta voz. Enquanto isso, os mais idosos, que viram o primeiro templo, choravam de tristeza, ante a diferença entre um e outro. Os gritos de alegria e o choro misturaram, propagando até muito longe.

Ah, como é difícil ter visto algo maior e depois dar valor ao que está acontecendo. Mas era tempo de alegria. Foram exilados. Perderam tudo. Agora, tinham a oportunidade de reconstruir o templo tão querido. A ordem era regozijar-se.

Quando os inimigos de Judá e Jerusalém souberam que os exilados retornaram e estavam reconstruindo o templo do Senhor, foram até eles e pediram para auxiliá-los na construção. Como auxiliar se eram inimigos?

Zorobabel, sabiamente, não permitiu. Reconheceu que eram inimigos.

Não podemos construir o templo com a ajuda de inimigos. Eles não ajudariam. Sabotariam.

E foi justamente o que fizeram. Claro que não queriam ajudar. Queriam atrapalhar. Subornaram agentes para trabalhar contra eles. Para frustrar seus planos. Tiveram muitas dificuldades, durante todo o reinado de Ciro, até o reinado de Dario.

Anos mais tarde, quando Xerxes (Assuero) iniciou seu reinado, enviaram cartas acusando o povo de Judá. E durante o reinado de Artaxerxes, enviaram cartas dizendo que Jerusalém estava sendo reconstruída. E era uma cidade má e rebelde.

Quando o rei consultou os registros, confirmou que Jerusalém havia sido grande e ordenou que as obras de reconstrução fossem paradas, imediatamente. Era um risco para o reino, se fosse reerguida.

Assim que a carta do rei chegou, Reum, Sinsai e seus amigos, correram a Jerusalém e, à força, obrigaram os judeus a parar.

As obras foram paradas. Ficaram paradas até o segundo ano de Dario como rei da Pérsia.

Mas, essa história fica para amanhã, quando leremos do capítulo cinco ao capítulo sete de Esdras.

Espero você. Até lá.

Que possamos reconhecer os inimigos. E sejamos persistente na construção do Senhor.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

2 Crônicas 24.1-27


pessoa em pé no meio da sala
Leitura do dia 29/04.

Na postagem anterior, vimos o sacerdote Joiada restaurando a aliança com o Senhor, entre ele, o povo e o rei.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-231-21.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo vinte e quatro.

Joás estava com sete anos quando começou a reinar. Reinou quarenta anos em Jerusalém. Agiu e viveu de modo agradável ao Senhor durante todos os dias do sacerdote Joiada.

E depois?

Joiada escolheu duas esposas para Joás. Ele casou-se com elas, conforme a tradição. Teve filhos e filhas. Aceitou a direção de Joiada. Não fez aliança de matrimônio com a família de Acabe.

Depois, Joás decidiu reformar a Casa do Senhor. Reuniu os sacerdotes e levitas. Ordenou-os a saírem pelas cidades de Judá e receber o imposto que o povo deveria pagar para os consertos que eram feitos todos os anos no templo. Ordenou que fizessem essa cobrança com rapidez.

Os levitas procrastinaram. Não se apressaram em cumprir as ordens do rei. O rei mandou chamar Joiada, que era o chefe, e lhe perguntou porque não havia obrigado os levitas a trazerem o imposto ordenado por Moisés, à comunidade de Israel. Atalia e seus filhos haviam arruinado a casa do Senhor. Utilizaram todos os objetos sagrados em seus próprios cultos e rituais aos baalins.

Por ordem do rei, construíram uma caixa e a colocaram à entrada da casa do Senhor. Fizeram uma convocação geral em todo Judá para que trouxessem ao Senhor o imposto que Moisés havia instituído. Todos obedeceram com alegria às ordens do rei. Trouxeram suas contribuições, colocando-as na caixa. Até que ela se encheu.

Os levitas levavam a caixa até os supervisores do rei. Sempre que estava lotada, o secretário real e o oficial do sumo sacerdote tinham a responsabilidade de esvaziar e colocá-la novamente à entrada da Casa do Senhor. Fazendo isso regularmente, juntaram muito dinheiro.

O rei e Joiada entregavam a prata acumulada aos encarregados da obra do templo. Eles pagavam todos os salários. Dos pedreiros, carpinteiros, especialistas em trabalhar com ferro e bronze. Todos que se dedicavam aos trabalhos de reforma.

Os encarregados eram leais e diligentes. Isso garantiu o progresso da reforma. Reconstruíram o templo de acordo com o modelo original. E ainda o reforçaram.

Quando concluíram, trouxeram o restante da arrecadação. Apresentaram a Joiada e ao rei. Com esse restante foram feitos utensílios para o templo, objetos para o serviço religioso e para holocaustos, além de tigelas e outros utensílios de ouro e prata.

Enquanto Joiada viveu, sacrifícios e holocaustos foram oferecidos continuamente na Casa do Senhor.

Mas o tempo passou. Joiada envelheceu. Morreu em idade avançada. Tinha cento e trinta anos quando faleceu. Sepultaram-no na Cidade de Davi, com os grandes reis. Ele havia realizado o bem para todo o povo de Israel. Especialmente para com Deus e Sua casa.

Ah, quando leio esse “mas”, meu coração fica apertado. Quase pára. O que acontecerá agora?

Logo depois da morte de Joiada, os líderes de Judá reuniram-se com o rei. Em meio a lisonjas e reverências, deram-lhe sugestões, que foram aceitas. Abandonaram a casa do Senhor. Voltaram a prestar culto e adoração aos totens pagãos e aos ídolos de todas as formas.

A ira do Senhor caiu sobre Judá e Jerusalém com severidade. O Senhor enviou Seus profetas para trazê-los de volta à sensatez e a Ele. Os profetas pregaram a Palavra. Protestaram contra a má conduta do povo. Ninguém quis dar ouvidos à verdade.

Certo dia o Espírito do Senhor apoderou-se de Zacarias filho de Joiada. O Senhor o conduziu à frente do povo. Ele perguntou porque transgrediam Seus mandamentos a ponto de não ser possível sequer prosperar. Disse ainda que, como eles O abandonaram, Ele os faria experimentar Seu afastamento deles. Mas não quiseram ouvir a verdade. Conspiraram contra Zacarias. Apedrejaram-no em pleno pátio da Casa do Senhor. Por ordem do próprio rei. Inacreditável!

Joás não se lembrou com gratidão de toda a bondade que Joiada, pai de Zacarias, lhe dedicara. Mandou executar sumariamente seu filho. Zacarias, antes de morrer exclamou: “Que o Senhor contemple a tua injustiça e te retribua!”

Por volta da primavera, na virada do ano, o exército da Síria decidiu atacar Joás. Invadiram Judá até Jerusalém. Exterminaram todos os chefes e líderes do povo. Encaminharam todo o despojo de guerra ao seu rei.

O exército sírio tinha atacado com menos soldados do que o exército dos judeus. Mas o Senhor fez parecer que era um exército muito grande, poderoso e destemido. Tudo porque Judá havia sido desleal, abandonando-O. Assim, o juízo foi plenamente executado sobre Joás.

Quando os sírios voltaram para suas terras, deixaram Joás gravemente ferido. Seus servos conspiraram contra ele, por causa do sangue de Zacarias. Foi assassinado em seu próprio leito. Foi sepultado na Cidade de Davi. Mas não nos túmulos dos grandes reis da nação. Seu filho Amazias assumiu o trono e reinou em seu lugar.

Vamos à algumas lições.

Joás, mesmo sendo rei, ouvia os conselhos de Joiada. E Joiada era alguém que merecia, de fato, ser ouvido. Era fiel ao Senhor.

Depois de certo tempo, Joás decidiu reformar a Casa do Senhor. Um ato louvável, uma vez que sua avó havia arruinado o templo. Fez certo, reunindo os sacerdotes e levitas, que eram os responsáveis pelo cuidado da casa do Senhor. Também fez certo quando ordenou que recebessem o imposto próprio para esse serviço. Pessoas certas com os recursos adequados. E mais, deveriam fazer tudo com a rapidez necessária.

Ah, mas os levitas, que deveriam ser os mais preocupados com essa restauração, procrastinaram. Felizmente Joás estava atento e mandou corrigiu esse erro. Que perigo corremos ao procrastinar com nossas obrigações, principalmente diante do Senhor!

Um líder tem grande influência sobre um povo. Quando convocado para trazerem ao Senhor o imposto, o povo trouxe. E com alegria. A casa do Senhor seria restaurada. E foi. Não consigo imaginar isso acontecendo. Um imposto sendo pago com alegria e sendo usado para o que foi recolhido!

O povo continuou trazendo. Quando a caixa ficava lotada, era esvaziada. Os recursos foram usados fielmente para a obra e pagamento do salário dos que nela trabalhavam. E pasme, você leu corretamente. Os encarregados eram leais e diligentes. A reforma foi feita por especialistas, que não superfaturaram a obra. Nada do que foi arrecadado, foi desviado. O templo foi reconstruído como o original. Ainda o reforçaram. E sobrou dinheiro. Quanta lealdade! Como precisamos disso em nossos dias!

Que homem esse Joiada! Enquanto viveu, houve sacrifícios e holocaustos. Houve fidelidade. Houve restauração. Foi até sepultado com os grandes reis.

Como Joiada é uma grande alegria, Joás é uma grande decepção. Logo que perdeu seu conselheiro, aceitou lisonjas e abandonou o Senhor. Onde sua fé estava apoiada? Tinha uma cópia da Lei para que fosse lida todos os dias. Mas não conheceu o Senhor. Até podia saber a lei mas não a vida por trás dela. Que tristeza!

O Senhor enviou Seus profetas para levar Judá ao arrependimento. Em vão. Enviou Seu juízo para alinhar Judá. Em vão. Não queriam mais nada com a verdade. A mentira é mais fácil de seguir. Aparentemente não requer nada. Mas é só aparentemente. Seu salário é a morte.

E o que Joás fez com Zacarias, filho do homem que o protegera, o guiara? Enquanto entrega uma palavra do Senhor, Joás manda que o matem. Em pleno pátio da casa do Senhor!

A que ponto chegou a apostasia de Joás, sua deslealdade, sua ingratidão? Tudo por ter seguido o conselho de homens que lisonjeavam seu ego.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

Como Zacarias orou, o Senhor que tudo contempla, contemplou a injustiça de Joás e a retribuiu. Foi derrotado por um exército menor que o dele. Depois, foi assassinado por quem deveria serví-lo. E mesmo sendo rei, não foi sepultado nos túmulos dos grandes reis.

Ah, é verdade, seu filho reinou em seu lugar, mas só por causa da misericórdia do Senhor, que se lembrou do que havia prometido a Davi, ainda que seus filhos não tenham sido fiéis a Ele, como deveriam.

Quantas lições a serem aprendidas!

E agora, como será o reinado de Amazias?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/tudo-foi-quebrado.html