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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Malaquias 1.1-2.17

Leitura do dia 09/10.

Continuamos nossa caminhada através do Livro dos livros.

Ontem vimos Zacarias mencionar a primeira e a segunda vinda do Senhor Jesus. A guerra contra Jerusalém. E Sua chegada com todos os Seus santos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/zacarias-131-1421.html

Hoje, um novo livro.

Caminharemos pelos dois primeiros capítulos de Malaquias. O último livro do Antigo Testamento.

Viu como foi fácil chegar até aqui? Quantas jornadas diferentes! Quantos livros maravilhosos!

Malaquias significa “Mensageiro do Senhor”. Provavelmente viveu cerca de cem anos após os profetas Ageu e Zacarias.

A mensagem do Senhor através de seu profeta inicia com uma deliciosa declaração de amor. O Senhor sempre amou Seu povo. O povo, no entanto, não conseguia enxergar e perguntava como os amara.

Ele responde que amou Jacó e rejeitou Esaú. Esaú foi rejeitado por causa de sua rebeldia e orgulho. Lembra? Massacraram Israel. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/obadias-11-21.html

Quando Seu povo visse a destruição de Edom com seus próprios olhos, reconheceriam que Sua grandeza vai muito além das fronteiras de Israel. Vai até os confins da terra.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

O Senhor os admoesta a honrarem-No. É Pai, mas não tem honra. Seu povo despreza Seu nome. Ainda perguntam como. Não conseguem enxergar. Ele responde que oferecem sacrifícios contaminados. Seu povo continua sem enxergar e pergunta como fazem isso. Dizem que a mesa do Senhor não merece respeito. Oferecem animais cegos, aleijados e doentes. Depois Lhe pedem compaixão.

Ele não ouvirá. Não O respeitam. Oferecem qualquer coisa. Não oferecem o melhor.

Seu desejo é que alguém feche as portas do templo para não acenderem mais o fogo sobre o altar. Não se agrada deles. Não aceitará suas ofertas.

Se queremos oferecer algo ao Senhor, precisa ser nosso melhor. Ele não aceita sobras. Não aceita o que desprezamos. Seu povo O despreza.

Ainda assim, Seu nome é honrado o dia todo. Por pessoas de outras nações. Em todo o mundo Lhe oferecem incensos e sacrifícios puros. Em Sua honra. Seu nome é grande entre as nações. Aleluias!

Quanto a Israel, com suas ações, desonram-No. Acham difícil demais servi-Lo. Desprezam Suas ordens. Trazem ofertas roubadas, aleijadas e doentes. Prometem uma oferta excelente, mas oferecem o pior. Até fruto de roubo!

Ele ordena que os sacerdotes tomem uma decisão. Que decidam honrar Seu nome. Se não o fizerem, serão amaldiçoados, mesmo através das bençãos que receberam. Estão tão afastados do Senhor que já se encontram amaldiçoados. Não levaram a sério Suas advertências. Seus descendentes serão castigados.

Lembra que Sua aliança com os levitas era lhes dar vida e paz. Foi o que Ele fez. Bastava que O temessem. E eles o fizeram. Demonstraram grande temor ao Senhor. Reverenciaram Seu nome. Transmitiram ao povo as verdades das leis que receberam dEle. Não mentiram. Não enganaram. Andaram com Ele. Viveram de modo pacífico e justo. Desviaram muitos do pecado. É assim que deve ser.

As palavras do sacerdote devem guardar o conhecimento do Senhor. E o povo deve buscar o sacerdote para receber instrução. Ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos. Ou, pelo menos, deveria ser.

O que aconteceu? Os sacerdotes se desviaram. Suas instruções fizeram com que muitos caíssem em pecado. Não ensinaram o conhecimento do Senhor. Quebraram a aliança que fez com os levitas. Mostraram-se parciais na aplicação da Sua lei. Será que vemos tal coisa acontecer hoje também? Infelizmente, sim.

O profeta chama seu povo de volta ao Senhor. Foram infiéis. Foram detestáveis. Casaram-se com mulheres que adoravam deuses estrangeiros. Cobrem de lágrimas o altar do Senhor, choram e gemem e ainda perguntam porque Ele não os ouve. Não os ouvirá. Não querem reconhecer seus pecados. Nem deixá-los.

O Senhor responde que foi testemunha da aliança que fizeram na juventude e foram infiéis às suas esposas, embora elas tenham continuado a ser suas companheiras. Ele os fez um. E dessa união queria filhos dedicados a Ele.

Exorta que todos guardem seu coração e permaneçam fieis à sua esposa. Odeia o divórcio. Repudiar a esposa que permanecer fiel, é cobri-la de crueldade. Causa dores profundas.

O Senhor está cansado de tanto ouvir os sacerdotes dizendo aos que praticam mal que são bons aos olhos do Senhor, e que Ele se agrada deles. Mentira! O Senhor abomina o mal.

Que temamos o Senhor. Que reverenciemos Seu nome. Que transmitamos a verdade de Sua Lei. Que não mintamos. Nem enganemos.

Que andemos com Ele. Que vivamos de modo digno e justo, desviando outros do pecado.

Que tenhamos em nós Seu conhecimento e ensinemos Sua Palavra a Seu povo.

Que guardemos nossos corações. Que sejamos fiéis. Que nenhum de nós cubra seu cônjuge com crueldade.

Sim, guardemos nossos corações. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/guardando-meu-tesouro.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/08/como-guardar-meu-unico-bem.html;

Continuamos amanhã. Leremos os capítulos três e quatro de Malaquias.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Ezequiel 43.1-45.25

Leitura do dia 10/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Ezequiel. Estamos quase chegando ao fim de mais um livro fantástico. Maravilhoso.

Ontem vimos a medição do templo, na visão que o Senhor deu ao profeta. Era um templo perfeito, onde somente os descendentes de Zadoque estariam na presença do Senhor, por nunca terem se afastado dEle. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-401-4220.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo quarenta e três. Até o capítulo quarenta e cinco.

A Bíblia King James Atualizada (KJA) nos informou que esta visão tinha um tríplice significado. O primeiro, dos capítulos lidos ontem, refere-se ao Templo perfeito. O segundo, dos capítulos quarenta e três ao capítulo quarenta e quatro, refere-se ao culto ideal. Neste culto estão presentes a glória do Senhor, os ritos presididos pelo sumo sacerdote e pelo príncipe, o ministério dos sacerdotes e a cooperação do povo. O terceiro, a partir do capítulo quarenta e cinco, refere-se a uma Nação ideal, que em suas formas física e espiritual desenvolve sua vida diária ao redor do culto na casa do Senhor, onde recebe o alimento.

Depois das medições dos capítulos anteriores, o anjo levou Ezequiel até à porta leste. De repente, enquanto olhava, viu a glória do Senhor surgindo, vindo do leste. O som de Sua vinda era semelhante ao rugido de muitas águas. Toda a paisagem se iluminou por causa de Sua glória. Claro.

A visão era semelhante às anteriores. A primeira junto ao rio Quebar e a segunda em Jerusalém. Ezequiel prostrou-se em adoração. http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-11-327.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-101-1228.html

A glória do Senhor entrou no templo. Pela porta leste. O Espírito do Senhor o colocou de pé e o levou até o pátio interno. A glória do Senhor encheu o templo.

O Senhor disse a Ezequiel que aquele era o lugar do Seu trono. Onde descansava Seus pés. Ali Ele habitaria para sempre. No meio de Israel. Eles e seus reis nunca mais profanariam Seu santo nome. Não cometeriam adultério adorando outros deuses, nem honrando relíquias de reis mortos.

Haviam colocado altares de seus ídolos ao lado de Seu altar. Apenas uma parede entre Ele e eles. Profanaram Seu santo nome. Por isso, os consumiu em Sua ira. Agora, ordena que deixem de adorar outros deuses e as relíquias de reis mortos. Se o fizerem, habitará no meio deles. Para sempre.

Finalmente o Senhor explica porque está mostrando essas coisas para Ezequiel. Ele descreverá o templo para que Israel se envergonhe de todos os seus pecados. Que estudem as plantas do templo e se envergonhem de tudo que fizeram. Além de descrever o templo, com todos os detalhes, Ezequiel falará dos decretos e leis do templo. Escreverá todas as especificações e decretos diante do povo. Para que se lembrem deles e os obedeçam.

Ele viu as medidas do altar. Ouviu as regras para a queima de ofertas e aspersão de sangue. Mais uma vez escuta que somente os descendentes de Zadoque serviriam diante do Senhor. Todos os animais deveriam ser perfeitos. Sem defeito algum.

Depois o anjo o levou até à porta Leste. Disse que essa porta permaneceria permanentemente fechada pois o Senhor entrara por ela, tornando-a santa. Podemos interpretar como a presença do Senhor sempre presente no templo. Não seria mais aberta porque nunca mais sairia de lá. Também podemos nos lembrar que era nessa porta que o sol era adorado. Não seria mais.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-71-911.html

Hoje essa porta é exatamente o Portão Leste. É conhecida como a Porta Dourada. Fica na área muçulmana de Jerusalém. Eu vi. Está lacrada. O motivo não é o descrito em Ezequiel. Mas, podemos perceber um símbolo aqui. O Senhor não deseja se afastar de Seu templo, de Seu povo. Jamais.

O príncipe era o único que poderia sentar-se junto a esta entrada. Para comer na presença do Senhor. Mas entraria e sairia pela varanda da porta. Não pela porta.

O anjo o levou até à frente do templo. Ele olhou e viu. Isso mesmo. Olhou e viu. Quantas vezes olhamos e não vemos absolutamente nada? Ezequiel recebera ordens para prestar atenção em tudo. Estava obedecendo. Ele viu a glória do Senhor encher Seu templo. Prostrou-se com o rosto no chão. Em adoração.

Mais uma vez o Senhor lhe ordena a prestar atenção. A usar seus olhos e seus ouvidos. Que escutasse atentamente tudo que o Senhor lhe dizia a respeito das regras do templo. Que transmitisse ao povo de Israel Sua mensagem. Bastava de seus pecados detestáveis. Eles levaram para dentro do santuário estrangeiros incircuncisos de corpo e coração. Desta forma profanaram Seu templo. Além de todos os outros pecados que cometeram, quebrando Sua aliança. Não guardaram Suas ordens sobre as coisas sagradas e contrataram, veja bem, contrataram estrangeiros para realizar o serviço no Seu santuário. Serviço este que só poderia ser feito pelos levitas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-231-32.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/agindo-em-conformidade.html

O Senhor ordena que Ezequiel lhes diga que nenhum estrangeiro entrará em Seu santuário se não tiver sido circuncidado de corpo e coração. E os levitas que O abandonaram e ainda incentivaram o povo a adorar ídolos, sofrerão as consequências de seus pecados. Não se aproximarão mais do Senhor para Lhe servir como sacerdotes. Não tocarão em nada de Seus objetos sagrados, nem nas ofertas sagradas. Carregarão a vergonha de todos os pecados detestáveis que cometeram. Poderão apenas cuidar do templo e serem encarregados de manutenção e dos serviços gerais.

Novamente o Senhor fala que somente os levitas da família de Zadoque, que permaneceram fiéis, continuarão a servi-Lo. Estarão em Sua presença, entrarão em Seu santuário e se aproximarão dEle. Eles cumprirão todas as Suas ordens.

Repare o que a infidelidade e a fidelidade carregam. Uns foram rebaixados a trabalharem com a manutenção e os serviços gerais, os infiéis. Outros se aproximarão do Senhor, os fiéis.

Quando os filhos de Zadoque fossem servir o Senhor, vestiriam apenas roupas de linho. Nada que os fizesse suar. Quando terminassem de servir, deixariam suas vestes santas nas salas sagradas, antes de encontrarem com o povo. Assim, não colocariam ninguém em perigo, consagrando indevidamente alguém por tocar nessas vestes. Há um perigo muito grande em consagrar alguém indevidamente. Temos visto as consequências ao longo da história. Líderes que não são líderes. Pastores que não são pastores. Profetas que não são profetas. Mestres que não são mestres. Apóstolos que não são apóstolos. Evangelistas que não são evangelistas.

O descendentes de Zadoque também seriam exemplos em tudo. Para ensinar ao povo a diferença entre sagrado e profano, entre o cerimonialmente puro e impuro. Serviriam de juízes para resolver os desentendimentos. Suas decisões seriam baseadas nos estatutos do Senhor. Obedeceriam todas as Suas instruções. Uau! Quanta fidelidade!

Os sacerdotes não teriam nenhuma propriedade na terra. O Senhor é sua herança. Seu alimento viria das ofertas e dos sacrifícios. Não comeriam nada imundo.

O Senhor ordena que, quando fossem repartir novamente a terra, separassem uma parte para o Senhor. Uma porção santa. Seria no meio da terra. Um quadrado perfeito.

Duas porções de terra seriam separadas para o príncipe. Assim, o príncipe não oprimiria ninguém mais. E distribuiria o restante da terra entre o povo. A parte separada para cada tribo.

Além disso, o Senhor deu um basta aos príncipes. Que parassem com a violência e a opressão. Que fizessem o justo e certo. Que parassem de expulsar Seu povo de suas casas. Que usassem apenas pesos, medidas e balanças honestos.

O príncipe também seria responsável pelas ofertas nas festas religiosas. E o Senhor as relembra.

Que possamos olhar e enxergar. Que usemos nossos olhos e ouvidos atentamente para tudo que o Senhor nos falar e nos mostrar.

Que sejamos circuncisos de coração. Que cumpramos todas as ordens do Senhor.

Que tenhamos cuidado para não consagrar ninguém indevidamente. É um risco muito grande. Com consequências sérias.

Que obedeçamos Sua palavra e sejamos justos.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quarenta e seis. Até o capítulo quarenta e oito.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Neemias 7.1-73

Leitura do dia 07/05.

Na postagem anterior, vimos que Neemias era um homem de discernimento. Não se deixou abater pelas ameaças que recebeu. Nem se deixou enganar por elas, ainda que fossem entregues por alguns profetas. Como devemos agir.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-61-19.html

Agora, caminharemos pelo capítulo sete de Neemias.

Depois que o muro foi terminado, as portas colocadas em seus lugares, os guardas das portas foram nomeados. Assim como os cantores e os levitas. Tudo na ordem que deve ser. Primeiro, as brechas tampadas, os entulhos tirados, os muros reconstruídos, as portas colocadas, com seus ferrolhos e trancas. Então, os porteiros, cantores e levitas foram nomeados. Antes, trabalhavam na própria reconstrução do muro.

Neemias entregou a responsabilidade de governar Jerusalém a Hanani, seu irmão e a Hananias. Para mim, não há necessidade alguma de contar mais sobre Hananias. Tem minha admiração e aprovação. Era um homem que temia ao Senhor, mais que a maioria dos homens. Uau! Que sejamos assim.

Neemias orientou que as portas deveriam permanecer fechadas. E trancadas. Além disso, todos que fossem nomeados para montar guarda em turnos regulares, seriam moradores de Jerusalém.  Uns ficariam em postos de sentinelas. Outros em frente de suas próprias casas. Claro, sendo moradores, sua atenção seria redobrada.

Nós somos os guardas das portas. O Senhor nos tem chamado para essa tarefa.

Nessa época a população era pequena. Nenhuma casa havia sido reconstruída. Primeiro, estavam reconstruindo o muro. Protegendo a cidade. Depois, partiriam para a reconstrução das casas.

O Senhor concedeu a Neemias a ideia de registrar todos os moradores da cidade. Ele o fez. Baseou-se no primeiro registro feito.

Alguns não puderam comprovar que pertenciam a Israel. Os sacerdotes nesta situação, foram proibidos de participar do serviço e das porções a eles destinadas, até que um sacerdote consultasse ao Senhor, usando o Urim e o Tumim. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-11-424.html

Neemias ainda nos conta que os sacerdotes, levitas, porteiros (ou guardas das portas), cantores, servidores do templo e alguns do povo, ficaram morando em Jerusalém. Os demais, regressaram para suas cidades, em todo Israel. Os que ficaram, precisavam ficar ali. Jerusalém precisava deles.

Que sejamos como esses, que voluntariamente se ofereceram para morar em Jerusalém. Que haja guardas em nossas portas.

Continuamos na próxima postagem.

Leremos do capítulo oito ao capítulo dez de Neemias.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Esdras 8.1-36

Leitura do dia 05/05.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Esdras.

Ontem vimos a retomada da reconstrução do templo. A carta do governador ao rei Dario. A ordem de Dario para a reconstrução. A dedicação do templo. A comemoração da Páscoa.

Vimos Esdras, depois de muitos anos, no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, aparecer na história. Ele tem uma carta de Artaxerxes para que os tesoureiros o ajudem em tudo. E louva o Senhor por tê-lo honrado. Sua sabedoria era do céu, não da terra. Um homem que decidiu aprender, obedecer e ensinar a Lei do Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-613-728.html

Hoje, leremos os últimos capítulos de Esdras. Do capítulo oito ao capítulo dez.

Na primeira postagem, o capítulo oito.

Inicia citando os que vieram com ele do exílio. Quando reuniu todos no canal de Aava, na capital da Babilônia. Ali, ficou durante três dias. Revisou a lista de todos que haviam chegado. Descobriu que não havia nenhum levita. Nenhum se oferecera para voltar a Jerusalém. Que triste!

Será que a vida em Babilônia estava tão bem acomodada que esqueceram seu chamado, sua herança?

Esdras não ficou lamentando. Tomou uma atitude. Enviou os líderes do povo que estavam com ele e também dois homens com discernimento, Joiaribe e Elnatã a Ido, chefe dos levitas. Os levitas viviam em Casifia. Pediu que Ido enviasse servidores e ministros que retornassem com ele a Jerusalém.

Esdras sabia que a mão do Senhor estava sobre eles. Essa jornada era a vontade do Senhor. Por isso, Ido enviou Serebias, um homem inteligente, junto com dezoito de seus filhos e parentes. Também, Hasabias e Jesaías, com vinte de seus filhos e parentes. E duzentos servidores do templo.

Quando estavam reunidos em Aava, Esdras convocou todos a um jejum e humilhação. Oraram para que o Senhor fosse com eles. Que tivessem uma boa viagem. Guardados de todos os seus inimigos, acidentes e bandidos.

Esdras teve vergonha de pedir ao rei uma guarda. Ele havia dito que a boa mão do Senhor era com todos os que O servem. Como então pedir soldados para guardarem-nos? Não teve coragem. Por isso, pediram ao Senhor que os guardassem por todo o caminho de Babilônia a Jerusalém. O Senhor os ouviu.

Como vimos ontem, levavam muitos tesouros para Jerusalém, ofertados pelo rei, seus conselheiros e o povo. Esdras pesou e contou tudo. Entregou nas mãos dos sacerdotes, lembrando-lhes que, assim como aqueles tesouros foram consagrados ao Senhor, a vida deles também. Ordenou que os guardassem com muito cuidado, até que fossem entregues em Jerusalém. Eles aceitaram a missão.

Quando chegaram, após uma boa viagem, porque a boa mão do Senhor estava sobre eles, descansaram três dias. No quarto dia, levaram os tesouros, pesando-os novamente. Entregaram no templo do Senhor. Os exilados ofereceram holocaustos ao Senhor. Como não oferecer? Estavam de volta às suas terras,

Os decretos do rei foram entregues aos oficiais e governadores, que passaram a apoiar o povo e o templo do Senhor.

Que aprendamos, como Esdras, a agir quando necessário. A orar sempre. A reconhecer o favor do Senhor sobre nós. E sermos fieis. O tempo todo.

Que a "estabilidade da Babilônia" não nos faça esquecer que o Senhor é nossa herança.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Esdras 1.1-4.24

Leitura do dia 03/05.

Ontem vimos o reino de Manassés, sua apostasia, seu exílio, seu arrependimento, seu retorno a Jerusalém. Amom, seu filho, reinou em seu lugar. Não andou nos caminhos do Senhor, mas não se arrependeu como seu pai. Quando morreu, Josias reinou em seu lugar. Estava apenas com oito anos. Seguiu o exemplo de Davi. Fez uma limpeza em Israel e Judá. Destruiu os ídolos, reconstruiu o templo, regularizou o serviço do Senhor, celebrou a Páscoa. Morreu em uma batalha que não deveria ter ido. Jeoacaz reinou em seu lugar. Depois Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, até à queda de Jerusalém. Nenhum destes serviu o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-331-25.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-341-33.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-351-27.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-361-23.html

Terminamos o livro de 2 Crônicas, com o relato de que Ciro, rei da Pérsia,  permite aos exilados de Judá voltarem às suas terras.

Agora, iniciaremos o livro de Esdras, que conta esse retorno. Foram três grupos. O primeiro liderado por Zorobabel, o segundo por Esdras e o terceiro por Neemias. Leremos do capítulo um de Esdras até o capítulo quatro.

No primeiro ano do reinado de Ciro, o Senhor cumpriu Sua palavra. Tocou o coração de Ciro para libertar o povo de Judá. E para reconstruir o templo em Jerusalém.

Ciro registrou seu mandado por escrito e enviou a todo seu reino. Nele, declarou que o Senhor, o Deus dos céus, o Deus de Israel, havia lhe dado todos os reinos da terra e colocara sobre ele o encargo de reconstruir Seu templo. Sua ordem era clara. Todos que pertencessem ao povo do Senhor deveriam voltar a Jerusalém para reconstruir o templo.

Ciro abençoou o povo, desejando que o Senhor estivesse com eles. Ordenou que cada vizinho de um judeu os ajudasse com as despesas, dando-lhes prata e ouro, suprimentos e animais, além das ofertas voluntárias.

O Senhor também tocou no coração dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes das tribos de Judá e Benjamim. Retornaram a Jerusalém. Seus vizinhos os ajudaram.

Além disso, Ciro retirou do tesouro do rei os utensílios que Nabucodonosor havia levado do templo. Listou todos os objetos, que retornaram a Jerusalém, sob a guarda de Sesbazar, líder dos exilados que voltavam para Judá.

Os que voltaram tinham suas genealogias devidamente listadas. Alguns sacerdotes não foram encontrados nestes livros. Foram impedidos pelo governador de comer das porções dos sacerdotes, até que houvesse um sacerdote que consultasse o Senhor a esse respeito, através do Urim e Tumim. Não eram muitos os sacerdotes que consultavam dessa maneira e a Bíblia não explica como essa consulta era feita.

Quando os exilados chegaram em Jerusalém, alguns dos chefes das famílias entregaram ofertas voluntárias para a reconstrução do templo. No mesmo lugar do anterior. Deram do que podiam. Nem além. Nem aquém.

Note que as ofertas foram dadas voluntariamente. Não houve pressão. Muito menos barganha. Não deram e ficaram endividados. Deram apenas o que podiam. Também não retiveram mais que o necessário. Seus corações eram corretos para com o Senhor.

Os sacerdotes, os levitas, os cantores, os guardas das portas, os servidores do templo e alguns do povo ficaram morando próximo a Jerusalém. Os demais regressaram às suas cidades, por todo o Israel.

Era necessário que os responsáveis por qualquer área do templo permanecessem próximo a Jerusalém, para ocuparem-se da reconstrução.

No sétimo mês, os israelitas já haviam se estabelecidos em suas cidades. Reuniram-se em Jerusalém, como se fossem um só homem. Com um só propósito.

Não estavam mais preocupados onde dormiriam, comeriam, viveriam. Estavam estabelecidos. Agora, podiam pensar apenas na reconstrução do templo e de Jerusalém.

Jesua reuniu-se com seus colegas e companheiros para reconstruir o altar do Senhor de Israel. Eram sacerdotes. Queriam apresentar holocaustos ali, como o Senhor ordenara tanto tempo antes.

O povo estava com medo dos habitantes daquela região. Ainda assim, reconstruíram o altar no mesmo lugar do original. Com dedicação e rapidez. Nem o medo os impediu.

Então, começaram a ofertar os holocaustos no altar do Senhor, pelas manhãs e tardes. Antes mesmo de lançarem os alicerces do templo do Senhor.

Também celebraram a festa das Cabanas, tudo conforme escrito na Lei.

Contrataram os pedreiros e carpinteiros. Compraram as toras de cedro. A construção começou no segundo mês do segundo ano depois que chegaram a Jerusalém.

Todos que haviam voltado do exílio formavam o grupo de trabalhadores. Até Zorobabel, o líder, príncipe de Judá, os sacerdotes e todos os levitas. Ninguém ficou à toa, esperando a construção do templo para assumirem, enfim, seus afazeres. Os levitas com idade acima de vinte anos supervisionavam a construção. Todos trabalharam.

Quando terminaram os alicerces do templo, os sacerdotes colocaram suas roupas especiais. Tomaram seus lugares. E tocaram as trombetas. Os levitas, descendentes de Asafe, tocaram os címbalos. Louvavam o Senhor como Davi ordenara. Entoavam cânticos declarando que o Senhor é bom e Seu amor por Israel dura para sempre.

O povo louvou o Senhor em alta voz, agradecidos, cheios de alegria pelo alicerce do templo estar levantado, gritavam em alta voz. Enquanto isso, os mais idosos, que viram o primeiro templo, choravam de tristeza, ante a diferença entre um e outro. Os gritos de alegria e o choro misturaram, propagando até muito longe.

Ah, como é difícil ter visto algo maior e depois dar valor ao que está acontecendo. Mas era tempo de alegria. Foram exilados. Perderam tudo. Agora, tinham a oportunidade de reconstruir o templo tão querido. A ordem era regozijar-se.

Quando os inimigos de Judá e Jerusalém souberam que os exilados retornaram e estavam reconstruindo o templo do Senhor, foram até eles e pediram para auxiliá-los na construção. Como auxiliar se eram inimigos?

Zorobabel, sabiamente, não permitiu. Reconheceu que eram inimigos.

Não podemos construir o templo com a ajuda de inimigos. Eles não ajudariam. Sabotariam.

E foi justamente o que fizeram. Claro que não queriam ajudar. Queriam atrapalhar. Subornaram agentes para trabalhar contra eles. Para frustrar seus planos. Tiveram muitas dificuldades, durante todo o reinado de Ciro, até o reinado de Dario.

Anos mais tarde, quando Xerxes (Assuero) iniciou seu reinado, enviaram cartas acusando o povo de Judá. E durante o reinado de Artaxerxes, enviaram cartas dizendo que Jerusalém estava sendo reconstruída. E era uma cidade má e rebelde.

Quando o rei consultou os registros, confirmou que Jerusalém havia sido grande e ordenou que as obras de reconstrução fossem paradas, imediatamente. Era um risco para o reino, se fosse reerguida.

Assim que a carta do rei chegou, Reum, Sinsai e seus amigos, correram a Jerusalém e, à força, obrigaram os judeus a parar.

As obras foram paradas. Ficaram paradas até o segundo ano de Dario como rei da Pérsia.

Mas, essa história fica para amanhã, quando leremos do capítulo cinco ao capítulo sete de Esdras.

Espero você. Até lá.

Que possamos reconhecer os inimigos. E sejamos persistente na construção do Senhor.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

2 Crônicas 35.1-27

Leitura do dia 02/05.

Na postagem anterior, vimos que Josias, com apenas dezesseis anos, buscou conhecer o Senhor de Davi. Ele O encontrou. Antes mesmo de encontrar o Livro da Lei do Senhor. Uau!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-341-33.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo trinta e cinco.

Josias celebrou o sacrifício da Páscoa, para o Senhor, em Jerusalém. O cordeiro da Páscoa foi imolado no décimo quarto dia do primeiro mês. Ele designou os sacerdotes nos seus cargos e os motivou a servirem na Casa do Senhor.

Ordenou aos levitas que ensinavam a todo o Israel e que estavam consagrados ao Senhor que depositassem a Arca sagrada no templo que edificou Salomão. Já não tinham mais a responsabilidade de carregá-la sobre os ombros. Deveriam cultuar o Senhor e servir seu povo. Ordenou que se preparassem segundo suas famílias, segundo as turmas de serviço, conforme os preceitos de Davi, rei de Israel, e as prescrições de Salomão, seu filho.

Deveriam permanecer no Lugar Santo com um grupo de levitas para cada subdivisão das famílias do povo. E imolar a Páscoa, santificando-se e ficando à disposição de seus irmãos. Agindo de acordo com a Palavra do Senhor, transmitida por Moisés.

O próprio Josias deu ao povo que ali estava reunido um total de trinta mil ovelhas e cabritos para as ofertas da Páscoa, além de três mil bois. Tudo tirado de seus bens pessoais.

Seus chefes e oficiais também fizeram ofertas voluntárias ao povo, aos sacerdotes e aos levitas.
Hilquias, Zacarias e Jeiel, chefes do templo de Deus, deram aos sacerdotes, para os sacrifícios da Páscoa, dois mil e seiscentos cordeiros e cabritos e trezentos novilhos. Da mesma maneira Conanias, com seus irmãos Semaías e Natanael, e os líderes dos levitas: Hasabias, Jeiel e Jozabade, forneceram graciosamente aos levitas cinco mil ovelhas e cabritos e quinhentos bois.

Todo o grande serviço religioso foi organizado e os sacerdotes assumiram de bom grado suas funções, com o auxílio dos levitas em seus turnos, tudo conforme o rei orientara.

Então sacrificaram os cordeiros da Páscoa. Os sacerdotes aspergiram o sangue que recebiam das mãos dos levitas, que também retiravam a pele dos animais.

Eles separaram os sacrifícios para os distribuírem ao povo, conforme os grupos de suas famílias, a fim de que elas os oferecessem ao Senhor, segundo está escrito no Livro de Moisés. Fizeram o mesmo com os novilhos. Assaram os cordeiros da Páscoa no fogo, segundo a prescrição; e cozinharam as ofertas sagradas em panelas, em caldeirões e em tachos.

Rapidamente as repartiram entre todo o povo. Depois prepararam o que era necessário para si e para os sacerdotes. Os sacerdotes, descendentes de Arão, se ocuparam até o pôr-do-sol em oferecer os sacrifícios e a gordura. Por isso, os levitas prepararam a parte deles e a dos sacerdotes, descendentes de Arão.

Os músicos e cantores, descendentes de Asafe, estavam em suas posições, segundo o mandado de Davi, de Asafe, de Hemã e de Jedutum, vidente do rei, como também os porteiros, a cada porta. Não necessitaram se desviar do seu ministério; porquanto seus irmãos, os levitas, preparavam tudo quanto precisavam.

Percebe-se a dedicação de todos, como um corpo unido, trabalhando, com o mesmo propósito: que o povo estivesse na presença do Senhor e que o Senhor fosse glorificado. Deste modo se estabeleceu todo o serviço do Senhor naquele dia, para celebrar a Páscoa e oferecer holocaustos sobre o Seu altar, de acordo com as orientações do rei Josias.

Todos os filhos de Israel que estavam presentes celebraram a Páscoa naquele dia e durante sete dias participaram da festa dos pães sem fermento.

A Páscoa não havia sido celebrada dessa maneira em Israel desde os dias do profeta Samuel. Nenhum dos reis de Israel havia organizado uma Páscoa como esta, como fez o rei Josias, com os sacerdotes, os levitas e a cooperação de todo Judá e Israel que ali se reuniram com os habitantes de Jerusalém. Foi uma festa maior até do que a do tempo de Ezequias!
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/tempo-de-festa.html

Esta grande celebração da Páscoa foi realizada no décimo oitavo ano do reinado de Josias.

Passados todos estes acontecimentos, havendo o rei Josias já restaurado o templo, subiu Neco, rei do Egito, para guerrear nos campos de Carquemis, junto ao Eufrates. Josias marchou para enfrentá-lo.

Neco, enviou-lhe mensageiros, advertindo-o a não interferir na batalha. Não estava indo contra Josias naquele dia, mas contra a casa que o provocou à guerra. Disse também que o Senhor mandou que se apressasse. Que Josias cuidasse para não se opor ao Senhor, que era com ele, para que também não fosse destruído.

Contudo, Josias, decidiu não voltar atrás. Disfarçou-se para enfrentá-lo na batalha. Não quis dar ouvidos ao que Neco lhe comunicara por ordem do Senhor, e foi combatê-lo na planície de Megido. Durante o embate, flecheiros atingiram Josias, que ordenou aos seus oficiais que o tirassem dali, pois estava gravemente ferido. Seus servos o tiraram de seu carro de combate. Levaram-no para um segundo carro e o transportaram às pressas para Jerusalém. Ali ele morreu.

Ah, nossas escolhas e suas consequências!
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/que-tipo-de-pedra-temos-sido.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/alianca-rompida.html

Josias foi sepultado nos túmulos de seus antepassados. Todos os habitantes de Judá e Jerusalém choraram por ele. O profeta Jeremias compôs um poema de lamento em sua homenagem. Todos os músicos e cantores falaram de Josias em suas composições, até à época em que Crônicas foi escrito. Tais obras se tornaram uma tradição em Israel e estão escritas na coletânea de Lamentações.

Que aprendamos a ouvir a voz do Senhor, mesmo quando nos fala através de alguém como Neco, rei no Egito.

E que aprendamos a servir com a disposição dos levitas, para que o nome do Senhor seja conhecido e glorificado através de nossas vidas.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/escolhas.html

2 Crônicas 34.1-33

Leitura do dia 02/05.

Na postagem anterior, vimos o pecado e o arrependimento de Manassés. Também vimos a escolha de Amom em não servir ao Senhor. Uma triste escolha. Reinou apenas dois anos e foi assassinado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-331-25.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo trinta e quatro. Quem será o exemplo de Josias?

Com apenas oito anos de idade começou a reinar. Reinou trinta e um anos. Agiu de modo justo e sincero diante do Senhor, obedecendo aos conselhos e orientações de Davi, sem se desviar deles nem para a direita nem para a esquerda.

Aleluias! Não fez conforme seu pai, que andou em caminhos contrários e não se arrependeu. Andou conforme Davi, que estava bem distante em sua árvore genealógica. Soube escolher qual exemplo seguir.

No oitavo ano de seu reinado, com apenas 16 anos, Josias começou a buscar o Deus de Davi. No décimo segundo ano, quando estava com vinte anos, iniciou uma reforma religiosa de Judá e Jerusalém. Retirou os altares idólatras, os postes sagrados, as imagens esculpidas e os ídolos de metal. Mesmo que tivessem sido colocados por seu pai.

Sob suas ordens, foram derrubados e destruídos todos os altares dos baalins. Pessoalmente despedaçou os altares para queima de incenso à deusa Aserá. Triturou e reduziu a pó todos os postes-ídolos e as imagens de escultura e de fundição. Aspergiu-os sobre as sepulturas dos que lhes tinham oferecido sacrifícios. Mandou queimar os ossos dos sacerdotes dos baalins, sobre seus altares, profanando-os.

Purificou Judá e Jerusalém de toda idolatria. Nas cidades das tribos de Manassés, Efraim, Simeão até Naftali, e em todas as ruínas ao redor delas, passou derrubando e destruindo os altares e os postes sagrados. Esmagou todos os altares de incenso espalhados por Israel. Queria ter conhecido esse homem.

Havia uma profecia, de um “homem de Deus”, no tempo em que Jeroboão era rei em Israel, sobre um descendente de Davi, que se chamaria Josias e faria essas coisas, em todo Israel. Ele fez, conforme estava escrito. Não apenas em Judá, mas em todo Israel.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/qual-identidade-que-carrego.html

Ao final dessa jornada de purificação, retornou para Jerusalém. No décimo oitavo ano do seu reinado, quando estava com 26 anos, mandou Safã, filho de Azalias, e Maaseias, governador da cidade, junto com Joá, filho do cronista real Joacaz, para restaurarem o templo do Senhor. Seu objetivo era purificar a nação e a Casa do Senhor.

Eles se encontraram com Hilquias, sumo sacerdote. Entregaram toda a prata que havia sido trazida à Casa de Deus e que os levitas, guardas da porta, tinham recolhido das ofertas do povo de Manassés, de Efraim, de todo o remanescente de Israel, de toda a população de Judá e Benjamim e dos moradores de Jerusalém.

Confiaram todo o dinheiro arrecadado aos oficiais, superintendentes do templo. Eles o distribuíram entre os que realizavam a obra e que trabalhavam no templo, para que o templo fosse completamente restaurado.

Josias não pensava em uma restauração aparente, superficial. Seu interesse era que o templo e a Nação fossem completamente purificados.

Os superintendentes também deram da prata aos carpinteiros e aos construtores para comprarem pedras lavradas e madeira preparada para as juntas e as vigas dos edifícios que os reis de Judá haviam deixado ficar em ruínas.

Que triste ler que os reis de Judá haviam deixado o templo do Senhor, feito com tanta riqueza e zelo, em total ruína. Eles, que deviam zelar pelo templo.

Os homens trabalharam fielmente na obra. Seus superintendentes eram os levitas descendentes de Merari, Jaate e Obadias, e também os descendentes de Coate, Zacarias e Mesulão, dedicados ao adiantamento e conclusão da obra. Ninguém estava interessado em “empurrar com a barriga”. O desejo de cada um era que a conclusão da obra fosse adiantada, entregue antes do prazo.

Todos os levitas que eram hábeis em instrumentos de música estavam encarregados dos operários e tinham a responsabilidade de supervisionar todos os trabalhos em todas as funções.

Não é interessante? Eram hábeis em instrumentos musicais e estavam encarregados de supervisionar os trabalhos em todas as funções. Se não o fizessem, não poderiam tocar seus instrumentos, não haveria onde tocar.

Outros levitas eram secretários, escrivães, oficiais e porteiros.

Enquanto distribuíam o dinheiro da oferta à Casa do Senhor, o sacerdote Hilquias, encontrou o Livro da Lei do Senhor, dada por intermédio de Moisés.

Sempre que leio a respeito desse encontro do Livro da Lei do Senhor, fico espantada. Quando um rei assumia seu reinado, deveria receber uma cópia do Livro, para que estivesse sempre com ele, para ler todos os dias, a fim de conhecer e obedecer o Senhor.

Mas esse Livro não era mais lido. O rei não tinha uma cópia. Os sacerdotes também não. Que terrível! Como não haver apostasia?

Fico mais apaixonada por Josias. Com dezesseis anos resolveu buscar o Senhor, o Deus de Davi. Sem nem ter lido o Livro do Senhor! Com vinte anos saiu destruindo todos os altares e ídolos, e nem tinha lido o Livro ainda! Que homem é esse! Ele buscou e encontrou o Senhor. Teve um relacionamento verdadeiro com o Senhor. Entendeu que só Ele é Deus, ninguém mais.

Hilquias, o sacerdotes, comunicou ao secretário Safã que havia achado o Livro da Lei. Ele o entregou nas mãos de Safã.

Safã relatou ao rei que os levitas estavam fazendo tudo quanto havia sido ordenado. Tomaram a prata encontrada no templo e a entregaram nas mãos dos superintendentes e nas mãos dos que faziam a obra. Também relatou ao rei que o sacerdote Hilquias lhe entregara um livro. Safã leu algumas partes para o rei.

Quando o rei ouviu as palavras da Lei, rasgou suas vestes. Ordenou que fossem imediatamente consultar o Senhor, por ele e pelos que restavam em Israel e em Judá, sobre as palavras do Livro encontrado. Percebeu que era grande o furor do Senhor derramado sobre todos, porquanto seus antepassados não obedeceram à Palavra do Senhor, para viverem de acordo com tudo o que estava escrito no Livro da Lei.

Hilquias e os mensageiros do rei foram falar com a profetisa Hulda, esposa de Salum, responsável pela guarda e conservação das vestimentas reais. Ela morava na cidade-baixa, um bairro novo em Jerusalém, àquela época. Hulda lhes declarou a Palavra do Senhor.

O Senhor disse que traria o mal sobre aquele lugar e sobre seus habitantes. Todas as maldições escritas no Livro lido diante do rei de Judá. Aconteceria assim, porque O haviam desprezado, queimando incenso a outros deuses para O provocarem à ira com todas as obras das suas mãos. Por esse motivo, Seu furor se derramaria sobre aquele lugar e não se apagaria.

O Senhor também tinha uma Palavra para Josias, rei de Judá. Disse que, em relação às palavras ouvidas e considerando que seu coração se comoveu e se humilhou diante do Senhor, ouvindo Suas palavras contra aquele lugar e contra seus habitantes, agindo com humildade diante dEle, e até rasgando as vestes e chorando em Sua presença, o Senhor havia lhe ouvido. Ele seria reunido a seus antepassados, e recolhido a seu sepulcro em perfeita paz. Seus olhos não contemplariam todo o mal que o Senhor traria sobre aquele lugar e seus habitantes.

Voltaram com essa resposta ao rei. Diante dessa palavra, Josias convocou todas as autoridades de Judá e Jerusalém. Subiram à Casa do Senhor, na companhia de todos os líderes de Judá e todos os cidadãos de Jerusalém, os sacerdotes e os levitas. Toda a população, dos mais simples aos mais importantes, jovens e idosos. Todos precisavam fazer suas escolhas, saber a quem seguir.

Diante de todos, o rei leu em alta voz as palavras do Livro da Aliança, que havia sido encontrado no templo do Senhor.

Fico emocionada ao imaginar essa cena. Josias convocou todos para irem à Casa do Senhor e ele mesmo leu o Livro da Aliança.

Depois tomou seu lugar e, diante do Senhor, estabeleceu uma aliança. Comprometeram-se a seguir e obedecer, de todo coração e de toda alma, aos Seus mandamentos, testemunhos e estatutos, cumprindo zelosamente as palavras da Aliança escritas no Livro. Também fez com que todos que estavam em Jerusalém e em Benjamim se comprometessem com o mesmo pacto.

Todos os moradores de Jerusalém passaram a obedecer e a proceder de acordo com a Aliança do Senhor.

Josias retirou todas as abominações de todas as terras que pertenciam aos israelitas. Fez com que todos que estavam em Israel cultuassem e servissem ao Senhor. E somente a Ele.

Enquanto viveu, não deixaram de andar de acordo com a vontade do Senhor.

Como é linda a história de Josias. Não olhou para os maus exemplos de seus pais, olhou para os exemplos de Davi. Sabia que Davi conhecia o Senhor e começou a buscá-Lo.

O Senhor é maravilhoso. Sempre se deixa encontrar quando O procuramos. Ele “não sabe” brincar de “esconde-esconde”. Tão logo percebe que O procuramos, sai de Seu esconderijo e Se apresenta. Seu desejo é fazer-Se conhecido. A cada um de nós.

Que possamos procurá-Lo. A cada dia.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/esconde-esconde.html

quarta-feira, 1 de maio de 2019

2 Crônicas 31.1-21

Leitura do dia 01/05.

Na postagem anterior, vimos a celebração da Páscoa em Jerusalém, como não havia desde os tempos de Salomão. Vimos que Ezequias, os levitas e sacerdotes consideravam as pessoas acima das regras. Que maravilhoso!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-301-27.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo trinta e um de 2 Crônicas.

Quando as celebrações terminaram, os que estavam em Jerusalém saíram às cidades de Judá, Benjamim, Efraim e Manassés. Destruíram os altares idólatras, despedaçaram as estátuas pagãs, cortaram e derrubaram os postes-ídolos.

Depois, foram para suas cidades. Cada um para sua casa.

Ezequias estabeleceu os turnos dos sacerdotes e levitas. Cada um conforme seus serviços religiosos, para apresentarem holocaustos e sacrifícios de paz e comunhão, ministrarem, guardarem, darem graças, louvarem e adorarem, junto aos portões do templo do Senhor.

O rei contribuía com seus próprios bens para os holocaustos, os sacrifícios realizados pelas manhãs e tardes, assim como para os dos sábados, das festas da Lua Nova e das festas fixas. Tudo como está escrito na Lei do Senhor.

Também ordenou aos moradores de Jerusalém, que contribuíssem com os sacerdotes e levitas, de acordo com a porção que lhes era devida. Tudo para que pudessem dedicar-se ao estudo, ao ensino e à prática da Lei do Senhor.

Assim que esta ordem foi proclamada, os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias do cereal, do vinho, do azeite, do mel e de todo produto do campo. Também os dízimos de tudo. Trouxeram generosamente.

Os filhos de Israel e de Judá que habitavam nas cidades de Judá também trouxeram com alegria o dízimo de todos os rebanhos, utensílios e objetos consagrados e dedicados ao Senhor. Depositaram tudo junto aos portões, formando muitas e muitas pilhas.

No terceiro mês, começaram a organizar as primeiras pilhas de doações. No sétimo mês, concluíram.
Quando o rei e os chefes observaram aqueles montões de ofertas, agradeceram e louvaram o Senhor. Bendisseram Israel.

Ezequias perguntou aos sacerdotes e levitas a respeito das pilhas de produtos doados. O sumo sacerdote, Azarias, encarregado de chefiar a Casa do Senhor, lhe explicou que desde que o povo começou a trazer suas doações, havia o que comer e até se fartar. Ainda sobrou muito, porque o Senhor abençoou Seu povo. Aqueles montões eram as sobras.

O rei mandou preparar depósitos no templo, o que fizeram imediatamente. Recolheram fielmente as ofertas, os dízimos, todos os objetos e produtos dedicados ao Senhor. Conanias foi encarregado desses deveres. Simei, seu irmão, o auxiliava, além de seus supervisores, subordinados a eles, por nomeação de Ezequias e Azarias.

Coré, guarda da porta leste, foi encarregado das ofertas voluntárias feitas ao Senhor, distribuindo as doações e as ofertas santíssimas. Sob seu comando estavam seis auxiliares, que, nas cidades dos sacerdotes, distribuíam, com toda a fidelidade, ofertas aos seus colegas sacerdotes, de acordo com seus turnos, tanto aos idosos quanto aos jovens.

Não levavam em conta se seus nomes estavam ou não nas listas dos seus antepassados. A distribuição era concedida generosamente a todos os homens que iam à Casa do Senhor fazer seus serviços religiosos diários, segundo o ministério que realizavam, conforme os cargos sob suas responsabilidades e de acordo com seus turnos.

A lista dos sacerdotes foi elaborada conforme seus grupos de famílias, suas responsabilidades e seus turnos. Esse mesmo registro genealógico incluía todos os filhos pequenos, as mulheres e os filhos e filhas de todo o grupo, pois, os sacerdotes e os levitas haviam sido fiéis em se consagrarem ao Senhor.

Dentre os sacerdotes, filhos de Arão, que moravam nos campos dos arredores das suas cidades, havia, em cada cidade, homens que foram designados nominalmente para distribuírem as porções a todo homem entre os sacerdotes, a seus filhos e aos levitas registrados.

Assim, fez Ezequias em todo Judá. Fez o que era bom, justo, reto e verdadeiro diante do Senhor.

Buscou o Senhor e trabalhou de todo o coração, em toda a obra que empreendeu no serviço do templo, bem como na obediência à Lei e aos mandamentos. Por isso prosperou.

Ah, como é bom ver a disposição de Ezequias. Vê-lo buscando e trabalhando de todo o coração. E como é bom ver os sacerdotes e levitas sendo fiéis ao Senhor, consagrando-se a Ele e Sua obra, de acordo com seus chamados. É maravilhoso ver o povo dando voluntariamente. Ver os levitas distribuindo fiel, correta e generosamente.

Doação, organização, fidelidade. Três coisas conhecidas no reinado de Ezequias.

Que possamos aprender essas lições.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/doacao-organizacao-fidelidade.html

terça-feira, 30 de abril de 2019

2 Crônicas 29.1-36

Leitura do dia 30/04.

Na postagem anterior, vimos que Acaz foi responsável por Judá pecar desenfreadamente. Que tristeza ser conhecido dessa forma!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-281-27.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo vinte e nove.

Ezequias tornou-se rei com vinte e cinco anos de idade. Reinou vinte e nove anos. Viveu como o Senhor aprova, assim como Davi, seu antepassado.

Que alívio ler essas palavras! Finalmente alguém que viveu como Davi. O padrão aumentou. Depois de tanto tempo!

No primeiro ano de seu reinado, já no primeiro mês, Ezequias mandou abrir as portas da casa do Senhor. Ele as reformou.

Trouxe os sacerdotes e os levitas. Reuniu-os na praça oriental. Exortou-os a se santificarem e a consagrarem o templo do Senhor, limpando toda a impureza do Santo Lugar.

Lembrou que seus antepassados foram infiéis e praticaram o que é mal aos olhos do Senhor. Eles O desprezaram. Desviaram seus rostos de Sua habitação. Deram-lhe as costas. Até fecharam as portas do Pórtico e apagaram as lâmpadas, que deveriam estar sempre acesas. Também não queimaram incenso sagrado, nem apresentaram holocausto no santuário, em devoção ao Senhor. Desviaram-se totalmente.

Lembrou-lhes que por esta razão veio grande ira do Senhor sobre Judá e Jerusalém. Todo o povo foi transformado em motivo de horror, desespero e zombaria. Seus pais caíram à espada, por isso os filhos, filhas e mulheres estavam presos, vivendo como escravo.

Que responsabilidade há sobre os chefes de família! Por terem os pais caído, os filhos, filhas e mulheres, viviam como escravos. Já percebeu como é terrível? E real?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Ezequias disse que tinha, em seu coração, o firme desejo de estabelecer uma aliança com o Senhor, para que o fogo do Seu juízo e de Sua ira se afastassem.

Ele os exortou a que não fossem negligentes, pois o Senhor os havia escolhido para O servirem, em Sua presença. Para serem Seus ministros e exalarem o santo perfume de seus incensários, diante dEle.

Então, alguns levitas puseram-se a trabalhar imediatamente. Eram filhos de Coate, de Merari, de Gérson, de Elisafã, de Asafe, de Hemã e de Jedutum. Eles reuniram e consagraram seus parentes.

Os levitas partiram para os trabalhos de purificação da casa do Senhor. Tudo de acordo com as ordens expressas do rei, em obediência à Palavra do Senhor.

Os sacerdotes também entraram na parte inferior do templo do Senhor, para o purificarem. Levaram para o pátio da casa do Senhor toda a impureza que encontraram nas dependências do templo. Os levitas pegaram e depositaram tudo no vale de Cedrom.

Começaram a consagração no primeiro dia do primeiro mês e no oitavo dia chegaram ao Pórtico. Durante mais de oito dias consagraram a casa do Senhor. Terminaram no décimo sexto dia.

Em seguida, foram até ao rei para prestarem relatório. Disseram que purificaram toda a casa do Senhor, o altar do sacrifício com todos os seus utensílios e a mesa dos Pães da Proposição, com todos os seus utensílios. Também, todos os objetos que Acaz havia lançado fora durante seu reinado, em sua insensata transgressão, haviam preparado e santificado. Agora estavam todos diante do altar do Senhor.

Na manhã do dia seguinte, cedo, Ezequias convocou os líderes da cidade. Juntos, subiram à casa do Senhor. Levaram com eles sete novilhos, sete carneiros, sete cordeiros e sete bodes, como oferta pelo pecado de todos, em favor dos príncipes e da realeza, do santuário e de Judá.

O rei ordenou que os sacerdotes, descendentes de Arão, sacrificassem os animais no altar do Senhor. Os sacerdotes imolaram os novilhos e aspergiram o sangue sobre o altar. Também imolaram os carneiros e os cordeiros. Depois mandaram trazer os bodes expiatórios destinados mais precisamente ao sacrifício pelo pecado, diante do rei e da assembleia, para que impusessem as mãos para a oferenda.

Os sacerdotes os imolaram e com o sangue derramado sobre o altar, fizeram um sacrifício de arrependimento pelo pecado, para completarem o rito de expiação por todo o Israel.

O rei ordenara que se oferecessem os holocaustos e os sacrifícios pelos erros e pecados cometidos por todo Israel. Não apenas por Judá, mas por todo Israel.

Depois, colocou os levitas na casa do Senhor, com os címbalos, liras, harpas e cítaras, de acordo com as prescrições de Davi, de Gade, o profeta do rei e do profeta Natã. Esta ordem veio do Senhor, por intermédio de seus profetas. Os levitas ficaram em pé, posicionados, com os instrumentos de Davi. Os sacerdotes, com as trombetas.

Ezequias mandou que se oferecesse o sacrifício sobre o altar. Quando o sacrifício começou, cantaram ao Senhor, ao som das trombetas e dos instrumentos de Davi. Todos se prostraram em adoração, enquanto os músicos cantavam e os trombeteiros tocavam. Até terminar o holocausto.

Quando terminaram a oferta, o rei e todos os que estavam em sua companhia, se prostraram e adoraram.

Ezequias e seus oficiais ordenaram aos levitas que louvassem o Senhor, com as palavras e os salmos de Davi e de Asafe. Eles O louvaram com alegria. Depois, inclinaram suas frontes e O adoraram.

Ezequias tomou a palavra. Disse que agora estavam consagrados ao Senhor. Deveriam aproximar-se e trazer ao templo os sacrifícios e ofertas em ação de graças.

A comunidade levou sacrifícios e ofertas de gratidão. Alguns, voluntariamente, ofereceram também holocaustos. Trouxeram tantos holocaustos e ofertas que os sacerdotes não conseguiam retirar a pele de todos os animais. Então, os levitas, seus parentes, os ajudaram, até acabar a obra e até que os outros sacerdotes se santificassem, porque os levitas foram mais justos e sinceros de coração, para se santificarem, do que os sacerdotes.

Assim, o culto e o serviço religioso na casa do Senhor foi restabelecido.

Ezequias e todo o povo regozijaram-se com o que o Senhor havia feito por toda a nação, em tão pouco tempo.

Quantas lições a aprender com esses homens!

Ezequias não seguiu o terrível exemplo de seu pai. Resolveu viver como o Senhor aprova.

Além disso, elevou o padrão. Os reis haviam passado a temer o Senhor como seu pai ou apenas durante o tempo em que seu "tutor" vivia. Ele não, viveu como o Senhor aprova, assim como Davi, seu antepassado.

Não procurou firmar seu reino antes de fazer algo pela casa do Senhor. No primeiro mês de seu reinado, com vinte e cinco anos, já mandou abrir as portas da casa do Senhor. Tudo estava abandonado. Ele ordenou uma reforma.

Começou com os que deveriam trabalhar no templo. Exortando os sacerdotes e levitas. Limpou primeiro toda a impureza do Santo Lugar. Restaurou o altar.

Tinha consciência de que a queda dos pais levou os filhos e suas esposas à escravidão.

Como isso é sério!

Seu coração era firme. Desejava estabelecer uma aliança com o Senhor. Exortou os levitas e sacerdotes a que não fossem negligentes com o Senhor. Ordenou que purificassem e consagrassem a si e ao templo. Quando tudo estava pronto, ofereceu holocaustos. Pediu perdão não apenas por si, mas por todo o povo. Não apenas por Judá, mas por todo Israel. Entendia o coração do Senhor, desejoso que todos cheguem ao arrependimento.

Depois da reconstrução, restabeleceu o louvor e a adoração ao Senhor. Levando não apenas os levitas e sacerdotes à adoração, mas todo o povo. Restabeleceu o culto e o serviço religioso no templo.

E quanto aos levitas? Alguns começaram prontamente a trabalhar. Mas não apenas isso, eles conclamaram e consagraram seus parentes, para que fizessem o mesmo. Foram até mais fiéis que os sacerdotes, ajudando-os no que foi necessário.

Quanto aos sacerdotes que se purificaram, entraram na parte inferior do templo do Senhor, para o purificarem. Não era uma purificação superficial. Era uma tremenda faxina! Limparam, sem parar, até que tudo estivesse limpo. Só quando estava tudo purificado e reconstruído, foram até ao rei prestar relatório.

E os líderes do povo? Cedo foram com Ezequias, oferecer holocaustos e pedir perdão ao Senhor.

E o povo? Louvou ao Senhor com alegria. Trouxeram muitos holocaustos e ofertas, voluntariamente.

Que possamos aprender a ter um coração assim, como o desses homens: voluntário, arrependido, grato e fiel, ao Senhor.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo trinta ao capítulo trinta e dois de 2 Crônicas.

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/reconstrucao.html

segunda-feira, 29 de abril de 2019

2 Crônicas 23.1-21

Leitura do dia 29/04.

Continuamos nossa caminhada através de 2 Crônicas.

Ontem vimos o reinado de Jeosafá, de Jeorão e Acazias. Vimos que alianças fora da vontade do Senhor, vão levando a quedas cada vez mais profundas, até chegarem à total ruína. Também vimos que Atalia usurpou o trono.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-201-37.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-211-20.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-221-12.html

Hoje caminharemos pelas páginas dos capítulos vinte e três ao vinte e seis.

Na primeira postagem, o capítulo vinte e três.

Joás ficou escondido na casa do Senhor, enquanto Atalia reinava. No sétimo ano, Joiada decidiu que era hora de tomar uma atitude.

Mandou convocar os comandantes militares de centenas. Eles percorreram Judá. Reuniram em Jerusalém os levitas e os chefes de famílias de Israel. Todos fizeram uma aliança com o rei. Na casa do Senhor.

Joiada lhes disse que o filho do rei deveria governar como o Senhor os havia prometido a respeito dos descendentes de Davi. E montou uma estratégia. Um terço dos sacerdotes e dos levitas que entravam em serviço no sábado deveriam proteger as entradas. Outro terço guardaria o palácio real e outro terço vigiaria a porta do fundamento.

O povo deveria ficar nos pátios do templo do Senhor. Ninguém entraria, apenas os sacerdotes e os levitas que ministravam. Eles tinham acesso porque foram consagrados para aquele serviço específico. O povo não.

Os levitas formariam um cinturão protetor ao redor do rei. Todos de prontidão. Armas em punho. Acompanhariam o rei o tempo todo. E matariam sumariamente qualquer que entrasse no templo.

Todos obedeceram. Fizeram tudo que o sacerdote Joiada havia orientado.

Os levitas reuniram seus homens. Tanto os que estavam entrando de serviço quanto os que estavam saindo. Ninguém foi dispensado de seus turnos. Em seguida, Joiada entregou aos chefes de centenas as lanças, os escudos grandes e pequenos que estavam na casa do Senhor.

Joiada dispôs todo o povo, todos armados. De norte a sul do templo. Rodeando o altar e o próprio templo para cercarem o rei.

Trouxeram Joás. Colocaram sobre sua cabeça a coroa. Entregaram-lhe uma cópia da Aliança que deveria ser lida diariamente por ele. Proclamaram-no rei. Ungiram-no e gritaram: “Viva o rei!”

Lembrem-se que o rei tem sete anos de idade. Ainda assim, recebeu uma cópia da Aliança.

Atalia estava em seu palácio. Ouviu o barulho do povo. E dirigiu-se imediatamente à Casa do Senhor.

Assim que chegou, avistou o rei à entrada, em pé, junto à coluna. Os oficiais e os músicos, especialistas em solar as trombetas, estavam ao lado do rei. Todo o povo se alegrava muito. Os músicos, com seus instrumentos musicais, dirigiam os cânticos e os hinos de adoração.

Atalia rasgou suas vestes. Gritou: “Traição! Isto é uma cilada!”

No mesmo instante, Joiada trouxe os capitães do exército e ordenou-lhes que a levassem para fora.
Ele a fez passar pelo meio das fileiras dos guardas. Quem a seguisse deveria ser morto à espada.

Joiada havia avisado que não deveriam matá-la na Casa do Senhor. Eles a prenderam e a levaram até à entrada da porta dos Cavalos, que dá acesso ao palácio real. Ali a executaram.

Joiada estabeleceu uma aliança. Entre si mesmo, o povo e o rei. Essa aliança era para que fossem o povo do Senhor.

Depois da aliança feita, o povo foi até à casa de Baal e a derrubaram. Despedaçaram os altares e suas imagens. Executaram Matã, o sacerdote de Baal, diante de seus próprios ídolos e altares.

Joiada entregou a superintendência da casa do Senhor nas mãos dos sacerdotes levitas, a quem o rei
Davi havia designado tarefas e serviços, de acordo com o que está na Lei de Moisés, com júbilo, hinos e cânticos espirituais. Restaurou os porteiros para que não entrasse ninguém que estivesse impuro.

Levou consigo os líderes dos batalhões de centenas, os nobres e ilustres, os governantes do povo e toda a população para juntos, acompanharem o caminhar do rei, desde a Casa do Senhor até ao palácio real. Eles passaram pela porta superior e colocaram o rei em seu trono.

Todo o povo bradava eufórico. Quando a cidade se acalmou, a notícia da morte de Atalia circulou.

Algumas lições a aprender.

Precisamos tomar posição como Joiada. Reunindo os consagrados ao Senhor. Para concretizar Sua vontade. Fazendo aliança com os que querem ser o povo do Senhor.

Que sejamos como esses sacerdotes, dispostos a estar na presença do Senhor. E como os levitas, prontos a servir, de acordo com a vontade dEle. Lembremos que somos Seu povo. Sua herança. Seus levitas.

Mas e Joás? Como será seu reinado? Que tipo de rei será? Fará novas alianças na presença do Senhor ou fora delas?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/resgate.html

quinta-feira, 25 de abril de 2019

2 Crônicas 12.1-13.22

Leitura do dia 25/04.

Na postagem anterior, vimos o Reino de Israel sendo esfacelado. Também vimos a importância que os levitas davam ao seu chamado. Uma excelente lição a aprender. Não devemos, em tempo algum e por nada, negociar nosso chamado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-101-1123.html

Agora, caminharemos pelas páginas dos capítulos doze e treze de 2 Crônicas.

Depois que Roboão consolidou seu reino, pasmem, ele desprezou a Lei do Senhor. Sim, isso mesmo! E todo Israel seguiu seu exemplo.

Como é sério você (ou eu) estar em uma posição de liderança e seguir por um caminho diferente do Caminho do Senhor. O líder é observado e seguido. Ele carrega uma influência muito grande. É capaz de levar o povo para o bem ou para o mal. http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/lideranca-pelo-exemplo.html

Agora, não apenas Israel está afastado do Senhor. Judá também.

Por terem se desviado dos caminhos do Senhor, ficaram expostos. Então, o rei do Egito, Sisaque, atacou Jerusalém. Era o quinto ano do rei Roboão. Sisaque foi até Judá com mil e duzentos carros de guerra e sessenta mil cavaleiros. Além desses, era incontável o exército de etíopes que veio com ele.

Ainda que Roboão tivesse fortificado as cidades de Judá, Sisaque conquistou cada uma delas. Até que chegou em Jerusalém.

Aquele corajoso profeta chamado Semaías foi até Roboão e aos líderes de Judá que estavam em Jerusalém, fugindo de Sisaque. Ele lhes comunicou a palavra do Semhor: "Vós me abandonastes, por isso Eu também vos entreguei na mão de Sisaque!"

Semaias tem minha admiração. Está sempre disposto a correr o risco que for para entregar a palavra que o Senhor lhe transmitia. Como deve ser, também conosco.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/nao-negocie-seu-chamado.html

Felizmente, quando ouviram essas palavras, os chefes de Israel e o rei se humilharam. Reconheceram que o Senhor é justo.

Quando o Senhor viu que se humilharam de verdade, com sinceridade em seus corações, entregou uma nova palavra a Semaías.

Novamente e corajosamente, Semaias foi até ao rei e lhe disse que em função da humilhação do povo, o Senhor não mais os destruiria. Antes, em breve lhes enviaria o livramento. Sua ira não seria mais derramada sobre Jerusalém através de Sisaque. No entanto, para que aprendessem a diferença entre servir ao Senhor e servir aos outros reis da terra, seriam submetidos ao domínio de Sisaque.

Desde que haviam saído do Egito não sabiam o que era servir a um rei estrangeiro. Não sabiam mais o que era ser escravo.

Lembra que quando Israel saiu do Egito levou muito ouro, dado pelos próprios egípcios? Pois bem, agora são eles os saqueados. Quando Sisaque invadiu Jerusalém, levou todos os tesouros do templo do Senhor e do palácio real. Levou até os escudos de ouro batido que Salomão havia mandado fazer.

Embora tenham sido perdoados, sofreram as consequências de seus pecados. Como li um dia, a respeito do ladrão que se converteu na cruz. Embora perdoado, foi crucificado. O Senhor não o livrou da cruz.

Roboão mandou fazer escudos de bronze para substituir os de ouro. Entregou-os aos chefes da guarda da entrada do palácio real. Sempre que o rei ia à Casa do Senhor, os guardas empunhavam os escudos. Quando saia, devolviam à sala da guarda para ficarem guardados. Como é triste ter seus escudos de outro trocados por escudos de bronze em consequência de pecado! Pare e pense um pouco na diferença que existe entre algo de ouro e de bronze.

Como Roboão humilhou-se, reconhecendo seu erro, não foi completamente destruído. Afinal, em Judá, ainda havia algo de bom. Amo esse versículo!

Ah, como a misericórdia do Senhor é fantástica! Ainda havia algo de bom em Judá. O Senhor lhes concederia mais de Sua misericórdia. Ele sempre espera que venhamos a nos arrepender. Nunca desiste de nós. http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/voce-e-eu-fazemos-diferenca.html

Depois desses acontecimentos, Roboão se fortaleceu novamente e reinou em Jerusalém. Estava com quarenta e um anos quando começou a reinar. Reinou dezessete anos. Sua mãe chamava-se Naamá e era amonita.

Porém Roboão errou. Não dispôs sinceramente seu coração para buscar a presença do Senhor. O Senhor é o único que nos conhece completamente. Ele sabe qual é a disposição dos nossos corações. Podemos enganar qualquer pessoa, mas não podemos enganá-Lo. Jamais.

O texto nos informa que todos os demais acontecimentos do reinado de Roboão foram escritos na história do profeta Semaías e do profeta Ido.

Durante todo esse tempo, Roboão e Jeroboão guerrearam entre si.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

Ele morreu e foi sepultado da Cidade de Davi. Seu filho Abias reinou em seu lugar.

Lembra de Abias? Filho de Maaca, a preferida de Roboão. Quando começou a reinar sobre Judá, era o décimo oitavo ano do reinado de Jeroboão sobre Israel. Também houve guerra entre eles.

Em uma dessas guerras, Abias preparou-se para lutar. Seu exército era de quatrocentos mil homens. Todos guerreiros escolhidos, treinados e corajosos.

Jeroboão também. Seu exército, oitocentos mil homens, igualmente escolhidos, hábeis e determinados. O dobro do tamanho do exército de Judá.

Abias postou-se no alto do monte Zemaraim, na região montanhosa de Efraim. Lá, declarou a Jeroboão e a todo o povo de Israel que o Senhor havia feito uma aliança irrevogável com Davi, celebrada com sal, de que o reino de Israel seria dado a ele e a seus descendentes.

Uma aliança celebrada com sal era uma aliança de alta importância, eterna.

Disse ainda que Jeroboão havia se rebelado contra Salomão. Que a Jeroboão havia se juntado um grupo de vadios e mercenários, homens maus e infiéis. Por ser Roboão ainda muito jovem, inexperiente e inseguro, não conseguiu resistir.

Abias conclamou o povo a julgar se poderiam resistir ao Reino do Senhor, que estava sob o poder dos descendentes de Davi. Será que achavam que venceriam por que eram muitos e tinham junto a si os bezerros de ouro que Jeroboão havia feito para serem seus deuses?

Lembrou-lhes que haviam expulsado os levitas e constituído sacerdotes, quaisquer que oferecessem uma "boa oferta".

Disse ainda que ele e o povo de Judá não haviam deixado o Senhor. Seus sacerdotes eram os filhos de Arão e os levitas estavam cumprindo suas funções. Todos os dias eram oferecidos os holocaustos como Moisés havia ordenado. Guardavam e obedeciam as orientações do Senhor. Mas eles haviam abandonado-O.

Por esse motivo, disse, o Senhor estaria com eles. Marchando sua à frente, assim como os sacerdotes com as trombetas, para anunciarem a guerra contra os israelenses. Ainda aconselhou o povo a não pelejar contra o Senhor porque seriam arrasados.

Contudo, Jeroboão teimou. Armou uma emboscada para atacar Judá pela retaguarda. Suas tropas estavam em frente de Judá, enquanto outra parte de seus guerreiros organizava uma cilada por trás.

Quando os comandantes de Judá viram que a batalha se travava violentamente tanto pela frente como por trás, clamaram ao Senhor. Os sacerdotes tocaram as trombetas. Os guerreiros de Judá deram o grito de guerra.

Quando gritaram, o Senhor feriu Jeroboão e todo Israel diante de Abias e de Judá.

O exército de Israel fugiu. Seus soldados compreenderam que Deus os havia entregue nas mãos do exército de Judá.

Abias e seu povo fizeram grande matança entre eles. Morreram quinhentos mil homens escolhidos, filhos de Israel. Foram totalmente humilhados.

Já os filhos de Judá venceram porque depositaram toda a confiança e obediência nas mãos do Senhor.

Abias perseguiu Jeroboão. Tomou dele as cidades de Betel, Jesana e Efrom, com suas respectivas aldeias e povoados. Jeroboão não restaurou mais seu poder. Foi ferido pelo Senhor. E morreu.

Abias se fortificou. Tomou catorze mulheres. Gerou vinte e dois filhos e dezesseis filhas.

Que possamos ser fiéis em todo o tempo, não apenas quando temos alguma necessidade. Não apenas quando nos é conveniente, abandonando-O se tudo vai bem.

Aprendamos a obedecer o Senhor, tal qual Semaías. Mesmo correndo riscos.

Aprendamos também que o pecado tem consequências. Ser perdoado não significa ser livre delas. Com certeza, teremos que enfrentá-las.

Aprendamos que servir ao Senhor é infinitamente melhor que servir a qualquer senhor. Todos os senhores são cruéis, exceto Ele.

Que possamos aprender a depositar toda nossa confiança e obediência nas mãos do Senhor. Assim, e só assim, seremos vencedores.

Não são os grandes exércitos de homens escolhidos que vencem, é o Senhor. Mesmo em menor número. Quando confiamos nEle, a guerra é dEle. A vitória nos é dada por Ele.

É verdade que devemos estar preparados para a guerra, como os exércitos de Judá e Israel. Mas a vitória é daqueles que nEle confiam.

Que aprendamos essa valiosa lição.

Amanhã prosseguimos. Leremos do capítulo quatorze ao capítulo dezesseis de 2 Crônicas.

Espero você. Até lá.

Textos semelhantes:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/nossos-atos-e-suas-consequencias.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/de-quem-e-vitoria.html

2 Crônicas 10.1-11.23

Leitura do dia 25/04.

Vamos continuar nossa caminhada através das páginas de 2 Crônicas.

Ontem vimos a dedicação do templo. A resposta do Senhor a Salomão. Suas muitas realizações. Sua sabedoria. Riqueza. Esplendor. E a visita da rainha de Sabá. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-71-22.html; http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-81-18.html; 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-91-31.html

Hoje caminharemos pelas páginas dos capítulos dez a treze.

Na primeira postagem, os capítulos dez e onze.

Antes gostaria de lembrar que, apesar do autor de Crônicas não contar, o de Reis nos fala sobre o pecado de Salomão. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

Ele amou muitas mulheres, das nações que o Senhor havia dito que não deveriam ser tomadas como esposa. Não era preconceito. Era proteção. O Senhor sabia o que podia acontecer. E, como seu coração não era reto para com o Senhor como o coração de Davi, seu pai, essas mulheres o desviaram dos caminhos do Senhor. Ele construiu ídolos aos deuses de suas mulheres, no templo do Senhor. Está lá em 1 Reis 11.

Sim, é de cair o queixo. O homem mais sábio do mundo deixou que seu coração fosse seduzido por mulheres e seus ídolos. 
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html

Bem, agora caminhamos pelas páginas que nos contam sobre Roboão, filho de Salomão.

Quando Salomão faleceu, Roboão foi a Siquém. Lá todo o Israel se unira para proclamá-lo rei em lugar de seu pai.

O povo de Israel mandou chamar Jeroboão, filho de Nebate, que estava no Egito. Jeroboão havia fugido para lá porque Salomão queria matá-lo. Salomão tornou-se vítima de seu poder, tal qual Saul. http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/saul-podia-ter-dado-certo.html

O Senhor havia dito, através do profeta Aías, que rasgaria as tribos de Israel. Dez serviriam a Jeroboão. Duas, aos descendentes de Davi. Por isso, Salomão tentou matá-lo.

Jeroboão volta do Egito e, com todo o Israel, encontra-se com Roboão. Eles reclamam que seu pai impusera tributos muito elevados. Pediram que fossem diminuídos. Disseram que se assim acontecesse, todo Israel o serviria.

Era justo. As grandes construções haviam sido terminadas. Muitos impostos e presentes eram trazidos pelos estrangeiros a Salomão. Seria um gesto de boa vontade do novo monarca.

Roboão ordenou que voltassem em três dias. Teria uma resposta.

Buscou conselhos com os anciãos e autoridades que haviam servido seu pai. Esses sábios aconselharam-no que fosse bondoso para com o povo, dizendo boas palavras e agradando-o. Assim, o coração deles se inclinaria ao rei e o serviriam com lealdade para sempre.

Roboão não ficou satisfeito com o conselho desses homens. Pediu conselho também aos jovens que cresceram com ele. Esses jovens aconselharam-no a responder que não aliviaria a carga de impostos, ao contrário, aumentaria. Cheios de arrogância, disseram que Roboão deveria responder que o dedo mínimo dele era mais grosso que a cintura de seu pai.

Depois de três dias, o povo retornou a Roboão. Ele respondeu a todo povo ali reunido que seu pai havia feito o jugo deles pesado, mas ele o aumentaria ainda mais. Seu pai os castigara com simples chicotes. Ele os açoitaria com chicotes que feriam como escorpiões.

O rei não deu atenção ao povo. Esta mudança e endurecimento vinham do Senhor, para que Sua palavra fosse confirmada a Jeroboão, filho de Nebate. O reino seria rasgado.

Quando Israel ouviu a resposta do rei, protestou aos brados: “Que temos em comum com Davi?”

Eles se dispersaram e retornaram às suas terras. Roboão reinou sobre o povo que vivia nas cidades de Judá. Somente as tribos de Judá e Benjamim continuaram sob seu reinado.

O rei enviou Adorão, chefe do trabalho forçado para recolher o imposto. A população se juntou e o apedrejou. Até à morte. Assim Israel se rebelou contra a dinastia de Davi.

Essas coisas aconteceram por causa do pecado de Salomão. Ele não guardou seu coração, como o Senhor nos ensina em Sua palavra. Deixou que seu coração fosse atrás de muitas mulheres. Mulheres que não conheciam ao Senhor. Deixou-se levar por seu coração. Deixou-se levar por suas mulheres. O amor ao poder fez com que perseguisse Jeroboão, servo leal, como Saul havia feito com Davi. 

Salomão construiu e ofereceu holocaustos a deuses estranhos na Casa que o Senhor disse que colocaria Seu nome para sempre. Não ensinou seu filho a ser fiel. Não o ensinou a ouvir conselhos. Não o ensinou a ser sábio. 
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/lideranca-pelo-exemplo.html

O resultado foi o esfacelamento de um reino que havia sido ampliado e solidificado.

Lembremos que nossas decisões não impactam apenas nossas vidas. Impactam todos que estão à nossa volta. Impactam toda nossa descendência. Que sejamos fiéis. Sempre. Até o fim. http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Quando o oficial foi cobrar impostos e morreu apedrejado, Roboão estava com ele. Mas conseguiu fugir.

Ao retornar a Jerusalém, convocou os homens de guerra das tribos de Judá e Benjamim. Cento e oitenta mil homens treinados para a guerra, para atacarem Israel. Queriam recuperar o domínio de Roboão sobre todo o reino.

Mas a Palavra do Senhor veio a Semaías, homem de Deus. Ele foi até Roboão e falou o que o Senhor lhe havia ordenado. Semaías era corajoso. Poderia morrer, caso o rei não se agradasse da palavra transmitida por ele.

A ordem era não partir para a guerra, nem lutar contra os próprios irmãos. Deviam voltar para suas casas. O que estava acontecendo procedia do Senhor.

Fico empolgada ao ver que eles compreenderam e aceitaram a Palavra do Senhor. Assim, desistiram de atacar Jeroboão.

Roboão continuou vivendo em Jerusalém. Construiu cidades e fortalezas em Judá. Fortificou as defesas das cidades em Judá e Benjamim. Colocou nelas comandantes, com suprimentos de alimentos, azeite e vinho. Armou todas as cidades com escudos e lanças da melhor qualidade.

Os sacerdotes e levitas que havia em Israel foram até Roboão. Abandonaram seus bens e suas áreas de pastagens. Partiram para a cidade de Jerusalém, porque Jeroboão e seus filhos os haviam rejeitado. 
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

Jeroboão, por medo de perder o domínio sobre as doze tribos que o Senhor lhe entregara, construiu altares para ídolos em forma de bodes e bezerros, assim o povo não iria até Jerusalém adorar. Além disso, qualquer um que desse uma “boa oferta" era consagrado sacerdote. Caiu no mesmo erro de Saul e Salomão. Amou o poder. Mais que ao Senhor.

De todas as tribos de Israel, todos que estavam realmente dispostos a buscar o Senhor, seguiram os levitas até Jerusalém para oferecerem seus holocaustos. Dessa forma, buscando ao Senhor, o reino de Judá foi fortalecido. Eles apoiaram Roboão.

Infelizmente, essa disposição durou apenas três anos. Sim, é isso mesmo, durante três anos andaram nos caminhos do Senhor. Depois, desviaram-se.

Roboão teve dezoito mulheres. Sessenta concubinas. Vinte e oito filhos. Sessenta filhas. Números de assustar. Ele amava Maaca, filha de Absalão, seu tio-avô, mais do que todas as outras mulheres. Fez de Abias, filho de Maaca, o grande chefe da família. Seu propósito era levá-lo ao trono. Torná-lo rei.

Para não criar nenhum atrito entre os irmãos, procedeu com inteligência e astúcia. Dividiu seus filhos pelas cidades de Judá e Benjamim, e pelas cidades fortificadas. Deu-lhes fartura de provisões e alimentos. Também lhes arranjou esposas. Muitas.

Que possamos ser como Semaías. Fiéis ao Senhor, mesmo que corramos qualquer tipo de risco. Obedecer é melhor que qualquer outra coisa.

Que possamos ser como os levitas. Não se deixaram enganar por títulos e cargos. Não mercadejaram seus ministérios e chamados. Não entregaram uma "boa oferta" para terem seus lugares de volta. Os deuses de Jeroboão eram falsos. Eles foram para Jerusalém. Estar na presença do Senhor é o que importa. Fazer Sua vontade. Ser-Lhe fiel.

Se temos um chamado, não precisamos negociá-lo. O Senhor nos colocará onde desejar. E quando desejar.

Que possamos ser como aqueles israelitas que seguiram os levitas para servirem ao Senhor. Mas que sejamos melhores que eles. Não sejamos fiéis apenas durante um tempo. Mas por toda nossa vida. Até o fim.

Novamente digo, que possamos ser como Paulo. Combater o bom combate. Completar a carreira. E guardar a fé.

Prosseguimos na próxima postagem. 

Espero você. Até já.

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