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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Amós 1.1-3.15

Leitura do dia 22/09.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas do Livro dos livros.

Ontem lemos as mensagens do Senhor dadas ao profeta Joel. Vimos a lamentação pela praga dos gafanhotos. O chamado do Senhor ao arrependimento. A promessa de restauração. A promessa de Seu Espírito. O julgamento contra as nações inimigas. E as bênçãos para o povo do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/joel-31-21.html

Hoje, caminharemos através do livro de Amós. Os três primeiros capítulos.

Amós significa “Fardo”. Profetizou durante o reinado de Uzias, rei de Judá e Jeroboão II, rei de Israel. Foi uma época próspera, mas de grande segregação. Era um pastor de ovelhas. Recebeu Sua palavra em visões, dois anos antes “do terremoto”.

A um pastor de ovelhas, o Senhor fala que os pastos verdes secarão e o capim do Monte Carmelo murchará e morrerá. O Monte Carmelo é um lugar exuberante, e o Senhor fala que ficará morto. Amós entendeu perfeitamente a mensagem. Sem pastos. Fome. Miséria. Morte.

O Senhor fala sobre o julgamento das nações vizinhas. Damasco, Gaza, Tiro, Edom, Amom, Moabe. Pecaram repetidamente. Como rotina.

Damasco feriu Seu povo. Sem compaixão. Gaza enviou Seu povo para o exílio. Entregou-os como escravos para Edom. Tiro quebrou pacto de irmãos com Israel e os entregou como escravos. Também para Edom. Edom, perseguiu seus parentes. Sem compaixão. Furioso, despedaçou. Foi implacável. Amom atacou Gileade para ampliar suas fronteiras e despedaçou mulheres grávidas. Moabe agiu com ódio contra Edom. Reduziu ossos a cinzas. O Senhor não os deixaria impunes. Suas fortalezas seriam destruídas.

Mas, o julgamento não é só para essas nações. O julgamento é para todos. Judá e Israel também pecaram repetidamente. Uma vida constante de pecado.

Judá rejeitou Sua lei. Não obedeceu Seus decretos. Desviou-se pelo mesmo engano que arrastou seus antepassados. Também não ficará impune. O Senhor destruirá suas fortalezas.

Israel vende o justo por prata. Vende um pobre por um par de sandálias. Pisa a cabeça dos indefesos. Não ajuda os oprimidos, ao contrário, empurra para fora do caminho, deixando-os à margem. Pai e filho dormem com a mesma mulher. Quando adorarão, usam as roupas que seus devedores lhes deram como garantia. Roupas que deveriam estar guardadas para serem devolvidas. Bebem vinho na casa de seus deuses, comprado com multas injustas. Parece que estamos vendo nossos dias!

O Senhor os lembra de que os amorreus eram altos e fortes, mas foram destruídos por Ele. Que os tirara do Egito e os guiara por quarenta anos pelo deserto para possuírem a terra que fora dos amorreus. Ele também escolheu alguns de seus filhos para serem profetas. Outros para serem nazireus. Homens separados para o Senhor.

E o que fizeram? Ordenaram que os profetas se calassem e deram vinho para os nazireus. Não ficarão impunes. Ninguém escapará. Por mais forte que seja. Por mais valente. Por mais veloz. Os mais corajosos largarão suas armas e fugirão. Em vão. Sua justiça os alcançará.

O Senhor lembra que, de todas as famílias da terra, escolheu a deles. Por isso, não podem ficar impunes. Que privilégio lançaram fora! A calamidade virá. O Senhor não andará mais com eles. Não está de acordo com seus caminhos.

Mas, antes de qualquer coisa, sempre revela Seus planos a Seus servos, os profetas. Assim, há tempo para arrependimento. E esse profeta falará, afinal, foi o Senhor quem ordenou.

O Senhor lamenta que Seu povo esqueceu como é fazer o certo. Suas fortalezas estão repletas de bens adquiridos com roubo e violência. Por isso, um inimigo se aproxima. Acabará com suas defesas, destruirá suas fortalezas e ficará com seus bens. A situação é tão terrível que poucos sobrarão.

Quando o Senhor castigar Israel por seus pecados, também destruirá seus altares idólatras em Betel. Betel significa “Casa do Senhor”. Era onde estavam os altares idólatras. No lugar mais improvável. Que foi completamente contaminado.

As belas casas dos ricos, suas mansões de inverno e residências de verão também serão destruídas.

Que clamemos ao Senhor. Por profetas comprometidos, que não fiquem calados, mesmo que o povo não queira ouvir.

Que clamemos ao Senhor. Por nazireus separados. Que não aceitem o vinho que lhe é oferecido.

Que clamemos ao Senhor. Por um povo que queira ouvir Sua palavra. Por um povo que respeite os nazireus. Por um povo que ame a Santidade do Senhor. E não a si mesmo.

Que sejamos esse povo!

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis de Amós.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Joel 2.1-32

Leitura do dia 21/09.

Na postagem anterior vimos que não há trigo nem vinho para ser oferecido na casa do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/joel-11-20.html

Agora, caminharemos pelo capítulo dois de Joel.

O Senhor ordena que a trombeta seja tocada em Sião. Que o alarme seja soado em Seu santo monte. Está falando com Seu povo. Não é com o vizinho. Não é com o inimigo. É com Seu povo. Que todos tremam de medo. Está chegando o dia do Senhor.

Provavelmente tais palavras foram escritas quando Joás era o rei de Israel e Amazias rei de Judá. Esse dia terrível chegou um tempo depois. Mas também estamos vivendo às vésperas de um dia terrível do Senhor.

Joel fala de um exército terrível. Muito bem organizado. Por onde passa tudo que era como um jardim, transforma-se em desolação. Nada escapa. É um exército poderoso, que avança para a batalha. Foi o que aconteceu quando Israel e Judá foram levados ao exílio.

Também fazemos parte de um exército. O Senhor tem nos chamado ao alistamento. Somos seu exército. Sim, você e eu. Mas precisamos nos consertar. Sermos treinados.

Para que um exército vença, precisa ser poderoso. Precisa avançar para a batalha. Não pode ficar escondido. Precisa “dar as caras” e avançar. A palavra diz que as portas do inferno não prevalecerão (Mateus 16.18), significa que estamos avançando, indo “pra cima”. Não estamos apáticos. Nem esperando o ataque. Precisamos estar avançando para a batalha.

Um exército vitorioso marcha sempre em frente. Sem deixar suas fileiras. Não vai “bater papo” com alguém em outra fileira. Não pode deixar seu posto. Está avançando para a guerra. Não sai para descansar um pouco. Tirar uma soneca.

Um exército vitorioso não empurra uns aos outros. Cada um se move na posição correta. Sabe que precisa de cada soldado em seu devido lugar. Um protege o outro. Um é protegido pelo outro.

Um exército vitorioso rompe as linhas de defesa do inimigo sem desfazer a formação. Se a desfizer, ficará vulnerável.

Temos sido esse exército? Temos nos preocupado em ser esse exército? Temos nos exercitado para ser esse exército? Ou temos descansado no meio do caminho, deixado nosso posto, ido para outra fileira que não a nossa, empurrado nossos companheiros, nos movendo de qualquer maneira, desfazendo nossa formação?

Temos um comandante, o Senhor. Ele está à nossa frente. Com um grito nos comanda. Nossos ouvidos estão abertos? Temos tido ouvidos para ouvir? Temos obedecido Seu comando? Temos avançado?

Seu exército é poderoso e segue Suas ordens, assim como Suas ovelhas ouvem Sua voz, Ele as conhece e elas O seguem (João 10.27).

Para sobrevivermos ao terrível dia do Senhor precisamos estar alinhados nesse poderoso exército.

Seu chamado é que voltemos para Ele, de todo coração. Que nos acheguemos a Ele com jejum, choro e lamento. Que rasguemos nossos corações e não nossas vestes. Está cansado de rituais. Quer a verdade em nós. Quer a transparência. O relacionamento.

Que nos voltemos para Ele, pois é misericordioso. É compassivo. Lento para irar. Cheio de amor. Está sempre pronto a voltar atrás e não castigar. Desde que nos arrependamos. Que voltemos e apresentemos a Ele nossas ofertas de cereal e vinho. Somos a oferta!

Que não fiquemos quietos. Que toquemos a trombeta! Que convoquemos um tempo de jejum. Que nos juntemos para a oração. Que todos sejam consagrados, sem exceção. Os anciãos, as crianças e até os bebês de colo. Que interrompamos até a lua de mel de alguém. A ordem é urgente! Não há mais tempo sobrando. https://www.youtube.com/watch?v=2MZSi5nxhzk

Que os sacerdotes que servem na presença do Senhor chorem, entre o pórtico e o altar. No mesmo lugar onde se adorava o sol. http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-71-911.html
https://www.youtube.com/watch?v=bQ2acobG4sc

Que oremos clamando ao Senhor que poupe Seu povo. Que não permita que nos tornemos objeto de zombaria.

Se assim fizermos, Ele, em Sua compaixão, enviará o trigo, o vinho novo e o azeite. Enviará Seu Espírito para nos saciar. Expulsará o inimigo. Não haverá mais o que temer. Ele é O que envia chuva na medida certa. Ele é o que faz as eiras se encherem de trigo. E os tanques de prensar transbordarem de vinho novo e azeite.

E aqui temos dois simbolismos. Vinho novo e azeite. O Espírito Santo e Sua unção transbordarão sobre nós. Mas também somos a uva e a azeitona que precisa passar pelos tanques de prensar. Sim, e que sejamos muitos.

Ele é o que pode nos devolver o que perdemos, o que nos roubaram. Podemos voltar a ter alimento verdadeiro. E a louvar o Senhor, nosso Deus. Que realiza milagres em nosso favor.

Assim, não seremos mais envergonhados. Cumpriremos nosso propósito de sermos exemplo e benção para todas as nações. Todos verão que Ele é o nosso Senhor. Que não há outro. Que somos Seu povo.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Então, depois que fizer tudo isso, derramará Seu Espírito sobre todo tipo de pessoa.

Essa profecia se cumpriu em Pentecostes, mas precisa se cumprir novamente.

Todo tipo de pessoa. Não apenas os líderes. Ou os ricos. Ou os intelectuais. Todo tipo de pessoa. De todas as idades. De todos os lugares. Até os servos e as servas serão alcançados pelo Seu Espírito.

Veremos nossos filhos e filhas profetizando, mesmo que sejam crianças. Veremos os idosos, outrora desiludidos, cheios de sonhos. Veremos os jovens, mesmo sem muita experiência, tendo visões.

Acontecerá sinais terríveis nos céus e na terra, mas todos que invocarem o nome do Senhor serão salvos. Os que o Senhor chamou, sobreviverão.

Ah, queridos, sejamos trigo que se deixa plantar, morrer e amassar. Que sejamos uvas e azeitonas que passem pela prensa e cumprem seu papel, levando alegria e cura.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo três.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Neemias 11.1-13.31

Leitura do dia 09/05.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Neemias.

Ontem vimos Israel desejar ardentemente a leitura do Livro da Lei do Senhor. Esdras o leu. Os levitas a explicaram. O povo entendeu. E festejou. A Festa das Cabanas foi comemorada.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-81-18.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-91-38.html

Depois, reuniram-se em jejum. Confessaram os pecados de seus pais e os seus. Fizeram uma aliança solene com o Senhor. Prometeram obedecer-Lhe em tudo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-101-39.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos onze a treze de Neemias. Os últimos capítulos desse maravilhoso livro, que tem tanto a nos ensinar.

Neemias nos conta que os líderes passaram a morar em Jerusalém, a cidade santa. Um décimo do povo das outras cidades foi escolhido, por sorteio, para também morar ali. O povo bendisse a todos que se ofereceram para morar na cidade santa.

Os nomes dos que foram morar em Jerusalém foram listados. Detalhe: todos eram homens valorosos. Os que não foram, moravam nas outras cidades de Judá, nas propriedades de suas famílias. Os servidores do templo tinham sua própria cidade. Moravam na colina de Ofel.

Os cantores, descendentes de Asafe, cumpriam suas obrigações diárias no templo, de acordo com a ordem do rei.

Neemias conta que, na dedicação dos muros, os levitas auxiliaram nas cerimônias. Com cânticos de ação de graças. Música de címbalos, harpas e liras. Tudo feito conforme Davi, homem de Deus, ordenara. Veja bem, não é Davi, o rei. É Davi, o homem de Deus, o adorador.

Naquela ocasião, os sacerdotes e os levitas purificaram a si mesmos. Depois, purificaram o povo, as portas e o muro. Atente para esta ordem. Era a dedicação do muro, mas purificaram a si mesmos, primeiro. Por último, o muro.

Deve ter sido algo lindo. O coro repartido em dois. Um de cada lado. Até se encontrarem no templo, onde ocuparam seus lugares. Além do coro, iam os sacerdotes com suas trombetas.

Eles tocavam e cantaram bem alto, sob a direção de Jezraías. Suas esposas e crianças também participaram da celebração. De longe se ouvia o som de alegria em Jerusalém. Muitos sacrifícios foram oferecidos. Foi um dia muito alegre, na presença do Senhor.

Naquele dia nomearam os encarregados dos depósitos para as ofertas, as primícias e os dízimos. Todos estavam felizes com o trabalho dos sacerdotes e levitas. Designaram provisão diária de alimentos para os cantores, os guardas das portas e os levitas. Os levitas entregavam a porção devida aos sacerdotes, que também eram levitas, porém, além de descendentes de Levi, eram descendentes de Arão.

A Lei do Senhor foi lida. Encontraram que os amonitas e moabitas não fariam parte da comunidade do Senhor. Não receberam bem os israelitas e ainda contrataram Balaão para os amaldiçoar, ainda que o Senhor tenha transformado a maldição em benção. Mandaram embora os descendentes dos estrangeiros.

Antes disso, o sacerdote Eliasibe, responsável pela supervisão dos depósitos no templo, havia colocado á disposição dele uma sala, junto ao templo. Era seu parente.

Nesta época Neemias estava na corte de Artaxerxes. Um tempo depois, foi liberado novamente para ir a Jerusalém. Quando lá chegou, soube o que Eliasibe fizera. Ficou muito indignado, a ponto de jogar todos os pertences de Tobias para fora da sala. Ali era o lugar para os utensílios do templo e as ofertas. Ordenou que a sala fosse purificada e retornou os utensílios e as ofertas. Essa cena me lembra outra. Quando o Senhor foi ao templo e viu a comercialização generalizada no pátio.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/jesus-no-templo.html

Também soube que os levitas tinham voltado a trabalhar no campo. Não tinham recebido suas porções diárias. Tiveram que, eles mesmos, proverem suas necessidades, deixando suas atividades no templo. Neemias trouxe todos de volta. Recolocou-os em seus postos. O povo voltou a trazer seus dízimos. Ele nomeou novos supervisores para os depósitos. Homens de confiança.

Também viu homens trabalhando no sábado. E vendedores. Confrontou os nobres de Judá. Não havia sido por desobediência que tudo de ruim lhes acontecera? Neemias ordenou que os levitas se purificassem. Fechou as portas de Jerusalém, para que o sábado fosse novamente respeitado.

Viu que alguns homens haviam casado com mulheres das nações que o Senhor ordenara que não se casassem. A influência era tão grande que seus filhos não falavam a língua de Judá. Ele os confrontou. Estava indignado. Depois de tudo, voltaram a praticar os mesmos pecados! Neemias bateu em alguns e arrancou seus cabelos. Fê-los jurar que não agiriam mais desta maneira, desobedecendo ao Senhor. Lembrou-lhes que fora casamentos assim que fizeram até Salomão, pecar.

Expulsou um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, que havia se casado com uma das filhas de Sambalate.

Neemias reorganizou as tarefas e o templo. Orou pedindo que o Senhor se lembrasse, por causa de Seu leal amor, de tudo que fizera.

Não é espantoso que, embora o povo soubesse que Sambalate e Tobias eram inimigos de Israel, se relacionassem com eles a ponto de se casarem com suas filhas e de lhes darem sala no templo do Senhor? É brincar com o inimigo.

Que possamos estar atentos, o tempo todo.

Estamos em tempo de reconstrução de muros. O Evangelho verdadeiro precisa ser retomado. Não podemos flertar com o inimigo. Precisamos estar com nossa armadura, completa, o tempo todo (Efésios 6). Não temer, lembrar-se do Senhor e lutar pelos nossos.

Terminamos mais um livro. Maravilhoso. Não tem sido muito bom até aqui?

Amanhã iniciamos a leitura de Ester. Os três primeiros capítulos. Antes, porém, leia o texto "Neemias, um homem de zelo". http://www.espalhandoasemente.com/2017/06/neemias-um-homem-de-zelo.html

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Neemias 7.1-73

Leitura do dia 07/05.

Na postagem anterior, vimos que Neemias era um homem de discernimento. Não se deixou abater pelas ameaças que recebeu. Nem se deixou enganar por elas, ainda que fossem entregues por alguns profetas. Como devemos agir.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-61-19.html

Agora, caminharemos pelo capítulo sete de Neemias.

Depois que o muro foi terminado, as portas colocadas em seus lugares, os guardas das portas foram nomeados. Assim como os cantores e os levitas. Tudo na ordem que deve ser. Primeiro, as brechas tampadas, os entulhos tirados, os muros reconstruídos, as portas colocadas, com seus ferrolhos e trancas. Então, os porteiros, cantores e levitas foram nomeados. Antes, trabalhavam na própria reconstrução do muro.

Neemias entregou a responsabilidade de governar Jerusalém a Hanani, seu irmão e a Hananias. Para mim, não há necessidade alguma de contar mais sobre Hananias. Tem minha admiração e aprovação. Era um homem que temia ao Senhor, mais que a maioria dos homens. Uau! Que sejamos assim.

Neemias orientou que as portas deveriam permanecer fechadas. E trancadas. Além disso, todos que fossem nomeados para montar guarda em turnos regulares, seriam moradores de Jerusalém.  Uns ficariam em postos de sentinelas. Outros em frente de suas próprias casas. Claro, sendo moradores, sua atenção seria redobrada.

Nós somos os guardas das portas. O Senhor nos tem chamado para essa tarefa.

Nessa época a população era pequena. Nenhuma casa havia sido reconstruída. Primeiro, estavam reconstruindo o muro. Protegendo a cidade. Depois, partiriam para a reconstrução das casas.

O Senhor concedeu a Neemias a ideia de registrar todos os moradores da cidade. Ele o fez. Baseou-se no primeiro registro feito.

Alguns não puderam comprovar que pertenciam a Israel. Os sacerdotes nesta situação, foram proibidos de participar do serviço e das porções a eles destinadas, até que um sacerdote consultasse ao Senhor, usando o Urim e o Tumim. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-11-424.html

Neemias ainda nos conta que os sacerdotes, levitas, porteiros (ou guardas das portas), cantores, servidores do templo e alguns do povo, ficaram morando em Jerusalém. Os demais, regressaram para suas cidades, em todo Israel. Os que ficaram, precisavam ficar ali. Jerusalém precisava deles.

Que sejamos como esses, que voluntariamente se ofereceram para morar em Jerusalém. Que haja guardas em nossas portas.

Continuamos na próxima postagem.

Leremos do capítulo oito ao capítulo dez de Neemias.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Neemias 2.11-20

Leitura do dia 06/05.

Na postagem anterior, vimos que Neemias ouviu de Artaxerxes  a pergunta "o que você quer que eu faça"? Ele pediu para ir a Jerusalém, reconstruí-la. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-21-10.html

Quando chegou lá, descansou. Três dias depois saiu, para avaliar a situação da cidade. Não havia contado a ninguém qual sua intenção. Intenção esta colocada em seu coração pelo próprio Senhor.

Saiu discretamente à noite. Levou poucos homens. Nenhum animal de carga. Exceto o que estava montando. Quando chegou ao lugar onde o animal não passava, desceu e foi a pé. Eram muitos entulhos espalhados. Aquilo não seria um obstáculo para um homem que deixara o palácio e enfrentara toda aquela jornada até chegar ali.

Depois que inspecionou tudo, Neemias convocou os principais de Jerusalém e os sacerdotes. Lembrou-lhes a terrível e vergonhosa situação em que estavam. E os chamou a reconstruírem com ele o muro de Jerusalém e colocar um fim naquela vergonha. Enfim, contou como a boa mão do Senhor estivera sobre ele quando conversou com Artaxerxes.

Todos responderam positivamente. Estavam animados para realizar essa boa obra, a reconstrução dos muros de Jerusalém.

Mas, quando Sambalate, o horonita, Tobias, o oficial amonita e Gesém, o árabe, ficaram sabendo, correram para zombar deles. E não apenas zombar, mas acusá-los de estarem se rebelando contra o rei, em uma ameaça velada de acusação diante daquele.

Neemias, meu herói querido, não se deixou abater. Respondeu que o Deus lhes concederia êxito nesta empreitada. E eles, Seus servos, começariam a reconstrução do muro. Quanto a eles, não tinham participação nenhuma, nem direito legal ou histórico sobre Jerusalém. Uau!

Quero convidá-lo a ler o texto "Neemias, um homem de oração".
http://www.espalhandoasemente.com/2017/05/neemias-um-homem-de-oracao.html

Depois da leitura, continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Esdras 8.1-36

Leitura do dia 05/05.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Esdras.

Ontem vimos a retomada da reconstrução do templo. A carta do governador ao rei Dario. A ordem de Dario para a reconstrução. A dedicação do templo. A comemoração da Páscoa.

Vimos Esdras, depois de muitos anos, no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, aparecer na história. Ele tem uma carta de Artaxerxes para que os tesoureiros o ajudem em tudo. E louva o Senhor por tê-lo honrado. Sua sabedoria era do céu, não da terra. Um homem que decidiu aprender, obedecer e ensinar a Lei do Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-613-728.html

Hoje, leremos os últimos capítulos de Esdras. Do capítulo oito ao capítulo dez.

Na primeira postagem, o capítulo oito.

Inicia citando os que vieram com ele do exílio. Quando reuniu todos no canal de Aava, na capital da Babilônia. Ali, ficou durante três dias. Revisou a lista de todos que haviam chegado. Descobriu que não havia nenhum levita. Nenhum se oferecera para voltar a Jerusalém. Que triste!

Será que a vida em Babilônia estava tão bem acomodada que esqueceram seu chamado, sua herança?

Esdras não ficou lamentando. Tomou uma atitude. Enviou os líderes do povo que estavam com ele e também dois homens com discernimento, Joiaribe e Elnatã a Ido, chefe dos levitas. Os levitas viviam em Casifia. Pediu que Ido enviasse servidores e ministros que retornassem com ele a Jerusalém.

Esdras sabia que a mão do Senhor estava sobre eles. Essa jornada era a vontade do Senhor. Por isso, Ido enviou Serebias, um homem inteligente, junto com dezoito de seus filhos e parentes. Também, Hasabias e Jesaías, com vinte de seus filhos e parentes. E duzentos servidores do templo.

Quando estavam reunidos em Aava, Esdras convocou todos a um jejum e humilhação. Oraram para que o Senhor fosse com eles. Que tivessem uma boa viagem. Guardados de todos os seus inimigos, acidentes e bandidos.

Esdras teve vergonha de pedir ao rei uma guarda. Ele havia dito que a boa mão do Senhor era com todos os que O servem. Como então pedir soldados para guardarem-nos? Não teve coragem. Por isso, pediram ao Senhor que os guardassem por todo o caminho de Babilônia a Jerusalém. O Senhor os ouviu.

Como vimos ontem, levavam muitos tesouros para Jerusalém, ofertados pelo rei, seus conselheiros e o povo. Esdras pesou e contou tudo. Entregou nas mãos dos sacerdotes, lembrando-lhes que, assim como aqueles tesouros foram consagrados ao Senhor, a vida deles também. Ordenou que os guardassem com muito cuidado, até que fossem entregues em Jerusalém. Eles aceitaram a missão.

Quando chegaram, após uma boa viagem, porque a boa mão do Senhor estava sobre eles, descansaram três dias. No quarto dia, levaram os tesouros, pesando-os novamente. Entregaram no templo do Senhor. Os exilados ofereceram holocaustos ao Senhor. Como não oferecer? Estavam de volta às suas terras,

Os decretos do rei foram entregues aos oficiais e governadores, que passaram a apoiar o povo e o templo do Senhor.

Que aprendamos, como Esdras, a agir quando necessário. A orar sempre. A reconhecer o favor do Senhor sobre nós. E sermos fieis. O tempo todo.

Que a "estabilidade da Babilônia" não nos faça esquecer que o Senhor é nossa herança.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Esdras 1.1-4.24

Leitura do dia 03/05.

Ontem vimos o reino de Manassés, sua apostasia, seu exílio, seu arrependimento, seu retorno a Jerusalém. Amom, seu filho, reinou em seu lugar. Não andou nos caminhos do Senhor, mas não se arrependeu como seu pai. Quando morreu, Josias reinou em seu lugar. Estava apenas com oito anos. Seguiu o exemplo de Davi. Fez uma limpeza em Israel e Judá. Destruiu os ídolos, reconstruiu o templo, regularizou o serviço do Senhor, celebrou a Páscoa. Morreu em uma batalha que não deveria ter ido. Jeoacaz reinou em seu lugar. Depois Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, até à queda de Jerusalém. Nenhum destes serviu o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-331-25.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-341-33.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-351-27.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-361-23.html

Terminamos o livro de 2 Crônicas, com o relato de que Ciro, rei da Pérsia,  permite aos exilados de Judá voltarem às suas terras.

Agora, iniciaremos o livro de Esdras, que conta esse retorno. Foram três grupos. O primeiro liderado por Zorobabel, o segundo por Esdras e o terceiro por Neemias. Leremos do capítulo um de Esdras até o capítulo quatro.

No primeiro ano do reinado de Ciro, o Senhor cumpriu Sua palavra. Tocou o coração de Ciro para libertar o povo de Judá. E para reconstruir o templo em Jerusalém.

Ciro registrou seu mandado por escrito e enviou a todo seu reino. Nele, declarou que o Senhor, o Deus dos céus, o Deus de Israel, havia lhe dado todos os reinos da terra e colocara sobre ele o encargo de reconstruir Seu templo. Sua ordem era clara. Todos que pertencessem ao povo do Senhor deveriam voltar a Jerusalém para reconstruir o templo.

Ciro abençoou o povo, desejando que o Senhor estivesse com eles. Ordenou que cada vizinho de um judeu os ajudasse com as despesas, dando-lhes prata e ouro, suprimentos e animais, além das ofertas voluntárias.

O Senhor também tocou no coração dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes das tribos de Judá e Benjamim. Retornaram a Jerusalém. Seus vizinhos os ajudaram.

Além disso, Ciro retirou do tesouro do rei os utensílios que Nabucodonosor havia levado do templo. Listou todos os objetos, que retornaram a Jerusalém, sob a guarda de Sesbazar, líder dos exilados que voltavam para Judá.

Os que voltaram tinham suas genealogias devidamente listadas. Alguns sacerdotes não foram encontrados nestes livros. Foram impedidos pelo governador de comer das porções dos sacerdotes, até que houvesse um sacerdote que consultasse o Senhor a esse respeito, através do Urim e Tumim. Não eram muitos os sacerdotes que consultavam dessa maneira e a Bíblia não explica como essa consulta era feita.

Quando os exilados chegaram em Jerusalém, alguns dos chefes das famílias entregaram ofertas voluntárias para a reconstrução do templo. No mesmo lugar do anterior. Deram do que podiam. Nem além. Nem aquém.

Note que as ofertas foram dadas voluntariamente. Não houve pressão. Muito menos barganha. Não deram e ficaram endividados. Deram apenas o que podiam. Também não retiveram mais que o necessário. Seus corações eram corretos para com o Senhor.

Os sacerdotes, os levitas, os cantores, os guardas das portas, os servidores do templo e alguns do povo ficaram morando próximo a Jerusalém. Os demais regressaram às suas cidades, por todo o Israel.

Era necessário que os responsáveis por qualquer área do templo permanecessem próximo a Jerusalém, para ocuparem-se da reconstrução.

No sétimo mês, os israelitas já haviam se estabelecidos em suas cidades. Reuniram-se em Jerusalém, como se fossem um só homem. Com um só propósito.

Não estavam mais preocupados onde dormiriam, comeriam, viveriam. Estavam estabelecidos. Agora, podiam pensar apenas na reconstrução do templo e de Jerusalém.

Jesua reuniu-se com seus colegas e companheiros para reconstruir o altar do Senhor de Israel. Eram sacerdotes. Queriam apresentar holocaustos ali, como o Senhor ordenara tanto tempo antes.

O povo estava com medo dos habitantes daquela região. Ainda assim, reconstruíram o altar no mesmo lugar do original. Com dedicação e rapidez. Nem o medo os impediu.

Então, começaram a ofertar os holocaustos no altar do Senhor, pelas manhãs e tardes. Antes mesmo de lançarem os alicerces do templo do Senhor.

Também celebraram a festa das Cabanas, tudo conforme escrito na Lei.

Contrataram os pedreiros e carpinteiros. Compraram as toras de cedro. A construção começou no segundo mês do segundo ano depois que chegaram a Jerusalém.

Todos que haviam voltado do exílio formavam o grupo de trabalhadores. Até Zorobabel, o líder, príncipe de Judá, os sacerdotes e todos os levitas. Ninguém ficou à toa, esperando a construção do templo para assumirem, enfim, seus afazeres. Os levitas com idade acima de vinte anos supervisionavam a construção. Todos trabalharam.

Quando terminaram os alicerces do templo, os sacerdotes colocaram suas roupas especiais. Tomaram seus lugares. E tocaram as trombetas. Os levitas, descendentes de Asafe, tocaram os címbalos. Louvavam o Senhor como Davi ordenara. Entoavam cânticos declarando que o Senhor é bom e Seu amor por Israel dura para sempre.

O povo louvou o Senhor em alta voz, agradecidos, cheios de alegria pelo alicerce do templo estar levantado, gritavam em alta voz. Enquanto isso, os mais idosos, que viram o primeiro templo, choravam de tristeza, ante a diferença entre um e outro. Os gritos de alegria e o choro misturaram, propagando até muito longe.

Ah, como é difícil ter visto algo maior e depois dar valor ao que está acontecendo. Mas era tempo de alegria. Foram exilados. Perderam tudo. Agora, tinham a oportunidade de reconstruir o templo tão querido. A ordem era regozijar-se.

Quando os inimigos de Judá e Jerusalém souberam que os exilados retornaram e estavam reconstruindo o templo do Senhor, foram até eles e pediram para auxiliá-los na construção. Como auxiliar se eram inimigos?

Zorobabel, sabiamente, não permitiu. Reconheceu que eram inimigos.

Não podemos construir o templo com a ajuda de inimigos. Eles não ajudariam. Sabotariam.

E foi justamente o que fizeram. Claro que não queriam ajudar. Queriam atrapalhar. Subornaram agentes para trabalhar contra eles. Para frustrar seus planos. Tiveram muitas dificuldades, durante todo o reinado de Ciro, até o reinado de Dario.

Anos mais tarde, quando Xerxes (Assuero) iniciou seu reinado, enviaram cartas acusando o povo de Judá. E durante o reinado de Artaxerxes, enviaram cartas dizendo que Jerusalém estava sendo reconstruída. E era uma cidade má e rebelde.

Quando o rei consultou os registros, confirmou que Jerusalém havia sido grande e ordenou que as obras de reconstrução fossem paradas, imediatamente. Era um risco para o reino, se fosse reerguida.

Assim que a carta do rei chegou, Reum, Sinsai e seus amigos, correram a Jerusalém e, à força, obrigaram os judeus a parar.

As obras foram paradas. Ficaram paradas até o segundo ano de Dario como rei da Pérsia.

Mas, essa história fica para amanhã, quando leremos do capítulo cinco ao capítulo sete de Esdras.

Espero você. Até lá.

Que possamos reconhecer os inimigos. E sejamos persistente na construção do Senhor.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

2 Crônicas 35.1-27

Leitura do dia 02/05.

Na postagem anterior, vimos que Josias, com apenas dezesseis anos, buscou conhecer o Senhor de Davi. Ele O encontrou. Antes mesmo de encontrar o Livro da Lei do Senhor. Uau!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-341-33.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo trinta e cinco.

Josias celebrou o sacrifício da Páscoa, para o Senhor, em Jerusalém. O cordeiro da Páscoa foi imolado no décimo quarto dia do primeiro mês. Ele designou os sacerdotes nos seus cargos e os motivou a servirem na Casa do Senhor.

Ordenou aos levitas que ensinavam a todo o Israel e que estavam consagrados ao Senhor que depositassem a Arca sagrada no templo que edificou Salomão. Já não tinham mais a responsabilidade de carregá-la sobre os ombros. Deveriam cultuar o Senhor e servir seu povo. Ordenou que se preparassem segundo suas famílias, segundo as turmas de serviço, conforme os preceitos de Davi, rei de Israel, e as prescrições de Salomão, seu filho.

Deveriam permanecer no Lugar Santo com um grupo de levitas para cada subdivisão das famílias do povo. E imolar a Páscoa, santificando-se e ficando à disposição de seus irmãos. Agindo de acordo com a Palavra do Senhor, transmitida por Moisés.

O próprio Josias deu ao povo que ali estava reunido um total de trinta mil ovelhas e cabritos para as ofertas da Páscoa, além de três mil bois. Tudo tirado de seus bens pessoais.

Seus chefes e oficiais também fizeram ofertas voluntárias ao povo, aos sacerdotes e aos levitas.
Hilquias, Zacarias e Jeiel, chefes do templo de Deus, deram aos sacerdotes, para os sacrifícios da Páscoa, dois mil e seiscentos cordeiros e cabritos e trezentos novilhos. Da mesma maneira Conanias, com seus irmãos Semaías e Natanael, e os líderes dos levitas: Hasabias, Jeiel e Jozabade, forneceram graciosamente aos levitas cinco mil ovelhas e cabritos e quinhentos bois.

Todo o grande serviço religioso foi organizado e os sacerdotes assumiram de bom grado suas funções, com o auxílio dos levitas em seus turnos, tudo conforme o rei orientara.

Então sacrificaram os cordeiros da Páscoa. Os sacerdotes aspergiram o sangue que recebiam das mãos dos levitas, que também retiravam a pele dos animais.

Eles separaram os sacrifícios para os distribuírem ao povo, conforme os grupos de suas famílias, a fim de que elas os oferecessem ao Senhor, segundo está escrito no Livro de Moisés. Fizeram o mesmo com os novilhos. Assaram os cordeiros da Páscoa no fogo, segundo a prescrição; e cozinharam as ofertas sagradas em panelas, em caldeirões e em tachos.

Rapidamente as repartiram entre todo o povo. Depois prepararam o que era necessário para si e para os sacerdotes. Os sacerdotes, descendentes de Arão, se ocuparam até o pôr-do-sol em oferecer os sacrifícios e a gordura. Por isso, os levitas prepararam a parte deles e a dos sacerdotes, descendentes de Arão.

Os músicos e cantores, descendentes de Asafe, estavam em suas posições, segundo o mandado de Davi, de Asafe, de Hemã e de Jedutum, vidente do rei, como também os porteiros, a cada porta. Não necessitaram se desviar do seu ministério; porquanto seus irmãos, os levitas, preparavam tudo quanto precisavam.

Percebe-se a dedicação de todos, como um corpo unido, trabalhando, com o mesmo propósito: que o povo estivesse na presença do Senhor e que o Senhor fosse glorificado. Deste modo se estabeleceu todo o serviço do Senhor naquele dia, para celebrar a Páscoa e oferecer holocaustos sobre o Seu altar, de acordo com as orientações do rei Josias.

Todos os filhos de Israel que estavam presentes celebraram a Páscoa naquele dia e durante sete dias participaram da festa dos pães sem fermento.

A Páscoa não havia sido celebrada dessa maneira em Israel desde os dias do profeta Samuel. Nenhum dos reis de Israel havia organizado uma Páscoa como esta, como fez o rei Josias, com os sacerdotes, os levitas e a cooperação de todo Judá e Israel que ali se reuniram com os habitantes de Jerusalém. Foi uma festa maior até do que a do tempo de Ezequias!
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/tempo-de-festa.html

Esta grande celebração da Páscoa foi realizada no décimo oitavo ano do reinado de Josias.

Passados todos estes acontecimentos, havendo o rei Josias já restaurado o templo, subiu Neco, rei do Egito, para guerrear nos campos de Carquemis, junto ao Eufrates. Josias marchou para enfrentá-lo.

Neco, enviou-lhe mensageiros, advertindo-o a não interferir na batalha. Não estava indo contra Josias naquele dia, mas contra a casa que o provocou à guerra. Disse também que o Senhor mandou que se apressasse. Que Josias cuidasse para não se opor ao Senhor, que era com ele, para que também não fosse destruído.

Contudo, Josias, decidiu não voltar atrás. Disfarçou-se para enfrentá-lo na batalha. Não quis dar ouvidos ao que Neco lhe comunicara por ordem do Senhor, e foi combatê-lo na planície de Megido. Durante o embate, flecheiros atingiram Josias, que ordenou aos seus oficiais que o tirassem dali, pois estava gravemente ferido. Seus servos o tiraram de seu carro de combate. Levaram-no para um segundo carro e o transportaram às pressas para Jerusalém. Ali ele morreu.

Ah, nossas escolhas e suas consequências!
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/que-tipo-de-pedra-temos-sido.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/alianca-rompida.html

Josias foi sepultado nos túmulos de seus antepassados. Todos os habitantes de Judá e Jerusalém choraram por ele. O profeta Jeremias compôs um poema de lamento em sua homenagem. Todos os músicos e cantores falaram de Josias em suas composições, até à época em que Crônicas foi escrito. Tais obras se tornaram uma tradição em Israel e estão escritas na coletânea de Lamentações.

Que aprendamos a ouvir a voz do Senhor, mesmo quando nos fala através de alguém como Neco, rei no Egito.

E que aprendamos a servir com a disposição dos levitas, para que o nome do Senhor seja conhecido e glorificado através de nossas vidas.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/escolhas.html

2 Crônicas 34.1-33

Leitura do dia 02/05.

Na postagem anterior, vimos o pecado e o arrependimento de Manassés. Também vimos a escolha de Amom em não servir ao Senhor. Uma triste escolha. Reinou apenas dois anos e foi assassinado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-331-25.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo trinta e quatro. Quem será o exemplo de Josias?

Com apenas oito anos de idade começou a reinar. Reinou trinta e um anos. Agiu de modo justo e sincero diante do Senhor, obedecendo aos conselhos e orientações de Davi, sem se desviar deles nem para a direita nem para a esquerda.

Aleluias! Não fez conforme seu pai, que andou em caminhos contrários e não se arrependeu. Andou conforme Davi, que estava bem distante em sua árvore genealógica. Soube escolher qual exemplo seguir.

No oitavo ano de seu reinado, com apenas 16 anos, Josias começou a buscar o Deus de Davi. No décimo segundo ano, quando estava com vinte anos, iniciou uma reforma religiosa de Judá e Jerusalém. Retirou os altares idólatras, os postes sagrados, as imagens esculpidas e os ídolos de metal. Mesmo que tivessem sido colocados por seu pai.

Sob suas ordens, foram derrubados e destruídos todos os altares dos baalins. Pessoalmente despedaçou os altares para queima de incenso à deusa Aserá. Triturou e reduziu a pó todos os postes-ídolos e as imagens de escultura e de fundição. Aspergiu-os sobre as sepulturas dos que lhes tinham oferecido sacrifícios. Mandou queimar os ossos dos sacerdotes dos baalins, sobre seus altares, profanando-os.

Purificou Judá e Jerusalém de toda idolatria. Nas cidades das tribos de Manassés, Efraim, Simeão até Naftali, e em todas as ruínas ao redor delas, passou derrubando e destruindo os altares e os postes sagrados. Esmagou todos os altares de incenso espalhados por Israel. Queria ter conhecido esse homem.

Havia uma profecia, de um “homem de Deus”, no tempo em que Jeroboão era rei em Israel, sobre um descendente de Davi, que se chamaria Josias e faria essas coisas, em todo Israel. Ele fez, conforme estava escrito. Não apenas em Judá, mas em todo Israel.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/qual-identidade-que-carrego.html

Ao final dessa jornada de purificação, retornou para Jerusalém. No décimo oitavo ano do seu reinado, quando estava com 26 anos, mandou Safã, filho de Azalias, e Maaseias, governador da cidade, junto com Joá, filho do cronista real Joacaz, para restaurarem o templo do Senhor. Seu objetivo era purificar a nação e a Casa do Senhor.

Eles se encontraram com Hilquias, sumo sacerdote. Entregaram toda a prata que havia sido trazida à Casa de Deus e que os levitas, guardas da porta, tinham recolhido das ofertas do povo de Manassés, de Efraim, de todo o remanescente de Israel, de toda a população de Judá e Benjamim e dos moradores de Jerusalém.

Confiaram todo o dinheiro arrecadado aos oficiais, superintendentes do templo. Eles o distribuíram entre os que realizavam a obra e que trabalhavam no templo, para que o templo fosse completamente restaurado.

Josias não pensava em uma restauração aparente, superficial. Seu interesse era que o templo e a Nação fossem completamente purificados.

Os superintendentes também deram da prata aos carpinteiros e aos construtores para comprarem pedras lavradas e madeira preparada para as juntas e as vigas dos edifícios que os reis de Judá haviam deixado ficar em ruínas.

Que triste ler que os reis de Judá haviam deixado o templo do Senhor, feito com tanta riqueza e zelo, em total ruína. Eles, que deviam zelar pelo templo.

Os homens trabalharam fielmente na obra. Seus superintendentes eram os levitas descendentes de Merari, Jaate e Obadias, e também os descendentes de Coate, Zacarias e Mesulão, dedicados ao adiantamento e conclusão da obra. Ninguém estava interessado em “empurrar com a barriga”. O desejo de cada um era que a conclusão da obra fosse adiantada, entregue antes do prazo.

Todos os levitas que eram hábeis em instrumentos de música estavam encarregados dos operários e tinham a responsabilidade de supervisionar todos os trabalhos em todas as funções.

Não é interessante? Eram hábeis em instrumentos musicais e estavam encarregados de supervisionar os trabalhos em todas as funções. Se não o fizessem, não poderiam tocar seus instrumentos, não haveria onde tocar.

Outros levitas eram secretários, escrivães, oficiais e porteiros.

Enquanto distribuíam o dinheiro da oferta à Casa do Senhor, o sacerdote Hilquias, encontrou o Livro da Lei do Senhor, dada por intermédio de Moisés.

Sempre que leio a respeito desse encontro do Livro da Lei do Senhor, fico espantada. Quando um rei assumia seu reinado, deveria receber uma cópia do Livro, para que estivesse sempre com ele, para ler todos os dias, a fim de conhecer e obedecer o Senhor.

Mas esse Livro não era mais lido. O rei não tinha uma cópia. Os sacerdotes também não. Que terrível! Como não haver apostasia?

Fico mais apaixonada por Josias. Com dezesseis anos resolveu buscar o Senhor, o Deus de Davi. Sem nem ter lido o Livro do Senhor! Com vinte anos saiu destruindo todos os altares e ídolos, e nem tinha lido o Livro ainda! Que homem é esse! Ele buscou e encontrou o Senhor. Teve um relacionamento verdadeiro com o Senhor. Entendeu que só Ele é Deus, ninguém mais.

Hilquias, o sacerdotes, comunicou ao secretário Safã que havia achado o Livro da Lei. Ele o entregou nas mãos de Safã.

Safã relatou ao rei que os levitas estavam fazendo tudo quanto havia sido ordenado. Tomaram a prata encontrada no templo e a entregaram nas mãos dos superintendentes e nas mãos dos que faziam a obra. Também relatou ao rei que o sacerdote Hilquias lhe entregara um livro. Safã leu algumas partes para o rei.

Quando o rei ouviu as palavras da Lei, rasgou suas vestes. Ordenou que fossem imediatamente consultar o Senhor, por ele e pelos que restavam em Israel e em Judá, sobre as palavras do Livro encontrado. Percebeu que era grande o furor do Senhor derramado sobre todos, porquanto seus antepassados não obedeceram à Palavra do Senhor, para viverem de acordo com tudo o que estava escrito no Livro da Lei.

Hilquias e os mensageiros do rei foram falar com a profetisa Hulda, esposa de Salum, responsável pela guarda e conservação das vestimentas reais. Ela morava na cidade-baixa, um bairro novo em Jerusalém, àquela época. Hulda lhes declarou a Palavra do Senhor.

O Senhor disse que traria o mal sobre aquele lugar e sobre seus habitantes. Todas as maldições escritas no Livro lido diante do rei de Judá. Aconteceria assim, porque O haviam desprezado, queimando incenso a outros deuses para O provocarem à ira com todas as obras das suas mãos. Por esse motivo, Seu furor se derramaria sobre aquele lugar e não se apagaria.

O Senhor também tinha uma Palavra para Josias, rei de Judá. Disse que, em relação às palavras ouvidas e considerando que seu coração se comoveu e se humilhou diante do Senhor, ouvindo Suas palavras contra aquele lugar e contra seus habitantes, agindo com humildade diante dEle, e até rasgando as vestes e chorando em Sua presença, o Senhor havia lhe ouvido. Ele seria reunido a seus antepassados, e recolhido a seu sepulcro em perfeita paz. Seus olhos não contemplariam todo o mal que o Senhor traria sobre aquele lugar e seus habitantes.

Voltaram com essa resposta ao rei. Diante dessa palavra, Josias convocou todas as autoridades de Judá e Jerusalém. Subiram à Casa do Senhor, na companhia de todos os líderes de Judá e todos os cidadãos de Jerusalém, os sacerdotes e os levitas. Toda a população, dos mais simples aos mais importantes, jovens e idosos. Todos precisavam fazer suas escolhas, saber a quem seguir.

Diante de todos, o rei leu em alta voz as palavras do Livro da Aliança, que havia sido encontrado no templo do Senhor.

Fico emocionada ao imaginar essa cena. Josias convocou todos para irem à Casa do Senhor e ele mesmo leu o Livro da Aliança.

Depois tomou seu lugar e, diante do Senhor, estabeleceu uma aliança. Comprometeram-se a seguir e obedecer, de todo coração e de toda alma, aos Seus mandamentos, testemunhos e estatutos, cumprindo zelosamente as palavras da Aliança escritas no Livro. Também fez com que todos que estavam em Jerusalém e em Benjamim se comprometessem com o mesmo pacto.

Todos os moradores de Jerusalém passaram a obedecer e a proceder de acordo com a Aliança do Senhor.

Josias retirou todas as abominações de todas as terras que pertenciam aos israelitas. Fez com que todos que estavam em Israel cultuassem e servissem ao Senhor. E somente a Ele.

Enquanto viveu, não deixaram de andar de acordo com a vontade do Senhor.

Como é linda a história de Josias. Não olhou para os maus exemplos de seus pais, olhou para os exemplos de Davi. Sabia que Davi conhecia o Senhor e começou a buscá-Lo.

O Senhor é maravilhoso. Sempre se deixa encontrar quando O procuramos. Ele “não sabe” brincar de “esconde-esconde”. Tão logo percebe que O procuramos, sai de Seu esconderijo e Se apresenta. Seu desejo é fazer-Se conhecido. A cada um de nós.

Que possamos procurá-Lo. A cada dia.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/esconde-esconde.html

quarta-feira, 1 de maio de 2019

2 Crônicas 31.1-21

Leitura do dia 01/05.

Na postagem anterior, vimos a celebração da Páscoa em Jerusalém, como não havia desde os tempos de Salomão. Vimos que Ezequias, os levitas e sacerdotes consideravam as pessoas acima das regras. Que maravilhoso!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-301-27.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo trinta e um de 2 Crônicas.

Quando as celebrações terminaram, os que estavam em Jerusalém saíram às cidades de Judá, Benjamim, Efraim e Manassés. Destruíram os altares idólatras, despedaçaram as estátuas pagãs, cortaram e derrubaram os postes-ídolos.

Depois, foram para suas cidades. Cada um para sua casa.

Ezequias estabeleceu os turnos dos sacerdotes e levitas. Cada um conforme seus serviços religiosos, para apresentarem holocaustos e sacrifícios de paz e comunhão, ministrarem, guardarem, darem graças, louvarem e adorarem, junto aos portões do templo do Senhor.

O rei contribuía com seus próprios bens para os holocaustos, os sacrifícios realizados pelas manhãs e tardes, assim como para os dos sábados, das festas da Lua Nova e das festas fixas. Tudo como está escrito na Lei do Senhor.

Também ordenou aos moradores de Jerusalém, que contribuíssem com os sacerdotes e levitas, de acordo com a porção que lhes era devida. Tudo para que pudessem dedicar-se ao estudo, ao ensino e à prática da Lei do Senhor.

Assim que esta ordem foi proclamada, os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias do cereal, do vinho, do azeite, do mel e de todo produto do campo. Também os dízimos de tudo. Trouxeram generosamente.

Os filhos de Israel e de Judá que habitavam nas cidades de Judá também trouxeram com alegria o dízimo de todos os rebanhos, utensílios e objetos consagrados e dedicados ao Senhor. Depositaram tudo junto aos portões, formando muitas e muitas pilhas.

No terceiro mês, começaram a organizar as primeiras pilhas de doações. No sétimo mês, concluíram.
Quando o rei e os chefes observaram aqueles montões de ofertas, agradeceram e louvaram o Senhor. Bendisseram Israel.

Ezequias perguntou aos sacerdotes e levitas a respeito das pilhas de produtos doados. O sumo sacerdote, Azarias, encarregado de chefiar a Casa do Senhor, lhe explicou que desde que o povo começou a trazer suas doações, havia o que comer e até se fartar. Ainda sobrou muito, porque o Senhor abençoou Seu povo. Aqueles montões eram as sobras.

O rei mandou preparar depósitos no templo, o que fizeram imediatamente. Recolheram fielmente as ofertas, os dízimos, todos os objetos e produtos dedicados ao Senhor. Conanias foi encarregado desses deveres. Simei, seu irmão, o auxiliava, além de seus supervisores, subordinados a eles, por nomeação de Ezequias e Azarias.

Coré, guarda da porta leste, foi encarregado das ofertas voluntárias feitas ao Senhor, distribuindo as doações e as ofertas santíssimas. Sob seu comando estavam seis auxiliares, que, nas cidades dos sacerdotes, distribuíam, com toda a fidelidade, ofertas aos seus colegas sacerdotes, de acordo com seus turnos, tanto aos idosos quanto aos jovens.

Não levavam em conta se seus nomes estavam ou não nas listas dos seus antepassados. A distribuição era concedida generosamente a todos os homens que iam à Casa do Senhor fazer seus serviços religiosos diários, segundo o ministério que realizavam, conforme os cargos sob suas responsabilidades e de acordo com seus turnos.

A lista dos sacerdotes foi elaborada conforme seus grupos de famílias, suas responsabilidades e seus turnos. Esse mesmo registro genealógico incluía todos os filhos pequenos, as mulheres e os filhos e filhas de todo o grupo, pois, os sacerdotes e os levitas haviam sido fiéis em se consagrarem ao Senhor.

Dentre os sacerdotes, filhos de Arão, que moravam nos campos dos arredores das suas cidades, havia, em cada cidade, homens que foram designados nominalmente para distribuírem as porções a todo homem entre os sacerdotes, a seus filhos e aos levitas registrados.

Assim, fez Ezequias em todo Judá. Fez o que era bom, justo, reto e verdadeiro diante do Senhor.

Buscou o Senhor e trabalhou de todo o coração, em toda a obra que empreendeu no serviço do templo, bem como na obediência à Lei e aos mandamentos. Por isso prosperou.

Ah, como é bom ver a disposição de Ezequias. Vê-lo buscando e trabalhando de todo o coração. E como é bom ver os sacerdotes e levitas sendo fiéis ao Senhor, consagrando-se a Ele e Sua obra, de acordo com seus chamados. É maravilhoso ver o povo dando voluntariamente. Ver os levitas distribuindo fiel, correta e generosamente.

Doação, organização, fidelidade. Três coisas conhecidas no reinado de Ezequias.

Que possamos aprender essas lições.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/doacao-organizacao-fidelidade.html

terça-feira, 30 de abril de 2019

2 Crônicas 29.1-36

Leitura do dia 30/04.

Na postagem anterior, vimos que Acaz foi responsável por Judá pecar desenfreadamente. Que tristeza ser conhecido dessa forma!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-281-27.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo vinte e nove.

Ezequias tornou-se rei com vinte e cinco anos de idade. Reinou vinte e nove anos. Viveu como o Senhor aprova, assim como Davi, seu antepassado.

Que alívio ler essas palavras! Finalmente alguém que viveu como Davi. O padrão aumentou. Depois de tanto tempo!

No primeiro ano de seu reinado, já no primeiro mês, Ezequias mandou abrir as portas da casa do Senhor. Ele as reformou.

Trouxe os sacerdotes e os levitas. Reuniu-os na praça oriental. Exortou-os a se santificarem e a consagrarem o templo do Senhor, limpando toda a impureza do Santo Lugar.

Lembrou que seus antepassados foram infiéis e praticaram o que é mal aos olhos do Senhor. Eles O desprezaram. Desviaram seus rostos de Sua habitação. Deram-lhe as costas. Até fecharam as portas do Pórtico e apagaram as lâmpadas, que deveriam estar sempre acesas. Também não queimaram incenso sagrado, nem apresentaram holocausto no santuário, em devoção ao Senhor. Desviaram-se totalmente.

Lembrou-lhes que por esta razão veio grande ira do Senhor sobre Judá e Jerusalém. Todo o povo foi transformado em motivo de horror, desespero e zombaria. Seus pais caíram à espada, por isso os filhos, filhas e mulheres estavam presos, vivendo como escravo.

Que responsabilidade há sobre os chefes de família! Por terem os pais caído, os filhos, filhas e mulheres, viviam como escravos. Já percebeu como é terrível? E real?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Ezequias disse que tinha, em seu coração, o firme desejo de estabelecer uma aliança com o Senhor, para que o fogo do Seu juízo e de Sua ira se afastassem.

Ele os exortou a que não fossem negligentes, pois o Senhor os havia escolhido para O servirem, em Sua presença. Para serem Seus ministros e exalarem o santo perfume de seus incensários, diante dEle.

Então, alguns levitas puseram-se a trabalhar imediatamente. Eram filhos de Coate, de Merari, de Gérson, de Elisafã, de Asafe, de Hemã e de Jedutum. Eles reuniram e consagraram seus parentes.

Os levitas partiram para os trabalhos de purificação da casa do Senhor. Tudo de acordo com as ordens expressas do rei, em obediência à Palavra do Senhor.

Os sacerdotes também entraram na parte inferior do templo do Senhor, para o purificarem. Levaram para o pátio da casa do Senhor toda a impureza que encontraram nas dependências do templo. Os levitas pegaram e depositaram tudo no vale de Cedrom.

Começaram a consagração no primeiro dia do primeiro mês e no oitavo dia chegaram ao Pórtico. Durante mais de oito dias consagraram a casa do Senhor. Terminaram no décimo sexto dia.

Em seguida, foram até ao rei para prestarem relatório. Disseram que purificaram toda a casa do Senhor, o altar do sacrifício com todos os seus utensílios e a mesa dos Pães da Proposição, com todos os seus utensílios. Também, todos os objetos que Acaz havia lançado fora durante seu reinado, em sua insensata transgressão, haviam preparado e santificado. Agora estavam todos diante do altar do Senhor.

Na manhã do dia seguinte, cedo, Ezequias convocou os líderes da cidade. Juntos, subiram à casa do Senhor. Levaram com eles sete novilhos, sete carneiros, sete cordeiros e sete bodes, como oferta pelo pecado de todos, em favor dos príncipes e da realeza, do santuário e de Judá.

O rei ordenou que os sacerdotes, descendentes de Arão, sacrificassem os animais no altar do Senhor. Os sacerdotes imolaram os novilhos e aspergiram o sangue sobre o altar. Também imolaram os carneiros e os cordeiros. Depois mandaram trazer os bodes expiatórios destinados mais precisamente ao sacrifício pelo pecado, diante do rei e da assembleia, para que impusessem as mãos para a oferenda.

Os sacerdotes os imolaram e com o sangue derramado sobre o altar, fizeram um sacrifício de arrependimento pelo pecado, para completarem o rito de expiação por todo o Israel.

O rei ordenara que se oferecessem os holocaustos e os sacrifícios pelos erros e pecados cometidos por todo Israel. Não apenas por Judá, mas por todo Israel.

Depois, colocou os levitas na casa do Senhor, com os címbalos, liras, harpas e cítaras, de acordo com as prescrições de Davi, de Gade, o profeta do rei e do profeta Natã. Esta ordem veio do Senhor, por intermédio de seus profetas. Os levitas ficaram em pé, posicionados, com os instrumentos de Davi. Os sacerdotes, com as trombetas.

Ezequias mandou que se oferecesse o sacrifício sobre o altar. Quando o sacrifício começou, cantaram ao Senhor, ao som das trombetas e dos instrumentos de Davi. Todos se prostraram em adoração, enquanto os músicos cantavam e os trombeteiros tocavam. Até terminar o holocausto.

Quando terminaram a oferta, o rei e todos os que estavam em sua companhia, se prostraram e adoraram.

Ezequias e seus oficiais ordenaram aos levitas que louvassem o Senhor, com as palavras e os salmos de Davi e de Asafe. Eles O louvaram com alegria. Depois, inclinaram suas frontes e O adoraram.

Ezequias tomou a palavra. Disse que agora estavam consagrados ao Senhor. Deveriam aproximar-se e trazer ao templo os sacrifícios e ofertas em ação de graças.

A comunidade levou sacrifícios e ofertas de gratidão. Alguns, voluntariamente, ofereceram também holocaustos. Trouxeram tantos holocaustos e ofertas que os sacerdotes não conseguiam retirar a pele de todos os animais. Então, os levitas, seus parentes, os ajudaram, até acabar a obra e até que os outros sacerdotes se santificassem, porque os levitas foram mais justos e sinceros de coração, para se santificarem, do que os sacerdotes.

Assim, o culto e o serviço religioso na casa do Senhor foi restabelecido.

Ezequias e todo o povo regozijaram-se com o que o Senhor havia feito por toda a nação, em tão pouco tempo.

Quantas lições a aprender com esses homens!

Ezequias não seguiu o terrível exemplo de seu pai. Resolveu viver como o Senhor aprova.

Além disso, elevou o padrão. Os reis haviam passado a temer o Senhor como seu pai ou apenas durante o tempo em que seu "tutor" vivia. Ele não, viveu como o Senhor aprova, assim como Davi, seu antepassado.

Não procurou firmar seu reino antes de fazer algo pela casa do Senhor. No primeiro mês de seu reinado, com vinte e cinco anos, já mandou abrir as portas da casa do Senhor. Tudo estava abandonado. Ele ordenou uma reforma.

Começou com os que deveriam trabalhar no templo. Exortando os sacerdotes e levitas. Limpou primeiro toda a impureza do Santo Lugar. Restaurou o altar.

Tinha consciência de que a queda dos pais levou os filhos e suas esposas à escravidão.

Como isso é sério!

Seu coração era firme. Desejava estabelecer uma aliança com o Senhor. Exortou os levitas e sacerdotes a que não fossem negligentes com o Senhor. Ordenou que purificassem e consagrassem a si e ao templo. Quando tudo estava pronto, ofereceu holocaustos. Pediu perdão não apenas por si, mas por todo o povo. Não apenas por Judá, mas por todo Israel. Entendia o coração do Senhor, desejoso que todos cheguem ao arrependimento.

Depois da reconstrução, restabeleceu o louvor e a adoração ao Senhor. Levando não apenas os levitas e sacerdotes à adoração, mas todo o povo. Restabeleceu o culto e o serviço religioso no templo.

E quanto aos levitas? Alguns começaram prontamente a trabalhar. Mas não apenas isso, eles conclamaram e consagraram seus parentes, para que fizessem o mesmo. Foram até mais fiéis que os sacerdotes, ajudando-os no que foi necessário.

Quanto aos sacerdotes que se purificaram, entraram na parte inferior do templo do Senhor, para o purificarem. Não era uma purificação superficial. Era uma tremenda faxina! Limparam, sem parar, até que tudo estivesse limpo. Só quando estava tudo purificado e reconstruído, foram até ao rei prestar relatório.

E os líderes do povo? Cedo foram com Ezequias, oferecer holocaustos e pedir perdão ao Senhor.

E o povo? Louvou ao Senhor com alegria. Trouxeram muitos holocaustos e ofertas, voluntariamente.

Que possamos aprender a ter um coração assim, como o desses homens: voluntário, arrependido, grato e fiel, ao Senhor.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo trinta ao capítulo trinta e dois de 2 Crônicas.

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/reconstrucao.html

segunda-feira, 29 de abril de 2019

2 Crônicas 26.1-23

Leitura do dia 29/04.

Na postagem anterior, vimos que Amazias, ao vencer a guerra, não olhou para o Senhor. Escolheu olhar para os ídolos de seus inimigos, adotando-os e prestando-lhes culto. Abandonou o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-251-28.html

Agora, andaremos pelas páginas do capítulo vinte e seis.

Judá escolheu Uzias para ser rei em lugar de Amazias, seu pai.

Estava com dezesseis anos de idade. Reinou cinquenta e dois anos. Reconquistou e reconstruiu Elate.

Lembre-se que quando perdemos um território, primeiro precisamos reconquistá-lo para depois reconstruí-lo. E nesse processo há muito que destruir e derrubar, para reconstruir em alicerce adequado. É muito mais difícil reconstruir do que construir. É necessário muito mais trabalho. Pense nisso. Precisamos proteger os territórios conquistados, para que a próxima geração não precise lutar para reconquistá-los.

Uzias andou no caminho correto e agradável ao Senhor durante toda a vida de Zacarias, que era seu mestre e o instruiu no temor do Senhor. Enquanto procurou agradá-Lo, Ele o fez prosperar.

A prosperidade vem do Senhor. Ele a dá quando procuramos agradá-Lo e não a nós mesmos. Sua prosperidade é diferente da nossa. Muitas vezes, completamente diferente.

Prosperidade não significa riquezas. Significa fazer uma boa viagem. Ter tudo que precisamos para essa viagem. Muitas vezes achamos que precisamos de algo que atrapalha nossa caminhada. Malas demais para carregar. Falsa prosperidade. Pedras de tropeço.

É triste ver que Uzias foi fiel enquanto Zacarias o instruiu. E depois, como será?

Uzias atacou os filisteus. Conseguiu derrubar o muro de três cidades. Edificou cidades na região de Asdode e em vários outros lugares no território dos filisteus. Tudo porque o Senhor estava ao seu lado.

Os amonitas pagavam impostos a Uzias. Sua fama se espalhou até a fronteira do Egito. Ele e seu reino se tornaram muito poderosos e respeitados. Porque o Senhor o promoveu.

Uzias construiu torres em Jerusalém. Na porta da Esquina, na porta do Vale e junto ao Ângulo. Também construiu torres no deserto. Perfurou muitas cisternas. Era proprietário de muitos rebanhos. Nas planícies e na Sefelá, os planaltos de Judá.

Mantinha trabalhadores em seus campos e vinhas. Nas colinas e nas terras férteis. Gostava muito de agricultura.

Possuía um exército bem treinado. Organizado em grupos de acordo com o número de soldados convocados. Seu exército era comandado por dois mil e seiscentos chefes de famílias. Guerreiros corajosos e decididos. Um exército poderoso de trezentos e sete mil e quinhentos soldados. Uzias equipou esse exército com escudos, lanças, capacetes, couraças, arcos e atiradeiras de pedras. Estavam à sua disposição.

Em Jerusalém, construiu máquinas, projetadas por especialistas, para serem posicionadas nas torres e nos cantos das muralhas. Elas deviam atirar simultaneamente grande quantidade de flechas e arremessarem grandes pedras contra as forças inimigas, na defesa das esquinas. Era um homem que pensava. Tanto no ataque quanto na defesa. Tinha visão estratégica. Como devemos ter.

Sua fama foi contada e divulgada até em terras muito distantes. O Senhor o ajudou, de forma extraordinária, até que se tornou bastante conhecido e poderoso.

Então...

Zacarias, seu mestre morreu. Ele não tinha uma experiência individual com o Senhor. Não tinha o coração como o de Davi. Não conhecia o Senhor. Iniciou-se sua queda.

Assim que começou a vangloriar-se de suas conquistas e poder, seu coração se encheu de orgulho e soberba.

Sabemos o resultado do orgulho e da soberba. Essa atitude o conduziu à queda e ao insucesso. Deixou de ser ajudado pelo Senhor. Deixou de ser próspero.

Por causa de seu afastamento do Senhor, não sabia mais sua identidade, nem sua posição.

Entrou na Casa do Senhor para queimar incenso no altar, o que era permitido apenas aos sacerdotes.
Azarias, o sacerdote, foi atrás dele. Com oitenta sacerdotes do Senhor, homens ilustres e corajosos. Muitos corajosos. Afinal, era o rei. Podia ordenar a morte de todos.

Com grande coragem, opuseram-se a Uzias. Advertiram-lhe que não era sua competência incensar diante do Senhor. Somente os sacerdotes, descendentes de Arão, podiam incensar. Foram consagrados para isso. Uzias havia sido consagrado para ser rei.

Ordenaram-lhe, mesmo sendo o rei, que saísse do santuário. Disseram que havia sido infiel e pecado terrivelmente. Que já não tinha direito à glória que vem do Senhor.

Quanto isso é sério! Desprezou a glória do Senhor através de sua soberba. Perdeu o direito a ela. E a glória do homem é totalmente vã.

Uzia estava com o incensário na mão. Pronto para oferecer a queima do incenso sagrado, quando se encolerizou contra os sacerdotes.

Quando o sumo sacerdote Azarias e todos os sacerdotes olharam para ele, estava leproso na testa.
Apressadamente o lançaram fora. Até ele ficou apressado para sair quando notou que o Senhor o ferira.

Sofreu dessa grave doença de pele até o dia da sua morte. E pior, teve que viver, por ser considerado leproso, numa casa separada. Foi excluído da Casa do Senhor. Foi excluído da convivência com sua família. Foi excluído de seu próprio palácio. Não pôde mais reinar. Jotão, seu filho, passou a ter que administrar o reino em seu lugar, até sua morte.

Quando morreu, foi sepultado próximo a seus antepassados, em um cemitério de propriedade dos reis em Jerusalém. Não foi sepultado no tradicional túmulo dos grandes reis, por ser leproso.

Seu estado fez dele um excluído. Até em sua morte. Tudo porque a soberba e o orgulho passaram a dirigir sua vida, que não tinha mais lugar para a direção do Senhor. Esqueceu quem o havia promovido.

É muito triste vermos que os que escolhem se vangloriar em suas obras e dão lugar à soberba e ao orgulho, perdem suas identidades. Não conseguem mais saber quem são. Não conseguem mais identificar suas posições. São excluídos. Como leprosos que precisavam ficar separados de todos os outros.

Que tenhamos cuidado em tudo. Que reconheçamos que Ele é quem luta por nós. Quem nos ajuda. Quem nos abençoa. Quem nos promove.

É Ele quem nos dá vitória. E só a Ele pertence a glória. Se queremos nossa glória, perdemos a dEle.

Amanhã prosseguimos. Leremos do capítulo vinte e sete até o vinte e nove.

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/ele-se-esqueceu.html

2 Crônicas 23.1-21

Leitura do dia 29/04.

Continuamos nossa caminhada através de 2 Crônicas.

Ontem vimos o reinado de Jeosafá, de Jeorão e Acazias. Vimos que alianças fora da vontade do Senhor, vão levando a quedas cada vez mais profundas, até chegarem à total ruína. Também vimos que Atalia usurpou o trono.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-201-37.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-211-20.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-221-12.html

Hoje caminharemos pelas páginas dos capítulos vinte e três ao vinte e seis.

Na primeira postagem, o capítulo vinte e três.

Joás ficou escondido na casa do Senhor, enquanto Atalia reinava. No sétimo ano, Joiada decidiu que era hora de tomar uma atitude.

Mandou convocar os comandantes militares de centenas. Eles percorreram Judá. Reuniram em Jerusalém os levitas e os chefes de famílias de Israel. Todos fizeram uma aliança com o rei. Na casa do Senhor.

Joiada lhes disse que o filho do rei deveria governar como o Senhor os havia prometido a respeito dos descendentes de Davi. E montou uma estratégia. Um terço dos sacerdotes e dos levitas que entravam em serviço no sábado deveriam proteger as entradas. Outro terço guardaria o palácio real e outro terço vigiaria a porta do fundamento.

O povo deveria ficar nos pátios do templo do Senhor. Ninguém entraria, apenas os sacerdotes e os levitas que ministravam. Eles tinham acesso porque foram consagrados para aquele serviço específico. O povo não.

Os levitas formariam um cinturão protetor ao redor do rei. Todos de prontidão. Armas em punho. Acompanhariam o rei o tempo todo. E matariam sumariamente qualquer que entrasse no templo.

Todos obedeceram. Fizeram tudo que o sacerdote Joiada havia orientado.

Os levitas reuniram seus homens. Tanto os que estavam entrando de serviço quanto os que estavam saindo. Ninguém foi dispensado de seus turnos. Em seguida, Joiada entregou aos chefes de centenas as lanças, os escudos grandes e pequenos que estavam na casa do Senhor.

Joiada dispôs todo o povo, todos armados. De norte a sul do templo. Rodeando o altar e o próprio templo para cercarem o rei.

Trouxeram Joás. Colocaram sobre sua cabeça a coroa. Entregaram-lhe uma cópia da Aliança que deveria ser lida diariamente por ele. Proclamaram-no rei. Ungiram-no e gritaram: “Viva o rei!”

Lembrem-se que o rei tem sete anos de idade. Ainda assim, recebeu uma cópia da Aliança.

Atalia estava em seu palácio. Ouviu o barulho do povo. E dirigiu-se imediatamente à Casa do Senhor.

Assim que chegou, avistou o rei à entrada, em pé, junto à coluna. Os oficiais e os músicos, especialistas em solar as trombetas, estavam ao lado do rei. Todo o povo se alegrava muito. Os músicos, com seus instrumentos musicais, dirigiam os cânticos e os hinos de adoração.

Atalia rasgou suas vestes. Gritou: “Traição! Isto é uma cilada!”

No mesmo instante, Joiada trouxe os capitães do exército e ordenou-lhes que a levassem para fora.
Ele a fez passar pelo meio das fileiras dos guardas. Quem a seguisse deveria ser morto à espada.

Joiada havia avisado que não deveriam matá-la na Casa do Senhor. Eles a prenderam e a levaram até à entrada da porta dos Cavalos, que dá acesso ao palácio real. Ali a executaram.

Joiada estabeleceu uma aliança. Entre si mesmo, o povo e o rei. Essa aliança era para que fossem o povo do Senhor.

Depois da aliança feita, o povo foi até à casa de Baal e a derrubaram. Despedaçaram os altares e suas imagens. Executaram Matã, o sacerdote de Baal, diante de seus próprios ídolos e altares.

Joiada entregou a superintendência da casa do Senhor nas mãos dos sacerdotes levitas, a quem o rei
Davi havia designado tarefas e serviços, de acordo com o que está na Lei de Moisés, com júbilo, hinos e cânticos espirituais. Restaurou os porteiros para que não entrasse ninguém que estivesse impuro.

Levou consigo os líderes dos batalhões de centenas, os nobres e ilustres, os governantes do povo e toda a população para juntos, acompanharem o caminhar do rei, desde a Casa do Senhor até ao palácio real. Eles passaram pela porta superior e colocaram o rei em seu trono.

Todo o povo bradava eufórico. Quando a cidade se acalmou, a notícia da morte de Atalia circulou.

Algumas lições a aprender.

Precisamos tomar posição como Joiada. Reunindo os consagrados ao Senhor. Para concretizar Sua vontade. Fazendo aliança com os que querem ser o povo do Senhor.

Que sejamos como esses sacerdotes, dispostos a estar na presença do Senhor. E como os levitas, prontos a servir, de acordo com a vontade dEle. Lembremos que somos Seu povo. Sua herança. Seus levitas.

Mas e Joás? Como será seu reinado? Que tipo de rei será? Fará novas alianças na presença do Senhor ou fora delas?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/resgate.html

quinta-feira, 25 de abril de 2019

2 Crônicas 12.1-13.22

Leitura do dia 25/04.

Na postagem anterior, vimos o Reino de Israel sendo esfacelado. Também vimos a importância que os levitas davam ao seu chamado. Uma excelente lição a aprender. Não devemos, em tempo algum e por nada, negociar nosso chamado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-101-1123.html

Agora, caminharemos pelas páginas dos capítulos doze e treze de 2 Crônicas.

Depois que Roboão consolidou seu reino, pasmem, ele desprezou a Lei do Senhor. Sim, isso mesmo! E todo Israel seguiu seu exemplo.

Como é sério você (ou eu) estar em uma posição de liderança e seguir por um caminho diferente do Caminho do Senhor. O líder é observado e seguido. Ele carrega uma influência muito grande. É capaz de levar o povo para o bem ou para o mal. http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/lideranca-pelo-exemplo.html

Agora, não apenas Israel está afastado do Senhor. Judá também.

Por terem se desviado dos caminhos do Senhor, ficaram expostos. Então, o rei do Egito, Sisaque, atacou Jerusalém. Era o quinto ano do rei Roboão. Sisaque foi até Judá com mil e duzentos carros de guerra e sessenta mil cavaleiros. Além desses, era incontável o exército de etíopes que veio com ele.

Ainda que Roboão tivesse fortificado as cidades de Judá, Sisaque conquistou cada uma delas. Até que chegou em Jerusalém.

Aquele corajoso profeta chamado Semaías foi até Roboão e aos líderes de Judá que estavam em Jerusalém, fugindo de Sisaque. Ele lhes comunicou a palavra do Semhor: "Vós me abandonastes, por isso Eu também vos entreguei na mão de Sisaque!"

Semaias tem minha admiração. Está sempre disposto a correr o risco que for para entregar a palavra que o Senhor lhe transmitia. Como deve ser, também conosco.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/nao-negocie-seu-chamado.html

Felizmente, quando ouviram essas palavras, os chefes de Israel e o rei se humilharam. Reconheceram que o Senhor é justo.

Quando o Senhor viu que se humilharam de verdade, com sinceridade em seus corações, entregou uma nova palavra a Semaías.

Novamente e corajosamente, Semaias foi até ao rei e lhe disse que em função da humilhação do povo, o Senhor não mais os destruiria. Antes, em breve lhes enviaria o livramento. Sua ira não seria mais derramada sobre Jerusalém através de Sisaque. No entanto, para que aprendessem a diferença entre servir ao Senhor e servir aos outros reis da terra, seriam submetidos ao domínio de Sisaque.

Desde que haviam saído do Egito não sabiam o que era servir a um rei estrangeiro. Não sabiam mais o que era ser escravo.

Lembra que quando Israel saiu do Egito levou muito ouro, dado pelos próprios egípcios? Pois bem, agora são eles os saqueados. Quando Sisaque invadiu Jerusalém, levou todos os tesouros do templo do Senhor e do palácio real. Levou até os escudos de ouro batido que Salomão havia mandado fazer.

Embora tenham sido perdoados, sofreram as consequências de seus pecados. Como li um dia, a respeito do ladrão que se converteu na cruz. Embora perdoado, foi crucificado. O Senhor não o livrou da cruz.

Roboão mandou fazer escudos de bronze para substituir os de ouro. Entregou-os aos chefes da guarda da entrada do palácio real. Sempre que o rei ia à Casa do Senhor, os guardas empunhavam os escudos. Quando saia, devolviam à sala da guarda para ficarem guardados. Como é triste ter seus escudos de outro trocados por escudos de bronze em consequência de pecado! Pare e pense um pouco na diferença que existe entre algo de ouro e de bronze.

Como Roboão humilhou-se, reconhecendo seu erro, não foi completamente destruído. Afinal, em Judá, ainda havia algo de bom. Amo esse versículo!

Ah, como a misericórdia do Senhor é fantástica! Ainda havia algo de bom em Judá. O Senhor lhes concederia mais de Sua misericórdia. Ele sempre espera que venhamos a nos arrepender. Nunca desiste de nós. http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/voce-e-eu-fazemos-diferenca.html

Depois desses acontecimentos, Roboão se fortaleceu novamente e reinou em Jerusalém. Estava com quarenta e um anos quando começou a reinar. Reinou dezessete anos. Sua mãe chamava-se Naamá e era amonita.

Porém Roboão errou. Não dispôs sinceramente seu coração para buscar a presença do Senhor. O Senhor é o único que nos conhece completamente. Ele sabe qual é a disposição dos nossos corações. Podemos enganar qualquer pessoa, mas não podemos enganá-Lo. Jamais.

O texto nos informa que todos os demais acontecimentos do reinado de Roboão foram escritos na história do profeta Semaías e do profeta Ido.

Durante todo esse tempo, Roboão e Jeroboão guerrearam entre si.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

Ele morreu e foi sepultado da Cidade de Davi. Seu filho Abias reinou em seu lugar.

Lembra de Abias? Filho de Maaca, a preferida de Roboão. Quando começou a reinar sobre Judá, era o décimo oitavo ano do reinado de Jeroboão sobre Israel. Também houve guerra entre eles.

Em uma dessas guerras, Abias preparou-se para lutar. Seu exército era de quatrocentos mil homens. Todos guerreiros escolhidos, treinados e corajosos.

Jeroboão também. Seu exército, oitocentos mil homens, igualmente escolhidos, hábeis e determinados. O dobro do tamanho do exército de Judá.

Abias postou-se no alto do monte Zemaraim, na região montanhosa de Efraim. Lá, declarou a Jeroboão e a todo o povo de Israel que o Senhor havia feito uma aliança irrevogável com Davi, celebrada com sal, de que o reino de Israel seria dado a ele e a seus descendentes.

Uma aliança celebrada com sal era uma aliança de alta importância, eterna.

Disse ainda que Jeroboão havia se rebelado contra Salomão. Que a Jeroboão havia se juntado um grupo de vadios e mercenários, homens maus e infiéis. Por ser Roboão ainda muito jovem, inexperiente e inseguro, não conseguiu resistir.

Abias conclamou o povo a julgar se poderiam resistir ao Reino do Senhor, que estava sob o poder dos descendentes de Davi. Será que achavam que venceriam por que eram muitos e tinham junto a si os bezerros de ouro que Jeroboão havia feito para serem seus deuses?

Lembrou-lhes que haviam expulsado os levitas e constituído sacerdotes, quaisquer que oferecessem uma "boa oferta".

Disse ainda que ele e o povo de Judá não haviam deixado o Senhor. Seus sacerdotes eram os filhos de Arão e os levitas estavam cumprindo suas funções. Todos os dias eram oferecidos os holocaustos como Moisés havia ordenado. Guardavam e obedeciam as orientações do Senhor. Mas eles haviam abandonado-O.

Por esse motivo, disse, o Senhor estaria com eles. Marchando sua à frente, assim como os sacerdotes com as trombetas, para anunciarem a guerra contra os israelenses. Ainda aconselhou o povo a não pelejar contra o Senhor porque seriam arrasados.

Contudo, Jeroboão teimou. Armou uma emboscada para atacar Judá pela retaguarda. Suas tropas estavam em frente de Judá, enquanto outra parte de seus guerreiros organizava uma cilada por trás.

Quando os comandantes de Judá viram que a batalha se travava violentamente tanto pela frente como por trás, clamaram ao Senhor. Os sacerdotes tocaram as trombetas. Os guerreiros de Judá deram o grito de guerra.

Quando gritaram, o Senhor feriu Jeroboão e todo Israel diante de Abias e de Judá.

O exército de Israel fugiu. Seus soldados compreenderam que Deus os havia entregue nas mãos do exército de Judá.

Abias e seu povo fizeram grande matança entre eles. Morreram quinhentos mil homens escolhidos, filhos de Israel. Foram totalmente humilhados.

Já os filhos de Judá venceram porque depositaram toda a confiança e obediência nas mãos do Senhor.

Abias perseguiu Jeroboão. Tomou dele as cidades de Betel, Jesana e Efrom, com suas respectivas aldeias e povoados. Jeroboão não restaurou mais seu poder. Foi ferido pelo Senhor. E morreu.

Abias se fortificou. Tomou catorze mulheres. Gerou vinte e dois filhos e dezesseis filhas.

Que possamos ser fiéis em todo o tempo, não apenas quando temos alguma necessidade. Não apenas quando nos é conveniente, abandonando-O se tudo vai bem.

Aprendamos a obedecer o Senhor, tal qual Semaías. Mesmo correndo riscos.

Aprendamos também que o pecado tem consequências. Ser perdoado não significa ser livre delas. Com certeza, teremos que enfrentá-las.

Aprendamos que servir ao Senhor é infinitamente melhor que servir a qualquer senhor. Todos os senhores são cruéis, exceto Ele.

Que possamos aprender a depositar toda nossa confiança e obediência nas mãos do Senhor. Assim, e só assim, seremos vencedores.

Não são os grandes exércitos de homens escolhidos que vencem, é o Senhor. Mesmo em menor número. Quando confiamos nEle, a guerra é dEle. A vitória nos é dada por Ele.

É verdade que devemos estar preparados para a guerra, como os exércitos de Judá e Israel. Mas a vitória é daqueles que nEle confiam.

Que aprendamos essa valiosa lição.

Amanhã prosseguimos. Leremos do capítulo quatorze ao capítulo dezesseis de 2 Crônicas.

Espero você. Até lá.

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