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terça-feira, 16 de julho de 2019

Isaías 1.1-31

Leitura do dia 15/07.

Continuamos nossa caminhada através das maravilhosas páginas da Palavra.

Ontem vimos que nada pode apagar o amor do Senhor por nós. Nada pode comprá-lo. Deu Sua vida. Voluntariamente. Para nos redimir e termos comunhão e intimidade com Ele. Ah, que nossa alma anseie pelo Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/cantares-71-814.html

Iniciamos um novo livro, Isaías. Ele profetizou antes do exílio de Judá. Começou seu ministério (diante dos homens) no último ano do Rei Uzias, e continuou durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias.

Hoje leremos os três primeiros capítulos. Na primeira postagem, apenas o capítulo um.

Quero lembrá-lo de que não faremos uma abordagem teológica ou escatológica. Nossa abordagem será simples e direta. Nossa intenção é que qualquer pessoa possa ter acesso à leitura da Palavra, sem complicações. É o alimento diário de todos nós.

Se queremos algo mais elaborado, temos que gastar mais tempo. Escavar mais. Orar mais. Estudar mais. Pesquisar mais. Incentivo-o a fazer isso. A Palavra nunca se esgota. Sempre tem algo novo e atual a nos ensinar.

Isaías começa seu livro sem rodeios. O Senhor lhe entregou uma palavra. E ele a repassa. Esta palavra é dirigida ao povo do Senhor. Somos Seu povo. Está falando com aqueles de nós que se rebelaram contra Ele. Não é ao que não O conhece.

O Senhor fala que até mesmo o boi conhece Seu dono. O jumento reconhece que seu senhor cuida dele. Mas, Seu povo não. Seu povo não consegue perceber Seu cuidado. Não consegue ser grato.

É uma nação pecadora. O peso da culpa a sobrecarrega. Não consegue andar. Deram as costas para o Senhor. Continuam sua vida cada vez mais afastados. Cada vez em pior situação.

O pecado faz isso. Transforma-nos em uma “ferida ambulante”. Até podemos andar de cá para lá. Mas a ferida nos cobre. Da cabeça aos pés. Nada em nós tem saúde. Tem vida.

“Pois o salário do pecado é a morte, mas a dádiva de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. – Romanos 6.23

Enquanto Israel deveria ser uma benção para todas as nações, um exemplo de como é feliz quem serve o Senhor, está em ruínas. Suas cidades estão queimadas. Os estrangeiros saqueiam seus campos, destruindo tudo por onde passam. Sião, a bela cidade, está abandonada. Assim como o abrigo do vigia. É o retrato perfeito de todos que abandonam o Senhor.

Se não fosse Sua misericórdia, o profeta nos conta, não sobraria ninguém. Teriam sido exterminados como Sodoma e Gomorra. Ele compara Israel e Judá (os reinos do Norte e do Sul) a essas duas cidades.

Os sacrifícios continuam. Mas são meros rituais. Sem sentido algum. Ninguém mais traz as ofertas como agradecimento. Nem os holocaustos como reconhecimento de culpa e necessidade de perdão. As festas constituídas pelo próprio Senhor tornaram-se apenas datas religiosas. Que são cumpridas. Sem o coração voltado para Ele. O Senhor está farto. Ele conhece os corações.

Não ouvirá as orações de um povo cujas mãos estão cobertas de sangue.

Ainda assim, o Senhor em Sua infinita misericórdia, chama Seu povo ao arrependimento. Que todos se limpem. Que mudem suas atitudes. Parem de fazer o mal. Comecem a fazer o bem. Busquem a justiça. Ajudem os oprimidos. Defendam a causa dos órfãos. Lutem pelos direitos das viúvas.

Sua fala é magnífica. Ainda que os pecados de Seu povo sejam vermelhos como o escarlate e o carmesim, Ele os tornará brancos como a neve e a lã.

Tudo que precisam fazer é ter disposição para obedecer.

Quando olhamos à nossa volta ou até para nós mesmos, será que nos identificamos com Seu povo quando estava nestas condições? Será que a Igreja do Senhor tem se portado como Igreja do Senhor? Nossas vestes estão limpas? Estamos fazendo o bem? Estamos buscando a justiça? Ajudando os oprimidos? Defendendo a causa e o direito dos indefesos?

O Senhor olha e vê que a cidade outrora fiel, tornou-se uma prostituta. Está cheia de assassinos. É desprezível. Seus líderes são rebeldes. Companheiros de ladrões. Amam o suborno. Exigem propina. Não defendem a causa e os direitos dos indefesos.

Não é terrível olhar para nossa nação e ver que a maioria das “igrejas” estão assim? Onde deveria haver socorro aos indefesos e necessitados, vemos exigências de ofertas, cada vez maiores. Vemos suborno e propina. Vemos bênçãos sendo negociadas. Vemos pessoas sendo exaltadas por terem, não pelo que são. Vemos pessoas que são sendo rebaixadas por não terem o que os líderes têm desejado, poder e riquezas.

O Senhor fala que levantará Seu punho contra Seu povo. Para purificar. Para que Seu povo volte. Para que Sua cidade seja novamente chamada de Centro da Justiça e Cidade Fiel. Sim, os que se arrependerem serão restaurados.

“Pois o salário do pecado é a morte, mas a dádiva de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. – Romanos 6.23

Mas, os que não se arrependerem, receberão exatamente o que merecem.

As obras de todos são provadas pelo fogo. Quem só tem palha será queimado junto com suas obras. Ninguém conseguirá apagar o fogo.

Não é Sua ira em prática. É sua justiça. Colhemos o que plantamos, invariavelmente. Graças ao Senhor, podemos nos arrepender e ser poupados de muitas coisas, mas se não o fizermos, queimaremos junto com nossas obras. Somos feito de palha, tal como elas? Ou somos o ouro, purificado pelo fogo?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

2 Crônicas 24.1-27


pessoa em pé no meio da sala
Leitura do dia 29/04.

Na postagem anterior, vimos o sacerdote Joiada restaurando a aliança com o Senhor, entre ele, o povo e o rei.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-231-21.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo vinte e quatro.

Joás estava com sete anos quando começou a reinar. Reinou quarenta anos em Jerusalém. Agiu e viveu de modo agradável ao Senhor durante todos os dias do sacerdote Joiada.

E depois?

Joiada escolheu duas esposas para Joás. Ele casou-se com elas, conforme a tradição. Teve filhos e filhas. Aceitou a direção de Joiada. Não fez aliança de matrimônio com a família de Acabe.

Depois, Joás decidiu reformar a Casa do Senhor. Reuniu os sacerdotes e levitas. Ordenou-os a saírem pelas cidades de Judá e receber o imposto que o povo deveria pagar para os consertos que eram feitos todos os anos no templo. Ordenou que fizessem essa cobrança com rapidez.

Os levitas procrastinaram. Não se apressaram em cumprir as ordens do rei. O rei mandou chamar Joiada, que era o chefe, e lhe perguntou porque não havia obrigado os levitas a trazerem o imposto ordenado por Moisés, à comunidade de Israel. Atalia e seus filhos haviam arruinado a casa do Senhor. Utilizaram todos os objetos sagrados em seus próprios cultos e rituais aos baalins.

Por ordem do rei, construíram uma caixa e a colocaram à entrada da casa do Senhor. Fizeram uma convocação geral em todo Judá para que trouxessem ao Senhor o imposto que Moisés havia instituído. Todos obedeceram com alegria às ordens do rei. Trouxeram suas contribuições, colocando-as na caixa. Até que ela se encheu.

Os levitas levavam a caixa até os supervisores do rei. Sempre que estava lotada, o secretário real e o oficial do sumo sacerdote tinham a responsabilidade de esvaziar e colocá-la novamente à entrada da Casa do Senhor. Fazendo isso regularmente, juntaram muito dinheiro.

O rei e Joiada entregavam a prata acumulada aos encarregados da obra do templo. Eles pagavam todos os salários. Dos pedreiros, carpinteiros, especialistas em trabalhar com ferro e bronze. Todos que se dedicavam aos trabalhos de reforma.

Os encarregados eram leais e diligentes. Isso garantiu o progresso da reforma. Reconstruíram o templo de acordo com o modelo original. E ainda o reforçaram.

Quando concluíram, trouxeram o restante da arrecadação. Apresentaram a Joiada e ao rei. Com esse restante foram feitos utensílios para o templo, objetos para o serviço religioso e para holocaustos, além de tigelas e outros utensílios de ouro e prata.

Enquanto Joiada viveu, sacrifícios e holocaustos foram oferecidos continuamente na Casa do Senhor.

Mas o tempo passou. Joiada envelheceu. Morreu em idade avançada. Tinha cento e trinta anos quando faleceu. Sepultaram-no na Cidade de Davi, com os grandes reis. Ele havia realizado o bem para todo o povo de Israel. Especialmente para com Deus e Sua casa.

Ah, quando leio esse “mas”, meu coração fica apertado. Quase pára. O que acontecerá agora?

Logo depois da morte de Joiada, os líderes de Judá reuniram-se com o rei. Em meio a lisonjas e reverências, deram-lhe sugestões, que foram aceitas. Abandonaram a casa do Senhor. Voltaram a prestar culto e adoração aos totens pagãos e aos ídolos de todas as formas.

A ira do Senhor caiu sobre Judá e Jerusalém com severidade. O Senhor enviou Seus profetas para trazê-los de volta à sensatez e a Ele. Os profetas pregaram a Palavra. Protestaram contra a má conduta do povo. Ninguém quis dar ouvidos à verdade.

Certo dia o Espírito do Senhor apoderou-se de Zacarias filho de Joiada. O Senhor o conduziu à frente do povo. Ele perguntou porque transgrediam Seus mandamentos a ponto de não ser possível sequer prosperar. Disse ainda que, como eles O abandonaram, Ele os faria experimentar Seu afastamento deles. Mas não quiseram ouvir a verdade. Conspiraram contra Zacarias. Apedrejaram-no em pleno pátio da Casa do Senhor. Por ordem do próprio rei. Inacreditável!

Joás não se lembrou com gratidão de toda a bondade que Joiada, pai de Zacarias, lhe dedicara. Mandou executar sumariamente seu filho. Zacarias, antes de morrer exclamou: “Que o Senhor contemple a tua injustiça e te retribua!”

Por volta da primavera, na virada do ano, o exército da Síria decidiu atacar Joás. Invadiram Judá até Jerusalém. Exterminaram todos os chefes e líderes do povo. Encaminharam todo o despojo de guerra ao seu rei.

O exército sírio tinha atacado com menos soldados do que o exército dos judeus. Mas o Senhor fez parecer que era um exército muito grande, poderoso e destemido. Tudo porque Judá havia sido desleal, abandonando-O. Assim, o juízo foi plenamente executado sobre Joás.

Quando os sírios voltaram para suas terras, deixaram Joás gravemente ferido. Seus servos conspiraram contra ele, por causa do sangue de Zacarias. Foi assassinado em seu próprio leito. Foi sepultado na Cidade de Davi. Mas não nos túmulos dos grandes reis da nação. Seu filho Amazias assumiu o trono e reinou em seu lugar.

Vamos à algumas lições.

Joás, mesmo sendo rei, ouvia os conselhos de Joiada. E Joiada era alguém que merecia, de fato, ser ouvido. Era fiel ao Senhor.

Depois de certo tempo, Joás decidiu reformar a Casa do Senhor. Um ato louvável, uma vez que sua avó havia arruinado o templo. Fez certo, reunindo os sacerdotes e levitas, que eram os responsáveis pelo cuidado da casa do Senhor. Também fez certo quando ordenou que recebessem o imposto próprio para esse serviço. Pessoas certas com os recursos adequados. E mais, deveriam fazer tudo com a rapidez necessária.

Ah, mas os levitas, que deveriam ser os mais preocupados com essa restauração, procrastinaram. Felizmente Joás estava atento e mandou corrigiu esse erro. Que perigo corremos ao procrastinar com nossas obrigações, principalmente diante do Senhor!

Um líder tem grande influência sobre um povo. Quando convocado para trazerem ao Senhor o imposto, o povo trouxe. E com alegria. A casa do Senhor seria restaurada. E foi. Não consigo imaginar isso acontecendo. Um imposto sendo pago com alegria e sendo usado para o que foi recolhido!

O povo continuou trazendo. Quando a caixa ficava lotada, era esvaziada. Os recursos foram usados fielmente para a obra e pagamento do salário dos que nela trabalhavam. E pasme, você leu corretamente. Os encarregados eram leais e diligentes. A reforma foi feita por especialistas, que não superfaturaram a obra. Nada do que foi arrecadado, foi desviado. O templo foi reconstruído como o original. Ainda o reforçaram. E sobrou dinheiro. Quanta lealdade! Como precisamos disso em nossos dias!

Que homem esse Joiada! Enquanto viveu, houve sacrifícios e holocaustos. Houve fidelidade. Houve restauração. Foi até sepultado com os grandes reis.

Como Joiada é uma grande alegria, Joás é uma grande decepção. Logo que perdeu seu conselheiro, aceitou lisonjas e abandonou o Senhor. Onde sua fé estava apoiada? Tinha uma cópia da Lei para que fosse lida todos os dias. Mas não conheceu o Senhor. Até podia saber a lei mas não a vida por trás dela. Que tristeza!

O Senhor enviou Seus profetas para levar Judá ao arrependimento. Em vão. Enviou Seu juízo para alinhar Judá. Em vão. Não queriam mais nada com a verdade. A mentira é mais fácil de seguir. Aparentemente não requer nada. Mas é só aparentemente. Seu salário é a morte.

E o que Joás fez com Zacarias, filho do homem que o protegera, o guiara? Enquanto entrega uma palavra do Senhor, Joás manda que o matem. Em pleno pátio da casa do Senhor!

A que ponto chegou a apostasia de Joás, sua deslealdade, sua ingratidão? Tudo por ter seguido o conselho de homens que lisonjeavam seu ego.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

Como Zacarias orou, o Senhor que tudo contempla, contemplou a injustiça de Joás e a retribuiu. Foi derrotado por um exército menor que o dele. Depois, foi assassinado por quem deveria serví-lo. E mesmo sendo rei, não foi sepultado nos túmulos dos grandes reis.

Ah, é verdade, seu filho reinou em seu lugar, mas só por causa da misericórdia do Senhor, que se lembrou do que havia prometido a Davi, ainda que seus filhos não tenham sido fiéis a Ele, como deveriam.

Quantas lições a serem aprendidas!

E agora, como será o reinado de Amazias?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/tudo-foi-quebrado.html

terça-feira, 31 de julho de 2018

Tudo foi quebrado


Vamos continuar nossa caminhada através de 2 Crônicas.

Ontem vimos o sacerdote Joiada restaurando a aliança com o Senhor, entre ele, o povo e o rei.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/resgate.html

Hoje, caminharemos pelas páginas do capítulo 24.

Joás estava com sete anos quando começou a reinar. Reinou quarenta anos em Jerusalém. Agiu e viveu de modo agradável ao Senhor durante todos os dias do sacerdote Joiada.

E depois?

Joiada escolheu duas esposas para Joás. Ele casou-se com elas, conforme a tradição. Teve filhos e filhas. Aceitou a direção de Joiada. Não fez aliança de matrimônio com a família de Acabe.

Depois, Joás decidiu reformar a Casa do Senhor. Reuniu os sacerdotes e levitas. Ordenou-os a saírem pelas cidades de Judá e receber o imposto que o povo deveria pagar para os consertos que eram feitos todos os anos no templo. Ordenou que fizessem essa cobrança com rapidez.

Os levitas procrastinaram. Não se apressaram em cumprir as ordens do rei.

O rei mandou chamar Joiada, que era o chefe, e lhe perguntou porque não havia obrigado os levitas a trazerem o imposto ordenado por Moisés, à comunidade de Israel.

Atalia e seus filhos haviam arruinado a casa do Senhor. Utilizaram todos os objetos sagrados em seus próprios cultos e rituais aos baalins.

Por ordem do rei, construíram uma caixa e a colocaram à entrada da casa do Senhor. Fizeram uma convocação geral em toda Judá para que trouxessem ao Senhor o imposto que Moisés havia instituído.

Todos obedeceram com alegria às ordens do rei. Trouxeram suas contribuições, colocando-as na caixa. Até que ela se encheu.

Os levitas levavam a caixa até os supervisores do rei. Sempre que estava lotada, o secretário real e o oficial do sumo sacerdote tinham a responsabilidade de esvaziar e colocá-la novamente à entrada da Casa do Senhor. Fazendo isso regularmente, juntaram muito dinheiro.

O rei e Joiada entregavam a prata acumulada aos encarregados da obra do templo. Eles pagavam todos os salários. Dos pedreiros, carpinteiros, especialistas em trabalhar com ferro e bronze, que se dedicavam aos trabalhos de reforma.

Os encarregados eram leais e diligentes. Isso garantiu o progresso da reforma.

Reconstruíram o templo de acordo com o modelo original. E ainda o reforçaram.

Quando concluíram, trouxeram o restante da arrecadação. Apresentaram a Joiada e ao rei. Com esse restante foram feitos utensílios para o templo, objetos para o serviço religioso e para holocaustos, além de tigelas e outros utensílios de ouro e prata.

Enquanto Joiada viveu, sacrifícios e holocaustos foram oferecidos continuamente na Casa do Senhor.

Mas o tempo passou. Joiada envelheceu. Morreu em idade avançada. Tinha cento e trinta anos quando faleceu. Sepultaram-no na Cidade de Davi, com os grandes reis. Ele havia realizado o bem para todo o povo de Israel. Especialmente para com Deus e Sua casa.

Ah, quando leio esse “mas”, meu coração fica apertado. Quase pára. O que acontecerá agora?

Logo depois da morte de Joiada, os líderes de Judá reuniram-se com o rei. Em meio a lisonjas e reverências, deram-lhe sugestões, que foram aceitas. Abandonaram a casa do Senhor. Voltaram a prestar culto e adoração aos totens pagãos e aos ídolos de todas as formas.

A ira do Senhor caiu sobre Judá e Jerusalém com severidade. O Senhor enviou Seus profetas para trazê-los de volta à sensatez e a Ele.

Os profetas pregaram a Palavra. Protestaram contra a má conduta do povo. Ninguém quis dar ouvidos à verdade.

Certo dia o Espírito do Senhor apoderou-se de Zacarias filho de Joiada. O Senhor o conduziu à frente do povo. Ele perguntou porque transgrediam Seus mandamentos a ponto de não ser possível sequer prosperar. Disse ainda que, como eles O abandonaram, Ele os faria experimentar Seu afastamento deles.

Mas não quiseram ouvir a verdade. Conspiraram contra Zacarias. Apedrejaram-no em pleno pátio da Casa do Senhor. Por ordem do próprio rei. Inacreditável!

Joás não se lembrou com gratidão de toda a bondade que Joiada, pai de Zacarias, lhe dedicara. Mandou executar sumariamente seu filho.

Zacarias, antes de morrer exclamou: “Que o Senhor contemple a tua injustiça e te retribua!”

Por volta da primavera, na virada do ano, o exército da Síria decidiu atacar Joás. Invadiram Judá até Jerusalém. Exterminaram todos os chefes e líderes do povo. Encaminharam todo o despojo de guerra ao seu rei.

O exército sírio tinha atacado com menos soldados do que o exército dos judeus. Mas o Senhor fez parecer que era um exército muito grande, poderoso e destemido. Tudo porque Judá havia sido desleal, abandonando-O. Assim, o juízo foi plenamente executado sobre Joás.

Quando os sírios voltaram para suas terras, deixaram Joás gravemente ferido. Seus servos conspiraram contra ele, por causa do sangue de Zacarias. Foi assassinado em seu próprio leito.

Foi sepultado na Cidade de Davi. Mas não nos túmulos dos grandes reis da nação.

Seu filho Amazias assumiu o trono e reinou em seu lugar.

Vamos à algumas lições.

Joás, mesmo sendo rei, ouvia os conselhos de Joiada. E Joiada era alguém que merecia, de fato, ser ouvido. Era fiel ao Senhor.

Depois de certo tempo, Joás decidiu reformar a Casa do Senhor. Um ato louvável, uma vez que sua avó havia arruinado o templo. Fez certo, reunindo os sacerdotes e levitas, que eram os responsáveis pelo cuidado da casa do Senhor. Também fez certo quando ordenou que recebessem o imposto próprio para esse serviço. Pessoas certas com os recursos adequados. E mais, deveriam fazer tudo com a rapidez necessária.

Ah, mas os levitas, que deveriam ser os mais preocupados com essa restauração, procrastinaram. Felizmente Joás estava atento e mandou corrigiu esse erro. Que perigo corremos ao procrastinar com nossas obrigações, principalmente diante do Senhor!

Um líder tem grande influência sobre um povo. Quando convocado para trazerem ao Senhor o imposto, o povo trouxe. E com alegria. A casa do Senhor seria restaurada. E foi. Não consigo imaginar isso acontecendo. Um imposto sendo pago com alegria e sendo usado para o que foi recolhido!

O povo continuou trazendo. Quando ficava lotada, era esvaziada. Os recursos usados fielmente para a obra e pagamento do salário dos que nela trabalhavam. E pasme, você leu corretamente. Os encarregados eram leais e diligentes. A reforma foi feita por especialistas, que não superfaturaram a obra. Nada do que foi arrecadado, foi desviado. O templo foi reconstruído como o original. Ainda o reforçaram. E sobrou dinheiro. Quanta lealdade! Como precisamos disso em nossos dias!

Que homem esse Joiada! Enquanto viveu, houve sacrifícios e holocaustos. Houve fidelidade. Houve restauração. Foi até sepultado com os grandes reis.

Como Joiada é uma grande alegria, Joás é uma grande decepção. Logo que perdeu seu conselheiro, aceitou lisonjas e abandonou o Senhor. Onde sua fé estava apoiada? Tinha uma cópia da Lei para que fosse lida todos os dias. Mas não conheceu o Senhor. Até podia saber a lei mas não a vida por trás dela. Que tristeza!

O Senhor enviou Seus profetas para levar Judá ao arrependimento. Em vão. Enviou Seu juízo para alinhar Judá. Em vão. Não queriam mais nada com a verdade. A mentira é mais fácil de seguir. Aparentemente não requer nada. Mas é só aparentemente. Seu salário é a morte.

E o que Joás fez com Zacarias, filho do homem que o protegera, o guiara? Enquanto entrega uma palavra do Senhor, Joás manda que o matem. Em pleno pátio da casa do Senhor!

A que ponto chegou a apostasia de Joás, sua deslealdade, sua ingratidão? Tudo por ter seguido o conselho de homens que lisonjeavam seu ego. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

Como Zacarias orou, o Senhor que tudo contempla, contemplou a injustiça de Joás e a retribuiu. Foi derrotado por um exército menor que o dele. Depois, foi assassinado por quem deveria serví-lo. E mesmo sendo rei, não foi sepultado nos túmulos dos grandes reis.

Ah, é verdade, seu filho reinou em seu lugar, mas só por causa da misericórdia do Senhor, que se lembrou do que havia prometido a Davi, ainda que seus filhos não tenham sido fiéis a Ele, como deveriam.

Quantas lições a serem aprendidas!

E agora, como será o reinado de Amazias?

Amanhã continuamos. Espero você. 

terça-feira, 3 de abril de 2018

Dez leprosos são curados! De uma vez!

Continuamos nosso caminho percorrendo Lucas, capítulo 17. Do versículo 11 ao 19.

O Senhor Jesus prossegue Seu caminho para Jerusalém. Nós O observamos.

Ele passa entre a divisa de Samaria e Galiléia.

Já sabemos que os judeus e os samaritanos não se dão bem. Os samaritanos haviam se misturado com outras nações. Eram considerados estrangeiros pelos judeus.

Ele entra em um povoado.

Dez leprosos dirigem-se a Ele. Ficam a certa distância. Não podem se aproximar. São imundos. Gritam em alta voz: “Jesus, Mestre, tem piedade de nós!”

Ao vê-los Jesus diz: “Vão mostrar-se aos sacerdotes”. Simples assim.

Ele não ora. Não diz que estão curados. Nada. Apenas ordena que vão até aos sacerdotes e se mostrem a eles.

Os sacerdotes eram os responsáveis para declarar alguém puro ou impuro. Quanta responsabilidade!

Aqueles dez homens obedecem. Enquanto iam, são purificados.

Tenho que levantar minha plaquinha! Dez leprosos sendo curados de uma só vez! É maravilhoso demais!

Um deles, apenas um, quando viu que estava curado, antes de mostrar-se aos sacerdotes, voltou, louvando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés do Senhor e Lhe agradeceu.

Este homem era samaritano.

Jesus perguntou se não haviam sido purificados todos os dez. Sim, foram. E onde estavam os outros nove, Ele questionou. Ficou admirado porque nenhum deles voltou para louvar a Deus, a não ser aquele estrangeiro.

Ele disse ao homem: “Levante-se e vá; a sua fé o salvou”.

Conseguimos enxergar a diferença entre esse homem e os outros nove? Esse homem não foi apenas curado de sua lepra. Ele foi salvo por sua fé em Jesus.

Em nossa caminhada até podemos ser curados, receber bênçãos, mas o que realmente importa é nossa fé em Jesus, é sermos salvos por Ele. É alcançarmos a salvação.

O que realmente fará diferença em nossas vidas são as escolhas que fazemos que repercutirão para a eternidade. Não aquelas que só dizem respeito a essa vida, terrena e finita.

Que nossos corações estejam voltados para o céu.

Vamos ficar por aqui.

Espero você amanhã.