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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Ezequiel 22.1-24.27

Leitura do dia 02/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Ezequiel.

Na postagem anterior vimos o cântico fúnebre pelos reis de Israel. Sua rebelião.

A obediência lhes daria vida. Mas não quiseram.

Também vimos a espada de julgamento do Senhor. Ele julgará a todos. Com justiça. Então, o mundo inteiro saberá que Ele é o Senhor. Não há nenhum outro. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-191-2132.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo vinte e dois. Até o capítulo vinte e quatro.

O Senhor pergunta a Ezequiel se está preparado para pronunciar julgamento sobre Jerusalém, a cidade de assassinos. Ordena que o profeta transmita Sua mensagem, para que Jerusalém veja como são detestáveis seus pecados. É culpada pelo sangue que derramou. Está contaminada pelos ídolos que fez. Quando o Senhor fala da cidade, está falando de seus habitantes.

Todo líder de Israel que mora entre seus muros está decidido a derramar sangue. Ninguém decide obedecer o Senhor. O pecado é tamanho que pais e mães são tratados com desprezo. Estrangeiros são obrigados a pagar por proteção. Órfãos e viúvas são oprimidos. As coisas santas são desprezadas. Os sábados do Senhor, profanados. Pessoas acusam outras falsamente, condenando-as à morte. Por toda parte há idólatras e obscenos. Homens tem relações com a mulher de seu pai e se impõem sobre mulheres menstruadas, faltando-lhes com o respeito. Adulteram com a esposa do vizinho. Contaminam a nora. Violentam a própria irmã. Há assassinos de aluguel por toda parte. Agiotas cobram juros abusivos. Pessoas praticam extorsão, sem um pingo de vergonha. Não se lembram do Senhor.

Leio novamente. Estou lendo um texto escrito há milênios atrás ou o jornal de hoje? Parece que é a mesma coisa! Quando pessoas se afastam do Senhor, essas calamidades todas acontecem. Que o Senhor olhe para nós e tenha misericórdia. E faça justiça.

O Senhor ordena Ezequiel a dizer que o povo de Israel é desprezível. Sem valor. Como o refugo de metais quando derretidos na fornalha. Sua ira arderá e derreterá Seu povo. Assim, saberão que foi sua fúria que derramou-se sobre eles. Quando de Sua indignação, serão como uma terra sem chuva.

Seus príncipes tramam conspirações. Devoram inocentes. Apropriam-se de tesouros. Obtém riquezas por extorsão. Fazem muitas viúvas na terra.

Seus sacerdotes não guardam Sua lei. Profanam Suas coisas santas. Não fazem distinção entre o sagrado e o profano. Nem ensinam Seu povo a distinguir entre o cerimonialmente puro e impuro. Desrespeitam Suas leis. E O desonram.

Seus líderes são como lobos que despedaçam suas vítimas, sem nenhuma compaixão. Destroem vidas por dinheiro.

Seus profetas encobrem tudo. Não querem que ninguém veja o que está acontecendo. Contam mentiras. Visões falsas. Previsões que o Senhor não falou.

E, como se não bastasse, o povo oprime os pobres, rouba dos necessitados e nega justiça aos estrangeiros.

Novamente olho. Estou lendo o livro de Ezequiel? Ou passei a ler o jornal de hoje? Como podemos estar vivendo em épocas tão diferentes com acontecimentos tão semelhantes?

O Senhor procurou alguém que reconstruísse o muro que guarda a terra. O muro que protege as cidades. Sua Palavra nos ensina o caminho de proteção. Ele procurou alguém que ficasse na brecha para não precisar trazer juízo e destruição. Não encontrou ninguém.

E hoje? Ele ainda procura. Antes de enviar Seu justo juízo, o castigo merecido a todos que se afastam dEle cometendo os pecados citados acima. Irá encontrar alguém que fique na brecha? Que clame por Ele? Que esteja disposto a voltar às antigas veredas? Que esteja disposto a construir o muro de proteção que são Seus ensinamentos? Irá nos encontrar?

Novamente o Senhor compara cidades a mulheres. Fala de duas irmãs. Filhas da mesma mãe. As duas cidades são Samaria, capital de Israel, reino do Norte e, Jerusalém, capital de Judá, reino do Sul.

Ambas se prostituíram. Desde sua mocidade, quando ainda estavam no Egito. Nunca deixaram seus ídolos que lá conheceram. Quando servimos a qualquer outro deus que não o Senhor, estamos nos prostituindo. Entregando a outro (s) o que é apenas dEle.

Ele julga as duas irmãs. Samaria foi depravada, mas Jerusalém foi pior. Entregou-se totalmente ao desejo e à prostituição. Não se lembrou dEle. Serão castigadas com o castigo que merecem e, quando tal acontecer, não olharão mais para seus ídolos. Não terão mais saudades do Egito. Voltarão seus olhos para o Senhor.

Antes, porém, Jerusalém será exposta para todo o mundo. Como advertência. Foi ela mesma que trouxe toda essa calamidade sobre si. Esqueceu-se do Senhor. Deu-Lhe as costas. Sofrerá as consequências de sua depravação e prostituição.

Cometeram adultério ao adorarem ídolos e assassinato ao sacrificarem seus filhos que geraram para o Senhor. Essas duas cidades serão julgadas por justos, que a julgarão de acordo com o que realmente são. Adúlteras e assassinas.

O Senhor ordenou que Ezequiel colocasse uma panela no fogo. Com água dentro. Que escolhesse as melhores partes da carne. E cozinhasse. Disse que Jerusalém é uma cidade de assassinos. Como uma panela enferrujada. Que não pode ser limpa. O sangue que ela derramou não foi na terra para, pelo menos, ser coberta com o pó. Foi na pedra. Deixou sua marca.

Ezequiel deveria cozinhar a carne com diversos temperos. Depois, queimar os ossos. Em seguida, colocar a panela vazia sobre as brasas. E deixar que queimasse. Até ficar incandescente. Assim era Jerusalém. O Senhor tentou limpá-la. Não quiseram. Então, seria julgada de acordo com suas ações.

O profeta recebeu uma mensagem terrivelmente triste. Em um só golpe O Senhor tiraria dele seu tesouro mais precioso. O que seria? Ações na bolsa? Dinheiro em aplicações? Imóveis? Gado? Joias?

Ezequiel não deve demonstrar tristeza alguma com sua perda. Não deve chorar. Nem derramar sequer uma lágrima. Que sofra em silêncio. Mas não lamente junto ao túmulo. Não descubra a cabeça. Nem fique descalço. Não siga nenhum ritual de luto. Nem aceite a comida que os amigos levavam para consolar o enlutado.

Então, já sabemos que esse tesouro é uma pessoa. Ezequiel sabia quem era seu tesouro mais precioso. Pessoas sempre são nossos tesouros mais preciosos. Sempre.

Pela manhã ele anunciou a mensagem ao povo. À tarde, seu tesouro mais precioso, sua esposa, faleceu. Consegue imaginar sua desolação? Perdeu seu tesouro mais precioso. Agora está só em uma terra distante. Anunciando a mensagem a um povo que não quer ouvir. Não quer se arrepender.

Mesmo com o coração partido, no dia seguinte, ele fez tudo que o Senhor lhe ordenara. Nem ao menos reclamou. É, não é fácil ser profeta.

O povo lhe perguntou o que significava aquilo. O que queria dizer? Ele respondeu. O Senhor iria profanar Seu templo. A fonte da segurança deles, seu orgulho. Seus filhos e filhas seriam mortos à espada. Não pranteariam. Definhariam por causa de seus pecados. Lamentariam uns com os outros por todo mal de fizeram. Ezequiel servira de exemplo. Quando este dia chegasse, saberiam que Ele é o Senhor Soberano.

O Senhor disse ao profeta que um sobrevivente de Jerusalém iria ao seu encontro em Babilônia e contaria o que aconteceu em Jerusalém. Ficaria mudo até lá. Só falaria quando encontrasse com esse mensageiro. Então saberiam que Ele é o Senhor.

O pecado, cujo salário é a morte (Romanos 6.23), levou Israel a total destruição. O Senhor passou anos e anos enviando profetas para admoestar e advertir Seu povo. Não quiseram ouvir. Continuaram com sua idolatria e suas maldades. Até que o dia chegou. Não acreditavam que chegaria. Mas chegou. Ele sempre cumpre Sua palavra, acredite.

Que nos arrependamos e voltemos ao Senhor. Que somente Ele seja nosso Senhor. Que todos os ídolos sejam derrubados.

Sondemos nossos corações!

"Venham, voltemos para o Senhor! Ele nos despedaçou, agora irá nos sarar. Ele nos feriu, agora nos fará curativos. Em pouco tempo nos restaurará, e logo viveremos em Sua presença. Ah, como precisamos conhecer o Senhor; busquemos conhecê-Lo! Ele nos responderá, tão certo como chega o amanhecer ou vêm as chuvas da primavera". - Oseias 6.1-3

Continuamos na próxima postagem. Leremos do capítulo vinte e cinco ao capítulo vinte e seis.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Salmo 106.1-48

Leitura do dia 19/06.

Na postagem anterior, vimos o salmista cantar um resumo da história de Israel. Desde que eram apenas uma família. Até chegarem à terra prometida. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1051-45.html

Agora, caminharemos através do Salmo cento e seis.

Nele, o salmista começa proclamando que todos deem graças ao Senhor. Porque Ele é bom. Tão bom que Seu amor não tem fim. Dura para sempre.

Faz um questionamento. Quem poderá contar Seus poderosos feitos? Só posso responder: “Ninguém”. Não conseguimos contar tudo que faz. Mesmo em nossas vidas. Quantas vezes recebemos livramentos e bênçãos que nem temos conhecimento?

E quem poderá louvá-Lo como merece? Com certeza, nós não podemos. Somos pequenos. Ainda assim, Ele fica feliz com nosso louvor.

Ah, como são felizes os que fazem o que é certo e praticam o tempo todo a justiça. São eles que habitam no monte do Senhor. Tem Sua presença constante em suas vidas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/salmos-111-155.html

O salmista clama que o Senhor lembre-se dele. Que se aproxime e o resgate. Assim como seus antepassados, pecou. Então, também canta a história de Israel.

Foram desobedientes. Rebeldes. Não deram valor às Suas maravilhas. Não se lembraram de Seus feitos de bondade. Rebelaram-se contra Ele junto ao Mar Vermelho. Ainda assim, o Senhor, por Sua bondade, abriu o mar. Eles passaram a seco. Quando atravessaram o mar, creram em Suas promessas. E cantaram louvores.

Mas, logo esqueceram. Não quiseram esperar por Seus conselhos. Eu sei. É muito difícil esperar. Cada dia fica mais difícil. Queremos que Seus conselhos venham na velocidade da luz. Ou, no mínimo, em uma entrega expressa. Quem sabe na velocidade de um micro-ondas. Não temos paciência. Tudo exige velocidade. E não queremos esperar. Como o povo de Israel fez.

E, quantas vezes nos voltamos para métodos e ensinamentos que parecem nos responder instantaneamente. Como Israel que trocou o Senhor, o glorioso Senhor, pela estátua de um boi. Um boi que come capim. Rebaixaram o Criador do universo a um animal comedor de capim. Porque não quiseram esperar.

No deserto, ao invés de aprenderem, tornaram-se insaciáveis. Tiveram inveja de Moisés e Arão. Por isso, a terra se abriu e engoliu vários rebeldes.

Esqueceram-se do Senhor. E de tudo que fizera no Egito. No Mar Vermelho.

O Senhor declarou que iria acabar com todos. Mas, Moisés, que podia ter concordado (seria bem mais fácil para ele), levantou-se. Colocou-se entre o Senhor e o povo. Clamou por Sua misericórdia. E foi atendido.

Ainda assim, sendo poupados da destruição, recusaram-se a entrar na terra prometida, agradável, segura. Não creram em Suas promessas. Para que o Senhor os levaria até a fronteira se não fossem para entrar? Eles não creram. Resmungaram. E Não deram ouvidos ao Senhor. Colheram o que plantaram. Morreram no deserto.

Mas antes, ainda fizeram pior. Não satisfeitos com o bezerro de ouro que adoraram, uniram-se aos adoradores de Baal. Comeram sacrifícios oferecidos aos mortos. O Senhor se irou. Uma praga se alastrou entre eles. E ia destruindo-os. Até que Fineias, descendente de Arão, teve coragem de intervir. E a praga cessou.

Que homem é esse? O Senhor enviou a praga. Ia matar o povo. Mas ele interviu. Por seu ato, a praga foi detida. Teve coragem, como Moisés havia tido. Ficou entre o povo e o Senhor. Foi considerado justo. Porque interviu. Consegue perceber o que Fineias conseguiu?

Em Meribá também pecaram. Murmurando contra o Senhor, de tal maneira que causaram grandes problemas a Moisés. Ele ficou irado. Falou sem refletir. E pecou.

Quando Israel chegou à terra, ao invés de destruir as nações que ali habitavam, misturou-se com elas. Pior. Israel adotou seus costumes. Quando deveria ser a nação que levaria os outros povos ao Senhor, adoraram ídolos estrangeiros. Contaminaram a si mesmos com seus atos perversos e seu amor aos ídolos.

Aqui, parece que estou lendo, não a história de Israel, mas a história da Igreja. Ah, quantas vezes temos agido da mesma maneira! Ao invés de levarmos o Reino, como o Senhor nos ordenou, temos trazido ídolos estrangeiros para a Igreja. E assim como a adoração a esses ídolos foi considerada adultério e causou a ruína de Israel, estamos vendo muita ruína entre o povo chamado “povo do Senhor”.

Os israelitas se desviaram de tal maneira que chegaram a sacrificar aos demônios seus filhos e filhas, derramando sangue inocente e contaminando a terra. Será que não temos visto isso acontecer em nossos dias também?

Que nós, como Igreja, nos voltemos para o Senhor, antes que Sua ira se acenda e Ele sinta aversão por Seu povo.

Que o Senhor nos salve. Que nossos olhos sejam abertos. Que louvemos Seu nome. O único Deus verdadeiro. Que vive de eternidade a eternidade.

Que nós, intercessores, tenhamos a coragem de Fineias para intervir e trazer livramento.

Que nós, pais, consagremos nossos filhos, a cada dia, ao único Senhor e Rei do Universo, o Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra.

Aqui termina o “livro quatro” de Salmos.

Continuamos amanhã. Iniciaremos o último livro, o “livro cinco”, os “Salmos do Exílio e do Retorno”. Leremos a partir do Salmo cento e sete até o Salmo cento e nove.

Espero você. Até lá.