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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Amós 7.1-9.15

Leitura do dia 24/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Amós, o profeta pastor de ovelhas.

Ontem vimos que Israel recusa-se a aprender e voltar para o Senhor. Também vimos o chamado do Senhor ao arrependimento. E sua advertência sobre o julgamento que está por vir.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/amos-41-614.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo sete de Amós. Até o fim deste livro tão rico!

Amós teve uma visão terrível. O Senhor estava se preparando para enviar um exército de gafanhotos sobre a terra. Depois que a porção do rei havia sido recolhida e brotava a colheita principal. Os gafanhotos, em sua visão, comeram todas as plantas da terra.

Um verdadeiro profeta é um intercessor. Imediatamente clamou ao Senhor. Pediu perdão. Se o Senhor não perdoasse, ninguém sobreviveria. E Israel já era tão pequeno. O Senhor, após sua oração, voltou atrás. Disse que não aconteceria o que Amós viu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html

Depois Amós teve outra visão. O Senhor se preparava para castigar Seu povo com um grande fogo. O fogo devorava toda a terra e consumia até as profundezas do mar, tamanho horror. Amós clamou. Implorou que o Senhor parasse. Se não parasse, ninguém sobreviveria. Israel já estava tão pequeno!. Novamente, após sua oração, Ele voltou atrás. Disse que aquilo também não aconteceria.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-101-1228.html

Então, teve uma terceira visão. O Senhor estava em pé junto a um muro. Ele segurava um prumo em Sua mão e perguntou a Amós o que estava vendo. Amós respondeu que via um prumo. Tinha olhos para ver.

O Senhor disse que provaria Seu povo com aquele prumo. Não fecharia mais os olhos para o que faziam. Seus santuários idólatras ficariam em ruínas. Seus lugares de adoração seriam destruídos. Ele traria espada (e trouxe) contra a dinastia de Jeroboão.

O povo chorou e se arrependeu quando Amós falou?

Amazias, sacerdote de Betel, a “Casa do Senhor”, enviou uma mensagem a Jeroboão. Disse que Amós conspirava contra ele. No meio do povo. Falando coisas intoleráveis.

Ora, intoleráveis eram seus pecados. Não as palavras que Amós falava, da parte do Senhor.

Amazias ordenou que Amós fosse embora. Que voltasse para Judá e ganhasse a vida lá profetizando. Que não os incomodassem mais com suas profecias. Aquele era o santuário do rei. O lugar de adoração de todo o reino.

Note que o santuário não era do Senhor, era do rei. O lugar de adoração não era do Senhor, era do reino. O sacerdote não queria ser incomodado pelo profeta do Senhor.

Amós respondeu que não ganhava a vida entregando profecias. Não era profeta profissional. Não fora treinado para ser profeta. Era apenas um boiadeiro e colhedor de figos. Um simples trabalhador. Mas o Senhor o tirara de seu rebanho e ordenara que fosse profetizar a Seu povo. Então, que Amazias ouvisse o que o Senhor tinha a dizer.

Amazias dizia que não era mais para ele profetizar contra Israel, mas o Senhor dizia que sua esposa se tornaria prostituta naquela cidade, para poder sobreviver diante do que aconteceria. Seus filhos e filhas seriam mortos à espada. Sua terra seria dividida. Ele iria para o exílio. E lá morreria. E, sim, o povo de Israel seria levado para o exílio. Longe de sua terra natal.

Que homem corajoso! Um simples trabalhador enfrentando um sacerdote!

Amós teve outra visão. O Senhor lhe mostrou um cesto cheio de frutas. Perguntou o que ele via. Amós respondeu. Estava vendo direito. O Senhor lhe disse que, assim como as frutas, Israel estava maduro. Não adiaria seu castigo.

No dia do juízo os cânticos no templo seriam lamentos. Cadáveres ficariam espalhados por toda a parte. Os sobreviventes seriam levados em silêncio para fora da cidade. E foi o que aconteceu.

O Senhor ordenou que todos que roubavam os pobres, oprimiam os necessitados e só pensavam em lucros, usando medidas falsas, balanças enganosas, misturando trigo com palha varrida do chão, todos que escravizavam os pobres por uma moeda de prata ou um par de sandálias, ouvissem! Seriam julgados. Não esperaria mais. Suas festas se transformariam em lamentos. Suas canções em cânticos fúnebres. Vestiriam luto e raspariam a cabeça como se o filho unigênito tivesse morrido.

Ele os alertou que enviaria fome sobre a terra. Não apenas de pão. Nem sede de água. Mas de ouvir Suas palavras.

As pessoas andariam sem rumo. De mar em mar. De um extremo a outro. Em busca de Suas palavras. E não encontrariam. Rapazes fortes e moças bonitas desmaiariam de sede. Os que juravam pelos ídolos cairiam. Para nunca mais se levantar.

Temos vivido tempos assim. Pessoas andando sem rumo. Atrás de magos, monges, procurando ouvir uma palavra. Mas não encontram as palavras do Senhor. Estão buscando em lugares errados.

Amós viu o Senhor em pé junto ao altar. Iria derrubar tudo. Estava decidido. Os israelitas não eram mais importantes para eles que os etíopes (ou cuxitas). É certo que Ele os tirara do Egito, mas também tirou os filisteus de Creta. E os sírios de Quir. Ah, o Senhor ama a todos.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Ele estava vigiando Israel. E o destruiria. Mas não completamente. Sacudiria Israel junto com as outras nações. Nenhum grão seria perdido. Agora, quanto aos pecadores, morreriam pela espada. Sim, aqueles mesmo que diziam que nenhuma calamidade os alcançaria.

Por causa de Sua infinita bondade e misericórdia, depois do juízo, o Senhor prometeu restaurar a tenda de Davi que estava caída. Não o templo, ou o tabernáculo, mas a tenda simples de Davi. Ele mesmo consertaria os muros quebrados. E das ruínas reconstruiria e restauraria. Seu povo possuiria o que restasse de Edom e de todas as nações que Ele mesmo chamou para serem Suas.

Tudo seria restaurado. E Seu povo nunca mais seria arrancado da terra que lhes deu.

Assim terminamos o livro de Amós.

Que sejamos como esse homem trabalhador, corajoso. Que aceitou o chamado do Senhor mesmo não tendo sido treinado para ser profeta.

Que sejamos audaciosos como Amós, que falou Suas palavras mesmo quando foi acusado de traição pelo sacerdote, que era a maior autoridade depois do rei, e ordenou que se calasse.

Que sejamos misericordiosos como Amós, que clamou por perdão e misericórdia por um povo que não queria ouvi-lo nem ao Senhor.

Que tenhamos olhos para ver o que o Senhor deseja nos mostrar, ouvidos para ouvir o que deseja nos falar e boca para proclamar Suas palavras.

Continuamos amanhã. Leremos o livro de Obadias, que é somente um capítulo e o primeiro capítulo do livro de Jonas.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Salmo 106.1-48

Leitura do dia 19/06.

Na postagem anterior, vimos o salmista cantar um resumo da história de Israel. Desde que eram apenas uma família. Até chegarem à terra prometida. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1051-45.html

Agora, caminharemos através do Salmo cento e seis.

Nele, o salmista começa proclamando que todos deem graças ao Senhor. Porque Ele é bom. Tão bom que Seu amor não tem fim. Dura para sempre.

Faz um questionamento. Quem poderá contar Seus poderosos feitos? Só posso responder: “Ninguém”. Não conseguimos contar tudo que faz. Mesmo em nossas vidas. Quantas vezes recebemos livramentos e bênçãos que nem temos conhecimento?

E quem poderá louvá-Lo como merece? Com certeza, nós não podemos. Somos pequenos. Ainda assim, Ele fica feliz com nosso louvor.

Ah, como são felizes os que fazem o que é certo e praticam o tempo todo a justiça. São eles que habitam no monte do Senhor. Tem Sua presença constante em suas vidas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/salmos-111-155.html

O salmista clama que o Senhor lembre-se dele. Que se aproxime e o resgate. Assim como seus antepassados, pecou. Então, também canta a história de Israel.

Foram desobedientes. Rebeldes. Não deram valor às Suas maravilhas. Não se lembraram de Seus feitos de bondade. Rebelaram-se contra Ele junto ao Mar Vermelho. Ainda assim, o Senhor, por Sua bondade, abriu o mar. Eles passaram a seco. Quando atravessaram o mar, creram em Suas promessas. E cantaram louvores.

Mas, logo esqueceram. Não quiseram esperar por Seus conselhos. Eu sei. É muito difícil esperar. Cada dia fica mais difícil. Queremos que Seus conselhos venham na velocidade da luz. Ou, no mínimo, em uma entrega expressa. Quem sabe na velocidade de um micro-ondas. Não temos paciência. Tudo exige velocidade. E não queremos esperar. Como o povo de Israel fez.

E, quantas vezes nos voltamos para métodos e ensinamentos que parecem nos responder instantaneamente. Como Israel que trocou o Senhor, o glorioso Senhor, pela estátua de um boi. Um boi que come capim. Rebaixaram o Criador do universo a um animal comedor de capim. Porque não quiseram esperar.

No deserto, ao invés de aprenderem, tornaram-se insaciáveis. Tiveram inveja de Moisés e Arão. Por isso, a terra se abriu e engoliu vários rebeldes.

Esqueceram-se do Senhor. E de tudo que fizera no Egito. No Mar Vermelho.

O Senhor declarou que iria acabar com todos. Mas, Moisés, que podia ter concordado (seria bem mais fácil para ele), levantou-se. Colocou-se entre o Senhor e o povo. Clamou por Sua misericórdia. E foi atendido.

Ainda assim, sendo poupados da destruição, recusaram-se a entrar na terra prometida, agradável, segura. Não creram em Suas promessas. Para que o Senhor os levaria até a fronteira se não fossem para entrar? Eles não creram. Resmungaram. E Não deram ouvidos ao Senhor. Colheram o que plantaram. Morreram no deserto.

Mas antes, ainda fizeram pior. Não satisfeitos com o bezerro de ouro que adoraram, uniram-se aos adoradores de Baal. Comeram sacrifícios oferecidos aos mortos. O Senhor se irou. Uma praga se alastrou entre eles. E ia destruindo-os. Até que Fineias, descendente de Arão, teve coragem de intervir. E a praga cessou.

Que homem é esse? O Senhor enviou a praga. Ia matar o povo. Mas ele interviu. Por seu ato, a praga foi detida. Teve coragem, como Moisés havia tido. Ficou entre o povo e o Senhor. Foi considerado justo. Porque interviu. Consegue perceber o que Fineias conseguiu?

Em Meribá também pecaram. Murmurando contra o Senhor, de tal maneira que causaram grandes problemas a Moisés. Ele ficou irado. Falou sem refletir. E pecou.

Quando Israel chegou à terra, ao invés de destruir as nações que ali habitavam, misturou-se com elas. Pior. Israel adotou seus costumes. Quando deveria ser a nação que levaria os outros povos ao Senhor, adoraram ídolos estrangeiros. Contaminaram a si mesmos com seus atos perversos e seu amor aos ídolos.

Aqui, parece que estou lendo, não a história de Israel, mas a história da Igreja. Ah, quantas vezes temos agido da mesma maneira! Ao invés de levarmos o Reino, como o Senhor nos ordenou, temos trazido ídolos estrangeiros para a Igreja. E assim como a adoração a esses ídolos foi considerada adultério e causou a ruína de Israel, estamos vendo muita ruína entre o povo chamado “povo do Senhor”.

Os israelitas se desviaram de tal maneira que chegaram a sacrificar aos demônios seus filhos e filhas, derramando sangue inocente e contaminando a terra. Será que não temos visto isso acontecer em nossos dias também?

Que nós, como Igreja, nos voltemos para o Senhor, antes que Sua ira se acenda e Ele sinta aversão por Seu povo.

Que o Senhor nos salve. Que nossos olhos sejam abertos. Que louvemos Seu nome. O único Deus verdadeiro. Que vive de eternidade a eternidade.

Que nós, intercessores, tenhamos a coragem de Fineias para intervir e trazer livramento.

Que nós, pais, consagremos nossos filhos, a cada dia, ao único Senhor e Rei do Universo, o Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra.

Aqui termina o “livro quatro” de Salmos.

Continuamos amanhã. Iniciaremos o último livro, o “livro cinco”, os “Salmos do Exílio e do Retorno”. Leremos a partir do Salmo cento e sete até o Salmo cento e nove.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Jó 14.1-16.22

Leitura do dia 17/05.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Jó.

Ontem vimos a resposta de Zofar a ele. E sua acusação de que o Senhor o estava castigando menos que merecia. Vimos também o discurso de Jó, cheio de dor e tristeza, querendo saber qual foi seu pecado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/jo-111-1328.html

Hoje, caminharemos do capítulo quatorze ao capítulo dezesseis.

Jó ainda está falando. Lembra como a vida é frágil. Não entende porque o Senhor o vigia daquela forma. Considera que até uma árvore tem mais esperança que ele. E deseja que o próprio Senhor o esconda em uma sepultura até se esquecer de Sua ira contra si. Anseia que o Senhor deseje sua companhia. Que o proteja ao invés de vigiar seus pecados.

Mas o que enxerga é que o homem está só em sua dor. Não há quem o socorra.

Seu amigo Elifaz toma novamente a palavra. Diz que as palavras de Jó não passam de vento. Que não tem temor ao Senhor. Nem Lhe demonstra reverência. É a própria boca de Jó que mostra como realmente está em pecado. Que homens mais idosos que seu pai pensam exatamente como eles. Questiona se a consolação do Senhor não é suficiente para ele. Fala, baseado em sua experiência, o que acontece com os ímpios, colocando Jó nesta “categoria”.

Jó responde que já ouviu tudo aquilo antes. E que péssimos consoladores eles são! Se estivessem na situação que se encontra, não agiria assim com eles. Daria ânimo e tentaria aliviar seu sofrimento. Como não tem quem aja assim com ele, apenas sofre. Se ficar calado, sofre. Se falar, sofre. Melhor falar.

Sua visão do Senhor está tão corrompida pela dor e sofrimento, que acredita que o Senhor o odeia. Vivia tranquilo, até o Senhor despedaçá-lo. Suas roupas são saco. Seu orgulho se revolve no chão. Acabou. Seu rosto está vermelho. De tanto chorar. Seus olhos são sombras escuras. E, pior, nada fez de errado para merecer o que está passando.

Novamente sua alma anseia pelo Senhor Jesus. Deseja uma testemunha no céu. Um advogado nas alturas. Seus amigos o desprezam. Não acreditam em sua inocência. Jó derrama suas lágrimas perante o Senhor, ainda que acredite em Seu ódio contra si. Precisa de um mediador entre ele e o Senhor. Alguém que interceda por ele, como se intercede por um amigo. Seus amigos só o acusam. Não intercedem por ele. Não lhe dão nenhum suporte.

Precisa urgente de um intercessor, antes que seja tarde demais. Sua vida está se esvaindo.

Consegue sentir a dor de Jó? O engano em que se encontra acreditando que o Senhor o odeia, e mesmo assim, é por ele que anseia. Sabe que só o Senhor pode livrá-lo do sofrimento em que se encontra.

Se estiver assim, acredite, temos uma Testemunha no céu. Temos um Advogado nas alturas. Temos um Mediador entre nós e o Pai. Temos um Intercessor que intercede por nós, como um amigo. Um amigo que entregou Sua própria vida para nos resgatar.

“Pois: Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus. Ele deu Sua vida para comprar a liberdade de todos”. – 1 Timóteo 2.5

“... temos um advogado que defende nossa causa diante do Pai: Jesus Cristo, aquele que é justo”. – 1 João 2.1c

Ele não nos odeia. Ele nos ama. Com amor eterno.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/jo-111-1328.html

“Eu amei você com amor eterno, com amor leal a atraí para mim”. – Jeremias 31.3b

Acredite em Seu amor. E não desista.

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo dezessete ao capítulo vinte.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Números 12.1-16

Leitura do dia 08/02.

Na postagem anterior, vimos Miriã e Arão criticarem Moisés.

Miriã ficou leprosa A viagem foi atrasada uma semana.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-121-16.html

Continuamos nossa caminhada através das páginas do capítulo treze de Números. Até o final do capítulo quatorze.

O Senhor ordenou que doze homens, um de cada tribo, todos chefes, fossem à Canaã, fazer o reconhecimento da terra. Preste atenção: o reconhecimento.

A ordem que Moisés lhes passou era que vissem se os habitantes eram ou não fortes. Se poucos ou muitos. Se a terra era boa ou não. Se as cidades eram muradas ou em campo aberto. Se o solo era fértil ou pobre. Se a região tinha muitas árvores.

Deviam também fazer o possível para trazer algum fruto como amostra das colheitas que encontrariam.

Eles foram. Percorreram toda a terra. Levaram quarenta dias.

Voltaram trazendo um cacho de uvas que precisou ser carregado por dois homens, de tão grande.

Relataram o que viram. E mostraram o fruto da terra.

Disseram que a terra era de fato uma terra que produzia leite e mel com fartura. Prova disso era o fruto que trouxeram.

Mas, contudo, porém...

O povo que ali vivia era poderoso. As cidades grandes e fortificadas. Tinham inclusive visto os descendentes de Enaque (gigantes).

O povo começou a ficar tenso. O burburinho aumentando.

Calebe, um dos doze, líder da tribo de Judá, tentou acalmá-los. Chamou-os a partir imediatamente. Disse que, com certeza, poderiam conquistar aquela terra.

Mas os outros dez que haviam feito o reconhecimento da terra, juntamente com ele e Josué, disseram que não. Que não podiam enfrentá-los. Eram mais fortes que eles. A terra os devoraria. Eles eram enormes. Israel era como gafanhotos diante deles.

Chegaram a dizer que o povo da terra também os achava do tamanho de gafanhotos. Será que falaram isso? Ou apenas imaginavam que era assim?

E nós? Como nos imaginamos? Somos guerreiros aptos para a guerra como o Senhor disse ou gafanhotos?

Israel começou a chorar voz alta. E não parou. Foi a noite inteira aquele lamento. Cada vez mais alto.

Murmuravam que teria sido melhor morrer no Egito ou até mesmo naquele deserto. Por que o Senhor os levou ali para morrerem em combate?

Pior. Sabe quem está falando assim? Os seiscentos mil guerreiros, aptos para a guerra. Sim. Eles estão dizendo que suas mulheres ficarão viúvas, suas crianças órfãs e levadas como prisioneiras de guerra.

De repente, disseram uns aos outros que deveriam levantar um líder para levá-los de volta ao Egito.

Que disparate! Mas será que às vezes agimos assim também? Desejando voltar à escravidão? Ela é mais fácil. Basta "deixar a vida levar".

Moisés e Arão se curvaram com o rosto em terra. Calebe e Josué rasgaram suas vestes. Estes dois disseram que a terra era muito boa. Se o Senhor se agradasse deles, Ele os levaria em segurança para dar-lhes a terra. Que não se rebelassem contra o Senhor. Que não tivessem medo daqueles povos. Eles estavam indefesos, não tinham ninguém que lutasse por eles. O Senhor estava com Israel. E lhes daria a vitória. Não deviam ter medo.

O acampamento todo começou a falar em apedrejar Josué e Calebe. Apedrejar!

Os outros dez, que os desanimaram é que deveriam ser apedrejados. Mas queriam apedrejar quem estava confirmando a palavra que o Senhor havia dito.

Então, a presença do Senhor apareceu na tenda do encontro. Diante de todo o povo.

O Senhor perguntou a Moisés até O tratariam com desprezo. Será que nunca aprenderiam a confiar nEle, mesmo depois de tudo que viram?

Que o Senhor nunca nos fale assim. Que sejamos ensináveis.

O Senhor disse que os deserdaria. Como se deserda um filho. Deserdaria com uma praga. E faria de Moisés uma grande nação.

Fazia pouco tempo que Moisés clamara ao Senhor que estava cansado daquele povo. Era uma ótima hora para se ver livre deles. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-111-35.html

Mas não. Moisés era um intercessor. E clamou ao Senhor. Como ficaria Seu nome diante do Egito? Eles haviam testemunhado tudo que o Senhor fez. E as próprias nações em volta sabiam da fama do Senhor. Sabiam que aquele povo era o povo do Senhor. Que o Senhor falava com eles. Acompanhava-os. Guiava-os.

Se o Senhor os exterminasse, diriam que o Senhor não foi capaz de levá-los à terra que havia prometido e os matara no deserto.

É lindo quando Moisés fala: “Por favor, Senhor, mostra que o Teu poder é grande”... (Números 14.17a)

Moisés lembra que o Senhor havia dito que era lento para se irar, cheio de amor e perdão. Embora não absolvesse o culpado. E trouxesse a consequência do pecado dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração.

Moisés clama que o Senhor perdoe Seu povo. Como havia feito desde que saíram do Egito.

O Senhor respondeu que os perdoaria, como Moisés havia pedido. Mas...

Tão certo como o Senhor vive e que a terra está cheia da Sua glória, nenhum deles entraria na terra.

Toda aquela geração, de vinte anos para cima, que foi contada no censo, morreria. Com duas exceções, Josué e Calebe. Porque tiveram uma atitude diferente dos demais.

Precisamos ter cuidado com nossas atitudes. Agir como todos agem talvez seja perigoso. Mortal.

A partir deste momento, o destino daquele povo que saiu do Egito para conquistar a terra que o Senhor havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó, mudou.

Dariam meia volta. Iriam em direção ao Mar Vermelho.

O pecado nos faz retroceder. Aqui não houve solução. "Pois o salário do pecado é a morte" (Romanos 6.23a).

O Senhor falou que todos cairiam mortos no deserto. E os filhos deles, que eles haviam dito que ficariam órfãos, seriam os conquistadores da terra. Entrariam nela em segurança. O Senhor faria isso.

Mas, antes de entrar, viveriam como pastores, andando sem rumo, durante quarenta anos, até que toda aquela geração morresse. Sofreriam as consequências do pecado de seus pais, até que o último deles morresse. No deserto.

Iam aprender, a duras penas, o resultado de se opor ao Senhor.

Os homens que haviam sido enviados para reconhecer a terra morreram repentinamente de uma praga. Apenas Josué e Calebe sobreviveram.

Depois de ouvirem as palavras do Senhor, o povo ficou triste.

No dia seguinte, levantaram-se cedo e subiram em direção ao alto dos montes. Disseram que reconheceram seu pecado e agora estavam prontos para entrar na terra que o Senhor prometeu.

Enganaram-se. Não estavam prontos. O Senhor havia dado Sua sentença. Não entrariam mais. Agora, sofreriam a consequência de suas escolhas. Colheriam o que plantaram.

Moisés perguntou porque estavam novamente desobedecendo ao Senhor. O Senhor não iria com eles. Seriam vencidos pelos habitantes da terra. Ainda assim, teimaram, e arrogantemente seguiram adiante.

Moisés e a arca do Senhor ficaram no acampamento. Eles foram.

Como Moisés disse, foram derrotados e tiveram que fugir.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que aprendamos a crer. A não duvidar. A não murmurar. A não desobedecer.

Que jamais saiamos sem a presença do Senhor. Sem Ele não podemos vencer.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo quinze ao dezessete.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Êxodo 17.8-16

Leitura do dia 20/01.

Na postagem anterior, vimos o Senhor dar água para o povo de Israel quando Moisés feriu a rocha, no Monte Sinai.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-171-7.html

Agora, continuamos nossa caminhada através do versículo oito ao versículo dezesseis. Ainda do capítulo dezessete de Êxodo.

Quando Israel ainda estava acampado em Refidim, os guerreiros de Amaleque atacaram.

Pela primeira vez Josué é citado. Ainda não o conhecemos. Não sabemos quem é. Com certeza, alguém de muita confiança da parte de Moisés. Ele ordena que o próprio Josué escolha homens para guerrearem contra os amalequitas. A guerra seria no dia seguinte.

Moisés informou a Josué que não iria com ele. O combate seria por conta de Josué. Moisés subiria ao alto de uma coluna segurando em sua mão, a vara de Deus. Para fazer a diferença.

Engraçado que o Senhor fala que a vara é de Moisés e Moisés sempre fala que a vara é do Senhor. É assim que deve ser. Afinal, Ele nos usa, mas não somos nós. É Ele. Tem tudo a ver com Ele.
https://www.youtube.com/watch?v=0jDlU-XiwCw

No dia seguinte Josué saiu à batalha. Sem Moisés, Era o líder. Lutou contra o exército de Amaleque.

Moisés subiu com Arão e Hur (novamente não está sozinho) até o topo de uma colina, de onde podia ver a batalha. Levantou seus braços. Quando seus braços permaneciam erguidos, os israelitas prevaleciam na batalha. Quando se cansava e seus braços abaixavam, eram os amalequitas que prevaleciam.

Arão e Hur foram atrás de uma solução. Encontraram uma pedra para Moisés se sentar. Estavam ali porque Moisés precisava de suporte. Era uma estratégia do Senhor.

Josué na batalha e os três na intercessão. Suportando Josué e o povo de Israel.

Moisés sentou-se. Arão e Hur seguraram seus braços e mantiveram suas mãos erguidas até à tarde. Assim, com esse apoio completamente espiritual, Josué aniquilou o exército dos amalequitas. Esse foi o resultado da ação de Moisés, Arão e Hur.

Foram necessários quatro homens na liderança de uma batalha para que Israel vencesse. Três agiam no mundo espiritual enquanto um ia para a frente de batalha, literalmente falando.

É lindo ouvir o Senhor ordenar a Moisés que escrevesse em um rolo, como lembrança permanente e lesse, para Josué, em voz alta que o Senhor apagaria toda e qualquer recordação de Amaleque.

Josué precisava ouvir. Foi ele quem enfrentou a morte cara a cara, junto com os homens que havia escolhido para guerrear. Foi ele quem teve que brandir a espada. Gritar ordens. Ver o campo de batalha. Sentir o cheiro da morte.

Muitas vezes queremos estar na posição de Moisés. E o Senhor nos coloca na posição de Arão e Hur. Precisamos encontrar uma pedra para Moisés sentar-se e erguer sua mão, sustentá-la. Até o final da tarde.

Outras vezes preferimos ser Arão ou Hur, mas somos levados pelo Senhor a ser Josué. Temos que ir à batalha. Conferir nossa armadura. A estratégia. O exército. Sentir o cheiro do sangue. Ouvir os gritos de guerra. Ordenar ordens. Animar os soldados. Não estávamos vendo Moisés, embora tenha nos dito que subiria uma colina com a vara do Senhor nas mãos. Não há tempo de procurá-lo. A batalha ruge à nossa frente. Não temos um minuto sequer. Precisamos batalhar. Confiando no Senhor.

Outras vezes ainda, queremos ser Josué, mas o Senhor nos ordena ser Moisés. Ficamos de longe observando a batalha. Querendo interferir. Como um técnico em um jogo. Mas não há o que fazer. Precisamos levantar nossas mãos em clamor ao Senhor. A batalha é do povo, de Josué, e do Senhor. Somos intercessores.

Não direi “apenas intercessores” porque o intercessor tem um papel importantíssimo na batalha. O resultado de Moisés ter permanecido com suas mãos erguidas, ajudado e sustentado por Arão e Hur foi a vitória de Josué e do povo de Israel na batalha.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1930-36.html

Que o Senhor nos dê o discernimento de onde devemos estar, em cada batalha.

Quando a batalha acabou, Moisés construiu um altar em louvor ao Senhor. Chamou-O de Javé-Nissi, "o Senhor é minha bandeira”. Ele sabia que não foi sua mão que fez a guerra ser vencida, foi o Senhor, sendo sua bandeira. É tudo sobre o Senhor. Nunca foi sobre nós.
https://www.youtube.com/watch?v=OpMm5JO0wtU

Ficamos por aqui. Nossa leitura diária, do dia vinte termina neste capítulo.

Continuamos “amanhã”. Até lá.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Gênesis 18.16-19.29

Leitura do dia 06/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, lemos os versículos de um a quinze do capítulo dezoito de Gênesis.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-181-15.html

Agora, vamos continuar até o versículo vinte e nove do capítulo dezenove.

Depois da refeição, os visitantes de Abraão se levantaram. Olharam em direção a Sodoma. Abraão foi andando com eles para se despedir. Deixou a sombra da árvore, ainda com sol forte. Por isso o Senhor pôde compartilhar com ele o que estava em Seu coração.

O Senhor questionou se deveria esconder Seu plano de Abraão, uma vez que certamente ele se tornaria uma grande e poderosa nação e todas as nações da terra seriam abençoadas através dele. O Senhor o escolhera para que ordenasse seus filhos e suas famílias a guardarem Seu caminho, praticando o certo e o justo, como havia dito anteriormente, sendo íntegro. Então, Ele faria a Abraão tudo que havia lhe prometido. Por isso, o Senhor compartilhou Seus planos com Abraão, seu amigo. Ah, como é maravilhoso ler isso! Meu coração dispara.

O Senhor lhe disse que um clamor muito grande estava vindo de Sodoma e Gomorra. Quem clamava? Seria a própria terra, encharcada de sangue inocente? Ele iria ver o que realmente estava acontecendo.

Claro que o Senhor vê todas as coisas e não precisa “descer” para ver o que está acontecendo. Ele tinha um propósito. Compartilhar aquela situação com Abraão. Abraão seria pai de muitas nações. Todas as nações da terra seriam abençoadas através dele. Estava na hora de começar sua missão de ser uma benção. Como um pai de nações age?

O Senhor lhe contou que iria destruir aquelas cidades. Abraão intercedeu por elas. Como um pai de nações. Como alguém destinado a abençoar todas as nações da terra deve fazer. Não virou as costas àquelas cidades, dizendo ao Senhor: “Muito bem. Já passou da hora do Senhor destruí-los”. Não, ele intercedeu. Se houvesse cinquenta justos, o Senhor destruiria a cidade? O Juiz de toda a terra seria injusto? Não, o Senhor não podia fazer isso!

O intercessor não deseja apenas justiça, ele clama por misericórdia. A misericórdia está em seu coração. Ele enxerga como o Senhor e se apieda. O Senhor lhe disse que se encontrasse cinquenta justos, não destruiria.

Abraão deveria saber a fama daquele lugar, resolveu ir além. Perguntou se houvessem quarenta, e foi diminuindo, até um número que acreditou ser o mínimo possível. O Senhor lhe prometeu que se encontrasse ali dez justos, não destruiria a cidade por amor aos dez justos. Quando a conversa terminou, o Senhor partiu e Abraão voltou para sua tenda. Sua intercessão tinha ido até onde podia ir. Dez justos! Seria possível que houvesse menos de dez justos naquele lugar?

É verdade que muitas vezes tenho vontade de dar uns “cascudos” em Abraão, mas não nesse momento. Nesse momento gostaria de abraçar-lhe. De dizer que aprendo muito com ele. Aprendo, como intercessora, a clamar por misericórdia. A ter misericórdia. A colocar meu coração nas misérias daquelas pessoas e clamar por elas. Como ele fez. Não sou juiz. Sou intercessora. Sou mãe. E só depois de interceder até onde é possível, voltar para minha tenda. Como ele fez.

Ao anoitecer, os dois anjos chegaram à entrada de Sodoma. Ló os avistou. Convidou para que passassem a noite em sua casa. Insistiu com eles. Até que aceitaram. Logo depois, todos os homens de Sodoma, jovens e velhos, chegaram de todos os lugares da cidade e cercaram a casa de Ló. Queriam que Ló entregasse aqueles homens para terem relações sexuais com eles. Queriam abusar deles.

Quando um hóspede entrava em uma casa, quem hospedava tornava-se responsável por ele. Cuidava do hóspede com sua própria vida, se necessário fosse. Era algo sagrado proteger um convidado. Somos convidados do Senhor e habitamos em Seu esconderijo.

Ló saiu e ofereceu suas duas filhas virgens àqueles homens. É chocante, mas para a cultura da época, seria muito pior se tivesse entregue seus hóspedes. Mas aqueles homens não as queriam. Ficaram muito irados com Ló. Acusaram-no de querer ser juiz deles. Avançaram sobre ele. Disseram que fariam com ele coisas muito piores do que estavam planejando fazer com seus hóspedes. Tentaram arrombar a porta de sua casa. Os anjos estenderam a mão, tomaram Ló. Trancaram a porta e cegaram aqueles homens. Eles cansaram de procurar a porta e não acharam. Até que desistiram. A decisão foi tomada. A sentença foi dada.

Uma região inteira onde a integridade e a vontade das pessoas não eram respeitadas. Onde o ser humano não valia nada. Os fortes dominavam sobre os fracos e a vontade daqueles prevalecia sobre todos.

Os anjos perguntaram a Ló se tinha parentes na cidade. Deveria avisá-los imediatamente. E deixar a cidade. Ela seria destruída. Ló correu para avisar seus genros, os homens prometidos às suas filhas. Mas não creram nele.

Na manhã seguinte os anjos apressaram Ló e sua família a sair da cidade. Só podiam destruí-la quando estivessem em segurança. Demoraram tanto que foi preciso pegá-los pelas mãos. Os anjos ordenaram que corressem. Não olhassem para trás. Fugissem para as montanhas ou também seriam destruídos.

Ló agora estava com medo. Pediu para ir até um vilarejo próximo. Tinha medo de ir até às montanhas e ser atingido pela calamidade que destruiria aquelas cidades. Os anjos concordaram. Ele foi. Quando chegou a Zoar o sol estava surgindo. Lembra que esse lugar era maravilhoso? Ló escolheu ir para lá por isso. Havia olhado demoradamente até escolher o melhor lugar para morar. Mas nem sempre o melhor é o que acreditamos ser.
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O Senhor fez chover fogo e enxofre sobre Sodoma, Gomorra e outras cidades e vilas daquela planície. Exterminou todos os habitantes. Nem a vegetação sobrou. Destruição total. A mulher de Ló desobedeceu e olhou para trás. Transformou-se em uma coluna de sal.

Que aprendamos a não olhar para trás, como Paulo nos ensinou em Filipenses 3.13,14.
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Naquela manhã, Abraão, o pai de muitas nações levantou-se cedo. Correu para o lugar onde havia estado com o Senhor. Olhou para a planície. E viu a destruição. Fico imaginando como seu coração ficou pesaroso. Nem dez pessoas havia naquela região para que fosse poupada. Mas, apesar da destruição, o Senhor atendeu seu pedido. Ló e sua família foram tirados de lá. Não foram destruídos juntamente com os outros. Nem sempre o Senhor nos responde como gostaríamos. Mas Ele nos atende.

Vamos continuar na próxima postagem. Ainda hoje. Espero você.