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sábado, 21 de setembro de 2019

Oseias 1.1-3.5

Leitura do dia 16/09.

Continuamos nossa caminhada pelo Livro dos livros.

Ontem terminamos Daniel, com revelações sobre o futuro. Sabendo que precisamos permanecer até o fim. Sendo vitoriosos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-101-1213.html

Hoje iniciamos uma nova jornada. Através do livro de Oseias. Um romance lindo. Verdadeiro. E eterno.

Se você tem caminhado conosco desde o livro de Gênesis, já percebeu que a Bíblia não está organizada de modo cronológico.

O que leremos agora aconteceu antes de muitos livros que já lemos. Oseias era profeta no Reino do Norte. Antes da conquista de Samaria. Profetizou durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá. E nos dias de Jeroboão II, filho de Joás, rei de Israel.

A primeira vez que o Senhor falou através de Oseias, deu-lhe uma ordem inusitada. Ordenou que se casasse com uma prostituta. Era um sinal. Para mostrar que a terra se prostituíra, desviando-se do Senhor. Ele se casou com Gômer, que significa "Completa".

Logo ela teve um filho. O Senhor ordenou-lhe que se chamasse Jezreel, “O Senhor semeia”. Em pouco tempo, o Senhor derrotaria Israel no vale de Jezreel. O vale de Jezreel é um lugar impressionante. Escolhido para muitas guerras por causa de sua enorme extensão. De Meguido podemos ver sua imensidão.

Gômer engravidou novamente. Agora uma filha. O Senhor ordenou que Oseias a chamasse de Lo-Ruama, “Desfavorecida”. Também era um sinal. Ele não derramaria mais Seu favor sobre Israel. Por causa de seus pecados.

Ainda teria compaixão da casa de Judá e os salvaria. Mas não a casa de Israel, para quem o profeta anuncia a mensagem do Senhor.

Logo em seguida, Gômer teve outro filho. O Senhor ordenou que se chamasse Lo-Ami, “Não meu povo”. Eles não eram mais Seu povo. Tinham se desviado completamente. Corrompido Sua aliança.

Mesmo quando o Senhor refere-se a Israel como “Não meu povo”, lembra-se que o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não se pode contar, E, onde era chamado “Não meu povo”, será chamado Ami, “Meu povo”.

O Senhor disse que a casa de Judá e a casa de Israel se uniriam e teriam um só rei. Seriam um só povo. Lo-Ruama seria chamada “Favor”.

Israel devia ser repreendida. Para se afastar de suas prostituições. E seus adultérios. Ele a compara a uma mulher com quem se casou. Que olhou para outros deuses, prostituindo-se. Abandonando-O.

Foi o Senhor que deu a Israel tudo quando possuía, pão, água, lã, linho, óleo, trigo e vinho. Mas Israel não reconhecia. Não era grato. Foi atrás de outros deuses. Ficaria sem seu sustento. Seria castigada.

O Senhor a atrairia, levaria ao deserto e falaria a seu coração. Consegue perceber Seu amor? Quantas vezes precisamos ser atraídos por Ele? Quantas vezes precisamos ser levados ao deserto para ali, no silêncio conseguirmos ouvir Sua voz? Ele quer falar ao nosso coração. Quer nos atrair a Ele. Quer estar conosco.

Depois de levá-la ao deserto o Senhor lhe daria vinhas e o Vale de Acor, "Perturbação", chamaria Porta de Esperança. Israel se apaixonaria novamente por Ele. E o chamaria de “Meu esposo”. Seu povo voltaria a andar em intimidade com Ele. Não prestaria mais atenção em ninguém, só nEle. Seu coração e seus lábios só falariam Seu nome.

A aliança do Senhor com Seu povo se estenderia até aos animais selvagens, às aves dos céus, e aos répteis da terra. Neste dia não haveria mais guerra. Seu povo habitaria em segurança. Essa aliança é para sempre. Uma aliança em justiça, juízo, benignidade, misericórdia e fidelidade. Seu povo O conheceria, como se conhece um marido. Intimidade é o que deseja com Seu povo.

Ele mesmo semeará Seu povo. Para Si. E dirá que Seu povo O pertence. E Seu povo responderá que pertence a Ele, que Ele é Seu Senhor.

Ao que tudo indica, Gômer, embora tivesse sido resgatada por Oseias, foi novamente para a prostituição. Como o povo do Senhor ao desviar-se dEle.

O Senhor ordenou a Oseias que fosse atrás dela. E a amasse. Para demonstrar como o Senhor amava Seu povo, ainda que adúltero, longe dEle, olhando para outros deuses e comendo bolos usados na adoração desses deuses.

Oseias obedeceu. Comprou-a por quinze peças de prata e uma medida e meia de cevada. Disse-lhe que esperasse o tempo para se purificar de sua prostituição. Seriam muitos dias. Mas ele também ficaria só. Esperando por ela. Ah, que doce amor. Era um sinal para Israel que ficaria muitos dias sem governantes, nem templo, nem sacerdotes. Depois, voltariam para o Senhor. Buscariam seu Deus e seu rei, o Descendente de Davi. E, nos últimos dias, tremendo, se chegariam ao Senhor e à Sua bondade. O Senhor estaria esperando por eles. Como Oseias esperou por sua esposa.

Que amor é esse?! Como pode nos amar assim? https://www.youtube.com/watch?v=xu8Zel1u-6k

Ainda que Lhe viremos as costas, vai à nossa procura. O preço que pagou por nós foi muito mais alto que o preço que Oseias pagou para ter sua esposa de volta. Foi Seu sacrifício, Seu sangue, Sua vida. Ele a entregou por nós (João 10.10-18).

Que possamos ser fiéis. Amá-Lo intimamente. Com todas as nossas forças. A cada dia. Ele é nosso Esposo querido. Eternamente.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

Espero você. Até lá.

domingo, 23 de junho de 2019

Salmos 115.1-118.29

Leitura do dia 22/06.

Continuamos nossa caminhada através de Salmos.

Ontem vimos o Senhor Jesus pelos olhos de Davi. Também vimos como é feliz os que temem ao Senhor e tem prazer em obedecer Seus mandamentos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-1101-7.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1111-11210.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1131-1148.html

Hoje caminharemos através dos Salmos cento e quinze a cento e dezoito.

No Salmo cento e quinze o salmista lembra que não somos dignos de louvor. Somente Ele é. Canta sobre os ídolos. Cegos, surdos, mudos e imóveis. Todos que os adoram tornam-se como eles. Cegos, surdos, mudos e imóveis. Ele está certo. Tornamo-nos semelhantes ao que adoramos.

A quem temos adorado? Com quem temos nos parecido?

Que nós confiemos no Senhor. Ele é nosso auxílio e escudo. Lembra de nós e nos abençoa. Abençoa todos que O temem. Grandes e pequenos.

Os mortos não podem louvá-Lo, mas nós, que estamos vivos, que fomos feitos vivos pela maravilhosa Redenção do Senhor, podemos. Que O louvemos.

O salmista também canta que os céus pertencem ao Senhor. A terra Ele deu à humanidade. Infelizmente, não temos feito um bom trabalho ao longo de todo o tempo em que recebemos esse presente. Que, como filhos do Deus Vivo, possamos ser melhores mordomos. Que aprendamos a cuidar uns dos outros, dos animais e da natureza. Que sejamos proprietários melhores.

No Salmo cento e dezesseis, o salmista canta que ama o Senhor porque Ele ouve sua voz. Ouve suas orações. Por isso, por se inclinar para ouvir nossas orações, o salmista orará enquanto viver.

A morte o envolveu com suas cordas. Os terrores da sepultura o dominaram. Tudo que via era sofrimento e tristeza. Então, clamou o nome do Senhor. E o Senhor ouviu. E o livrou. Ah, ele canta, que sua alma volte ao descanso. O Senhor tem sido bom. Livrou sua alma da morte. Seus olhos, das lágrimas. Seus pés, da queda. Fez assim comigo também. Por isso, como o salmista, andarei em Sua presença enquanto viver. Fez com você? Então, faça o mesmo. Seja grato. Louve-O enquanto viver.

Que podemos fazer ao Senhor por todos os benefícios que nos tem feito? Que façamos como o salmista. Que celebremos o livramento que nos deu. Sim, louvemos Seu nome. Cumpramos nossos votos. Ofereçamos nossos sacrifícios com ações de graças.

O Salmo cento e dezessete é o menor capitulo da Bíblia. Tem apenas dois versículos. Quero lembrar que esta divisão foi feita muitos séculos após este livro estar escrito. O Salmo canta que todas as nações e todos os povos devem louvar o Senhor. Porque grande é Seu amor por nós. Sua fidelidade dura para sempre. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

O Salmo cento e dezoito começa praticamente como o anterior termina. Que todos deem graças ao Senhor. Que todos digam que Seu amor dura para sempre. É a pura verdade. Num tempo em que nada tem durado muito, o amor do Senhor dura para sempre. Nunca acaba. Nunca sequer diminui sua intensidade. Seu amor é eterno. Ele está conosco. Não há o que temer. É muito melhor nos refugiarmos nEle que confiar em homens. Mesmo que sejam príncipes.

Ele também é nossa força. Nosso cântico. Nossa salvação. No acampamento dos justos há cânticos de alegria e vitória. Sua mão direita realiza grandes feitos. Ela se levanta em triunfo.

Assim como o salmista, posso dizer que não morri. Pelo contrário, viverei para contar o que o Senhor fez. Por mim e por todos nós. Entrarei como o salmista, pelas portas por onde entram os justos e louvarei o Senhor. Também darei graças porque respondeu minhas orações. Deu-me vitória.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/jesus-dorme-em-meio-tempestade-e-agora.html

Aqui também há uma profecia a respeito do Senhor Jesus. Ele é a Pedra que os construtores rejeitaram. Não era o modelo que queriam. Mas se tornou a pedra principal. A angular. Por obra do Senhor. É maravilhoso vê-Lo (Mateus 21.42-44).

E hoje, como ontem e como amanhã, é o dia que o Senhor fez. Que nos alegremos! Estamos vivos. Podemos louvá-Lo. Podemos, como Davi cantou, acordar o amanhecer com nossa canção (Salmo 108.2). http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1071-10931.html

Que todos O louvem. Porque Ele é bom. Seu amor dura para sempre!

Amanhã continuamos. Leremos apenas um Salmo. O cento e dezenove. O maior capítulo das Escrituras. Um dos mais lindos também. Cento e setenta e seis versículos.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Salmo 106.1-48

Leitura do dia 19/06.

Na postagem anterior, vimos o salmista cantar um resumo da história de Israel. Desde que eram apenas uma família. Até chegarem à terra prometida. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1051-45.html

Agora, caminharemos através do Salmo cento e seis.

Nele, o salmista começa proclamando que todos deem graças ao Senhor. Porque Ele é bom. Tão bom que Seu amor não tem fim. Dura para sempre.

Faz um questionamento. Quem poderá contar Seus poderosos feitos? Só posso responder: “Ninguém”. Não conseguimos contar tudo que faz. Mesmo em nossas vidas. Quantas vezes recebemos livramentos e bênçãos que nem temos conhecimento?

E quem poderá louvá-Lo como merece? Com certeza, nós não podemos. Somos pequenos. Ainda assim, Ele fica feliz com nosso louvor.

Ah, como são felizes os que fazem o que é certo e praticam o tempo todo a justiça. São eles que habitam no monte do Senhor. Tem Sua presença constante em suas vidas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/salmos-111-155.html

O salmista clama que o Senhor lembre-se dele. Que se aproxime e o resgate. Assim como seus antepassados, pecou. Então, também canta a história de Israel.

Foram desobedientes. Rebeldes. Não deram valor às Suas maravilhas. Não se lembraram de Seus feitos de bondade. Rebelaram-se contra Ele junto ao Mar Vermelho. Ainda assim, o Senhor, por Sua bondade, abriu o mar. Eles passaram a seco. Quando atravessaram o mar, creram em Suas promessas. E cantaram louvores.

Mas, logo esqueceram. Não quiseram esperar por Seus conselhos. Eu sei. É muito difícil esperar. Cada dia fica mais difícil. Queremos que Seus conselhos venham na velocidade da luz. Ou, no mínimo, em uma entrega expressa. Quem sabe na velocidade de um micro-ondas. Não temos paciência. Tudo exige velocidade. E não queremos esperar. Como o povo de Israel fez.

E, quantas vezes nos voltamos para métodos e ensinamentos que parecem nos responder instantaneamente. Como Israel que trocou o Senhor, o glorioso Senhor, pela estátua de um boi. Um boi que come capim. Rebaixaram o Criador do universo a um animal comedor de capim. Porque não quiseram esperar.

No deserto, ao invés de aprenderem, tornaram-se insaciáveis. Tiveram inveja de Moisés e Arão. Por isso, a terra se abriu e engoliu vários rebeldes.

Esqueceram-se do Senhor. E de tudo que fizera no Egito. No Mar Vermelho.

O Senhor declarou que iria acabar com todos. Mas, Moisés, que podia ter concordado (seria bem mais fácil para ele), levantou-se. Colocou-se entre o Senhor e o povo. Clamou por Sua misericórdia. E foi atendido.

Ainda assim, sendo poupados da destruição, recusaram-se a entrar na terra prometida, agradável, segura. Não creram em Suas promessas. Para que o Senhor os levaria até a fronteira se não fossem para entrar? Eles não creram. Resmungaram. E Não deram ouvidos ao Senhor. Colheram o que plantaram. Morreram no deserto.

Mas antes, ainda fizeram pior. Não satisfeitos com o bezerro de ouro que adoraram, uniram-se aos adoradores de Baal. Comeram sacrifícios oferecidos aos mortos. O Senhor se irou. Uma praga se alastrou entre eles. E ia destruindo-os. Até que Fineias, descendente de Arão, teve coragem de intervir. E a praga cessou.

Que homem é esse? O Senhor enviou a praga. Ia matar o povo. Mas ele interviu. Por seu ato, a praga foi detida. Teve coragem, como Moisés havia tido. Ficou entre o povo e o Senhor. Foi considerado justo. Porque interviu. Consegue perceber o que Fineias conseguiu?

Em Meribá também pecaram. Murmurando contra o Senhor, de tal maneira que causaram grandes problemas a Moisés. Ele ficou irado. Falou sem refletir. E pecou.

Quando Israel chegou à terra, ao invés de destruir as nações que ali habitavam, misturou-se com elas. Pior. Israel adotou seus costumes. Quando deveria ser a nação que levaria os outros povos ao Senhor, adoraram ídolos estrangeiros. Contaminaram a si mesmos com seus atos perversos e seu amor aos ídolos.

Aqui, parece que estou lendo, não a história de Israel, mas a história da Igreja. Ah, quantas vezes temos agido da mesma maneira! Ao invés de levarmos o Reino, como o Senhor nos ordenou, temos trazido ídolos estrangeiros para a Igreja. E assim como a adoração a esses ídolos foi considerada adultério e causou a ruína de Israel, estamos vendo muita ruína entre o povo chamado “povo do Senhor”.

Os israelitas se desviaram de tal maneira que chegaram a sacrificar aos demônios seus filhos e filhas, derramando sangue inocente e contaminando a terra. Será que não temos visto isso acontecer em nossos dias também?

Que nós, como Igreja, nos voltemos para o Senhor, antes que Sua ira se acenda e Ele sinta aversão por Seu povo.

Que o Senhor nos salve. Que nossos olhos sejam abertos. Que louvemos Seu nome. O único Deus verdadeiro. Que vive de eternidade a eternidade.

Que nós, intercessores, tenhamos a coragem de Fineias para intervir e trazer livramento.

Que nós, pais, consagremos nossos filhos, a cada dia, ao único Senhor e Rei do Universo, o Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra.

Aqui termina o “livro quatro” de Salmos.

Continuamos amanhã. Iniciaremos o último livro, o “livro cinco”, os “Salmos do Exílio e do Retorno”. Leremos a partir do Salmo cento e sete até o Salmo cento e nove.

Espero você. Até lá.