Leitura do dia 26/08.
Continuamos nossa caminhada através dos livros dos profetas do Antigo Testamento.
Ontem vimos Jeremias relatando as visões terríveis que o Senhor lhe deu sobre Judá e Jerusalém.
Tudo aconteceu por causa do pecado de seus profetas e da maldade de seus sacerdotes. Profanaram a cidade ao derramar sangue inocente. Jeremias continua suplicando por restauração. Pedindo que o Senhor volte a olhar para Seu povo. http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/lamentacoes-de-jeremias-41-522.html
Hoje iniciamos um novo livro. Mais um profeta, Ezequiel. Era sacerdote do Senhor. Foi levado para a Babilônia no ano de 597 a.C.. Seu livro é repleto de visões.
Lembrem-se de que nosso estudo não é teológico. Estamos lendo a Palavra e garimpando os tesouros que conseguirmos. Nada de discussões teológicas. Queremos extrair os ensinamentos que nos são úteis para os dias de hoje. Queremos ter, antes de qualquer outra coisa, relacionamento com o Senhor da Palavra. Não queremos “estuda-Lo”. Queremos conhecê-Lo, amá-Lo e segui-Lo. Queremos Sua companhia. Queremos andar ao Seu lado. Agradar-Lhe.
Leremos os primeiros três capítulos desse impressionante livro.
Nessa época o povo de Israel vivia na Babilônia. O Senhor continua falando através de Seus profetas.
No dia 31 de julho de 593 a.C., no quinto ano do exílio do rei Joaquim (que foi para o exílio antes de Zedequias), Ezequiel estava junto ao rio Quebar, na Babilônia. A mão do Senhor veio sobre ele.
De repente, viu uma grande tempestade vindo do norte. Uma nuvem com relâmpagos. Brilhando intensamente. Dentro da nuvem, viu fogo. No meio do fogo viu algo semelhante a um metal polido (âmbar reluzente). Então, do centro da nuvem surgiram quatro seres vivos. De aparência espetacular.
Pareciam humanos, porém tinham quatro rostos e quatro asas. Suas pernas eram retas, como de humanos. Seus pés tinham cascos como bezerros, brilhavam, como bronze polido. Confesso que tenho dificuldade para imaginá-los.
Debaixo de suas asas, havia mãos humanas. Suas asas tocavam as asas dos seres ao lado. Cada um se movia para a frente, sem se virar para os lados. Lado a lado.
De todas suas características descritas até o momento, o que mais chama minha atenção é que eles se moviam para a frente. Sem olhar para os lados. Parece-me claro que é uma menção a como devemos andar. Deixando o passado para trás. Movendo-se para a frente. Sem olhar para os lados.
“Não, irmãos, não a alcancei, mas concentro todos os meus esforços nisto: esquecendo-me do passado e olhando para o que está adiante, prossigo para o final da corrida, a fim de receber o prêmio celestial para o qual Deus nos chama em Cristo Jesus”. – Filipenses 3.13,14
Ezequiel continua sua descrição. Esses seres vivos, com quatro rostos cada, tinham um rosto humano na frente, um rosto de leão à direta, um rosto de boi à esquerda e um rosto de águia atrás. Também tinham dois pares de asas. Com um par tocavam as asas dos seres que estavam ao seu lado, com o outro, cobriam seu corpo.
E, mais interessante, deslocavam-se em qualquer direção que o espírito indicava. Esse "espírito" aqui era o espírito deles, não do Senhor. Novamente o profeta repete, moviam-se para a frente, sem se virar. Eram como brasas acesas, tochas reluzentes. Parecia que relâmpagos faiscavam entre eles. Deslocavam-se rapidamente. Como relâmpagos.
O profeta continua olhando, apreendendo em seu olhar todos os detalhes possíveis. Viu quatro rodas que tocavam o chão próximo a eles. Cada um tinha uma dessas rodas. Elas também brilhavam como se feitas de cristal. Cada roda tinha outra dentro de si, que girava transversalmente. Seus aros eram altos. Assustadores. Cobertos com olhos. Uma visão fabulosa.
Quando se moviam, as rodas se moviam com eles. Quando voavam, as rodas também voavam. O espírito desses seres estava nas rodas. Onde quer que fosse o espírito, as rodas e os seres vivos o acompanhavam.
Com certeza, deveríamos ser assim. Ir onde o espírito nos indicasse. O espírito dar a ordem e nossa alma e corpo simplesmente obedecer. Sempre para a frente. Sem olhar para os lados. Infelizmente, na maioria das vezes, seguimos nossa alma e muitas e muitas vezes, nosso corpo. Como precisamos mudar nossas atitudes!
Ezequiel viu uma superfície. Parecia o céu. Brilhante como cristal.
Quando os quatro seres vivos voavam, o barulho de suas asas, em sua interpretação, era como as ondas do mar quebrando na praia. Parecia a voz do Senhor, o Todo Poderoso. Ou como os gritos de um grande exército. Quando pararam de voar, suas asas ficaram abaixadas.
Acima dessa superfície, Ezequiel viu algo mais magnífico ainda. Parecia um trono de safira. Uau! No trono, bem no alto, havia alguém parecido com um homem. Da cintura para cima parecia dourado e cintilava como fogo. Da cintura para baixo, parecia uma chama ardente, esplendorosa (Apocalipse 1.15). Ele estava rodeado por um aro luminoso. Parecia o arco-íris.
Quando Ezequiel viu a glória do Senhor não teve a menor dúvida, prostrou-se com o rosto no chão.
Então, ouviu uma voz. Ouviu Sua ordem. Deveria levantar-se. O Senhor queria falar-lhe. Enquanto ainda ouvia, o Espírito (agora, do Senhor), entrou nele e o colocou de pé. Ele ouviu Suas palavras com atenção. Como devemos ouvir sempre que fala conosco.
O Senhor estava enviando Ezequiel para admoestar Israel. Ainda que a nação fosse rebelde, Ele o enviava. Devia falar em nome do Senhor, quer ouvissem ou não. Se não lhe dessem ouvido, pelo menos saberiam que havia um profeta no meio deles. Não deveria temer, ainda que o ameaçassem. Que o cercassem com urtigas, espinhos e até com escorpiões. Não deveria desanimar, ainda que o olhassem com raiva.
O Senhor o admoesta a não ser rebelde como o povo de Israel. Que ouvisse suas palavras com atenção. Ordenou que abrisse sua boca. E comesse o que lhe era oferecido. Ele viu uma mão estendida. Segurava um rolo. A mão abriu o rolo. Estava escrito dos dois lados. Eram cânticos fúnebres, lamentações e palavras de condenação.
O Senhor ordenou que Ezequiel comesse aquele rolo. Depois fosse até o povo de Israel e falasse com eles. Ele abriu sua boca e comeu. Seu sabor era doce como mel. Ainda que eram palavras de condenação, eram vindas do Senhor, eram justas. Por isso eram doces.
Agora, deveria ir falar a mensagem que o Senhor lhe entregava. Não ouviriam. Eram rebeldes. Seus corações eram duros. Mas o Senhor tornou Ezequiel obstinado e inflexível. Para que não tivesse medo. Para que não desistisse.
O Senhor acrescentou algo maravilhoso. Primeiro Ezequiel precisava deixar que Suas palavras entrassem até o fundo de seu coração. Que ele as ouvisse com atenção. Só depois deveria ir e falar ao povo que estava no exílio.
Se queremos obedecer e transmitir Suas palavras, precisamos que elas entrem no fundo de nossos corações. Não apenas o conhecimento na mente. Precisa ser em nossos corações. Não na superfície, no fundo. Precisamos ouvir com atenção. Só depois que estivermos alimentados com Suas palavras e elas fizerem parte de nós é que podemos transmiti-las a outros.
Ezequiel chegou à colônia dos exilados. Ficava junto ao rio Quebar, Tel-Abibe. Continuava atônito. Quem vê o que ele viu e não fica atônito? Impossível.
Permaneceu ali durante sete dias. Então, depois desses sete dias, o Senhor lhe deu uma mensagem. Toda vez que recebesse uma palavra do Senhor, teria que advertir o povo. Se o Senhor avisasse os perversos que estavam condenados à morte – Ele avisava para que se arrependessem e mudassem seus caminhos – e Ezequiel não lhes avisassem, morreriam em seus pecados. O Senhor, no entanto, o consideraria responsável por suas mortes. Se ele os advertisse e não ouvissem, morreriam em seus pecados mas Ezequiel estaria livre de qualquer responsabilidade.
Se os justos se desviassem de sua boa conduta e, veja bem, não prestassem atenção aos obstáculos que o Senhor mesmo colocasse em seus caminhos para voltarem a Ele, morreriam. Se Ezequiel não os advertisse, seria considerado responsável. Se os advertisse e voltassem ao Senhor, viveriam.
Somos responsáveis pelas mensagens que o Senhor nos entrega e não entregamos. Isso é muito sério!
A mão do Senhor estava novamente sobre Ezequiel. Ordenou que se levantasse e fosse até o vale. Lá, no vale, o Senhor falaria com Ele. O profeta obedeceu. Foi até o vale. Novamente viu a glória do Senhor. E prostrou-se com o rosto no chão.
Novamente o Espírito do Senhor o colocou em pé. Ordenou que fosse até sua casa e se trancasse lá. Ficaria amarrado com cordas. Não poderia sair. O Senhor prenderia sua língua. Ficaria mudo. Quando o Senhor lhe desse uma mensagem, desprenderia sua língua e ele falaria. Quer ouvissem ou não. Quem escolhesse ouvir, ouviria. Quem escolhesse não ouvir, não ouviria (Mateus 11.15).
Que sejamos obedientes e falemos as palavras que o Senhor nos ordenar. Atenção, as que Ele nos ordenar! Não nossas próprias palavras. Suas palavras.
Que sejamos atentos. E tenhamos ouvidos para ouvir. Se escolhermos não ouvir, não entenderemos o que o Senhor está fazendo. Se não entendermos o que o Senhor está fazendo, ficaremos cegos. Andaremos cambaleantes. E ficaremos longe de Sua vontade.
Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.
Espero você. Até lá.
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quarta-feira, 28 de agosto de 2019
segunda-feira, 26 de agosto de 2019
Jeremias 43.1-45.4
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Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jeremias.
Na postagem anterior vimos que Jeremias permaneceu em Judá. O povo precisa de sua orientação.
Também vimos o governo de Gedalias. A esperança de Judá. O aviso de Joanã. Os assassinatos cometidos por Ismael. A consulta do povo sobre o que fazer e para onde ir. E a resposta do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-401-4222.html
Agora, caminharemos a partir do capítulo quarenta e três. Até o capítulo quarenta e cinco.
A arrogância dos comandantes de Israel falou mais alto. Chegaram ao cúmulo de dizer que Jeremias estava mentindo. Que o Senhor não os proibira de ir morar no Egito. Ainda disseram que Jeremias tinha sido vendido para Baruque e falado o que este queria. Para serem mortos pelos babilônicos. Ou levados ao exílio.
Juntaram todo o povo e foram para Tafnes. No Egito. Quando lá chegaram, o Senhor entregou outra mensagem a Jeremias. Ordenou que, à vista de todos, enterrasse umas pedras grandes, na frente do palácio de Faraó. Ele obedeceu. O Senhor faria com que, seu servo, Nabucodonosor, fosse até o Egito. Quando chama Nabucodonosor de servo não é porque este O amava, mas, estava sendo usado pelo Senhor para trazer juízo àquelas nações que estava conquistando. Ali, em cima daquelas pedras, colocaria seu trono. Ele queimaria os templos dos deuses dos egípcios e levaria esses deuses como despojo. Traria morte aos destinados à morte. Exílio e guerra.
O Senhor lembra que Jerusalém e Judá estão destruídas e desertas por toda perversidade e idolatria que cometeram. Ele repetidamente enviou Seus profetas, admoestando-os que não agissem assim. Não quiseram ouvir. Abandonaram o Senhor. Continuaram a queimar incenso aos deuses.
Ele pergunta por que destroem a si mesmos. Por que provocam Sua ira adorando ídolos que fizeram para si. Não mostram remorso nem temor. Ninguém, veja bem, ninguém escolheu obedecer Sua lei e Seus decretos. Seriam castigados. Na verdade, é apenas uma colheita. Colheriam o que plantaram. Quem os salvaria se confiavam em deuses inúteis, que nada podem fazer?
As mulheres se levantaram, junto com seus maridos. Falaram que continuariam a oferecer suas ofertas à Rainha do céu e adorá-la. Não ouviriam as mensagens de Jeremias em nome do Senhor. Fariam o que quisessem. Seus maridos estavam cientes de seus atos e continuariam a fazer. Cumpririam todas as promessas e votos que fizeram. O pecado não era mais pessoal, tornara-se familiar e coletivo. Nacional.
Jeremias lhes informou que o Senhor também estava ciente dessa idolatria. Por isso estavam ali, fugitivos, exilados de sua terra natal. Que cumprissem todos os seus votos. Morreriam por causa de seus pecados. Então saberiam quem falava a verdade. Eles ou o Senhor.
Baruque está temeroso. Cercado por aflições. Está exausto de tanto gemer. Mas o Senhor o conhece. Não está alheio. Em meio a toda a calamidade que virá sobre Seu povo, Ele ordena que Baruque não procure por grandes coisas para si mesmo. Que se aquiete. Dará sua vida como recompensa aonde quer que vá.
Se tivermos ídolos, quaisquer que sejam, que os derrubemos. Só o Senhor merece ser adorado. Que voltemos nossos corações para Ele. Teremos nossa vida como recompensa. Ele é o único que pode nos resgatar. O único que nos resgata.
Que nos levantemos para dizer que ouviremos o Senhor e O serviremos. Para sempre.
Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo quarenta e seis. Até o capítulo quarenta e oito.
Espero você. Até lá.
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Jeremias 34.1-36.32
Leitura do dia 17/08.
Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jeremias.
Na postagem anterior vimos que, apesar da promessa do Senhor de que Jerusalém será destruída, por causa de Seu pecado, Ele a restaurará.
Ama Seu povo, mesmo quando precisa castigá-los. Nossos filhos voltarão para casa.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-311-3326.html
Agora, leremos a partir do capítulo trinta e quatro. Até o capítulo trinta e seis.
Nabucodonosor está cercando as cidades de Judá. Apenas três ainda não foram conquistadas. Laquis, Azeca e Jerusalém.
O Senhor ordena que Jeremias entregue uma palavra ao rei Zedequias. Nabucodonosor invadirá Jerusalém. Ele será enviado para o exílio, em Babilônia. Apesar de tudo, será lamentado como um rei. Não morrerá na guerra.
Nesta época, Zedequias havia feito uma aliança com o povo. Que todos os que tivessem escravos hebreus, os libertassem. O Senhor ordenara, através de Moisés, que o máximo de tempo permitido para um hebreu ser escravo, era seis anos. No sétimo, devia ser libertado. O povo e seus oficiais fizeram como o rei ordenou. Cada um libertou seus escravos. Mas, passado algum tempo, mudaram de ideia. Tomaram de volta todos que haviam libertados e os escravizaram novamente. A palavra do Senhor para esses "senhores", foi a seguinte: seriam postos “em liberdade”, para serem destruídos pela guerra, doença e fome. Porque, mais uma vez, não cumpriram os termos de Sua aliança.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-211-36.html
Depois disso, o Senhor ordenou que Jeremias fosse atrás dos recabitas. Eram descendentes de Jonadabe, filho de Recabe. Jeremias devia convidá-los a ir ao templo do Senhor. E, em uma sala interna, oferecer-lhes vinho.
Jeremias fez conforme o Senhor lhe ordenara. Colocou diante deles taças e jarras cheias de vinho. Convidou-os a beber. Eles se recusaram. Disseram que não bebiam vinho. Seu antepassado Jonadabe lhes dera essa ordem. Também não plantavam lavouras, não possuíam vinhedos, não construíam casas. Viviam em tendas. Muitos anos após a morte de Jonadabe, ainda o obedeciam. Estavam em Jerusalém porque tiveram medo dos exércitos da Babilônia e da Síria.
O Senhor ordenou que Jeremias dissesse aos habitantes de Judá e Jerusalém que viessem aprender uma lição de obediência à Sua palavra. Os recabitas continuavam em obediência. O povo, embora o Senhor lhes falasse repetidamente, recusavam-se a obedecer. Mesmo o Senhor enviando vários profetas, um atrás do outro, ordenando que abandonassem seus maus caminhos e fizessem o que é certo, abandonando a adoração a outros deuses, continuavam em desobediência.
Como o povo se recusava a ouvir, o Senhor enviaria sobre eles toda a calamidade que prometera.
Quanto aos recabitas, o Senhor ordenou que Jeremias lhes dissesse que, por causa de sua obediência, sempre haveria um descendente de Jonadabe para servi-Lo.
Quando Jeoaquim era o rei de Judá, o Senhor ordenou que Jeremias pegasse um rolo e escrevesse todas as palavras que havia dito. Desde a primeira mensagem, no tempo de Josias. Até aquele dia. Quem sabe o povo de Judá se arrependesse ao ouvi-las. Ele continua tentando, estendendo Seus braços a um povo rebelde.
Jeremias ditou todas as palavras a Baruque. Quando o rolo ficou pronto, ordenou que fosse ao templo no dia do jejum e lesse suas palavras. O dia do jejum era quando o templo estaria mais cheio. Jeremias não podia ir porque estava preso.
Baruque foi. Leu todas as palavras do rolo. Quando Micaías ouviu as mensagens do Senhor, foi até à sala do secretário no palácio e contou aos secretários e oficiais que estavam ali reunidos. Eles enviaram Jeudi e pediram que Baruque lesse as palavras do Senhor para eles também.
Quando ouviram tudo, olharam uns para os outros. Estavam assustados. Precisavam relatar tudo ao rei. Perguntaram se as mensagens tinham vindo de Jeremias. Quando Baruque confirmou, ordenaram que ele e Jeremias se escondessem. Deixaram o rolo guardado na sala do secretário e foram contar ao rei o que ouviram.
O rei ordenou que Jeudi buscasse o rolo. Como era final de outono, estava sentado em uma sala diante de um tipo de lareira. Cada vez que Jeudi lia uma parte, o rei pegava uma faca, cortava aquela parte e a jogava no fogo. Assim, embora Elnatã, Delaías e Gemarias implorassem ao rei, ele queimou todo o livro. Ordenou que fossem atrás de Jeremias e Baruque para prendê-los. Sabe o que aconteceu? Não conseguiram encontrá-los. O Senhor os escondera. Ah, e aquele que o Senhor esconde, está muito bem escondido. E ainda descansa à Sua sombra (Salmo 91.1).
O Senhor ordenou que Jeremias escrevesse novamente todas aquelas palavras no rolo e outras mais. Depois, deveria dizer ao rei que não teria herdeiros para sentarem-se no trono de Davi. Seu corpo seria lançado fora e não seria sequer enterrado. Porque não quis dar ouvidos às Suas advertências. Jeremias obedeceu e, novamente, exortou o rei.
Que sejamos fieis ao Senhor. Que ouçamos Sua palavra e a obedeçamos. A cada dia.
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo trinta e sete. Até o capítulo trinta e nove.
Espero você. Até lá.
Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jeremias.
Na postagem anterior vimos que, apesar da promessa do Senhor de que Jerusalém será destruída, por causa de Seu pecado, Ele a restaurará.
Ama Seu povo, mesmo quando precisa castigá-los. Nossos filhos voltarão para casa.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-311-3326.html
Agora, leremos a partir do capítulo trinta e quatro. Até o capítulo trinta e seis.
Nabucodonosor está cercando as cidades de Judá. Apenas três ainda não foram conquistadas. Laquis, Azeca e Jerusalém.
O Senhor ordena que Jeremias entregue uma palavra ao rei Zedequias. Nabucodonosor invadirá Jerusalém. Ele será enviado para o exílio, em Babilônia. Apesar de tudo, será lamentado como um rei. Não morrerá na guerra.
Nesta época, Zedequias havia feito uma aliança com o povo. Que todos os que tivessem escravos hebreus, os libertassem. O Senhor ordenara, através de Moisés, que o máximo de tempo permitido para um hebreu ser escravo, era seis anos. No sétimo, devia ser libertado. O povo e seus oficiais fizeram como o rei ordenou. Cada um libertou seus escravos. Mas, passado algum tempo, mudaram de ideia. Tomaram de volta todos que haviam libertados e os escravizaram novamente. A palavra do Senhor para esses "senhores", foi a seguinte: seriam postos “em liberdade”, para serem destruídos pela guerra, doença e fome. Porque, mais uma vez, não cumpriram os termos de Sua aliança.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-211-36.html
Depois disso, o Senhor ordenou que Jeremias fosse atrás dos recabitas. Eram descendentes de Jonadabe, filho de Recabe. Jeremias devia convidá-los a ir ao templo do Senhor. E, em uma sala interna, oferecer-lhes vinho.
Jeremias fez conforme o Senhor lhe ordenara. Colocou diante deles taças e jarras cheias de vinho. Convidou-os a beber. Eles se recusaram. Disseram que não bebiam vinho. Seu antepassado Jonadabe lhes dera essa ordem. Também não plantavam lavouras, não possuíam vinhedos, não construíam casas. Viviam em tendas. Muitos anos após a morte de Jonadabe, ainda o obedeciam. Estavam em Jerusalém porque tiveram medo dos exércitos da Babilônia e da Síria.
O Senhor ordenou que Jeremias dissesse aos habitantes de Judá e Jerusalém que viessem aprender uma lição de obediência à Sua palavra. Os recabitas continuavam em obediência. O povo, embora o Senhor lhes falasse repetidamente, recusavam-se a obedecer. Mesmo o Senhor enviando vários profetas, um atrás do outro, ordenando que abandonassem seus maus caminhos e fizessem o que é certo, abandonando a adoração a outros deuses, continuavam em desobediência.
Como o povo se recusava a ouvir, o Senhor enviaria sobre eles toda a calamidade que prometera.
Quanto aos recabitas, o Senhor ordenou que Jeremias lhes dissesse que, por causa de sua obediência, sempre haveria um descendente de Jonadabe para servi-Lo.
Quando Jeoaquim era o rei de Judá, o Senhor ordenou que Jeremias pegasse um rolo e escrevesse todas as palavras que havia dito. Desde a primeira mensagem, no tempo de Josias. Até aquele dia. Quem sabe o povo de Judá se arrependesse ao ouvi-las. Ele continua tentando, estendendo Seus braços a um povo rebelde.
Jeremias ditou todas as palavras a Baruque. Quando o rolo ficou pronto, ordenou que fosse ao templo no dia do jejum e lesse suas palavras. O dia do jejum era quando o templo estaria mais cheio. Jeremias não podia ir porque estava preso.
Baruque foi. Leu todas as palavras do rolo. Quando Micaías ouviu as mensagens do Senhor, foi até à sala do secretário no palácio e contou aos secretários e oficiais que estavam ali reunidos. Eles enviaram Jeudi e pediram que Baruque lesse as palavras do Senhor para eles também.
Quando ouviram tudo, olharam uns para os outros. Estavam assustados. Precisavam relatar tudo ao rei. Perguntaram se as mensagens tinham vindo de Jeremias. Quando Baruque confirmou, ordenaram que ele e Jeremias se escondessem. Deixaram o rolo guardado na sala do secretário e foram contar ao rei o que ouviram.
O rei ordenou que Jeudi buscasse o rolo. Como era final de outono, estava sentado em uma sala diante de um tipo de lareira. Cada vez que Jeudi lia uma parte, o rei pegava uma faca, cortava aquela parte e a jogava no fogo. Assim, embora Elnatã, Delaías e Gemarias implorassem ao rei, ele queimou todo o livro. Ordenou que fossem atrás de Jeremias e Baruque para prendê-los. Sabe o que aconteceu? Não conseguiram encontrá-los. O Senhor os escondera. Ah, e aquele que o Senhor esconde, está muito bem escondido. E ainda descansa à Sua sombra (Salmo 91.1).
O Senhor ordenou que Jeremias escrevesse novamente todas aquelas palavras no rolo e outras mais. Depois, deveria dizer ao rei que não teria herdeiros para sentarem-se no trono de Davi. Seu corpo seria lançado fora e não seria sequer enterrado. Porque não quis dar ouvidos às Suas advertências. Jeremias obedeceu e, novamente, exortou o rei.
Que sejamos fieis ao Senhor. Que ouçamos Sua palavra e a obedeçamos. A cada dia.
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo trinta e sete. Até o capítulo trinta e nove.
Espero você. Até lá.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Isaías 58.1-14
Leitura do dia 03/08.
Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Isaías.
Na última postagem, vimos as bênçãos do Senhor a todas as nações. O cuidado dEle sobre os estrangeiros e eunucos que, com Ele, são comprometidos. Também vimos o destino dos infiéis e perversos. Esses não têm paz.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/isaias-551-5721.html
Agora, caminharemos a partir do capítulo cinquenta e oito. Até o capítulo sessenta. Na primeira postagem, apenas o capítulo cinquenta e oito.
O Senhor ordena que o profeta grite, alto. Que anuncie ao Seu povo sua rebeldia e seus pecados. Agem como se amassem o Senhor. Como se fossem piedosos. Como se o Senhor não conhecesse Seus corações. Vão ao templo todos os dias. Parecem ter prazer em aprender a Seu respeito. Têm aparência de nação justa. Uma nação que jamais abandonaria o Senhor. Até oram. Pedem que o Senhor aja em favor deles. Fingem querer estar perto. E ainda têm coragem de questionar porque o Senhor não presta atenção em seus jejuns. Por que o Senhor não enxerga sua humilhação?
Mas, o Senhor não se cala. Eles perguntaram. Ele responde. Sua resposta é clara e direta. Jejuam para satisfazer a si mesmos. E, mesmo enquanto jejuam continuam oprimindo seus empregados. Continuam a brigar e discutir. Se humilham apenas para cumprir rituais. Esse jejum não será aceito. Nenhuma oração será ouvida.
O jejum que o Senhor quer é outro. É o jejum que vem de um coração reto. De atitudes corretas em Sua presença. Que façam justiça. Soltem os que foram presos injustamente. Aliviem as cargas de seus empregados, tratando-os com respeito. Libertem os oprimidos. Removam as correntes dos que estão presos. Repartam seus alimentos com quem não tem, com quem está faminto. Ofereçam abrigo aos que não têm casa. Deem roupas aos que precisam. Não se escondam dos que necessitam de ajuda.
Se Seu povo fizer esse jejum, negando-se a si mesmo, amando o próximo como deve ser amado, então Sua luz virá sobre eles. Suas feridas rapidamente serão saradas. Sua justiça os levará adiante. A glória do Senhor protegerá sua retaguarda. Clamarão e serão ouvidos.
Seu desejo é que o jugo pesado seja removido. Que as acusações falsas parem de ser espalhadas. Que os famintos sejam alimentados. Que os aflitos sejam ajudados.
Assim, a luz de Seu povo brilhará na escuridão, onde precisa realmente brilhar. A escuridão se tornará clara. Será como o meio-dia. Seremos guiados por Ele. Teremos água quando estivermos com sede. Nossas forças serão restauradas. Seremos como um jardim regado. Como uma fonte que não para de jorrar.
E mais, seremos aqueles que reconstruirão as ruínas desertas do que outrora foi nossa cidade. Seremos conhecidos como reparadores de muros. Restauradores de ruas e casas. Se obedecermos, teremos grande alegria. Seremos sustentados, como o Senhor prometeu.
Como queremos ser conhecidos? Como restauradores de ruas e casas? Como reparadores de muros? Como aqueles que restauram os caminhos antigos? Ou como aqueles que sabem como cumprir corretamente os rituais, que não levam ao Senhor, mas são admirados pelos homens?
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Isaías.
Na última postagem, vimos as bênçãos do Senhor a todas as nações. O cuidado dEle sobre os estrangeiros e eunucos que, com Ele, são comprometidos. Também vimos o destino dos infiéis e perversos. Esses não têm paz.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/isaias-551-5721.html
Agora, caminharemos a partir do capítulo cinquenta e oito. Até o capítulo sessenta. Na primeira postagem, apenas o capítulo cinquenta e oito.
O Senhor ordena que o profeta grite, alto. Que anuncie ao Seu povo sua rebeldia e seus pecados. Agem como se amassem o Senhor. Como se fossem piedosos. Como se o Senhor não conhecesse Seus corações. Vão ao templo todos os dias. Parecem ter prazer em aprender a Seu respeito. Têm aparência de nação justa. Uma nação que jamais abandonaria o Senhor. Até oram. Pedem que o Senhor aja em favor deles. Fingem querer estar perto. E ainda têm coragem de questionar porque o Senhor não presta atenção em seus jejuns. Por que o Senhor não enxerga sua humilhação?
Mas, o Senhor não se cala. Eles perguntaram. Ele responde. Sua resposta é clara e direta. Jejuam para satisfazer a si mesmos. E, mesmo enquanto jejuam continuam oprimindo seus empregados. Continuam a brigar e discutir. Se humilham apenas para cumprir rituais. Esse jejum não será aceito. Nenhuma oração será ouvida.
O jejum que o Senhor quer é outro. É o jejum que vem de um coração reto. De atitudes corretas em Sua presença. Que façam justiça. Soltem os que foram presos injustamente. Aliviem as cargas de seus empregados, tratando-os com respeito. Libertem os oprimidos. Removam as correntes dos que estão presos. Repartam seus alimentos com quem não tem, com quem está faminto. Ofereçam abrigo aos que não têm casa. Deem roupas aos que precisam. Não se escondam dos que necessitam de ajuda.
Se Seu povo fizer esse jejum, negando-se a si mesmo, amando o próximo como deve ser amado, então Sua luz virá sobre eles. Suas feridas rapidamente serão saradas. Sua justiça os levará adiante. A glória do Senhor protegerá sua retaguarda. Clamarão e serão ouvidos.
Seu desejo é que o jugo pesado seja removido. Que as acusações falsas parem de ser espalhadas. Que os famintos sejam alimentados. Que os aflitos sejam ajudados.
Assim, a luz de Seu povo brilhará na escuridão, onde precisa realmente brilhar. A escuridão se tornará clara. Será como o meio-dia. Seremos guiados por Ele. Teremos água quando estivermos com sede. Nossas forças serão restauradas. Seremos como um jardim regado. Como uma fonte que não para de jorrar.
E mais, seremos aqueles que reconstruirão as ruínas desertas do que outrora foi nossa cidade. Seremos conhecidos como reparadores de muros. Restauradores de ruas e casas. Se obedecermos, teremos grande alegria. Seremos sustentados, como o Senhor prometeu.
Como queremos ser conhecidos? Como restauradores de ruas e casas? Como reparadores de muros? Como aqueles que restauram os caminhos antigos? Ou como aqueles que sabem como cumprir corretamente os rituais, que não levam ao Senhor, mas são admirados pelos homens?
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
quarta-feira, 19 de junho de 2019
Salmo 106.1-48
Leitura do dia 19/06.
Na postagem anterior, vimos o salmista cantar um resumo da história de Israel. Desde que eram apenas uma família. Até chegarem à terra prometida. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1051-45.html
Agora, caminharemos através do Salmo cento e seis.
Nele, o salmista começa proclamando que todos deem graças ao Senhor. Porque Ele é bom. Tão bom que Seu amor não tem fim. Dura para sempre.
Faz um questionamento. Quem poderá contar Seus poderosos feitos? Só posso responder: “Ninguém”. Não conseguimos contar tudo que faz. Mesmo em nossas vidas. Quantas vezes recebemos livramentos e bênçãos que nem temos conhecimento?
E quem poderá louvá-Lo como merece? Com certeza, nós não podemos. Somos pequenos. Ainda assim, Ele fica feliz com nosso louvor.
Ah, como são felizes os que fazem o que é certo e praticam o tempo todo a justiça. São eles que habitam no monte do Senhor. Tem Sua presença constante em suas vidas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/salmos-111-155.html
O salmista clama que o Senhor lembre-se dele. Que se aproxime e o resgate. Assim como seus antepassados, pecou. Então, também canta a história de Israel.
Foram desobedientes. Rebeldes. Não deram valor às Suas maravilhas. Não se lembraram de Seus feitos de bondade. Rebelaram-se contra Ele junto ao Mar Vermelho. Ainda assim, o Senhor, por Sua bondade, abriu o mar. Eles passaram a seco. Quando atravessaram o mar, creram em Suas promessas. E cantaram louvores.
Mas, logo esqueceram. Não quiseram esperar por Seus conselhos. Eu sei. É muito difícil esperar. Cada dia fica mais difícil. Queremos que Seus conselhos venham na velocidade da luz. Ou, no mínimo, em uma entrega expressa. Quem sabe na velocidade de um micro-ondas. Não temos paciência. Tudo exige velocidade. E não queremos esperar. Como o povo de Israel fez.
E, quantas vezes nos voltamos para métodos e ensinamentos que parecem nos responder instantaneamente. Como Israel que trocou o Senhor, o glorioso Senhor, pela estátua de um boi. Um boi que come capim. Rebaixaram o Criador do universo a um animal comedor de capim. Porque não quiseram esperar.
No deserto, ao invés de aprenderem, tornaram-se insaciáveis. Tiveram inveja de Moisés e Arão. Por isso, a terra se abriu e engoliu vários rebeldes.
Esqueceram-se do Senhor. E de tudo que fizera no Egito. No Mar Vermelho.
O Senhor declarou que iria acabar com todos. Mas, Moisés, que podia ter concordado (seria bem mais fácil para ele), levantou-se. Colocou-se entre o Senhor e o povo. Clamou por Sua misericórdia. E foi atendido.
Ainda assim, sendo poupados da destruição, recusaram-se a entrar na terra prometida, agradável, segura. Não creram em Suas promessas. Para que o Senhor os levaria até a fronteira se não fossem para entrar? Eles não creram. Resmungaram. E Não deram ouvidos ao Senhor. Colheram o que plantaram. Morreram no deserto.
Mas antes, ainda fizeram pior. Não satisfeitos com o bezerro de ouro que adoraram, uniram-se aos adoradores de Baal. Comeram sacrifícios oferecidos aos mortos. O Senhor se irou. Uma praga se alastrou entre eles. E ia destruindo-os. Até que Fineias, descendente de Arão, teve coragem de intervir. E a praga cessou.
Que homem é esse? O Senhor enviou a praga. Ia matar o povo. Mas ele interviu. Por seu ato, a praga foi detida. Teve coragem, como Moisés havia tido. Ficou entre o povo e o Senhor. Foi considerado justo. Porque interviu. Consegue perceber o que Fineias conseguiu?
Em Meribá também pecaram. Murmurando contra o Senhor, de tal maneira que causaram grandes problemas a Moisés. Ele ficou irado. Falou sem refletir. E pecou.
Quando Israel chegou à terra, ao invés de destruir as nações que ali habitavam, misturou-se com elas. Pior. Israel adotou seus costumes. Quando deveria ser a nação que levaria os outros povos ao Senhor, adoraram ídolos estrangeiros. Contaminaram a si mesmos com seus atos perversos e seu amor aos ídolos.
Aqui, parece que estou lendo, não a história de Israel, mas a história da Igreja. Ah, quantas vezes temos agido da mesma maneira! Ao invés de levarmos o Reino, como o Senhor nos ordenou, temos trazido ídolos estrangeiros para a Igreja. E assim como a adoração a esses ídolos foi considerada adultério e causou a ruína de Israel, estamos vendo muita ruína entre o povo chamado “povo do Senhor”.
Os israelitas se desviaram de tal maneira que chegaram a sacrificar aos demônios seus filhos e filhas, derramando sangue inocente e contaminando a terra. Será que não temos visto isso acontecer em nossos dias também?
Que nós, como Igreja, nos voltemos para o Senhor, antes que Sua ira se acenda e Ele sinta aversão por Seu povo.
Que o Senhor nos salve. Que nossos olhos sejam abertos. Que louvemos Seu nome. O único Deus verdadeiro. Que vive de eternidade a eternidade.
Que nós, intercessores, tenhamos a coragem de Fineias para intervir e trazer livramento.
Que nós, pais, consagremos nossos filhos, a cada dia, ao único Senhor e Rei do Universo, o Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra.
Aqui termina o “livro quatro” de Salmos.
Continuamos amanhã. Iniciaremos o último livro, o “livro cinco”, os “Salmos do Exílio e do Retorno”. Leremos a partir do Salmo cento e sete até o Salmo cento e nove.
Espero você. Até lá.
Na postagem anterior, vimos o salmista cantar um resumo da história de Israel. Desde que eram apenas uma família. Até chegarem à terra prometida. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1051-45.html
Agora, caminharemos através do Salmo cento e seis.
Nele, o salmista começa proclamando que todos deem graças ao Senhor. Porque Ele é bom. Tão bom que Seu amor não tem fim. Dura para sempre.
Faz um questionamento. Quem poderá contar Seus poderosos feitos? Só posso responder: “Ninguém”. Não conseguimos contar tudo que faz. Mesmo em nossas vidas. Quantas vezes recebemos livramentos e bênçãos que nem temos conhecimento?
E quem poderá louvá-Lo como merece? Com certeza, nós não podemos. Somos pequenos. Ainda assim, Ele fica feliz com nosso louvor.
Ah, como são felizes os que fazem o que é certo e praticam o tempo todo a justiça. São eles que habitam no monte do Senhor. Tem Sua presença constante em suas vidas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/salmos-111-155.html
O salmista clama que o Senhor lembre-se dele. Que se aproxime e o resgate. Assim como seus antepassados, pecou. Então, também canta a história de Israel.
Foram desobedientes. Rebeldes. Não deram valor às Suas maravilhas. Não se lembraram de Seus feitos de bondade. Rebelaram-se contra Ele junto ao Mar Vermelho. Ainda assim, o Senhor, por Sua bondade, abriu o mar. Eles passaram a seco. Quando atravessaram o mar, creram em Suas promessas. E cantaram louvores.
Mas, logo esqueceram. Não quiseram esperar por Seus conselhos. Eu sei. É muito difícil esperar. Cada dia fica mais difícil. Queremos que Seus conselhos venham na velocidade da luz. Ou, no mínimo, em uma entrega expressa. Quem sabe na velocidade de um micro-ondas. Não temos paciência. Tudo exige velocidade. E não queremos esperar. Como o povo de Israel fez.
E, quantas vezes nos voltamos para métodos e ensinamentos que parecem nos responder instantaneamente. Como Israel que trocou o Senhor, o glorioso Senhor, pela estátua de um boi. Um boi que come capim. Rebaixaram o Criador do universo a um animal comedor de capim. Porque não quiseram esperar.
No deserto, ao invés de aprenderem, tornaram-se insaciáveis. Tiveram inveja de Moisés e Arão. Por isso, a terra se abriu e engoliu vários rebeldes.
Esqueceram-se do Senhor. E de tudo que fizera no Egito. No Mar Vermelho.
O Senhor declarou que iria acabar com todos. Mas, Moisés, que podia ter concordado (seria bem mais fácil para ele), levantou-se. Colocou-se entre o Senhor e o povo. Clamou por Sua misericórdia. E foi atendido.
Ainda assim, sendo poupados da destruição, recusaram-se a entrar na terra prometida, agradável, segura. Não creram em Suas promessas. Para que o Senhor os levaria até a fronteira se não fossem para entrar? Eles não creram. Resmungaram. E Não deram ouvidos ao Senhor. Colheram o que plantaram. Morreram no deserto.
Mas antes, ainda fizeram pior. Não satisfeitos com o bezerro de ouro que adoraram, uniram-se aos adoradores de Baal. Comeram sacrifícios oferecidos aos mortos. O Senhor se irou. Uma praga se alastrou entre eles. E ia destruindo-os. Até que Fineias, descendente de Arão, teve coragem de intervir. E a praga cessou.
Que homem é esse? O Senhor enviou a praga. Ia matar o povo. Mas ele interviu. Por seu ato, a praga foi detida. Teve coragem, como Moisés havia tido. Ficou entre o povo e o Senhor. Foi considerado justo. Porque interviu. Consegue perceber o que Fineias conseguiu?
Em Meribá também pecaram. Murmurando contra o Senhor, de tal maneira que causaram grandes problemas a Moisés. Ele ficou irado. Falou sem refletir. E pecou.
Quando Israel chegou à terra, ao invés de destruir as nações que ali habitavam, misturou-se com elas. Pior. Israel adotou seus costumes. Quando deveria ser a nação que levaria os outros povos ao Senhor, adoraram ídolos estrangeiros. Contaminaram a si mesmos com seus atos perversos e seu amor aos ídolos.
Aqui, parece que estou lendo, não a história de Israel, mas a história da Igreja. Ah, quantas vezes temos agido da mesma maneira! Ao invés de levarmos o Reino, como o Senhor nos ordenou, temos trazido ídolos estrangeiros para a Igreja. E assim como a adoração a esses ídolos foi considerada adultério e causou a ruína de Israel, estamos vendo muita ruína entre o povo chamado “povo do Senhor”.
Os israelitas se desviaram de tal maneira que chegaram a sacrificar aos demônios seus filhos e filhas, derramando sangue inocente e contaminando a terra. Será que não temos visto isso acontecer em nossos dias também?
Que nós, como Igreja, nos voltemos para o Senhor, antes que Sua ira se acenda e Ele sinta aversão por Seu povo.
Que o Senhor nos salve. Que nossos olhos sejam abertos. Que louvemos Seu nome. O único Deus verdadeiro. Que vive de eternidade a eternidade.
Que nós, intercessores, tenhamos a coragem de Fineias para intervir e trazer livramento.
Que nós, pais, consagremos nossos filhos, a cada dia, ao único Senhor e Rei do Universo, o Deus verdadeiro, Criador dos céus e da terra.
Aqui termina o “livro quatro” de Salmos.
Continuamos amanhã. Iniciaremos o último livro, o “livro cinco”, os “Salmos do Exílio e do Retorno”. Leremos a partir do Salmo cento e sete até o Salmo cento e nove.
Espero você. Até lá.
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