Leitura do dia 06/05.
Hoje iniciaremos nossa caminhada através das páginas de Neemias, um de meus livros preferidos.
Ontem vimos a viagem de Esdras a Jerusalém. Sua oração a respeito dos casamentos dos israelitas com mulheres das nações que o Senhor proibira.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-81-36.html
Também vimos a confissão do povo. Seu arrependimento. Seu conserto com o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-91-1044.html
O livro de Esdras termina no ano 457 a.C.. Existem muitos registros persas que confirmam seus relatos. assim como os de Neemias.
Agora, caminharemos através dos primeiros três capítulos do livro de Neemias. Nesta primeira postagem, o capítulo um.
O livro começa no ano 446 a.C., onze anos após o término de Esdras.
Neemias era copeiro do rei Artaxerxes, na fortaleza de Susã, capital do Império Persa. Sua função era de primordial importância. Era um homem de confiança do rei. Também era uma função periculosa. Provava tudo que o rei fosse comer e beber. Caso estivesse envenenado, ele morreria, não o rei. Por isso, com certeza, estava sempre supervisionando tudo que seria servido ao rei. Nos mínimos detalhes.
Seu irmão Hanani foi visitá-lo, junto com alguns homens que haviam retornado de Judá. Neemias, que não era um homem alheio, embora vivesse no palácio, perguntou sobre o estado dos judeus e de Jerusalém.
Responderam que as coisas não iam bem. Estavam passando dificuldades e humilhações. Os muros de Jerusalém ainda estavam derrubados e suas portas haviam sido destruídas pelo fogo.
Quando Neemias ouviu essas notícias, sentou-se e chorou. Seu coração se condoeu por seu povo e por Jerusalém. Passou dias lamentando, jejuando e orando ao Senhor. Algo precisava ser feito.
Até que um dia, orou confessando seu pecado, de sua família e de todos. Clamou por misericórdia. Implorou que o Senhor se lembrasse de Suas promessas, quando se arrependessem e se voltassem para Ele. Pediu que o Senhor lhe concedesse êxito, que o rei lhe fosse favorável naquele dia. Algo aconteceria. Pediria ajuda ao rei?
Veremos na próxima postagem.
Que sejamos como Neemias. Que notícias más movam nosso coração à oração, ao jejum, à intercessão e por fim, à ação.
Espero você. Até já.
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segunda-feira, 6 de maio de 2019
Neemias 1.1-10
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terça-feira, 9 de maio de 2017
Neemias, um homem de oração
Neemias é um dos meus livros favoritos. Já li muitas e muitas vezes. Sempre aprendo algo novo. Dessa vez, a identidade de Neemias foi despertada em meu coração. Que homem admirável! Que grande exemplo a ser seguido. Que zelo!
Vamos comigo percorrer as páginas desse maravilhoso livro? Estou certa de que você não irá se arrepender.
A história começa com a chegada de Hanani, à cidade de Susã, uma das capitais do império persa, na época de Artaxerxes. Hanani volta de Judá e Neemias pergunta como estavam os judeus que restaram e sobre Jerusalém.
Quando Hanani faz o relato, dizendo que estavam passando por grande sofrimento e humilhação, o muro de Jerusalém havia sido derrubado e suas portas queimadas, Neemias sentou-se e chorou.
Vamos tentar imaginar a cena? Neemias era o copeiro do rei, um homem que ocupava um cargo da mais alta confiança. Um cargo de alta periculosidade. Era quem experimentava o vinho do rei e caso estivesse envenenado, seria ele quem morreria, e não o rei. Esse Neemias, corajoso e valente, sentou-se e chorou quando ouviu o relato dos filhos de Israel sobre a destruição de Jerusalém. Mas não ficou só nisso.
Neemias passou dias lamentando-se, jejuando e orando ao Senhor. Ele clamou por misericórdia e perdão. Confessou os pecados do povo de Israel e pediu que o Senhor se lembrasse das palavras ditas a Moisés. Durante esse tempo de oração, algo foi sendo gerado no coração de Neemias. Um profundo desejo de ir à Jerusalém e reconstruir a cidade. Então, chegou o dia em que deveria fazer um pedido audacioso ao rei Artaxerxes. Clamou ao Senhor que fosse bem-sucedido, e que alcançasse benevolência do rei. E foi ao seu trabalho.
Como sempre, Neemias levou o vinho ao rei, depois de prová-lo. O rei percebeu algo diferente. Neemias estava triste. Nunca antes ele estivera triste em sua presença Neemias era um exilado em terra estrangeira, porém servia ao rei com alegria. Ele não conhecia a palavra “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens”. – Colossenses 3.23, mas era o que fazia. Isso é fácil de ser comprovado porque o rei percebeu que ele estava triste, e mais, percebeu que era tristeza do coração.
Neemias, ousadamente respondeu que era impossível não estar triste com a situação em que se encontrava Jerusalém. Ao que o rei imediatamente lhe perguntou: O que você gostaria de pedir? Que copeiro tem uma consideração tão grande direcionada para ele? Ele era o copeiro do rei da Pérsia! E o rei estava perguntando o que ele estava querendo pedir! Ocupava uma posição de confiança mas não de poder.
Neemias, que já havia passado dias em oração e jejum, exatamente com esse propósito, elevou mais uma oração ao Senhor. Aquelas “orações-flechas” que fazemos em milésimo de segundo, quando não temos mais nenhum tempo. Ah, mais o cálice da oração de Neemias já havia transbordando. Ele sabia o que iria pedir. Aquilo que o Senhor havia colocado em seu coração durante todos aqueles dias de oração. Ousadamente pediu que o rei concedesse que fosse à Jerusalém para reconstruí-la. O rei respondeu com uma pergunta: Quando você voltará? Artaxerxes iria ficar sem Neemias, um servo fiel, de total confiança. Precisava saber quanto tempo, para resolver se concordaria ou não. Neemias então combinou um tempo com o rei, que concordou. Neemias voltou à Pérsia doze anos depois! Doze anos de “licença para tratar de assuntos pessoais”. Que benevolência alcançada! E que ousadia em pedir algo tão grandioso.
Mas Neemias não parou por aí. Acrescentou outros pedidos a este. Pediu para levar cartas aos governadores da região, para que pudesse passar até chegar a Judá. Os tempos eram difíceis. As estradas perigosas. E os governadores desconfiados. Pediu também uma carta para o guarda da floresta do rei, para que este fornecesse madeira para as portas da cidade e para a residência que ocuparia, enquanto estivesse em Jerusalém.
Neemias reconhece que em função da bondosa mão do Senhor estar sobre ele, o rei atendeu aos seus pedidos. Mas o rei, não satisfeito com os pedidos de Neemias, ainda enviou uma escolta de oficiais do exército e cavaleiros para que o acompanhasse.
Se o livro terminasse assim, já teríamos muito o que aprender. Mas estamos apenas no começo. Neemias ainda nem saiu da Pérsia.
Normalmente essa viagem levava cerca de quatro meses. Neemias chegou a Jerusalém e depois de três dias, saiu de noite com alguns amigos. Não, ele não foi festejar. Ele ainda não havia falado absolutamente nada a ninguém sobre o que o Senhor colocara em seu coração que ele fizesse por Jerusalém.
Quando gastamos tempo com o Senhor, em jejum e oração, acredite, o Senhor coloca algo em nossos corações. Não saímos de sua presença sem sermos tocados. Não há como sair de sua presença sem um desejo em nosso coração. Uma tarefa nos espera. Não saímos incólumes. Algo sempre nos acontece.
Neemias examinou o muro em toda a sua extensão, vendo tudo que havia sido derrubado, assim como as portas destruídas pelo fogo. Então, somente após examinar a situação em sua totalidade, reuniu aqueles que conclamaria para realizar a obra. Ele os lembrou da situação terrível de Jerusalém e os chamou para reconstruírem os muros, para que saíssem daquela tão grande humilhação. Além disso, Neemias lhes contou como o Senhor havia sido bondoso para com ele, fazendo com que achasse graça aos olhos do rei.
“Eles responderam: ‘Sim, vamos começar a reconstrução’. E se encheram de coragem para a realização desse bom projeto.” – Neemais 2.18b
Mas, sempre há um mas, Sambalate, Tobias e Gesém zombaram deles e os desprezaram. E lhes perguntaram se estavam se rebelando contra o rei. Uma ameaça velada havia em suas palavras.
Neemias assegurou-lhes que o Senhor os faria bem-sucedidos. E que eles começariam a construção.
Estamos apenas no capítulo dois de Neemias. Pare um pouco e pense. Quantas qualidades podemos observar nesse homem, em apenas dois capítulos?
Neemias era um homem de oração. Um homem que se importava com o que o Senhor se importava. Que se permitia ser tocado. Sensível. Audacioso. Corajoso. Um servo fiel, que trabalhava com diligência. Alguém que sabia planejar, que examinava a situação de perto, “in loco”. Reconhecia a bondade do Senhor e Sua mão sobre ele. Dependente do Senhor.
Ah, mas há muito mais sobre Neemias. Ainda temos onze capítulos pela frente. O que nos espera? O que mais podemos aprender com ele? Que tal continuarmos nossa jornada?
Conto com você. Continuamos em breve. Até lá.
Vamos comigo percorrer as páginas desse maravilhoso livro? Estou certa de que você não irá se arrepender.
A história começa com a chegada de Hanani, à cidade de Susã, uma das capitais do império persa, na época de Artaxerxes. Hanani volta de Judá e Neemias pergunta como estavam os judeus que restaram e sobre Jerusalém.
Quando Hanani faz o relato, dizendo que estavam passando por grande sofrimento e humilhação, o muro de Jerusalém havia sido derrubado e suas portas queimadas, Neemias sentou-se e chorou.
Vamos tentar imaginar a cena? Neemias era o copeiro do rei, um homem que ocupava um cargo da mais alta confiança. Um cargo de alta periculosidade. Era quem experimentava o vinho do rei e caso estivesse envenenado, seria ele quem morreria, e não o rei. Esse Neemias, corajoso e valente, sentou-se e chorou quando ouviu o relato dos filhos de Israel sobre a destruição de Jerusalém. Mas não ficou só nisso.
Neemias passou dias lamentando-se, jejuando e orando ao Senhor. Ele clamou por misericórdia e perdão. Confessou os pecados do povo de Israel e pediu que o Senhor se lembrasse das palavras ditas a Moisés. Durante esse tempo de oração, algo foi sendo gerado no coração de Neemias. Um profundo desejo de ir à Jerusalém e reconstruir a cidade. Então, chegou o dia em que deveria fazer um pedido audacioso ao rei Artaxerxes. Clamou ao Senhor que fosse bem-sucedido, e que alcançasse benevolência do rei. E foi ao seu trabalho.
Como sempre, Neemias levou o vinho ao rei, depois de prová-lo. O rei percebeu algo diferente. Neemias estava triste. Nunca antes ele estivera triste em sua presença Neemias era um exilado em terra estrangeira, porém servia ao rei com alegria. Ele não conhecia a palavra “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens”. – Colossenses 3.23, mas era o que fazia. Isso é fácil de ser comprovado porque o rei percebeu que ele estava triste, e mais, percebeu que era tristeza do coração.
Neemias, ousadamente respondeu que era impossível não estar triste com a situação em que se encontrava Jerusalém. Ao que o rei imediatamente lhe perguntou: O que você gostaria de pedir? Que copeiro tem uma consideração tão grande direcionada para ele? Ele era o copeiro do rei da Pérsia! E o rei estava perguntando o que ele estava querendo pedir! Ocupava uma posição de confiança mas não de poder.
Neemias, que já havia passado dias em oração e jejum, exatamente com esse propósito, elevou mais uma oração ao Senhor. Aquelas “orações-flechas” que fazemos em milésimo de segundo, quando não temos mais nenhum tempo. Ah, mais o cálice da oração de Neemias já havia transbordando. Ele sabia o que iria pedir. Aquilo que o Senhor havia colocado em seu coração durante todos aqueles dias de oração. Ousadamente pediu que o rei concedesse que fosse à Jerusalém para reconstruí-la. O rei respondeu com uma pergunta: Quando você voltará? Artaxerxes iria ficar sem Neemias, um servo fiel, de total confiança. Precisava saber quanto tempo, para resolver se concordaria ou não. Neemias então combinou um tempo com o rei, que concordou. Neemias voltou à Pérsia doze anos depois! Doze anos de “licença para tratar de assuntos pessoais”. Que benevolência alcançada! E que ousadia em pedir algo tão grandioso.
Mas Neemias não parou por aí. Acrescentou outros pedidos a este. Pediu para levar cartas aos governadores da região, para que pudesse passar até chegar a Judá. Os tempos eram difíceis. As estradas perigosas. E os governadores desconfiados. Pediu também uma carta para o guarda da floresta do rei, para que este fornecesse madeira para as portas da cidade e para a residência que ocuparia, enquanto estivesse em Jerusalém.
Neemias reconhece que em função da bondosa mão do Senhor estar sobre ele, o rei atendeu aos seus pedidos. Mas o rei, não satisfeito com os pedidos de Neemias, ainda enviou uma escolta de oficiais do exército e cavaleiros para que o acompanhasse.
Se o livro terminasse assim, já teríamos muito o que aprender. Mas estamos apenas no começo. Neemias ainda nem saiu da Pérsia.
Normalmente essa viagem levava cerca de quatro meses. Neemias chegou a Jerusalém e depois de três dias, saiu de noite com alguns amigos. Não, ele não foi festejar. Ele ainda não havia falado absolutamente nada a ninguém sobre o que o Senhor colocara em seu coração que ele fizesse por Jerusalém.
Quando gastamos tempo com o Senhor, em jejum e oração, acredite, o Senhor coloca algo em nossos corações. Não saímos de sua presença sem sermos tocados. Não há como sair de sua presença sem um desejo em nosso coração. Uma tarefa nos espera. Não saímos incólumes. Algo sempre nos acontece.
Neemias examinou o muro em toda a sua extensão, vendo tudo que havia sido derrubado, assim como as portas destruídas pelo fogo. Então, somente após examinar a situação em sua totalidade, reuniu aqueles que conclamaria para realizar a obra. Ele os lembrou da situação terrível de Jerusalém e os chamou para reconstruírem os muros, para que saíssem daquela tão grande humilhação. Além disso, Neemias lhes contou como o Senhor havia sido bondoso para com ele, fazendo com que achasse graça aos olhos do rei.
“Eles responderam: ‘Sim, vamos começar a reconstrução’. E se encheram de coragem para a realização desse bom projeto.” – Neemais 2.18b
Mas, sempre há um mas, Sambalate, Tobias e Gesém zombaram deles e os desprezaram. E lhes perguntaram se estavam se rebelando contra o rei. Uma ameaça velada havia em suas palavras.
Neemias assegurou-lhes que o Senhor os faria bem-sucedidos. E que eles começariam a construção.
Estamos apenas no capítulo dois de Neemias. Pare um pouco e pense. Quantas qualidades podemos observar nesse homem, em apenas dois capítulos?
Neemias era um homem de oração. Um homem que se importava com o que o Senhor se importava. Que se permitia ser tocado. Sensível. Audacioso. Corajoso. Um servo fiel, que trabalhava com diligência. Alguém que sabia planejar, que examinava a situação de perto, “in loco”. Reconhecia a bondade do Senhor e Sua mão sobre ele. Dependente do Senhor.
Ah, mas há muito mais sobre Neemias. Ainda temos onze capítulos pela frente. O que nos espera? O que mais podemos aprender com ele? Que tal continuarmos nossa jornada?
Conto com você. Continuamos em breve. Até lá.
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