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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Marcos 2.1-28

Leitura do dia 20/10.

Na postagem anterior vimos Marcos falar sobre João Batista. O batismo de Jesus. Sua tentação.

Também vimos o início de Seu ministério. Os primeiros discípulos. A libertação de um homem possesso. A cura da sogra de Pedro. A cura e libertação de muitas pessoas. O anúncio de Sua mensagem na Galileia. A cura de um leproso.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-11-45.html

Agora, caminhamos através do capítulo dois de Marcos.

Depois de andar pela Galileia, voltou a Cafarnaum. Quando chegou, logo a notícia se espalhou. A casa onde Jesus estava hospedado ficou cheia. Lotada. Não havia lugar nem do lado de fora da porta! Era gente demais! Todos querem vê-Lo. Querem ouvi-Lo.

Estamos ali, observando-O.

Marcos nos conta que está anunciando a palavra de Deus. Não está falando sobre autoajuda ou qualquer filosofia. Está anunciando a palavra de Deus.

De repente, escutamos um barulho no telhado. Todos olham. Um buraco é aberto no teto! Bem em cima de onde Jesus está. Quatro homens estão carregando um paralítico em uma maca. Eles baixam o homem bem na frente dEle.

Quando o Senhor vê a fé que tinham, disse ao paralítico que seus pecados estávamos perdoados. Ele o chama de filho. Como meu Senhor é doce.

Então, percebe que alguns mestres da lei que ali se encontram, estão pensando em seus corações que Jesus está dizendo uma blasfêmia. Quem Ele pensa que é para perdoar pecados. Ele os confronta. Pergunta por que estão com aqueles questionamentos em seus corações. Para Ele tanto faz dizer ao paralítico que seus pecados estão perdoados ou que ele se levante, pegue sua maca e saia andando.

Mas, havia um motivo. Disse que queria mostrar-lhes que tem autoridade na terra para perdoar pecados.

Todos estão olhando. Nós, a multidão, os amigos do paralítico e o paralítico. Ele se volta novamente ao paralítico e ordena que se levante, que tome sua maca e vá para casa. Simples assim.

O que acontece? O homem se levanta de um salto! Pega sua cama e sai andando tranquilamente diante de todo mundo. Todos estão maravilhados. Louvam o Eterno. Nunca viram nada igual.
Seu poder e autoridade realmente não têm equivalente.

Depois que saiu dali, foi à beira do mar. Vamos juntos. Não podemos perder uma cena sequer. Ele ensina as multidões que vêm até Ele.

Enquanto caminha, vê Levi (Mateus). Estava sentado no lugar abominável onde se coletam os impostos. Os judeus odeiam os judeus que trabalham como cobradores de impostos para os romanos. O Senhor não. Ele o chama para segui-Lo. Sabe o que acontece? Levi deixa a coletoria e segue o Senhor. Como resistir ao Seu chamado?

Mais tarde, Jesus está com Seus discípulos na casa de Levi. Estão à mesa com um grande número de cobradores de impostos e outros pecadores. Todos esses O seguiam.

Quando alguns fariseus, que eram mestres da lei, viram essa cena, ficaram horrorizados. Consideravam-se justos. Eram a nata da sociedade. Perguntaram aos discípulos por que Ele comia com aquele tipo de gente, a ralé. Não tiveram tempo de responder.

Jesus mesmo responde. Disse que os sãos não precisam de médico. Quem precisa de médico são os doentes. Ele veio chamar os pecadores, não os justos. Tenho que levantar minha plaquinha de aplausos! Suas respostas são sempre diretas e verdadeiras.

Em nossa caminhada nos deparamos com alguns homens perguntando ao Senhor por que os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando e Seus discípulos não. Ele responde que os convidados de um casamento não jejuam enquanto estão com o noivo. Seus discípulos jejuarão, quando o noivo for tirado do meio deles. Será que entenderam que Ele é o Noivo? Que somos Sua noiva?

Então, em um sábado, enquanto caminhavam pelos campos de cereal, seus discípulos colheram algumas espigas para comer. Os fariseus viram. E perguntaram-No porque Seus discípulos não guardavam a lei do sábado.

O Senhor explica, citando as Escrituras (1 Samuel 21), que o homem é mais importante que os costumes. O homem não foi feito por causa do sábado. O sábado é que foi feito para o homem, com o objetivo de descansar de seus afazeres.

Infelizmente temos a terrível tendência de idolatrar regras, costumes, ministérios e pessoas. Que sondemos nossos corações e atentemos para a palavra do Senhor. Para Seus ensinos e propósitos.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Daniel 9.1-27

Leitura do dia 14/09.

Na postagem anterior acompanhamos a visão de Daniel com o carneiro e o bode. Com muita revelação. Que ele não entendeu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html

Agora, caminharemos através do capítulo nove de Daniel.

Era o primeiro ano de Dario, o medo, filho de Assuero (Xerxes), que se tornou rei dos babilônios.

Daniel era um estudioso da palavra do Senhor. Como devemos ser.

Estava estudando a palavra revelada ao profeta Jeremias e compreendeu que Jerusalém devia permanecer desolada por um período de setenta anos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-251-2722.html

A partir dessa compreensão, voltou-se para o Senhor. Suplicou-Lhe com oração e jejum. Vestiu panos de saco e colocou cinzas sobre sua cabeça.

Orou ao Senhor e confessou Sua grandeza e Seu amor leal. Confessou os pecados de seu povo, identificando-se como um dos pecadores. Como também devemos orar.

Estavam em vergonha com tudo que acontecera. Porque pecaram contra o Senhor. Não ouviram os profetas que o Senhor enviara. Não foram fiéis. Não se arrependeram. Não se voltaram para Ele.

O Senhor cumprira tudo que prometera, por causa da apostasia. Agora estavam desolados.

Nunca aconteceu uma calamidade tão terrível como a que aconteceu em Jerusalém. Todas as maldições escritas na Lei de Moisés se cumpriram. Nem assim, se arrependeram. Nem quiseram buscar Sua misericórdia. Ao contrário, afastaram-se dEle.

Daniel clamou que o Senhor desviasse Sua furiosa ira de Jerusalém. Como resultado do pecado (deles e de seus antepassados), todas as nações vizinhas zombavam de Jerusalém e de Seu povo. Não eram benção para essas nações, como a ordem do Senhor dada a Abraão (Gênesis 12.1-3).

Que o Senhor ouvisse sua súplica, por causa dEle mesmo. Por causa de Sua misericórdia, ainda que não merecessem ser ouvidos.

Que o senhor ouvisse. Perdoasse. Atendesse. E Agisse. Tudo por causa dEle mesmo. Que não demorasse. Seu povo e Sua cidade carregavam Seu nome. E estavam desolados.

Daniel continuou a orar e confessar seu pecado e o pecado de seu povo, Israel. Suplicando ao Senhor por Jerusalém, Seu santo monte.

Sua oração é maravilhosa. Carregada de humildade, adoração e confissão. Somente após, veio o pedido. Para toda uma nação.

Enquanto orava, Gabriel foi depressa até ele. Disse que veio dar-lhe percepção e entendimento. Assim que Daniel começou a orar, foi dada uma ordem e agora estava ali para lhe explicar que ordem era essa.

Daniel foi ouvido por ser muito precioso para o Senhor. Deveria ouvir com muita atenção o que Gabriel tinha a dizer. Para entender o significado da visão.

Foi dado um período de quatrocentos e noventa anos (2 Crônicas 36.19-21) para trazer justiça eterna. Depois de um tempo, o governante, o Ungido chegaria. Apesar de serem tempos difíceis, Jerusalém seria reconstruída com ruas e fortes defesas. Depois, o Ungido seria morto.

Passado um tempo, surgiria um governante cujos exércitos destruiriam Jerusalém e o templo. Até aqui fala sobre a primeira vinda do Senhor Jesus. E Sua morte.

Depois, algo que ainda não aconteceu. Um governante fará um tratado com muitos por um período de uma semana, representando sete anos. Um acordo de paz. Este governante profanará o templo do Senhor. Até que o destino para esse profanador seja finalmente derramado sobre ele. Quando o Ungido voltará para reinar eternamente.

Não sabemos exatamente como serão os próximos acontecimentos. Nem quando acontecerão. O Senhor disse para estarmos vigilantes. Prontos para esses acontecimentos.

Se tantas profecias ditas na Palavra foram cumpridas, acredite, as que ainda não se cumpriram, também serão cumpridas.

Que permaneçamos fiéis. Até àquele dia.

“Eu virei inesperadamente, como ladrão! Feliz é aquele que me espera alerta e mantém puras suas vestes, para que não precise andar nu e envergonhado”. – Apocalipse 16.15

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez de Daniel. Até o fim.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Ester 4.1-17

Leitura do dia 11/05.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Ester. Mais um livro cheio de lições a serem aprendidas e apreendidas.

Ontem vimos a festa e o banquete oferecidos pelo rei Xerxes. A rainha Vasti sendo deposta. A seleção das jovens moças. A coroação de Ester. A lealdade de Mardoqueu ao rei, livrando-o da morte. A conspiração de Hamã contra os judeus, tudo porque Mardoqueu não se curvava diante dele, como se fosse uma divindade. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-11-22.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-21-23.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/ester-31-14.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos quatro ao capítulo sete.

Na primeira postagem, o capítulo quatro.

Enquanto o decreto de destruição dos judeus percorria todas as províncias e a confusão de espalhava, o rei e Hamã sentaram-se para beber.

Mardoqueu tomou conhecimento de tudo. Não sentou-se para beber, nem que fosse para lamentar ou esquecer. Enfrentou a realidade. Rasgou suas roupas, vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinzas e saiu pela cidade. Chorando alto e amargamente. Não chorava apenas por ele. Não se incomodava em ser reconhecido como um judeu. Chorava por seu povo.

Foi até à porta do palácio, mas não pôde entrar. Ninguém vestido de luto podia entrar no palácio. À semelhança do Reino do Senhor. Se queremos entrar em Seus átrios, precisamos trocar nossas roupas. Não podem estar sujas de cinzas. Precisam estar limpas. Com a marca do sangue do Cordeiro, Jesus.

Assim foi em todo lugar onde aquele decreto ridículo e assassino chegou. Os judeus prantearam, jejuaram, choraram e lamentaram. Muitos, inclusive, deitaram-se vestidos de saco e em cinza.

Agimos assim quando sabemos de notícias terríveis que assolam nosso povo? E, quando falo nosso povo, falo do planeta todo. Não apenas de nosso bairro, cidade ou país.

Os eunucos e as criadas de Ester contaram a situação em que Mardoque estava. Ester ficou angustiada. Enviou-lhe roupas. Não podia considerar que seu “tio-pai” andasse daquela forma. Mas esqueceu de um “detalhe”. Não perguntou porque estava lamentando, de luto.

Quando Mardoqueu recusou-se a trocar suas roupas, seu coração estraçalhado, ela ordenou que descobrissem o que estava acontecendo. Agora sim.

Mardoqueu contou a Hataque. Informou a quantidade exata de prata que Hamã oferecera por eles e enviou uma cópia do decreto. Também pediu que Ester falasse com o rei, implorando por misericórdia em favor de seu povo.

Ester respondeu que ninguém podia entrar à presença do rei sem ser convidado. Se ele não levantasse o cetro em seu favor, a pessoa era morta. Imediatamente. Sem apelações. Além disso, o rei não a chamava fazia trinta dias! Ela correria um grande risco de morte.

Mardoqueu não se intimidou com a situação de Ester. Disse que, se ela não se levantasse e fizesse alguma coisa em favor dos judeus, o Senhor buscaria outro meio de escape. Ela e sua família, porém, pereceriam. Gosto dessa certeza de Mardoqueu. Estava lamentando. Clamando. Sabia que todos os judeus faziam o mesmo. E cria, piamente, que o Senhor os ouviria. E faria algo.

Ele foi além. Levantou a hipótese de que, provavelmente, era por este motivo que Ester havia se tornado rainha. Exatamente naquela época. Para enfrentar aquela situação.

Ah, como é importante reconhecermos o lugar que estamos, a época e os motivos. Não podemos ficar de braços cruzados diante de desgraças, sejam quais forem. Ester percebeu que era verdade.

Pediu que Mardoqueu reunisse todos os judeus de Susã e jejuassem por ela. Três dias e três noites. Suas criadas e elas também jejuariam. Após o jejum, iria ao rei. Se morresse, paciência. Teria morrido tentando fazer algo por seu povo. Cumprindo sua missão.

O decreto era real. Ainda que faltasse quase um ano para ser cumprido. Ninguém conseguiria viver com aquela angústia no peito. A espada no pescoço. Algo precisava ser feito. Urgentemente.

Ester era sábia. Assim como Esdras e Neemias, sabia que precisava de tempo. Para orar, jejuar, clamar, planejar e depois, agir.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-81-36.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-11-10.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-21-10.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/05/neemias-um-homem-de-oracao.html

Todos jejuaram. Durante três dias e três noites.

E agora? O que acontecerá? O que Ester fará? Como?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Neemias 1.1-10

Leitura do dia 06/05.

Hoje iniciaremos nossa caminhada através das páginas de Neemias, um de meus livros preferidos.

Ontem vimos a viagem de Esdras a Jerusalém. Sua oração a respeito dos casamentos dos israelitas com mulheres das nações que o Senhor proibira.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-81-36.html

Também vimos a confissão do povo. Seu arrependimento. Seu conserto com o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/esdras-91-1044.html

O livro de Esdras termina no ano 457 a.C.. Existem muitos registros persas que confirmam seus relatos. assim como os de Neemias.

Agora, caminharemos através dos primeiros três capítulos do livro de Neemias. Nesta primeira postagem, o capítulo um.

O livro começa no ano 446 a.C., onze anos após o término de Esdras.

Neemias era copeiro do rei Artaxerxes, na fortaleza de Susã, capital do Império Persa. Sua função era de primordial importância. Era um homem de confiança do rei. Também era uma função periculosa. Provava tudo que o rei fosse comer e beber. Caso estivesse envenenado, ele morreria, não o rei. Por isso, com certeza, estava sempre supervisionando tudo que seria servido ao rei. Nos mínimos detalhes.

Seu irmão Hanani foi visitá-lo, junto com alguns homens que haviam retornado de Judá. Neemias, que não era um homem alheio, embora vivesse no palácio, perguntou sobre o estado dos judeus e de Jerusalém.

Responderam que as coisas não iam bem. Estavam passando dificuldades e humilhações. Os muros de Jerusalém ainda estavam derrubados e suas portas haviam sido destruídas pelo fogo.

Quando Neemias ouviu essas notícias, sentou-se e chorou. Seu coração se condoeu por seu povo e por Jerusalém. Passou dias lamentando, jejuando e orando ao Senhor. Algo precisava ser feito.

Até que um dia, orou confessando seu pecado, de sua família e de todos. Clamou por misericórdia. Implorou que o Senhor se lembrasse de Suas promessas, quando se arrependessem e se voltassem para Ele. Pediu que o Senhor lhe concedesse êxito, que o rei lhe fosse favorável naquele dia. Algo aconteceria. Pediria ajuda ao rei?

Veremos na próxima postagem.

Que sejamos como Neemias. Que notícias más movam nosso coração à oração, ao jejum, à intercessão e por fim, à ação.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Jesus e os improváveis

Continuamos nossa viagem através de Mateus. Capítulo 9, a partir do versículo 9.

Jesus vê um homem sentado na coletoria. Ele não vê um coletor de impostos. Ele vê um homem. Chamado “Presente de Yaweh”. E o chama: “Siga-me”. Ele levantou-se e O seguiu. Simples assim.

O coletor de impostos ou publicano era mal visto entre a comunidade de Israel. Era um judeu escolhido para cobrar impostos para os romanos e, na maioria das vezes, cobrava mais que o devido. Não eram confiáveis. Não podiam servir de testemunha, nem de juiz. E quase sempre, eram expulsos das sinagogas.

E quem Jesus chama para seguí-Lo? Ele mesmo, Mateus, o publicano. O “exército” de Jesus é composto de improváveis. E Ele mesmo explica o motivo.

No versículo 10, Mateus (o tal publicano que foi chamado por Jesus, é foi esse mesmo quem escreveu o livro que estamos lendo), nos conta que Jesus estava em casa e vieram comer com ele e seus discípulos, muitos publicanos e pecadores.

Quando os fariseus viram, perguntaram aos discípulos de Jesus porque Ele comia com publicanos e pecadores. Os discípulos não tiveram tempo de responder. Foi Jesus quem respondeu, dizendo que os que precisam de saúde são os doentes, não os sãos. Eles se consideravam sãos aos seus próprios olhos, não precisavam de Jesus. E foi além, ordenou que aprendessem o que significa: “Desejo misericórdia, não sacrifícios”. E, caso não tivessem entendido, explicou que Ele veio chamar os pecadores, não os justos.

As pessoas gostavam de fazer perguntas a Jesus. Normalmente ou Ele está curando, ou expulsando demônios ou respondendo a alguém. Alguns porque realmente gostariam de saber, outros porque O estavam provando, outros porque achavam alguma situação absurda e perguntavam: “Como assim? Por que isso ou aquilo?”

Agora são os discípulos de João que chegam até Jesus e perguntam porque os fariseus e eles (discípulos de João) jejuavam mas os discípulos de Jesus, não. Ele foi bem direto. Era o noivo. Estava com Seus discípulos. Quando não estivesse mais, eles com certeza jejuariam. Sentiriam tal necessidade.

E aqui dá um exemplo interessante. Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha. Ora, é lógico que não. Ninguém vai comprar um tecido novo para remendar outro que já está velho. O mesmo acontecendo com o vinho. Só se coloca vinho novo em odres novos. Os dois envelhecem juntos. É necessário um processo. O vinho envelhecido é melhor.

Hoje, ficamos por aqui. Amanhã temos uma jornada especial a seguir. Um de meus textos preferidos. Espero você.


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A motivação certa

Hoje vamos passear pelo capítulo 6 de Mateus, até o versículo 18.

Jesus continua seu ensino. Ele nos alerta a oferecer nossa ajuda em segredo, sem propaganda. Quem ajuda para ser visto pelos outros, já recebeu sua recompensa, ou seja, já foi visto pelos homens. Não receberá a recompensa do Senhor.

E quando orarmos também deve ser em segredo. Os hipócritas gostam de orar na frente das pessoas para serem vistas e admiradas por elas. Já receberam sua recompensa, foram vistos. Devemos orar em secreto. Nosso Pai nos ouvirá e nos responderá. Também não devemos ficar repetindo as mesmas coisas. Nossas orações devem ser específicas, devem ter um propósito claro.

Ele nos deu um modelo. Não devemos ficar repetindo a oração hoje conhecida como “Pai Nosso”. Ela é um modelo. Nela, Jesus nos ensina alguns pontos muito importantes.

Devemos reconhecer o Todo-Poderoso como Pai. Nosso Pai. Isso demonstra a intimidade que precisamos ter com Ele. Nosso Pai está nos céus e nos ouve. Tem prazer em ouvir nossa oração, ainda que saiba de tudo que precisamos, antes mesmo de abrirmos nossas bocas para pedir algo.

O louvor deve fazer parte da nossa oração. Devemos santificar Seu nome. Reconhecer quem Ele é. Único. Santo.

O desejo de que o Reino do Senhor venha deve estar em nossos corações. É com este Reino que devemos nos importar, amar, ansiar.

Precisamos desejar Sua vontade em nossas vidas, como é no céu. Lá nada acontece fora da Sua vontade. Absolutamente nada.

Nossa oração deve conter o pedido para que o Senhor supra nossas necessidades no dia de hoje. O nosso pão diário.

Não podemos nos esquecer de pedir perdão pelos nossos pecados. Nossas vestes devem estar limpas em todo o tempo. E nosso pedido de perdão está atrelado ao perdão que oferecemos àqueles que nos ofendem, nos devem, nos aborrecem.

Também devemos pedir que o Senhor nos fortaleça e nos livre das tentações, que tão de perto nos rodeiam. Que Ele nos livre do mal.

E mais uma vez devemos reconhecer que o Reino, o poder e a glória pertencem a Ele. Assim, teremos inclusive, mais confiança ao orarmos, pois sabemos que estamos orando Àquele que pode nos responder.

Oração é intimidade. Através dela aprendemos a conhecer nosso Pai. Não podemos negligenciar esses momentos a sós com Ele. A oração nos fortalece. Passamos a saber em quem temos crido.

Logo em seguida ao modelo de oração que Jesus nos deixou, Ele nos exorta a perdoar, pois assim nos perdoará. Se não perdoarmos, também não nos perdoará. É uma via de mão dupla.

É bom lembrarmos que nossa dívida para com o Senhor era muito maior do que qualquer dívida que alguém tenha para conosco. Então, se Ele nos perdoou, podemos perdoar os outros também.

O Senhor continua nos exortando a tomar atitudes pela motivação correta. Se jejuarmos, não devemos mostrar aos outros, se não, já teremos recebido nossa recompensa. As pessoas verão e nos admirarão. Essa não deve ser nossa motivação.

Que estejamos atentos às nossas ações. Que tudo o que fizermos seja movido pelos motivos corretos. Que desejemos Sua recompensa e não a admiração dos homens. E que busquemos intimidade com Ele através da oração.

A cada dia.



sábado, 12 de novembro de 2016

Fazendo do certo, o errado


 Já percorremos algumas vezes a história de Gideão. Mas agora quero ressaltar o que aconteceu após a grande vitória que o Senhor lhe deu.

Vale a pena pensarmos um pouco no que está escrito em Juízes, capítulo 8, versículos de 22 a 27.

Após voltar vitorioso de suas guerras, os israelitas pedem que Gideão reine sobre eles. Gideão afirma que o Senhor é quem deve reinar sobre o povo. E pede um brinco de cada israelita. Os israelitas haviam tirado os brincos dos ismaelitas, parentes dos midianitas, como parte dos despojos de guerra. Todos concordaram de bom grado. Ele recebeu mais de vinte quilos em ouro.

O desejo de Gideão era construir um manto sacerdotal. Um desejo bom e legítimo. O manto sacerdotal, naquela época, representava a presença do Senhor. Mas o versículo 27 fala que “o povo de Israel passou a idolatrar este objeto, vindo a se prostituir em relação a Deus, o que se transformou numa armadilha para Gideão e toda a sua família”. Um manto sacerdotal, que deveria levar o povo ao Senhor mas levou à prostituição espiritual, à idolatria.

I Samuel, capítulo 14, conta que Saul proclamou um jejum. Jejum é algo bom. Mas, nessa ocasião, veio a ser um tropeço. O povo estava em guerra. O exército de Israel perseguiu os filisteus até tarde. Sem se alimentar. Quando entardeceu, a fome era tão desesperadora que os soldados comeram a carne com o sangue, algo completamente reprovado pelo Senhor. Um jejum, que deveria levar o povo à dependência de Deus, levou à desobediência, ao pecado.

Em Números, capítulo 21, lemos quando os israelitas estavam no deserto e tiveram que contornar a região de Edom. Mais uma vez perderam a paciência. Murmuraram contra o Senhor que enviou serpentes para picá-los. Então, clamaram ao Senhor que ordenou a Moisés a construção de uma serpente de bronze que devia ser colocada no alto de um poste. Quem olhasse para a serpente, era curado. A serpente apontava para Jesus, conforme João 3.14. Jesus é aquele para quem devemos olhar para sermos curados. Mas essa serpente transformou-se em tropeço para os israelitas, que passaram a adorá-la, até que Ezequias sabiamente a destruiu, conforme II Reis 18.4.

É sempre hora de refletirmos se o que estamos realizando e colocando nossos corações é o lugar, a maneira e o momento certos. Será que o nosso vestido sacerdotal, chamado efode, ou a serpente de bronze, que deveriam apontar para o Senhor Jesus, se transformou em algum detestável ídolo aos olhos dEle? Será que o jejum que temos feito é para agradar ao Senhor, no momento certo, pelo motivo certo? Se observarmos qualquer coisa que desagrade ao Senhor, é hora de fazer como Ezequias e destruir a serpente de bronze, ainda o Senhor, em outra época, tenha nos mandado construí-la.

Que nossos corações sejam puros e que não venhamos a cair nas armadilhas que o inimigo prepara contra nós, fazendo o que deveria ser certo, tornar-se um erro e transformar-se em nossa ruína. Que tenhamos discernimento. Que olhemos para o Senhor, a fim de sermos guiados pelos Seus olhos, como está escrito nos Salmos 32.8. A cada dia. Em toda a nossa caminhada.

Que nossa oração seja como a de Davi: "Sonda-me, ó Deus, e analisa o meu coração. Examina-me e avalia as minhas inquietações. Vê se há em mim algum sentimento funesto, e guia-me pelo Caminho da vida eterna!" - Salmos 139.23, 24