Leitura do dia 10/09.
Continuamos nossa caminhada pelo livro de Ezequiel. Estamos quase chegando ao fim de mais um livro fantástico. Maravilhoso.
Ontem vimos a medição do templo, na visão que o Senhor deu ao profeta. Era um templo perfeito, onde somente os descendentes de Zadoque estariam na presença do Senhor, por nunca terem se afastado dEle. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-401-4220.html
Agora, caminharemos a partir do capítulo quarenta e três. Até o capítulo quarenta e cinco.
A Bíblia King James Atualizada (KJA) nos informou que esta visão tinha um tríplice significado. O primeiro, dos capítulos lidos ontem, refere-se ao Templo perfeito. O segundo, dos capítulos quarenta e três ao capítulo quarenta e quatro, refere-se ao culto ideal. Neste culto estão presentes a glória do Senhor, os ritos presididos pelo sumo sacerdote e pelo príncipe, o ministério dos sacerdotes e a cooperação do povo. O terceiro, a partir do capítulo quarenta e cinco, refere-se a uma Nação ideal, que em suas formas física e espiritual desenvolve sua vida diária ao redor do culto na casa do Senhor, onde recebe o alimento.
Depois das medições dos capítulos anteriores, o anjo levou Ezequiel até à porta leste. De repente, enquanto olhava, viu a glória do Senhor surgindo, vindo do leste. O som de Sua vinda era semelhante ao rugido de muitas águas. Toda a paisagem se iluminou por causa de Sua glória. Claro.
A visão era semelhante às anteriores. A primeira junto ao rio Quebar e a segunda em Jerusalém. Ezequiel prostrou-se em adoração. http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-11-327.html; http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-101-1228.html
A glória do Senhor entrou no templo. Pela porta leste. O Espírito do Senhor o colocou de pé e o levou até o pátio interno. A glória do Senhor encheu o templo.
O Senhor disse a Ezequiel que aquele era o lugar do Seu trono. Onde descansava Seus pés. Ali Ele habitaria para sempre. No meio de Israel. Eles e seus reis nunca mais profanariam Seu santo nome. Não cometeriam adultério adorando outros deuses, nem honrando relíquias de reis mortos.
Haviam colocado altares de seus ídolos ao lado de Seu altar. Apenas uma parede entre Ele e eles. Profanaram Seu santo nome. Por isso, os consumiu em Sua ira. Agora, ordena que deixem de adorar outros deuses e as relíquias de reis mortos. Se o fizerem, habitará no meio deles. Para sempre.
Finalmente o Senhor explica porque está mostrando essas coisas para Ezequiel. Ele descreverá o templo para que Israel se envergonhe de todos os seus pecados. Que estudem as plantas do templo e se envergonhem de tudo que fizeram. Além de descrever o templo, com todos os detalhes, Ezequiel falará dos decretos e leis do templo. Escreverá todas as especificações e decretos diante do povo. Para que se lembrem deles e os obedeçam.
Ele viu as medidas do altar. Ouviu as regras para a queima de ofertas e aspersão de sangue. Mais uma vez escuta que somente os descendentes de Zadoque serviriam diante do Senhor. Todos os animais deveriam ser perfeitos. Sem defeito algum.
Depois o anjo o levou até à porta Leste. Disse que essa porta permaneceria permanentemente fechada pois o Senhor entrara por ela, tornando-a santa. Podemos interpretar como a presença do Senhor sempre presente no templo. Não seria mais aberta porque nunca mais sairia de lá. Também podemos nos lembrar que era nessa porta que o sol era adorado. Não seria mais.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-71-911.html
Hoje essa porta é exatamente o Portão Leste. É conhecida como a Porta Dourada. Fica na área muçulmana de Jerusalém. Eu vi. Está lacrada. O motivo não é o descrito em Ezequiel. Mas, podemos perceber um símbolo aqui. O Senhor não deseja se afastar de Seu templo, de Seu povo. Jamais.
O príncipe era o único que poderia sentar-se junto a esta entrada. Para comer na presença do Senhor. Mas entraria e sairia pela varanda da porta. Não pela porta.
O anjo o levou até à frente do templo. Ele olhou e viu. Isso mesmo. Olhou e viu. Quantas vezes olhamos e não vemos absolutamente nada? Ezequiel recebera ordens para prestar atenção em tudo. Estava obedecendo. Ele viu a glória do Senhor encher Seu templo. Prostrou-se com o rosto no chão. Em adoração.
Mais uma vez o Senhor lhe ordena a prestar atenção. A usar seus olhos e seus ouvidos. Que escutasse atentamente tudo que o Senhor lhe dizia a respeito das regras do templo. Que transmitisse ao povo de Israel Sua mensagem. Bastava de seus pecados detestáveis. Eles levaram para dentro do santuário estrangeiros incircuncisos de corpo e coração. Desta forma profanaram Seu templo. Além de todos os outros pecados que cometeram, quebrando Sua aliança. Não guardaram Suas ordens sobre as coisas sagradas e contrataram, veja bem, contrataram estrangeiros para realizar o serviço no Seu santuário. Serviço este que só poderia ser feito pelos levitas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-231-32.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/agindo-em-conformidade.html
O Senhor ordena que Ezequiel lhes diga que nenhum estrangeiro entrará em Seu santuário se não tiver sido circuncidado de corpo e coração. E os levitas que O abandonaram e ainda incentivaram o povo a adorar ídolos, sofrerão as consequências de seus pecados. Não se aproximarão mais do Senhor para Lhe servir como sacerdotes. Não tocarão em nada de Seus objetos sagrados, nem nas ofertas sagradas. Carregarão a vergonha de todos os pecados detestáveis que cometeram. Poderão apenas cuidar do templo e serem encarregados de manutenção e dos serviços gerais.
Novamente o Senhor fala que somente os levitas da família de Zadoque, que permaneceram fiéis, continuarão a servi-Lo. Estarão em Sua presença, entrarão em Seu santuário e se aproximarão dEle. Eles cumprirão todas as Suas ordens.
Repare o que a infidelidade e a fidelidade carregam. Uns foram rebaixados a trabalharem com a manutenção e os serviços gerais, os infiéis. Outros se aproximarão do Senhor, os fiéis.
Quando os filhos de Zadoque fossem servir o Senhor, vestiriam apenas roupas de linho. Nada que os fizesse suar. Quando terminassem de servir, deixariam suas vestes santas nas salas sagradas, antes de encontrarem com o povo. Assim, não colocariam ninguém em perigo, consagrando indevidamente alguém por tocar nessas vestes. Há um perigo muito grande em consagrar alguém indevidamente. Temos visto as consequências ao longo da história. Líderes que não são líderes. Pastores que não são pastores. Profetas que não são profetas. Mestres que não são mestres. Apóstolos que não são apóstolos. Evangelistas que não são evangelistas.
O descendentes de Zadoque também seriam exemplos em tudo. Para ensinar ao povo a diferença entre sagrado e profano, entre o cerimonialmente puro e impuro. Serviriam de juízes para resolver os desentendimentos. Suas decisões seriam baseadas nos estatutos do Senhor. Obedeceriam todas as Suas instruções. Uau! Quanta fidelidade!
Os sacerdotes não teriam nenhuma propriedade na terra. O Senhor é sua herança. Seu alimento viria das ofertas e dos sacrifícios. Não comeriam nada imundo.
O Senhor ordena que, quando fossem repartir novamente a terra, separassem uma parte para o Senhor. Uma porção santa. Seria no meio da terra. Um quadrado perfeito.
Duas porções de terra seriam separadas para o príncipe. Assim, o príncipe não oprimiria ninguém mais. E distribuiria o restante da terra entre o povo. A parte separada para cada tribo.
Além disso, o Senhor deu um basta aos príncipes. Que parassem com a violência e a opressão. Que fizessem o justo e certo. Que parassem de expulsar Seu povo de suas casas. Que usassem apenas pesos, medidas e balanças honestos.
O príncipe também seria responsável pelas ofertas nas festas religiosas. E o Senhor as relembra.
Que possamos olhar e enxergar. Que usemos nossos olhos e ouvidos atentamente para tudo que o Senhor nos falar e nos mostrar.
Que sejamos circuncisos de coração. Que cumpramos todas as ordens do Senhor.
Que tenhamos cuidado para não consagrar ninguém indevidamente. É um risco muito grande. Com consequências sérias.
Que obedeçamos Sua palavra e sejamos justos.
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quarenta e seis. Até o capítulo quarenta e oito.
Espero você. Até lá.
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terça-feira, 10 de setembro de 2019
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Estamos, de fato, enxergando?
Continuamos nossa caminhada através do livro de 2 Reis.
Na última postagem vimos Eliseu abençoando o discípulo que perdeu o machado emprestado. Se era importante para ele, também era para Eliseu.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/e-importante-para-alguem.html
Hoje, caminharemos ainda pelas páginas do capítulo seis. Do versículo oito até o versículo vinte e três. Uma história extremamente interessante.
Nesta época, havia guerra entre a Síria e Israel.
O rei da Síria reuniu seus conselheiros e decidiu acampar em determinado lugar. Pronto para a guerra. Era uma informação completamente sigilosa. Apenas seus conselheiros sabiam. Ninguém mais.
No entanto, o Senhor, que sabe todas as coisas, revelou esta "informação" a Eliseu. Este mandou dizer ao rei de Israel que deveria ter muito cuidado com tal lugar. Os sírios estavam marchando para lá. Sim, era exatamente o lugar onde os sírios acampariam.
O rei de Israel, sabiamente ouviu a palavra de Eliseu. Enviou suas tropas ao local indicado e se protegeu, impedindo o acampamento do exército inimigo. Isso aconteceu algumas vezes. O texto fala que não foi nem uma, nem duas vezes.
O rei da Síria ficou muito perturbado. Mandou chamar seus servos. Devia haver um espião. Ele os interrogou, querendo saber quem era o traidor.
Um de seus servos respondeu que não havia traidor. Era o profeta Eliseu. Estava em terras israelitas e contava ao rei de Israel tudo quando o rei da Síria dizia no secreto de seus aposentos.
O texto não nos conta como esse servo, sírio, conseguiu tal informação. O fato é que disse com tanta certeza que o rei ordenou que fossem atrás de Eliseu para levá-lo até ele.
Informaram ao rei que Eliseu estava em Dotan. Cavalos, carros e um grande exército foram enviados até lá. Tudo por causa de um único homem. Que nem guerreiro era!
Foram à noite e sitiaram Dotan.
Na manhã do dia seguinte, Eliseu levantou-se ao romper da aurora. Saiu de casa e viu que um batalhão cercava toda a cidade com cavalos e carros de guerra. Não se abalou.
Seu servo, porém, apavorado, perguntou o que fariam diante de tal situação. Eliseu acalmou-o dizendo que não tivesse medo. Os que estavam com eles eram mais numerosos que o exército inimigo. Seu servo não via nada. Não via ninguém. Só enxergava o grande exército acampado contra a cidade.
Eliseu orou. Não orou para que o exército fosse derrotado. Para que caísse fogo do céu e eliminasse todos os sírios. Não. Eliseu orou por ele. Pediu ao Senhor que seus olhos fossem abertos para que conseguisse, de fato, ver. Ele precisava enxergar a situação como ela realmente era!
O Senhor fez com que o servo de Eliseu conseguisse enxergar. Em torno de Eliseu, havia cavalos e carros de fogo. Não era um simples exército! Era um exército poderoso, celestial.
E quanto a nós? Somos como Eliseu ou como seu servo? Enxergamos o exército do Senhor ao nosso lado ou apenas o exército inimigo, pronto a atacar?
Estamos, de fato, enxergando?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/02/outra-cura-personalizada.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-e-sua-versatilidade.html
O exército inimigo começou a mover-se. Quando desciam contra ele, Eliseu orou. Também não pediu que o fogo do céu descesse e aniquilasse a todos. Pediu ao Senhor, simplesmente, que aqueles homens fossem feridos de cegueira.
No mesmo momento, o Senhor, que abrira os olhos do servo de Eliseu, fez com que todos os soldados sírios ficassem completamente cegos.
Eliseu prontamente ofereceu-se para orientá-los. Disse que aquele não era o caminho, nem a cidade que estavam procurando. Pediu que o seguissem. Ele os conduziria ao homem que buscavam.
Eliseu os conduziu a Samaria. Ao entrarem na cidade, novamente orou. Dessa vez pediu ao Senhor que abrisse os olhos daquele grande exército.
O Senhor abriu-lhes os olhos. Eles não enxergaram o exército celestial ao lado de Eliseu. Viram, apenas,que estavam dentro de Samaria, a capital de Israel.
Quando o rei de Israel os viu, consultou a Eliseu. Perguntou-lhe, dirigindo-se respeitosamente a ele, chamando-o de pai e mestre, se deveria matá-los.
Eliseu lhe respondeu que não. Perguntou-lhe se era assim que costumava tratar seus prisioneiros de guerra.
Não é espantoso? Os prisioneiros de guerra em Israel não eram mortos!
Eliseu ordenou ao rei (isso mesmo), que lhes dessem pão e água, para se alimentarem. Depois de saciados, deveriam voltar à sua terra, ao seu senhor. Sem sofrer qualquer retaliação.
O rei ordenou que lhes fosse servido um grande banquete. Não apenas pão e água, mas um grande banquete! Depois que comeram e beberam até fartarem-se, despediu-os.
O exército retornou à Síria. Em função desse tratamento, o rei sírio desistiu, por algum tempo, de tentar invadir o território de Israel.
Não é magnífica a forma como trataram aqueles homens?
Como temos tratado aqueles que o Senhor nos entrega? Queremos liquidá-los como o rei de Israel a princípio pensou em fazer ou oferecemos o alimento necessário e damos-lhes a liberdade, como aqui?
Que aprendamos mais essa lição com Eliseu.
Que enxerguemos cada situação de nossas vidas como devem ser, de fato, enxergadas. O Senhor está conosco.
Continuamos na sexta-feira. Espero você. Até lá.
Na última postagem vimos Eliseu abençoando o discípulo que perdeu o machado emprestado. Se era importante para ele, também era para Eliseu.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/e-importante-para-alguem.html
Hoje, caminharemos ainda pelas páginas do capítulo seis. Do versículo oito até o versículo vinte e três. Uma história extremamente interessante.
Nesta época, havia guerra entre a Síria e Israel.
O rei da Síria reuniu seus conselheiros e decidiu acampar em determinado lugar. Pronto para a guerra. Era uma informação completamente sigilosa. Apenas seus conselheiros sabiam. Ninguém mais.
No entanto, o Senhor, que sabe todas as coisas, revelou esta "informação" a Eliseu. Este mandou dizer ao rei de Israel que deveria ter muito cuidado com tal lugar. Os sírios estavam marchando para lá. Sim, era exatamente o lugar onde os sírios acampariam.
O rei de Israel, sabiamente ouviu a palavra de Eliseu. Enviou suas tropas ao local indicado e se protegeu, impedindo o acampamento do exército inimigo. Isso aconteceu algumas vezes. O texto fala que não foi nem uma, nem duas vezes.
O rei da Síria ficou muito perturbado. Mandou chamar seus servos. Devia haver um espião. Ele os interrogou, querendo saber quem era o traidor.
Um de seus servos respondeu que não havia traidor. Era o profeta Eliseu. Estava em terras israelitas e contava ao rei de Israel tudo quando o rei da Síria dizia no secreto de seus aposentos.
O texto não nos conta como esse servo, sírio, conseguiu tal informação. O fato é que disse com tanta certeza que o rei ordenou que fossem atrás de Eliseu para levá-lo até ele.
Informaram ao rei que Eliseu estava em Dotan. Cavalos, carros e um grande exército foram enviados até lá. Tudo por causa de um único homem. Que nem guerreiro era!
Foram à noite e sitiaram Dotan.
Na manhã do dia seguinte, Eliseu levantou-se ao romper da aurora. Saiu de casa e viu que um batalhão cercava toda a cidade com cavalos e carros de guerra. Não se abalou.
Seu servo, porém, apavorado, perguntou o que fariam diante de tal situação. Eliseu acalmou-o dizendo que não tivesse medo. Os que estavam com eles eram mais numerosos que o exército inimigo. Seu servo não via nada. Não via ninguém. Só enxergava o grande exército acampado contra a cidade.
Eliseu orou. Não orou para que o exército fosse derrotado. Para que caísse fogo do céu e eliminasse todos os sírios. Não. Eliseu orou por ele. Pediu ao Senhor que seus olhos fossem abertos para que conseguisse, de fato, ver. Ele precisava enxergar a situação como ela realmente era!
O Senhor fez com que o servo de Eliseu conseguisse enxergar. Em torno de Eliseu, havia cavalos e carros de fogo. Não era um simples exército! Era um exército poderoso, celestial.
E quanto a nós? Somos como Eliseu ou como seu servo? Enxergamos o exército do Senhor ao nosso lado ou apenas o exército inimigo, pronto a atacar?
Estamos, de fato, enxergando?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/02/outra-cura-personalizada.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-e-sua-versatilidade.html
O exército inimigo começou a mover-se. Quando desciam contra ele, Eliseu orou. Também não pediu que o fogo do céu descesse e aniquilasse a todos. Pediu ao Senhor, simplesmente, que aqueles homens fossem feridos de cegueira.
No mesmo momento, o Senhor, que abrira os olhos do servo de Eliseu, fez com que todos os soldados sírios ficassem completamente cegos.
Eliseu prontamente ofereceu-se para orientá-los. Disse que aquele não era o caminho, nem a cidade que estavam procurando. Pediu que o seguissem. Ele os conduziria ao homem que buscavam.
Eliseu os conduziu a Samaria. Ao entrarem na cidade, novamente orou. Dessa vez pediu ao Senhor que abrisse os olhos daquele grande exército.
O Senhor abriu-lhes os olhos. Eles não enxergaram o exército celestial ao lado de Eliseu. Viram, apenas,que estavam dentro de Samaria, a capital de Israel.
Quando o rei de Israel os viu, consultou a Eliseu. Perguntou-lhe, dirigindo-se respeitosamente a ele, chamando-o de pai e mestre, se deveria matá-los.
Eliseu lhe respondeu que não. Perguntou-lhe se era assim que costumava tratar seus prisioneiros de guerra.
Não é espantoso? Os prisioneiros de guerra em Israel não eram mortos!
Eliseu ordenou ao rei (isso mesmo), que lhes dessem pão e água, para se alimentarem. Depois de saciados, deveriam voltar à sua terra, ao seu senhor. Sem sofrer qualquer retaliação.
O rei ordenou que lhes fosse servido um grande banquete. Não apenas pão e água, mas um grande banquete! Depois que comeram e beberam até fartarem-se, despediu-os.
O exército retornou à Síria. Em função desse tratamento, o rei sírio desistiu, por algum tempo, de tentar invadir o território de Israel.
Não é magnífica a forma como trataram aqueles homens?
Como temos tratado aqueles que o Senhor nos entrega? Queremos liquidá-los como o rei de Israel a princípio pensou em fazer ou oferecemos o alimento necessário e damos-lhes a liberdade, como aqui?
Que aprendamos mais essa lição com Eliseu.
Que enxerguemos cada situação de nossas vidas como devem ser, de fato, enxergadas. O Senhor está conosco.
Continuamos na sexta-feira. Espero você. Até lá.
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sábado, 13 de fevereiro de 2016
Abigail, enxergava como Deus
Jônatas e Davi se separam, mas não antes de Jônatas, esse homem simplesmente maravilhoso, encorajar Davi a continuar confiando na proteção do Senhor, como um amigo faz nas horas em que mais precisamos.
Davi em fuga. Se escondendo. Uma hora aqui. Outra ali. Então, de repente, surge outra história.
Não há ninguém na Bíblia com quem me identifique mais que essa mulher. Quando leio sua história, quero estar lendo a minha. Quero me confundir com ela. Agiria EXATAMENTE como ela. Se tenho vontade de esganar Mical (e tenho), gostaria de abraçá-la, parabenizá-la. Ficar horas e horas em sua companhia. Ouvindo-a, aprendendo com ela. Captando seu coração, sua sabedoria. Seu nome, "Alegria de meu pai". Minha ambição. Que o Pai se alegre comigo, como o noivo se alegra com a noiva. Que eu seja Sua alegria.
Que eu me lembre, é a única mulher que é mencionada como inteligente em toda a Bíblia. Seu marido, no entanto, chamava-se Nabal, "Tolo". Um homem muito rico. Proprietário de terras, porém tolo. Sem visão.
Davi e seus homens haviam cuidado dos tosquiadores de Nabal enquanto estavam no deserto. O testemunho deles era que os homens de Davi haviam sido "como um muro protetor ao nosso redor". Quando Nabal estava tosquiando suas ovelhas no Carmelo, Davi mandou dez homens enviando paz e pedindo algum mantimento, para alimentar seus homens.
Nabal era um homem que em algum lugar havia perdido sua visão. Descendente de Calebe, um homem que sabia enxergar. Quando Davi faz seu pedido, Nabal responde: "Quem é Davi?" E menospreza simplesmente o maior rei que Israel teve. O homem que se tornou conhecido como aquele que tem o coração segundo o coração de Deus.
Davi, irado, resolve matar todos os homens da casa de Nabal. Não iria escapar um.
Quando os tosquiadores ouviram como Nabal respondeu aos homens de Davi, correram pedindo socorro a Abigail. Conheciam aquela mulher e sua maneira de agir. Contaram-lhe o que havia acontecido. Só ela podia fazer alguma coisa naquela situação. Ninguém conseguia conversar com Nabal.
No mesmo instante, com a urgência que a situação exigia, Abigail tomou pão, vinho, carne assada, trigo, bolo. Carregou em jumentos. E seguiu atrás de seus servos, em direção a Davi. Não contou nada a Nabal. Não discutiu. Inútil falar com ele. É preciso saber quando agir. Como. E onde.
Escolhas. Poderia ter ficado quieta. E deixado que todos os homens morressem. Mas correu. Em busca de socorro e vida, para todos, sem distinção.
Davi e seus homens vinham, a toda velocidade. Quatrocentos homens. Quatrocentos guerreiros. Prontos para o massacre. Ela os encontrou. Davi havia decidido pela morte de todos os homens. Praticamente jurou.
Assim que Abigail viu Davi, prostrou-se com o rosto em terra diante dele. Como se prostra diante de um rei. Em sinal de plena reverência. Sabia a resposta à pergunta de Nabal. Sabia quem Davi era. Ele seria o rei! ERA o rei! Ela se tornou culpada diante dele, por não ter visto seus homens. Pediu que Davi a perdoasse. E disse a ele palavras que tocaram seu coração! Se quero distância de Mical, quero aprender com Abigail.
Em I Sm 25.28-31, ela fala a Davi que Yahweh firmará sua casa. O chama de seu senhor. Afirma que Davi guerreia as guerras de Yahweh e que ao longo da vida de Davi, não iria se achar mal contra ele. Que o Senhor iria guardá-lo, em meio ao Seu precioso tesouro. E ainda que o Senhor cumpriria Sua promessa de estabelecê-lo rei sobre Israel. Essa mulher, sim, sabe enxergar. Sabe falar. Que palavras! Que visão de futuro. Que revelação de quem Davi era. De como Deus agia com ele. Tinha olhos que realmente viam. Ouvidos que ouviam. Discernimento! Abigail sabia enxergar como Deus enxergava.
O que Davi podia fazer diante dela? Bendizer ao Senhor. O que mais? Reconhecer sua sabedoria. Reconhecer que o Senhor a enviara a ele. Que o Senhor promovera aquele encontro, para alterar seus planos. Receber seu presente. Atender sua súplica e a enviar para casa em paz. Foi o que fez. Sua ira foi aplacada. Sem o derramar de uma gota de sangue. Apenas palavras de benção e paz.
Quando Abigail chega em casa, encontra Nabal completamente embriagado. Havia uma festa de rei. Para um tolo. Que não tinha a menor ideia do que havia escapado. De manhã, Abigail lhe conta. O coração de Nabal fica paralisado no peito. Torna-se como uma pedra. Dez dias depois, o Senhor o fere. Ele morre.
Quando Davi soube da notícia, agradeceu ao Senhor por tê-lo livrado de fazer justiça com as próprias mãos e por ter sido vingado por Ele. E Davi envia uma comitiva para pedir Abigail em casamento.
E Abigail? Tinha como não aceitar? O Carmelo não é um lugar fácil de ser deixado. Estive lá. É lindo. Um ar fresco de se respirar. Uma vista fabulosa. Porém ela imediatamente, o texto diz "apressadamente" se preparou e foi ter com Davi.
Davi não tinha aonde "cair morto". Era um fugitivo. Um dia estava no deserto. Outro dia em alguma caverna. Sempre escondido. Sendo perseguido por Saul a cada dia. Ainda assim, teve a coragem de pedir essa mulher em casamento. Sabia quem ele era. Reconhecia a unção que estava sobre si. Enxergava seu futuro. Seu valor. Seu destino em Deus. Aqui, um dos motivos porque Davi é o meu preferido. Estava como um fugitivo, mas agia como o rei que seria. O rei que era. Só lhe faltava o trono. Suas ações, ao longo de sua história, já eram as ações de um rei. Poder de antecipação. Sabia enxergar. Talvez alguém pense, talvez você olhe para Davi e pense: "Que irresponsabilidade". Eu digo: "Que visão"!
E Abigail? Largou sua casa no lindo e maravilhoso Carmelo para ir morar com Davi, sabe se lá onde. Sempre pronta para fugir. Sabe-se lá para onde. Porque também enxergava o futuro. Hoje um fugitivo. Amanhã, o rei de Israel! Hoje um deserto, uma caverna, um esconderijo. Amanhã, o palácio.
Fé. A certeza das coisas que se esperam. Abigail olhava para Davi e o enxergava exatamente como Deus o via! Um rei. Amado pelo Senhor. Um homem com o coração segundo o coração de Deus. Quando o encontrou, o tratou como o rei que seria, lhe pediu um favor. Sabia, com certeza, que o veria no lugar que o Senhor disse que o colocaria. Que mulher!
Que possamos aprender com ela, a enxergar. A olhar da maneira que o Senhor olha. A captar a identidade. A honrar o futuro. A ter visão desse futuro. A ter poder de antecipação. A despertar nas pessoas o melhor delas. A tratar a todos não apenas pelo que são hoje, mas pelo que em Deus o são, e se tornarão amanhã. Que creiamos nas palavras dEle para nós e para os outros. Que aprendamos a abençoar. A ver o melhor em cada um. A lançar as pessoas ao seu destino. Como se lança uma flecha ao alvo!
Quero aprender a enxergar como Abigail.
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