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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Daniel 10.1-12.13

Leitura do dia 15/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Daniel.

Ontem acompanhamos sua visão das quatro bestas. Sua explicação. A visão de um carneiro e um bode. A explicação de Gabriel. A oração de Daniel por seu povo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-71-28.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-91-27.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze. Os três últimos capítulos desse livro grandioso.

Era o terceiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia. 536 a.C..

Depois de três semanas de luto, quando não comeu nada saboroso, nem se perfumou, apenas orando, Daniel teve uma visão. Entendeu que a visão que tivera era verdadeira e referia-se a acontecimentos futuros. Tempos de guerra e de grande dificuldade.

Estava em pé junto ao rio Tigre. Quando levantou os olhos viu um homem vestido com roupas de linho. Usava um cinto de ouro puro. Seu corpo era semelhante a uma pedra preciosa. Seu rosto faiscava como relâmpago. Seus olhos eram como tochas acesas. Seus braços e pés brilhavam como bronze polido. Sua voz era como o som de uma grande multidão.

Sabemos quem Daniel viu. Teve o grande privilégio de ver o Senhor Jesus em Sua glória e formosura, como João.

“Quando me voltei para ver quem falava comigo, vi sete candelabros de ouro e, em pé entre eles, havia alguém semelhante ao Filho do Homem. Vestia um manto comprido, com uma faixa de ouro sobre o peito. A cabeça e os cabelos eram brancos como lã e a neve, e os olhos, como chamas de fogo. Os pés eram como bronze polido, refinado numa fornalha, e a voz ressoava como fortes ondas do mar. Na mão direita tinha sete estrelas, e de Sua boca saía uma espada afiada dos dois lados. A face brilhava como o sol em todo o seu esplendor”. – Apocalipse 1.12-16

Somente Daniel teve essa maravilhosa visão. Os que estavam com ele se encheram de temor, sem saber o que era e correram para se esconder. Ele ficou sozinho. Perdeu suas forças. Ficou muito pálido. Quase desfaleceu. Sua presença era (é) gloriosa. Quando o Senhor falou, perdeu os sentidos. Ficou ali estendido, com o rosto no chão.

Percebeu a mão de alguém a tocá-lo e colocá-lo sobre suas mãos e joelhos. Ainda estava muito trêmulo. O Senhor lhe disse que era muito precioso para Deus. Por isso deveria ouvir com atenção o que tinha a lhe dizer. Ordenou que ficasse em pé.

Ainda trêmulo Daniel levantou-se. O Senhor lhe disse para não ter medo. Seu pedido fora atendido assim que começou a orar. Ele veio em resposta à sua oração. Lutou por vinte e um dias com o príncipe do reino da Pérsia. Miguel, um dos príncipes mais importantes, o ajudou. Estava ali para explicar o que aconteceria no futuro, com seu povo. A visão referia-se a um tempo que ainda viria. O Senhor estava lhe explicando acontecimentos do mundo espiritual.

Quando falava, Daniel olhava para o chão. Não conseguia falar uma única palavra. Ele tocou seus lábios. Daniel abriu a boca e conseguiu falar. Disse que estava muito angustiado por causa da visão que tivera. Sentia-se muito fraco. Suas forças tinham acabado. Mal conseguia respirar. Não entendia como era possível alguém como ele falar com o Senhor.

Então, o Senhor o tocou novamente. Daniel sentiu suas forças voltarem. Ele disse novamente para Daniel não temer. Era muito precioso para Deus. Saudou-o dizendo que a paz estivesse com ele. Que tivesse ânimo e fosse forte.

Enquanto falava, Daniel sentiu-se mais forte. Pediu que o Senhor lhe falasse, pois havia sido fortalecido, por Ele. O Senhor perguntou se Daniel sabia porque viera. Em breve voltaria para lutar com o príncipe do reino da Pérsia. Depois, viria o príncipe do reino da Grécia. Agora, porém, diria o que estava escrito no Livro da Verdade.

Também disse que ninguém O ajudava, exceto Miguel, o príncipe deles (que era um dos mais importantes). Estava acompanhando Miguel para apoiá-lo e fortalece-lo desde o primeiro ano do reinado de Dario, o medo. Acontecimentos no mundo espiritual, mundo que não vemos, mas é real.

Contou que outros três reis persas reinariam. Seriam sucedidos por um quarto rei. Muito mais rico que os primeiros. Este usaria sua riqueza para instigar todos a lutarem contra o reino da Grécia. Então surgiria um rei poderoso. Que governaria com grande autoridade. Realizaria o que desejasse. Mas, no auge de seu poder, seu reino seria quebrado e dividido em quatro partes. Não seria governado por seus descendentes. Nem teria a mesma autoridade. Seu império seria arrancado e entregue a outros. E continua contando tudo que aconteceria. Leia o texto todo de Daniel e confira.

A Bíblia King James Atualizada (KJA), nos conta que os três reis são Cambises (530-522 a.C.), Pseudo-Smerdias, ou Gaumtata (522) e Dario (522 a 486). O quarto rei é Xerxes I (486-465), que empreendeu todo seu esforço militar para conquistar a Grécia em 480 a.C.. O rei poderoso é Alexandre, o Grande (336-323 a.C.). http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html

Hoje temos esses acontecimentos documentados nas páginas da História, não apenas nas páginas da Bíblia.

Para mim, o auge do texto é o que aconteceria (aconteceu e acontecerá) a líderes sábios que instruiriam a muitos. Morreriam pela espada e pelo fogo. Ou seriam capturados e saqueados. Durante essas perseguições receberiam pouca ajuda. Muitos se ajuntariam a eles, mas não seriam sinceros.

Alguns sábios seriam vítimas de perseguição. Assim, seriam refinados, purificados e limpos. Isso continuaria até o tempo do fim. O tempo que ainda estava por vir.

Quando fala da perseguição e da suspensão do sacrifício diário, refere-se imediatamente a Antíoco Epifânio, que prefigura um evento apocalíptico ainda maior no final dos tempos, como vimos nos capítulos anteriores.

O capítulo doze de Daniel é a única referência à vida eterna em todo o Antigo Testamento. Também é a primeira referência clara à ressurreição, dos justos e ímpios.

No tempo do fim, Miguel, o grande príncipe que guarda o povo do Senhor se levantará. Haverá um tempo de angústia qual nunca houve desde que nações vieram a existir. Todos que estiverem com o nome escrito “no livro” serão salvos.

Alguns ressuscitarão para a vida eterna. Outros para a vergonha e desonra eterna. Os sábios brilharão como o esplendor do céu. Os que conduzem muitos à justiça resplandecerão como estrelas. Eternamente.

Daniel recebeu ordem de selar o livro. Até o tempo do fim. Neste tempo, muitos correrão de um lado para o outro. O conhecimento (ciência) se multiplicará. O Senhor jurou que passaria um tempo, tempos e meio tempo. Quando o povo santo finalmente for quebrado, todas essas coisas se cumprirão.

Daniel perguntou como tudo aquilo acabaria. Era o principal a saber. O Senhor respondeu que aquelas palavras seriam mantidas em segredo. Seladas para o tempo do fim. Nesse tempo, muitos seriam purificados, limpos e refinados por essas provações. Os perversos continuariam em sua perversidade. Não entenderiam. Somente os sábios compreenderiam.

Feliz o que esperar e permanecer até o fim dos 1335 dias após a terrível profanação, pouco mais de três anos e meio.

Quanto a Daniel, que seguisse seu caminho até o fim, até completar sua carreira. Descansaria. No final dos dias, ressuscitará para receber sua herança.

Que permaneçamos fieis ao Senhor, apesar de perseguições, de pouca ajuda, de saques e mortes que possam nos sobrevir. Que aproveitemos todas as oportunidades para sermos purificados, limpos e refinados. Pelas provações. Esse é o papel delas.

Que sejamos sábios para compreender o que o Senhor fará. Que sejamos os que conduzem muitos à justiça. Que esperemos! Que permaneçamos fieis até o fim. Que sejamos vitoriosos, como Daniel. Para recebermos nossa herança.

Que tenhamos ouvidos para ouvir!

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei o fruto da árvore da vida que está no paraíso de Deus”. – Apocalipse 2.7

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Quem for vitorioso não sofrerá o dano da segunda morte”. – Apocalipse 2.11

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca, e nela estará gravado um nome novo, que ninguém conhece, a não ser aquele que o recebe”. – Apocalipse 2.17

“Ao vitorioso que me obedecer até o fim, Eu darei autoridade sobre as nações. Ele as governará com cetro de ferro e as despedaçará como vasos de barro. Ele terá a mesma autoridade que recebi de meu Pai, e também lhe darei a estrela da manhã”. – Apocalipse 2.26,27

“O vitorioso será vestido de branco. Jamais apagarei seu nome do Livro da Vida e confirmarei, diante de Meu Pai e de Seus anjos, que ele Me pertence”. – Apocalipse 3.5

“O vitorioso se tornará coluna do templo de Meu Deus, de onde jamais sairá. Escreverei nele o nome de Meu Deus, e ele será cidadão da cidade de Meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, da parte de Meu Deus. E também escreverei nele o Meu novo nome”. – Apocalipse 3.12

“O vitorioso se sentará comigo em Meu trono, assim como Eu fui vitorioso e me sentei com Meu Pai em Seu trono”. – Apocalipse 3.21

Quero permanecer até o fim. Ser vitoriosa. E você?

Continuamos amanhã. Leremos os três primeiros livros de Oseias, um dos mais lindos romances já escrito.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Jeremias 1.1-19

Leitura do dia 06/08.

Na postagem anterior, vimos os três últimos capítulos de Isaías. Nosso anseio, como o do profeta, é que o Senhor rasgue os céus e desça. Que realize coisas maravilhosas! http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/isaias-641-6624.html

Hoje iniciamos uma nova caminhada. O livro agora é Jeremias, o chamado “profeta chorão”. Ah, como Ele proclamou a palavra do Senhor. E viu Seu povo voltar-Lhe as costas. Chorou pelas escolhas deles.

Leremos os três primeiros capítulos desse, também, maravilhoso livro. Que nossos olhos estejam voltados para o Senhor.

Na primeira postagem, apenas o capítulo um de Jeremias.

Ele se apresenta. É filho de Hilquias. Hilquias era um dos sacerdotes de Anatote, uma das cidades de Benjamim. Sendo seu pai um sacerdote, ele também o seria. Mas, como aconteceu com João Batista, o Senhor o chamou para outra missão. Foi escolhido ainda antes de nascer. Na verdade, antes de ser tecido no ventre de sua mãe. O Senhor o escolheu para profeta às nações.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/joao-o-batista.html

Era o ano 627 a.C quando a primeira mensagem lhe foi entregue. No décimo terceiro ano do reinado de Josias, rei de Judá. Israel já havia sido levado para o cativeiro, por causa de sua apostasia. O Senhor continuou lhe entregando mensagens durante todo o reinado de Jeoaquim, até o décimo primeiro ano do reinado de Zedequias, ambos filhos de Josias. Durante o décimo primeiro ano do reinado de Zedequias, entre agosto e setembro do ano 586 a.C., Jerusalém foi levada para o exílio. Jeremias recebeu mensagens do Senhor durante um período de quarenta e um anos. Quarenta e um anos falando a um povo que não quis ouvir. Ainda assim o Senhor, em Sua infinita misericórdia, continuou a repetir. Que se arrependessem. Que se voltassem para Ele. Em vão.

Quando o Senhor falou a primeira vez a Jeremias, ele respondeu que não era capaz de falar em Seu nome. Ainda era jovem demais. Mas o Senhor lhe disse que não deveria falar assim. Falaria o que o Senhor ordenasse. E iria onde o Senhor mandasse. Sem ter medo, pois o Senhor estaria com ele e o protegeria.

Jeremias viu o Senhor tocar sua boca com Sua mão. Ele disse que havia colocado Suas palavras em sua boca. E deu-lhe autoridade para o que fosse necessário.

Depois disso o Senhor perguntou a Jeremias o que ele estava vendo. Jeremias disse que via um ramo de uma amendoeira. Estava prestando atenção. Seus olhos estavam corretos. O Senhor disse que ele viu bem. Essa visão significava que o Senhor estava vigiando e realizaria todos os Seus planos.

Mais uma vez o Senhor deu uma visão a Jeremias e perguntou-lhe o que via. Ele respondeu que via uma panela fervendo. Esta panela vinha se derramando do norte. O Senhor lhe disse que um terror estava vindo do norte. Ele estava pronunciando julgamento contra Seu povo. Por sua maldade. Por terem-No abandonado. Queimado incenso a outros deuses. Adorado ídolos que fizeram com suas próprias mãos.

Ah, queridos, que tenhamos cuidado. Os piores ídolos não são os feitos de ouro, madeira ou pedra, feitos por mãos de homens. São os que fazemos com nossas próprias mãos. Quando adoramos algo ou alguém. Uma posição, um emprego, um bem, uma condição, uma pessoa e até um ministério. Que adoremos apenas o Senhor. Mais ninguém. Mais nada.

O Senhor ordenou que Jeremias se levantasse. Que se preparasse para agir. Que lhes dissesse tudo que Ele ordenasse. Não deveria temer. Senão, o próprio Senhor o faria parecer medroso diante deles. Que fosse corajoso. O Senhor o fortaleceu. Ele era como uma cidade fortificada. Como uma coluna de ferro. Como um muro de bronze.

Enfrentaria toda aquela terra. Os reis, oficiais, sacerdotes e o povo de Judá. Sacerdotes? Sim. Os sacerdotes também haviam se desviado do Senhor. A vida de Jeremias não seria nada fácil. Esses homens se levantariam contra ele. Lutariam contra ele. Mas não o venceriam. O Senhor estava com ele e o protegeria.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

2 Reis 6.8-23

Leitura do dia 06/04.

Na última postagem, vimos Eliseu abençoando o discípulo que perdeu o machado emprestado. Se era importante para ele, também era para Eliseu. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-61-7.html

Agora, caminharemos ainda pelas páginas do capítulo seis. Do versículo oito até o versículo vinte e três. Uma história extremamente interessante.

Nesta época, havia guerra entre a Síria e Israel.

O rei da Síria reuniu seus conselheiros e decidiu acampar em determinado lugar. Pronto para a guerra. Era uma informação completamente sigilosa. Apenas seus conselheiros sabiam. Ninguém mais.

No entanto, o Senhor, que sabe todas as coisas, revelou esta "informação" a Eliseu, que mandou dizer ao rei de Israel para ter muito cuidado com tal lugar. Os sírios estavam marchando para lá. Sim, era exatamente o lugar onde os sírios acampariam.

O rei de Israel, sabiamente ouviu sua palavra. Enviou tropas ao local indicado e se protegeu, impedindo o acampamento do exército inimigo. Isso aconteceu algumas vezes. O texto fala que não foi nem uma, nem duas vezes.

O rei da Síria ficou muito perturbado. Mandou chamar seus servos. Devia haver um espião. Ele os interrogou, querendo saber quem era o traidor.

Um dos servos respondeu que não havia traidor. Era o profeta Eliseu. Estava em terras israelitas e contava ao rei de Israel tudo quando o rei da Síria dizia no secreto de seus aposentos.

O texto não nos conta como esse servo, sírio, conseguiu tal informação. O fato é que disse com tanta certeza que o rei ordenou que fossem atrás de Eliseu. Queria falar com ele.

Informaram ao rei que Eliseu estava em Dotan. Cavalos, carros e um grande exército foram enviados até lá. Tudo por causa de um único homem. Que nem guerreiro era! "Apenas" um profeta.

Foram à noite e sitiaram Dotan. Na manhã do dia seguinte, Eliseu levantou-se ao romper da aurora. Saiu de casa e viu que um batalhão cercava toda a cidade com cavalos e carros de guerra. Não se abalou.

Seu servo, porém, apavorado, perguntou o que fariam diante de tal situação. Eliseu acalmou-o dizendo que não tivesse medo. Os que estavam com eles eram mais numerosos que o exército inimigo. Seu servo não via nada. Não via ninguém. Só enxergava o grande exército acampado contra a cidade.

Eliseu orou. Não orou para que o exército fosse derrotado. Para que caísse fogo do céu e eliminasse todos os sírios. Não. Eliseu orou pelo servo. Pediu ao Senhor que seus olhos fossem abertos para que conseguisse, de fato, ver. Precisava enxergar a situação como ela realmente era!

O Senhor abriu os olhos do servo de Eliseu. Em torno de Eliseu, havia cavalos e carros de fogo. Não era um simples exército! Era um exército poderoso, celestial.

E quanto a nós? Somos como Eliseu ou como seu servo? Enxergamos o exército do Senhor ao nosso lado ou apenas o exército inimigo, pronto a atacar?

Estamos, de fato, enxergando?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/02/cura-personalizada.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-e-sua-versatilidade.html

O exército inimigo começou a mover-se. Quando desciam contra ele, Eliseu orou. Também não pediu que o fogo do céu descesse e aniquilasse a todos. Pediu ao Senhor, simplesmente, que aqueles homens fossem feridos de cegueira.

No mesmo momento, o Senhor, que abrira os olhos do servo de Eliseu, fez com que todos os soldados sírios ficassem completamente cegos.

Eliseu prontamente ofereceu-se para orientá-los. Disse que aquele não era o caminho, nem a cidade que estavam procurando. Pediu que o seguissem. Ele os conduziria ao homem que buscavam.

Eliseu os conduziu a Samaria. Ao entrarem na cidade, novamente orou. Dessa vez pediu ao Senhor que abrisse os olhos daquele grande exército.

O Senhor abriu-lhes os olhos. Eles não enxergaram o exército celestial ao lado de Eliseu. Viram, apenas,que estavam dentro de Samaria, a capital de Israel.

Quando o rei de Israel os viu, consultou Eliseu. Perguntou-lhe, dirigindo-se respeitosamente a ele, chamando-o de pai e mestre, se deveria matá-los.

Eliseu lhe respondeu que não. Perguntou-lhe se era assim que costumava tratar seus prisioneiros de guerra.

Não é espantoso? Os prisioneiros de guerra em Israel não eram mortos! Eram, de fato, prisioneiros.

Eliseu ordenou ao rei (isso mesmo, ordenou), que lhes dessem pão e água, para se alimentarem. Depois de saciados, deveriam voltar à sua terra, ao seu senhor. Sem sofrer qualquer retaliação.

O rei ordenou que lhes fosse servido um grande banquete. Não apenas pão e água, mas um grande banquete! Depois que comeram e beberam até fartarem-se, despediu-os.

O exército retornou à Síria. Em função desse tratamento, o rei sírio desistiu, por algum tempo, de tentar invadir o território de Israel.

Não é magnífica a forma como trataram aqueles homens?

Como temos tratado aqueles que o Senhor nos entrega? Queremos liquidá-los como o rei de Israel a princípio pensou em fazer ou oferecemos o alimento necessário e damos-lhes liberdade, como aqui?

Que aprendamos mais essa lição com Eliseu.

Que enxerguemos cada situação de nossas vidas como devem ser, de fato, enxergadas. O Senhor está conosco.

Continuamos.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/estamos-de-fato-enxergando.html

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Abigail, enxergava como Deus


Continuando a percorrer as páginas de I Samuel. Claro que voltarei a Davi, mas hoje vou continuar com outro "personagem". Temos tanto a aprender por essas páginas tão ricas de I Samuel!

Jônatas e Davi se separam, mas não antes de Jônatas, esse homem simplesmente maravilhoso, encorajar Davi a continuar confiando na proteção do Senhor, como um amigo faz nas horas em que mais precisamos.

Davi em fuga. Se escondendo. Uma hora aqui. Outra ali. Então, de repente, surge outra história.

Não há ninguém na Bíblia com quem me identifique mais que essa mulher. Quando leio sua história, quero estar lendo a minha. Quero me confundir com ela. Agiria EXATAMENTE como ela. Se tenho vontade de esganar Mical (e tenho), gostaria de abraçá-la, parabenizá-la. Ficar horas e horas em sua companhia. Ouvindo-a, aprendendo com ela. Captando seu coração, sua sabedoria. Seu nome, "Alegria de meu pai". Minha ambição. Que o Pai se alegre comigo, como o noivo se alegra com a noiva. Que eu seja Sua alegria.

Que eu me lembre, é a única mulher que é mencionada como inteligente em toda a Bíblia. Seu marido, no entanto, chamava-se Nabal, "Tolo". Um homem muito rico. Proprietário de terras, porém tolo. Sem visão.

Davi e seus homens haviam cuidado dos tosquiadores de Nabal enquanto estavam no deserto. O testemunho deles era que os homens de Davi haviam sido "como um muro protetor ao nosso redor". Quando Nabal estava tosquiando suas ovelhas no Carmelo, Davi mandou dez homens enviando paz e pedindo algum mantimento, para alimentar seus homens.

Nabal era um homem que em algum lugar havia perdido sua visão. Descendente de Calebe, um homem que sabia enxergar. Quando Davi faz seu pedido, Nabal responde: "Quem é Davi?" E menospreza simplesmente o maior rei que Israel teve. O homem que se tornou conhecido como aquele que tem o coração segundo o coração de Deus.

Davi, irado, resolve matar todos os homens da casa de Nabal. Não iria escapar um.

Quando os tosquiadores ouviram como Nabal respondeu aos homens de Davi, correram pedindo socorro a Abigail. Conheciam aquela mulher e sua maneira de agir. Contaram-lhe o que havia acontecido. Só ela podia fazer alguma coisa naquela situação. Ninguém conseguia conversar com Nabal.

No mesmo instante, com a urgência que a situação exigia, Abigail tomou pão, vinho, carne assada, trigo, bolo. Carregou em jumentos. E seguiu atrás de seus servos, em direção a Davi. Não contou nada a Nabal. Não discutiu. Inútil falar com ele. É preciso saber quando agir. Como. E onde.

Escolhas. Poderia ter ficado quieta. E deixado que todos os homens morressem. Mas correu. Em busca de socorro e vida, para todos, sem distinção.

Davi e seus homens vinham, a toda velocidade. Quatrocentos homens. Quatrocentos guerreiros. Prontos para o massacre. Ela os encontrou. Davi havia decidido pela morte de todos os homens. Praticamente jurou.

Assim que Abigail viu Davi, prostrou-se com o rosto em terra diante dele. Como se prostra diante de um rei. Em sinal de plena reverência. Sabia a resposta à pergunta de Nabal. Sabia quem Davi era. Ele seria o rei! ERA o rei! Ela se tornou culpada diante dele, por não ter visto seus homens. Pediu que Davi a perdoasse. E disse a ele palavras que tocaram seu coração! Se quero distância de Mical, quero aprender com Abigail.

Em I Sm 25.28-31, ela fala a Davi que Yahweh firmará sua casa. O chama de seu senhor. Afirma que Davi guerreia as guerras de Yahweh e que ao longo da vida de Davi, não iria se achar mal contra ele. Que o Senhor iria guardá-lo, em meio ao Seu precioso tesouro. E ainda que o Senhor cumpriria Sua promessa de estabelecê-lo rei sobre Israel. Essa mulher, sim, sabe enxergar. Sabe falar. Que palavras! Que visão de futuro. Que revelação de quem Davi era. De como Deus agia com ele. Tinha olhos que realmente viam. Ouvidos que ouviam. Discernimento! Abigail sabia enxergar como Deus enxergava.

O que Davi podia fazer diante dela? Bendizer ao Senhor. O que mais? Reconhecer sua sabedoria. Reconhecer que o Senhor a enviara a ele. Que o Senhor promovera aquele encontro, para alterar seus planos. Receber seu presente. Atender sua súplica e a enviar para casa em paz. Foi o que fez. Sua ira foi aplacada. Sem o derramar de uma gota de sangue. Apenas palavras de benção e paz.

Quando Abigail chega em casa, encontra Nabal completamente embriagado. Havia uma festa de rei. Para um tolo. Que não tinha a menor ideia do que havia escapado. De manhã, Abigail lhe conta. O coração de Nabal fica paralisado no peito. Torna-se como uma pedra. Dez dias depois, o Senhor o fere. Ele morre.

Quando Davi soube da notícia, agradeceu ao Senhor por tê-lo livrado de fazer justiça com as próprias mãos e por ter sido vingado por Ele. E Davi envia uma comitiva para pedir Abigail em casamento.

E Abigail? Tinha como não aceitar? O Carmelo não é um lugar fácil de ser deixado. Estive lá. É lindo. Um ar fresco de se respirar. Uma vista fabulosa. Porém ela imediatamente, o texto diz "apressadamente" se preparou e foi ter com Davi.

Davi não tinha aonde "cair morto". Era um fugitivo. Um dia estava no deserto. Outro dia em alguma caverna. Sempre escondido. Sendo perseguido por Saul a cada dia. Ainda assim, teve a coragem de pedir essa mulher em casamento. Sabia quem ele era. Reconhecia a unção que estava sobre si. Enxergava seu futuro. Seu valor. Seu destino em Deus. Aqui, um dos motivos porque Davi é o meu preferido. Estava como um fugitivo, mas agia como o rei que seria. O rei que era. Só lhe faltava o trono. Suas ações, ao longo de sua história, já eram as ações de um rei. Poder de antecipação. Sabia enxergar. Talvez alguém pense, talvez você olhe para Davi e pense: "Que irresponsabilidade". Eu digo: "Que visão"!

E Abigail? Largou sua casa no lindo e maravilhoso Carmelo para ir morar com Davi, sabe se lá onde. Sempre pronta para fugir. Sabe-se lá para onde. Porque também enxergava o futuro. Hoje um fugitivo. Amanhã, o rei de Israel! Hoje um deserto, uma caverna, um esconderijo. Amanhã, o palácio.

Fé. A certeza das coisas que se esperam. Abigail olhava para Davi e o enxergava exatamente como Deus o via! Um rei. Amado pelo Senhor. Um homem com o coração segundo o coração de Deus. Quando o encontrou, o tratou como o rei que seria, lhe pediu um favor. Sabia, com certeza, que o veria no lugar que o Senhor disse que o colocaria. Que mulher!

Que possamos aprender com ela, a enxergar. A olhar da maneira que o Senhor olha. A captar a identidade. A honrar o futuro. A ter visão desse futuro. A ter poder de antecipação. A despertar nas pessoas o melhor delas. A tratar a todos não apenas pelo que são hoje, mas pelo que em Deus o são, e se tornarão amanhã. Que creiamos nas palavras dEle para nós e para os outros. Que aprendamos a abençoar. A ver o melhor em cada um. A lançar as pessoas ao seu destino. Como se lança uma flecha ao alvo!

Quero aprender a enxergar como Abigail.