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sábado, 13 de julho de 2019

Provérbios 31.1-31

Leitura do dia 07/07.

Na postagem anterior vimos, além dos provérbios de Salomão, os ditados de Agur, filho de Jaque.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-281-3033.html

Agora, continuamos através do capítulo trinta e um de Provérbios. Os ditados do rei Lemuel constituem dos ensinamentos de sua sábia mãe.

Ela o alerta a não desperdiçar sua força com mulheres, nem sua vida com as que destroem reis. Não está dizendo para ficar longe das mulheres. Está alertando-o para saber escolher uma mulher. Que seja virtuosa. Que seja digna de um rei. E, nos próximos versículos, ela a descreverá.

Antes, também o alerta de que reis não devem tomar muito vinho, nem os que governam devem desejar bebidas alcoólicas. As bebidas podem deixar a pessoa em uma situação tal, que se esquecem da lei e deixam de fazer justiça aos oprimidos, obrigações de reis e governantes. O álcool é para os que estão morrendo. Os que estão amargurados. Bebem para se esquecer de suas dificuldades.

O rei deve agir. Em favor dos que não podem se defender. Devem garantir justiça aos aflitos. Falar em favor dos pobres e desamparados. E providenciar, veja bem, providenciar que recebem justiça. 

Somos todos reis e a mensagem da mãe de Lemuel serve para nós.

Em seguida, ela descreve o tipo de mulher com quem seu filho deve se casar. É um poema acróstico. Com vinte e dois versos. Cada um com uma letra sucessiva do alfabeto hebraico.

Essa mulher não é uma “dondoquinha”, uma “dona de casa” que apenas “pilota o fogão”. É uma mulher dinâmica, inteligente, negociante.

Não é fácil de ser encontrada. É cheia de virtudes. Mais preciosa que rubis. Uma verdadeira joia. E como tal deve ser tratada.

Seu marido pode confiar completamente nela. De olhos fechados. Ela enriquecerá sua vida. De forma grandiosa. Fazendo bem a ele todos os dias de sua vida.

É uma mulher que vai atrás do que precisa. Trabalha com alegria. Sabe onde encontrar o melhor alimento para sua casa. Sabe preparar uma refeição. Levanta-se cedo. Planeja as tarefas das suas servas. 

É uma empreendedora. Examina um campo. Compra-o. De alguma maneira o comercializa. Com o que ganha, planta um vinhedo. É cheia de energia. Forte. Trabalhadora. 

É organizada. Uma administradora. Confere suas contas para certificar-se de que seus negócios sejam lucrativos. Está sempre em alerta. Sua lâmpada nunca se apaga.

Trabalha com suas mãos. Produzindo. E as estende para ajudar os pobres. É caridosa. Abre os braços para os necessitados. 

No inverno, não tem preocupação alguma. Ninguém em sua casa passará frio. Todos têm roupas quentes. Ela providenciou tudo que era necessário. Agiu como a formiga no verão. No inverno, pode descansar tranquilamente. 

Seu marido é respeitado pelas autoridades da cidade e por aqueles que procuram uma autoridade. Quando olham para ele, lembram a esposa que tem. Uma mulher valorosa. Uma verdadeira joia.

Ela é tão ousada que vende até para os comerciantes. Está vestida de força e dignidade. Ri sem medo do futuro. Está preparada para ele. É diligente.

Não fala asneiras. Quando fala, suas palavras são cheias de sabedoria. Quando dá instruções não é arrogante. Demonstra bondade. Sabe como dar ordens. Sem humilhar ninguém.

Cuida bem de tudo em casa, além de cuidar de seus lucrativos negócios. Nunca dá lugar à preguiça.

Claro que seus filhos se levantarão e a elogiarão. Dirão que ela é abençoada. E seu marido também. Para ele, nenhuma mulher é como ela. Ela supera todas.

Não se deve escolher uma mulher apenas por sua beleza e seus encantos. Eles não duram para sempre. A mulher que teme o Senhor é que será virtuosa. E será elogiada. Suas próprias obras, seu modo de agir, seu caráter, sua casa e seus negócios a elogiaram publicamente. Todos verão.

Que nós mulheres, aprendamos a ser como a mulher aqui descrita.

Que os homens, aprenda a enxergar de verdade e a procurar e escolher tal mulher.

Continuamos amanhã. Iniciaremos um novo livro. Eclesiastes. Também escrito por Salomão. Leremos do capítulo um ao capítulo três.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

1 Crônicas 22.1-19

Leitura do dia 19/04.

Na postagem anterior, vimos que precisamos aprender, entre outras coisas, a assumir nossas culpas, quando erramos. E claro, nos arrependermos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-211-30.html

Agora, caminharemos pelo capítulo vinte e dois.

Depois que Davi ofereceu o sacrifício na eira de Araúna, concluiu que ali era o lugar certo para edificar o templo do Senhor e o altar dos holocaustos.

Não seria Davi a construir o templo, mas por que não deixar tudo pronto para seu filho? Ele ordenou que todos os estrangeiros que viviam em Israel fossem reunidos. Designou-os cortadores de pedras para a construção do templo.

Mandou juntar grande quantidade de ferro para a fabricação de pregos e dobradiças para as portas. Também uma quantidade enorme de bronze e inúmeras toras de cedro.

Planejou tudo. Dizia que seu filho ainda era muito jovem e sem experiência. E a casa a ser construída para o Senhor seria magnífica em excelência, conhecida em toda a terra e repleta de esplendor à vista de todas as nações. Davi enxergava que devia abençoar a geração futura. E todas as nações.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Um dia mandou chamar Salomão. Ordenou-lhe que construísse a Casa para o Senhor. Contou a seu filho que havia planejado construir uma Casa em homenagem ao Senhor, mas o Senhor lhe disse que havia derramado muito sangue em suas guerras e não a construiria.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/04/quando-deus-diz-nao.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-vitoria-e-dada-pelo-senhor.html

Davi também lhe contou que o Senhor havia dito que geraria um filho, que seria um homem pacífico, pois o Senhor lhe daria paz diante de todos os seus inimigos. Seu nome seria Salomão, nome derivado de Shalom. Ele edificaria um templo em honra ao Senhor. O Senhor seria seu Pai e Salomão seria Seu filho. Assim o Senhor estabeleceria para sempre o trono de Davi.

Davi abençoou Salomão, seu filho amado, desejando que o Senhor estivesse com ele, dando-lhe forças para concluir com êxito a construção da Casa do Senhor, como o Senhor mesmo havia prometido. Que o Senhor o abençoasse com sabedoria e prudência para que governasse bem e para que obedecesse à Lei do Senhor.

Davi lhe disse que se tivesse o zelo de guardar e praticar os estatutos e os decretos que o Senhor ordenou a Moisés acerca de Israel, ele seria muito próspero.

Ordenou que Salomão fosse forte e corajoso. Que não temesse, nem desanimasse.

Davi disse que, com muita dedicação e perseverança havia providenciado para a construção do templo do Senhor três mil e quinhentas toneladas de ouro, trinta e cinco mil toneladas de prata, bronze, ferro, da melhor madeira e pedras lavradas que não se podia calcular.

Disse ainda que Salomão aumentaria a quantidade desse material. Que tinha muitos trabalhadores, cortadores de pedras, artesãos, pedreiros, carpinteiros e inúmeros homens habilidosos em trabalhos e arte em ouro, prata, bronze e ferro à disposição. Ordenou que colocasse “mãos à obra”. O Senhor seria com ele.

Davi também ordenou a todos os oficiais de Israel que cooperassem com Salomão. O Senhor havia lhes dado paz. Agora deveriam consagrar-se de todo o coração e alma a fim de buscarem ao Senhor. Que se levantassem e edificassem o santuário do Senhor para que a Arca da Aliança fosse levada até lá.

Que aprendamos a discernir lugares como Davi discerniu. Sim, ali era o lugar correto para a construção do templo. É o mesmo lugar onde Abraão levou Isaque para sacrificar. Que lugar melhor para ser o templo do Senhor? Também é o mesmo lugar onde está hoje o Domo da Rocha.

Que aprendamos a planejar o futuro como Davi planejou. Deixou tudo que podia pronto para que seu filho pudesse construir a Casa do Senhor. Não deixou de qualquer jeito. Não foi leviano. Providenciou tudo com muita dedicação e perseverança. Como devemos fazer.

Que aprendamos a instruir como Davi. Chamou seu filho e contou-lhe o que o Senhor havia dito. Contou-lhe sobre Suas palavras e Suas promessas. Como devemos fazer com as gerações futuras.

Que aprendamos a abençoar. Davi abençoou seu filho, dando-lhe ordenanças específicas. Deveria ser fiel ao Senhor. Assim, seria próspero.

Que aprendamos a animar como Davi. Ele animou seu filho, dizendo-lhe que deveria ser forte e corajoso. Que não temesse, nem desanimasse. Que colocasse mãos à obra e fizesse o que foi chamado para fazer.

Davi também encorajou seus oficiais a serem fiéis ao Senhor e serví-Lo de todo coração. Que aprendamos a abençoar as futuras gerações como Davi fez. É nosso dever fazê-lo.

E você? Além dessas, quais lições enxergou?

A Palavra do Senhor é viva, sempre tem algo mais a nos ensinar.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo vinte e três a vinte e seis de 1 Crônicas.

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/planejando-o-futuro.html

domingo, 8 de julho de 2018

Planeje antes de construir

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de 2 Crônicas.

Ontem vimos que o Senhor fez a Salomão uma pergunta. Essa pergunta também é feita a cada um de nós.

O que eu quero? Precisamos responder hoje. O tempo não espera.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/o-que-eu-quero.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-que-eu-quero-que-o-senhor-me-faca.html

Agora, vamos caminhar pelas páginas do capítulo 2.

Finalmente chegou o dia em que Salomão ordenou o início da construção do Templo do Senhor e de um palácio para si.

A construção seria enorme. Era necessário que muitas pessoas fossem envolvidas.

Salomão fez um recenseamento de todos os estrangeiros que moravam em Israel. Recrutou todos. Setenta mil para trabalharem como carregadores. Oitenta mil como cortadores de pedras nas colinas. Três mil e seiscentos como mestres de obra e supervisores.

Salomão pediu a Hirão, rei de Tiro, que lhe enviasse cedros para construir seu palácio e para edificar a Casa do Senhor.

Explicou que nesta casa, que seria consagrada ao nome do Senhor, seria queimado incenso sagrado e aromático diante dEle, além de ser apresentado continuamente o pão consagrado e holocaustos oferecidos, pela manhã e à tarde, aos sábados, nas luas novas e nas festas fixas. Salomão explicou a Hirão que era uma obrigação perpétua de Israel. Disse ainda que a casa a ser construída seria grande, porque o Senhor é maior do que todos os deuses.

Essa casa seria para apresentar sacrifícios ao Senhor porque nem os céus podem conter o Senhor, Deus de Israel.

Ele também pediu a Hirão que lhe enviasse um artesão. Que fosse habilidoso no trabalho de arte em ouro, prata, bronze, ferro, tecido púrpura, vermelho-carmesim e azul-violeta. Que também fosse experiente em fazer esculturas. Ele devia juntar-se aos especialistas que serviam Salomão e que Davi, seu pai, havia escolhido.

Pediu que fosse enviado também, do Líbano, madeira de cedro, de pinho e de sândalo. Salomão reconheceu que os servos de Hirão eram hábeis em cortar madeira. Disse que seus servos trabalhariam com os dele para prepararem madeira em grande quantidade.

É claro que não seria um trabalho voluntário, gratuito. Salomão sustentaria os lenhadores com vinte mil tonéis de trigo, vinte mil de cevada, dois mil barris de vinho e dois mil de azeite. Eram moedas de troca preciosas naquela época.

Hirão respondeu a Salomão, por escrito, dizendo que percebia que o Senhor amava o seu povo e por esse motivo, o havia constituído rei. Ele bendisse o Senhor, Deus de Israel. Disse que o Senhor, que fez os céus e a terra, havia concedido a Davi um filho sábio, inteligente e que agia com discernimento.

Ele enviou a Salomão, Hurão-Abi. Era um artesão sábio e muito capaz. Era filho de uma mulher da tribo de Dã. Seu pai era cidadão de Tiro. Era experiente em trabalhar em tudo que Salomão havia solicitado. Podia executar qualquer projeto que lhe fosse proposto.

Hirão também aceitou as moedas de troca que Salomão ofereceu. Pediu que as enviasse. Eles cortariam todas as madeiras que fossem necessárias. Colocariam em jangadas pelo mar, até Jope. De lá, Salomão as transportaria para Jerusalém.

Embora Davi tivesse deixado muito material separado e preparado, Salomão precisou pedir mais madeira. Ele pediu a Hirão, rei de Tiro. Era o melhor fornecedor daquela época.

Salomão também ordenou toda a organização dos trabalhadores. Quem ia trabalhar e com o quê. Além dos chefes de obras e supervisores.

Ele se preocupou em encontrar um homem que fosse muito habilidoso em toda obra de arte e escultura. Um homem capaz de realizar qualquer projeto que lhe fosse proposto.

Fez toda a negociação com sabedoria. A obra era muito grande e precisava ser muito bem administrada.

Era necessário organizar os trabalhadores, os horários, as funções, as tarefas, os transportes, o armazenamento. A logística era enorme.

Salomão também se importou em verificar todos custos, antes do início da obra.

Não houve desespero, nem correrias, apenas organização. Quando tudo estava preparado, a obra começou.

Que possamos aprender com Salomão.

Antes de iniciarmos uma obra, qualquer que seja, precisamos verificar, com sensatez e sabedoria, todos os seus detalhes.

Nenhum projeto pode ir adiante, sem um planejamento adequado. Sem pesquisas realizadas. Sem especialistas consultados. Sem pessoas capacitadas contratadas.

E quanto maior o projeto, mais planejamento e mais perguntas a serem feitas.

Se quer realizar algo, faça como Salomão. Planeje e verifique tudo com a necessária antecedência.

Amanhã prosseguimos. Espero você.