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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Jó 11.1-13.28

Leitura do dia 16/05.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jó.

Ontem vimos suas dores, suas queixas. Sua depressão. Vimos as palavras de Bildade. Acreditava que tudo que Jó sofrera foi por estar pecando. Aconselhou-o a se arrepender e buscar o Senhor. Jó sente tanta dor e amargura que acredita que o Senhor não se interessa por ele. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/jo-71-1022.html

Hoje, leremos do capítulo onze ao capítulo treze.

Zofar, seu outro amigo, diz que não pode ficar calado enquanto Jó tagarela. Com certeza o Senhor o está castigando menos do que merece. Aconselha Jó a abandonar seus pecados e deixar sua maldade. Se ele agir assim, sua vida mudará. Será mais luminosa que o meio-dia.

Seus amigos, que foram para consolá-lo e animá-lo, parecem que desistiram da missão. Todos o acusam. Ninguém acredita nele. Tem absoluta certeza de que está em pecado, por isso está sofrendo. Não estão mais sentados com ele, chorando. Agora, o acusam abertamente. É muito mais fácil do que encarar que não temos documento de imunidade contra a dor e o sofrimento.

Se já passou por situação semelhante, sabe o quanto é difícil. Ninguém quer sofrer, é claro. E, quando sofremos ou vemos alguém sofrer, tentamos encontrar o motivo. Isso é imaturidade. Os discípulos do Senhor Jesus também perguntaram “quem pecou” e o Senhor lhes deu uma resposta completamente diferente do que esperavam. Nascemos para que a obra do Senhor se manifeste em nossas vidas.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/so-sei-que-era-cego-e-agora-vejo.html

Jó perdeu tudo. Está doente dos pés à cabeça. Sua mulher aconselha que amaldiçoe o Senhor e morra. Ela o conhece. Sabe que continua íntegro. Não o acusa. Mas também não o anima. Seus amigos esqueceram quem ele é. Aconselham que se arrependa. O Senhor jamais permitiria que passasse pelo que está passando se não tivesse pecado grandemente contra ele. Como estavam enganados!

Jó está só em seu sofrimento. Considera seus amigos pessoas tranquilas que zombam dele enquanto clama ao Senhor e aguarda uma resposta.

Apesar de toda sua dor, apesar de acreditar que o Senhor não se interessa por ele, apesar de estar sofrendo tanto que acredita que o Senhor o escolheu para não perdoá-lo, disse que porá sua vida em risco e continuará falando. Ainda que o Senhor o mate, Ele é sua única esperança. Jó apresentará sua causa a Ele.

E continua perguntando em que pecou. Faz um retrospecto de sua vida. Deve estar sofrendo em consequência dos pecados de sua juventude. O Senhor não lhe responde. Ele se consome como madeira que apodrece, como roupa comida pela traça, como folha que o vento espalha.

Já sentiu isso? Eu, já. Ah, como precisamos de Sua bondade e misericórdia! Se está assim, não desista. Continue clamando. Continue perguntando.

Abra seus ouvidos e ouça Sua resposta.

Jó perguntou “se não é Deus quem faz isso, então quem é?” Mas não se aquietou para conseguir ouvir a resposta. E continuou acusando o Senhor.

Que façamos diferente, afinal “Se Ele não poupou nem mesmo Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, acaso não nos dará todas as outras coisas? Quem se atreve a acusar os escolhidos de Deus? Ninguém, pois o próprio Deus nos declara justos diante dEle. Quem nos condenará, então? Ninguém, pois Cristo Jesus morreu e ressuscitou e está sentado no lugar de honra, à direita de Deus, intercedendo por nós”. – Romanos 8.32-34

Podemos acreditar. Ele intercede por nós. E nos ama. A cura é possível.

"Eu lhes falei tudo isso para que tenham paz em Mim. Aqui no mundo vocês terão aflições, mas animem-se, pois Eu venci o mundo". - João 16.33
https://www.youtube.com/watch?v=5zBo1D8dOC8

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo quatorze ao capítulo dezesseis.

Espero você. Até lá.

sábado, 9 de março de 2019

Juízes 15.1-20

Leitura do dia 09/03.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Juízes.

Ontem vimos o voto, no mínimo precipitado, de Jefté. E os diversos Juízes que Israel teve. Todos de pouca duração.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-111-1215.html

Vimos também que, novamente o povo fez o mal aos olhos do Senhor. Os filisteus os oprimiam. Mas o Senhor, sempre bondoso, levantou Sansão para começar a libertar Israel. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-131-25.html

Ele se casa com uma filistia, e a abandona.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-141-20.html

Hoje caminharemos do capítulo quinze ao capítulo dezessete.

Nesta postagem, apenas o capítulo quinze.

No tempo da colheita, Sansão levou um cabrito de presente para sua esposa. Quando chegou lá, soube que havia sido entregue ao seu acompanhante de casamento. O pai dela acreditou que ele a odiasse. Afinal, abandonou-a durante a festa de casamento!

Quantas coisas poderiam ter sido evitadas se ela tivesse conversado com ele. Contado que foi ameaçada de morte.

Quantas coisas poderiam ter sido evitadas se Sansão tivesse ficado e resolvido. Conversado com ela. Explicado que poderia contar com ele. Que não precisava ter omitido a ameaça que sofrera.

Ele não tentou resolver. Não levou seus votos a sério. Fugiu. Voltou para a casa de seus pais. Era mais fácil. Quando foi procurá-la, era tarde demais.

Ficou furioso. Capturou trezentas raposas. Confeccionou uma arma e com ela queimou as plantações de cereais, os vinhedos e os olivais dos filisteus.

Quando descobriram que fora Sansão quem destruíra tudo, foram até a casa de sua esposa e a queimaram viva, junto com seu pai. O que ela tentou evitar, omitindo a ameaça de seu esposo, acabou acontecendo.

Sansão disse que não descansaria enquanto não se vingasse. Atacou-os com grande violência, matando muitos.

Depois foi morar em uma caverna na rocha de Etã.

Agora, é um homem solitário. Não voltou mais para a casa de seus pais. Foi morar, sozinho, em uma caverna.

Quando não resolvemos nossos problemas da forma correta e fugimos deles, acabamos como Sansão. Sozinhos. Habitando cavernas. Cheios de ressentimento.

Os filisteus acamparam em Judá, na cidade de Leí. Quando os homens daquela cidade perguntaram por que queriam atacá-los, responderam que queriam capturar Sansão e vingar-se dele.

Três mil homens de Judá foram até à caverna onde Sansão morava. Lembraram-lhe que eram dominados pelos filisteus. Por que ele havia agido daquele jeito? O que estavam fazendo com eles?

Sansão respondeu que fez a eles apenas o que lhe fizeram.

Os homens de Judá disseram que iriam amarrá-lo e entregá-lo aos filisteus. Ele concordou, desde que eles mesmos não o matassem.

Quando chegaram a Leí, Sansão amarrado, os filisteus deram grandes gritos de vitória. Haviam capturado seu inimigo.

Mas o Espírito do Senhor veio com poder sobre ele. As cordas foram rasgadas como se fossem apenas barbantes de linho queimados.

Encontrou uma queixada de um jumento e, com ela, matou mil filisteus.

Matar mil homens com uma queixada de jumento não é nada fácil. Sansão sentiu muita sede. E clamou ao Senhor. Não havia água onde estava.

Em sua oração disse ao Senhor que fora usado para conceder um grande livramento. Não deveria morrer de sede e cair nas mãos daqueles incircuncisos.

O Senhor o ouviu. Fez jorrar água de um buraco no chão em Leí. Sansão bebeu a água e ficou reanimado. Uau!

Que não deixemos que ameaças e fúria nos impeçam de resolver nossos problemas, tornando-os ainda maiores.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Absalão e sua destrutiva amargura


Prosseguindo em II Samuel. Absalão, filho de Davi. Outro que tinha tudo para dar certo. "Pai da paz".

Imagino um homem sensí­vel, inteligente, simpático. Pessoas gostam de pessoas bonitas. A Bí­blia diz que não havia outro homem tão belo em todo o Israel. Era elogiado por todos pela sua beleza. Davi pela sua conduta. Beleza não faz caráter, infelizmente, por mais que gostemos.

Absalão esteve presente quando Tamar, sua irmã, foi covardemente humilhada. Estendeu-lhe a mão. Ofereceu sua casa. O texto, porém, fala que Tamar, arrasada, ficou sozinha, na casa de Absalão. O que ela precisava era do cuidado do pai. Absalão não podia lhe dar isso. E percebeu. Era o papel de seu pai.

Seu coração fermentava de ódio. Durante dois longos anos, alimentou dia e noite em seu coração, a vingança. Como pedrinhas de areia em sua boca. Dia após dia. 

Absalão também sabia esperar. Precisamos aprender a esperar, é verdade, mas temos que saber o que esperar. Somos terreno fértil.  A raiz da amargura brota sutilmente em nós. Pode começar por um senso de justiça. "Tenho que fazer algo quanto a isso." Ou "isso não é justo". Mas na verdade, o que essa raiz deseja é se tornar uma grande árvore de vingança e destruição.

Com o discurso de "faço questão de união fraternal", união essa que só pode ser exercida através de amor e perdão, Absalão reuniu todos os irmãos em sua casa para uma “festa” e ordenou que seus servos matassem Amnon, o primogênito de seu pai. Assumiu toda a culpa. “Fui eu! Eu me vinguei. Esperei dois anos que algo acontecesse. Que o rei tomasse uma providência. Nada aconteceu. Eu agi”.

Mais uma vez Davi se alienou do problema. Sabia o que Amnon havia feito a Tamar. Impossível não ter ouvido que Absalão havia feito uma promessa de matá-lo. Absalão organiza uma reunião, faz questão da presença de Amnon e Davi não desconfia de nada!

Após a morte de Amnon, Absalão permanece exilado três anos. Davi sente saudades. Joabe percebe. O traz de volta. Mas não houve concerto. Não houve perdão. Perdão significa "cobrir". Per+doar = doar acima de tudo. Não acontece isso. Davi ficou em seu palácio e não recebeu Absalão. Dois anos inteiros!

A essa altura, a raiz já havia se transformado numa amarga árvore, cujos frutos em breve seriam provados por todos. Absalão era astuto. Vingança virou sua especialidade. Levantava-se ao raiar do dia, "plantava-se", como a grande árvore de amargura que havia se tornado, à beira da estrada principal. Abordava as pessoas e gerava nelas a mesma amargura. "A tua causa é válida, mas não há nenhum representante do rei que te escute. Quem me dera ser juiz. Eu lhe faria justiça”. O povo sabia sobre Tamar. Absalão agiu. O rei não. Absalão seduziu o coração de Israel, conquistando a lealdade do povo, amargurado por falta de justiça. Um passo para tomar o trono. E ele não exitou. Amargura é alimentada por vingança, não justiça. E ele se vingou.

Seu desejo de fazer as coisas por si era tão forte que erigiu um monumento a si mesmo, dizendo que não tinha nenhum filho para conservar sua memória. Tinha três! Mas a amargura leva à solidão. Vingança é um prato que se come frio e sozinho. Detesto comida fria. Detesto comer sozinha. Não há sabedoria nisso. Provérbios 18.1 fala: “O solitário busca seu próprio interesse e rebela-se contra a verdadeira sabedoria”.

O perdão é maravilhoso e a amargura, que é a contramão, é devastadora! Meu coração chora por Absalão. Por ter perdido sua vida. Seus talentos e dons. Sua raiz de amargura, transformou-se em uma enorme árvore. De frutos envenenados. E Absalão morre, agarrado à sua amargura. Suspenso entre os galhos de uma árvore. Presa fácil para lhe encravarem lanças ao peito.

Quem seríamos, se não fosse o maravilhoso perdão do nosso Pai?

Que não nos deixemos envolver pela amargura, por mais que os motivos pareçam corretos. Que a ordem das nossas vidas seja o amor, a conexão, a doação, a inclusão, o perdão. Que o Senhor nos guarde da procrastinação. Que aprendamos a confrontar sempre que necessário, em amor, para não cooperarmos com a frutificação de nenhuma raiz de amargura.

E que possamos caminhar pela vida, com leveza e amor.