Vamos continuar caminhando pelas páginas de Neemias?
Espero que tenhamos aprendido com ele até aqui.
Se você ainda não leu “Neemias um homem de oração” e “Neemias um homem de organização”, seria interessante ler. Estamos agora no capítulo cinco desse maravilhoso livro.
A Bíblia nos conta que o povo começou a reclamar a falta de dinheiro para se alimentar e o fato de terem suas terras e seus filhos vendidos por não terem conseguido honrar seus empréstimos. Uma situação terrível. Haviam pego dinheiro com juros de seus próprios compatriotas!
Quando Neemias ouviu, ficou furioso! A ira de Deus veio sobre ele.
É muito importante aprendermos aqui. Ficou furioso, mas não agiu. Primeiro fez uma avaliação de tudo. Só então, avaliação feita, questão analisada e comprovada, repreendeu os nobres e os oficiais. Ficou indignado por estarem cobrando juros de seus compatriotas, o que era proibido. E fez uma reunião contra eles.
Era inadmissível que estivessem vendendo seus compatriotas quando os do exílio compraram aqueles que haviam sido vendidos como escravos aos outros povos. Os nobres e oficiais ficaram calados, não havia o que responder diante de tão grande absurdo. Neemias continuou mostrando o grande erro que estavam cometendo. E os exortou a andar no temor do Senhor. Todos os povos deviam olhar para eles e ver uma cultura diferente, um bom exemplo a ser seguido. O próprio Neemias e seus irmãos estavam emprestando do seu dinheiro ao povo, sem a cobrança de juros.
Ele os convocou a acabar com a cobrança, devolver imediatamente o que havia sido tomado, terras, vinhas, oliveiras e casas. Os nobres e oficiais responderam que obedeceriam ao pedido de Neemias.
Neemias os fez jurar solenemente que cumpririam a promessa feita. Que autoridade tinha esse homem! Um homem que ao se irar, não se deixava dominar pela ira, mas examinava a situação, julgava o correto e apontava a solução.
Leia você mesmo: “Também sacudi a dobra do meu manto e disse: Deus assim sacuda de sua casa e de seus bens todo aquele que não mantiver a sua promessa. Tal homem seja sacudido e esvaziado! Toda a assembleia disse: “Amém!”, e louvou o Senhor. E o povo cumpriu o que prometeu.” - Neemias 5.13
Diante de palavras tão duras, louvaram ao Senhor. Era evidente a autoridade de Deus na vida de Neemias.
Neemias também era um homem de exemplo, por isso podemos olhar para ele e vermos o Senhor em sua vida. Durante os doze anos em que foi governador, não comeu a comida que lhe era destinada pois o povo já estava sendo muito oprimido. E ele mesmo alimentava cento e cinquenta homens, além daqueles das nações vizinhas que iam visitá-los. Sem contar, como já vimos anteriormente, sua dedicação pessoal à reconstrução do muro.
Sua oração era que o Senhor se lembrasse dele, por tudo que fez pelo povo.
Ainda há muito o que falar e aprender com esse homem. Mas gostaria de parar aqui e mais tarde retomarmos no capítulo seis.
Neemias, um homem que sabia transformar sua ira em ação corretiva, com resultados, pois analisava toda a situação que lhe era apresentada. Não agia por impulso e sim embasado na Palavra de Deus. Um homem que não usava sua autoridade para oprimir e sim para abençoar. Um homem que se preocupava com a situação do povo e não apenas dos nobres e oficiais. Um homem que não temia confrontar os erros dos grandes. Que alimentava e não extorquia. Que trabalhava lado a lado com o povo. E um homem que continuava em oração diante de seu Deus.
quarta-feira, 31 de maio de 2017
sábado, 20 de maio de 2017
Neemias, um homem de organização
Vamos continuar olhando para Neemias e aprendendo com ele?
Se você não leu o texto “Neemias, um homem de oração”, seria interessante ler. Quero reforçar que a leitura que temos feito em Neemias não é uma leitura histórica. É uma leitura da pessoa de Neemias, e do exemplo maravilhoso que nos deixou como um homem de Deus.
Vimos anteriormente que Neemias havia conclamado o povo para a reconstrução dos muros de Jerusalém.
E a obra começou. Sacerdotes, moradores, governadores, ourives, comerciantes e até mulheres trabalharam em sua reconstrução. Todos em seus lugares, de maneira organizada e zelosa.
Quando Sambalate soube, os ridicularizou, assim como às suas crenças. Bem como Tobias, que disse: “Pois que construam! Basta que uma raposa suba lá, para que esse muro de pedras desabe”! Palavras desanimadoras, mas Neemias não os confrontou, não se desanimou. Orou ao Senhor. E continuou a obra.
Ameaçaram atacar Jerusalém. Neemias novamente orou ao Senhor. E colocou guardas para proteção da cidade. Há situações que devemos apenas orar, em muitas outras, precisamos agir após a oração. Ele teve esse discernimento (Oração = orar + ação).
O texto fala que por dez vezes preveniram-no de um ataque iminente. Mas ele não parou a obra. Posicionou guardas nos lugares mais baixos dos muros e animou o povo a confiar no Senhor e a lutar por seus irmãos, seus filhos, suas filhas, suas mulheres e suas casas.
Os inimigos ficaram sabendo que o próprio Senhor havia frustrado sua trama e não atacaram. Seria em vão. Mas a partir desse dia, metade trabalhava e a outra metade permanecia armada. Lanças, escudos, arcos e couraças. Os que carregavam algum material, carregavam-no com uma mão e na outra seguravam uma arma. Cada construtor trazia na cintura uma espada enquanto trabalhava. E com Neemias ficava um homem pronto para tocar a trombeta, atento a todo movimento e possibilidade de ataque. Caso fosse necessário, deviam se juntar para lutar. Neemias continuou lembrando ao povo que o Senhor lutaria por eles.
Além disso, orientou que todos permanecessem em Jerusalém para o caso de precisarem lutar durante a noite. Ele, seus irmãos, seus homens de confiança e seus guardas deitavam de roupas e armas nas mãos. Prontos para o combate, a qualquer hora, do dia ou da noite.
Quero fazer mais uma pausa aqui. Percorremos apenas mais dois capítulos do livro de Neemias. Mas pare um pouco e pense em tudo o que podemos aprender com este grande homem.
Era um homem que sabia liderar, tinha seguidores. Liderava através do exemplo. Um homem que soube organizar aquela grande reconstrução. Quando ameaçado orou ao Senhor. Não se deixou desanimar por palavras ameaçadoras e debochadas. Continuou o trabalho. Era perseverante. Um homem de discernimento. Sábio. Que fazia análises das dificuldades. Que não se desesperava mas encontrava soluções. Enxergou os lugares vulneráveis. Organizou a defesa. Envolveu-se com a obra. Embora fosse o líder, era ele e seus homens que dormiam de prontidão. Estava sempre preparado para a batalha onde e quando ela se apresentasse. Um homem atento, alerta.
Que aprendamos com Neemias, sua disposição, organização e sabedoria.
Em breve, continuaremos a andar por mais alguns capítulos deste tão rico livro. Veremos um Neemias que nos surpreende a cada página. Conto com você para essa aventura.
Se você não leu o texto “Neemias, um homem de oração”, seria interessante ler. Quero reforçar que a leitura que temos feito em Neemias não é uma leitura histórica. É uma leitura da pessoa de Neemias, e do exemplo maravilhoso que nos deixou como um homem de Deus.
Vimos anteriormente que Neemias havia conclamado o povo para a reconstrução dos muros de Jerusalém.
E a obra começou. Sacerdotes, moradores, governadores, ourives, comerciantes e até mulheres trabalharam em sua reconstrução. Todos em seus lugares, de maneira organizada e zelosa.
Quando Sambalate soube, os ridicularizou, assim como às suas crenças. Bem como Tobias, que disse: “Pois que construam! Basta que uma raposa suba lá, para que esse muro de pedras desabe”! Palavras desanimadoras, mas Neemias não os confrontou, não se desanimou. Orou ao Senhor. E continuou a obra.
Ameaçaram atacar Jerusalém. Neemias novamente orou ao Senhor. E colocou guardas para proteção da cidade. Há situações que devemos apenas orar, em muitas outras, precisamos agir após a oração. Ele teve esse discernimento (Oração = orar + ação).
O texto fala que por dez vezes preveniram-no de um ataque iminente. Mas ele não parou a obra. Posicionou guardas nos lugares mais baixos dos muros e animou o povo a confiar no Senhor e a lutar por seus irmãos, seus filhos, suas filhas, suas mulheres e suas casas.
Os inimigos ficaram sabendo que o próprio Senhor havia frustrado sua trama e não atacaram. Seria em vão. Mas a partir desse dia, metade trabalhava e a outra metade permanecia armada. Lanças, escudos, arcos e couraças. Os que carregavam algum material, carregavam-no com uma mão e na outra seguravam uma arma. Cada construtor trazia na cintura uma espada enquanto trabalhava. E com Neemias ficava um homem pronto para tocar a trombeta, atento a todo movimento e possibilidade de ataque. Caso fosse necessário, deviam se juntar para lutar. Neemias continuou lembrando ao povo que o Senhor lutaria por eles.
Além disso, orientou que todos permanecessem em Jerusalém para o caso de precisarem lutar durante a noite. Ele, seus irmãos, seus homens de confiança e seus guardas deitavam de roupas e armas nas mãos. Prontos para o combate, a qualquer hora, do dia ou da noite.
Quero fazer mais uma pausa aqui. Percorremos apenas mais dois capítulos do livro de Neemias. Mas pare um pouco e pense em tudo o que podemos aprender com este grande homem.
Era um homem que sabia liderar, tinha seguidores. Liderava através do exemplo. Um homem que soube organizar aquela grande reconstrução. Quando ameaçado orou ao Senhor. Não se deixou desanimar por palavras ameaçadoras e debochadas. Continuou o trabalho. Era perseverante. Um homem de discernimento. Sábio. Que fazia análises das dificuldades. Que não se desesperava mas encontrava soluções. Enxergou os lugares vulneráveis. Organizou a defesa. Envolveu-se com a obra. Embora fosse o líder, era ele e seus homens que dormiam de prontidão. Estava sempre preparado para a batalha onde e quando ela se apresentasse. Um homem atento, alerta.
Que aprendamos com Neemias, sua disposição, organização e sabedoria.
Em breve, continuaremos a andar por mais alguns capítulos deste tão rico livro. Veremos um Neemias que nos surpreende a cada página. Conto com você para essa aventura.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Neemias, um homem de oração
Neemias é um dos meus livros favoritos. Já li muitas e muitas vezes. Sempre aprendo algo novo. Dessa vez, a identidade de Neemias foi despertada em meu coração. Que homem admirável! Que grande exemplo a ser seguido. Que zelo!
Vamos comigo percorrer as páginas desse maravilhoso livro? Estou certa de que você não irá se arrepender.
A história começa com a chegada de Hanani, à cidade de Susã, uma das capitais do império persa, na época de Artaxerxes. Hanani volta de Judá e Neemias pergunta como estavam os judeus que restaram e sobre Jerusalém.
Quando Hanani faz o relato, dizendo que estavam passando por grande sofrimento e humilhação, o muro de Jerusalém havia sido derrubado e suas portas queimadas, Neemias sentou-se e chorou.
Vamos tentar imaginar a cena? Neemias era o copeiro do rei, um homem que ocupava um cargo da mais alta confiança. Um cargo de alta periculosidade. Era quem experimentava o vinho do rei e caso estivesse envenenado, seria ele quem morreria, e não o rei. Esse Neemias, corajoso e valente, sentou-se e chorou quando ouviu o relato dos filhos de Israel sobre a destruição de Jerusalém. Mas não ficou só nisso.
Neemias passou dias lamentando-se, jejuando e orando ao Senhor. Ele clamou por misericórdia e perdão. Confessou os pecados do povo de Israel e pediu que o Senhor se lembrasse das palavras ditas a Moisés. Durante esse tempo de oração, algo foi sendo gerado no coração de Neemias. Um profundo desejo de ir à Jerusalém e reconstruir a cidade. Então, chegou o dia em que deveria fazer um pedido audacioso ao rei Artaxerxes. Clamou ao Senhor que fosse bem-sucedido, e que alcançasse benevolência do rei. E foi ao seu trabalho.
Como sempre, Neemias levou o vinho ao rei, depois de prová-lo. O rei percebeu algo diferente. Neemias estava triste. Nunca antes ele estivera triste em sua presença Neemias era um exilado em terra estrangeira, porém servia ao rei com alegria. Ele não conhecia a palavra “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens”. – Colossenses 3.23, mas era o que fazia. Isso é fácil de ser comprovado porque o rei percebeu que ele estava triste, e mais, percebeu que era tristeza do coração.
Neemias, ousadamente respondeu que era impossível não estar triste com a situação em que se encontrava Jerusalém. Ao que o rei imediatamente lhe perguntou: O que você gostaria de pedir? Que copeiro tem uma consideração tão grande direcionada para ele? Ele era o copeiro do rei da Pérsia! E o rei estava perguntando o que ele estava querendo pedir! Ocupava uma posição de confiança mas não de poder.
Neemias, que já havia passado dias em oração e jejum, exatamente com esse propósito, elevou mais uma oração ao Senhor. Aquelas “orações-flechas” que fazemos em milésimo de segundo, quando não temos mais nenhum tempo. Ah, mais o cálice da oração de Neemias já havia transbordando. Ele sabia o que iria pedir. Aquilo que o Senhor havia colocado em seu coração durante todos aqueles dias de oração. Ousadamente pediu que o rei concedesse que fosse à Jerusalém para reconstruí-la. O rei respondeu com uma pergunta: Quando você voltará? Artaxerxes iria ficar sem Neemias, um servo fiel, de total confiança. Precisava saber quanto tempo, para resolver se concordaria ou não. Neemias então combinou um tempo com o rei, que concordou. Neemias voltou à Pérsia doze anos depois! Doze anos de “licença para tratar de assuntos pessoais”. Que benevolência alcançada! E que ousadia em pedir algo tão grandioso.
Mas Neemias não parou por aí. Acrescentou outros pedidos a este. Pediu para levar cartas aos governadores da região, para que pudesse passar até chegar a Judá. Os tempos eram difíceis. As estradas perigosas. E os governadores desconfiados. Pediu também uma carta para o guarda da floresta do rei, para que este fornecesse madeira para as portas da cidade e para a residência que ocuparia, enquanto estivesse em Jerusalém.
Neemias reconhece que em função da bondosa mão do Senhor estar sobre ele, o rei atendeu aos seus pedidos. Mas o rei, não satisfeito com os pedidos de Neemias, ainda enviou uma escolta de oficiais do exército e cavaleiros para que o acompanhasse.
Se o livro terminasse assim, já teríamos muito o que aprender. Mas estamos apenas no começo. Neemias ainda nem saiu da Pérsia.
Normalmente essa viagem levava cerca de quatro meses. Neemias chegou a Jerusalém e depois de três dias, saiu de noite com alguns amigos. Não, ele não foi festejar. Ele ainda não havia falado absolutamente nada a ninguém sobre o que o Senhor colocara em seu coração que ele fizesse por Jerusalém.
Quando gastamos tempo com o Senhor, em jejum e oração, acredite, o Senhor coloca algo em nossos corações. Não saímos de sua presença sem sermos tocados. Não há como sair de sua presença sem um desejo em nosso coração. Uma tarefa nos espera. Não saímos incólumes. Algo sempre nos acontece.
Neemias examinou o muro em toda a sua extensão, vendo tudo que havia sido derrubado, assim como as portas destruídas pelo fogo. Então, somente após examinar a situação em sua totalidade, reuniu aqueles que conclamaria para realizar a obra. Ele os lembrou da situação terrível de Jerusalém e os chamou para reconstruírem os muros, para que saíssem daquela tão grande humilhação. Além disso, Neemias lhes contou como o Senhor havia sido bondoso para com ele, fazendo com que achasse graça aos olhos do rei.
“Eles responderam: ‘Sim, vamos começar a reconstrução’. E se encheram de coragem para a realização desse bom projeto.” – Neemais 2.18b
Mas, sempre há um mas, Sambalate, Tobias e Gesém zombaram deles e os desprezaram. E lhes perguntaram se estavam se rebelando contra o rei. Uma ameaça velada havia em suas palavras.
Neemias assegurou-lhes que o Senhor os faria bem-sucedidos. E que eles começariam a construção.
Estamos apenas no capítulo dois de Neemias. Pare um pouco e pense. Quantas qualidades podemos observar nesse homem, em apenas dois capítulos?
Neemias era um homem de oração. Um homem que se importava com o que o Senhor se importava. Que se permitia ser tocado. Sensível. Audacioso. Corajoso. Um servo fiel, que trabalhava com diligência. Alguém que sabia planejar, que examinava a situação de perto, “in loco”. Reconhecia a bondade do Senhor e Sua mão sobre ele. Dependente do Senhor.
Ah, mas há muito mais sobre Neemias. Ainda temos onze capítulos pela frente. O que nos espera? O que mais podemos aprender com ele? Que tal continuarmos nossa jornada?
Conto com você. Continuamos em breve. Até lá.
Vamos comigo percorrer as páginas desse maravilhoso livro? Estou certa de que você não irá se arrepender.
A história começa com a chegada de Hanani, à cidade de Susã, uma das capitais do império persa, na época de Artaxerxes. Hanani volta de Judá e Neemias pergunta como estavam os judeus que restaram e sobre Jerusalém.
Quando Hanani faz o relato, dizendo que estavam passando por grande sofrimento e humilhação, o muro de Jerusalém havia sido derrubado e suas portas queimadas, Neemias sentou-se e chorou.
Vamos tentar imaginar a cena? Neemias era o copeiro do rei, um homem que ocupava um cargo da mais alta confiança. Um cargo de alta periculosidade. Era quem experimentava o vinho do rei e caso estivesse envenenado, seria ele quem morreria, e não o rei. Esse Neemias, corajoso e valente, sentou-se e chorou quando ouviu o relato dos filhos de Israel sobre a destruição de Jerusalém. Mas não ficou só nisso.
Neemias passou dias lamentando-se, jejuando e orando ao Senhor. Ele clamou por misericórdia e perdão. Confessou os pecados do povo de Israel e pediu que o Senhor se lembrasse das palavras ditas a Moisés. Durante esse tempo de oração, algo foi sendo gerado no coração de Neemias. Um profundo desejo de ir à Jerusalém e reconstruir a cidade. Então, chegou o dia em que deveria fazer um pedido audacioso ao rei Artaxerxes. Clamou ao Senhor que fosse bem-sucedido, e que alcançasse benevolência do rei. E foi ao seu trabalho.
Como sempre, Neemias levou o vinho ao rei, depois de prová-lo. O rei percebeu algo diferente. Neemias estava triste. Nunca antes ele estivera triste em sua presença Neemias era um exilado em terra estrangeira, porém servia ao rei com alegria. Ele não conhecia a palavra “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens”. – Colossenses 3.23, mas era o que fazia. Isso é fácil de ser comprovado porque o rei percebeu que ele estava triste, e mais, percebeu que era tristeza do coração.
Neemias, ousadamente respondeu que era impossível não estar triste com a situação em que se encontrava Jerusalém. Ao que o rei imediatamente lhe perguntou: O que você gostaria de pedir? Que copeiro tem uma consideração tão grande direcionada para ele? Ele era o copeiro do rei da Pérsia! E o rei estava perguntando o que ele estava querendo pedir! Ocupava uma posição de confiança mas não de poder.
Neemias, que já havia passado dias em oração e jejum, exatamente com esse propósito, elevou mais uma oração ao Senhor. Aquelas “orações-flechas” que fazemos em milésimo de segundo, quando não temos mais nenhum tempo. Ah, mais o cálice da oração de Neemias já havia transbordando. Ele sabia o que iria pedir. Aquilo que o Senhor havia colocado em seu coração durante todos aqueles dias de oração. Ousadamente pediu que o rei concedesse que fosse à Jerusalém para reconstruí-la. O rei respondeu com uma pergunta: Quando você voltará? Artaxerxes iria ficar sem Neemias, um servo fiel, de total confiança. Precisava saber quanto tempo, para resolver se concordaria ou não. Neemias então combinou um tempo com o rei, que concordou. Neemias voltou à Pérsia doze anos depois! Doze anos de “licença para tratar de assuntos pessoais”. Que benevolência alcançada! E que ousadia em pedir algo tão grandioso.
Mas Neemias não parou por aí. Acrescentou outros pedidos a este. Pediu para levar cartas aos governadores da região, para que pudesse passar até chegar a Judá. Os tempos eram difíceis. As estradas perigosas. E os governadores desconfiados. Pediu também uma carta para o guarda da floresta do rei, para que este fornecesse madeira para as portas da cidade e para a residência que ocuparia, enquanto estivesse em Jerusalém.
Neemias reconhece que em função da bondosa mão do Senhor estar sobre ele, o rei atendeu aos seus pedidos. Mas o rei, não satisfeito com os pedidos de Neemias, ainda enviou uma escolta de oficiais do exército e cavaleiros para que o acompanhasse.
Se o livro terminasse assim, já teríamos muito o que aprender. Mas estamos apenas no começo. Neemias ainda nem saiu da Pérsia.
Normalmente essa viagem levava cerca de quatro meses. Neemias chegou a Jerusalém e depois de três dias, saiu de noite com alguns amigos. Não, ele não foi festejar. Ele ainda não havia falado absolutamente nada a ninguém sobre o que o Senhor colocara em seu coração que ele fizesse por Jerusalém.
Quando gastamos tempo com o Senhor, em jejum e oração, acredite, o Senhor coloca algo em nossos corações. Não saímos de sua presença sem sermos tocados. Não há como sair de sua presença sem um desejo em nosso coração. Uma tarefa nos espera. Não saímos incólumes. Algo sempre nos acontece.
Neemias examinou o muro em toda a sua extensão, vendo tudo que havia sido derrubado, assim como as portas destruídas pelo fogo. Então, somente após examinar a situação em sua totalidade, reuniu aqueles que conclamaria para realizar a obra. Ele os lembrou da situação terrível de Jerusalém e os chamou para reconstruírem os muros, para que saíssem daquela tão grande humilhação. Além disso, Neemias lhes contou como o Senhor havia sido bondoso para com ele, fazendo com que achasse graça aos olhos do rei.
“Eles responderam: ‘Sim, vamos começar a reconstrução’. E se encheram de coragem para a realização desse bom projeto.” – Neemais 2.18b
Mas, sempre há um mas, Sambalate, Tobias e Gesém zombaram deles e os desprezaram. E lhes perguntaram se estavam se rebelando contra o rei. Uma ameaça velada havia em suas palavras.
Neemias assegurou-lhes que o Senhor os faria bem-sucedidos. E que eles começariam a construção.
Estamos apenas no capítulo dois de Neemias. Pare um pouco e pense. Quantas qualidades podemos observar nesse homem, em apenas dois capítulos?
Neemias era um homem de oração. Um homem que se importava com o que o Senhor se importava. Que se permitia ser tocado. Sensível. Audacioso. Corajoso. Um servo fiel, que trabalhava com diligência. Alguém que sabia planejar, que examinava a situação de perto, “in loco”. Reconhecia a bondade do Senhor e Sua mão sobre ele. Dependente do Senhor.
Ah, mas há muito mais sobre Neemias. Ainda temos onze capítulos pela frente. O que nos espera? O que mais podemos aprender com ele? Que tal continuarmos nossa jornada?
Conto com você. Continuamos em breve. Até lá.
sábado, 6 de maio de 2017
Conhecendo o Verdadeiro para discernir o falso
“Então, se alguém vos anunciar: ‘Vede, aqui está o Cristo!’ ou “Ei-lo ali!” Não acrediteis. Pois se levantarão falsos cristos e falsos profetas e apresentarão grandes milagres e prodígios para, se possível, iludir até mesmo os eleitos. Vede que Eu o preanunciei a vós! Portanto, se vos disserem: ‘Eis que Ele está no deserto!’ – não saias. Ou ainda: ‘Ele está ali mesmo, nos cômodos de uma casa!’ – não acrediteis. Pois, da mesma maneira como o relâmpago parte do oriente e brilha até no ocidente, assim também se dará a vinda do Filho do homem.” – Mateus 24.23-27
Essa noite, outro sonho.
Eu olhava e à minha frente havia uma estátua. Amedrontadora. Era feita basicamente de, acredito, um ferro retorcido, mas levava vários materiais em sua construção. De várias cores. Como se fosse remendada. Como se várias mãos a tivessem feito, com diferentes gostos, materiais e em tempos diversos. Era bem alta. Não parecia vestir uma roupa. O próprio material da sua construção era sua vestimenta. De repente, começou a criar vida. Aos poucos. As pessoas olhavam admiradas. Espantadas. Alguém perguntou se ele era Jesus. Ele disse que sim. Uma voz grave, pavorosa.
Uma outra estátua surgiu. Um homem loiro, muito bonito. Cabelo comprido. A primeira estátua viva, desmentiu que ele fosse Jesus e apontou para essa nova estátua, afirmando que aquele sim era Jesus. Quando os olhos de todos voltaram para ele, foi tomando vida. À medida que as pessoas seguiam essa estátua, sempre acompanhada da primeira, ela ia ficando cada vez mais bonita e maior. Ela encantava a todos com sua beleza. Era como as descrições que fazemos de “um deus grego”. Entrou em uma espécie de vitrine para que todos a admirassem. Foi quando reparei que sua roupa era como as roupas de um “verdadeiro deus grego”. As pessoas estavam apaixonadas por ele, totalmente encantadas.
Me aproximei e comecei a dizer às pessoas que aquele não era Jesus. Que eu conhecia aquela estátua viva. E não era Jesus. Eu conhecia Jesus.
Ele saiu da vitrine. Muitos o seguiam. Ele ficou enorme. Foi para um lugar a céu aberto. E me desafiou. Queria que eu dissesse a ele porque acreditava que ele não era Jesus.
Olhei para o céu e comecei a descrever o Senhor Jesus, tal como à Sua descrição em Apocalipse 1.12-18. À medida em que O descrevia, fui tomada pelo conhecimento de Sua pessoa, e tudo em mim O adorava.
Não tomei mais conhecimento daquela estátua viva que dizia ser Jesus. Eu olhava para o céu. De repente o céu começou a se abrir, raios, trovões, clarões e algo indescritível começou a acontecer nas nuvens. Sabia que veria o Senhor a qualquer momento. Mas então, acordei.
Jesus nos alertou sobre os falsos cristos. Para que o engano aconteça, é necessário que seja parecido com o original. Precisamos conhecer o original para que saibamos reconhecer o falso. Quando queremos saber se uma nota é falsa, estudamos a verdadeira. Tocamos nela. Sentimos sua espessura. Percebemos detalhes. Então, quando uma falsa nos é apresentada, sabemos que está faltando algo. Ou a espessura é diferente. Ou falta a marca dágua ou algum detalhe.
Vamos prosseguir conhecendo o Senhor, para que nada, nem ninguém venha nos enganar. Aqueles que O conhecem, conhecem Sua voz.
Não se deixe enganar por um Jesus que muitas vezes tem sido criado, moldado ao bel prazer das pessoas, tentando agradar e encantar a todos. Esse não é o verdadeiro Senhor. É apenas um senhor que tem sido criado para satisfazer aos desejos egoístas e idólatras do homem, centrado nele mesmo. Que não deseja renunciar nada para seguir o verdadeiro Senhor Jesus.
Há apenas Um que merece honra e louvor. O Senhor, que morreu por nós. E que ressuscitou dentre os mortos. Àquele que está assentado á destra do Pai e intercede por nós. Só Ele.
“Eles proclamavam em alta voz: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber a plenitude do poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor!” – Apocalipse 5.12
Essa noite, outro sonho.
Eu olhava e à minha frente havia uma estátua. Amedrontadora. Era feita basicamente de, acredito, um ferro retorcido, mas levava vários materiais em sua construção. De várias cores. Como se fosse remendada. Como se várias mãos a tivessem feito, com diferentes gostos, materiais e em tempos diversos. Era bem alta. Não parecia vestir uma roupa. O próprio material da sua construção era sua vestimenta. De repente, começou a criar vida. Aos poucos. As pessoas olhavam admiradas. Espantadas. Alguém perguntou se ele era Jesus. Ele disse que sim. Uma voz grave, pavorosa.
Uma outra estátua surgiu. Um homem loiro, muito bonito. Cabelo comprido. A primeira estátua viva, desmentiu que ele fosse Jesus e apontou para essa nova estátua, afirmando que aquele sim era Jesus. Quando os olhos de todos voltaram para ele, foi tomando vida. À medida que as pessoas seguiam essa estátua, sempre acompanhada da primeira, ela ia ficando cada vez mais bonita e maior. Ela encantava a todos com sua beleza. Era como as descrições que fazemos de “um deus grego”. Entrou em uma espécie de vitrine para que todos a admirassem. Foi quando reparei que sua roupa era como as roupas de um “verdadeiro deus grego”. As pessoas estavam apaixonadas por ele, totalmente encantadas.
Me aproximei e comecei a dizer às pessoas que aquele não era Jesus. Que eu conhecia aquela estátua viva. E não era Jesus. Eu conhecia Jesus.
Ele saiu da vitrine. Muitos o seguiam. Ele ficou enorme. Foi para um lugar a céu aberto. E me desafiou. Queria que eu dissesse a ele porque acreditava que ele não era Jesus.
Olhei para o céu e comecei a descrever o Senhor Jesus, tal como à Sua descrição em Apocalipse 1.12-18. À medida em que O descrevia, fui tomada pelo conhecimento de Sua pessoa, e tudo em mim O adorava.
Não tomei mais conhecimento daquela estátua viva que dizia ser Jesus. Eu olhava para o céu. De repente o céu começou a se abrir, raios, trovões, clarões e algo indescritível começou a acontecer nas nuvens. Sabia que veria o Senhor a qualquer momento. Mas então, acordei.
Jesus nos alertou sobre os falsos cristos. Para que o engano aconteça, é necessário que seja parecido com o original. Precisamos conhecer o original para que saibamos reconhecer o falso. Quando queremos saber se uma nota é falsa, estudamos a verdadeira. Tocamos nela. Sentimos sua espessura. Percebemos detalhes. Então, quando uma falsa nos é apresentada, sabemos que está faltando algo. Ou a espessura é diferente. Ou falta a marca dágua ou algum detalhe.
Vamos prosseguir conhecendo o Senhor, para que nada, nem ninguém venha nos enganar. Aqueles que O conhecem, conhecem Sua voz.
Não se deixe enganar por um Jesus que muitas vezes tem sido criado, moldado ao bel prazer das pessoas, tentando agradar e encantar a todos. Esse não é o verdadeiro Senhor. É apenas um senhor que tem sido criado para satisfazer aos desejos egoístas e idólatras do homem, centrado nele mesmo. Que não deseja renunciar nada para seguir o verdadeiro Senhor Jesus.
Há apenas Um que merece honra e louvor. O Senhor, que morreu por nós. E que ressuscitou dentre os mortos. Àquele que está assentado á destra do Pai e intercede por nós. Só Ele.
“Eles proclamavam em alta voz: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber a plenitude do poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor!” – Apocalipse 5.12
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Em aliança com o Senhor
Essa noite tive um sonho. E quero compartilhar com você.
Sonhei que havia me casado recentemente. Estava em lua de mel. Meu marido era lindo. Alto, forte, cabelos loiros bem claros.
Embora estivéssemos em lua de mel, havia uns compromissos assumidos por ele, que eram inadiáveis. Então, combinamos de passar o dia juntos, só nós dois. Depois eu ia aos seus compromissos.
Ele ficou totalmente à minha disposição. E eu me organizei para ficar à disposição dele. Fiz um almoço especial para nós dois, mas não pudemos compartilhar pois a todo momento chegava alguém, amigos, conhecidos e desconhecidos e não conseguíamos passar esse tempo juntos. Ele, com toda paciência me esperava. E eu, tentava a todo custo, me desvencilhar de todas aquelas pessoas e situações diversas que me impediam de estar com ele e de desfrutar de sua companhia, que eu tanto ansiava.
Então, duas mulheres chegaram. Disseram que tinham roupas especiais para mim, para que eu pudesse acompanhá-lo no tal compromisso. Mais uma vez o deixei esperando e fui experimentar as roupas. Elas eram largas, como a armadura de Saul era larga em Davi. Então, foram pegar outras roupas menores, mas quando experimentei ficaram maiores ainda. Olhei a etiqueta e era “Extra G”. Percebi que estava sendo enganada. Elas não queriam que eu gastasse o meu tempo com ele.
Elas queriam o meu tempo.
Lembrei que eu possuía muitas roupas, novas e boas, que cabiam confortavelmente em mim e que eu podia ir com elas a qualquer compromisso com o meu amado.
Fiquei irada. As coloquei contra a parede e mandei que elas fossem embora. Eu não havia conseguido ficar com ele nem ao menos cinco minutos. E o dia estava passando. Neste momento uma delas perguntou como era seu cabelo, se curto ou comprido pois queriam fazer uma touca para ele. Respondi que elas só queriam fazer com que eu perdesse tempo e não ficasse com ele, pois elas o haviam visto e era impossível vê-lo e não notar o quanto era belo. "O meu amado é alvo e está com a pele rosada do sol; ele é o mais forte e bonito entre dez mil homens." - Cantares de Salomão 5.10
Nesse momento reparei que ele estava em um lugar que deveriam vê-lo, mas elas não o enxergavam, enquanto eu o via nitidamente. Percebi que os olhos dele estavam fixos em mim. Foi quando O reconheci. Era o meu Noivo, o Amado da minha alma. Aquele que faz meu coração acelerar. Seus olhos eram de aprovação enquanto eu lutava para estar com Ele. Seus olhos eram amor e ternura. Aquele olhar me derreteu.
Rapidamente comecei a esvaziar uma espécie de móvel para elas levarem as roupas e irem embora para eu ficar apenas com Ele. Fui esvaziando. Só havia pertences dEle e meus. Entre os meus pertences, haviam alguns que pertenciam a um antigo amor e pensei que eu deveria urgente me desfazer, pois agora eu era apenas dEle. E quando ia entregar o móvel a elas, percebi, mais uma vez, que estava sendo enganada. Aquilo me pertencia. Estavam querendo me roubar. Eu as empurrei para fora da casa e tranquei a porta. Agora éramos apenas nós dois. Ele e eu. Meu tempo era todo dEle. Foi quando acordei.
Passei o dia inteiro derretida de amor por Ele. A cada vez que lembrava de Seus olhos cheios de amor por mim, me derretia de novo. “O meu amado é meu, e eu sou dele;” – Ct 2.16a
O Senhor deseja estar conosco. Fomos criados para a comunhão com Ele. Ele está à nossa disposição. À nossa espera. Em nenhum momento eu O vi correndo para se organizar para ficar comigo. Era eu que estava lutando para ter tempo com Ele. Ele estava total e completamente à minha disposição. Me esperando. Me desejando.
Ele já forneceu a roupa necessária para estarmos com Ele. Não precisamos usar a roupa de outros. Não precisamos desejar ser como outros. Somos individuais e Ele nos ama individualmente. Cada um de nós tem um chamado e um ministério específico, formando, juntos, o Corpo de Cristo na terra.
Muitas vezes, também, queremos colocar uma touca no Senhor. Queremos moldá-Lo às nossas idéias, nossas modas, nossas percepções, nossas conveniências. Mas nada nem ninguém, pode limitá-Lo. Ele está acima de tudo e de todos e age como e quando deseja. É o Todo-Poderoso, o Soberano.
Que lancemos fora de nossas vidas, tudo aquilo que não pode mais ter o nosso coração, pois somos apenas dEle.
E que fechemos a porta para tudo o que nos tem impedido de desfrutar de um tempo com Ele. Um tempo de qualidade. A cada dia. Só Ele e nós, em total e completa intimidade. Somente assim, porta fechada, O conheceremos como Ele deseja ser conhecido e como nossa alma anseia em conhecê-Lo.
"Conheçamos e prossigamos firmemente adorando e conhecendo Yahweh, o Senhor. Tão certo como nasce o sol, sua vinda ocorrerá sobre todos nós como as boas chuvas que vivificam a terra nos tempos apropriados." - Os 6.3
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