Leitura do dia 13/10.
Na postagem anterior, vimos a cura de um leproso. O Senhor disse: "Eu quero".
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-81-4.html
Agora, continuando nossa viagem, a partir do versículo cinco do capítulo oito de Mateus. Até o versículo vinte e dois.
Jesus entra em Cafarnaum e um romano dirige-se a Ele, chamando-O de Senhor e pedindo ajuda. Era um centurião, preocupado com seu servo que havia ficado paralítico e estava em casa em grande sofrimento.
Jesus, com toda disposição, lhe informa: “Vou até lá para curá-lo”.
O centurião lhe responde, novamente chamando-O de Senhor, embora os romanos dominassem sobre Israel, que não era digno de tê-Lo sob seu teto.
E nos ensina três grandes lições. Humildade, autoridade e fé.
Pediu a Jesus que falasse apenas uma palavra e seu servo seria curado. Reconheceu Sua autoridade. Sabia que bastava apenas uma palavra dEle.
Como centurião, sabia o que era autoridade. Havia entre sessenta a cento e sessenta soldados sob suas ordens (uma centúria) e quando ele ordenava, obedeciam.
Jesus admirou-se e disse àqueles que estavam com Ele que não encontrara fé como aquela em Israel. Acrescentou que muitos viriam do Oriente e do Ocidente e se sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no Reino dos céus. Enquanto israelitas seriam lançados para fora por não crerem nEle. Não importa a que povo você pertence. Importa sim, em quem você crê.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Enquanto isso, o centurião aguardava. Jesus voltou-se a ele dizendo: “Volte para casa. Tal como você creu, assim acontecerá”. Na mesma hora que o Senhor falou, o servo daquele homem foi curado.
Sua palavra tem poder. Ela pode curar. Ela cura. Precisamos crer.
Pedro morava em Cafarnaum. Jesus entrou em sua casa e viu sua sogra de cama, com febre. Tomou-a pelas mãos e a febre a deixou. Imediatamente ela se levantou e foi serví-Lo.
Jesus não tinha como se esconder. Ao anoitecer, trouxeram a Ele muitos endemoninhados. Ele expulsava os demônios com uma palavra. E curava a todos os doentes que O procuravam.
Mateus nos lembra do que havia sido escrito pelo profeta Isaías, dizendo que essa palavra se cumpriu: “Levou sobre si nossas enfermidades e removeu nossas doenças”. – Isaías 53.4
Um mestre da lei se aproximou de Jesus e diferente de outros tantos que queriam armar alguma cilada, disse que O seguiria onde quer que fosse. O Senhor respondeu que não tinha onde reclinar a cabeça. Jesus deixa claro que para segui-Lo precisamos estar dispostos a tudo. Não saber aonde ir, onde dormir. Apenas segui-Lo.
Um discípulo lhe disse que antes de segui-Lo queria sepultar seu pai. Imagino que quis dizer que O seguiria após a morte de seu pai. Mas Jesus lhe ordenou que O seguisse e deixasse os mortos enterrarem seus próprios mortos. Parece uma palavra dura. Devemos, no entanto, analisar que nada pode nos impedir de seguir ao Senhor. Não é uma decisão para daqui a alguns anos, meses, semanas, dias ou horas. É uma decisão para agora.
Que aprendamos com o centurião romano a sermos humildes, a crer no poder e na autoridade do Senhor.
Que aprendamos com a sogra de Pedro a servi-Lo.
Que aprendamos com a multidão, a levar os necessitados até Ele.
E aprendamos com Ele que, embora não saibamos o que nos acontecerá nesta caminhada ao Seu lado, precisamos tomar hoje a decisão de segui-Lo. Sempre. Em cada circunstância. A cada dia.
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2019
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
A escolha dos Doze
Prosseguimos pelas páginas de Marcos. Capítulo 3, dos versículos 7 à 19.
O Senhor foi com Seus discípulos para o mar.
Uma grande multidão vinda da Galiléia O segue. Como não seguí-Lo?
Elas ouvem a respeito de tudo que ele está fazendo.
São muitas pessoas, vindas da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia e das regiões do outro lado do Jordão. Até dos arredores de Tiro e Sidom. Todos estão atrás dEle. Todos querem vê-Lo, tocá-Lo.
Por causa da multidão, Ele fala aos discípulos que deseja ficar em um barco pequeno, para evitar que o empurrem.
Nós estamos observando a cena. Ele curou a muitos. Claro que os que sofrem das mais diversas doenças ficam empurrando. Tentando chegar mais perto. Querem tocá-Lo.
Ah, e os espíritos imundos? Sempre que O veem prostram-se diante dEle e gritam Sua identidade. Até os demônios fazem propaganda dEle. Impossível não falar sobre quem Ele é. Mas Ele sempre manda que se calem.
Então, depois de ensinar e curar a muitos, chama alguns. Somente alguns. Os que Ele mesmo quis. Sobe a um monte. Nós vamos com eles. Escolhe doze, apenas doze, chama-os de apóstolos. Estarão sempre com Ele. Ele os ensinará separadamente, intimamente. Enviará para pregar. A mesma mensagem que tem pregado. Sem acréscimos. Sem decréscimos. Também dá a eles autoridade para expulsar demônios.
Depois, entra em uma casa, para se alimentarem. Não conseguem. A multidão foi atrás. Estão famintas. Precisam ouvir Seu ensino. Precisam receber Sua cura. Libertação.
Fiquemos aqui. O que podemos aprender?
A multidão que seguia o Senhor era enorme. Ele chama apenas doze. Os doze que estavam seguindo-O desde o começo. Irão multiplicar Seu ensino. Apenas doze. Ele gastará tempo com esses, estará junto deles para que aprendam e ensinem como Ele. Intimidade. É o que requer de nós.
Continue sua caminhada. Nos encontramos na segunda-feira.
O Senhor foi com Seus discípulos para o mar.
Uma grande multidão vinda da Galiléia O segue. Como não seguí-Lo?
Elas ouvem a respeito de tudo que ele está fazendo.
São muitas pessoas, vindas da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia e das regiões do outro lado do Jordão. Até dos arredores de Tiro e Sidom. Todos estão atrás dEle. Todos querem vê-Lo, tocá-Lo.
Por causa da multidão, Ele fala aos discípulos que deseja ficar em um barco pequeno, para evitar que o empurrem.
Nós estamos observando a cena. Ele curou a muitos. Claro que os que sofrem das mais diversas doenças ficam empurrando. Tentando chegar mais perto. Querem tocá-Lo.
Ah, e os espíritos imundos? Sempre que O veem prostram-se diante dEle e gritam Sua identidade. Até os demônios fazem propaganda dEle. Impossível não falar sobre quem Ele é. Mas Ele sempre manda que se calem.
Então, depois de ensinar e curar a muitos, chama alguns. Somente alguns. Os que Ele mesmo quis. Sobe a um monte. Nós vamos com eles. Escolhe doze, apenas doze, chama-os de apóstolos. Estarão sempre com Ele. Ele os ensinará separadamente, intimamente. Enviará para pregar. A mesma mensagem que tem pregado. Sem acréscimos. Sem decréscimos. Também dá a eles autoridade para expulsar demônios.
Depois, entra em uma casa, para se alimentarem. Não conseguem. A multidão foi atrás. Estão famintas. Precisam ouvir Seu ensino. Precisam receber Sua cura. Libertação.
Fiquemos aqui. O que podemos aprender?
A multidão que seguia o Senhor era enorme. Ele chama apenas doze. Os doze que estavam seguindo-O desde o começo. Irão multiplicar Seu ensino. Apenas doze. Ele gastará tempo com esses, estará junto deles para que aprendam e ensinem como Ele. Intimidade. É o que requer de nós.
Continue sua caminhada. Nos encontramos na segunda-feira.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
A autoridade de Jesus sobre demônios
Estamos no capítulo 1 de Marcos. Versículos de 21 a 29. Mateus não nos conta essa história.
Jesus, juntamente com Tiago, João, Simão e André vão até Cafarnaum. Nós os seguimos.
Assim que chega o sábado, Jesus vai à sinagoga. Para ensinar. Foi no começo do Seu ministério.
Seu ensino é cheio de autoridade. Todos estão admirados. Ele não ensina como os mestres da lei que sabem apenas as letras e não vivem o que ensinam. Ele é diferente. Todos conseguem perceber.
Quero ficar aqui, ouvindo Seus ensinos. Não são cansativos, são cheios de vida. Cheios de autoridade.
Enquanto Ele ensina, um homem, endemoninhado, entra na sinagoga. Ouvimos um grito. Levamos um susto. A atenção de todos se volta para ele.
Os demônios que estão de posse daquele homem gritam: “O que queres conosco, Jesus de Nazaré?” Eles conhecem o Senhor. Sabem que Ele veio destruir as obras do diabo. “Para isto, o filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo”. – 1 João 3.8b
Observamos atentamente a cena. O que Jesus fará? Responderá a pergunta daqueles demônios?
Não. Ele não quis conversa. Mandou que calassem a boca e saíssem do homem. Ele é misericordioso. Não vai ficar conversando com demônios enquanto o homem está ali, sendo possesso, sofrendo.
O espírito imundo sacude o homem violentamente e sai, gritando.
Estão todos admirados. Já não é mais um murmúrio. Todos perguntam uns aos outros que é aquilo, se era uma nova doutrina, um novo ensino. Que autoridade! Estão admirados porque até aos espíritos imundos Ele dá ordens e o mais incrível, eles lhe obedecem. Não ficaram batendo boca com Ele, simplesmente obedeceram. Deixaram o homem.
Vai começar. As notícias a Seu respeito se espalham como fogo em capim, por toda a região da Galiléia. Como não espalhar?
Nunca viram alguém com tanta autoridade para ensinar e expulsar demônios.
Naquela época, como em todas as épocas, existiam algumas “simpatias” ou sacrifícios para aplacar a ira de demônios, mas ordenar que eles saíssem e eles saírem? Ah, isso é novidade.
Fiquemos aqui. Pense na misericórdia do Senhor. Em Seus ensinos. Em Sua autoridade. Precisamos agradecê-Lo. Adorá-Lo.
Depois, continue sua jornada. Nos encontramos na quarta-feira.
Até lá.
Jesus, juntamente com Tiago, João, Simão e André vão até Cafarnaum. Nós os seguimos.
Assim que chega o sábado, Jesus vai à sinagoga. Para ensinar. Foi no começo do Seu ministério.
Seu ensino é cheio de autoridade. Todos estão admirados. Ele não ensina como os mestres da lei que sabem apenas as letras e não vivem o que ensinam. Ele é diferente. Todos conseguem perceber.
Quero ficar aqui, ouvindo Seus ensinos. Não são cansativos, são cheios de vida. Cheios de autoridade.
Enquanto Ele ensina, um homem, endemoninhado, entra na sinagoga. Ouvimos um grito. Levamos um susto. A atenção de todos se volta para ele.
Os demônios que estão de posse daquele homem gritam: “O que queres conosco, Jesus de Nazaré?” Eles conhecem o Senhor. Sabem que Ele veio destruir as obras do diabo. “Para isto, o filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo”. – 1 João 3.8b
Observamos atentamente a cena. O que Jesus fará? Responderá a pergunta daqueles demônios?
Não. Ele não quis conversa. Mandou que calassem a boca e saíssem do homem. Ele é misericordioso. Não vai ficar conversando com demônios enquanto o homem está ali, sendo possesso, sofrendo.
O espírito imundo sacude o homem violentamente e sai, gritando.
Estão todos admirados. Já não é mais um murmúrio. Todos perguntam uns aos outros que é aquilo, se era uma nova doutrina, um novo ensino. Que autoridade! Estão admirados porque até aos espíritos imundos Ele dá ordens e o mais incrível, eles lhe obedecem. Não ficaram batendo boca com Ele, simplesmente obedeceram. Deixaram o homem.
Vai começar. As notícias a Seu respeito se espalham como fogo em capim, por toda a região da Galiléia. Como não espalhar?
Nunca viram alguém com tanta autoridade para ensinar e expulsar demônios.
Naquela época, como em todas as épocas, existiam algumas “simpatias” ou sacrifícios para aplacar a ira de demônios, mas ordenar que eles saíssem e eles saírem? Ah, isso é novidade.
Fiquemos aqui. Pense na misericórdia do Senhor. Em Seus ensinos. Em Sua autoridade. Precisamos agradecê-Lo. Adorá-Lo.
Depois, continue sua jornada. Nos encontramos na quarta-feira.
Até lá.
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Amigos nos levam a Jesus
Ontem nos deparamos com a triste realidade de ver Jesus sendo “convidado a se retirar” do território de Gadara.
Agora vamos começar o capítulo 9 de Mateus.
Ele chega em sua cidade, muito provavelmente Cafarnaum, onde estava morando. Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico na maca. Quando Jesus viu a fé que tinham, teve que reagir.
Quero observar essa cena. Um homem paralítico. Em outros Evangelhos, é contado que seus amigos, por não conseguirem chegar próximo a Jesus, o levaram até o telhado, abriram o telhado e desceram a maca à frente de Jesus.
Consegue imaginar a força que aqueles homens empregaram para auxiliar um amigo? Um homem deitado, que não podia se mexer. Uma maca. Um telhado. Primeiro o levaram até lá e depois tiveram que retirar o telhado, que não era feito de telhas. Muita disposição! Jesus olhou para eles e viu a fé que tinham. Então, disse ao paralítico: “Tenha bom ânimo, filho, os seus pecados estão perdoados”.
Já ouvi algumas vezes que Jesus “era da paz, só falava em paz” e coisas do gênero. Mas a verdade é que Jesus é a verdade. Muitas vezes Ele chocava Seus ouvintes. E realmente queria chocar. Verdades geralmente são chocantes. Precisam ser.
Alguns mestres da lei que estavam ali presenciando a cena, não ficaram admirados com a fé daqueles homens. Não. Ficaram indignados com Jesus, acusando-O em seu íntimo. De blasfêmia.
Jesus conhecia seus pensamentos. Ah, é fantástico! Ele pergunta aos mestres da lei: “Por que vocês pensam maldosamente em seu coração?” E prossegue, “mas para que vocês saibam que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados”, Ele disse ao paralítico: “Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”.
Fico imaginando as pessoas boquiabertas acompanhando aquele diálogo. Jesus falou que os pecados do homem estavam perdoados porque queria que os mestres da lei soubessem que Ele tem autoridade na terra para perdoar pecados. Podia simplesmente ter dito ao paralítico para levantar-se. Mas queria ir além. Queria revelar algo. E o fez.
E aquele homem, tenho vontade de rir, “levantou-se e foi”. Satisfeito. Feliz da vida. Perdoado e curado. Completamente restabelecido. Um homem que não podia sair da cama, agora coloca-a nas costas e sai andando. Uau! É demais para mim. Tenho que me juntar à multidão que se encontrava ali. Eles ficaram cheios de temor e glorificavam a Deus, que dera tal autoridade aos homens.
Vamos parar aqui um pouco e pensar na atitude de todos os envolvidos nessa cena? O paralítico. Seus amigos. Jesus. Os mestres da lei. A multidão. Temos muito a aprender com cada um.
Amanhã prosseguimos nossa viagem.
Agora vamos começar o capítulo 9 de Mateus.
Ele chega em sua cidade, muito provavelmente Cafarnaum, onde estava morando. Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico na maca. Quando Jesus viu a fé que tinham, teve que reagir.
Quero observar essa cena. Um homem paralítico. Em outros Evangelhos, é contado que seus amigos, por não conseguirem chegar próximo a Jesus, o levaram até o telhado, abriram o telhado e desceram a maca à frente de Jesus.
Consegue imaginar a força que aqueles homens empregaram para auxiliar um amigo? Um homem deitado, que não podia se mexer. Uma maca. Um telhado. Primeiro o levaram até lá e depois tiveram que retirar o telhado, que não era feito de telhas. Muita disposição! Jesus olhou para eles e viu a fé que tinham. Então, disse ao paralítico: “Tenha bom ânimo, filho, os seus pecados estão perdoados”.
Já ouvi algumas vezes que Jesus “era da paz, só falava em paz” e coisas do gênero. Mas a verdade é que Jesus é a verdade. Muitas vezes Ele chocava Seus ouvintes. E realmente queria chocar. Verdades geralmente são chocantes. Precisam ser.
Alguns mestres da lei que estavam ali presenciando a cena, não ficaram admirados com a fé daqueles homens. Não. Ficaram indignados com Jesus, acusando-O em seu íntimo. De blasfêmia.
Jesus conhecia seus pensamentos. Ah, é fantástico! Ele pergunta aos mestres da lei: “Por que vocês pensam maldosamente em seu coração?” E prossegue, “mas para que vocês saibam que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados”, Ele disse ao paralítico: “Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”.
Fico imaginando as pessoas boquiabertas acompanhando aquele diálogo. Jesus falou que os pecados do homem estavam perdoados porque queria que os mestres da lei soubessem que Ele tem autoridade na terra para perdoar pecados. Podia simplesmente ter dito ao paralítico para levantar-se. Mas queria ir além. Queria revelar algo. E o fez.
E aquele homem, tenho vontade de rir, “levantou-se e foi”. Satisfeito. Feliz da vida. Perdoado e curado. Completamente restabelecido. Um homem que não podia sair da cama, agora coloca-a nas costas e sai andando. Uau! É demais para mim. Tenho que me juntar à multidão que se encontrava ali. Eles ficaram cheios de temor e glorificavam a Deus, que dera tal autoridade aos homens.
Vamos parar aqui um pouco e pensar na atitude de todos os envolvidos nessa cena? O paralítico. Seus amigos. Jesus. Os mestres da lei. A multidão. Temos muito a aprender com cada um.
Amanhã prosseguimos nossa viagem.
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
A autoridade de Jesus
Continuando nossa viagem por Mateus, vamos ao versículo 5 do capítulo 8.
Jesus entra em Cafarnaum e um romano dirige-se a Ele, chamando-O de Senhor e pedindo ajuda. Era um centurião, preocupado com seu servo que havia ficado paralítico e estava em casa em grande sofrimento.
Jesus, com toda disposição, lhe informa: “Eu irei curá-lo”.
O centurião lhe responde, novamente O chamando de Senhor, embora os romanos dominassem sobre Israel, que não era digno de tê-Lo sob seu teto.
E nos ensina duas grandes lições. Autoridade e fé. Pediu a Jesus que falasse apenas uma palavra e seu servo seria curado. Reconheceu Sua autoridade. Sabia que bastava apenas uma palavra dEle.
Como centurião, sabia o que era autoridade. Havia entre 60 a 160 soldados sob suas ordens (uma centúria) e quando ele ordenava, eles lhe obedeciam.
Jesus admirou-se e disse àqueles que estavam com Ele que não encontrara fé como aquela em Israel. E acrescentou que muitos viriam do Oriente e do Ocidente e se sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no Reino dos céus. Enquanto israelitas seriam lançados para fora por não crerem nEle. Não importa a que povo você pertence. Importa sim, em quem você crê.
Enquanto isso, o centurião aguardava. Jesus voltou-se a ele dizendo: “Vá! Como você creu, assim acontecerá!” E na mesma hora em que o Senhor falou, o servo daquele homem foi curado.
Sua palavra tem poder. Ela pode curar. Ela cura. Precisamos crer.
Pedro morava em Cafarnaum. Jesus entrou em sua casa e viu que a sogra daquele estava de cama, com febre. Ele a tomou pelas mãos e a febre a deixou. Imediatamente aquela mulher se levantou e foi serví-Lo.
Jesus não tinha como se esconder. Ao anoitecer, trouxeram a Ele muitos endemoninhados. Ele expulsava os demônios com uma palavra. E curava a todos os doentes que O procuravam.
Mateus nos lembra do que havia sido escrito pelo profeta Isaías, dizendo que essa palavra se cumpriu: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”. – Isaías 53.4
Então um mestre da lei se aproximou de Jesus e diferente de outros tantos que queriam armar alguma cilada para Ele, disse que O seguiria onde quer que fosse. O Senhor respondeu que não tinha onde reclinar a cabeça. Jesus deixa claro que para seguí-Lo precisamos estar dispostos a tudo. Não saber aonde ir, onde dormir. Apenas seguí-Lo.
Um discípulo lhe disse que antes de seguí-Lo queria sepultar seu pai. Imagino que quis dizer que O seguiria após a morte de seu pai. Mas Jesus lhe ordenou que O seguisse e deixasse os mortos enterrarem seus próprios mortos. Parece uma palavra dura. Devemos, no entanto, analisar que nada pode nos impedir de seguir ao Senhor. Não é uma decisão para daqui a alguns anos, meses, semanas, dias ou horas. É uma decisão para agora.
Vamos parar nossa viagem aqui. Amanhã continuamos.
Aprendamos com o centurião romano a crer no poder e na autoridade do Senhor.
Aprendamos com a sogra de Pedro a serví-Lo.
Aprendamos com a multidão a levar os necessitados até Ele.
E aprendamos com Ele que, embora não saibamos o que nos acontecerá nesta caminhada ao Seu lado, precisamos tomar hoje a decisão de seguí-Lo. Sempre. Em cada circunstância. A cada dia.
Jesus entra em Cafarnaum e um romano dirige-se a Ele, chamando-O de Senhor e pedindo ajuda. Era um centurião, preocupado com seu servo que havia ficado paralítico e estava em casa em grande sofrimento.
Jesus, com toda disposição, lhe informa: “Eu irei curá-lo”.
O centurião lhe responde, novamente O chamando de Senhor, embora os romanos dominassem sobre Israel, que não era digno de tê-Lo sob seu teto.
E nos ensina duas grandes lições. Autoridade e fé. Pediu a Jesus que falasse apenas uma palavra e seu servo seria curado. Reconheceu Sua autoridade. Sabia que bastava apenas uma palavra dEle.
Como centurião, sabia o que era autoridade. Havia entre 60 a 160 soldados sob suas ordens (uma centúria) e quando ele ordenava, eles lhe obedeciam.
Jesus admirou-se e disse àqueles que estavam com Ele que não encontrara fé como aquela em Israel. E acrescentou que muitos viriam do Oriente e do Ocidente e se sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no Reino dos céus. Enquanto israelitas seriam lançados para fora por não crerem nEle. Não importa a que povo você pertence. Importa sim, em quem você crê.
Enquanto isso, o centurião aguardava. Jesus voltou-se a ele dizendo: “Vá! Como você creu, assim acontecerá!” E na mesma hora em que o Senhor falou, o servo daquele homem foi curado.
Sua palavra tem poder. Ela pode curar. Ela cura. Precisamos crer.
Pedro morava em Cafarnaum. Jesus entrou em sua casa e viu que a sogra daquele estava de cama, com febre. Ele a tomou pelas mãos e a febre a deixou. Imediatamente aquela mulher se levantou e foi serví-Lo.
Jesus não tinha como se esconder. Ao anoitecer, trouxeram a Ele muitos endemoninhados. Ele expulsava os demônios com uma palavra. E curava a todos os doentes que O procuravam.
Mateus nos lembra do que havia sido escrito pelo profeta Isaías, dizendo que essa palavra se cumpriu: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”. – Isaías 53.4
Então um mestre da lei se aproximou de Jesus e diferente de outros tantos que queriam armar alguma cilada para Ele, disse que O seguiria onde quer que fosse. O Senhor respondeu que não tinha onde reclinar a cabeça. Jesus deixa claro que para seguí-Lo precisamos estar dispostos a tudo. Não saber aonde ir, onde dormir. Apenas seguí-Lo.
Um discípulo lhe disse que antes de seguí-Lo queria sepultar seu pai. Imagino que quis dizer que O seguiria após a morte de seu pai. Mas Jesus lhe ordenou que O seguisse e deixasse os mortos enterrarem seus próprios mortos. Parece uma palavra dura. Devemos, no entanto, analisar que nada pode nos impedir de seguir ao Senhor. Não é uma decisão para daqui a alguns anos, meses, semanas, dias ou horas. É uma decisão para agora.
Vamos parar nossa viagem aqui. Amanhã continuamos.
Aprendamos com o centurião romano a crer no poder e na autoridade do Senhor.
Aprendamos com a sogra de Pedro a serví-Lo.
Aprendamos com a multidão a levar os necessitados até Ele.
E aprendamos com Ele que, embora não saibamos o que nos acontecerá nesta caminhada ao Seu lado, precisamos tomar hoje a decisão de seguí-Lo. Sempre. Em cada circunstância. A cada dia.
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sábado, 11 de novembro de 2017
Qual é o nosso alicerce?
Ontem demos uma pausa em alguns poucos versículos que nos impelem a sondar nossos corações.
Agora prosseguimos nossa viagem através do capítulo 7 de Mateus. Jesus continua Seus preciosos ensinos.
Não devemos julgar, para não sermos julgados. Não temos as informações necessárias para tal. Só o Senhor pode ser um juiz justo. Ele sabe todas as variáveis, todas as circunstâncias, tudo que está envolvido nas situações. Conhece os corações e não apenas as aparências.
Quando nos colocamos no lugar de juízes estamos piores dos que os que supostamente julgamos. Não somos juízes. Há uma viga em nossos olhos enquanto que no outro, apenas um cisco.
Devemos tomar cuidado também com o que ofertamos às pessoas. Não ofereçamos “pérolas aos porcos”. Não há nenhum proveito nisso.
O Senhor Jesus nos incentiva a orar, a pedir, a bater. Persistência na oração. E nos compara com o Pai. Sabemos dar bons presentes aos nossos filhos, quanto mais Ele! Se você é pai ou mãe, sabe que desejamos o melhor para nossos filhos e estamos sempre procurando lhes dar presentes. Nosso Pai nos ama muito mais. É um amor impossível de ser medido.
E mais, tudo aquilo que queremos que as pessoas nos façam, devemos fazer a elas, independente de termos ou não retorno.
Novamente o Senhor mostra que nosso padrão deve ser diferente do “normal”. Devemos ir além, demonstrando o caráter dAquele a quem servimos. A porta que conduz à vida é estreita e não são muitos que a encontram. Agir com as atitudes corretas demanda esforço.
Ele também nos adverte a tomar cuidado com os falsos profetas, vestidos em pele de cordeiro, sendo na verdade, lobos vorazes. Como reconhecê-los? Pelos frutos. Uma árvore ruim não pode dar frutos bons. Que nossos olhos estejam abertos. Nem todos aqueles que O chamam de Senhor entrarão no Reino dos céus. Por quê? Porque muitos O servem da “boca para fora”, apenas na aparência. Seus corações estão longe de amar ao Senhor. Não fazem a vontade do Pai.
Ah, e como amo essa parte em que Ele fala do prudente e do insensato. Ambos construíram suas casas. Um sobre a rocha, outro sobre a areia. A chuva caiu sobre ambas, os rios transbordaram ao redor de ambas, os ventos sopraram e deram contra ambas. Apenas a que estava firmada na rocha ficou em pé.
Essa casa é como o homem que ouve as palavras do Senhor e as pratica. Não estamos livres das lutas, das dificuldades, dos ventos e das tempestades. Com toda certeza teremos essas experiências. Se praticarmos o que temos ouvido do Senhor, nossa casa não cairá. Mas se não praticarmos Suas palavras, seremos como o insensato. Nossa casa caíra por não estar bem alicerçada e a queda será grande.
Temos praticado Suas palavras? Ou apenas temos ouvido como se fosse um ensino qualquer?
Nossa atitude definirá o que acontecerá com nossas vidas. Continuaremos firmes ou sucumbiremos? Nossa casa está firmada na rocha ou solta na areia? Somos praticantes ou apenas ouvintes da Palavra?
Assim acaba o discurso de Jesus, iniciado no capítulo 5, conhecido como “O Sermão do Monte”.
As multidões estavam completamente maravilhadas. Ele ensinava com autoridade e não como os mestres da lei que não tinham vida condizente com seus ensinos, além de oprimirem o povo com tradições de homens.
Muito o que pensar nesse dia também.
Amanhã passaremos ao capítulo 8 de Mateus. Até la.
Agora prosseguimos nossa viagem através do capítulo 7 de Mateus. Jesus continua Seus preciosos ensinos.
Não devemos julgar, para não sermos julgados. Não temos as informações necessárias para tal. Só o Senhor pode ser um juiz justo. Ele sabe todas as variáveis, todas as circunstâncias, tudo que está envolvido nas situações. Conhece os corações e não apenas as aparências.
Quando nos colocamos no lugar de juízes estamos piores dos que os que supostamente julgamos. Não somos juízes. Há uma viga em nossos olhos enquanto que no outro, apenas um cisco.
Devemos tomar cuidado também com o que ofertamos às pessoas. Não ofereçamos “pérolas aos porcos”. Não há nenhum proveito nisso.
O Senhor Jesus nos incentiva a orar, a pedir, a bater. Persistência na oração. E nos compara com o Pai. Sabemos dar bons presentes aos nossos filhos, quanto mais Ele! Se você é pai ou mãe, sabe que desejamos o melhor para nossos filhos e estamos sempre procurando lhes dar presentes. Nosso Pai nos ama muito mais. É um amor impossível de ser medido.
E mais, tudo aquilo que queremos que as pessoas nos façam, devemos fazer a elas, independente de termos ou não retorno.
Novamente o Senhor mostra que nosso padrão deve ser diferente do “normal”. Devemos ir além, demonstrando o caráter dAquele a quem servimos. A porta que conduz à vida é estreita e não são muitos que a encontram. Agir com as atitudes corretas demanda esforço.
Ele também nos adverte a tomar cuidado com os falsos profetas, vestidos em pele de cordeiro, sendo na verdade, lobos vorazes. Como reconhecê-los? Pelos frutos. Uma árvore ruim não pode dar frutos bons. Que nossos olhos estejam abertos. Nem todos aqueles que O chamam de Senhor entrarão no Reino dos céus. Por quê? Porque muitos O servem da “boca para fora”, apenas na aparência. Seus corações estão longe de amar ao Senhor. Não fazem a vontade do Pai.
Ah, e como amo essa parte em que Ele fala do prudente e do insensato. Ambos construíram suas casas. Um sobre a rocha, outro sobre a areia. A chuva caiu sobre ambas, os rios transbordaram ao redor de ambas, os ventos sopraram e deram contra ambas. Apenas a que estava firmada na rocha ficou em pé.
Essa casa é como o homem que ouve as palavras do Senhor e as pratica. Não estamos livres das lutas, das dificuldades, dos ventos e das tempestades. Com toda certeza teremos essas experiências. Se praticarmos o que temos ouvido do Senhor, nossa casa não cairá. Mas se não praticarmos Suas palavras, seremos como o insensato. Nossa casa caíra por não estar bem alicerçada e a queda será grande.
Temos praticado Suas palavras? Ou apenas temos ouvido como se fosse um ensino qualquer?
Nossa atitude definirá o que acontecerá com nossas vidas. Continuaremos firmes ou sucumbiremos? Nossa casa está firmada na rocha ou solta na areia? Somos praticantes ou apenas ouvintes da Palavra?
Assim acaba o discurso de Jesus, iniciado no capítulo 5, conhecido como “O Sermão do Monte”.
As multidões estavam completamente maravilhadas. Ele ensinava com autoridade e não como os mestres da lei que não tinham vida condizente com seus ensinos, além de oprimirem o povo com tradições de homens.
Muito o que pensar nesse dia também.
Amanhã passaremos ao capítulo 8 de Mateus. Até la.
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pedir,
pérolas aos porcos,
porta estreita,
prudente
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Neemias, um homem de autoridade
Vamos continuar caminhando pelas páginas de Neemias?
Espero que tenhamos aprendido com ele até aqui.
Se você ainda não leu “Neemias um homem de oração” e “Neemias um homem de organização”, seria interessante ler. Estamos agora no capítulo cinco desse maravilhoso livro.
A Bíblia nos conta que o povo começou a reclamar a falta de dinheiro para se alimentar e o fato de terem suas terras e seus filhos vendidos por não terem conseguido honrar seus empréstimos. Uma situação terrível. Haviam pego dinheiro com juros de seus próprios compatriotas!
Quando Neemias ouviu, ficou furioso! A ira de Deus veio sobre ele.
É muito importante aprendermos aqui. Ficou furioso, mas não agiu. Primeiro fez uma avaliação de tudo. Só então, avaliação feita, questão analisada e comprovada, repreendeu os nobres e os oficiais. Ficou indignado por estarem cobrando juros de seus compatriotas, o que era proibido. E fez uma reunião contra eles.
Era inadmissível que estivessem vendendo seus compatriotas quando os do exílio compraram aqueles que haviam sido vendidos como escravos aos outros povos. Os nobres e oficiais ficaram calados, não havia o que responder diante de tão grande absurdo. Neemias continuou mostrando o grande erro que estavam cometendo. E os exortou a andar no temor do Senhor. Todos os povos deviam olhar para eles e ver uma cultura diferente, um bom exemplo a ser seguido. O próprio Neemias e seus irmãos estavam emprestando do seu dinheiro ao povo, sem a cobrança de juros.
Ele os convocou a acabar com a cobrança, devolver imediatamente o que havia sido tomado, terras, vinhas, oliveiras e casas. Os nobres e oficiais responderam que obedeceriam ao pedido de Neemias.
Neemias os fez jurar solenemente que cumpririam a promessa feita. Que autoridade tinha esse homem! Um homem que ao se irar, não se deixava dominar pela ira, mas examinava a situação, julgava o correto e apontava a solução.
Leia você mesmo: “Também sacudi a dobra do meu manto e disse: Deus assim sacuda de sua casa e de seus bens todo aquele que não mantiver a sua promessa. Tal homem seja sacudido e esvaziado! Toda a assembleia disse: “Amém!”, e louvou o Senhor. E o povo cumpriu o que prometeu.” - Neemias 5.13
Diante de palavras tão duras, louvaram ao Senhor. Era evidente a autoridade de Deus na vida de Neemias.
Neemias também era um homem de exemplo, por isso podemos olhar para ele e vermos o Senhor em sua vida. Durante os doze anos em que foi governador, não comeu a comida que lhe era destinada pois o povo já estava sendo muito oprimido. E ele mesmo alimentava cento e cinquenta homens, além daqueles das nações vizinhas que iam visitá-los. Sem contar, como já vimos anteriormente, sua dedicação pessoal à reconstrução do muro.
Sua oração era que o Senhor se lembrasse dele, por tudo que fez pelo povo.
Ainda há muito o que falar e aprender com esse homem. Mas gostaria de parar aqui e mais tarde retomarmos no capítulo seis.
Neemias, um homem que sabia transformar sua ira em ação corretiva, com resultados, pois analisava toda a situação que lhe era apresentada. Não agia por impulso e sim embasado na Palavra de Deus. Um homem que não usava sua autoridade para oprimir e sim para abençoar. Um homem que se preocupava com a situação do povo e não apenas dos nobres e oficiais. Um homem que não temia confrontar os erros dos grandes. Que alimentava e não extorquia. Que trabalhava lado a lado com o povo. E um homem que continuava em oração diante de seu Deus.
Espero que tenhamos aprendido com ele até aqui.
Se você ainda não leu “Neemias um homem de oração” e “Neemias um homem de organização”, seria interessante ler. Estamos agora no capítulo cinco desse maravilhoso livro.
A Bíblia nos conta que o povo começou a reclamar a falta de dinheiro para se alimentar e o fato de terem suas terras e seus filhos vendidos por não terem conseguido honrar seus empréstimos. Uma situação terrível. Haviam pego dinheiro com juros de seus próprios compatriotas!
Quando Neemias ouviu, ficou furioso! A ira de Deus veio sobre ele.
É muito importante aprendermos aqui. Ficou furioso, mas não agiu. Primeiro fez uma avaliação de tudo. Só então, avaliação feita, questão analisada e comprovada, repreendeu os nobres e os oficiais. Ficou indignado por estarem cobrando juros de seus compatriotas, o que era proibido. E fez uma reunião contra eles.
Era inadmissível que estivessem vendendo seus compatriotas quando os do exílio compraram aqueles que haviam sido vendidos como escravos aos outros povos. Os nobres e oficiais ficaram calados, não havia o que responder diante de tão grande absurdo. Neemias continuou mostrando o grande erro que estavam cometendo. E os exortou a andar no temor do Senhor. Todos os povos deviam olhar para eles e ver uma cultura diferente, um bom exemplo a ser seguido. O próprio Neemias e seus irmãos estavam emprestando do seu dinheiro ao povo, sem a cobrança de juros.
Ele os convocou a acabar com a cobrança, devolver imediatamente o que havia sido tomado, terras, vinhas, oliveiras e casas. Os nobres e oficiais responderam que obedeceriam ao pedido de Neemias.
Neemias os fez jurar solenemente que cumpririam a promessa feita. Que autoridade tinha esse homem! Um homem que ao se irar, não se deixava dominar pela ira, mas examinava a situação, julgava o correto e apontava a solução.
Leia você mesmo: “Também sacudi a dobra do meu manto e disse: Deus assim sacuda de sua casa e de seus bens todo aquele que não mantiver a sua promessa. Tal homem seja sacudido e esvaziado! Toda a assembleia disse: “Amém!”, e louvou o Senhor. E o povo cumpriu o que prometeu.” - Neemias 5.13
Diante de palavras tão duras, louvaram ao Senhor. Era evidente a autoridade de Deus na vida de Neemias.
Neemias também era um homem de exemplo, por isso podemos olhar para ele e vermos o Senhor em sua vida. Durante os doze anos em que foi governador, não comeu a comida que lhe era destinada pois o povo já estava sendo muito oprimido. E ele mesmo alimentava cento e cinquenta homens, além daqueles das nações vizinhas que iam visitá-los. Sem contar, como já vimos anteriormente, sua dedicação pessoal à reconstrução do muro.
Sua oração era que o Senhor se lembrasse dele, por tudo que fez pelo povo.
Ainda há muito o que falar e aprender com esse homem. Mas gostaria de parar aqui e mais tarde retomarmos no capítulo seis.
Neemias, um homem que sabia transformar sua ira em ação corretiva, com resultados, pois analisava toda a situação que lhe era apresentada. Não agia por impulso e sim embasado na Palavra de Deus. Um homem que não usava sua autoridade para oprimir e sim para abençoar. Um homem que se preocupava com a situação do povo e não apenas dos nobres e oficiais. Um homem que não temia confrontar os erros dos grandes. Que alimentava e não extorquia. Que trabalhava lado a lado com o povo. E um homem que continuava em oração diante de seu Deus.
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