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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Tiago 1.1-5.20

Leitura do dia 19/12.

Continuamos nossa caminhada através das páginas das Escrituras.

Na postagem anterior terminamos a Carta aos Hebreus. Vimos que o sacrifício de Jesus foi definitivo. O apelo do escritor à perseverança.

Também vimos grandes exemplos de fé. E o ensino maravilhoso de que a disciplina de Deus comprova Seu amor para conosco. Fomos chamados a ouvir a Deus. E recebemos várias instruções práticas. http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/hebreus-101-1325.html

Hoje caminharemos através das páginas do livro de Tiago.

De acordo com a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, Nova Versão Transformadora, Publicações Pão Diário (citada com permissão), três pessoas chamadas Tiago são mencionadas no Novo Testamento. Uma delas é Tiago, irmão do Senhor, que não acreditou em Jesus até depois de Sua ressurreição (João 7.2-9). Foi pastor em Jerusalém (Atos 15.13-21). Josefo nos diz que foi apedrejado até à morte, cerca de 62 d.C., sob a acusação de abandonar a lei judaica. É considerado o autor desta carta que foi escrita aos judeus cristãos dispersos. A principal característica de estilo é a brusquidão. Ele é eloquente, severo e sincero. Tem um tom judaico distinto.

Sem dúvida foi escrita de Jerusalém. A data é muito contestada. Uns dizem que foi 40 d.C. Uns 50 d.C. Outros ainda dizem 61 ou 62 d.C., pouco antes do martírio de Tiago. É seguro dizer que esta carta foi um dos primeiros livros do Novo Testamento.

Tiago consegue enxergar Jesus como Seu Senhor. Inicia sua carta dizendo que é escravo de Deus e do Senhor Jesus Cristo.

Ensina que devemos ter como motivo de grande alegria passar por qualquer tipo de provação. Quando nossa fé é provada, a perseverança tem a oportunidade de crescer. E é necessário que a perseverança cresça para que sejamos maduros e completos.

Se alguém precisar de sabedoria deve pedir a Deus. Ele é generoso e nos dará. Sem repreender ninguém por pedir.

Mas, quando pedir, devemos pedir com fé. Quem duvida é como a onda do mar, empurrada de um lado para o outro pelo vento. Tal pessoa tem a mente dividida. É instável em tudo o que faz. Não receberá nada do Senhor.

Tiago nos diz que é feliz quem suporta com paciência as provações e tentações. Receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que O amam.

Não somos tentados por Deus, jamais. Somos tentados pelos nossos desejos, que nos seduzem a nos arrastam. Eles dão à luz o pecado. E, quando o pecado se desenvolve plenamente, gera a morte. Sempre. Não há nenhum outro tipo de colheita. Sempre é a morte.

Tudo que é bom e perfeito vem do alto, do Pai que criou as luzes. NEle não há nenhuma variação. Não há sequer alguma sombra de mudança. E Ele, por Sua vontade, nos gerou por meio de Sua palavra verdadeira.

Tiago pede que entendamos que devemos estar sempre prontos para ouvir. Que não tenhamos pressa para falar, nem para se irar. A ira humana não produz a justiça divina. Ela não é totalmente justa. Só vê um lado. Que removamos toda impureza e maldade de nossas vidas. Que aceitemos humildemente a palavra que nos foi implantada no coração. Ela tem poder para nos salvar.

Prestou atenção neste versículo? A palavra foi implantada em nosso coração. Agora, como um implante, faz parte de nós. Não podemos apenas ouvi-la. Precisamos praticá-la. Se não a praticarmos estaremos nos enganando. Seremos como alguém que se olha no espelho e logo esquece sua aparência. Se observarmos atentamente a lei perfeita que nos liberta, perseverarmos nela e a colocarmos em prática, sem esquecer o que ouvimos, seremos felizes em tudo que fizermos.

Se algum de nós afirma ser religioso e não controla sua língua, está se enganando. Sua religião não tem nenhum valor.

A religião pura e verdadeira aos olhos de Deus, o Pai, é cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.

Qual “religião” temos praticado?

Tiago não entende como alguém pode dizer que tem fé no Senhor Jesus e mostra favorecimento a algumas pessoas. Se discriminarmos alguém, estamos agindo como juízes, guiados por motivos perversos.

Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé. Não podemos desprezá-los. Não foi o que aprendemos com o Senhor.

Fazemos o bem se obedecermos à lei do reino e amarmos nosso próximo como a nós mesmos. Mas, se mostrarmos favorecimento a algumas pessoas, estamos pecando e transgredindo a lei. Devemos nos lembrar que seremos julgados por tudo que fizermos e dissermos, pela lei que nos liberta. Não haverá misericórdia para quem não mostra misericórdia, somente para os que forem misericordiosos.

A fé, se não produzir ação, está morta, é inútil. Até os demônios creem em Deus. E estremecem.

Abraão foi declarado justo quando ofereceu Isaque. Suas ações tornaram sua fé completa. Assim como um corpo está morto sem fôlego de vida, a fé sem obras está morta.

Se deseja ser mestre, cuidado, pense bem. Os mestres serão julgados com mais rigor. Afinal, devem praticar o que ensinam.

Tiago nos fala que a língua é pequena, mas faz discursos grandiosos. É uma chama de fogo. Corrompe todo o corpo. Ateia fogo a uma vida inteira. Se pudéssemos controlá-la seríamos perfeitos, capazes de nos controlar em todos os sentidos.

Se nos consideramos sábios e inteligentes, demostramos vivendo honradamente. Realizando boas obras com a humildade que vem da sabedoria. Vou repetir: a sabedoria é acompanhada de humildade. Nenhum sábio tem “nariz empinado”.

Se em nossos corações há inveja amarga e ambição egoísta, a sabedoria que temos é terrena, mundana e demoníaca. Onde há inveja e ambição egoísta, também há confusão e todo tipo de males.

A sabedoria que vem do alto é pura, pacífica, sempre amável e disposta a ceder a outros. É cheia de misericórdia e é fruto de boas obras. Não mostra favoritismo. É sempre sincera.

Por essas características podemos descobrir se a sabedoria de alguém vem de Deus ou não.

Os pacificadores plantarão sementes de paz. Terão uma colheita de justiça. Paz e justiça sempre andam juntas. Não há paz com injustiça.

As discussões e brigas acontecem por causa dos prazeres que guerreiam dentro de nós, se não permitimos que Sua palavra, implantada em nós, nos transforme.

Ele nos alerta que não temos o que desejamos porque não pedimos. E quando pedimos, não recebemos porque nossos motivos estão errados. Estamos pedindo apenas o que nos dá prazer. Ah, a teoria da prosperidade não é assim? Queremos para nós apenas, não para repartir com quem não tem.

Tiago chama tais pessoas de adúlteras! Desejam o mundo e sua amizade. Assim, tornam-se inimigas de Deus. Ele se opõe aos orgulhosos. Mas dá graça aos humildes. Tão diferente do mundo! Tão diferente da falsa prosperidade que tem enganado a muitos!

Devemos nos submeter a Deus. Resistir ao diabo, e ele fugirá de nós. Se nos aproximarmos de Deus, Ele se aproximará de nós. Não consegue se esconder quando O procuramos, quando O desejamos. Não sabe brincar de "esconde-esconde". http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/esconde-esconde.html

Se temos andado em pecado, que lavemos as mãos e purifiquemos nossos corações. Que haja em nós lágrimas, lamentações e profundo pesar. Que haja choro em vez de riso e tristeza em vez de alegria. Que haja arrependimento. Que nos humilhemos diante do Senhor. Assim, Ele nos exaltará.

Que não falemos mal uns dos outros. Não temos esse direito. Somente o Senhor é juiz. Ele tem poder para salvar ou destruir.

Sempre que planejarmos qualquer coisa, precisamos contar com Sua. Se Ele quiser, faremos tal coisa. Não devemos nos orgulhar de nossos planos. Não podemos ser pretensiosos. Toda presunção desta forma é maligna. Uma presunção que não depende de Deus. Que faz tudo baseado em seus próprios talentos e força. Maligna.

Os que são ricos e contam com suas riquezas devem chorar e se lamentar. Seu ouro e prata serão corroídos. Se têm retido o salário dos trabalhadores de modo fraudulento, o Senhor os julgará. O clamor dos trabalhadores tem chegado a Seus ouvidos.

Que todos sejamos pacientes enquanto aguardamos Sua volta. Como os que plantam uma semente e esperam até o dia da colheita, trabalhando e aguardando com paciência. Sua vinda está próxima. E, se estava próxima na época de Tiago, quanto mais está agora!

Que não nos queixemos uns dos outros. O Juiz está chegando!

Que tomemos como exemplo a paciência dos profetas que falaram em nome do Senhor. Muitos não viram suas profecias se cumprirem, o que aconteceu somente após suas mortes.

Quer considerar alguém feliz? Considere os que permanecem firmes em meio à aflição. Esses são felizes, de fato. Como Jó, que no final viu a bondade, compaixão e misericórdia do Senhor sobre sua vida.

Que nosso “sim” seja de fato sim e nosso “não” seja não. Não devemos jurar por nada, devemos ser pessoas que têm palavra. Cumpridoras do que afirmam.

Se há alguém passando por dificuldade, deve orar.

Se há alguém feliz, deve cantar.

Se há alguém doente, que chamem os presbíteros para que orem e unjam com óleo em nome do Senhor. Essa oração curará o enfermo. O Senhor restabelecerá sua saúde. Se cometeu algum pecado, será perdoado.

Que confessemos nossos pecados uns aos outros e oremos uns pelos outros para sermos curados. A oração de um justo tem grande poder. Produz grandes resultados.

Lembram de Elias? Não era nenhum super-herói. Era humano como nós. Orou insistentemente para que não chovesse e não choveu durante três anos e meio. Depois, orou outra vez, o céu enviou chuva e a terra produziu suas colheitas. http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/um-homem-corajoso-aparece-na-historia.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/09/ruido-de-chuva.html

Se algum de nós se desviar da verdade e for trazido de volta, quem o trouxer o salvará da morte e trará perdão para muitos pecados.

Que carta Tiago, irmão do nosso Senhor Jesus, escreveu! Quanta exortação! Quanto ensino a ser seguido.

Continuamos amanhã. Leremos a Primeira Carta do Apóstolo Pedro. Inteira. É bem curtinha.

Espero você. Até lá.

domingo, 10 de março de 2019

Juízes 20.1-48

Leitura do dia 10/03.

Na postagem anterior vimos, chocados, a terrível história da concubina do levita.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-191-30.html

Agora, continuamos através do capítulo vinte de Juízes.

Os israelitas se uniram como um só homem. Em Mispá. Quatrocentos mil guerreiros armados com espadas foram à reunião, considerada sagrada.

Meu coração melhora. Pelo menos estão indignados. E reuniram-se diante do Senhor.

Os israelitas perguntaram como um crime terrível desse pôde acontecer.

O levita, marido da mulher assassinada contou o que havia acontecido. Agora, queria que tomassem uma atitude. O que fariam diante de tal acontecimento?

Todos se levantaram ao mesmo tempo. Tomaram posição. Disseram que ninguém voltaria para casa. Nem um só homem. A décima parte dos homens de cada tribo ficaria responsável pela alimentação dos guerreiros e o restante se vingaria. Todos estavam de pleno acordo.

Antes de guerrearem, enviaram mensageiros pedindo que os homens perversos fossem entregues para execução. Assim, eliminariam esse mal de Israel.

Não quiseram ouvir. Reuniram-se em Gibeá para lutar contra os israelitas. Vinte e seis mil guerreiros se juntaram à tropa especial que vivia ali, composta por setecentos homens.

Entre os benjamitas, havia um grupo de setecentos canhotos. Cada um deles atirava pedra com a funda e pasme, acertava um fio de cabelo, com precisão.

Israel, sem Benjamim, possuía quatrocentos mil soldados hábeis no manejo da espada.

Antes da batalha foram a Betel. Perguntaram ao Senhor qual das tribos iria à frente. Claro que o Senhor respondeu que seria Judá. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-11-34.html

Na manhã seguinte, bem cedo foram atacar os homens de Benjamim. Mas os guerreiros que protegiam a cidade, mataram vinte e dois mil israelitas no campo de batalha.

Sem entender, foram novamente à presença do Senhor. Choraram até tarde. Perguntaram se deveriam continuar a luta contra seus irmãos benjamitas ou voltar para casa.

O Senhor respondeu que deveriam sair e lutar.

Então, animaram uns aos outros e mais uma vez assumiram suas posições. No mesmo lugar do dia anterior.

Ainda assim, dezoito mil israelitas, todos hábeis no uso da espada, morreram.

Novamente subiram a Betel. Choraram na presença do Senhor. Desta vez, além de chorarem, jejuaram. Ofereceram holocaustos e ofertas de paz. Também buscaram a direção do Senhor.
O Senhor disse que deveriam ir. No dia seguinte lhes entregaria os benjamitas.

Eles foram. Armaram uma emboscada. Pela terceira vez, no terceiro dia, tomaram novamente suas posições, nos mesmos lugares.

Os benjamitas foram atraídos para fora da cidade. Mataram aproximadamente trinta israelitas que morreram no campo. Na estrada que ia para Betel.

Os benjamitas gritaram que haviam derrotado novamente os israelitas. E os perseguiram.

Os israelitas deixaram-se ser perseguidos até estarem longe de Gibeá. Então, voltaram e assumiram suas posições. Os que estavam na emboscada, entraram em combate.

Dez mil soldados da tropa especial de Israel avançaram contra Gibeá. Mataram todos os seus habitantes.

A luta alcançou tal intensidade que Benjamim não percebeu a calamidade que estava vindo sobre eles.

O Senhor ajudou os israelitas na batalha. Vinte e cinco mil e cem guerreiros de Benjamim foram mortos. Todos hábeis no manejo da espada.

Quando os guerreiros de Benjamim olharam para trás, viram a fumaça subindo de Gibeá. Ficaram apavorados. Fugiram para o deserto. Ainda assim, não conseguiram escapar da batalha. Soldados israelitas saíram das cidades vizinhas e também os atacaram.

Naquele dia, dezoito mil dos guerreiros mais corajosos de Benjamim morreram na batalha. Depois, cinco mil, ao longo da estrada.

Os israelitas continuaram a perseguição e mataram mais dois mil homens. Ao todo, foram mortos vinte e cinco mil guerreiros valentes e hábeis de Benjamim. Que perda terrível! Não teria sido mais fácil entregar aqueles homens perversos?

Restaram apenas seiscentos guerreiros. Que fugiram para a rocha de Rimom. Viveram ali quatro meses.

Os israelitas voltaram e acabaram com tudo que estava pelo caminho. Cidades, pessoas e animais.

O capítulo vinte termina aqui.

Muitas vezes passamos por situações em que, obedecemos e não saímos vitoriosos. Precisamos perseverar como os israelitas fizeram. Clamar mais. Jejuar. Pedir a orientação do Senhor. E seguí-la. Até alcançarmos a vitória.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Eu e meu orgulho

 Continuamos através do capítulo 15 de Mateus.

Jesus retirou-se daquele lugar e foi para a região de Tiro e Sidom. Tiro ficava Fenícia, hoje Líbano.

Uma mulher daquele lugar veio a Jesus, desesperada, gritando: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está endemoninhada e está sofrendo muito”.

Observo essa cena com olhos arregalados. Aquela mulher não pertencia ao povo de Israel, é chamada no texto de “cananéia”. No entanto, sabia quem era Jesus. Dirigiu-se a Ele, clamando, chamando-O de Senhor e Filho de Davi.

Meus olhos quase saltam quando vejo o Senhor sequer se mexer. Ele não disse uma palavra. Olho atentamente. O que irá acontecer?

Os discípulos vão falar com Ele. Fico parada. Atenta. Quero ouvir. Eles pedem a Jesus que mande a mulher embora. Não estão aguentando o grito dela atrás deles. Minha boca fica seca. Não posso acreditar em uma cena dessas.

Uma mulher clamando misericórdia. Jesus sem responder. Os discípulos pedindo a Ele que a mande embora. Não que Ele atenda a mulher, mas que a mande embora! Meu coração está a ponto de sair pela boca. E partido. Não sei o que está acontecendo. Não entendo.

Jesus responde que foi enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel. O que Ele está fazendo então em uma região com tantos gentios? E os outros gentios que Ele atendeu? E Ele não é afinal, a luz para os gentios?

Nem sequer pisco. Aquela mulher vai sair furiosa dali, gritando horrores. Falando mal de Jesus.

Mas não. Ela O adora. De joelhos. E suplica: “Senhor, ajuda-me”!

Como ver uma cena dessas e não me desfazer em lágrimas? Ela clama desesperadamente pela filha, que jaz endemoninhada em casa. Encontra um Jesus que se cala e depois diz que foi enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel e ela se prostra diante dEle, adorando-O.

Que diferença para os mestres da lei, fariseus e saduceus, que só se aproximavam dEle para questionamentos ridículos.

Ela o adora. Fico pasma! Que mulher é essa?

Agora Jesus vai curar sua filha, penso. Não sei você, eu não consigo piscar. Meu coração bate na boca, prestes a saltar. Jesus começa a falar.

Ele responde que não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-los aos cachorrinhos. Meu estômago revira. Minha boca está aberta. Agora a mulher vai sair jogando poeira em cima de todos. Foi isso mesmo que ouvi? Jesus chamou a mulher de cachorrinho? Sei que os judeus costumavam chamar os gentios assim, mas esse é Jesus. Alguma coisa está errada.

Para meu total espanto, a mulher concorda com Ele. Concorda. Ela responde: “Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”.

Continuo chorando. Aquela mulher concordou que era um cachorrinho, que não pertencia ao povo de Israel, mas sabia que podia ficar com algo simples como uma migalha. Aquele era o Senhor, Filho de Davi, o Messias que devia vir ao mundo. Libertar sua filha de demônios era como uma migalha para Ele.

Meu coração acelera. Vejo algo no rosto de Jesus.

Ele responde: “Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja”.

Naquele mesmo instante, sua filha foi curada.

Ufa! Esse é o Jesus que eu conheço. Misericordioso. Acessível a todos.

Já vi muitas explicações sobre esse texto. A mulher precisava ser tratada de seu orgulho e tantas outras coisas. Mas acredito que esse texto foi escrito para mim. Talvez para você.

Jesus foi até aquela região, habitada por muitos gentios. Sempre curava a todos. Não ia deixar de curar.

Os discípulos não se apiedaram dela. Será que temos agido assim também? Não suportando gritos atrás de nós clamando por socorro, clamando por Jesus?

Jesus elogiou sua fé. Era isso que queria ver? Sua perseverança? Até onde ela iria para conseguir o que queria? Até onde iria pelo que amava?

Ele jamais iria até lá para não fazer nada. O único empecilho de milagres era a falta de fé, como aconteceu em Nazaré. Todos que se aproximaram dEle, com fé, receberam o que desejavam, precisavam.

Estou sentada no meio do caminho. Não consigo prosseguir agora. Preciso pensar. Sente-se comigo.

Quando os obstáculos vem, achamos que Ele não quer nos abençoar? Desistimos, virando as costas?

Em nenhum momento aquela mulher pensou nisso. Continuou a clamar e adorar, mesmo sendo, aparentemente, rejeitada por Jesus.

Temos sido perseverantes? Temos clamado até que ponto pelo que amamos?

Diante do não do Senhor, viro as costas emburrada ou me prostro aos Seus pés e O adoro? http://www.espalhandoasemente.com/2017/04/quando-deus-diz-nao.html

Diante de Seu silêncio, continuo adorando, esperando por Ele? Ou viro as costas para Aquele que sei ser o único que tem todas as respostas às minhas perguntas, abandonando-O no caminho?

Saio pisando duro quando Ele diz algo que não me agrada? Ou me ordena a fazer algo que não concordo? http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/naama-e-o-processo.html

Muito a pensar. Muito a aprender com a atitude dessa mulher.

Se fosse eu naquela situação, será que agiria da mesma forma? Ou gritaria impropérios para Ele, me sentindo injustiçada, deixando que o ódio e o ressentimento tomassem conta de mim? Será que eu me prostraria aos Seus pés e o adoraria? Ou cuspiria a Palavra como uma arma contra Ele, dizendo que aquilo não era justo?

Amanhã prosseguimos. Agora preciso sondar meu coração.

https://www.youtube.com/watch?v=80SJ8XHqKqM





sábado, 20 de maio de 2017

Neemias, um homem de organização

Vamos continuar olhando para Neemias e aprendendo com ele?

Se você não leu o texto “Neemias, um homem de oração”, seria interessante ler. Quero reforçar que a leitura que temos feito em Neemias não é uma leitura histórica. É uma leitura da pessoa de Neemias, e do exemplo maravilhoso que nos deixou como um homem de Deus.

Vimos anteriormente que Neemias havia conclamado o povo para a reconstrução dos muros de Jerusalém.

E a obra começou. Sacerdotes, moradores, governadores, ourives, comerciantes e até mulheres trabalharam em sua reconstrução. Todos em seus lugares, de maneira organizada e zelosa.

Quando Sambalate soube, os ridicularizou, assim como às suas crenças. Bem como Tobias, que disse: “Pois que construam! Basta que uma raposa suba lá, para que esse muro de pedras desabe”! Palavras desanimadoras, mas Neemias não os confrontou, não se desanimou. Orou ao Senhor. E continuou a obra.

Ameaçaram atacar Jerusalém. Neemias novamente orou ao Senhor. E colocou guardas para proteção da cidade. Há situações que devemos apenas orar, em muitas outras, precisamos agir após a oração. Ele teve esse discernimento (Oração = orar + ação).

O texto fala que por dez vezes preveniram-no de um ataque iminente. Mas ele não parou a obra. Posicionou guardas nos lugares mais baixos dos muros e animou o povo a confiar no Senhor e a lutar por seus irmãos, seus filhos, suas filhas, suas mulheres e suas casas.

Os inimigos ficaram sabendo que o próprio Senhor havia frustrado sua trama e não atacaram. Seria em vão. Mas a partir desse dia, metade trabalhava e a outra metade permanecia armada. Lanças, escudos, arcos e couraças. Os que carregavam algum material, carregavam-no com uma mão e na outra seguravam uma arma. Cada construtor trazia na cintura uma espada enquanto trabalhava. E com Neemias ficava um homem pronto para tocar a trombeta, atento a todo movimento e possibilidade de ataque. Caso fosse necessário, deviam se juntar para lutar. Neemias continuou lembrando ao povo que o Senhor lutaria por eles.

Além disso, orientou que todos permanecessem em Jerusalém para o caso de precisarem lutar durante a noite. Ele, seus irmãos, seus homens de confiança e seus guardas deitavam de roupas e armas nas mãos. Prontos para o combate, a qualquer hora, do dia ou da noite.

Quero fazer mais uma pausa aqui. Percorremos apenas mais dois capítulos do livro de Neemias. Mas pare um pouco e pense em tudo o que podemos aprender com este grande homem.

Era um homem que sabia liderar, tinha seguidores. Liderava através do exemplo. Um homem que soube organizar aquela grande reconstrução. Quando ameaçado orou ao Senhor. Não se deixou desanimar por palavras ameaçadoras e debochadas. Continuou o trabalho. Era perseverante. Um homem de discernimento. Sábio. Que fazia análises das dificuldades. Que não se desesperava mas encontrava soluções. Enxergou os lugares vulneráveis. Organizou a defesa. Envolveu-se com a obra. Embora fosse o líder, era ele e seus homens que dormiam de prontidão. Estava sempre preparado para a batalha onde e quando ela se apresentasse. Um homem atento, alerta.

Que aprendamos com Neemias, sua disposição, organização e sabedoria.

Em breve, continuaremos a andar por mais alguns capítulos deste tão rico livro. Veremos um Neemias que nos surpreende a cada página. Conto com você para essa aventura.