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terça-feira, 19 de março de 2019

1 Samuel 25.1-44

Leitura do dia 19/03.

Na postagem anterior, vimos Davi poupar a vida de Saul, quando poderia matá-lo. Não tocaria no ungido do Senhor. Jamais.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-241-22.html

Agora, continuamos através do capítulo vinte e cinco de 1 Samuel.

Samuel morre. Todo Israel lamenta sua morte. Enterram-no em Ramá, onde vivia.

Davi vai ao deserto de Maom. Ali mora um homem rico, Nabal. Sua esposa era inteligente e muito bonita, chamava-se Abigail. Nabal tinha propriedades na região do Carmelo. Possuía três mil ovelhas e mil cabras. Era a época da tosquia.

Nabal era descendente de Calebe. Mas, diferente de seu antepassado, era rude e perverso. Em tudo que fazia.

Quando Davi soube que ele estava na tosquia das ovelhas, enviou dez de seus homens. Ordenou que o saudassem com paz. Que contassem a ele que, enquanto seus pastores estiveram com eles, nada lhes foi roubado. Agora, pediam que fosse bondoso com eles. Era uma época de celebração. Que tivesse a bondade de repartir com eles e com seu amigo Davi, o que pudesse de seus mantimentos.

Os homens de Davi falaram com Nabal. Ele respondeu com desprezo. Não sabia quem era “aquele tal de Davi”. Quem “o filho de Jessé” acreditava que era? Não ia lhe dar nada. Não ia dar o que lhe pertencia a um bando que não sabia de onde vinha.

Quando os mensageiros contaram a Davi, ele colocou sua espada à cintura. Seus homens também. Quatrocentos deles foram com ele. Duzentos ficaram com a bagagem.

Felizmente, um servo de Nabal, que era prudente e sábio, viu quando os mensageiros foram e o que seu senhor respondera. Correu imediatamente onde estava Abigail e contou-lhe. Disse que ela era a única esperança. Temia por um grande mal.

Contou a Abigail que os homens de Davi foram para eles e as ovelhas, como um muro de proteção. Não adiantava argumentar com Nabal, era tão cruel que ninguém conseguia falar com ele.

Abigail imediatamente providenciou uma farta quantia de mantimentos. Colocou em jumentos. Ordenou que seus servos fossem à frente dela. E foi. Não contou nada a Nabal.

Quando entrava em um desfiladeiro, montada em seu jumento, avistou Davi e seus homens. Seu coração deve ter disparado. Quatrocentos homens estavam indo à sua casa, com toda certeza, para uma grande vingança.

Davi havia acabado de falar que não deixaria nenhum homem vivo até o amanhecer.

Quando Abigail o viu, desceu depressa de seu jumento. Curvou-se diante dele. Com o rosto em terra. Caiu a seus pés. Disse que a culpa era toda sua. Que Davi ouvisse o que ela, sua serva tinha a dizer.

Enquanto Davi é o meu preferido, essa mulher, Abigail, é minha preferida. Sabe como agir.

Ela disse a Davi que Nabal era um homem perverso. Que não lhe desse atenção. Era um insensato, como seu nome indicava. Ela não vira os homens que Davi enviara.

Disse também que, assim como o Senhor vive, Davi podia estar certo de que foi enviada para impedir que promovesse justiça com as próprias mãos e assim, manchasse o reinado que teria. Estava lhe entregando um presente. Para ele e seus companheiros. Que aceitasse. E a perdoasse, se de alguma maneira o tivesse ofendido.

Ao contrário de Nabal, sabia exatamente quem Davi era. E o abençoou, desejando que sua dinastia fosse duradoura, por estar lutando as guerras do Senhor. E que o Senhor o livrasse de fazer mal, durante toda a sua vida.

E, mesmo quando Davi fosse perseguido (ela sabia o que estava acontecendo), sua vida estava segura no Senhor, protegida como um tesouro. Quanto aos seus inimigos, desapareceriam como pedras lançadas de uma funda (como Golias).

Quando o Senhor fizesse a Davi tudo que lhe prometera e o tornasse rei sobre Israel, por não ter se vingado, não haveria peso em sua consciência por ter derramado sangue inocente.

Parece que Abigail conhece a consciência de Davi! Deve ter ouvido que Davi cortara a borda do manto de Saul e ficara com a consciência pesada.

Pediu a Davi que, quando o Senhor tivesse feito grandes coisas a seu favor, que se lembrasse dela, sua serva.

Abigail sabe não apenas quem Davi é, mas quem o Senhor é em sua vida e as promessas tem lhe dado.

Davi louvou ao Senhor pela vida dessa mulher de bom senso! Teve certeza de que fora o Senhor quem a enviara. E a abençoou.

Aceitou seus presentes. Ordenou que voltasse em paz para sua casa. Ele a atenderia.

Quando chegou em casa, Abigail viu que Nabal estava oferecendo um banquete digno de um rei. Se divertia e já estava muito embriagado. Não lhe contou nada. Era realmente um mulher inteligente.

Na manhã seguinte, quando Nabal estava sóbrio, ela contou. Nabal, de tão apavorado, teve um mal súbito. Ficou completamente paralisado. Depois de aproximadamente dez dias, o Senhor o feriu. Ele morreu. Colheu a consequência de seus próprios pecados.

Quando Davi soube, louvou mais uma vez ao Senhor por não ter se vingado com suas próprias mãos.
Mandou mensageiros a Abigail, pedindo-a em casamento.

Ela respondeu que iria. Que ficaria contente em se casar com ele. Rapidamente se arrumou, tomou cinco servas e foi com os mensageiros. Assim, tornou-se esposa de Davi.

Davi também tomou como esposa Ainoã, de Jezreel. Saul dera Mical, sua filha, esposa de Davi, a Palti, um homem de Galim.

Nossa leitura de hoje termina aqui.

Gostaria de convidá-lo a ler o texto “Abigail, enxergava como Deus“ antes de iniciar a leitura de amanhã. http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/abigail-enxergava-como-deus.html

Que o Senhor nos ensine a enxergar como Ele. Nos ensine a reconhecer Seus ungidos. Enxergar seu futuro. E respeitá-los.

Continuaremos, amanhã, do capítulo vinte e seis ao capítulo vinte e oito.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Juízes 4.1-5.31

Leitura do dia 06/03.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Juízes.

Ontem vimos que o povo se afastou do Senhor. Fez alianças com os povos que deveria ter destruído. E serviu a seus deuses. O anjo do Senhor apareceu a eles. Choraram quando perguntou por que não obedeceram Suas ordens. Mas não se arrependeram.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-11-34.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-21-331.html

Começaram uma ciranda. Um círculo vicioso. Prostituíam-se. Eram oprimidos. Clamavam ao Senhor. Ele os livrava através de Juízes. O Juiz morria. Eles se prostituíam. E assim iam. Descendo a ladeira.

Hoje leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo sete.

Nesta postagem, do capítulo quatro ao capítulo cinco.

Eúde morreu. Os israelitas voltaram a fazer o que o Senhor enxerga como errado. Foram oprimidos por Jabim, rei cananeu de Hazor.

Jabim tinha um comandante chamado Sísera. Possuía novecentos carros de guerra com rodas de ferro. Era cruel com Israel. Os oprimiu durante vinte anos. Vinte anos!

O tempo só aumenta. Cada vez vão se acostumando mais a serem oprimidos. Como uma dor que incomoda e você acaba se acostumando ao invés de tratá-la, quando considera tratar, é tarde demais.

Então surge Débora. Era profetisa. Seu marido chamava Lapidote. Israel recorre a ela. E ela os julga. Sentada debaixo de sua palmeira, a Palmeira de Débora. Entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim.

Certo dia mandou uma mensagem do Senhor para Baraque, de Naftali. O Senhor o estava convocando para lutar contra Sísera. Ele deveria convocar dez mil guerreiros das tribos de Naftali e Zebulom, para irem ao monte Tabor. O Senhor levaria Sísera, com seus carros de guerra e cavalheiros, até o rio Quisom e lhes entregaria Sísera.

Baraque disse a Débora que só iria se ela fosse junto. Débora concordou em ir. Mas disse que a honra pela vitória não seria dele. O Senhor a daria a uma mulher. O Senhor entregaria o temível e cruel Sísera, comandante de novecentos carros de guerra, com rodas de ferro, a uma mulher.

E assim foi.

Quando Sísera soube que Baraque e dez mil guerreiros estavam no monte Tabor, convocou seus novecentos carros de guerra (com rodas de ferro) e todos os seus guerreiros. Ia massacrá-los.

Débora ordenou que Baraque se preparasse. Aquele era o dia em que o Senhor entregaria Sísera em suas mãos, pois o Senhor marchava à frente dele, contra seu inimigo.

Baraque desceu a encosta do monte Tabor. Ia à frente de seus guerreiros. Quando atacou, o Senhor levou pânico sobre os guerreiros e seus carros de guerra (com rodas de ferro).

Sísera fugiu a pé. Baraque perseguiu os guerreiros e seus carros de guerra (com rodas de ferro). Matou todos. Foram massacrados. Ninguém escapou.

Sísera entrou na tenda de Jael, esposa de Héber, o queneu. Ele estava esgotado. Pediu água. Ela lhe deu leite. Ele se deitou. Imagino que era um leite quentinho. Ele adormeceu. Ela pegou um martelo e uma estaca e atravessou sua cabeça. Que mulher é essa? Que coragem!

Quando Baraque passou por lá, procurando Sísera, Jael o levou até ele.

Neste dia, Israel viu o Senhor derrotar Jabim, o rei cananeu. A partir de então, eles se fortaleceram, até o destruírem totalmente. Houve paz durante quarenta anos.

Débora e Baraque cantaram ao Senhor. Uma linda música. Dizia que os líderes de Israel assumiram o comando. E o povo os seguiu. De boa vontade.

Sempre que líderes legítimos assumem seus lugares, serão seguidos. De boa vontade.

A música também falava que Israel contava com poucos, até que Débora se levantou como mãe em Israel. Ah, como precisamos de mulheres que se levantem como mães “em Israel”, no Brasil, na Igreja. E também de homens que se levantem como pais.

Que nossos corações estejam com os que se oferecem para lutar. Que os apoiemos. Que oremos por eles. Que lutemos com eles.

Que sejamos os remanescentes que se levantam contra os poderosos opressores.

Que não haja indecisão em nós, como houve em Rúben. Ficaram simplesmente entre os currais, ouvindo os pastores comandando seus rebanhos. E não foram à guerra como deveriam ter ido. Escolheram o caminho mais fácil. O lugar mais fácil. Entre os currais. Só ouvindo. Sem precisar agir.

Que não sejamos como Dã que ficou junto a seus navios. Em total segurança. E não ergueu seu arco. Nem como Aser, inerte na praia. Quando seu lugar era a guerra.

Que sejamos corajosos como Zebulom e Naftali, que arriscaram suas vidas, indo ao campo. E venceram.

Que marchemos adiante, com coragem! Para ajudar o Senhor contra os poderosos!

Que brilhemos como o sol! Somos a luz do mundo!
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/somos-sal-e-luz.html

Que cantemos como Débora e Baraque: “Senhor, que todos os teus inimigos assim sejam destruídos! Mas, aqueles que te amam, que se levantem como o sol com toda a sua força”! – Juízes 5.31

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.