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domingo, 13 de maio de 2018

A Festa dos Tabernáculos está começando

Prosseguimos nossa caminhada por João. Finalmente, através do capítulo 7. Do versículo 1 ao 13.

Depois de Seu discurso, quando muitos discípulos O deixaram, Jesus percorreu a Galileia.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/quero-continuar-segui-lo.html

Ele ficou deliberadamente longe da Judéia. Sabia que os judeus queriam matá-Lo. Tal fato só aconteceria no tempo certo. Quando ninguém tomaria Sua vida. Ele a daria, de boa vontade, por amor.

A Festa dos Tabernáculos está se aproximando. É uma grande festa entre os judeus. Seus irmãos disseram-Lhe que deveria sair da Galileia e ir para a Judeia, para que Seus discípulos lá, vissem as obras que fazia. Diziam que quem deseja ser reconhecido publicamente não age em segredo. Ele deveria fazer o que estava fazendo para mostrar-se ao mundo. Nessa época, nem Seus irmãos criam nEle.

A resposta de Jesus chama muito minha atenção. Disse que para eles qualquer tempo é certo. Mas para Ele, o tempo certo ainda não havia chegado. O Senhor seguia a agenda do Pai. Como nós devemos fazer.

Não se intimidava em dizer a verdade, para quem quer que fosse. Continua dizendo que o mundo não podia odiá-los, mas O odiava, porque Ele dava testemunho de seus atos maus. Ele é Luz. A luz denuncia o que se faz às escondidas. Ele é a Verdade. A verdade denuncia o que é falso. Ele é o Pão. O pão verdadeiro denuncia o alimento misturado.

Falou que eles fossem à festa. Ele ainda não iria. O tempo certo não havia chegado. E permaneceu na Galileia. Seus irmãos foram.

Depois que Seus irmãos foram, Ele também foi. Porém, em segredo. Iria se apresentar quando fosse o momento oportuno.

Na festa, os judeus esperavam-No. E perguntavam onde “aquele homem” deveria estar.

Entre a multidão havia muitos boatos a Seu respeito. Uns diziam que Ele era um bom homem, outros diziam que enganava o povo.

Mas ninguém falava dEle em público. Tinham medo dos judeus.

Gostaria de para aqui. E pensar.

Podemos aprender muitas lições com Jesus nestes poucos versículos.

Ele é comprometido com a verdade. Sempre fala a verdade. Não importa quão difícil seja. Ele não é politicamente correto. É verdadeiro.

Ele é comprometido com Sua missão. Não aceita provocações. Não age porque alguém O provocou a agir. Age quando é a hora certa de agir. A hora certa e da maneira certa. Independente do que dizem ou não a Seu respeito.

Ele é comprometido com a agenda que o Pai lhe deu. Não é ansioso. Não age antes da hora. Também não se atrasa. Sabe quando realmente é a hora correta, a hora apropriada.

E eu? E você? Somos comprometidos assim? Ou nos intimidamos e acabamos sendo “politicamente corretos”? Agimos de acordo com nossa missão ou aceitamos provocações e acabamos trocando os pés pelas mãos? Olhamos para o Pai, como Jesus, ou rasgamos Sua agenda e agimos de acordo com a nossa, porque a ansiedade, a pressa e a pressão não nos permite esperar o momento certo, oportuno? Nos posicionamos como Ele ou agimos como quem tem medo "dos judeus" e ficamos "em cima do muro"?

Que possamos aprender com Jesus. Lições tão preciosas.

O que acontecerá nessa Festa dos Tabernáculos? Ele se apresentará?

Amanhã prosseguimos.

sábado, 10 de março de 2018

Jesus temia falar a verdade?

Continuamos em Lucas, capítulo 11. Versículos de 37 a 54.

Quando Jesus terminou de falar sobre a candeia, um fariseu O convidou para comer com ele. Jesus foi.

Precisamos acompanhar essa cena.

Quando o Senhor chegou, reclinou-se à mesa. O fariseu, notando que Jesus não se lavara cerimonialmente antes da refeição, ficou surpreso.

Os fariseus eram muito cuidadosos com todos os cerimoniais. Muito mais que com suas vidas.

O Senhor, sabendo como o fariseu pensava, disse que eles, fariseus, limpavam o exterior do copo e do prato, mas interiormente estavam cheios de ganância e de maldade.

Ele está à mesa, na casa do fariseu e fala essas coisas? Nada O intimida? Ele tem compromisso com a verdade. Sei disso. Ainda assim, estou boquiaberta. Minha plaquinha de aplausos na mão. Mas prefiro escondê-la. Acho que se Ele não parar, as coisas por aqui vão ficar perigosas.

Para meu total espanto, Ele não para. Chama os fariseus de insensatos. Afinal, quem fez o exterior também fez o interior. O que significa que o interior também deve estar limpo.

Disse aos fariseus que deveriam dar como esmola o que estava dentro do prato para que o restante ficasse limpo. Havia claramente uma inversão de valores entre os fariseus.

Meu queixo está caído. Como Ele tem tanta ousadia?

E, mesmo com todos em silêncio, boquiabertos, continua dizendo: Ai de vocês, fariseus...”

Por que?

Porque dão a Deus o dízimo das hortaliças mas desprezam a justiça de Deus. O certo é praticar os dois.

Porque amam os lugares de honra nas sinagogas e as saudações em público. Ou seja, gostavam de “aparecer”.

Porque são como túmulos que não se veem, por sobre os quais os homens andam sem o saber. Estão mortos. E ninguém vê.

Então, um perito da lei O interrompe e diz: “Mestre, quando dizes essas coisas, insultas também a nós”.

Eu quase caio. Isso vai dar briga. O que o Senhor vai responder? Sei que Ele não é "politicamente correto, que tem compromisso com a verdade. Não tem medo de expô-la.

Ele responde: “Quanto a vocês, peritos na lei, ai de vocês também!

Por que?

Porque sobrecarregam os homens com fardos que dificilmente eles podem carregar, mas vocês mesmos não levantam um dedo sequer para ajudar.

Porque edificam os túmulos dos profetas que os seus antepassados mataram. Sendo testemunhas de aprovação ao que eles fizeram. Eles mataram, vocês fazem os túmulos. Completam a obra.

Minha plaquinha está bem escondida. Meu coração está acelerado. Começo a temer o que pode acontecer. Os homens estão furiosos. Mas Ele não para.

Ele fala que Deus disse em Sua sabedoria que lhes mandaria profetas e apóstolos, mas eles matariam alguns e perseguiriam outros. Disse ainda que aquela geração será considerada responsável pelo sangue de todos os profetas, derramados desde Abel, até Zacarias. E ainda repetiu. Para o caso deles não terem entendido ou achado que não ouviram direito.

Estou encolhida no meu lugar. De braços dados com você. Quase querendo me esconder.

E Jesus continua: “Ai de vocês, peritos na lei, porque se apoderaram da chave do conhecimento. Vocês mesmos não entraram e impediram os que estavam prestes a entrar!”

Que afirmação terrível! Os peritos da lei se apoderaram da chave do conhecimento e ao invés de entrar no Caminho e andar pela Verdade para conhecer a Vida, não entravam e ainda impediam os que queriam entrar.

Nem sei se alguém comeu.

O que sei é que quando Jesus saiu dali, os fariseus e os mestres da lei começaram a opor-se fortemente a Ele e a interrogá-Lo com muitas perguntas. Esperavam apanhá-Lo em algo que dissesse.

Não se importavam em examinar suas vidas e concluir que Ele falava a verdade. Não queriam interrogá-Lo para aprenderem com Ele mas para pegá-Lo em alguma armadilha.

Não conhecem o Senhor. Não sabem que nada O intimida. Não sabem que Ele não é "politicamente correto". Que não teme falar a verdade. Que é comprometido com ela.

Precisamos ficar por aqui.

Temos tido esse compromisso? Ou gaguejamos diante de situações que deveríamos nos posicionar? Nos calamos para sermos "politicamente corretos"? Subimos no muro ou estamos comprometidos com a verdade?

Estar comprometido com a verdade não é fácil. É necessário ousadia, como o Senhor. João Batista morreu pelo seu comprometimento. Que o Senhor nos conceda Sua graça. Como precisamos aprender! http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/quem-tenho-sido-e-voce.html

Amanhã prosseguimos. Até lá.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Que tipo de lavradores somos?

Finalizando o capítulo 21 de Mateus.

Ontem vimos o Senhor afirmar aos “Seus ouvintes” que os publicanos e as prostitutas estavam entrando no Reino dos céus antes deles.

Hoje Ele conta outra parábola. Começa dizendo: “Ouçam outra parábola.”

É a parábola dos lavradores maus. Prestemos bastante atenção. Abra seus olhos e ouvidos.

Havia um proprietário de terras. Esse proprietário plantou uma vinha. Colocou uma cerca ao redor, para protegê-la. Cavou um tanque para prensar as uvas, para fazer vinho. E construiu uma torre. Para vigiar sua vinha. Principalmente na época da colheita, é muito importante essa vigilância. Há salteadores e intempéries.

Depois que o proprietário da terra fez tudo isso, deixando tudo pronto, arrendou sua vinha e fez uma viagem.

Quando estava próxima a época da colheita, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe pertenciam. Quando uma terra era arrendada, parte da colheita pertencia ao arrendatário e a outra parte ao proprietário da terra.

Quando aqueles servos foram receber essa parte que era devida ao proprietário, os lavradores agarraram e espancaram aqueles homens. A outros, também enviados, mataram. Os próximos foram apedrejados.

O proprietário enviou outros servos, em maior número, mas os lavradores trataram-nos da mesma forma.

Por último, aquele proprietário resolveu enviar seu filho acreditando que a ele, respeitariam. Ledo engano. Quando os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros: “Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e ficar com a herança”. Foi o que fizeram. Agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e mataram-no.

Jesus pergunta “quando vier o dono da vinha, o que fará àqueles lavradores?”

Ele não questiona se o dono da vinha virá. É certo que virá. Mataram seus servos e por último seu filho, seu herdeiro. Então, o que ele fará quando vier?

Estamos ali, atentos a cada palavra. Aqueles homens responderam que o proprietário da vinha irá matar de modo horrível aqueles lavradores e arrendará a vinha a outros, que deem sua parte quando for o tempo da colheita.

Jesus pergunta se eles nunca leram nas Escrituras sobre a pedra que os construtores rejeitaram e tornou-se a pedra angular. E afirma, com todas as letras, novamente sem meias palavras: “O Reino de Deus será tirado de vocês e será dado a um povo que dê os frutos do Reino.”

Minha boca está aberta. Meu queixo cai. Quero erguer minha plaquinha, mas estou tão chocada que não consigo me mexer. Mal consigo respirar. Meus olhos devem estar esbugalhados.

Realmente o Senhor não tem medo de ficar sem ouvintes. Novamente Ele demonstra, de maneira completamente clara, Seu compromisso com a verdade.

Não bastasse o que acabou de falar, ainda acrescenta que aquele que cair sobre esta pedra angular (Ele próprio) seria despedaçado e aquele sobre quem a pedra cair seria reduzido a pó.

Estou a ponto de engasgar. Nunca vi alguém tão comprometido com a verdade. Isso me emociona. Me choca. Enche meu coração de admiração. De amor. De paixão. Quero seguí-Lo. Quero serví-Lo. Todo o tempo. Todos os dias. Onde quer que vá. Para sempre. Esse é o Senhor que quero sobre mim. Que não abandona a verdade por nada. Que não é politicamente correto. Que não é político. É correto. E ponto. O que o sim é sim e o não é não.

Os chefes dos sacerdotes e os fariseus, quando ouviram essas parábolas, entenderam que Jesus falava a respeito deles. Estava muito claro. Podiam não querer arrependimento, mudança de vida. Mas entendiam Sua mensagem.

Começaram a procurar um meio de prendê-Lo, mas tinham medo das multidões, pois consideravam Jesus um profeta. Não era a hora ainda de acontecer. Estava próxima. Ele havia ido a Jerusalém para tal. Sabia o que O esperava. Mas ainda não era a hora.

Tenho que parar aqui. Preciso me recompor. Sua ousadia me abala. Será que estou comprometida com a verdade como meu Senhor? Será que amo mais a verdade que “meus” ouvintes? Afinal, esses ouvintes são os conhecedores das Escrituras, os estudiosos. Qual meu comprometimento com Ele? Será que procuro colocar "panos quentes" em algumas situações? Será que a verdade para mim é sempre verdade? Será que ainda me pego "dando um jeitinho brasileiro" em alguma situação?

Penso no Senhor da vinha. Ele vem, é certo. Sua vinda está próxima. Tenho sido fiel? Ele vem receber a parte que Lhe cabe na colheita. Estou disposta a entregar essa parte ou quero tudo para mim? Que tipo de "mordomo" tenho sido? Acertarei tudo com Ele, corretamente? Meu coração dispara.

Fique comigo. Sondemos mais uma vez nossos corações.

Amanhã prosseguimos.