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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Mateus 23.1-39

Leitura do dia 18/10.

Nas postagens anteriores, vimos a respeito do casamento e do divórcio, a pergunta do jovem rico que desejava ser perfeito e as recompensas do Reino. http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-191-30.html

Também vimos a parábola dos trabalhadores na vinha, a necessidade de saber pedir e os cegos recuperando a visão.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-201-34.html

O Senhor entrou em Jerusalém, aclamado pelas multidões. Limpou o templo, a casa de oração. Amaldiçoou a figueira que tinha folhas, mas não tinha frutos. Não respondeu à pergunta dos religiosos quando à Sua autoridade. Contou a parábola do pai e dois filhos e a dos vinicultores maus.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-211-46.html

Lemos também a parábola do banquete nupcial, o pagamento dos impostos, a ressurreição, o maior dos mandamentos e o Senhorio de Jesus sobre o rei Davi.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-221-46.html

Hoje, leremos a partir do capítulo vinte e três de Mateus. Até o capítulo vinte e cinco.

Jesus dirige-se à multidão e a Seus discípulos dizendo que os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés, a cadeira de ensino e autoridade. Por esse motivo, deviam obedecer e fazer o que diziam, mas não o que faziam. Embora ensinassem o correto, não praticavam o que pregavam.

Também afirma que atavam fardos pesados e colocavam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não tinham a mínima disposição em levantar um só dedo que fosse para mover esses fardos. Regras sobre regras.

Alertou à multidão e Seus discípulos que tudo que faziam era para serem vistos pelos homens. Alteravam até suas roupas para chamar mais atenção. Também gostavam dos lugares de honra nos jantares e dos assentos mais importantes nas sinagogas. Além de gostarem de ser saudados nas praças e serem chamados de Mestres.

Infelizmente, os mestres da lei, embora estudassem as Escrituras, haviam se perdido. Amando mais o reconhecimento humano do que o Todo-Poderoso.

O conhecimento das Escrituras deve nos levar a amar mais o Senhor. Precisamos ter cuidado para não nos perdermos. Não nos tornarmos orgulhosos em função do que aprendemos. Quanto mais conhecermos as Escrituras, em verdade, menores nos consideramos. Como João Batista, que disse que o Senhor devia crescer e ele diminuir (João 3.30).

O Senhor continua dizendo que ninguém devia ser chamado de Mestre, pois um só é o nosso Mestre. Todos somos irmãos. Nem de Pai, porque nosso Pai é Aquele que está nos céus. Nem ao menos chefes, porque nosso Chefe é Cristo, o Ungido, o Senhor.

Para não deixar qualquer tipo de dúvidas, reafirmou que o maior era o que servisse. Pois todo que a si mesmo se exalta, acaba sendo humilhado, mas todo que a si mesmo se humilha, será exaltado.

Que o Senhor ensine essas verdades aos nossos corações. Que à medida que aprendermos, enxerguemos quem somos, como somos. Que gritemos como João Batista, um grito que saia de dentro de nossos corações: “Que Ele cresça e eu diminua.”
 https://www.youtube.com/watch?v=Me9WNFKaTjo

Agora, estamos em meio à multidão. Meus olhos estão quase saltando. Meu coração também. Ele se dirige aos mestres da lei e aos fariseus. E os chama de hipócritas!

Minha plaquinha cai no chão. Fiquei sem forças. Meu Senhor é tão corajoso e verdadeiro! Fala na “cara” daqueles homens, mestres da lei e fariseus, considerados “os tais”, os estudiosos das Escrituras, que são falsos, que agem de uma maneira, mas pensam de outra. E continua.

Vou me encolhendo.

Chama atenção daqueles homens, os estudiosos da lei, pois fecham o Reino dos céus diante dos homens. Não entram e nem deixam entrar os que gostariam. Estou pasma. Que coragem!

Mas ainda não acabou. Denuncia que, com a desculpa de orarem, devoram as casas das viúvas. Serão castigados com mais severidade. Sabem perfeitamente o que estão fazendo.

Realmente me encolho. Parece que está vivendo os dias de hoje. Fala desses estudiosos que percorrem terra e mar para fazer um convertido e quando o fazem não o libertam, mas o tornam duas vezes mais filho do inferno que eles. Quantas vezes a igreja tem feito isso ao longo da história? Quantas vezes tem sido pregado um evangelho distorcido, que empobrece a alma ao invés de enriquecê-la? Que escraviza ao invés de libertar?

O Senhor os chama de guias cegos, cegos e insensatos. Considerando o ouro mais que o santuário.
Ele disse isso faz dois mil anos. Hoje precisamos ouvir essa denúncia!

E quanto ao dízimo? Davam rigorosamente o dízimo das colheitas, mas negligenciavam os preceitos mais importantes: a justiça, a misericórdia e a fidelidade.

Olho à volta. Estou mesmo nas páginas do livro de Mateus ou estou em pleno século 21? Será que vivemos dando voltas? Recordo-me do que Salomão disse: “O que acontece agora, já aconteceu antes, e o que acontecerá no futuro também já aconteceu, pois Deus faz as mesmas coisas acontecerem repetidamente (Eclesiastes 3.15)" . Onde estão a justiça, a misericórdia e a fidelidade hoje em dia? Sinceramente, estou embasbacada.

Comprometido com a verdade, Ele é a própria Verdade, repete a denúncia. São guias cegos que coam um mosquito e engolem um camelo. Enxergam os ciscos e não enxergam as traves.

Sinceramente, fui arrancada das páginas de Mateus e trazida para os dias de hoje.

Mestres da lei que limpam o exterior e por dentro estão cheios de ganância e cobiça. O coração não importa mais. A alma pode estar estraçalhada. A aparência é o que importa. É ter e não ser.

Quantos sepulcros caiados temos visto? Bonitos por fora e cheios de ossos e toda imundície por dentro. Com aparência de justiça e cheios de hipocrisia e maldade. Estou pasma! Tenho certeza que o Senhor está falando à nossa geração, a muitos de nossos líderes, a muitos de nós.

Ainda denuncia que esses mestres edificam os túmulos dos profetas e adornam os monumentos dos justos dizendo que não teriam derramado sangue se fossem vivos naquela época. Testemunham que são descendentes dos que agiram assim, mas não fazem como Esdras e Neemias, que confessaram e pediram perdão pelos pecados de seus antepassados.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/05/neemias-um-homem-de-oracao.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/06/neemias-um-homem-de-zelo.html

Tenho que sentar. Imagino João Batista, ou Isaías, ou Elias ou qualquer um dos profetas “surgindo” diante de nós. Estou certa, seriam mortos. O mais rapidamente possível. Sua mensagem seria muito dura para nós, para nossa geração, acostumada a fechar os olhos para mosquitos e camelos. Desejosa de ouvir que pode, que consegue, que merece.

O Senhor diz que estão enchendo a medida de pecados de seus antepassados. Estamos fazendo o mesmo? Temo e tremo diante dessa palavra.

Seu semblante é duro, assim como Suas palavras. Mestres da lei e fariseus, considerados a nata, sendo chamados pelo Mestre de serpentes e raça de víboras. Sua pergunta ecoa por toda Jerusalém: “Como vocês escaparão da condenação ao inferno?” Como?

Depois, profetizou que estava enviando profetas, sábios e mestres. Uns seriam crucificados, uns açoitados e uns perseguidos.

E, para meu total horror, afirma que sobre eles recairia todo o sangue justo derramado na terra, desde Abel até Zacarias, que foi assassinado. 

Tantas palavras duras, embora verdadeiras, mas então, meu coração derrete. Olho para Ele. Justiça, fidelidade e misericórdia é o que vejo. Sua declaração de amor por Jerusalém, e por todos nós. Compara-se a uma galinha que reúne os pintinhos debaixo de suas asas. Quantas vezes quis fazer assim, mas não quiseram. Fugiram de Seu cuidado, de Seu carinho. 

Choro. Sinto Sua dor. Seu amor em meio a todas as denúncias que fez. Seu interesse em denunciar é o arrependimento.

Suas palavras me atingem. Não apenas por mim, mas pela minha geração. Pela nossa geração. Por nós. 

Temos, como geração, como igreja, agido assim? Como hipócritas, cegos insensatos, serpentes, raças de víboras?

Venho sondando meu coração ao longo dessa jornada. Quantas verdades o Senhor tem revelado. Quero ser como Ele. Quero ser como Ele deseja. Preciso que continue sondando meu coração. 

Fique comigo. Deixe que o Senhor nos toque, coloque luz em nossas vidas e corações. Vamos pedir que nossa situação como igreja mude! Precisamos disso. Muito.

Os mestres da lei e os fariseus devem ter ficado lá fervilhando.

Quem dera se arrependessem. Sabemos que não aconteceu.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Mateus 13.1-58

Leitura do dia 15/10.

Ontem vimos O Senhor enviar os doze. A pergunta de João Batista a Jesus. Seu testemunho sobre João Batista. O julgamento para os que não creem nEle. A discussão sobre o sábado, A cura em um sábado. A fonte de Seu poder e o sinal de Jonas. http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-121-50.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo treze de Mateus.

Gosto de pensar no meu Senhor sentado à beira-mar, ainda que o mar em questão seja o Mar da Galileia, que na verdade é um lago.

Vamos acompanhá-Lo.

Naquele dia saiu de casa e assentou-se à beira-mar. Sentindo a brisa refrescante. Como já percebemos, para Ele ficar sozinho, só quando sobe a um monte de madrugada para orar.

Logo reuniu-se ao Seu redor uma grande multidão. Não podendo perder aquela ou qualquer outra oportunidade, entrou em um barco e assentou-se. Normalmente os mestres daquela época ensinavam assentados.

Jesus ensinou àquele povo reunido na praia, através de muitas parábolas.

Uma delas é a do semeador. A semeadura era feita à mão. O semeador saiu a semear. Impossível ficar sentado olhando o campo e esperar que a semente voasse até lá sozinha. Ele precisava sair e semear. Assim como uma borboleta, uma abelha e um morcego que espalham sementes. Sementes são espalhadas quando saímos e semeamos.

Como somos movimento, devemos e estamos sempre semeando. É necessário que prestemos atenção ao tipo de semente que espalhamos. Como “a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12.33b), as sementes por nós espalhadas carregam o que somos.

Então, o semeador saiu de seu conforto e semeou. Enquanto lançava a semente, uma parte dela caiu à beira do caminho. E as aves comeram. Jesus explicou que essas sementes são as que “caem” no coração de pessoas que ouvem e não entendem a mensagem do Reino. O Maligno vem e arranca o que foi semeado. Por isso Jesus sempre enfatiza a ouvir e entender. A ter ouvidos “que ouvem”.

O semeador continua. Parte da semente cai em terreno pedregoso. Nesse terreno, a semente logo cresce porque a terra não é profunda. Mas, por não ser profunda não tem raiz em si mesma. Permanece pouco tempo. Quando vem alguma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, logo a abandona.

Como ter raiz em si mesmo? Quando uma árvore cresce, primeiro lança raízes, se espalha pela terra, procura fontes de águas e então, começa a crescer e brotar. Não vemos o que está acontecendo embaixo da terra. Somente o resultado final. Se queremos ter raízes profundas, inabaláveis, precisamos gastar tempo em comunhão e oração com a Palavra, o Verbo-Vivo, Jesus e conhecer a Palavra escrita, que o Senhor nos deixou para nos alimentar. É o nosso tempo a sós com o Senhor que fará com que criemos raízes profundas.

Outra parte da semente caiu entre os espinhos. Os espinhos, e não as sementes, cresceram e as sufocaram. Os espinhos são as preocupações desta vida e o engano das riquezas, que tornam a pessoa infrutífera. Pessoas preocupadas não conseguem espalhar boas sementes. Só falam em suas preocupações, como um “disco arranhado”. E as riquezas seduzem, nos levando a pensar que são nossos objetivos. Queremos mais, mais e mais e nunca nos satisfazemos. Note que Jesus mencionou “engano das riquezas”. Elas sempre se apresentam como um engano. Não que não devamos desejar o melhor. Claro que sim. Queremos, sim, viver de forma agradável. Mas não podemos nos deixar ser enganados e seduzidos pelas riquezas. Devemos, acima de tudo, ser e não apenas ter. É o que somos que realmente importa e isso não é um chavão. É a verdade.

Por fim, uma parte da semente caiu em boa terra. Deu boa colheita. É o caso do que ouve a Palavra e a entende. Esse permanece, apesar das tribulações, perseguições, preocupações, seduções e enganos. Esse produz fruto.

Quando Jesus terminou de contar essa parábola, novamente frisou: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça'"!.

Os discípulos perguntam o motivo dEle ensinar ao povo por parábolas. Ele cita Isaías 6.9,10. Se não tivermos olhos que vejam, ouvidos que ouçam, corações que entendam, não vamos nos converter e não poderemos ser por Ele curados. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-61-13.html

Quero lembrar que somos semeadores. É importante saber o que temos semeado. E mais, nosso papel como semeadores é semear. Sairmos e semear, procurando alcançar o máximo de corações que conseguirmos.

Que tenhamos a percepção de que estamos semeando em todo o tempo. Que encontremos terra boa para a semeadura. Terra que dê boa colheita. E que, enquanto terra, nossos corações sejam de excelente qualidade.

A verdadeira semente é a Palavra. É essa a semente que estamos espalhando? Vamos olhar para nossas mãos, coração, vida.

Jesus continua sentado no barco, à beira-mar, rodeado da multidão. Ensinando-as através de ricas parábolas. Estamos ali, assentados.

Ele fala que o Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente em seu campo. Aqui, o semeador é Ele próprio e a boa semente são os filhos do Reino. O campo é o mundo.

Enquanto todos dormiam, o inimigo do Senhor, o Maligno (que normalmente chamo de nojento), veio e semeou joio no meio do trigo e se foi. O joio são os filhos dele. O nojento semeou e foi embora. O estrago já estava feito. O joio, ingerido junto com o trigo pode provocar dor de cabeça, náuseas e por aí vai. Possui certo grau de toxicidade. E realmente intoxica.

Somente quando o trigo brotou foi que o joio também apareceu. Lembra que pelos frutos somos conhecidos?

Os servos do dono do campo viram e perguntaram quem havia semeado o joio no meio do trigo. O Senhor respondeu que havia sido um inimigo.

Também perguntaram se era para arrancar o joio. O Senhor respondeu que não, porque correriam o risco de arrancar o trigo junto. Deveriam deixar os dois crescerem juntos e na época da colheita, arrancariam o joio primeiro. Depois, o trigo seria arrancado e guardado no celeiro.

Jesus explicou que a colheita é o fim desta era. Os encarregados são os anjos. No dia da colheita, tudo o que faz cair no pecado (pecado significa “errar o alvo”) e todos os que praticam o mal, serão lançados na fornalha ardente. Mas os justos brilharão como o sol no Reino do Pai.

Ele terminou a explicação com Seu grande conselho: “Aquele que tem ouvidos, ouça”.

É interessante notar que precisamos crescer junto com o joio. Muitas vezes nós, trigos, seremos olhados com desconfiança. Será que ele (a) é joio ou trigo, dirão. Temos que continuar a crescer. Independente do juízo que fizerem de nós. Sabemos que somos trigo. Não precisamos provar nada a ninguém. Apenas continuar agindo como o trigo que somos. E crescer. Absorver os nutrientes que a terra bondosamente nos fornece. Beber a água da chuva. E continuar crescendo.

Sei que o trigo se inclina, o joio não. Mas não seria capaz de separar os dois em uma colheita. No entanto, os encarregados da colheita sabem. São especialistas em trigo. Eles olham para o trigo e sabem que é trigo. Assim como olham para o joio e sabem que não é trigo, logo, é joio. Eles os arrancarão corretamente.

Veja o cuidado do Senhor ao deixar que o joio cresça junto para não correr nenhum risco de arrancar qualquer espiga de trigo. Somos todos preciosos aos Seus olhos. Se estamos crescendo junto ao joio é por causa de Seu cuidado para conosco.

Provavelmente você conhece algum joio que anda por aí, vestido como se fosse um trigo. Totalmente camuflado. Mas, diferente do trigo que alimenta, o joio intoxica. Não ande em sua companhia. Não corra o risco de morrer intoxicado. 

Que sejamos a boa semente. A que foi semeada pelo Senhor. Que o joio não nos impeça de crescer.

Que não nos alimentemos de joio, acreditando que seja trigo. O trigo dá vida. O joio intoxica. Quero ser trigo. https://www.youtube.com/watch?v=BYyK0eosLh4

Que tenhamos ouvidos que ouçam. E aprendam.

Continuamos assentados olhando para o Senhor, ouvindo Seu ensinos de Jesus. Ele conta mais uma parábola. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/como-um-grao-de-mostarda.html

O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda. Já viu um? É minúsculo! Parece com aqueles confeitos de bolo que são umas bolinhas. Muito pequeno.

Jesus fala que o Reino dos céus começa assim, como um grão de mostarda que se planta na terra. Muitos nem dão valor. Pensam: não vai dar em nada! E desistem. E deixam a jornada, o ministério, o chamado, o sonho, a vida!

Mas a semente está ali, debaixo da terra, crescendo, passando por todos os processos necessários. Sozinha. Em secreto. Aprendendo tudo o que precisa, sendo transformada. Mesmo quando, na nossa ânsia por crescimento, olhamos e olhamos, sem nada enxergar.

De repente, começa a aparecer. Mas ainda é tão pequenininha! Quantas vezes olhamos e pensamos que o esforço empreendido foi muito grande e parece que não vai dar em nada. E até pensamos em desistir. Até achamos que erramos de semente. Que plantamos errado.

Mas ela continua crescendo e crescendo. Até transformar-se na maior das hortaliças. A mostarda palestina pode chegar até quatro metros de altura. Um grãozinho de nada!

Nunca, jamais, despreze os pequenos começos (Zacarias 4.10). Quanto menor, maior a possibilidade de crescimento.

Jesus falou que seus ramos se tornam tão grandes que as aves podem se abrigar à sua sombra. Se eu fosse uma árvore, ia amar isso! Depois de tanto sofrimento. Sufocada debaixo da terra e ainda assim, tendo que crescer. Na solidão. Na escuridão. No frio. Estendendo as raízes. Procurando água. De repente, finalmente, o sol! Ar fresco! Brisa refrescante! Cuidados! Crescimento! Ramos grandes! E lá vem um pássaro. Se abriga sob os ramos e, em gratidão ao Criador,  entoa um cântico. E vem outro. E logo a mostarda está abrigando um coral. Até escuto, bom demais! Ah, se eu fosse árvore, ia amar! Ia ter certeza que aquele processo todo, no oculto frio da terra, valeu a pena.

Somos árvores, que devem produzir bons frutos. Ser abrigo. Proteção. Refrigério. Crescendo, como um grão de mostarda. Como o Reino dos céus, que cresce no íntimo, no profundo e depois se expande. Precisamos desse crescimento em secreto. Das raízes expandindo para dentro, para só depois tornar-se visível e útil.

Após contar a parábola do grão de mostarda e seu crescimento, Jesus afirma que o Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha e toda a massa ficou fermentada. 

Praticamente todos já fizemos um bolo, ou pão, ou alguma massa que precisasse de uma quantidade de fermento para levedar.

Não é incrível que apenas uma ou duas colheres de fermento, ou um tablete pequeno, possam fazer com que a massa toda fique fermentada? E quando nos esquecemos de colocar o fermento, fica tudo horrível?

Assim é o Reino dos céus. Precisamos que ele cresça em nós, se não, apesar de todos os outros ingredientes, não teremos o crescimento, nem a aparência e nem o gosto que deveríamos ter.

Isso me fez lembrar de algo que aconteceu comigo, muitos anos atrás.

Queria fazer um calzone, olha a pretensão! Vi a receita. Comprei os ingredientes. Mas nunca havia feito nenhum tipo de massa que levasse fermento em tablete. Quando fui comprar, só vi um tablete grande, devia ser uns 150g. O que eu devia ter usado era 15g.

Juntei todos os ingredientes. Por último era o fermento. Achei que a receita devia estar errada. Era fermento demais! Coloquei só a metade. Ainda bem. Não sei o que teria acontecido se tivesse colocado todo aquele fermento. Só de lembrar já tenho um acesso de riso.

Deixei a massa para descansar. Esperei. Fui fazer outras coisas. Quando voltei à cozinha, tudo fedia. Um cheiro insuportável de fermento. E a massa tinha transbordado pela vasilha. Logo vi que realmente a receita estava errada (na verdade, quem tinha errado era eu). Tive que jogar tudo fora.

Coloquei num saco de lixo enorme. Na frente da minha casa tinha uma lixeira daquelas de pé. Coloquei o saco lá. E da sala (tinha um quintal na frente), sentada no sofá, conseguia escutar os estouros que a massa dava dentro do saco e só ia crescendo e crescendo. Sei que você está rindo. Pode rir à vontade. Gargalho toda vez que lembro.

Mas isso me faz pensar. Tudo em nossas vidas tem que ser com equilíbrio. Quando Jesus contou essa parábola, disse que um pouco de fermento leveda toda a massa. Um pouco. É necessário utilizar a medida certa. O exagero leva a algum tipo de erro.

Ao esquecermos o fermento, estragamos a massa. Se colocarmos menos que o necessário, não terá o crescimento esperado. Se colocarmos em excesso, teremos que jogar todos os ingredientes fora. Fede. Fermento em excesso fede. Não que o Reino dos céus vai feder. A massa é que fede. Como a religiosidade fede. Assim como aquele fermento deixou minha cozinha fedendo.

Precisamos ter atenção. O Reino dos céus é relacionamento. Não adianta querer colocar mais que o necessário para ver a massa crescer. Isso não vai acontecer. Bem, na verdade, a massa vai crescer. Mas não vai prestar. Terá que ser jogada no lixo. Prejuízo. Tempo e ingredientes jogados fora. Como aconteceu comigo. Sem contar a frustração. Eu, com o recheio pronto e sem ter onde colocar.

Religiosidade não nos leva a nada. Não é o que o Senhor deseja para nós. Regras e mais regras era o que os fariseus viviam. Eles fediam com o excesso de fermento. Suas vidas não alimentavam ninguém. Não eram exemplos a serem seguidos. Não edificavam. Apenas iam crescendo. De vez em quando um barulho de um estouro aqui e ali. E mais fedor espalhado.

Que enxerguemos o Reino dos céus como de fato ele é. Que não inventemos regras. Que não sejamos religiosos. Que vivamos. Que sejamos como a mostarda e sirvamos de refúgio e abrigo. Que sejamos como um bolo lindo, saboroso, cheiroso e nutritivo. Que atraiamos as pessoas pelo nosso aroma.

"Contudo, graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo, e por nosso intermédio exala em toda parte o bom perfume do Seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e mesmo para com os que estão perecendo." - 2 Coríntios 2.14,15

Jesus usava os acontecimentos cotidianos para ensinar. Estava assentado em um barco. Enquanto a multidão ouve Seus ensinos atentamente. Uma sala de aula ao ar livre, com material didático riquíssimo disponível. A natureza e a vida diária. Ensinava por parábolas para cumprir o que havia sido escrito a Seu respeito em Salmos 78.2.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-781-8019.html

Particularmente, amo parábolas. Esse tipo de ensinamento me leva a associações práticas e a um aprendizado melhor, difícil de esquecer, como no caso do fermento. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-parabola-do-fermento.html

Jesus então deixa a multidão e vai para casa. Seus discípulos Lhe pedem que explique a parábola do joio no campo. Ele explica.

E continua Suas comparações. O Reino dos céus é como um tesouro escondido, como pedras preciosas. Quem encontra, vende tudo o que tem para tomar posse.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/um-tesouro-escondido.html

O Reino dos céus é mais precioso que qualquer tesouro e merece ser buscado em primeiro lugar. Esse é o tesouro que a traça não corrói, que o tempo não envelhece. É o tesouro eterno.

O Senhor ainda compara o Reino dos céus com uma rede de pesca. A rede é lançada. Nela são apanhados todos os tipos de peixe, como em uma grande pescaria.

Quando se pesca com rede, todo tipo de peixe é apanhado. A rede é levada à praia e os peixes bons são separados dos ruins. O Senhor afirma que assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão e separarão os perversos dos justos, como havia dito quando contou a parábola do joio e do trigo. O mesmo ensino visto de maneiras diferentes, em cenas cotidianas.

Ele pergunta aos Seus discípulos se entenderam. Ao responderem que sim, lhes fala que um mestre da lei instruído quanto ao Reino dos céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas.

Havia muitos “mestres da lei” naquela época. Poucos instruídos sobre o Reino dos céus. Sabiam leis, costumes e ritos. Ensinos que atingiam o superficial, não o interior, onde de fato precisamos ser alcançados. Mas um mestre da lei que tivesse conhecimento do Reino dos céus, sempre poderia “sacar” de seus tesouros coisas novas e velhas, que instruem, edificam e transformam seus ouvintes. 
Um tesouro sempre será um tesouro, não importa sua idade.

A Palavra de Deus é um tesouro magnífico. Sempre tem algo a nos ensinar. Tesouros novos e velhos que podem transformar nossas vidas. http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/i-samuel-tesouro-inesgotavel.html

Após contar todas essas parábolas, Jesus foi até Nazaré, cidade onde fora criado. Ensinava nas sinagogas. Ao que parece, as pessoas não conseguiam se concentrar em Seu ensino. Estavam demais admiradas querendo saber de onde vinha Sua sabedoria e poder. Conheciam Jesus, Seus pais, Seus irmãos e se escandalizaram. Não queriam saber quem Ele de fato era. Apenas não se conformavam de um “filho de carpinteiro” ter a sabedoria que viam nEle. E assim foi que não realizou ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.

Como a fé move os acontecimentos, a incredulidade “empaca”. Milagres não andam de mãos dadas com a incredulidade. Andam de mãos dadas com a fé. Pura e simples.

Que possamos aprender e reconhecer, a cada dia, quão precioso é o Reino dos céus. O maior tesouro que poderíamos encontrar. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html

Sejamos gratos ao Senhor por nos ter revelado tão grande tesouro através de Seu maravilhoso amor.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo quatorze de Mateus.

Espero você. Até já.

Mateus 9.1-16

Leitura no dia 13/10.

Na postagem anterior vimos o Senhor acalmar a tempestade e expulsar demônios.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-823-34.html

Agora, caminharemos através do capítulo nove de Mateus. Até o versículo dezesseis.

Ele chega na cidade onde estava morando, muito provavelmente Cafarnaum. Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico na maca. Quando Jesus viu a fé que tinham, teve que reagir.

Quero observar essa cena. Um homem paralítico. Em outros Evangelhos, é contado que seus amigos, por não conseguirem chegar próximo a Jesus, o levaram até o telhado, abriram o telhado e desceram a maca à frente de Jesus.

Consegue imaginar a força que aqueles homens empregaram para auxiliar um amigo? Um homem deitado, que não podia se mexer. Uma maca. Um telhado. Primeiro o levaram até lá e depois tiveram que retirar o telhado, que não era feito de telhas. Muita disposição! Jesus olhou para eles e viu a fé que tinham. Então, disse ao paralítico: “Anime-se, filho! Seus pecados estão perdoados”.

Já ouvi algumas vezes que Jesus “era da paz, só falava em paz” e coisas do gênero. Mas o correto a dizer é que Jesus é a verdade. Muitas vezes chocava Seus ouvintes. E realmente queria chocar. Verdades geralmente são chocantes. Precisam ser.

Alguns mestres da lei que estavam ali presenciando a cena. Não ficaram admirados com a fé daqueles homens. Não. Ficaram indignados com Jesus, acusando-O em seu íntimo. De blasfêmia.

Jesus conhecia seus pensamentos. Ah, é fantástico! Ele pergunta aos mestres da lei: “Por que vocês reagem com tanta maldade em seu coração?”. E prossegue, “Eu lhes mostrarei que o Filho do Homem tem autoridade na terra para perdoar pecados”. Ele disse ao paralítico: “Levante-se, pegue  sua maca e vá para casa”.

Fico imaginando as pessoas boquiabertas acompanhando aquele diálogo. Jesus falou que os pecados do homem estavam perdoados porque queria que os mestres da lei soubessem que Ele tem autoridade na terra para perdoar pecados. Podia simplesmente ter dito ao paralítico para levantar-se. Mas queria ir além. Queria revelar algo. E o fez.

E aquele homem, tenho vontade de rir, “se levantou e foi para casa”. Satisfeito. Feliz da vida. Perdoado e curado. Completamente restabelecido.

Um homem que não podia sair da cama, agora coloca-a nas costas e sai andando. Uau! É demais para mim. Tenho que me juntar à multidão que se encontrava ali. Eles ficaram cheios de temor e glorificavam a Deus, que dera tal autoridade aos homens.

Jesus está caminhando. Vê um homem sentado na coletoria. Ele não vê um coletor de impostos. Ele vê um homem. Chamado Mateus (“Presente de Yaweh”). E o chama: “Siga-me”. Ele levantou-se e O seguiu. Simples assim.

O coletor de impostos ou publicano era mal visto entre a comunidade de Israel. Era um judeu escolhido para cobrar impostos para os romanos e, na maioria das vezes, cobrava mais que o devido. Não eram confiáveis. Não podiam servir de testemunha, nem de juiz. E quase sempre, eram expulsos das sinagogas.

E quem Jesus chama para segui-Lo? Ele mesmo, Mateus, o publicano. O “exército” de Jesus é composto de improváveis. E Ele mesmo explica o motivo.

No versículo dez, Mateus (o tal publicano que foi chamado por Jesus, e quem escreveu o livro que estamos lendo), nos conta que Jesus estava em sua casa. Vieram comer com ele e seus discípulos, muitos publicanos e pecadores.

Quando os fariseus viram, perguntaram aos discípulos de Jesus porque Ele comia com publicanos e pecadores. Os discípulos não tiveram tempo de responder. Foi Jesus quem respondeu, dizendo que os que precisam de saúde são os doentes, não os sãos. Eles se consideravam sãos aos seus próprios olhos, não precisavam de Jesus. E foi além, ordenou que aprendessem o que significa: “Desejo misericórdia, não sacrifícios”. E, caso não tivessem entendido, explicou que Ele veio chamar os pecadores, não os justos.

As pessoas gostavam de Lhe fazer perguntas. Normalmente ou está curando, ou expulsando demônios ou respondendo a alguém. Alguns porque realmente gostariam de saber, outros porque O estavam provando, outros porque achavam alguma situação absurda e perguntavam: “Como assim? Por que isso ou aquilo?”.

Agora são os discípulos de João que chegam até Jesus e perguntam porque os fariseus e eles (discípulos de João) jejuavam, mas os discípulos de Jesus, não. Ele foi bem direto. Era o noivo. Estava com Seus discípulos. Quando não estivesse mais, com certeza jejuariam. Sentiriam tal necessidade.

E aqui dá um exemplo interessante. Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha. Ora, é lógico que não. Ninguém vai comprar um tecido novo para remendar outro que já está velho. O mesmo acontecendo com o vinho. Só se coloca vinho novo em odres novos. Os dois envelhecem juntos. É necessário um processo. O vinho envelhecido é melhor. Um vinho novo em um odre velho, arrebentaria o odre.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.


sábado, 10 de março de 2018

Jesus temia falar a verdade?

Continuamos em Lucas, capítulo 11. Versículos de 37 a 54.

Quando Jesus terminou de falar sobre a candeia, um fariseu O convidou para comer com ele. Jesus foi.

Precisamos acompanhar essa cena.

Quando o Senhor chegou, reclinou-se à mesa. O fariseu, notando que Jesus não se lavara cerimonialmente antes da refeição, ficou surpreso.

Os fariseus eram muito cuidadosos com todos os cerimoniais. Muito mais que com suas vidas.

O Senhor, sabendo como o fariseu pensava, disse que eles, fariseus, limpavam o exterior do copo e do prato, mas interiormente estavam cheios de ganância e de maldade.

Ele está à mesa, na casa do fariseu e fala essas coisas? Nada O intimida? Ele tem compromisso com a verdade. Sei disso. Ainda assim, estou boquiaberta. Minha plaquinha de aplausos na mão. Mas prefiro escondê-la. Acho que se Ele não parar, as coisas por aqui vão ficar perigosas.

Para meu total espanto, Ele não para. Chama os fariseus de insensatos. Afinal, quem fez o exterior também fez o interior. O que significa que o interior também deve estar limpo.

Disse aos fariseus que deveriam dar como esmola o que estava dentro do prato para que o restante ficasse limpo. Havia claramente uma inversão de valores entre os fariseus.

Meu queixo está caído. Como Ele tem tanta ousadia?

E, mesmo com todos em silêncio, boquiabertos, continua dizendo: Ai de vocês, fariseus...”

Por que?

Porque dão a Deus o dízimo das hortaliças mas desprezam a justiça de Deus. O certo é praticar os dois.

Porque amam os lugares de honra nas sinagogas e as saudações em público. Ou seja, gostavam de “aparecer”.

Porque são como túmulos que não se veem, por sobre os quais os homens andam sem o saber. Estão mortos. E ninguém vê.

Então, um perito da lei O interrompe e diz: “Mestre, quando dizes essas coisas, insultas também a nós”.

Eu quase caio. Isso vai dar briga. O que o Senhor vai responder? Sei que Ele não é "politicamente correto, que tem compromisso com a verdade. Não tem medo de expô-la.

Ele responde: “Quanto a vocês, peritos na lei, ai de vocês também!

Por que?

Porque sobrecarregam os homens com fardos que dificilmente eles podem carregar, mas vocês mesmos não levantam um dedo sequer para ajudar.

Porque edificam os túmulos dos profetas que os seus antepassados mataram. Sendo testemunhas de aprovação ao que eles fizeram. Eles mataram, vocês fazem os túmulos. Completam a obra.

Minha plaquinha está bem escondida. Meu coração está acelerado. Começo a temer o que pode acontecer. Os homens estão furiosos. Mas Ele não para.

Ele fala que Deus disse em Sua sabedoria que lhes mandaria profetas e apóstolos, mas eles matariam alguns e perseguiriam outros. Disse ainda que aquela geração será considerada responsável pelo sangue de todos os profetas, derramados desde Abel, até Zacarias. E ainda repetiu. Para o caso deles não terem entendido ou achado que não ouviram direito.

Estou encolhida no meu lugar. De braços dados com você. Quase querendo me esconder.

E Jesus continua: “Ai de vocês, peritos na lei, porque se apoderaram da chave do conhecimento. Vocês mesmos não entraram e impediram os que estavam prestes a entrar!”

Que afirmação terrível! Os peritos da lei se apoderaram da chave do conhecimento e ao invés de entrar no Caminho e andar pela Verdade para conhecer a Vida, não entravam e ainda impediam os que queriam entrar.

Nem sei se alguém comeu.

O que sei é que quando Jesus saiu dali, os fariseus e os mestres da lei começaram a opor-se fortemente a Ele e a interrogá-Lo com muitas perguntas. Esperavam apanhá-Lo em algo que dissesse.

Não se importavam em examinar suas vidas e concluir que Ele falava a verdade. Não queriam interrogá-Lo para aprenderem com Ele mas para pegá-Lo em alguma armadilha.

Não conhecem o Senhor. Não sabem que nada O intimida. Não sabem que Ele não é "politicamente correto". Que não teme falar a verdade. Que é comprometido com ela.

Precisamos ficar por aqui.

Temos tido esse compromisso? Ou gaguejamos diante de situações que deveríamos nos posicionar? Nos calamos para sermos "politicamente corretos"? Subimos no muro ou estamos comprometidos com a verdade?

Estar comprometido com a verdade não é fácil. É necessário ousadia, como o Senhor. João Batista morreu pelo seu comprometimento. Que o Senhor nos conceda Sua graça. Como precisamos aprender! http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/quem-tenho-sido-e-voce.html

Amanhã prosseguimos. Até lá.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

A importância da Unidade

Estamos caminhando através das páginas de Marcos. Capítulo 3, versículos de 21 a 30.

Jesus entra em uma casa. Nós O acompanhamos, assim como uma multidão. Ele e Seus discípulos não conseguem nem comer. É muita gente clamando por atenção, atendimento.

Quando Seus familiares ouvem isso, vão atrás dEle. Acham que está fora de si. Mas são as multidões que não querem largá-Lo. Assim como nós.

Os mestres da lei, vindos de Jerusalém, dizem que Ele está com Belzebu, príncipe dos demônios e por ele, Belzebu, é que expulsa os demônios. Que disparate! Já reparou que, muitas vezes, quando alguém não tem explicação para algo, encontra umas respostas completamente sem argumentos?

Jesus chama os mestres da lei. Estamos atentos ao que dirá. Minha vontade é que Ele mande fogo do céu só para dar uma lição a esses mestres indignos desse título. Mas Ele não é como eu. Ele ensina. Não destrói. Explica aos mestres da lei e a todos que quiserem aprender. Satanás não pode expulsar Satanás, porque um reino dividido contra si mesmo não pode subsistir. Assim como uma casa dividida também não pode. Se Satanás se opuser a si mesmo e estiver dividido, não irá sobreviver, é o seu fim. Continua dizendo que de fato ninguém entra na casa de um homem forte e leva embora seus bens, sem antes amarrar o homem forte. Só assim, consegue roubar sua casa.

Se queremos vencer, não podemos estar divididos. A unidade é muito importante. Por isso, o Senhor desejou que fôssemos um. Por isso a Igreja é comparada a um corpo. Nosso corpo não pode ser dividido. Ele precisa atuar em conjunto. Com o mesmo propósito. Como uma engrenagem, que depende de todas as partes, de igual modo. Nenhum "dente" pode "quebrar". Se um dente se quebra, prejudica toda a engrenagem. Se há algo errado com o corpo, todo o corpo sofre.

Há dias que sinto tanta dor em meu ombro, que gostaria de arrancar meu braço, deixá-lo de lado na hora de dormir, para que o restante do meu corpo não sofresse com essa dor, mas não é possível. O corpo é uma unidade. E todo ele sofre quando meu braço dói.

Outra lição: Se temos um inimigo a vencer, não adianta querermos conseguir qualquer coisa sem antes "amarrar" o valente, ou o homem forte. Como num jogo de xadrez, precisamos derrubar o rei para ganharmos o jogo, não os peões. O mal precisa ser arrancado pela raiz, para não brotar novamente. É necessário descobrirmos quem é o valente, desmascará-lo.

Jesus ainda lhes assegura, gosto quando Ele diz "Eu asseguro", que todos os pecados e blasfêmias serão perdoados, mas o que blasfemar contra o Espírito Santo não terá perdão. É culpado de pecado eterno.

As Escrituras nos dizem, em João 16.7-11, que é o Espírito Santo quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Se o homem não se deixar ser convencido por Ele, como ser perdoado? Impossível.

Que nossos olhos e ouvidos estejam atentos ao Senhor. Que sejamos obedientes. Que sejamos sensíveis ao Seu maravilhoso Espírito. Que aprendamos a importância da unidade.

Ficamos por aqui. Quarta-feira nos encontramos. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Amigos nos levam a Jesus

Ontem nos deparamos com a triste realidade de ver Jesus sendo “convidado a se retirar” do território de Gadara.

Agora vamos começar o capítulo 9 de Mateus.

Ele chega em sua cidade, muito provavelmente Cafarnaum, onde estava morando. Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico na maca. Quando Jesus viu a fé que tinham, teve que reagir.

Quero observar essa cena. Um homem paralítico. Em outros Evangelhos, é contado que seus amigos, por não conseguirem chegar próximo a Jesus, o levaram até o telhado, abriram o telhado e desceram a maca à frente de Jesus.

Consegue imaginar a força que aqueles homens empregaram para auxiliar um amigo? Um homem deitado, que não podia se mexer. Uma maca. Um telhado. Primeiro o levaram até lá e depois tiveram que retirar o telhado, que não era feito de telhas. Muita disposição! Jesus olhou para eles e viu a fé que tinham. Então, disse ao paralítico: “Tenha bom ânimo, filho, os seus pecados estão perdoados”.

Já ouvi algumas vezes que Jesus “era da paz, só falava em paz” e coisas do gênero. Mas a verdade é que Jesus é a verdade. Muitas vezes Ele chocava Seus ouvintes. E realmente queria chocar. Verdades geralmente são chocantes. Precisam ser.

Alguns mestres da lei que estavam ali presenciando a cena, não ficaram admirados com a fé daqueles homens. Não. Ficaram indignados com Jesus, acusando-O em seu íntimo. De blasfêmia.

Jesus conhecia seus pensamentos. Ah, é fantástico! Ele pergunta aos mestres da lei: “Por que vocês pensam maldosamente em seu coração?” E prossegue, “mas para que vocês saibam que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados”, Ele disse ao paralítico: “Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”.

Fico imaginando as pessoas boquiabertas acompanhando aquele diálogo. Jesus falou que os pecados do homem estavam perdoados porque queria que os mestres da lei soubessem que Ele tem autoridade na terra para perdoar pecados. Podia simplesmente ter dito ao paralítico para levantar-se. Mas queria ir além. Queria revelar algo. E o fez.

E aquele homem, tenho vontade de rir, “levantou-se e foi”. Satisfeito. Feliz da vida. Perdoado e curado. Completamente restabelecido. Um homem que não podia sair da cama, agora coloca-a nas costas e sai andando. Uau! É demais para mim. Tenho que me juntar à multidão que se encontrava ali. Eles ficaram cheios de temor e glorificavam a Deus, que dera tal autoridade aos homens.

Vamos parar aqui um pouco e pensar na atitude de todos os envolvidos nessa cena? O paralítico. Seus amigos. Jesus. Os mestres da lei. A multidão. Temos muito a aprender com cada um.

Amanhã prosseguimos nossa viagem.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Os ensinos práticos de Jesus


Vamos continuar a percorrer o capítulo 5 de Mateus?

Jesus alertou a todos que O ouviam que não veio para abolir a Lei. Veio para cumprí-la. A Lei simplesmente não desaparece. Ela tem um propósito, até que tudo se cumpra.

O Senhor nos exorta a cumprir e ensinar a Lei, dizendo que os que assim fazem serão chamados grandes no Reino dos céus, diferente dos que desobedecem e ensinam os outros a desobediência, que serão chamados os menores no Reino dos céus. E não apenas isso, mas Ele afirma que se a nossa justiça não exceder em muito à justiça dos fariseus e mestres da Lei, que se consideravam justos, nós não entraríamos no Reino dos céus. O que Ele disse? Nossas atitudes não devem ser as "normais", as que todos fazem, elas devem ir além, demonstrando o caráter do Senhor em nossas vidas. Pelas próximas páginas que percorreremos, veremos que assim será sempre o seu ensino, ir além.

Os fariseus e mestres da Lei, infelizmente, haviam se afastados dos princípios da Lei. Normalmente faziam para serem vistos e reconhecidos pelos homens.

Em seguida, Jesus começa a citar alguns dos mandamentos abrindo o entendimento que devemos ter sobre eles.

“Não matarás”. Não significa apenas lançar mão de uma arma ou da força e tirar a vida física de alguém. Denegrir a imagem de alguém é também uma forma de matar. Devemos ter cuidado para não ferir ninguém em nossos relacionamentos. E se ferirmos, devemos imediatamente procurar a reconciliação, caso contrário sofreremos as consequências de nossos atos.

“Não adulterarás”. O Senhor não considera adultério apenas o ato levado às últimas consequências. Desejar alguém que não lhe pertence também é adultério. Porque o adultério começa no coração, antes do ato em si. Isso é tão sério que Ele nos instrui a arrancar o olho ou a mão, se estes nos fizerem pecar. Claro que não é literal. Se o desejo vir ao coração, deve ser arrancado. Mude rotinas, mude pensamentos, faça o que for preciso para que aquilo não aconteça. Tome uma atitude. Arranque aquele desejo do seu pensamento, do seu coração.

Na época de Jesus, os homens podiam dar carta de divórcio a uma mulher se ela fizesse qualquer coisa que lhe desagradasse. Até uma comida queimada podia ser caso de divórcio, mas o Senhor fez uma observação que deixou os homens perplexos: o único motivo para dar carta de divórcio a uma mulher (as mulheres não podiam dar carta aos homens), era se ela o traísse. Caso contrário, isso também se constituía em adultério.

O mandamento dizia para não jurar falsamente, mas o Senhor foi além. Não devemos jurar. Jurar para quê? Devemos ser homens e mulheres de palavra, dignos de confiança. O nosso “sim” deve ser “sim” e o nosso “não” deve ser “não”. Devemos ser íntegros e verdadeiros. O que passar disso, vem do maligno. Nossa palavra deve valer tanto quando um documento escrito e selado.

“Olho por olho e dente por dente”. Mas agora a vingança ficou para trás. Quem segue a Jesus precisa ter uma mente transformada. A ordem é amar os inimigos, orar pelos que nos perseguem. Alguém já ouviu isso? Existia até o “vingador de sangue” e agora Ele manda amar e orar pelos que “não merecem” nosso amor. Por que? Porque o Senhor faz isso. Faz chover sobre bons e maus e devemos ser como Ele. A ordem final aqui é: Sejam perfeitos, como perfeito é o Pai celestial de vocês. Ele é nosso alvo, nosso exemplo. Como anteriormente, quando disse que éramos a luz, devemos apontar para Ele. Nem mais, nem menos. E tudo, a partir do nosso coração. É de dentro para fora.

Sim, que nossos atos exceda em muito à justiça dos fariseus e mestres da lei.

Amanhã, capítulo 6 de Mateus. Até lá.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Nasce o Desejado das Nações

Bíblia na mão. Vamos ler o Capítulo 2 de Mateus.

Tal qual o rei Davi, Jesus nasceu em Belém. Era necessário para que se cumprisse o que havia sido escrito pelo profeta Miquéias, em seu livro, no capítulo 5, versículo 2.

Homens sábios, vindos provavelmente da Pérsia ou do Oriente Médio, que estudavam os tempos e as estrelas, chegaram em Jerusalém perguntando onde se encontrava Aquele que era nascido o rei dos judeus. Estavam ali para adorá-Lo.

Quando o rei Herodes, rei por aliança política com Roma e não por legitimidade, ficou sabendo, perturbou-se. Imediatamente reuniu os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei, para saber onde deveria nascer o Cristo, o Ungido, o Esperado. Eles lhe informaram que seria em Belém.

Por que esses chefes dos sacerdotes e os mestres da lei não foram junto com os sábios do Oriente, para também adorar o Rei?

O que adianta conhecer a lei e até ensiná-la se não seguí-la, não amá-la? Sabiam a lei, mas ela não produzia transformação em suas vidas. Eram aliados de Herodes e estavam satisfeitos. Felizes com suas posições na sociedade. Um novo rei nascendo, ainda que legítimo, implicaria em mudança de vida, de atitude, o que muitas vezes não é nada agradável, principalmente quando se alcança uma determinada posição.

Os sábios, que não faziam parte do povo de Israel, ficaram sabendo seu destino. Continuaram seu caminho e voltaram a ver a estrela, o que fez com que seus corações se enchessem de júbilo. Seguiram-na até que finalmente parou, exatamente sobre o lugar onde estava o menino. Quando O viram, prostraram-se e O adoraram. Que lindo!

Os primeiros homens que adoraram o Senhor Jesus não faziam parte do povo de Israel! Eram estrangeiros. Fico tão empolgada com essa informação que tenho vontade de sair dançando e cantando. Fico realmente emocionada. Meu coração se enche de júbilo, quase como se eu estivesse lá, junto com eles. Jesus, o Desejado das Nações, Aquele que iria morrer por amor ao mundo inteiro, conforme está escrito em João 3.16. Ah e se você me conhece, sabe que tenho que dar uma pausa aqui. E chorar. E louvar. E cantar. Como diz uma música, “Ele me amou primeiro e eu O amarei para sempre”. https://www.youtube.com/watch?v=uIwcPcZhl-Q

Os sábios do Oriente além de adorar o Senhor, deram-Lhe presentes. Ouro, incenso e mirra. O ouro remete à realeza, o incenso à oração (vida espiritual) e a mirra ao sofrimento, era usada para aliviar a dor. Além da simbologia, havia a parte prática desses presentes. Podiam ser facilmente carregados e trocados, vendidos por seus proprietários, em qualquer lugar.

Foram avisados em sonho para não voltarem a Jerusalém. Partiram para suas terras por outro caminho.

Depois que os sábios partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho (outro sonhador?) e o ordenou que se levantasse e fugisse para o Egito. Herodes iria procurar o menino para matá-lo. José deveria ficar lá até o anjo lhe informar o que fazer. Ah, cada dia mais gosto de José. Não esperou uma semana, ou um dia que fosse. Não esperou o sol estar mais fraco ou mais forte. Levantou, ainda durante a noite. Tomou Maria e Jesus e fugiu. Foi exatamente para onde o anjo lhe instruiu. Que homem é esse? Tem minha total admiração e respeito.

Ficaram no Egito, até que Herodes morreu. Aqui também havia um propósito. Era necessário que se cumprisse o que havia sido dito pelo profeta Oseías, em Oséias 11.1a que diz “...e do Egito chamei o meu filho.”

Tão logo Herodes percebeu que os sábios do Oriente não voltaram a Jerusalém para informá-lo sobre o local exato do nascimento do menino, ficou furioso. Mandou matar os meninos de até dois anos, em Belém e região. Mais uma profecia se cumpria sobre o nascimento de Jesus. O profeta Jeremias havia predito que Raquel choraria por seus filhos. Está em Jeremias 31.15.

Após a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu novamente em sonho a José e o instruiu a voltar para a terra de Israel. José, que não procrastinava, levantou-se e foi. Lá ficou sabendo que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes e temeu. Novamente o anjo o instrui. Foram para a região da Galiléia, também chamada a Galiléia dos “Gentios” e viveram na cidade de Nazaré. Outra profecia se cumprindo.

Termino este capítulo impactada.

Aqueles que deveriam esperar o nascimento de Jesus para adorá-Lo e presenteá-Lo não o fizeram. Não tiveram nem a curiosidade de ir junto com os sábios do Oriente para ver o “tal rei nascido”.

Estrangeiros, provavelmente da Pérsia ou do sul da Arábia, aguardavam a vinda do Messias, com o coração, não apenas com a teoria. Estudavam os céus. Viram a estrela que de alguma maneira apontava para esse tão aguardado nascimento e vieram adorá-Lo. Estrangeiros. Os primeiros a adorá-Lo.

Como José, filho de Israel, José, esposo de Maria, tinha sonhos reveladores. Se desejar saber mais sobre José, filho de Israel, leia http://www.espalhandoasemente.com/2015/11/amo-filmes.html

José era um homem fascinante. Temente ao Senhor. Obediente. Ágil. Um homem que não procrastinava. Ah, como tenho a aprender com José! Um homem que confiava no Senhor. “Levanta, faz isso”, ele ia. “Levanta, faz aquilo”, ele ia. Como um coração obediente alegra ao Senhor!

Hoje ficamos por aqui.

Amanhã vamos, juntos, garimpar o capítulo 3.