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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

2 João 1-13

Leitura do dia 23/12.

Continuamos nossa caminhada de hoje.

Na postagem anterior vimos o último capítulo de 1 João.

Ele nos exorta a crer em Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele é quem nos dá o poder de vencer o mundo. Nos dá vida eterna.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/1-joao-51-21.html

Agora, caminharemos pelas páginas de sua segunda carta. Foi escrita à “senhora escolhida”. Acredita-se que era uma amiga de João. Seu objetivo é bem evidente, alertar sua amiga contra certos falsos mestres.

Às vezes pensamos que esses falsos mestres surgiram agora, não é verdade. Sempre houve alguém querendo falsificar o que é verdadeiro. Por isso, precisamos nos empenhar em conhecer a verdade, o verdadeiro. http://www.espalhandoasemente.com/2017/05/conhecendo-o-verdadeiro-para-discernir.html

João escreve à senhora escolhida e a seus filhos. Ele os ama. Afirma que todos que conhecem a verdade também os ama.

É maravilhoso saber que a verdade permanece em nós e estará conosco para sempre.

Declara que a graça, a misericórdia e a paz que vêm de Deus, o Pai, e de Jesus, o Filho, estarão sempre conosco, os que vivem na verdade e no amor. Onde há amor, há verdade. Amor e mentira não andam juntos. Jamais.

João ficou muito feliz quando encontrou alguns dos filhos dessa senhora. Viu que viviam de acordo com a verdade, como foi ordenado pelo Pai.

Pede a ela que amemos uns aos outros. Não é um novo mandamento. É um mandamento que foi ensinado desde o princípio.

Em que consiste o amor? É simples. Fazer o que Deus nos ordenou.

O que Ele nos ordenou? Amar uns aos outros. Isso é amor.

Alerta que muitos enganadores têm ido pelo mundo negando que Jesus veio em corpo humano. Quem afirma tal coisa é enganador e anticristo. Que tenham (tenhamos) cuidado para não perder o que nos esforçamos para conseguir. Que sejamos diligentes para receber nossa recompensa completa e não faltando alguma coisa.

Quem se desvia deste ensinamento não tem ligação nenhuma com Deus. Não pode. Mas, quem permanece no ensino de Cristo tem ligação com o Pai e com o Filho.

João alerta que, se alguém for às reuniões e não ensinar a verdade de Cristo não deve ser convidado a entrar em casa. Não deve receber nenhum tipo de apoio. Não fala a verdade. Quem apoia este tipo de gente, torna-se cúmplice de suas obras, que são malignas.

Ele tem muito mais a dizer mas não deseja fazer com papel e tinta. Espera vê-los em breve e conversar pessoalmente. Ah, que visita boa essa!

Que estejamos atentos para não sermos enganados.

Que andemos na verdade. A cada dia.

Continuamos amanhã. Leremos a Terceira carta de João e a carta de Judas.

Estamos chegando ao final de nossa jornada.

Espero você. Até lá.

sábado, 16 de novembro de 2019

João 8.12-59

Leitura do dia 04/11.

Na postagem anterior vimos Jesus e a mulher pega em adultério.
Agora, continuamos nossa caminhada. Ainda através do capítulo oito de João. A partir do versículo doze. Até o final.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-81-11.html

Lembrem-se, o Senhor estava assentado no templo, ensinando. Depois deste episódio, continua. Está assentado próximo ao lugar onde eram colocadas as ofertas.

Ele diz ser a luz do mundo. Quem O segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida.

Ele é Aquele que clareia nossos caminhos. Que afasta a escuridão. Que nos mostra a verdade.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-anda-sobre-as-aguas.html

Os fariseus, que não querem ouvi-Lo, apenas censurá-Lo, acusam-No de testemunhar de Si mesmo, logo consideram Seu testemunho inválido.

Tenho vontade de dar uns "cascudos" nesses fariseus. Se não querem aprender, vão para casa. Deixem os que querem, ouvi-Lo.

Jesus responde que, ainda que testemunhe em Seu favor, Seu testemunho é válido porque sabe de onde veio e para onde vai.

Além disso, Ele fala, eles não sabem de onde Ele veio, nem para onde vai. E continua. Diz que julgam por padrões humanos; Ele não julga ninguém. E, ainda que julgue, Suas decisões são verdadeiras, porque não está sozinho. Está com o Pai, que O enviou.

E, para meu total deleite, pois a essa altura já estou em pé, aplaudindo-O, Ele diz que na Lei “deles” está escrito que o testemunho de dois homens é válido. Ele testemunha acerca dEle e Sua outra testemunha é o Pai, que O enviou. Uau! Estou boquiaberta! Sua sabedoria sempre surpreende-me, deixa-me maravilha.

Perguntam onde está Seu pai. Claro que perguntariam. Não prestam atenção às Suas palavras. Não tem ouvidos para ouvir. Nem olhos para ver.

O Senhor responde que não O conhecem, nem a Seu Pai. Se O conhecessem, também conheceriam Seu Pai.

Novamente lhes fala que irá embora, procurarão por Ele e morrerão em seus pecados, porque para onde vai, não podem ir. Os judeus se perguntam se está dizendo que irá matar-se e por isso fala que não podem ir para onde Ele vai.

Continua, esclarecendo o que havia dito. Diz que eles são de baixo. Ele é de cima. Eles deste mundo. Ele não. Repete que morrerão em seus pecados.

Ele diz: “Se vocês não crerem que Eu Sou, de fato morrerão em seus pecados”.

Quando fala assim, tenho que prostrar-me! Eu Sou é Seu nome (Êxodo 3.14).

Os fariseus perguntam quem Ele é. Tenho vontade de bater suas cabeças umas nas outras. Mas só posso observar. Observar e aprender.

Como pode? Ele acaba de falar. São realmente cegos e surdos.

Sua resposta é simples e direta. Responde: “Exatamente o que tenho dito o tempo todo”.

Diz que tem muitas coisas para dizer e julgar a respeito deles. Aquele que O enviou merece confiança e Ele diz ao mundo o que dEle ouviu.

Não entendem, não conseguem entender que fala a respeito do Pai.

Jesus lhes diz que “quando levantarem o Filho do homem, saberão que Eu Sou, e que nada faço de mim mesmo, mas falo exatamente o que o Pai me ensinou”. Aquele que O enviou está com Ele, não O deixou sozinho, pois sempre faz o que O agrada.

Quando fala em ser levantado, fala de Sua crucificação (João 3.14).
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html

Ao falar essas coisas, muitos creem nEle.

Embora ensine no templo, ninguém O prende. Ainda não é chegada a hora.

Quando abrimos nossos corações para o Senhor, conseguimos enxergar quem Ele é. Conseguimos enxergar o Pai. O Filho sempre aponta para o Pai.

Que não sejamos como os fariseus que, por estarem inchados em seus conhecimentos e preconceitos, não conseguem enxergar quem Ele é.

Vamos parar aqui e adorá-Lo. Por ser quem é. O grande Eu Sou. O Todo-Poderoso. https://www.youtube.com/watch?v=rBVjbjGVVjo

Continuemos.

Aos judeus que creram, fala que, se permanecerem firmes na Sua palavra, verdadeiramente serão Seus discípulos. Precisamos obedecer para sermos discípulos. Diz que assim, conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.

Alguns se espantam. Dizem ser descendentes de Abraão e nunca foram escravos de ninguém. Não entendem o que Jesus quis dizer quando disse que seriam livres.

Sua resposta acelera meu coração. Fala que todo que vive pecando é escravo do pecado. O pecado escraviza, enquanto o conhecimento de Sua palavra nos liberta. Sendo Seus verdadeiros discípulos, conheceremos a verdade. A verdade que liberta.

Continua dizendo que o escravo não tem lugar permanente na família, já o filho pertence para sempre. “Portanto, se o Filho os libertar, vocês serão livres de fato”.

Sei que fala a verdade. Por experiência própria. Fui escrava da depressão. Fui escrava de mentiras. Fui escrava do medo. O Filho me libertou. Hoje sou verdadeiramente livre. Tal qual falou.
https://www.youtube.com/watch?v=mvKNu6mDHZQ

Continua dizendo que sabe que são descendentes de Abraão. Apesar disso, estão procurando matá-Lo, porque neles não há lugar para Sua palavra. Ele está certo, claro. Seu discurso se afunila. A verdade é sempre verdade. http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html

Fala o que viu na presença do Pai, assim como eles fazem o que ouviram de seu pai.

Respondem que Abraão é o pai deles.

Jesus não concorda. Fala que se fossem filhos de Abraão, fariam as obras que Abraão fez. Estão procurando matá-Lo, sendo que fala a verdade que ouviu de Deus. Abraão não agiu dessa maneira.

Continua dizendo que estão fazendo as obras de seu pai. Eles protestam. Dizem que não são filhos ilegítimos, que o único Pai que têm é Deus.

Jesus responde que se fossem filhos de Deus, O amariam. Afinal, Ele veio de Deus e agora está aqui. Não veio por Ele mesmo, foi Deus que O enviou.

Faz uma pergunta que está em minha garganta. “Por que minha linguagem não é clara para vocês?”. Ele mesmo responde. Porque são incapazes de ouvir o que diz. Atesta que o pai deles é o diabo. Querem realizar o desejo dele, que foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois nele não há verdade. Logo, quando mente, fala sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira.
Assim como Jesus é a verdade, o diabo é o pai da mentira.

Continua dizendo que não creem nEle porque lhes diz a verdade. Essa linguagem não é clara para eles.

Novamente faz uma pergunta. Duas, na verdade. “Qual de vocês pode me acusar de algum pecado? Se estou falando a verdade, por que vocês não creem em mim?”

Declara que quem pertence a Deus ouve o que Deus diz. Eles não ouvem porque não pertencem a Deus.

A mentira sempre escraviza. Como degraus de uma escada escura, num precipício sem fim, cada vez mais escuro. http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-anda-sobre-as-aguas.html

A verdade, no entanto, liberta. Quando conhecemos Sua palavra, quando O conhecemos, somos de fato livres. Ele é a própria verdade. Enquanto no diabo não há nenhuma verdade, nEle não há nenhuma mentira. Tudo nEle é verdadeiro. Tudo nEle é libertador.

Essa liberdade está à disposição de todo aquele que nEle crer. Não há nada melhor que ser livre de qualquer amarra que seja. Se você ainda não O conhece, peça que se revele a você. Ele é o caminho, a verdade e a vida (João 14.6).

Conhecendo-O, junte-se a mim. Vamos adorá-Lo. https://www.youtube.com/watch?v=iVylZFZHCRs

A discussão continua. Vamos observar?

Os judeus estão irados. Dizem que Ele é samaritano. Querem dizer que não faz parte do povo de Deus. E têm a audácia de dizerem que está endemoninhado.

Meus olhos estão arregalados. Não consigo entender porque não abrem seus corações para Ele, a Verdade. Quanto a mim, tudo que queria era ficar aos Seus pés, ouvindo Suas palavras.

Jesus não rebate à primeira acusação. Quanto à segunda, declara não estar endemoninhado. E diz que honra Seu Pai. Eles O desonram. Não busca glória para Si mesmo. Há quem a busque e julgue.

Assegura que, se alguém guardar Sua palavra, jamais verá a morte. Quando fala assim, Seus ouvintes que não conseguem discernir uma verdade espiritual de uma natural, manifestam-se calorosamente dizendo que agora têm certeza de que está endemoninhado. Afinal, Abraão morreu, assim como os profetas. E Ele diz que se alguém guardar Sua palavra, jamais experimentará a morte.

Perguntam se Ele é maior do que o Pai Abraão. Dizem que ele morreu, bem como os profetas. Quem Ele pensa que é?

Jesus não “pensa quem é”. Ele sabe quem é. E vem dizendo a quem quiser ouvir. http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-e-luz-do-mundo.html

Responde que, se glorifica a Si mesmo, Sua glória não tem significado. Seu Pai, que eles dizem ser o Deus deles, é quem O glorifica. Mas eles não conhecem o Pai. Ele O conhece. Se dissesse que não O conhece, seria mentiroso como eles, mas de fato Ele O conhece e guarda Sua palavra.

Diz que Abraão, pai deles, regozijou-se porque veria Seu dia. Ele viu e alegrou-se.

Ficam consternados. Dizem que ainda não tem cinquenta nos. “E viu Abraão?”.

Se prestassem atenção em Suas palavras, entenderiam. Mas seus ouvidos não ouvem.

Sua declaração me emociona. Ele diz: “Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!”. Mais uma vez declara Seu nome, Eu Sou. Não diz que antes de Abraão nascer, já existia. Ele era. Ele é. Seu nome é Eu Sou. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/os-lindos-nomes-do-senhor.html

Finalmente entenderam o que vem dizendo. Mas não creem. Não podem acreditar ser Ele o Senhor, afinal, Ele não é como imaginavam que seria.

Apavorada olho ao redor. Estão pegando pedras para apedrejá-Lo. Acredite, até hoje em Israel têm pedras para todos os lados, imagine dois mil anos atrás.

Não apenas O rejeitam. Odeiam-No por falar a verdade. Tal qual havia dito no início de Seu discurso.

De alguma maneira Ele esconde-se. E sai do templo.

Como temos visto, Sua vida cumprirá exatamente a agenda do Pai. E não será apedrejado. Entregará Sua vida para nos salvar. De livre e espontânea vontade. No momento oportuno.

Vamos ficar aqui. Seu amor é maravilhoso. Ele é quem procuramos. É dEle que precisamos. Não podemos ser como esses homens. Não podemos rejeitá-Lo. Ele é a verdade. https://www.youtube.com/watch?v=9E57yrHjymw

Adoremos ao grande Eu Sou. https://www.youtube.com/watch?v=xu8Zel1u-6k

Prosseguimos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Mateus 16.1-28

Leitura do dia 16/10.

Ontem vimos o Senhor contando muitas parábolas. Também O vimos ser rejeitado em Nazaré. A morte de João Batista. O testemunho do Senhor sobre João Batista. A primeira e a segunda multiplicação de pães e peixes. Jesus andar sobre o mar. Curar enfermos. Ensinar sobre a pureza interior. Sobre guardar o coração. E a cura da filha da mulher cananeia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-131-58.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-141-36.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-151-39.html

Hoje leremos a partir do capítulo dezesseis de Mateus. Até o capítulo dezoito.

Nesta primeira postagem, apenas o capítulo dezesseis.

Novamente os fariseus e saduceus aproximaram-se de Jesus. Eles O puseram à prova pedindo-Lhe um sinal do céu. Jesus responde que sabiam olhar para o céu e ver se o dia seria de tempestade ou de sol, mas não sabiam interpretar os sinais dos tempos. Queriam um sinal do céu quando deveriam olhar para os sinais dos tempos. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/jesus-nos-chama-aprender-com-ele.html

Jesus, sempre comprometido com a verdade, os chamou de geração perversa, que praticava o que era ruim e prejudicava as pessoas; e adúltera, pois haviam abandonado ao Senhor verdadeiro e serviam a si mesmos. Disse ainda que nenhum sinal seria dado a eles, a não ser o sinal de Jonas. E se retirou. Assunto encerrado. Ele não perdia tempo com discussões que não levam a nada.

Assim como Jonas havia ficado no ventre do peixe, Jesus ficaria no ventre da terra. E como Jonas saiu, Jesus ressuscitaria. Não acredito que eles entenderam. Não tinham olhos para ver, ouvidos para ouvir e coração para entender. Olhavam para si. Ouviam o que lhes era conveniente. E não entendiam a verdade da Palavra. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/jonas-11-17.html

Dali, foram para o outro lado do mar da Galileia. Os discípulos esqueceram de levar pão. Jesus lhes disse para estarem atentos e terem cuidado com o fermento dos fariseus e saduceus. Eles ainda estavam muito preocupados com o natural. Começaram a discutir entre si dizendo que não haviam levado pão. Jesus, percebendo a discussão, pergunta: “Homens de pequena fé, por que vocês estão discutindo entre si sobre não terem pão? Ainda não compreendem”?.

Será que temos compreendido o que Jesus tem feito em nossas vidas?

Ele precisou lembrá-los das duas multiplicações dos pães e de como as multidões foram alimentadas naquelas ocasiões, então, os discípulos entenderam que estava falando do ensino dos fariseus e saduceus.

Lembram da história que lhes contei de quando fui fazer o calzone e o excesso de fermento estragou toda a massa? Assim era o ensino desses homens. Ensinavam regras sobre regras. Enchiam a massa de fermento, até que estivesse estragada. Não possuíam vida, apenas religiosidade.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-parabola-do-fermento.html

Que tenhamos cuidado com os fariseus e saduceus de hoje que, ao invés de produzir alimento sadio, enchem a massa de fermento. E de palha.

Fermento em excesso fede, estraga a massa, que só serve para ser jogada fora. Como o sal insípido. Como a luz que não se acende quando deveria estar acesa.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/somos-sal-e-luz.html

Que nosso fermento seja no ponto certo, introduzido em massa de trigo puro, sem mistura, que produz vida a todos que se achegarem a nós, como acontecia com nosso Senhor Jesus.

Jesus chega à região de Cesareia de Felipe. Era assim chamada em homenagem a Felipe, filho de Herodes, que dominou aquela região. Antes, chamava-se Panias, em homenagem ao deus pagão Pan, associado aos campos e rebanhos. Estive na caverna que havia sido consagrada a Pan. Ali, declaramos o nome de Jesus, como o único Rei e Senhor do Universo.

Voltando ao texto de Mateus.

Jesus escolheu essa região, dedicada a um falso deus, para perguntar a Seus discípulos quem as pessoas diziam que Ele era. Eles responderam que uns achavam que era João Batista, outros Elias e ainda outros, Jeremias ou um dos profetas.

Então, fez a maior pergunta, de todas as perguntas que podem ser feitas: “E vocês? Quem vocês dizem que Eu sou”?. Em algum momento de nossas vidas, na verdade em vários deles, temos que responder a essa pergunta. À maior pergunta do Universo. A mais importante.

Quem dizemos que Ele é? Um profeta? Um revolucionário? Um humanista? Um hippie? Um filósofo? Um homem bonzinho que falava coisas mansas e curava as pessoas? O Filho do Deus vivo? Quem pensamos que Ele é? Nossa resposta a essa pergunta irá definir nossas vidas. Completamente.

A grande pergunta do Universo não é quem eu sou, é quem Ele é. Quando sabemos quem Ele é, Ele nos revela quem somos. É maravilhoso. Sua identidade em nós, nos revela nossa identidade.

Pedro respondeu: “O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus disse que Pedro era feliz, porque essa revelação foi dada a Ele pelo Pai, que está nos céus. Não podemos ir a Jesus sem que o Pai nos dê essa maravilhosa revelação.

E eu? Quem digo que Ele é? O Cristo, Ungido, filho do Deus vivo? E você? Quem você diz que Ele é? A resposta a essa pergunta define nossas vidas. Define tudo.

Imagino estar sentada ali, junto àquela caverna dedicada a Pan, um falso deus, ouvindo o Senhor perguntar: “E vocês? Quem vocês dizem que Eu sou”?. Sei que Ele é o Cristo, o filho do Deus vivo. Meu Senhor e Salvador. Meu dono. O Amado da minha alma. Aquele a quem eu seguirei. Todos os dias. Sempre. Para sempre.

Isso me faz lembrar que nessa mesma região, Tito, no ano 70 d.C, após destruir Jerusalém, levou vários judeus ali e os massacrou, em espetáculos de jogos. Olho ao longo da história. Quantos foram martirizados porque reconheceram verdadeiramente quem Jesus é! Pedro foi um desses. Praticamente todos Seus apóstolos. E tantos outros. Inclusive hoje, longe de nossas confortáveis casas, muitos morrem por responder a essa pergunta como Pedro respondeu. Quando temos a revelação de Sua identidade, como Pedro teve, não há como O negarmos.

Estou disposta a responder, mesmo em meio às lutas e tribulações? Mesmo diante da morte, se essa pergunta me for feita?

“E vocês? Quem vocês dizem que Eu sou"?. Eu quero conhecer Jesus, como Ele é, a cada dia. E você? https://www.youtube.com/watch?v=rBVjbjGVVjo

Após Pedro responder à pergunta mais importante do Universo, reconhecendo Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, Jesus afirma que ele era Pedro (pedra). E sobre essa revelação, que Pedro teve a respeito de Sua identidade, Ele edificaria Sua igreja. Sua igreja espalhada nos quatro cantos da terra. A Igreja verdadeira. A que fazemos parte, desde que tenhamos essa revelação, vinda diretamente do Pai até nós.

Jesus é a verdadeira pedra de esquina, aquela que os edificadores rejeitaram e que veio a ser principal, como está escrito no Salmo 118.22.

O Senhor disse que as portas do inferno não prevaleceriam sobre Sua igreja. Significa que nós, igreja, precisamos ir contra o inferno. A igreja não foi feita para ficar plantada em quatro paredes. Precisamos avançar, declarando quem Ele é.

Temos autoridade, dada por Ele, chaves do Reino dos céus. Chaves que ligam nos céus aquilo que ligarmos na terra. Precisamos descobrir o poder da oração. E usar esse poder, para levar o Reino dos céus aos quatro cantos desta terra, a começar pelo lugar onde estamos. Muitas coisas precisam acontecer e estão esperando nossas orações. Temos essa chave em nossas mãos.

Jesus ordenou que os discípulos não contassem a ninguém que Ele era o Cristo. Ainda não era a hora.
Desde então, começou a explicar-lhes a necessidade dEle ir a Jerusalém, sofrer nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e mestres da lei, até ser morto e ressuscitar ao terceiro dia.

Após terem a revelação de quem o Senhor Jesus é, Ele passa a dizer o que irá acontecer. É sempre assim. Um passo após o outro. Uma revelação após outra. Como as águas de Ezequiel, que iam ficando cada vez mais fundas à medida que ele prosseguia (Ezequiel 47).

Mas Pedro, que anteriormente havia tido uma revelação do Pai, agora se deixa ser usado pelo inimigo das nossas almas. Chama Jesus de lado e começa a dizer que a fala do Senhor não iria acontecer de jeito nenhum. Jesus nem pestaneja. Simplesmente o repreende. Dizendo que naquele momento Pedro era uma pedra de tropeço e não de sustentação, pois estava pensando nas coisas terrenas e não nas celestiais.

Que tipo de pedra temos sido? Temos tido a revelação do Pai de quem Jesus é e, baseados nessa revelação temos deixado que Ele edifique Sua igreja em nós e através de nós? Ou temos sido pedra de tropeço, pensando no que é humano e não no que é de Deus?

Todos os dias precisamos fazer essa escolha. À semelhança de Jesus, por sermos Seus seguidores, somos pedras. Somos pedra que pode ser usada para edificação ou para tropeço. O que tenho sido? E você? Já reparou que essa pergunta sempre está diante de nós? Joio ou trigo? Árvore que produz bons frutos ou maus? Terra boa ou má? Andar por fé ou vista? Crer ou duvidar? Pedra de sustentação ou pedra de tropeço?
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/somos-joio-ou-trigo.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/que-tipo-de-arvores-somos.html

Uma das coisas que me impressionou em Israel foi a quantidade de pedras pelo caminho. Para todos os lados. Agora, sento em uma. Preciso pensar. Analisar. Verificar minha vida. Minhas escolhas. Sente-se comigo. Espere um pouquinho.

Pronto. Levantamos da pedra que estávamos sentados, pensando sobre que tipo de pedra somos. Prosseguimos pelo capítulo dezesseis de Mateus. Jesus continua falando. Cada vez mais sério. Se quisermos acompanhá-Lo, temos que negar-nos a nós mesmos, tomar nossa cruz e segui-Lo. Será que temos essa disposição? Negar a si mesmo, envolve tanta coisa. Colocar o Senhor e Sua vontade antes da nossa não é fácil. Nossa natureza é normalmente egoísta.

Ele fala que se alguém quiser salva sua vida, a perderá, mas quem perder sua vida por Sua causa, a encontrará. Posso dizer que essa verdade tem acontecido em minha vida. “Não estou dizendo que já obtive tudo isso, que já alcancei a perfeição. Mas prossigo a fim de conquistar essa perfeição para a qual Cristo Jesus me conquistou. Não, irmãos, não a alcancei, mas concentro todos os meus esforços nisto: esquecendo-me do passado e olhando para o que está diante de mim, prossigo para o final da corrida, a fim de receber o prêmio celestial para o qual Deus nos chama em Cristo Jesus” (Filipenses 3.12).

Não existe nada melhor do que encontrar nossa vida em Jesus. Descobrir quem Ele é e quem nós somos.

O Senhor continua dizendo que não adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma. Daríamos qualquer coisa em troca dela. É o que temos de mais importante. Nossa alma é eterna. Devemos então, focar nosso desejo, nossos projetos e nossa vida no que é eterno. Seguir ao Senhor, tomando nossa cruz, a cada dia. Não dia sim, dia não, ou apenas em um dia da semana, para aplacar nossa consciência. Todos os dias. E segui-Lo. Negando nossa vontade, muitas vezes, para obedecê-Lo.

Quando era adolescente, li um livro, “Em seus passos, o que faria Jesus”?. Até hoje, anos depois, quando tenho qualquer dúvida, penso nessa pergunta. “O que Jesus faria? Como Ele agiria? O que Ele responderia? Ele responderia? Ele perdoaria? Ele"... Precisamos viver assim para seguirmos ao Senhor, para acompanhá-Lo, caso contrário ficaremos para trás e, quando abrirmos nossos olhos, já estará bem distante de nós. Precisaremos correr, talvez por lugares onde deveríamos ir agachados, engatinhando, tamanho perigo. Não podemos caminhar sozinhos. Temos que acompanhá-Lo. Precisamos segui-Lo.

Ah, Ele faz uma promessa maravilhosa, digna de confiança. Virá na glória de Seu Pai, com Seus anjos, e recompensará a cada um de acordo com o que tenha feito. Há uma recompensa por negar-se, tomar a cruz e segui-Lo. Uma recompensa eterna, que não conseguimos imaginar.

“É a isso que as Escrituras se referem quando dizem: 'Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, e mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que O amam”. - 1 Corintios 2.9

Não devermos segui-Lo por causa da recompensa e sim por Ele. Ele é maravilhoso o suficiente para querermos segui-Lo a cada dia, mesmo nas dificuldades, mesmo quando não queremos nos negar ou temos dificuldade em obedecê-Lo, ainda assim, se O seguirmos, seremos recompensados. Estaremos com Ele para sempre. É muito além do que podemos imaginar. E, acredite, não tem nada a ver com ficar sentado em uma nuvem tocando harpa, quase morrendo de tédio. O Senhor é muito mais que isso. Ele é ação, é ordem, é movimento.

Negar-se não é fácil, mas valerá a pena. Por Ele. https://www.youtube.com/watch?v=tZDKWhMfnSQ

Após ter dito essas palavras tão sérias e profundas, o Senhor falou que havia alguns ali que não morreriam antes de ver o Filho do homem vindo em Seu Reino. Os discípulos levaram seis dias para entender o que estava dizendo, talvez mais.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Provérbios 22.1-24.34

Leitura do dia 05/07.

Continuamos nossa caminhada através dos capítulos de Provérbios.

Ontem vimos que o insensato arruína sua vida (e a de muitos), e depois fica irado contra o Senhor. Esquece que colherá o que plantou.

Também vimos a importância da disciplina na vida das crianças, para que possam aprender o caminho correto. E o quanto é difícil encontrarmos alguém leal. Precisamos ser esses leais que serão encontrados. Também precisamos preparar “o cavalo” para o dia da batalha, sem esquecer que nossa confiança não pode estar “no cavalo”. Precisa estar no Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-191-2131.html

Hoje, caminharemos pelas páginas dos capítulos vinte e dois a vinte e quatro. Lembre-se de anotar o que chamou mais sua atenção. São muitos versículos maravilhosos. Todos dignos de um estudo à parte.

No capítulo vinte e dois, ao que tudo indica, até o versículo dezesseis, os provérbios foram escritos por Salomão. Do versículo dezessete até o final do capítulo vinte e quatro, são conselhos, ditados, dos sábios.

Salomão afirma que a boa reputação vale mais que grandes riquezas. E ser estimado é muito melhor que prata e ouro. Isso me faz lembrar algumas pessoas que têm muito dinheiro e agem insensatamente. Perdendo a reputação e, o pior, a estima. Sim, é melhor ter boa reputação e estima, que contas bancárias forradas de dinheiro e bens para todos os lados. O amor cobre uma multidão de pecados (1 Pedro 4.8), riquezas, não.

Que tracemos nossos caminhos com prudência. Nosso lugar deve ser “na torre de vigia”. Ali, olhamos o que está ao longe. Podemos antever o perigo. E tomar as devidas precauções. Quem não age assim, caminha sem enxergar e sofre as consequências.

Como pais, temos o direito, a obrigação e a responsabilidade de ensinar nossos filhos no caminho certo. A disciplina precisa fazer parte desse ensino. Ela afasta a criança da insensatez. Livra, inclusive, da morte. E, como é bom vê-los crescendo no caminho certo, fazendo escolhas saudáveis, que trazem vida!

Cuidado ao pedir empréstimos. Tornamo-nos escravos de nossos credores. Que nos livremos o mais rápido possível. Que pertençamos apenas ao Senhor. A mais ninguém.

É tranquilizador saber que aquele que semeia injustiça colherá desgraça. Essa colheita pode demorar, mas é certa. Seu reino de terror terá fim. Não um fim feliz, com fogos de artifício, mas um fim em total desgraça. É sua colheita. Não há com fugir.

Que sejamos generosos, e alimentemos os pobres. Que os socorramos.

Que não sejamos preguiçosos, sempre procurando e encontrando desculpas para não levantar, não agir, não seguir em frente.

Os ditados dos sábios têm como objetivo aprender a confiar no Senhor. Devem ser guardados no coração e, ao mesmo tempo, estar na ponta de nossas línguas. Assim, saberemos a verdade e a transmitiremos.

Que não exploremos o pobre só porque temos a oportunidade de fazê-lo, como muitos fazem, sem pensar que o próprio Senhor os defenderá. Que os tratemos com respeito e empatia. O Senhor fez a todos nós.

Fujamos de caminhar com briguentos, comilões e beberrões. De garantir dívidas de outros. De mudar as antigas divisas (aqui os sábios estão falando em relação à terra que foi repartida por Josué, mas podemos aplicar em nossa realidade).

Quem é competente será promovido. Não precisa (e não deve) passar por cima de ninguém. Seu trabalho competente será reconhecido. Estará entre os grandes. Não trabalhará para qualquer um.

O capítulo vinte e três nos alerta quanto ao nosso comportamento. Se nos sentarmos para comer com alguém de autoridade, sejamos prudentes. Prestemos atenção ao que nos é oferecido. Não caiamos em nenhuma armadilha. Talvez estejamos sendo testados.

Que trabalhemos o suficiente. Não é sábio ir além, se desgastando em excesso, tentando angariar mais riquezas. Saiba quando parar. Ou não desfrutará do que angariou. Estará desgastado demais. E doente.

A prostituição e a promiscuidade são covas profundas, ansiosas para levar mais pessoas à infidelidade, prendendo-as em suas garras. Que, neste tempo quando faltam os leais, sejamos um deles.

E quanto à bebida? Quem passa horas experimentando bebidas fortes e tomando vinho, de alguma forma está revelando a angústia e tristeza de sua alma. Acaba sofrendo mais ainda. A bebida é veneno mortal. Como a picada de uma cobra venenosa. Quem bebe fica como se estivesse balançando em alto mar. No topo de um mastro. De lá para cá. Fala o que não deve. Pensa asneira. Não consegue solução para seus problemas e angústias. Só piora sua situação.

O capítulo vinte e quatro inicia nos aconselhando a não ter inveja dos maus, muito menos desejar sua companhia. Eles tramam violência. Suas palavras sempre vêm acompanhadas de problemas.

Uma casa é construída com sabedoria. Fortalecida com entendimento. Preenchida de preciosos e desejáveis bens, através do conhecimento. Sabedoria, entendimento e conhecimento são muito mais valorosos que quaisquer outros tipos de riquezas.

Os sábios também falam que é melhor ser sábio que ser forte. O sábio sempre se fortalece, cada vez mais. Não sai à guerra sem uma boa orientação. Sabe que precisa de conselhos para ser vitorioso.

Não podemos vacilar quando estivermos com dificuldade. Se o fizermos, nossa força será pequena. Como enfrentar outros momentos quando precisarmos dessa experiência? Como "mudar de fase" em nossas vidas?

É nosso dever, como seguidores do Senhor, procurar libertar os que estão condenados a morrer. Salvá-los, mesmo quando estão caminhando e tropeçando em direção à morte. Não podemos nos desculpar dizendo que não sabemos o que está acontecendo. O Senhor sabe que temos conhecimento.

Como Charles H. Spurgeon afirmou “Se os pecadores serão condenados, que pelo menos pulem para o inferno passando por cima de nossos corpos. Se perecerem, que pereçam com nossos braços e mãos tocando os seus joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno tiver de ser cheio, pelo menos que seja cheio apesar de nossos esforços, e que ninguém entre ali sem estar avisado e sem que se tenha intercedido por essa pessoa”. Que os arranquemos de lá.

Que sejamos misericordiosos. Que a verdade habite em nós. Seja nossa bandeira.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo vinte e cinco. Até o capítulo vinte e sete.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Salmo 119.153.160

Leitura do dia 23/06.

Continuamos nossa caminhada pelas estrofes do Salmo cento e dezenove. Quase no fim.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-119145-152.html

Agora, leremos do versículo cento e cinquenta e três ao versículo cento e sessenta.

Rêsh
O salmista continua sua oração. Pede que o Senhor veja seu sofrimento. E o livre. Nunca se esqueceu de Sua lei. Mesmo nos momentos mais terríveis de sua vida. Pede que o Senhor defenda Sua causa. Que o liberte. Que o proteja. Como Ele mesmo prometeu.

"Aquele que habita no abrigo do Altíssimo encontrará descanso à sombra do Todo-Poderoso". - Salmo 91.1

Lembra que os perversos estão longe da salvação. Motivo: não dão importância aos decretos do Senhor.

Não é seu caso. Sabe que o Senhor é misericordioso. Por isso, clama que o restaure. Muitos são os que o perseguem. Os que o afligem. Ainda assim, continuou fiel.

Quando olha para os que não obedecem a palavra do Senhor, fica desgostoso. Ele ama Suas ordens. E continua clamando por salvação.

E, em meio a toda sua dor, reconhece que a própria essência de Suas palavras é a verdade. Todos Seus estatutos são justos. E permanecerão eternamente. Por isso espera. Sabe que pode confiar. Encontrará refúgio no Senhor.

Ah, que aprendamos com o salmista. Que não desistamos de clamar ao Senhor. Somente Ele pode nos responder. Mesmo que pareça demorado. Sua misericórdia não tem fim. Seus preceitos são eternos. E atuais. Continuemos a clamar e a obedecê-Lo. Até o fim. A cada dia.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Salmos 81.1-85.13

Leitura do dia 14/06.

Continuamos nossa caminhada por Salmos.

Vimos Asafe relembrar a história de Israel. E proclamar que cada geração deve colocar sua esperança no Senhor, não esquecendo Seus poderosos feitos. Também o vimos clamar ao Senhor porque as nações invadiram a terra e profanaram o santo templo. Transformaram a cidade de Jerusalém em um monte de ruínas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-781-8019.html

Hoje, caminharemos pelos Salmos oitenta até o Salmo oitenta e cinco.

No Salmo oitenta, que deveria ser acompanhado com instrumento de cordas, Asafe conclama a todos que cantem ao Senhor, nossa força. Que façam soar o tamborim, a doce lira e a harpa. Que a trombeta seja tocada na lua nova e na lua cheia. Data de festas.

Depois, Asafe conta que ouviu uma voz. O Senhor falou com Ele. Seu desejo era que Seu povo O ouvisse. Que escutasse Suas advertências. Que não tivessem outros deuses, além dEle. Seu desejo é que Seu povo andasse em Seus caminhos. Ele mesmo lutaria por eles. Ele os alimentaria com o trigo da melhor qualidade e com mel tirado da rocha.

No Salmo oitenta e dois, Asafe fala que o Senhor preside uma assembleia dos céus e anuncia Seu julgamento. Ele canta que façamos justiça ao pobre e ao órfão. Que defendamos os direitos do oprimido e do desamparado. Que livremos o pobre e o necessitado. Que os libertemos das garras dos perversos. Estes, andam sem rumo e morrerão, como simples mortais, ainda que sejam como deuses.

No Salmo oitenta e três, Asafe pede que o Senhor não fique em silêncio, nem feche Seus ouvidos e muito menos permaneça calado enquanto os perversos tramam destruição. Se o Senhor agir, aprenderão que somente Ele é Senhor, o Altíssimo em toda a terra.

No Salmo oitenta e quatro, para ser acompanhado com instrumento de cordas, os descendentes de Corá, cantam que é muito agradável o lugar em que o Senhor habita. Sentem um forte desejo no íntimo de seus corações, de entrar nos pátios do Senhor. Com todo o coração aclamam Seu nome. É um lugar tão agradável que até o pardal encontrou um lar e a andorinha fez ninho para seus filhotes. Os que habitam em Sua casa são felizes.

Ah, como são felizes os que recebem forças do Senhor. Os que tomam a decisão de percorrer Seus caminhos.

Sim, podemos concordar com eles. É infinitamente melhor receber forças do Senhor do que de um remédio, uma droga, uma bebida. E todos que tomam a decisão de andar pelos Seus caminhos recebem força diretamente dEle.

Todos passam pelo Vale das Lágrimas, mas os que decidiram andar pelos caminhos do Senhor, transformam esse vale num lugar de fontes. Sim, as lágrimas nos levam a um caminho de renovo no Senhor. E as primeiras chuvas o cobrem de bênçãos. Antes de qualquer outro lugar. Esses continuarão a ser fortalecidos. Até se apresentarem diante dEle.

Acredite, os descendentes de Corá estão certos. Já passei por esse vale. E ali fui revigorada.

Em sua canção, continuam clamando ao Senhor. Sabem que um dia apenas na presença do Senhor é melhor que mil dias em qualquer outro lugar. É preferível ser porteiro do Senhor a viver nas ricas moradas dos perversos. Porque o Senhor é nosso sol. Nosso escudo. Ele nos dá graça e honra. Os que confiam no Senhor são felizes. Ele os ouvirá.

No Salmo oitenta e cinco, os descendentes de Corá reconhecem que o Senhor abençoou a terra. Pedem que continue restaurando Seu povo. Ouvem com atenção o que o Senhor fala. Fala de paz a Seu povo. Desde que sejam fieis. Que não voltem aos caminhos insensatos. Sua salvação está perto.

Há um vislumbre de quando o Senhor age. Uma cena fantástica. Quase indescritível. Consegue imaginar? O amor e a verdade se encontrando. A justiça e a paz se beijando. A verdade brotando da terra. E a justiça sorrindo dos céus. Sim, o Senhor abençoará Seu povo.

Que nossos pensamentos e atos sejam tais, que o amor e a verdade se encontrem. Que a justiça e a paz se beijem. Que a verdade brote de nossa terra. E a justiça sorria dos céus. Mesmo em meio a todo o caos ao nosso redor.

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo oitenta e seis ao capítulo oitenta e nove.

Espero você. Até lá.

sábado, 10 de março de 2018

Jesus temia falar a verdade?

Continuamos em Lucas, capítulo 11. Versículos de 37 a 54.

Quando Jesus terminou de falar sobre a candeia, um fariseu O convidou para comer com ele. Jesus foi.

Precisamos acompanhar essa cena.

Quando o Senhor chegou, reclinou-se à mesa. O fariseu, notando que Jesus não se lavara cerimonialmente antes da refeição, ficou surpreso.

Os fariseus eram muito cuidadosos com todos os cerimoniais. Muito mais que com suas vidas.

O Senhor, sabendo como o fariseu pensava, disse que eles, fariseus, limpavam o exterior do copo e do prato, mas interiormente estavam cheios de ganância e de maldade.

Ele está à mesa, na casa do fariseu e fala essas coisas? Nada O intimida? Ele tem compromisso com a verdade. Sei disso. Ainda assim, estou boquiaberta. Minha plaquinha de aplausos na mão. Mas prefiro escondê-la. Acho que se Ele não parar, as coisas por aqui vão ficar perigosas.

Para meu total espanto, Ele não para. Chama os fariseus de insensatos. Afinal, quem fez o exterior também fez o interior. O que significa que o interior também deve estar limpo.

Disse aos fariseus que deveriam dar como esmola o que estava dentro do prato para que o restante ficasse limpo. Havia claramente uma inversão de valores entre os fariseus.

Meu queixo está caído. Como Ele tem tanta ousadia?

E, mesmo com todos em silêncio, boquiabertos, continua dizendo: Ai de vocês, fariseus...”

Por que?

Porque dão a Deus o dízimo das hortaliças mas desprezam a justiça de Deus. O certo é praticar os dois.

Porque amam os lugares de honra nas sinagogas e as saudações em público. Ou seja, gostavam de “aparecer”.

Porque são como túmulos que não se veem, por sobre os quais os homens andam sem o saber. Estão mortos. E ninguém vê.

Então, um perito da lei O interrompe e diz: “Mestre, quando dizes essas coisas, insultas também a nós”.

Eu quase caio. Isso vai dar briga. O que o Senhor vai responder? Sei que Ele não é "politicamente correto, que tem compromisso com a verdade. Não tem medo de expô-la.

Ele responde: “Quanto a vocês, peritos na lei, ai de vocês também!

Por que?

Porque sobrecarregam os homens com fardos que dificilmente eles podem carregar, mas vocês mesmos não levantam um dedo sequer para ajudar.

Porque edificam os túmulos dos profetas que os seus antepassados mataram. Sendo testemunhas de aprovação ao que eles fizeram. Eles mataram, vocês fazem os túmulos. Completam a obra.

Minha plaquinha está bem escondida. Meu coração está acelerado. Começo a temer o que pode acontecer. Os homens estão furiosos. Mas Ele não para.

Ele fala que Deus disse em Sua sabedoria que lhes mandaria profetas e apóstolos, mas eles matariam alguns e perseguiriam outros. Disse ainda que aquela geração será considerada responsável pelo sangue de todos os profetas, derramados desde Abel, até Zacarias. E ainda repetiu. Para o caso deles não terem entendido ou achado que não ouviram direito.

Estou encolhida no meu lugar. De braços dados com você. Quase querendo me esconder.

E Jesus continua: “Ai de vocês, peritos na lei, porque se apoderaram da chave do conhecimento. Vocês mesmos não entraram e impediram os que estavam prestes a entrar!”

Que afirmação terrível! Os peritos da lei se apoderaram da chave do conhecimento e ao invés de entrar no Caminho e andar pela Verdade para conhecer a Vida, não entravam e ainda impediam os que queriam entrar.

Nem sei se alguém comeu.

O que sei é que quando Jesus saiu dali, os fariseus e os mestres da lei começaram a opor-se fortemente a Ele e a interrogá-Lo com muitas perguntas. Esperavam apanhá-Lo em algo que dissesse.

Não se importavam em examinar suas vidas e concluir que Ele falava a verdade. Não queriam interrogá-Lo para aprenderem com Ele mas para pegá-Lo em alguma armadilha.

Não conhecem o Senhor. Não sabem que nada O intimida. Não sabem que Ele não é "politicamente correto". Que não teme falar a verdade. Que é comprometido com ela.

Precisamos ficar por aqui.

Temos tido esse compromisso? Ou gaguejamos diante de situações que deveríamos nos posicionar? Nos calamos para sermos "politicamente corretos"? Subimos no muro ou estamos comprometidos com a verdade?

Estar comprometido com a verdade não é fácil. É necessário ousadia, como o Senhor. João Batista morreu pelo seu comprometimento. Que o Senhor nos conceda Sua graça. Como precisamos aprender! http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/quem-tenho-sido-e-voce.html

Amanhã prosseguimos. Até lá.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A Escritura de Isaías se cumpre

Continuamos nossa caminhada através de Lucas, capítulo 4, dos versículos 14 ao 30.

Depois que Jesus volta do deserto, vai para a Galiléia. No poder do Espírito do Senhor.

Sua fama espalha-se por toda aquela região. Ele ensina nas sinagogas. Todos O elogiam. Seus ensinos, como vimos, são cheios de autoridade. Sabe o que está falando. Vive o que ensina.

Nós O acompanhamos através dessas páginas de Lucas.

Ele vai até Nazaré, onde foi criado. É um sábado.

Ele entra em uma sinagoga. Era Seu costume em todas as cidades por onde passava.

Na hora da leitura, Levanta-se para ler. Entregaram-Lhe o livro de Isaías.

Meu coração dispara. Quantos textos em Isaías falam sobre Ele!Tenho a impressão de que tudo parou. Um silêncio toma conta da sinagoga.

Ele procura um texto e lê: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”.

Meu coração quase sai pela boca. Seguro em seu braço. Esse texto fala dEle. De Sua missão. Meus olhos estão nEle. Mal consigo respirar.

Ele fecha o livro. Devolve-o ao assistente. E senta-se. Não há um barulho sequer. Olho em volta. Todos estão olhando para Ele. Ninguém pisca.

Ele fala: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”.

Meu coração ou parou, ou realmente saiu pela boca. Tenho que levantar minha plaquinha. Observar essa cena é simplesmente fantástico. Tenho que gritar, aplaudí-Lo, saltar, dançar. O Messias tão aguardado, acaba de ler as Escrituras, que claramente falam dEle. E Ele faz essa afirmação.

Começa um burburinho. Continuam a falar dEle. Todos estão admirados com as palavras de graça que saem de Seus lábios, mas não entendem e se perguntam: “Este não é o filho de José”?

O Senhor lhes diz que eles, com certeza, citarão o provérbio: “Médico, cura-te a ti mesmo!” E, "faz aqui o que fizeste em Cafarnaum".

Jesus continua dizendo que nenhum profeta é aceito em sua terra. É difícil para as pessoas olharem e verem que aquele que estava ali com eles, que cresceu com eles, agora tem uma posição de proeminência.

Ele lembrou que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando ficou sem chover por três anos e meio e houve grande fome na terra, mas Elias foi enviado a uma viúva estrangeira. Também havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, mas nenhum deles foi purificado, exceto Naamã, que era um comandante do exército da Siria.

Fico boquiaberta com Sua ousadia. Seu compromisso é sempre com a verdade. Sua coragem me impressiona. Mesmo assim, me apavoro.

Todos que estavam na sinagoga ficam furiosos ao ouvirem essas palavras. Se levantam e O expulsam da cidade! Levam o Senhor até ao topo da colina onde Nazaré foi construída para atirá-Lo precipício abaixo.

Mas pasme, não sei como, Ele passou pelo meio deles e foi embora. Não chegou Sua. Ele se entregará por todos nós. Com a morte maldita da cruz.

Preciso sentar. Minhas pernas estão bambas. Como uma cena de total silêncio se transformou nessa balbúrdia? Mãos sendo levantadas, gritos, ódio. Desejo de morte.

Se Ele fosse um homem qualquer teria sido lançado precipício abaixo, sem piedade.

Como a verdade abala quem não tem compromisso com ela! Como alguns paradigmas são difíceis de serem quebrados.

Eles estavam a espera do Messias. Mas não quiseram acreditar quem Jesus era. Ia de encontro ao orgulho deles. “Como assim? Esse não é o filho do carpinteiro”? Não se deram ao trabalho de investigar, muito menos de crer.

Que sejamos diferentes. Que tenhamos um coração inclinado ao Senhor e à Verdade. Que aceitemos Suas revelações, Sua identidade. Que nossas vidas sejam dEle.

Amanhã continue sua caminhada. Nos encontramos na segunda-feira. Até lá.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A verdade liberta

Como tem sido comum ouvir cristãos falando sobre tudo e qualquer coisa menos sobre o Senhor Jesus Cristo. 

Fala-se sobre teorias e filósofos muito mais do que sobre Cristo. 

Falam menos sobre Jesus e mais sobre Platão, Plutão e até Pluto.

Não tenho como discordar de Paulo: "Porquanto, chegará o tempo em que não suportarão o santo ensino; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, reunirão mestres para si mesmos, de acordo com suas próprias vontades. Tais pessoas se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Tu, no entanto, sê equilibrado em tudo, suporta os sofrimentos, faze a obra de um evangelista e cumpre o seu ministério." - 2 Timóteo 4.3-5

Paulo alertou a Timóteo que isso aconteceria. E aconteceu. Naquela época, assim como hoje. 

Não quero aqui ir contra nenhuma teoria, teologia, filosofia ou filósofo. Filosofia, afinal, nos remete ao amor à verdade. No entanto, o amor à verdade não pode estar acima da própria verdade.

Jesus disse que Ele é o caminho, a verdade e a vida (João 14.6). É nEle que encontramos a verdade, pura e simples.

E o que a verdade faz? Como ela atua? Jesus mesmo nos dá a resposta quando disse: "E 
conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". - João 8.32 

Ele não parou aí. Continuou: "Assim sendo, se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres" - João 8.36

Por que buscamos conhecimento? Para sermos livres. Não queremos ser manipulados. Eu, pelo menos, nunca quis. 

Conhecimento nos traz poder. Mas de que adianta um conhecimento sem verdade? Muitos conhecimentos podem até carregar a verdade mas Jesus é a própria Verdade. Se O conhecermos, seremos verdadeiramente livres. 

Nenhuma teologia, nem filosofia, nem teoria, pode nos levar à liberdade como o conhecimento dEle. É Ele quem pode nos libertar. Somente Ele.

Como conhecemos alguém? Se quero conhecer você, não vou "estudar" você. Não vou criar teorias a seu respeito, olhando de longe. Vou andar com você. Vou gastar tempo com você. Tempo de qualidade. Ouvir, perguntar, observar suas reações, seus gostos, seus gestos e até seus olhares. Aprender quem você é, e então, gostar ou não de você. Não como um objeto de estudo, mas alguém com suas individualidades e peculiaridades. Vamos interagir. Você e eu. E conhecendo você, você também vai me conhecer. Não pode haver unilateralidade em um relacionamento. Se queremos, de fato, conhecer a verdade, precisamos andar com Jesus. 

Você me pergunta: "Como?" Orando e lendo Sua Palavra. Não existe outro caminho. Não existe uma fórmula mágica. Palavras repetidas em frente ao espelho, ou quando você acorda ou deita não farão isso. Palavras ao vento não farão isso. Palavras sorteadas como se fosse um jogo, não farão isso. 

Precisamos dedicar tempo. De oração. De leitura à Palavra. O único livro que é vivo. "Porquanto a Palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante que qualquer espada de dois gumes; capaz de penetrar até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é sensível para perceber os pensamentos e intenções do coração" (Hebreus 4.12). Acredite, ela faz realmente dessa forma. E transforma.

Não permita que nada esteja acima dEle e de Sua Palavra. Ele é o único caminho. Tudo o mais são atalhos que nos levam a quedas, buracos e precipícios. Se entrou por um atalho, volte. Ele está esperando de braços abertos. Pronto para revelar a verdade. A verdade que liberta.


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Que tipo de lavradores somos?

Finalizando o capítulo 21 de Mateus.

Ontem vimos o Senhor afirmar aos “Seus ouvintes” que os publicanos e as prostitutas estavam entrando no Reino dos céus antes deles.

Hoje Ele conta outra parábola. Começa dizendo: “Ouçam outra parábola.”

É a parábola dos lavradores maus. Prestemos bastante atenção. Abra seus olhos e ouvidos.

Havia um proprietário de terras. Esse proprietário plantou uma vinha. Colocou uma cerca ao redor, para protegê-la. Cavou um tanque para prensar as uvas, para fazer vinho. E construiu uma torre. Para vigiar sua vinha. Principalmente na época da colheita, é muito importante essa vigilância. Há salteadores e intempéries.

Depois que o proprietário da terra fez tudo isso, deixando tudo pronto, arrendou sua vinha e fez uma viagem.

Quando estava próxima a época da colheita, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe pertenciam. Quando uma terra era arrendada, parte da colheita pertencia ao arrendatário e a outra parte ao proprietário da terra.

Quando aqueles servos foram receber essa parte que era devida ao proprietário, os lavradores agarraram e espancaram aqueles homens. A outros, também enviados, mataram. Os próximos foram apedrejados.

O proprietário enviou outros servos, em maior número, mas os lavradores trataram-nos da mesma forma.

Por último, aquele proprietário resolveu enviar seu filho acreditando que a ele, respeitariam. Ledo engano. Quando os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros: “Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e ficar com a herança”. Foi o que fizeram. Agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e mataram-no.

Jesus pergunta “quando vier o dono da vinha, o que fará àqueles lavradores?”

Ele não questiona se o dono da vinha virá. É certo que virá. Mataram seus servos e por último seu filho, seu herdeiro. Então, o que ele fará quando vier?

Estamos ali, atentos a cada palavra. Aqueles homens responderam que o proprietário da vinha irá matar de modo horrível aqueles lavradores e arrendará a vinha a outros, que deem sua parte quando for o tempo da colheita.

Jesus pergunta se eles nunca leram nas Escrituras sobre a pedra que os construtores rejeitaram e tornou-se a pedra angular. E afirma, com todas as letras, novamente sem meias palavras: “O Reino de Deus será tirado de vocês e será dado a um povo que dê os frutos do Reino.”

Minha boca está aberta. Meu queixo cai. Quero erguer minha plaquinha, mas estou tão chocada que não consigo me mexer. Mal consigo respirar. Meus olhos devem estar esbugalhados.

Realmente o Senhor não tem medo de ficar sem ouvintes. Novamente Ele demonstra, de maneira completamente clara, Seu compromisso com a verdade.

Não bastasse o que acabou de falar, ainda acrescenta que aquele que cair sobre esta pedra angular (Ele próprio) seria despedaçado e aquele sobre quem a pedra cair seria reduzido a pó.

Estou a ponto de engasgar. Nunca vi alguém tão comprometido com a verdade. Isso me emociona. Me choca. Enche meu coração de admiração. De amor. De paixão. Quero seguí-Lo. Quero serví-Lo. Todo o tempo. Todos os dias. Onde quer que vá. Para sempre. Esse é o Senhor que quero sobre mim. Que não abandona a verdade por nada. Que não é politicamente correto. Que não é político. É correto. E ponto. O que o sim é sim e o não é não.

Os chefes dos sacerdotes e os fariseus, quando ouviram essas parábolas, entenderam que Jesus falava a respeito deles. Estava muito claro. Podiam não querer arrependimento, mudança de vida. Mas entendiam Sua mensagem.

Começaram a procurar um meio de prendê-Lo, mas tinham medo das multidões, pois consideravam Jesus um profeta. Não era a hora ainda de acontecer. Estava próxima. Ele havia ido a Jerusalém para tal. Sabia o que O esperava. Mas ainda não era a hora.

Tenho que parar aqui. Preciso me recompor. Sua ousadia me abala. Será que estou comprometida com a verdade como meu Senhor? Será que amo mais a verdade que “meus” ouvintes? Afinal, esses ouvintes são os conhecedores das Escrituras, os estudiosos. Qual meu comprometimento com Ele? Será que procuro colocar "panos quentes" em algumas situações? Será que a verdade para mim é sempre verdade? Será que ainda me pego "dando um jeitinho brasileiro" em alguma situação?

Penso no Senhor da vinha. Ele vem, é certo. Sua vinda está próxima. Tenho sido fiel? Ele vem receber a parte que Lhe cabe na colheita. Estou disposta a entregar essa parte ou quero tudo para mim? Que tipo de "mordomo" tenho sido? Acertarei tudo com Ele, corretamente? Meu coração dispara.

Fique comigo. Sondemos mais uma vez nossos corações.

Amanhã prosseguimos.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Aprendendo o arrependimento

Continuamos através das páginas de Mateus, capítulo 21.

Ontem encontramos o Senhor Jesus no templo ensinando, sendo abordado pelos chefes dos sacerdotes e líderes religiosos do povo.

Eles queriam saber com que autoridade Jesus agia. Mas não queriam a resposta. Apenas procuravam uma desculpa para acusá-Lo de blasfêmia.

O Senhor, com Sua maravilhosa sabedoria calou a todos.

Imaginava que haviam virado as costas e ido embora, mas percebo, ao ler os próximos versículos que não foi o que aconteceu. Continuaram ali, ouvindo-O.

E Jesus, que não perdia tempo nem oportunidade contou uma parábola.

Havia um homem que tinha uma vinha e dois filhos. Mandou a um filho que fosse trabalhar em sua vinha. O filho disse que não queria. Mas, após analisar a situação, mudou de ideia e foi.

Depois, encontrou outro filho e falou a mesma coisa. O filho disse que ia, mas acabou não indo.

Jesus pergunta: “Qual dos dois filhos fez a vontade do pai?”

Eles respondem que o primeiro, pois apesar de ter dito que não ia, foi. O outro falou que iria, mas acabou não indo.

Jesus, sem meias palavras, afirma que está dizendo a verdade e que os publicanos, que eram odiados por cobrarem impostos para os romanos e as prostitutas, que eram consideradas nada, estavam entrando antes de “seus ouvintes” no Reino dos céus. E justifica. João veio para mostrar o caminho da justiça, mas eles não creram nele, ao contrário dos publicanos e das prostitutas que creram, se arrependeram e foram batizados.

Aqueles homens, que se consideravam os “certinhos”, mesmo após verem a transformação na vida dos publicanos e das prostitutas não se arrependeram. Não creram na mensagem de João, nem na de Jesus. Mesmo vendo todos os milagres operados por Ele. E reconhecendo Sua autoridade.

Continuo maravilhada com Jesus. Ele é sempre tão direto. Tão verdadeiro.

Seu compromisso é com a verdade. Não importa se perderá ouvintes. O importante é ter ouvintes que amem a verdade, assim como Ele. Ouvintes que se comprometam com a verdade que Ele ensina. Ouvintes que se arrependam.

É necessário arrependimento e não justiça própria para entrar no Reino dos céus. É ser como uma criança, disposta a aprender. Não como um velho sábio que se considera conhecedor de tudo, sem necessidade de qualquer mudança.

Que nossos corações sejam como o de crianças. Dispostos a aprender. Dispostos a serem corrigidos. Dispostos ao arrependimento. Dispostos a se comprometerem com a verdade.

Amanhã prosseguimos.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Os doze são instruídos e enviados

Vamos continuar nossa viagem? Capítulo 10 de Mateus.

Chegou a hora de Jesus enviar Seus doze discípulos. Ele os chamou e deu-lhes autoridade para expulsar demônios e curar todos os tipos de doenças e enfermidades.

Deu ordens específicas para não se dirigirem aos gentios e nem entrarem em alguma cidade samaritana. Antes, deviam ir às ovelhas perdidas de Israel.

Como mandá-los aos gentios e aos samaritanos se ainda não haviam entendido que as boas novas do Reino eram para todos os povos? Ainda não era hora. Não estavam prontos.

Os doze tinham uma mensagem a pregar: O Reino dos céus está próximo. E um trabalho a fazer: curar os enfermos, ressuscitar os mortos, purificar os leprosos e expulsar os demônios. Ah, muito importante: deviam fazer tudo de graça. Haviam recebido de graça e deviam oferecer da mesma maneira.

E Ele continua Suas instruções.

Se alguma cidade não os recebessem, haveria mais rigor a essa cidade, no Dia do Juízo do que para Sodoma e Gomorra, que não tiveram a oportunidade de ouvir as boas novas como tal cidade estava tendo. Ou seja, não se ressintam, não pensem em vingança. No Dia do Juízo haverá verdadeira justiça.

Eles deviam ser astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas. Parece um paradoxo. Como ser astuto e ao mesmo tempo sem malícia? É não em ser enganado e não enganar. Ser esperto e honesto ao mesmo tempo. Encontrar um equilíbrio entre as duas coisas.

Precisavam ser cuidadosos, estar atentos. Seriam entregues aos tribunais e açoitados nas sinagogas. E levados à presença de governadores e reis, como testemunhas a estes e agora, aos gentios. Embora devessem ter cuidado, não precisariam se preocupar com o que falar quando essas coisas acontecessem. O Espírito do Pai iria falar por intermédio deles. É interessante pensar que quando fossem presos deveriam testemunhar para os gentios.

Amo o fato de Jesus não esconder nada. Diferente de tantas pregações que ouvimos hoje, onde se fala que tudo será um “mar de rosas”, Jesus é claro. Eles seriam perseguidos, açoitados, presos, traídos pelos próprios familiares e odiados por todos. Mas, quem perseverasse até o fim, seria salvo. Não por algum tempo. Até o fim.

Ainda lhes falou que bastava ao servo ser como o Senhor e se o Senhor foi chamado de Belzebu (deus das moscas), quanto mais os membros da Sua família! Em outras palavras: preparem-se para ouvir o que for!

A ordem: Não tenham medo! Não devemos, assim como os doze, temer aqueles que só podem matar o corpo. Há uma eternidade a ser vivida. Devemos temer o Senhor. Mais ninguém.

Ah, e que privilégio saber que até os cabelos da nossa cabeça estão contados. E olha que toda hora caem alguns fios por aí. Somos muito mais valiosos que passarinhos. E o Senhor cuida deles. Claro, cuidará de nós.

O Senhor também afirmou que se O confessarmos diante dos homens, Ele nos confessaria diante do Pai. O contrário também é verdade. Se O negarmos, também nos negaria.

Não podemos amar ninguém mais do que amamos a Ele. Se amarmos, não somos dignos dEle. Temos que carregar nossa cruz e O seguir. Se nossa preocupação for nossa vida, vamos perdê-la, mas se entregarmos nossa vida a Ele, a encontraremos. Veremos o que é realmente viver.

E quem recebesse a qualquer um deles, estaria recebendo o Senhor e o próprio Pai.

E ninguém fica sem receber recompensa do Senhor. Ele é justo. Sempre.

Quantas instruções valorosas entregues aos doze a nós também.

Muita coisa para pensar e ruminar. Então, pare um pouco. Releia este capítulo. E pense novamente em tudo o que Ele aconselhou.

Amanhã prosseguimos nossa viagem. Capítulo 11 de Mateus. Até lá.