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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Tempo de festa

Vamos continuar nossa caminhada através de 2 Crônicas.

Ontem vimos que Ezequias não seguiu o mau exemplo de seu pai.

Abriu as portas da casa do Senhor. Conclamou os sacerdotes, levitas, chefes e o povo para restabelecer o culto e o serviço religioso no templo. Ainda orou pedindo perdão ao Senhor por todo Israel.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/reconstrucao.html

Hoje, caminharemos pelas páginas do capítulo trinta.

Ah, como amo Ezequias!

Depois da reconstrução do templo, enviou mensageiros por Israel e Judá. Convocou-os à Casa do Senhor, em Jerusalém, para celebrarem, juntos, a Páscoa.

Não considerou Israel um povo separado. Seu desejo, assim como o do Senhor, era que todos O buscassem.

Ele chegou a um consenso com seus príncipes, oficiais e a comunidade em Jerusalém, para realizarem a Páscoa no segundo mês.

A celebração sofreu esse atraso em relação à data prescrita, porque não havia sacerdotes santificados em número suficiente. Também nem todos haviam conseguido chegar a Jerusalém.

Essa solução pareceu boa aos olhos de Ezequias e de toda a assembleia.

Proclamaram em todo Israel, desde Berseba até Dã, convocando todos a estarem em Jerusalém para o sacrifício da Páscoa. Não a celebravam mais de acordo com o que estava escrito. Há muito tempo.

Os mensageiros percorreram Israel e Judá com cartas assinadas pelo rei e seus oficiais. Proclamavam que os israelitas voltassem para o Senhor, para que Ele voltasse Sua face aos que haviam escapado dos reis da Assíria. Não deveriam ser como seus antepassados, infiéis e desleais para com o Senhor. Nem deveriam ser teimosos, mas submissos ao Senhor. Deveriam entrar no santuário que Ele próprio havia consagrado para sempre. Cultuar e servir ao Senhor, para que o fogo do juízo da Sua ira se desviasse deles. Diziam ainda que, se voltassem seus corações para o Senhor, seus irmãos, parentes e filhos encontrariam benevolência dos que os aprisionaram e os sujeitaram à escravidão. Retornariam para sua terra, pois o Senhor é bom e compassivo. Não desviaria o rosto deles, se voltassem para Ele.

Os mensageiros visitaram cidade por cidade. Chegaram até Zebulom.

Mas o povo riu e zombou deles. Fizeram com que passassem por grande humilhação.

Porém, alguns homens de Aser, de Manassés e de Zebulom demonstraram ter um coração sensato e humilde. Decidiram ir a Jerusalém.

Em Judá, a mão do Senhor estava sobre o povo. Concedendo-lhes senso de unidade de pensamento para executarem o que o rei e seus oficiais haviam ordenado, de acordo com a Palavra do Senhor.

Ajuntou-se em Jerusalém, no segundo mês, grande multidão. Para celebrar a festa da Páscoa.

Destruíram os altares pagãos que havia em Jerusalém. Tomaram os altares onde eram queimados incensos aos ídolos, juntaram tudo e jogaram no ribeiro do vale de Cedrom.

Imolaram o cordeiro da Páscoa no décimo quarto dia do segundo mês.

Os sacerdotes e os levitas, envergonhados, consagraram-se e trouxeram holocaustos à Casa do Senhor.

Assumiram seus postos no serviço religioso, em conformidade com o que está escrito na Lei de Moisés. Os sacerdotes aspergiram o sangue dos animais que os levitas lhes entregaram.

Ainda havia muitos na comunidade que não tinham se santificado. Os levitas sacrificaram os cordeiros da Páscoa em lugar e favor de quem não estava cerimonialmente limpo e, por isso, não podiam consagrar seu cordeiro pascal ao Senhor.

Muitos dos que vieram de Efraim, de Manassés, de Issacar e de Zebulom não tinham se purificado. Mesmo assim comeram a Páscoa, contrariando o que estava prescrito.

Ezequias orou por eles. Suplicou que o Senhor em Sua imensa bondade e misericórdia, perdoasse o erro e o pecado de todos que sinceramente tivessem o coração inclinado para buscar ao Senhor. Ainda que não estivessem cerimonialmente limpos, conforme as regras do santuário.

O Senhor ouviu o apelo de Ezequias. E não castigou o povo.

Os israelitas que estavam em Jerusalém celebraram a festa da Páscoa por sete dias. Com grande júbilo. Os levitas e sacerdotes louvaram ao Senhor, todos os dias, com instrumentos de grande ressonância e estridência, cantando a plenos pulmões.

Ezequias demostrou sua aprovação a todos os levitas de grande capacidade no serviço do Senhor. Isso é muito lindo! Foram aprovados pelo rei. E pelo Senhor.

Eles comeram das ofertas da festa por sete dias. Sacrificando ofertas de paz e dando graças ao Eterno.

Toda a comunidade decidiu prolongar a grande festa por mais sete dias. Celebraram-na com muita alegria. Ninguém queria sair da presença do Senhor.

Ezequias forneceu mil novilhos e sete mil ovelhas e bodes à comunidade para os sacrifícios. Os chefes, mil novilhos e dez mil ovelhas. E muitos sacerdotes se consagraram.

Assim, todo Judá se alegrou, junto com os sacerdotes e levitas, e com todos que haviam atendido ao convite, vindos de Israel.

Vieram, inclusive, os estrangeiros que viviam nos territórios de Israel e Judá e temiam ao Senhor.

Houve grande alegria em Jerusalém. Desde os dias de Salomão não havia um evento de tais proporções na cidade.

Os sacerdotes e os levitas se levantaram. Tomaram posição para abençoar o povo. O Senhor os ouviu. Suas orações chegaram aos céus.

Não é maravilhoso como Ezequias era comprometido com o Senhor? Seu coração desejava que todos estivessem na presença do Senhor. Não levantou um grande exército para conquistar o que ainda existia de Israel. Seu coração clamava para que o remanescente se arrependesse e se voltasse para o Senhor. Para ele, não importava poder, importava conversão.

É tão bom ver que Ezequias amava mais as pessoas que as regras. Permitiu aos que não estavam cerimonialmente limpos a participarem da Páscoa. E orou por eles.

Os sacerdotes e levitas também. Não apontaram seus dedos, condenando. Sacrificaram o cordeiro pascoal para os que não podiam sacrificar. Simples assim.

Jerusalém estava em festa!

Os levitas e sacerdotes tocavam seus instrumentos e cantavam com todo entusiasmo e força. A pleno pulmões. Ouvia-se o som ecoando por todas as ruas de Jerusalém.

Foi um tempo maravilhoso. Ninguém queria sair da presença do Senhor. Concordaram em ficar mais sete dias celebrando. Ezequias e seus oficiais ficaram tão satisfeitos que doaram ovelhas, novilhas e bodes.

Quando terminaram a festa, os sacerdotes e levitas se levantaram. Tomaram suas posições. Impuseram suas mãos sobre o povo. Abençoaram para que retornassem às suas casas.

Meu coração se enche de alegria ao ver o povo disposto em servir ao Senhor.

Que sejamos assim, dispostos a serví-Lo.

Que desejemos que todos O sirvam também, convidando a todos. Ainda que haja rejeição e humilhação. Aqueles que forem sensatos ouvirão e responderão ao convite.

Que a boa mão do Senhor esteja sobre nós, como esteve com o povo em Judá, e nos conceda unidade de pensamento para agirmos de acordo com a Palavra do Senhor. De acordo com Sua vontade.

Que nos posicionemos como os levitas e sacerdotes. Nas posições ordenadas pelo Senhor. Para Seu serviço. Para abençoar o povo. Para Sua glória.

Que sejamos disponíveis, como os levitas e sacerdotes.

Amanhã continuamos. Espero você.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Eliseu, você e eu, disponíveis para abençoar


Vamos ler um pouco mais sobre Eliseu? Continuando em II Reis capítulo 4. 

Aparentemente se relacionava melhor com as pessoas do que Elias.

As águas da cidade eram ruins, reivindicaram uma solução dele. A água acaba, pedem uma solução para ele. A esposa de um dos discípulos dos profetas fica viúva, sem dinheiro, com dívidas como herança, clama por Eliseu. Eliseu se importava.

À semelhança de Jesus, Eliseu pergunta: "Que posso fazer por ti? Dize-me, que tens em casa?" Ela responde que não tem nada, apenas uma única vasilha de azeite. Quer dizer que alguma coisa havia. Era pouco, é verdade, mas havia. Apenas uma vasilha. De azeite.

Eliseu manda que pegue muitas vasilhas emprestadas, feche a porta e derrame o azeite nas vasilhas. Ia brotar azeite puro. Um ato de fé. Como encher diversas vasilhas de azeite com o azeite que enchia apenas uma? Mas é o que acontece. O azeite só para de brotar quando não há mais vasilhas. 

Se formos fazer uma analogia, o Senhor só não derrama Sua unção quando não há mais pessoas disponíveis e aí sempre voltamos para o fato do Senhor só precisar de alguém disponível, de alguém que se posicione para ser um vaso usado por Ele. Para ser cheio do Seu azeite.

Bem, ela obedece. Enche as vasilhas. Conta ao profeta, que lhe instrui a vender, pagar suas dívidas e viver do restante. Fico imaginando quantas vasilhas essa mulher e seus filhos juntaram. Possuía apenas uma vasilha, que se transformou no seu sustento, na sua fonte de renda.

O final do capítulo conta que Eliseu vai a Gilgal. Fizeram uma comida com uma erva daninha. De novo, gritam a ele que resolva. Eliseu manda colocar farinha na panela. Manda servir, para que os homens comam em paz. Engraçado que na história de Elias havia a viúva que só tinha um pouco de azeite e farinha. Aqui, duas histórias. Uma com azeite, a outra com farinha. Unção e palavra. Palavra é vida, alimento.

Era uma época em que a fome assolava aquela região. Um homem chegou de outra cidade para abençoar aquelas pessoas. Trazia consigo vinte pães. Era muito, mas não para alimentar cem homens. Olha aí o  "modus operandis" de Deus! Poucos pães. Muitos homens. 

Eliseu manda o servo dar os pães aos homens. O servo questiona "Como servirei a cem homens?" Eliseu responde: "Assim diz Yahweh, o Senhor: comerão e ainda sobrará." E foi o que aconteceu. O servo repartiu o pão. Eles comeram. E ainda sobrou. De novo alguém que se posicionou. Alguém que deu, mesmo sendo pouco. Alguém que abençoou e o Senhor multiplicou.

Que sejamos, a cada dia, desses que se posicionam! Pessoas com quem Deus pode contar. Que andam por fé e não por vista. Que agradam o Seu coração. Que estão dispostas a abençoar. Com muito. Com pouco. Com o que tem. Disponibilidade. É o que Deus procura. 

O que você tem em suas mãos? O que você tem em sua casa?