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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Mateus 17.1-27

Leitura do dia 16/10.

Na postagem anterior, vimos os religiosos pedirem um sinal. O Senhor fala do fermento dos fariseus. Pedro tem a revelação de quem é Jesus. E Ele prediz Seu sacrifício.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-161-28.html

Agora, entramos no capítulo dezessete de Mateus.

Seis dias depois de Jesus ter afirmado que alguns dos discípulos não morreriam sem O verem em Seu Reino, Ele foi juntamente com Pedro, Tiago e João a um monte alto.

Ali, O viram transfigurado diante deles. Uma “amostra” dEle em Seu Reino. Sua face brilhava como o sol e Suas roupas se tornaram brancas como a luz, resplandecentes. E, para completar o magnífico quadro, Moisés e Elias apareceram diante deles, conversando com Jesus.

Posso imaginar a cena. Se estivesse ali, com certeza estaria de joelhos, tremendo diante de tal imagem, mas Pedro, sempre Pedro, o corajoso e arrebatador Pedro (claro que o amo), disse a Jesus que era bom estarem ali. Lógico que era, presenciar Jesus daquela maneira e ainda ver Moisés e Elias, os representantes da Lei e dos Profetas!

E Pedro, em sua coragem, continuou e disse que se o Senhor quisesse, faria três tendas, uma para cada um. Queria ficar ali, por um bom tempo. Era um privilégio muito grande presenciar aquilo.

Mas enquanto Pedro ainda falava, uma nuvem também resplandecente os envolveu e dessa nuvem uma voz disse: “Este é o meu Filho amado, que me dá muita alegria. Ouçam-No”!

Ao ouvirem, os discípulos prostraram-se com o rosto em terra e ficaram aterrorizados. A voz devia ser simplesmente fantástica. Eles viram o Senhor transfigurado, viram Moisés e Elias e Pedro até teve a coragem de conversar com Jesus naquele momento, mas quando ouviram aquela voz, prostraram-se com o rosto em terra. E ficaram aterrorizados.

A essa altura, já me desmanchei. Estou completamente derretida diante de tal majestade.

Leia os versículos abaixo, pare um pouquinho e tente ouvir Sua majestosa voz.

“A voz do Senhor ecoa sobre o mar, o Deus da glória troveja; sobre o imenso mar, o Senhor fala. A voz do Senhor é poderosa, a voz do Senhor é majestosa. A voz do Senhor quebra os grandes cedros,” – Salmos 29.3-5a

“A voz do Senhor risca o céu com relâmpagos. A voz do Senhor sacode o deserto, o Senhor faz tremer o deserto de Cades. A voz do Senhor torce os fortes carvalhos e arranca as folhas dos bosques;” – Salmos 29.7-9a

Como não ficar aterrorizado diante de tal poder? Como não obedecer tal voz?

O Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, falou. E em Sua fala apontou para a identidade do Senhor Jesus e deu uma única ordem: “Ouçam-No”!

O foco não era Moisés, nem Elias, homens de Deus, mas era Jesus, o Filho amado do Pai. É a Ele que devemos ouvir, Ele é o nosso foco!

Não estou dizendo que não devemos ouvir Moisés ou Elias. Eles apontam para Jesus. Mas é Jesus quem devemos ouvir. Tudo é por Ele e para Ele (Romanos 11.36).

Quando os discípulos ainda estavam ali, aterrorizados, com a boca na terra e eu, com certeza, desmanchada e derretida, Jesus os tocou e disse: “Levantem-se! Não tenham medo!”

Antes de se levantarem, ergueram os olhos. Claro, suas pernas deviam estar como gelatinas. Ao olharem, não viram mais ninguém, a não ser Jesus. Jesus, onde nossos olhos devem estar fixos. Jesus, nosso Guia e Rei, Jesus, a quem devemos ouvir.

Quantas vozes temos ouvido, quantas pessoas temos visto nos dias de hoje! Um fala uma coisa, outro fala outra. E muitos estão como uma bola de tênis, de um lado para outro, outros estão pior do que “cego em tiroteio”, sim, pior, porque o cego consegue discernir de onde vem o barulho do tiroteio, e muitas pessoas estão sem conseguir discernir absolutamente nada.

Como ter discernimento nestes dias? Seguindo o conselho do Todo-Poderoso, e ouvindo o Senhor Jesus, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Somente Ele nos leva ao Pai (João 14.6). Sua Palavra está à nossa disposição, repleta de ensinos sobre Ele.

Depois que suas pernas voltaram ao normal (as minhas levariam muito tempo), eles desceram do monte. No caminho, Jesus lhes disse que não contassem a ninguém o que havia acontecido ali, até que tivesse ressuscitado dos mortos.

Os discípulos perguntaram ao Senhor sobre Elias, pois os mestres da lei diziam que Elias deveria vir primeiro, ou seja, antes do Messias. Jesus respondeu que Elias haveria de vir e restaurar todas as coisas. Mas, Elias já viera. Não o reconheceram, fizeram com ele tudo que quiseram. Da mesma forma o Filho do homem seria maltratado. Entenderam que Jesus estava falando de João Batista, "o Elias" que O precedeu.

Como é importante reconhecermos aqueles que o Senhor nos envia!

Estamos vivendo tempos nunca vividos na história. O Senhor está levantando "Joãos Batistas" nos quatro cantos da terra, antes que Ele volte. Aprendamos a reconhecê-los. Se olharmos para Jesus, com certeza os reconheceremos. Eles sempre apontam para Ele. São apenas a voz. Querem diminuir, enquanto Ele cresce.

Não sei você, eu fico impactada com essa cena. Como gostaria de estar lá. Com certeza me colocaria à disposição de Pedro para ajudá-lo a construir aquelas três tendas. Mas então, vejo o Senhor olhando para mim. Sei que é somente para Ele que preciso olhar. Sei que é Ele quem preciso ouvir. Não posso ficar o tempo todo no monte. Tenho que descer. Há coisas a fazer no dia a dia. Preciso testemunhar o que fez por mim. Preciso dizer quem Ele é.

É assim que funciona: Olhamos para Ele, sabemos Sua identidade, Ouvimos o Senhor e O transmitimos aos outros, através de palavras, gestos e ações. Não tem outra maneira de vivermos.

As tendas terão que esperar. É hora de descer e acompanhar ao Senhor, onde quer que Ele vá, negando-nos a nós mesmos e tomando nossa Cruz. Façamos isso, então.

Quando Jesus e os três discípulos mais chegados a Ele (Pedro, Tiago e João), desceram do monte, foram onde estava a multidão reunida. Os outros discípulos ali estavam.

Um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se diante dEle e pediu que tivesse misericórdia de seu filho. Ele tinha ataques e sofria muito. Várias vezes caía no fogo ou na água, machucando-se e correndo risco de vida. Explicou que o trouxe aos discípulos que ali estavam, mas não puderam curá-lo.

O Senhor Jesus os repreendeu, chamando-os de geração incrédula e perversa e ainda perguntou: “Até quando terei que suportá-los?”

Será que o Senhor Jesus estava de mau humor? Por que Ele foi tão duro?

Antes de mais nada, Ele fez o que, no momento, era o mais necessário. Mandou que trouxessem o menino até Ele. Repreendeu o demônio e o menino ficou curado. O Senhor se importava com o bem estar e a vida daquele menino. Ele sempre se importa.

Antes que falasse mais alguma coisa, Seus discípulos chegaram até Ele, em particular (medo de Seu humor?), e O questionaram por não terem conseguido expulsar aquele demônio.

A resposta de Jesus esclarece tudo. A fé era pequena. Ele lhes assegurou, veja bem, assegurou, que se tivessem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderiam dizer a um monte que trocasse de lugar, e o monte obedeceria na mesma hora, e iria para o lugar que fosse mandado. Nada seria impossível para eles.

Prosseguiu dizendo que “essa espécie só sai pela oração e pelo jejum”.

Vamos parar um pouquinho aqui e pensar. Não temos pressa para prosseguir.

Você já viu um grão de mostarda? É muito pequeno. Talvez um grão de arroz seja o tamanho de três grãos de mostarda. Que tamanho é nossa fé? Não sei a sua. A minha com certeza não é do tamanho ínfimo de um grão de mostarda. É menor. Não tenho fé para dizer a um monte literalmente que troque de lugar. Mas, ainda que minha fé seja tão pequena, tenho fé para “mover” alguns montes que têm aparecido em minha vida. Infelizmente, não todos. Ainda. Mas prossigo para o alvo, que é Jesus.

O Senhor Jesus disse que se tivéssemos fé, do tamanho desse grão de mostarda, nada seria impossível para nós. Nada. Ah, que o Senhor aumente nossa fé!

Com Sua resposta podemos perceber porque o Senhor foi tão duro. Não estava de mau humor. Tinha domínio próprio, era manso (força sob controle). Estava indignado. Indignado porque ninguém pode chegar-se ao Senhor se não tiver fé. Ninguém. Estava irado. Sua ira é sempre justa. Não carrega ódio. Só justiça.

“Sem fé é impossível agradar a Deus. Quem deseja se aproximar de Deus deve crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam.” – Hebreus 11.6

Em Romanos 1.17 está escrito: “As boas novas revelam como opera a justiça de Deus, que, do começo ao fim, é algo que se dá pela fé. Como dizem as Escrituras: “O justo viverá pela fé”.

A justiça de Deus, revelada no Evangelho, é do princípio ao fim pela fé. Do princípio ao fim. Falta de fé é muito sério. Sem ela, é impossível agradarmos ao Senhor. Ele deixou isso claro quando perguntou: “Até quando terei que suportá-los”?

Temos nos achegado a Ele com fé? Ainda que seja uma fé pequena? Sem ela, não temos como nos achegar. Em Hebreus, como lemos acima, fala que é “indispensável”.

Que o Senhor nos dê fé. Ah, Ele, nosso maravilho Senhor, nos fala como obter esse tipo de fé, que aprende a crer nEle. Oração e jejum. Seja lá que espécie de problema, dificuldade, doença ou demônio tivermos que enfrentar, precisamos obter fé. Através de oração e jejum.

“Gastando” tempo com Ele, aprenderemos mais sobre Seu caráter, sobre Sua identidade e nossa fé nEle aumenta. Aprendemos a ver com olhos que enxergam e a ouvir com ouvidos que ouvem. Aprendemos sobre Seu caráter. E cremos nEle.

O jejum, feito corretamente, nos aproxima dEle. Lembre-se, o jejum é para nós, não para O convencermos de algo.

Desejamos ter fé? Desejamos que nossa fé aumente? Oração e jejum. Somente. A palavra que Ele usou foi: somente.

Estou meio boquiaberta, mas Ele foi categórico. Olho para Ele. Percebo que não é mau humor. É ira santa. Indignação. Pura e santa. Justa.

Após essa lição, o Senhor, reuniu-se com Seus discípulos na Galileia. Disse-lhes que seria entregue nas mãos dos homens, que O matariam. Mas ao terceiro dia (aleluia), ressuscitaria.

Os discípulos, ao invés de se alegrarem porque assim as palavras dos profetas se cumpririam, e a nossa redenção estaria completa, ficaram cheios de tristeza. Não conseguiam ainda “crer” e absorver a ideia da ressurreição. Ainda não conseguiam entender o papel do Senhor Jesus.

Olho para eles. Será que eu, naquela situação, entenderia? Mais uma vez clamo por fé. Para mim. Para você.Junte-se a mim.

Prosseguimos através do capítulo dezessete.

Encontramos Pedro, em Cafarnaum, cidade onde morava, sendo abordado pelos coletores de impostos do templo.

Havia dois tipos de impostos (bem menos que hoje, bem menos que aqui).

Um imposto, do qual Mateus, que escreveu o livro que estamos caminhando, era coletor. Eram impostos para os romanos. Esses coletores eram odiados pelos judeus. Como dominantes de toda aquela região, os romanos cobravam impostos, para administração e melhorias e, como hoje, muitas vezes não eram utilizados para tal. E quando eram, seus beneficiários deveriam obedecer os que realizaram as melhorias.

O outro imposto, orientado por Deus a Moisés, quando da entrega da Lei (Êxodo 30.13), servia para manutenção do templo. Anualmente, era recolhido de todos os homens, a partir de vinte anos de idade. Duas dracmas, o equivalente a meio shekel. O valor do salário de aproximadamente dois dias de trabalho. O shekel ainda é usado em Israel, como moeda nacional.

Pois bem, o que responder à pergunta, “à queima roupa”, desses coletores? Queriam saber se Jesus pagava o imposto do templo. Curiosidade? Duvido. Queriam arrumar mais uma desculpa para acusá-Lo de estar fazendo algo contra a lei, já que todos os homens acima de vinte anos deveriam pagar tal imposto.

Pedro, conhecendo Jesus, sabendo que cumpria toda a lei, respondeu imediatamente: “Sim, paga”.

Não sei quais pensamentos estavam em sua cabeça. Acredito que não dispunha do dinheiro ali, na hora, caso contrário, teria pago. Com certeza foi pelo caminho pensando em como abordar Jesus. Talvez preocupado. Não pescava mais como antigamente. Agora seguia o Senhor por onde quer que fosse. O tempo todo.

Ah, amo essa cena. Preste atenção. Olhe só o que irá acontecer.

Estamos em casa com Jesus. Pedro chega preocupado, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, Jesus fala primeiro. E olha que estamos falando de Pedro, o falador. Consegue perceber o amor e o cuidado do Senhor aqui, num simples caso de imposto do templo?

Ele pergunta: “O que você acha Pedro?” Jesus gosta de perguntas. Está sempre fazendo perguntas. Até responde uma pergunta com outra. Sempre nos fazendo pensar. Seu desejo não é, nunca foi, sermos robotizados, pessoas que seguem algo cegamente, sem saber para aonde ir. Como cegos guiando outros cegos, conforme Mateus 15.14. Ele deseja de nós que O amemos de todo nosso coração, de toda nossa alma e de todo nosso entendimento (Mateus 22.37). Andar por fé não significa ignorância. Posso não saber para onde estou indo, como Abraão, mas sei a quem estou obedecendo (Gênesis 12.1). À medida que obedecemos, Ele nos revela um pouco mais. Faz-nos perguntas. Nós fazemos também. E Ele bondosamente nos responde, ao Seu tempo.

Pedro começa a pensar, não sabia sobre o que o Senhor estava falando. Ainda. O Senhor costuma fazer essa pergunta para nós. “O que você acha Symone?” Algumas vezes conseguimos responder. Outras não. Então, Ele mesmo vem em nosso auxílio e responde. E quando responde, tudo fica claro. Entendemos Sua pergunta. Entendemos Sua resposta. Concordamos com Ele. E, importante, O obedecemos.

Sempre que pergunta “O que você acha?”, explica exatamente do que está falando. E continua: “De quem os reis da terra cobram tributos e impostos: de seus próprios filhos ou dos outros”?

Agora ficou fácil para responder. Consegue imaginar um rei cobrando imposto dos príncipes e das princesas, seus filhos, que moravam com ele, dentro de seu fabuloso castelo? Nem Pedro, que respondeu ao Senhor: “Dos outros”.

Jesus conclui: “Então os filhos estão isentos.” Isso é claro como água. Continua: “Mas para não escandalizá-los...” Ah, o Senhor sabe o que está fazendo. Sempre. Se sabia que haviam interrogado Pedro, sabia também qual fora sua resposta. Conhecendo o caráter de Jesus, estava certo de que pagaria o imposto. Consegue enxergar que a resposta de Pedro iria mover Jesus a agir de alguma maneira?

Estamos ali, observando aquela cena. Concordando com tudo. É tão simples e claro!

Para nossa surpresa (como sempre, estou boquiaberta), Jesus fala para Pedro ir ao mar, jogar o anzol, tirar o primeiro peixe e abrir-lhe a boca. Encontraria uma moeda. Uma moeda de quatro dracmas.

Meu queixo cai. Como assim?

Ah, uma moeda de quatro dracmas dava para pagar o imposto de duas pessoas. Jesus ordena que Pedro, após pescar, pague o imposto dos dois, “o meu imposto e o seu”.

Não é lindo?

Jesus, o Supridor-Mor, dá uma ordem específica a Pedro. O texto não entra em detalhes, mas é claro que Pedro na mesma hora obedeceu. Imagine ouvir o que ouviu e não sair correndo? Corro atrás dele. Essa eu preciso ver.

Está aqui escrito, aconteceu. Pedro foi, lançou o anzol ao mar. Coração acelerado. Olha para o peixe. Boca fechada. “Vou encontrar uma moeda na boca desse peixe? E ainda por cima, de duas dracmas?” Mas foi o que aconteceu. Abriu a boca do peixe. Havia ali uma moeda de duas dracmas, como o Senhor falou. Ele nunca mente. Pedro foi e pagou o imposto dos dois.

Jesus quando ordenou aquela pesca, pagou o imposto dEle e de Pedro. Importou-se em obedecer a lei do templo. Pagou Seu imposto. Supriu a necessidade de Pedro. Com uma moeda de quatro dracmas, encontrada na boca de um peixe. Impossível? Ele não dá valor algum a essa palavra (Mateus 19.26).

E Pedro? Não sentiu-se constrangido. Obedeceu o Senhor. Pagou o imposto dos dois. Não argumentou “Senhor, vou trabalhar dois dias para pagar o meu, certo?” Não. Nada disso. Aceitou o oferecimento do Senhor.

Quanto podemos aprender desse simples texto! Perguntas. Respostas. Suprimento. Impossibilidades acontecendo.

Para o Senhor não há limites. Precisamos aprender a ouvi-Lo, a responder Suas perguntas e obedecer.

Esse peixe ainda deve ter sido assado e comido por eles. Nada de desperdício. Lembra das duas multiplicações de pães e peixes? Os cestos que sobraram foram recolhidos.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/continuamos-nossa-viagem-atraves-do.html?m=1
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/a-segunda-multiplicacao-dos-paes-e.html

Quase posso sentir o cheiro desse peixe assando. Que delícia!

Prosseguimos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

2 Reis 4.1-7

Continuamos nossa caminhada pelas páginas do livro de 2 Reis.

Ontem vimos Elias confrontando Acazias. Logo após, foi levado ao céu. Eliseu pede e recebe porção dobrada da unção que havia sobre Elias. Estava pronto, preparado. Ele transforma a água de Jericó e as terras inférteis em férteis. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-11-8.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-19-18.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-21-18.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-219-25.html

Vimos também que, na guerra contra Moabe, embora a água tenha acabado, havia uma solução. Vinda do Senhor. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-31-15.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-316-27.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos quatro a seis. 

Na primeira postagem, do versículo um ao versículo sete.

Um dia a esposa de um dos discípulos dos profetas foi até Eliseu. Precisava falar sobre seu marido que havia morrido. Era servo de Eliseu. Ela disse que Eliseu sabia o quanto seu marido amava com zelo ao Senhor. Mas havia deixado dívidas. E agora, morto, não teria como saudá-las. Um credor chegou à sua casa para levar seus filhos como escravos, pelo pagamento das dívidas.

Eliseu não questionou o fato do discípulo ter deixado dívidas. Não recriminou sua esposa. Não disse que ela precisava passar por aquela situação para aprender algo. Não. Ele fez duas perguntas. A primeira foi “o que posso fazer para ajudá-la” e a segunda foi "o que você tem em casa".

Ela respondeu, humildemente, chamando-o de senhor, que a única coisa que havia em sua casa era uma vasilha com azeite. Nada mais.

Eliseu ordenou-lhe que pedisse a todos os vizinhos, vasilhas vazias, emprestadas. Muitas. Tantas quantas pudesse recolher. Depois, entrar em sua casa e fechar a porta. Quando ela e seus filhos estivessem dentro de casa, deveria derramar do azeite puro que brotaria em todos os vasos, colocando-os de lado à medida que ficassem cheios.

Ela não questionou. Obedeceu. Pediu as vasilhas emprestadas. Trancou-se em sua casa com seus filhos e começou a enchê-las. Quando todas estavam cheias, a mulher pediu a um de seus filhos que trouxesse mais uma. Ele respondeu que não havia mais nenhuma. Todas estavam cheias. Então, somente então, o azeite parou de correr.

Ela foi ao encontro de Eliseu. Contou tudo que havia acontecido. Ele a orientou que vendesse o azeite e pagasse todas as suas dívidas. Assim, ela viveria em paz, com seus filhos, do que restasse da venda.

Mais uma vez vemos Eliseu se importando com alguém. Dando solução para problemas que aparentemente eram insolúveis. Abençoando pessoas. Levando seu legado de vida.

Vemos uma mulher que obedeceu, sem questionar. Poderia ter perguntado o motivo de pedir vasilhas emprestadas, e para que colocar em várias vasilhas, azeite que cabia em apenas uma. Não. Ela simplesmente obedeceu. 

O azeite multiplicou. Encheu todas as vasilhas disponíveis. Só parou de correr quando não havia mais recipientes vazios. Foi suficiente para aquela mulher, que não possuía renda alguma, pagasse todas as dívidas deixadas pelo marido. Seus filhos não seriam mais vendidos e ainda viveria da renda do restante.

Como Deus é lindo, maravilhoso e poderoso. E se importa conosco. Com nossas dificuldades e necessidades.

Precisamos de algo? O que temos em casa? O que Ele pode usar para nos abençoar? Ele pergunta: “O que você tem em casa?”

Como responderemos?

Ele é Aquele que nos supre. Nos socorre. Sempre. Ele é Aquele em quem podemos confiar.

Alguém ao nosso lado precisa ser abençoado. O que faremos? Temos a mesma disposição de Eliseu? Nos importamos com as pessoas? Estamos disponíveis?

Continuamos na próxima postagem. 

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/o-que-voce-tem-em-casa.html

2 Reis 2.1-18

Leitura do dia 05/04.

Na última postagem vimos que, mesmo ocupando uma alta patente no exército real, um capitão teve a coragem de se ajoelhar e por tal atitude, sua vida e a vida do seu pelotão, foram poupadas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-19-18.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo dois. Do versículo um ao dezoito.

O texto não fala como ficaram sabendo, mas os discípulos dos profetas, assim como Eliseu, sabiam que Elias seria levado aos céus, sem passar pela morte.

Lembra de Eliseu? Trabalhava com uma junta de boi arando a terra e o Senhor ordenou que Elias o ungisse profeta em seu lugar. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-191-21.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2016/04/eliseu-e-seu-chamado.html

Isso não aconteceu de uma hora para a outra. Não acontece. Para alguém se tornar um profeta, leva tempo. Tempo de renúncia. De oração. De comunhão com o Senhor. De humildade. De separação. Lembra de João, o Batista? http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/joao-o-batista.html

Mas agora, finalmente, parece que chegou a hora de Eliseu passar a protagonista de história, não apenas o servo de Elias. http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/andando-na-presenca-de-deus.html

Estavam ambos em Gilgal. No meio do caminho, Elias ordenou que Eliseu ficasse ali enquanto ia a Betel, pois o Senhor o havia enviado até aquela cidade. Eliseu não concordou. Respondeu que tão certo como o Senhor vive e como Elias vivia, não ficaria longe de Elias. Ia junto.

E foram. Chegando em Betel, os discípulos dos profetas, quando viram Eliseu, foram falar com ele. Sabiam até que seria aquele dia que o Senhor levaria Elias para os céus. Perguntaram a Eliseu se também sabia. Ele respondeu que sabia e ordenou que se calassem.

Depois Elias lhe ordenou que ficasse em Betel, pois o Senhor o estava enviando a Jericó. A decisão de Eliseu era tão forte, que jurou pelo nome do Senhor e pela vida de Elias que não se separaria dele.

O que Eliseu está querendo? Quer estar junto, para presenciar o que o Senhor fará com Elias? Sabe que chegou o dia? Está pronto?

Os dois foram juntos a Jericó. Quando chegaram lá, os irmãos, seguidores dos profetas, perguntaram a Eliseu se ele sabia que naquele dia o Senhor levaria seu mestre para os céus, por sobre a cabeça de Eliseu. Ele sabia. E pediu que não tocassem mais neste assunto. Esses homens sabiam até como seria!

O que será que passava pela cabeça de Eliseu? Ah, como é difícil nos separarmos de nossos mestres, nossos líderes e das pessoas que exercem autoridade sobre nós. Ele não ia se afastar de Elias, sabia que o dia havia chegado, mas não queria que tocassem no assunto.

Elias novamente ordenou que Eliseu ficasse ali. Iria até o rio Jordão. O Senhor o estava enviando.

Novamente Eliseu contestou. Disse que como era certo que o Senhor vive e que a alma de Elias vivia, não o deixaria seguir só. Então, foram juntos ao Jordão.

Cinquenta discípulos dos profetas também foram. Todos queriam saber o que aconteceria. Ficaram observando à distância, quando Elias e Eliseu pararam às margens do rio Jordão.

Elias tomou seu manto, dobrou-o e bateu com ele nas águas. Sim, isso mesmo, bateu seu manto (ou sua capa), nas águas. Imediatamente elas se dividiram. Os dois atravessaram sobre terra seca. Nenhum dos dois se molhou. Simples assim.

Logo que atravessaram o Jordão, Elias falou para Eliseu que pedisse o que quisesse que lhe fizesse. Antes que fosse levado.

Eliseu não foi pego de surpresa. Não precisou “inventar” um pedido “à queima roupa”. Não. Ele sabia o que aconteceria. E estava ao lado de Elias. Esperava ansiosamente que lhe fosse feita aquela pergunta. Estava pronto para a resposta. Sabia o que queria.

Eliseu respondeu que queria, como herança, porção dobrada do seu poder espiritual. Uau! Será que teríamos essa coragem?

Precisamos lembrar que toda unção, todo poder, toda herança, carrega responsabilidades. Eliseu queria mais responsabilidades que Elias. Queria influenciar mais que Elias. Quanta ousadia! Sabia o que Elias havia passado. Todos os riscos de vida. Provações. Mas era o que queria. Por isso estava ao seu lado, aprendendo e servindo. De prontidão.

Lembre-se também que, quanto maior a unção, maior a responsabilidade. Maior a renúncia.

Elias respondeu que seu pedido era muito difícil. Se Eliseu o visse sendo levado, seu pedido seria atendido. Se não visse seu arrebatamento, não seria.

Continuaram caminhando e conversando. De repente, um carro de fogo, puxado por cavalos em chamas, separou-os um do outro. Elias subiu aos céus, num redemoinho.

Assim que viu tudo isso acontecendo, Eliseu gritou: “Aba, meu mestre! Meu pai! Tu foste com os carros de guerra e os cavaleiros de Israel!”

Eliseu ficou olhando. Que visão era aquela! Quando já não podia mais segui-lo com os olhos, tomou suas próprias vestes e as rasgou ao meio. Em seguida pegou o manto de Elias, que tinha caído, voltou e parou às margens do Jordão.

Tomou o manto de Elias, bateu com ele nas águas, e perguntou onde estava o Senhor, o Deus de Elias. Na mesma hora as águas se separaram em duas partes. Eliseu passou sobre terra seca. Foi até o outro lado do rio.

Os discípulos dos profetas de Jericó observavam tudo à distância. Quando viram o que acontecera, exclamaram, com convicção que o poder espiritual de Elias agora repousava sobre Eliseu.

Foram até ele e inclinaram-se com o rosto rente ao chão. Disseram-lhe que havia cinquenta homens guerreiros entre eles, seus servos. Pediram que os deixassem ir atrás de Elias, seu senhor, afinal, podia ser que o Espírito do Senhor o tivesse levado e deixado sobre algum monte ou algum vale.

Elias lhes ordenou que não mandassem ninguém procurá-lo. Sabia que o Senhor o havia levado. Definitivamente.

Eles o importunaram até aborrecê-lo. Consentiu que fossem. Mandaram cinquenta valentes, que o procuraram por três dias sem encontrá-lo. Voltaram a Jericó, onde Eliseu havia permanecido. Ele os admoestou, lembrando que havia dito para não irem.

Que aprendamos a nos calar como Eliseu e aguardar os acontecimentos, quando assim o Senhor nos orientar.

Que saibamos o que desejamos, para responder como Eliseu, no momento oportuno. Ainda que o preço seja alto.

Que saibamos perseverar, sendo servos, sendo muitas vezes invisíveis aos olhos humanos, como Eliseu. Um dia chegará a vez de sermos os protagonistas. E precisamos estar prontos.

Que saibamos agir quando chegar a hora de estarmos à frente, de sermos os protagonistas. O profeta e não mais "apenas" o "servo de Elias".

Será que o autor de Reis ainda falará de Eliseu? Ele realmente recebeu a herança que pediu?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/e-hoje-voce-esta-pronto.html

2 Reis 1.9-18

Leitura do dia 05/04.

Na postagem anterior, vimos que o rei de Israel, Acazias, mandou mensageiros a Baal-Zebube, deus de Ecrom, para ver se ficaria ou não curado. Seus mensageiros encontraram o profeta Elias. Que lhe enviou uma mensagem.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-11-8.html

Agora, prosseguiremos ainda pelas páginas do capítulo um, a partir do versículo nove, até o final.

Assim que ouviu seus mensageiros, Acazias identificou Elias. Ele enviou um capitão com uma tropa de cinquenta soldados procurá-lo. Queria vê-lo.

Seu capitão o encontrou. Estava sentado no alto de uma colina. O capitão o chamou dizendo: “Homem de Deus, o rei ordena que desças!”

Elias respondeu ao capitão com seus cinquenta soldados que se ele de fato era um homem de Deus, desceria fogo do céu e exterminaria a ele e seus cinquenta homens. No mesmo instante, desceu do céu um fogo arrasador. Consumiu o oficial e seus soldados.

O rei insistiu. Queria falar com Elias de qualquer jeito. Enviou outro chefe de tropa. Novamente com cinquenta guerreiros. Ele fez o mesmo que o anterior. Ordenou ao profeta: “Ó homem de Deus, assim convoca o rei: ‘Desce depressa!’”

Elias respondeu a este oficial da mesma forma que havia respondido ao outro. O fogo de Deus desceu do céu e consumiu também este oficial e seus cinquenta soldados.

Pela terceira vez o rei enviou outro capitão com sua tropa de cinquenta guerreiros.

Esse terceiro oficial era diferente. Sabia quem era. Sabia quem era Elias. Sabia se humilhar. Sabia se ajoelhar. Possuía coragem para ser humilde. Não era hora de dar ordens. Chegou onde estava o profeta e colocou-se de joelhos diante dele. Reconheceu que Elias era um homem de Deus. Suplicou-lhe que considerasse preciosa sua vida e a de seus soldados. Colocou-se na condição de servo de Elias. Lembrou ao profeta que o fogo de Deus desceu do céu e destruiu os dois primeiros chefes de tropas de cinquenta e todos os seus soldados e pediu que Elias tivesse misericórdia de sua vida.

Diante da atitude desse oficial, o Anjo do Senhor orientou que Elias fosse com ele e não tivesse medo. Elias também sabia quem era. Sabia quem ouvir. Prontamente se levantou e desceu com o oficial.

Ao chegar diante do rei, repetiu, sem qualquer temor, a mensagem do Senhor, perguntando-lhe porque havia mandado mensageiros consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom. Acaso não havia Deus em Israel, para que consultasse Sua Palavra? Disse-lhe também que, do leito em que estava deitado não se levantaria jamais. Com toda a certeza morreria.

Foi o que aconteceu. Acazias morreu conforme o Senhor havia determinado.

Como não tinha filhos, Jorão, seu irmão, reinou em seu lugar.

Que possamos aprender com esse capitão de tropas. Apesar de seu alto cargo diante do exército de Israel e seu rei, não se importou em humilhar-se diante de Elias, o homem de Deus. Por causa de sua atitude, de sua humildade, ele e seus homens foram salvos da morte.

Que possamos aprender com Elias, teve discernimento de qual capitão havia de seguir. Não aos que lhe deram ordens, mas ao único que suplicou sua misericórdia. Também teve discernimento para ouvir a voz do Senhor e coragem para entregar Sua palavra.

Que aprendamos também com Acazias. Que não sejamos como ele. Que reconheçamos que o Senhor é Deus. Não precisamos ir a qualquer outro lugar atrás de ídolo algum.

E agora? O que nos conta o capítulo dois a respeito de Jorão? Fez ou não o que era agradável ao Senhor?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/coragem-para-se-ajoelhar.html

2 Reis 1.1-8

Leitura do dia 05/04.

Começamos uma nova caminhada. Agora, através do livro de 2 Reis.

Olhe para trás. Quanto já lemos. Quanto já aprendemos com as Escrituras. E não foi bom?

Ontem, vimos o ataque de Ben-Hadade a Samaria. A vitória de Acabe. Um segundo ataque e uma segunda vitória. Acabe fazendo acordo com Ben-Hadade, sem consultar ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-201-23.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-2024-43.html

Vimos também que desejou a videira de Nabote. E a conseguiu. Derramando sangue inocente. Josafá e Acabe vão juntos à guerra, ignorando a Palavra do Senhor. Acabe tenta enganar a morte, disfarçando-se. Em vão. Acazias tornou-se rei em seu lugar. E Josafá continuou seu reinado em Judá.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-211-29.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-221-18.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-2219-30.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-2231-53.html

Hoje, caminharemos pelas páginas dos capítulos um a três de 2 Reis.

Na primeira postagem, apenas o capítulo um. Até o versículo oito.

Depois que Acabe morreu, Moabe, revoltou-se contra Israel.

Acazias, pasme, caiu da sacada do seu quarto, no palácio em Samaria. O tempo foi passando e nada de Acazias se recuperar dos ferimentos. Ao invés de buscar ao Senhor, ordena que alguns de seus mensageiros vá a Ecrom. Iam consultar Baal-Zebube, o Príncipe, deus de Ecrom, para saber se ficaria curado.

Baal-Zebube é de onde vem a palavra belzebu. Significa "Senhor das moscas". Nojento.

O Anjo do Senhor ordenou que o profeta Elias fosse à estrada encontrar-se com os mensageiros do rei. Deveria lhes entregar uma mensagem.

Elias foi. Quando os mensageiros estavam passando, perguntou se acaso não havia Deus em Israel para que fossem até Ecrom consultar Baal-Zebube. Eles não responderam. Mas ouviram.

Elias lhes disse a mensagem do Senhor, Deus de Israel, para Acazias. Ele não se levantaria da cama. E com certeza, morreria.

Os mensageiros do rei voltaram a Acazias que, com certeza, espantado, perguntou o motivo. Havia lhes dado uma ordem. O que estavam fazendo ali novamente, sem que a tivessem cumprido?

Percebe a autoridade de Elias? Era superior à de Acazias. Os homens seguiram suas ordens, não às do rei. E nem sabiam quem ele era.

Os mensageiros lhe disseram que um homem havia ido até eles. Contaram a Acazias o que havia lhes dito. O rei perguntou como era o tal homem. Eles o descreveram. Usava vestes de pelos e um cinto de couro. Acazias sabia perfeitamente quem era. Na mesma hora disse que era Elias, o profeta de Tisbel.

Algumas perguntas a serem feitas. Precisamos olhar para dentro de nós .E pensar.

Só procuramos soluções depois que uma situação demora a ser resolvida em nossas vidas? E onde a procuramos? Em quem a procuramos?

Temos andado atrás de outros deuses como Acazias? Será que hoje o Senhor nos diria que existe Deus onde estamos e nos perguntaria por que estamos procurando Prosperidade ou Humanismo, Príncipes de algum lugar?

Temos tido a ousadia e a autoridade de Elias para entregar a Palavra que o Senhor tem nos entregue? Independente do custo e do risco?

Elias sabia que seria reconhecido por Acazias. Seu modo de vestir era inconfundível. Mesmo assim, obedeceu ao Senhor. Faríamos o mesmo? Ou nos esconderíamos atrás de nossas comodidades e desculpas? Nossas frases e vidas politicamente corretas?

O que acontecerá agora? O que fará Acazias? Elias corre perigo? Como ousou interceptar os mensageiros de um rei e lhe dizer que morrerá?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/a-quem-temos-procurado.html

1 Reis 20.1-23

Leitura do dia 04/04.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de 1 Reis.

Ontem vimos alguns reis passando por Israel. Até chegar a Acabe. Vimos Elias sendo alimentado por corvos. Sustentado por uma viúva. E orando para um morto ressuscitar.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-161-34.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-171-12.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-1713-24.html

Vimos também Obadias, um administrador corajoso. O confronto dos profetas no monte Carmelo. A chuva abundante após a oração. A ameaça de Jezabel. A fuga de Elias. Sua exaustão. O Senhor o alimenta e ordena que continue. Há muito a fazer.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-181-20.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-1821-40.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-1841-46.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-191-21.html;

Hoje, caminharemos através das páginas dos capítulos vinte ao vinte e dois. Estamos terminando o livro de 1 Reis.

Nesta postagem, apenas o capítulo vinte. Até o versículo vinte e três.

O rei da Síria, Ben-Hadade, reuniu seu exército. Havia com ele, trinta e dois reis, cavalos e carros de guerra. Ele foi até Samaria, capital de Israel. Fez um sitio. E batalhou contra ela.

Enviou mensageiros para comunicar ao rei Acabe que estava declarando seus toda a prata e o ouro que fora de Acabe, assim como o melhor de suas mulheres e filhos.

Acabe, sem encontrar uma solução, respondeu que seria assim, como Ben-Hadade dizia. Ainda o chamou de rei e senhor, afirmando que ele e tudo o que tinha estavam à sua disposição.

Os mensageiros retornaram a Acabe, anunciando nova mensagem. As ordens expressas de Ben-Hadade  eram que tudo fosse tomado. Toda a prata, ouro, mulheres e filhos. No dia seguinte, àquela mesma hora, enviaria seus oficiais. Iriam vasculhar o palácio e até as casas dos serviçais, pegando e carregando tudo que houvesse de precioso. Nada escaparia de suas mãos.

Quando Acabe ouviu a notícia, convocou todos os anciãos daquelas terras e queixou-se. Aquele homem queria sua perda total! Estava exigindo dele suas esposas e filhos, embora não houvesse recusado sua prata e ouro.

Todas as autoridades e o povo consultados afirmaram que Acabe não deveria lhe obedecer. Não deveria consentir que ficasse com tudo.

Acabe deu ouvidos aos seus conselheiros. Ordenou aos mensageiros de Ben-Hadade que lhe dissessem que faria tudo que havia sido pedido a ele da primeira vez, contudo esta outra exigência não. Embora o chamasse de meu rei e meu senhor e se colocasse na posição de servo, disse que não podia satisfazê-lo, dando-lhe tudo.

Os mensageiros levaram a declaração de Acabe. Ben-Hadade novamente enviou seus mensageiros que disseram a Acabe que destruiria Samaria. Não restaria na cidade pó suficiente para dar um punhado a cada um de seus guerreiros. Jurou sob maldição.

Acabe, ao que parece, já estava ficando enjoado daquele vem e vai de mensagens. Mandou dizer a Ben-Hadade que não deveria se gabar quem veste a armadura como aquele que as tira! Quem veste uma armadura está indo para a guerra, não sabe o que acontecerá. Quem as tira, está voltando, vivo e vitorioso.

Quando Ben-Hadade ouviu esta resposta, estava bebendo nas tendas, com os reis, seus aliados. Ficou indignado. Ordenou imediatamente aos seus oficiais que estivessem preparados para a guerra. Eles prontamente se prepararam para atacar Samaria.

Um profeta, que não sabemos o nome, foi até o rei Acabe e lhe entregou uma palavra. O Senhor disse que entregaria a Acabe aquela imensa multidão. Para que reconhecesse que o Senhor é Deus.

Embora Acabe tenha virado as costas para o Senhor, o Senhor não virou Suas costas para ele. Queria que Acabe O reconhecesse como Senhor.

Acabe acreditou nas palavras do Senhor, ditas através do profeta. Perguntou quem o Senhor iria usar para a vitória. O profeta lhe disse que seriam os jovens soldados dos líderes das províncias. Eles realizariam tudo que fosse preciso.

Parece que está aprendendo! Será?

Acabe pergunta ao profeta quem deveria começar a batalha. O profeta prontamente lhe responde: “Você!”

Então, imediatamente, Acabe convocou os jovens guerreiros dos chefes das províncias. Eram duzentos e trinta e dois homens. Depois deles, contou todos os israelitas. Eram sete mil. A tropa partiu ao meio-dia.

Ben-Hadade, que não esperava um ataque, continuava bebendo e se embriagando nas tendas, com os trinta e dois reis, seus aliados.

Então os jovens cooperadores dos administradores das províncias avançaram.

Alguns espiões mandados por Ben-Hadade informaram-lhe que um grupo de soldados estava saindo de Samaria. No mesmo instante ele ordenou que ficassem atentos. Quer tivessem saído com intenções pacíficas ou bélicas, deveriam ser capturados vivos.

Os jovens guerreiros marcharam para fora da cidade. O exército na retaguarda. E cada um matou seu adversário. Diante disto, os sírios partiram em retirada. Perseguidos pelos israelitas

Ben-Hadade, rei Síria, escapou a cavalo, com alguns de seus cavaleiros. Acabe tomou os cavalos e carros de guerra e impôs aos sírios uma terrível derrota.

O profeta lhe avisou que deveria fortalecer-se. Ponderar bem para suas atitudes. Dentro de um ano, o rei da Síria voltaria para atacar.

E agora?

Acabe prestará atenção em suas atitudes?

Reconhecerá que só o Senhor é Deus?

Estará preparado para a guerra, quando ela vier?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/esteja-pronto-pode-ser-sua-vez.html

1 Reis 19.1-21

Leitura do dia 03/04.

Na postagem anterior, vimos Elias dizer a Acabe que ouvia um ruído de chuva abundante quando não havia sequer uma nuvem no céu. Elias acreditava na palavra do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-1841-46.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo dezenove de 1 Reis.

Quando Acabe chegou em casa contou à sua esposa, Jezabel, tudo o que Elias fizera. E como matara ao fio da espada a todos os profetas de Baal.

Jezabel não reconheceu que somente o Senhor é Deus. Que Baal não era nada. Ela ficou furiosa.

Mandou um mensageiro a Elias. O recado era que até amanhã, àquela hora, ele estaria morto, como os profetas estavam. Ela o mataria, empenhou sua palavra sob maldição.

Quando Elias recebeu o recado, fugiu para salvar sua vida. Foi até Berbeba, deixou ali seu ajudante e foi pelo deserto. Caminhou durante um dia. Sentou-se embaixo de um pé de giesta, uma espécie de arbusto daquela região.

Ali Elias orou. Pediu ao Senhor que lhe tirasse a vida. Disse que já bastava. Não era melhor que seus pais. Estava exausto. Deitou-se e dormiu ali mesmo. Embaixo da giesta.

Elias é um dos meus preferidos e nessa hora me apaixono mais ainda por ele. É um homem. Como nós. Não é um super-homem que suporta tudo, sem se cansar.

Estava cansado. Disse ao Senhor que havia chegado ao seu limite. Orou pedindo que o Senhor o matasse.

Mas o Senhor não respondeu sua oração. Não o matou. Enviou um anjo, que o tocou e ordenou que levantasse e se alimentasse.

Quando Elias abriu seus olhos, junto à sua cabeceira havia um pão quente que fora assado sobre pedras em brasa e uma vasilha com água fresca. Uau!

Elias comeu e bebeu. Depois, voltou a deitar. Como disse, estava exausto. Não havia mais forças em si.

O Anjo do Senhor veio novamente. Novamente lhe tocou. Novamente lhe ordenou que levantasse e comesse. E acrescentou mais uma informação. Ele iria viajar. E sua viagem seria muito longa. Não era tempo de descanso, embora estivesse exausto.

Elias levantou. Comeu e bebeu. Dessa vez, sentiu-se fortalecido. E com aquele pão e aquela água fresca, viajou quarenta dias e quarenta noites.

Jesus é o nosso alimento. O nosso Pão. A nossa Água. Tudo que precisamos.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/o-pao-do-ceu.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-repete-e-o-pao-do-ceu.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-e-mulher-samaritana.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/voce-tem-sede-venha-e-beba.html

Ele chegou no Sinai. Em Horebe, o monte do Senhor. Entrou em um caverna. Ali passou a noite.

Depois, Elias ouviu a voz do Senhor que lhe perguntou o que ele fazia ali.

Elias respondeu que sentia suas entranhas consumidas por causa do ardente zelo que tinha pelo Senhor, Deus dos Exércitos. Disse que os israelitas abandonaram a Aliança do Senhor, destruíram Seus altares e mataram Seus profetas ao fio de espada. Só ele havia ficado. Solitário. E agora procuravam tirar-lhe a vida.

O Senhor lhe ordenou que saísse de onde estava e fosse até o alto do monte, ficar diante dEle. Elias foi.

Gosto de sua obediência.

O Senhor passou por ali. Mandou um vento muito forte. Que fendeu os morros e partiu as rochas em pedaços. Mas Ele não estava no meio do vento. Quando o vento diminuiu e parou, houve um forte terremoto. O Senhor também não estava no terremoto. Após o terremoto, caiu um fogo. Também não estava no fogo. Depois do fogo veio um sussurro. Uma brisa suave e tranquila.

Quando Elias percebeu aquele murmúrio, puxou a capa para proteger seu rosto. Saiu da caverna. Postou-se à entrada dela. Uma voz lhe perguntou o que fazia ali.

Ele respondeu da mesma maneira, dizendo que sentia suas entranhas serem consumidas por causa do ardente zelo que tinha pelo Senhor Deus dos Exércitos. Os israelitas abandonaram a Sua Aliança, destruíram Seus altares e mataram Seus profetas ao fio de espada. Disse que só restava ele e agora procuravam também tirar-lhe a vida.

Você se sente assim, algumas vezes? “Estou sozinho. Solitário. Só eu restei.” Pois é, Elias se sentiu assim também. Mas o Senhor não deixou que ficasse lambendo suas feridas.

O Senhor lhe deu ordens que voltasse pelo caminho que viera, fosse ao deserto de Damasco. Quando chegasse lá, deveria ungir Hazael como rei da Síria. Jeú, filho de Ninsi, rei de Israel. E Eliseu, filho de Safate, da cidade de Abel-Meolá, profeta em teu lugar.

O Senhor disse que os que escapassem da espada de Hazael, Jeú o mataria, e o que fugisse da espada de Jeú, Eliseu o mataria. Disse ainda que poupara em Israel sete mil homens, todos que não haviam se dobrado diante de Baal e todos que não reverenciaram suas imagens, beijando-as.

Elias não estava só. Lembra? Havia os profetas que Obadias escondera. E além deles, sete mil homens que haviam permanecido fiéis ao Senhor, como Elias. http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/um-administrador-corajoso.html

O Senhor lhe deu três tarefas. Ungir dois reis e um profeta. Um profeta em seu lugar. Estava cansado. Descansaria em breve.

Elias partiu rapidamente.

Encontrou Eliseu, filho de Safate. Ele estava arando com doze juntas de bois à sua frente. Estava com a décima segunda.

Elias aproximou-se de Eliseu e lançou sua capa sobre ele. Eliseu sabia o que significava aquele gesto. Deixou os bois, foi correndo até Elias e pediu que o deixasse abraçar e beijar seu pai e sua mãe, despedindo-se deles. Então o seguiria.

Elias lhe disse que fosse. E voltasse depressa. Que se lembrasse do que havia feito com ele.

Eliseu voltou. Tomou a sua parelha de bois e os matou. Queimou o equipamento de arar para cozinhar a carne e a serviu ao povo. Todos comeram. Depois partiu com Elias e tornou-se seu assistente e aprendiz. Não o profeta. Apenas seu assistente e aprendiz.

Que aprendamos a descansar no Senhor. Haverá dias de cansaço. De desânimo. De bastas. Mas o Senhor estará conosco, como esteve com Elias. É verdade, não nos deixará lambendo nossas feridas. Mas falará conosco. E nos dará forças para seguir. E ordens a cumprir. Que sejamos obedientes, como Elias.

Que aprendamos a ter a disposição de Eliseu. Largar o que temos. E seguir o caminho que o Senhor propôs para nós. Ainda que seja de assistente e aprendiz. Um dia chegará a vez de Eliseu ser o protagonista. A nossa também. Precisamos estar preparados.

Mas lembre-se, tudo aponta para o Senhor. Sejamos protagonistas ou não, esse é nosso papel.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo vinte ao capítulo vinte e dois de 1 Reis. Os últimos capítulos deste livro sensacional.

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/exaustao.html

1 Reis 18.41-46

Leitura do dia 03/04.

Na postagem anterior, vimos Elias orar e o Senhor responder com fogo. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-1821-40.html

Agora, caminharemos pelos versículos finais do capítulo dezoito. A partir do versículo quarenta e um.

Depois que Elias matou os falsos profetas, ordenou a Acabe, o rei, que subisse, comesse e bebesse porque havia ruído de abundante chuva.

Embora o céu estivesse sem nuvens, não houvesse um só trovão, ou vento, Acabe fez o que Elias lhe dissera.

Elias não foi comer com ele. Subiu ao cume do monte Carmelo, inclinou-se em terra, colocando seu rosto entre os joelhos. E orou.

Ordenou que seu ajudante subisse, olhasse para a banda do mar, para ver se havia nuvens.

O Senhor disse que mandaria chuva. Elias disse a Acabe que estava ouvindo o som de abundante chuva. Mas não havia nuvem. Não havia nada.

Elias continuou orando. Enviou seu ajudante sete vezes para olhar se havia alguma nuvem de chuva.
Quando o rapaz, que aqui não sabemos o nome, voltou pela sétima vez, disse que havia uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar.

Uma nuvem pequena, do tamanho da mão de um homem! Sabe o que Elias fez? Ordenou que o rapaz fosse onde estava Acabe e dissesse que deveria aparelhar seu carro e descer para que a chuva não o alcançasse.

O rapaz foi, claro, não tinha ousadia para retrucar Elias.

E o que aconteceu?

Os céus ficaram negros. Cheios de nuvens e vento. E veio uma grande chuva.

Acabe subiu em seu carro e foi para Jezreel.

A mão do Senhor veio sobre Elias. Ele foi correndo à frente de Acabe, até à entrada de Jezreel.

Que fé a de Elias!

O Senhor disse que mandaria chuva. Ele começou a ouvir o ruído da chuva, ainda que ninguém mais ouvisse. E foi necessária apenas uma nuvem do tamanho da mão de um homem para perceber que não precisava mais orar. O Senhor faria o que havia dito.

Quantas vezes agimos completamente diferente? Só cremos que a chuva cairá depois que ela nos encharcou!

Que aprendamos com Elias a crer na palavra do Senhor e a ousar. Se o Senhor lhe disser que mandará chuva, compre um guarda-chuva. E uma capa. Será chuva abundante.

Prosseguimos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/ruido-de-chuva.html

1 Reis 18.21-40

Leitura do dia 03/04.

Na postagem anterior, vimos um novo personagem, que não é um rei, tomar o protagonismo.

Obadias era o administrador de Acabe. Cuidou de cem profetas refugiados. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-181-20.html

Elias ordenou (ao rei) que reunisse o povo no monte Carmelo.

Agora, ainda pelas páginas do capitulo dezoito. A partir do versículo vinte e um. Até o versículo quarenta.

Quando todos estavam reunidos no monte Carmelo, Elias, o profeta, que apareceu na história dos reis de Israel alguns capítulos atrás, perguntou até quando ficariam coxeando entre dois pensamentos. Se o Senhor é Deus, que o seguissem. Se era Baal, que fossem atrás dele.

O povo não lhe respondeu.

Elias continuou. Disse que somente ele havia ficado por profeta do Senhor (os outros cem estavam refugiados). Os profetas de Baal eram quatrocentos e cinquenta.

Propôs que separassem dois bezerros. Os profetas de Baal poderiam escolher primeiro. Dividiriam o bezerro em pedaços e colocariam sobre uma lenha. Sem colocar fogo.

Elias prepararia o outro bezerro. Também sem colocar fogo.

Eles invocariam o deus deles e ele invocaria o nome do Senhor. O deus que respondesse com fogo, era o verdadeiro Deus (é).

O povo gostou do desafio.

Elias disse que os profetas de Baal escolhessem o bezerro e o preparassem. Afinal, eram muitos.
Tomaram o bezerro e o prepararam. Invocaram o nome de Baal. Desde a manhã até ao meio-dia. Clamavam que Baal os respondesse. Saltavam sobre o altar que haviam feito. Nada acontecia.

Quando deu meio-dia, Elias disse que deviam clamar em altas vozes. Afinal, Baal era um deus. Podia ser que estivesse falando com outras pessoas, ou que estivesse fazendo alguma outra atividade, ocupado, ou quem sabe, viajando, talvez dormindo. Elias tem senso de humor.

Eles clamavam em grandes vozes. Retalhavam-se com facas e lancetas, até derramarem sangue sobre si, conforme o costume. Nada aconteceu. Não houve voz, nem resposta. Nada.

Então Elias ordenou que todo o povo fosse até ele.

O altar do Senhor estava quebrado. Ele o reparou. Tomou doze pedras, representando o número das tribos dos filhos de Israel. Com essas pedras, edificou o altar em nome do Senhor. Fez também um rego em volta do altar, segundo a largura de duas medidas de semente. Armou a lenha. Dividiu o bezerro em pedaços. Colocou-o sobre a lenha.

Ordenou que enchessem de água quatro cântaros e derramassem sobre o holocausto e sobre a lenha. Mandou que fizessem uma segunda vez e uma terceira vez. Era tanta água que corria ao redor do altar. Até o rego ficou cheio.

Quando chegou a hora da oferta de manjares, Elias orou. Pediu que o Senhor, o Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifestasse naquele momento que Ele era Deus em Israel e que Elias era Seu servo, e havia feito tudo o que fez, de acordo com a palavra do Senhor. Pediu que o Senhor o respondesse. Para que o povo conhecesse que o Senhor é Deus e que Ele havia se afastado deles.

Elias não precisou pedir uma segunda vez. Não precisou gritar. Nem retalhar-se. Assim que acabou de orar, caiu fogo do Senhor. Consumiu o holocausto. A lenha. As pedras. O pó. E ainda lambeu a água que estava no rego.

Quando todos viram, ficaram abismados! Caíram sobre seus rostos, declarando que só o Senhor é Deus.

Elias lhes disse que prendessem os profetas de Baal. Que nenhum deles escapasse. Foi o que fizeram. Ele os fez descer até ao ribeiro de Quisom. Ali os matou.

É maravilhoso ver a manifestação do Senhor dessa maneira. Não havia mais como duvidar. Será que agora o povo de Israel se arrependerá e voltará seus olhos para o Senhor?

E quanto à chuva? O Senhor havia dito a Elias que deveria procurar Acabe porque faria chover, mas o que caiu do céu foi fogo, não chuva.

Choverá? A estiagem terminará?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/um-deus-que-responde.html

1 Reis 18.1-20

Leitura do dia 03/04.

Na postagem anterior, vimos o desespero de uma viúva ao perder seu único filho, e a alegria por tê-lo novamente em seus braços.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-1713-24.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo dezoito. Até o versículo vinte.

O tempo passou. A estiagem continuou.

No terceiro ano, o Senhor ordenou a Elias que se apresentasse diante de Acabe. O Senhor disse que mandaria chuva sobre a face da terra.

Você consegue imaginar o perigo que os profetas corriam quando se apresentavam diante dos reis com alguma palavra? Pois é. Lá ia Elias, o obediente, apresentar-se.

O Senhor falou. E Elias obedientemente, partiu de Sidom para Samaria. Lá, a fome era imensa.

Então, nessa história de reis, aparece mais um personagem. Seu nome é Obadias. Mordomo e administrador do palácio real. Servia a Acabe. E amava e temia o Senhor. Jezabel, mulher de Acabe, estava exterminando os profetas. Obadias reuniu cem deles e os refugiou em duas grutas. Cinquenta profetas em cada uma. E lhes proveu água e comida. Claro, corria risco de vida. Se Jezabel descobrisse, sua cabeça, na certa, seria cortada.

Certa vez Acabe disse a Obadias que percorressem a terra. Procurassem todas as fontes e riachos que ainda corressem. Talvez encontrassem algum capim a fim de manter vivos os cavalos e as mulas, para que não fosse necessário matar nenhum dos animais.

Para cumprirem essa tarefa, dividiram a terra. Acabe, o rei, foi em uma direção e Obadias, o mordomo e administrador, em outra.

Enquanto Obadias estava percorrendo a terra, Elias o encontrou.

Imediatamente Obadias o reconheceu. Prostrou-se com seu rosto rente à terra e perguntou: “Es tu mesmo, meu senhor Elias?”

Não é incrível que o homem que servia ao rei, prostrasse diante do profeta?

Elias respondeu a Obadias que era ele mesmo. E pediu que Obadias fosse depressa a Acabe e dissesse que Elias estava ali. Esperando por ele.

Obadias, lhe perguntou o que havia feito de errado. Que pecado havia cometido para que fosse entregue nas mãos de Acabe, para ser morto. Ele sabia como funcionava o reino.

Obadias jurou pelo nome do Senhor, o Deus de Elias, que não havia uma só nação ou reino onde Acabe não enviasse alguém para procurá-lo. E sempre que uma nação ou reino afirmava que não estava refugiado em suas terras, fazia com que jurassem que haviam se empenhado em sua procura, embora não tenha sido possível encontrá-lo. Mas agora, Elias ordena que ele vá dizer a Acabe que está ali.

Seu medo era que o Senhor o levasse para algum lugar e quando Acabe viesse, não estivesse mais lá. Acabe, com certeza, mataria Obadias. Obadias ainda disse que era servo de Elias e vinha adorando o Senhor desde sua juventude.

Ele pergunta a Elias se não ficou sabendo o que havia feito quando Jezabel massacrou os profetas do Senhor. Contou que os havia escondido. Em duas cavernas. Em grupos de cinquenta. E os abasteceu de comida e água.

Novamente perguntou se era mesmo para ele dizer a Acabe que estava ali. Obadias disse que o rei simplesmente iria acabar com sua vida num instante.

Então Elias assegurou-lhe, jurando pelo Senhor, a quem servia, que se apresentaria a Acabe.

Obadias foi ao encontro de Acabe. Contou-lhe o que havia visto e ouvido. Acabe foi encontrar-se com Elias.

Assim que o viu perguntou-lhe: “És tu mesmo, ó flagelo de Israel?”

Já reparou que muitas vezes os profetas são acusados pelos acontecimentos quando na verdade apenas falaram o que o Senhor lhes ordenou? E os acontecimentos são consequências do que foi plantado?

Elias sabia. Sua consciência estava limpa. Respondeu a Acabe que não era o responsável pelos muitos problemas que assolavam Israel. E apontou para Acabe. Disse que ele e toda a família de seu pai eram os responsáveis. Mas não apenas apontou. Disse o motivo. Haviam abandonado os mandamentos do Senhor e cultuado aos baalins.

Depois ordenou (ordenou ao rei?) que mandasse Israel se reunir a ele no alto do monte Carmelo, assim como os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, todos que se fartavam na mesa de Jezabel (em tempo de miséria, escassez e fome).

Acabe fez a convocação. Reuniu todos no monte Carmelo.

O que acontecerá? Voltará a chover?

O que Elias pretende fazer com esses oitocentos e cinquenta profetas? Afogá-los na chuva?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:

1 Reis 17.13-24

Leitura do dia 03/04.

Na postagem anterior, vimos um personagem tomar a cena. Embora seja a história de Reis, o protagonista agora é Elias, um dos meus queridos, preferidos.

O Senhor ordena que vá a Sidom para ser alimentado por uma viúva. Ele obedece.

Na última cena, pede água para ela e um pouco de comida. Ela informa que não tem nada. Está prestes a morrer. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-171-12.html

Continuamos agora, a partir do capítulo dezessete de 1 Reis.

Elias, diz que ela não deve temer. Que faça como havia dito, mas antes faça um pequeno bolo para ele. Depois, um para ela e seu filho.

A palavra do Senhor, o Deus de Israel para ela, é que a farinha que há na vasilha não acabará, e o azeite da botija não faltará, dia nenhum, até o dia em que o Senhor fizesse chover sobre a terra.

Uau! Imagine você usando a farinha e o azeite e ele não diminuindo? Só havia um pouquinho de farinha e não iria acabar!

Elias deixa claro que não seria ele quem faria chover. Seria o Senhor. Sob a palavra dele.

Sabe o que a mulher fez?

Ela imediatamente foi. Fez conforme a palavra de Elias.

Ele, ela e sua família comeram fartamente durante muitos dias. Vou repetir: fartamente. Não era regulado. Era fartamente.

A farinha da vasilha não acabou e nenhum dia faltou azeite puro na botija, exatamente como o Senhor falara através de Elias.

Depois de algum tempo, o filho desta viúva adoeceu gravemente. E morreu. Morreu! Ela ficou desesperada. Claro, quem não ficaria?

Reclamou com Elias: “Homem de Deus, o que você me fez? Veio para lembrar-me de meus pecados e matar meu filho?” (1 Reis 17.18).

Não sabemos o que se passava no coração desta mulher, nem a que pecado ela se referia.

É muito importante não termos nenhum pecado escondido. Aquele pensamento a condenou. Havia algo dentro dela que precisava ser resolvido.

Façamos como João nos exortou: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”. – 1 João 1.9

Então, nenhuma condenação virá sobre nós.

Elias não estava ali para julgá-la. Estava porque o Senhor o enviara. Para ser abençoado e para abençoar. Devemos abençoar todas as pessoas com quem nos relacionamos. É a ordem que o Senhor deu a Abraão. Que se estende a nós: “e você será uma bênção para outros”. – Gênesis 12.2b

Elias não a condenou. Não era juiz. Era profeta. Pediu que ela lhe entregasse o filho.

E então, uma cena que acho simplesmente maravilhosa.

Quando pensamos em Elias imaginamos um homem duro. Um profeta ousado. Mas ele sabia ser gentil. Educado.

O menino morto, nos braços da mãe. Ele o toma gentilmente de seus braços. Gentilmente, como uma criança deve ser tratada, em qualquer situação. Ele toma o menino em seus braços. Leva-o ao quarto onde estava hospedado. Coloca-o sobre sua própria cama. Um morto!

Em seguida, clama ao Senhor: “Ó Senhor, meu Deus, por que trouxeste desgraça a esta viúva que me recebeu em seu lar e fizeste o filho dela morrer?” (1 Reis 17.20)

Era íntimo do Senhor. Olha como fala. Não procura palavras rebuscadas. Fala o que está em seu coração. Como deve ser.

Ele se deita sobre o menino, três vezes, suplicando ao Senhor, seu Deus, que fizesse a vida voltar. O Senhor ouviu seu clamor. A vida retornou. O menino viveu!

Elias leva o menino até sua mãe e diz: “Veja, seu filho está vivo!” (1 Reis 17.23)

A mulher imediatamente responde que agora sabe ser ele um homem de Deus e que a Palavra do Senhor, proferida por sua boca, é toda verdadeira. Será que era incrédula antes? Não confiava mais nos profetas, por algum motivo? Não sabemos.

O que sabemos é que Elias estava no lugar certo, na hora certa.

Aquela mulher, com toda certeza, testificou a todos em sua volta. Falou quem Elias era e quem era o Senhor de Elias. O Deus de Israel. O Deus de toda a terra.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Que possamos ser usados poderosamente pelo Senhor. Que testifiquem de nós que somos homens e mulheres de Deus e que a Palavra do Senhor, proferida por nossas bocas, sejam todas verdadeiras.
Todas.

O Senhor não aprova meias verdades. Meias verdades são mentiras inteiras.

Prosseguimos na próxima postagem. Mas, antes, quero convidá-lo a ler o texto "Confio em Deus em meio às adversidades?" http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/confio-em-deus-em-meio-as-adversidades.html

Será que Acabe encontrará Elias? E como será que  andam as coisas em Judá?

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/desespero.html

1 Reis 17.1-12

Leitura do dia 03/04.

Continuamos nossa caminhada através do livro de 1 Reis.

Quantas coisas já vimos! Às vezes pode até “dar um nó” em nossas cabeças. É um tal de “e fulano não fez o que agrada ao Senhor”.

Mas infelizmente é assim mesmo. Na maioria das vezes, as pessoas acham mais fácil seguirem seus caminhos sozinhas. Esquecem que terão que arcar com as consequências de suas escolhas. Esquecem que poderiam estar andando por um caminho melhor.

Na postagem anterior, vimos um matando outro e outro matando o outro, para se tornarem reis. Não interessava para eles o bem estar de Israel. Estavam pensando em si mesmos e em suas dinastias. Que foram rápidas. Não seguiram ao Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-161-34.html

Até que surge Acabe. Dos reis do Israel dividido, sem dúvida é o mais famoso, se não por ele, por sua mulher, Jezabel.

Então, vamos caminhar através do capítulo dezessete. Vejamos quem é Acabe e o que fez. Mas, ele não é o único personagem desse capítulo, nem dos próximos.

O texto fala de Elias, o tesbita. Habitava em Gileade. Ele foi até Acabe, o rei, e disse, com a ousadia que lhe era peculiar: “Tão certo como vive o Senhor, o Deus de Israel, a quem sirvo, não haverá orvalho nem chuva durante os próximos anos, até que eu ordene!" (1 Reis 17.1)

Não sei você. Eu fico pasma. Que homem é esse? Que coragem! Está falando isso diante do rei!

Israel é uma terra que chove pouco. Precisa muito de chuva e de orvalho. Um profeta chega diante do rei e diz que não vai chover, exceto quando ele ordenar. Consegue imaginar a cena? Corajoso ou louco?

E a cena se transforma. Não estamos mais em Samaria. Elias sai de cena. Não ficamos sabendo a reação de Acabe. Acho que deve ter ficado boquiaberto. Paralisado.

Então, enquanto estamos querendo saber de Acabe, Elias toma a cena.

O Senhor manda que ele fuja para o Leste. Deve refugiar-se perto do ribeiro de Querite, à Leste do Jordão. Elias foi um refugiado.

O Senhor mostrou exatamente o lugar para onde ir, como se fosse um GPS. Mas dos que não falham. O Senhor nunca nos leva para a morte. Sempre para a vida.

E o que um refugiado como Elias precisa? No mínimo, alimento. E um lugar de descanso. No caso, Elias já possuía um cargo e um encargo, era profeta.

O Senhor estava providenciando o necessário para aqueles dias. Elias beberia da água do ribeiro e os corvos iriam dar-lhe alimento.

Sempre que leio esse texto, fico imaginando Elias. Era um homem consagrado, profeta do Senhor. Obediente. Simplesmente seguiu o GPS do Senhor e foi. Não questionou. Não exigiu que fosse um animal “limpo” que o alimentasse. Os corvos eram considerados “imundos”.

Não disse que aquilo era um absurdo. Que precisava ter certeza de que o Senhor faria. Simplesmente obedeceu. Que coragem!

Sabe o que aconteceu? Os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã e ao pôr-do-sol. Saciava sua sede nas águas do ribeiro. Que cena fantástica!

Mas, passados alguns dias, a água secou. Não chovia. Elias mesmo disse que não choveria, enquanto não ordenasse.

Por que Elias estava escondido? Acabe, com certeza, o procura por todos os lugares, para exigir que volte a chover. Chega a ser engraçado. Mas é verdade. Nada de chuva, enquanto Elias não ordene.

Quando a água secou, não vemos Elias reclamar.

O Senhor dá uma nova ordem: “Vá morar em Sarepta, perto da cidade de Sidom. Dei ordem a uma viúva que mora ali para lhe dar alimento” (1 Reis 17.8).

Volte ao último parágrafo. Leia de novo. O Senhor mandou Elias para Sarepta? Foi isso mesmo? Para o território de Sidom? Sim.

Tudo bem até aí. Antes era refugiado em seu próprio país, um migrante. Mas agora está indo refugiar-se, por ordem do Senhor, em outro país. Não é mais em Israel.

E tem mais. O que o Senhor ordenou?

Que uma viúva providenciasse seu sustento. Uma viúva? Lembra as condições das viúvas naquela época? Eram terríveis. Não tinham nada. Precisavam de alguém para sustentá-las.

Elias me deixa boquiaberta. Não escutamos, ou não lemos, se preferir, nenhuma queixa. Ele simplesmente parte e vai a Sarepta, por mais louca que seja a ordem do Senhor. Outro país. Uma viúva. Que coragem!

Será que eu iria? Acho que faria uma lista com todos os motivos para não ir e a mostraria ao Senhor, tentando fazê-Lo mudar de ideia.

Quando Elias chega à entrada da cidade, há uma viúva que está apanhando lenha. Ele a chama. Pede que traga um pouco de água para poder saciar sua sede. Ela vai. Essa mulher também me espanta.

Quando está saindo para buscar água, ele a chama novamente. Pede que ela traga também um pedaço de pão. Está com fome.

Não sei como, mas essa mulher sabia quem Elias servia. Respondeu-lhe que, assim como era certo que o Senhor Deus de Elias, vivia, ela jurava por Seu Nome que não tinha um bolo sequer, senão apenas um pouquinho de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na botija. Estava apanhando uns dois gravetos para levar para casa. Ia preparar uma refeição para ela e seu filho, para que comessem e depois morressem.

E agora? O Senhor deu o endereço errado para Elias? O GPS dEle quebrou? Era essa a viúva que deveria sustentá-lo? Com um pouquinho de farinha e azeite, que mal dava para ela, viúva, e seu filho comerem uma única refeição antes de morrer?

Será?

Veremos na próxima postagem.

Ah, e quanto a Acabe? Vamos deixá-lo de lado um pouco, até o Senhor nos ensinar com a vida desse homem maravilhoso que é Elias.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/um-homem-corajoso-aparece-na-historia.html

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Tristeza Profunda

Continuamos nossa caminhada através de 2 Reis.

Ontem vimos a comemoração da Páscoa, que desde os tempos dos Juízes não acontecia. Também vimos Josias e seu maravilhoso zelo pelo Senhor. Ah, como seria maravilhoso termos mais homens como Josias!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/comemorando-pascoa.html

Como precisamos que Josias se levantem nos dias de hoje. Que derrubem altares falsos. Que exterminem cultos equivocados e ridículos, com aparência de ser ao Senhor quando são aos homens e aos seus objetivos egocêntrícos.

Clamo, de todo meu coração para que haja, em nossos dias, homens como Enoque, Fineias, Davi, Ezequias, Josias, Isaías, Elias, João Batista! Homens admiráveis!

Como carecemos de homens verdadeiramente tementes ao Senhor, que O amem, O conheçam. Que desejem, de todo coração, serví-Lo, independente do que dirão deles. Que O queiram, independente do que receberão.

Hoje, caminharemos ainda através do capítulo vinte e três. Do versículo trinta e um ao versículo trinta e sete.

Jeoacaz, filho de Josias, estava com vinte e três anos quando começou a reinar. Reinou apenas três meses em Jerusalém.

Para nossa tristeza, não seguiu os caminhos de seu pai. Fez o que era mau aos olhos do Senhor. Como seus maus antepassados fizeram. É sempre mais fácil deixar "a vida levar" do que fazer a vontade do Senhor. Seguí-Lo requer atitude. Compromisso. Relacionamento.

Faraó Neco mandou prender Jeoacaz em Ribla, na terra de Hamate, para que não reinasse mais. Exigiu de Judá um imposto de três toneladas e meia de prata e trinta e cinco quilos de ouro.

Neco colocou Eliaquim, filho de Josias, rei em seu lugar. Mudou seu nome para Jeoaquim.

Ele levou Jeoacaz para o Egito, onde morreu.

Jeoaquim pagou a Faraó toda prata o ouro exigidos, mas teve de criar impostos para conseguir honrar o tributo instituído. Exigiu prata e ouro de cada cidadão, conforme suas posses. Todos empobreceram juntos.

Não é terrível que antes o povo de Israel ofertava ouro e prata ao Senhor, a ponto de, muitas vezes, ter sido proibido de fazê-lo, pois sempre davam mais que o necessário? E sempre tinham mais para dar? Agora, não são mais ofertas. São tributos impostos pelo rei que domina sobre eles.

Novamente o Egito tem domínio sobre Israel, arrancando-lhe suas riquezas. Tudo por terem abandonado ao Senhor, virando-lhes as costas.

Jeoaquim estava com vinte e cinco anos quando começou a reinar. Reinou onze anos em Jerusalém. Também não seguiu o exemplo de Josias. Fez o que era mau diante dos olhos do Senhor, da mesma forma que seus antepassados haviam feito.

Judá caminha a passos largos para a destruição. E meu coração chora.

Olho para a Igreja de hoje. Não temos visto o mesmo acontecendo?

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e de nosso filhos e netos.

Continuamos amanhã. Espero você. Até lá.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Por quem Jeú era? Pelo Senhor ou por Baal?

Continuamos nossa caminhada pelo livro de 2 Reis.

Ontem vimos Jeú ordenando posicionamento aos líderes de Samaria. Com quem realmente estavam? Com os descendentes de Acabe ou com Jeú? http://www.espalhandoasemente.com/2018/12/cartas-de-jeu.html

Como o Senhor havia dito, os descendentes de Acabe foram mortos.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/o-valor-de-uma-heranca.html

Hoje, caminharemos ainda através do capítulo dez. Do versículo doze ao versículo dezoito. Apenas sete versículos.

Jeú foi à Samaria.

No caminho, em Bete-Equede dos Pastores, encontrou uma caravana. Perguntou quem eram. Eram parentes de Acazias. Estavam indo visitar as famílias do rei e a rainha-mãe.

Naquela época as informações não eram transmitidas na velocidade de hoje. Não sabiam o que havia acontecido. Não faziam ideia da unção do novo rei. Nem que este havia enfrentado Jorão e Acazias. E agora, estava diante deles.

Jeú, imediatamente, ordenou que seus soldados os prendessem vivos. Foram presos e degolados na cisterna de Bate-Equede. Eram quarenta e dois. Nenhum escapou.

Quando saiu dali, Jeú encontrou Jonadabe, filho de Recabe. Perguntou-lhe se seu coração era leal com ele, tal qual o seu era com Jonadabe. Jonadabe respondeu que era. Jeú pediu que lhe desse a mão. Jonadabe estendeu-lhe a mão e Jeú o colocou a seu lado no carro que conduzia. Disse-lhe que fosse com ele e observasse seu zelo pelo Senhor.

Quando leio essas palavras, meu coração dispara. O que Jeú fará agora? Ele matou Jorão, Acazias e Jezabel. Quem será o próximo?

Quando entrou em Samaria, mandou matar todos os sobreviventes da família de Acabe. Ele simplesmente os aniquilou. Exatamente como previu a palavra que o Senhor havia falado a Elias.

Jeú mandou que todo o povo fosse reunido. Então disse que Acabe cultuou pouco a Baal, mas ele o cultuaria muito mais.

E agora?

Meu coração dispara muito mais que antes.

Ele falou a Jonadabe que lhe mostraria seu zelo pelo Senhor. Agora fala que cultuará a Baal. Não estou entendendo. O que aconteceu?

Amanhã continuamos. Espero você. Até lá.