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quinta-feira, 27 de junho de 2019

Salmo 119.153.160

Leitura do dia 23/06.

Continuamos nossa caminhada pelas estrofes do Salmo cento e dezenove. Quase no fim.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-119145-152.html

Agora, leremos do versículo cento e cinquenta e três ao versículo cento e sessenta.

Rêsh
O salmista continua sua oração. Pede que o Senhor veja seu sofrimento. E o livre. Nunca se esqueceu de Sua lei. Mesmo nos momentos mais terríveis de sua vida. Pede que o Senhor defenda Sua causa. Que o liberte. Que o proteja. Como Ele mesmo prometeu.

"Aquele que habita no abrigo do Altíssimo encontrará descanso à sombra do Todo-Poderoso". - Salmo 91.1

Lembra que os perversos estão longe da salvação. Motivo: não dão importância aos decretos do Senhor.

Não é seu caso. Sabe que o Senhor é misericordioso. Por isso, clama que o restaure. Muitos são os que o perseguem. Os que o afligem. Ainda assim, continuou fiel.

Quando olha para os que não obedecem a palavra do Senhor, fica desgostoso. Ele ama Suas ordens. E continua clamando por salvação.

E, em meio a toda sua dor, reconhece que a própria essência de Suas palavras é a verdade. Todos Seus estatutos são justos. E permanecerão eternamente. Por isso espera. Sabe que pode confiar. Encontrará refúgio no Senhor.

Ah, que aprendamos com o salmista. Que não desistamos de clamar ao Senhor. Somente Ele pode nos responder. Mesmo que pareça demorado. Sua misericórdia não tem fim. Seus preceitos são eternos. E atuais. Continuemos a clamar e a obedecê-Lo. Até o fim. A cada dia.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

O que você tem em casa?

Continuamos nossa caminhada pelas páginas do livro de 2 Reis.

Na última postagem vimos que, embora a água tenha acabado, havia uma solução. Vinda do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/acabou-agua-havera-solucao.html

Hoje, caminharemos através do capítulo quatro. Do versículo um ao versículo sete.

Um dia a esposa de um dos discípulos dos profetas foi até Eliseu. Foi falar sobre seu marido que havia morrido. Era servo de Eliseu. Ela disse que Eliseu sabia o quanto seu marido amava com zelo ao Senhor. Mas havia deixado dívidas. E agora, morto, não teria como saudá-las. Um credor chegou à sua casa para levar seus filhos como escravos, pelo pagamento da dívida.

Eliseu não questionou o fato do discípulo ter deixado dívidas. Não recriminou sua esposa. Não disse que ela precisava passar por aquela situação para aprender algo. Não. Ele fez duas perguntas. A primeira foi “que posso fazer por ti” e a segunda foi "o que tens em casa".

Ela respondeu, humildemente, chamando-o de senhor, que a única coisa que havia em sua casa era uma vasilha com azeite. Nada mais.

Eliseu ordenou-lhe que pedisse a todos os vizinhos, vasilhas vazias, emprestadas. Muitas. Tantas quantas pudesse recolher. Depois, entrar em sua casa e fechar a porta. Quando ela e seus filhos estivessem dentro de casa, deveria derramar do azeite puro que brotaria em todos os vasos, colocando-os de lado à medida que ficassem cheios.

Ela não questionou. Obedeceu. Pediu as vasilhas emprestadas. Trancou-se em sua casa com seus filhos e começou a enchê-las. Quando todas estavam cheias, a mulher pediu a um de seus filhos que trouxesse mais uma. Ele respondeu que não havia mais nenhuma. Todas estavam cheias. Então, somente então, o azeite parou de correr.

Ela foi ao encontro de Eliseu. Contou tudo que havia acontecido. Ele a orientou que vendesse o azeite e pagasse todas as suas dívidas. Assim, ela viveria em paz, com seus filhos, do que restasse da venda.

Mais uma vez vemos Eliseu se importando com alguém. Dando solução para problemas que aparentemente eram insolúveis. Abençoando pessoas. Levando seu legado de vida.

Vemos uma mulher que obedeceu, sem questionar. Poderia ter perguntado o motivo de pedir vasilhas emprestadas, e para que colocar em várias vasilhas, azeite que cabia em apenas uma. Não. Ela simplesmente obedeceu. http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-voce-e-eu-disponiveis-para.html

O azeite multiplicou. Encheu todas as vasilhas disponíveis. Só parou de correr quando não havia mais recipientes vazios. Foi suficiente para aquela mulher, que não possuía renda alguma, pagasse todas as dívidas deixadas pelo marido. Seus filhos não seriam mais vendidos como escravos e ainda viveria da renda do restante.

Como Deus é lindo, maravilhoso e poderoso. E se importa conosco. Com nossas dificuldades e necessidades.

Precisamos de algo? O que temos em casa? O que Ele pode usar para nos abençoar? Ele pergunta: “O que você tem em casa?”

Como responderemos?

Ele é Aquele que nos supre. Nos socorre. Sempre. Ele é Aquele em quem podemos confiar.

Alguém ao nosso lado precisa ser abençoado. O que faremos? Temos a mesma disposição de Eliseu? Nos importamos com as pessoas? Estamos disponíveis?
http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-voce-e-eu-disponiveis-para.html

Continuamos na segunda. Espero você. Até lá.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Jesus estava de mau humor?

Prosseguimos nosso caminho através do capítulo 17 de Mateus.

Quando Jesus e os três discípulos mais chegados a Ele (Pedro, Tiago e João), desceram do monte, foram onde estava a multidão reunida. Os outros discípulos ali estavam.

Um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se diante dEle e pediu que tivesse misericórdia de seu filho.

Seu filho tinha ataques e sofria muito porque várias vezes caía no fogo ou na água, machucando-se e correndo risco de vida.

Explicou que trouxe o filho aos discípulos que ali estavam, mas não puderam curá-lo.

O Senhor Jesus os repreendeu, chamando-os de geração incrédula e perversa e ainda perguntou: “Até quando terei que suportá-los?”

Será que o Senhor Jesus estava de mau humor? Por que Ele foi tão duro?

Antes de mais nada, Ele fez o que, no momento, era o mais necessário. Mandou que trouxessem o menino até Ele. Repreendeu o demônio e o menino ficou curado. O Senhor se importava com o bem estar e a vida daquele menino. Ele sempre se importa.

Antes que falasse mais alguma coisa, Seus discípulos chegaram até Ele, em particular (medo do humor de Jesus?), e O questionaram por não terem conseguido expulsar aquele demônio.

A resposta de Jesus esclarece tudo. A fé deles era pequena. Ele lhes assegurou, veja bem, assegurou, que se tivessem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderiam dizer a um monte que trocasse de lugar, e o monte obedeceria na mesma hora e iria para o lugar que fosse mandado. Nada seria impossível para eles.

Prosseguiu dizendo que “essa espécie só sai pela oração e pelo jejum”.

Vamos parar um pouquinho aqui e pensar. Não temos pressa para prosseguir.

Você já viu um grão de mostarda? É muito pequeno. Talvez um grão de arroz seja o tamanho de três grãos de mostarda. Que tamanho é nossa fé? Não sei a sua. A minha com certeza não é do tamanho ínfimo de um grão de mostarda. É menor. Não tenho fé para dizer a um monte literalmente que troque de lugar. Mas, ainda que minha fé seja tão pequena, tenho fé para “mover” alguns montes que tem aparecido em minha vida. Infelizmente, não todos. Ainda. Mas prossigo para o alvo, que é Jesus.

O Senhor Jesus disse que se tivéssemos fé, do tamanho desse grão de mostarda, nada seria impossível para nós. Nada. Ah, que o Senhor aumente nossa fé!

Com Sua resposta podemos perceber porque o Senhor foi tão duro. Ele não estava de mau humor. Tinha domínio próprio, era manso (força sob controle). Ele estava indignado. Indignado porque ninguém pode chegar-se ao Senhor se não tiver fé. Ninguém. Ele estava irado. Sua ira é sempre justa. Não carrega ódio. Só justiça.

“Em verdade, sem fé é impossível agradar a Deus; portanto, para qualquer pessoa que dEle se aproxima é indispensável crer que Ele é real e que recompensa todos quantos se consagram a Ele.” – Hebreus 11.6

Em Romanos 1.17 está escrito: “visto que a justiça de Deus se revela no Evangelho, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”.

A justiça de Deus, revelada no Evangelho, é do princípio ao fim pela fé. Do princípio ao fim. Falta de fé é muito sério. Sem ela, é impossível agradarmos ao Senhor. Ele deixou isso claro quando perguntou: “Até quando terei que suportá-los”?

Temos nos achegado a Ele com fé? Ainda que seja uma fé pequena? Sem ela, não temos como nos achegar. Em Hebreus, como lemos acima, fala que é “indispensável”.

Que o Senhor nos dê fé. Ah, Ele, nosso maravilho Senhor, nos fala como obter esse tipo de fé, que aprende a crer nEle. Oração e jejum. Seja lá que espécie de problema, dificuldade, doença ou demônio tivermos que enfrentar, precisamos obter fé. Através de oração e jejum.

“Gastando” tempo com Ele, aprenderemos mais sobre Seu caráter, sobre Sua identidade e nossa fé nEle aumenta. Aprendemos a ver com olhos que enxergam e a ouvir com ouvidos que ouvem. Aprendemos sobre Seu caráter. E cremos nEle.
 
O jejum, feito corretamente, nos aproxima dEle. Lembre-se, o jejum é para nós, não para O convencermos de algo.

Desejamos ter fé? Desejamos que nossa fé aumente? Oração e jejum. Somente. A palavra que Ele usou foi: somente.

Estou meio boquiaberta, mas Ele foi categórico. Olho para Ele. Percebo que não é mau humor. É ira santa. Indignação. Pura e santa. Justa.

Após essa lição, o Senhor, reuniu-se com Seus discípulos na Galiléia. Disse-lhes que seria entregue nas mãos dos homens, que o matariam. Mas ao terceiro dia (aleluia), ressuscitaria.

Os discípulos, ao invés de se alegrarem porque assim as palavras dos profetas se cumpririam, e a nossa redenção estaria completa, ficaram cheios de tristeza. Não conseguiam ainda “crer” e absorver a ideia da ressurreição. Ainda não conseguiam entender o papel do Senhor Jesus.

Olho para eles. Será que eu, naquela situação, entenderia? Mais uma vez clamo por fé. Para mim. Para você.

Junte-se a mim.

Amanhã prosseguimos. Até lá.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Porcos ou Pessoas? O que importa?

Continuamos nossa viagem através de Mateus. Capítulo 8, versículos 28 ao final.

Quando chegaram ao outro lado do mar da Galiléia, aportaram em uma cidade gentia.

Mateus nos conta que dois endemoninhados foram ao encontro deles. Esses homens eram tão violentos que ninguém podia passar por aquele caminho. Eles vinham dos sepulcros, onde viviam.

Os demônios que estavam neles pediram que Jesus os mandasse para os porcos para que não precisassem sair daquele território. E Jesus permitiu.

Os judeus não criavam porcos. Eram considerados alimentos impuros, mas os moradores daquele lugar, que não eram judeus, criavam normalmente.

Quando os que cuidavam dos porcos viram o que havia acontecido, saíram correndo. Foram até à cidade e contaram tudo. Inclusive que os endemoninhados haviam sido libertos. Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e pasmem! Pediram para que Jesus saísse de lá.

É triste percebermos que, muitas vezes animais e até objetos são mais importantes que pessoas.

A cidade não se regozijou pela libertação daqueles homens que viviam em situação tão terrível. Morando entre os túmulos, tão violentos que ninguém sequer podia passar pelo caminho deles. Não. A cidade ficou apavorada porque os porcos, possessos, se jogaram precipício abaixo.

Que lição tirar desse texto? Durante muito tempo não conseguia entender. Mas aprendi, finalmente, que pessoas são mais valiosas. Sempre.

 Certa vez Jesus disse que uma alma vale mais que o mundo inteiro.

Que amemos as pessoas, como vimos em textos anteriores, com mais intensidade. Com compaixão e misericórdia. Com ações. Num nível diferente, profundo. Como o Senhor amou. E ama.

Enfim, terminamos o capítulo 8 de Mateus.

Amanhã prosseguimos em novas aventuras através do capítulo 9. Até lá.