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quarta-feira, 24 de abril de 2019

2 Crônicas 6.1-42

Leitura do dia 23/04.

Na postagem anterior, vimos que o Senhor está acima de tudo. Até mesmo de nós. Quando Sua glória encheu o templo, nada mais podia ser feito.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-41-514.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo seis. A oração de Salomão.

Quando Salomão viu a glória do Senhor, tomou a palavra. Disse que o Senhor advertira que habitaria numa densa nuvem. Ele construiu um templo majestoso para Sua morada, um lugar de honra para Sua eterna habitação. Em seguida, virou-se e abençoou todos ali. Colocou-se em pé. Bradou e bendisse o Senhor, que cumpriu tudo que prometera a seu pai. Tudo.

Lembrou que o Senhor escolheu Jerusalém para o Seu Nome permanecer ali e Davi para governar sobre o povo de Israel. Disse que seu pai tinha no coração e na alma o objetivo de construir um templo em homenagem ao Nome do Senhor. O Senhor respondeu que Davi havia feito bem em alimentar seu coração com este propósito, mas não ergueria essa casa e sim seu filho. Esse a edificaria.

Disse ainda que era o sucessor de seu pai. Agora ocupava o trono de Israel, como o Senhor havia prometido. E construiu o templo em honra ao Seu Nome, depositando em sua Casa a Arca da Aliança, na qual estavam guardadas as Tábuas da Aliança, aliança que Ele mesmo estabelecera com os filhos de Israel.

Salomão havia mandado construir uma plataforma de bronze. Media dois metros e vinte e cinco centímetros de comprimento e de largura, por um metro e trinta e cinco centímetros de altura. Estava posicionada no centro do pátio externo. Como um grande palco. Ele subiu na plataforma. Prostrou-se de joelhos diante do altar do Senhor, em frente de toda a comunidade israelita. Ergueu as mãos aos céus, e orou.

Bendisse o Senhor, pois não existe nenhum Deus semelhante a Ele. Pediu que o Senhor cumprisse ainda outra promessa feita a seu pai, quando afirmou que jamais faltaria um sucessor que se assentasse no trono de Israel, desde que seus descendentes guardassem Seu Caminho para andarem na Sua Lei.

Em Sua oração disse que o Senhor não habita em um templo, pois nem os céus e os céus dos céus poderiam abrigá-Lo, mas pediu que atendesse a toda oração, clamor e pedido de misericórdia que ele fazia naquele momento.

Pediu que Seus olhos estivessem voltados dia e noite para aquela Casa, sobre a qual afirmou que colocaria Seu Nome. Pediu que todas as súplicas dele e de Israel fossem ouvidas, quando orassem voltados para aquele lugar. Que o Senhor perdoasse, sempre que pecassem, se arrependessem e orassem voltados para aquele lugar. E que o Senhor lhes ensinasse o Caminho da Vida, para que andassem nele e continuassem na boa terra que o Senhor dera a seus antepassados.

Que o Senhor ouvisse mesmo o estrangeiro, que não pertencia a Israel, que tivesse vindo de uma terra distante por causa do magnífico Nome do Senhor, da Sua poderosa mão e do Seu forte braço, para que todos os povos da terra conhecessem Seu Nome, Lhe obedecessem com amor e reverência, e soubessem que este templo levava Seu Nome.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Salomão pediu que, independente de qualquer circunstância, quando orassem voltados para aquela Casa, o Senhor ouvisse dos céus e respondesse. Que os olhos do Senhor sempre estivessem observando tudo quanto ali se passasse, e Seus ouvidos estivessem sempre atentos às orações e súplicas declaradas ao Senhor naquele lugar.

Pediu que o Senhor se levantasse e viesse para Seu lugar de repouso. Ele e a Arca do Seu poder. Que Seus sacerdotes estivessem sempre vestidos de Salvação, e Seus santos se alegrassem em Sua bondade.

Algumas lições a aprender aqui.

Salomão, o rei, deu glórias ao Senhor, prostrou-se e reconheceu quem Ele é. O rei prostrou-se diante do Grande Rei de toda terra. Diante de todos seus súditos reunidos ali.

Como líder, abençoou todos que estavam ali. Não amaldiçoou ninguém. Abençoou a todos.

Depois, colocou-se em pé e orou ao Senhor. Em sua oração, lembrou-Lhe de escolhas que o próprio Senhor havia feito. Lembrou o desejo de seu pai. Lembrou a resposta do Senhor. Lembrou Suas promessas.

Oração também é lembrar ao Senhor. Não que Ele se esqueça, mas é nosso dever “lembrá-Lo” de Suas escolhas e promessas. Ele gosta disso, acredite. Quando "lembramos" a Ele, estamos dizendo que cremos em Sua Palavra, em Suas promessas.

Depois, Salomão, o rei, prostrou-se de joelhos, diante de toda a comunidade. Ergueu suas mãos e novamente orou.

Novamente bendisse o Senhor. Reconheceu quem Ele é. Declarou Sua identidade. Como devemos fazer. Adorá-Lo e reconhecê-Lo antes de qualquer coisa, antes de tudo.

Salomão pediu que o Senhor cumprisse o que havia prometido. A promessa que havia trazido à memória do Senhor e ainda precisava de cumprimento. Reconheceu que existem promessas acompanhadas do "se" e pediu que o Senhor ajudasse o "se" a ser cumprido.

Sabia que a parte do Senhor estava acertada. Aconteceria. O "se" é que precisava acontecer.

Reconheceu que o Senhor é grande. Tão grande que nem os céus dos céus podem contê-Lo. Sua intenção não era que aquela casa "prendesse" o Senhor, mas que "levasse" o Seu Nome.

Pediu que toda oração feita ali ou em circunstâncias adversas, com o rosto voltado para aquele lugar, fosse ouvida pelo Senhor. Pediu por todos que orassem, até mesmo o estrangeiro. Sabia que todos os povos da terra devem conhecer o Nome do Senhor e Lhe obedecer com amor e reverência.

Quando estive em Israel entendi porque os judeus oram em frente ao Muro Ocidental. Sim, é assim que gostam que aquele muro seja chamado. Ali eles oram, celebram e festejam. Não é um “muro das lamentações”. Oram ali porque é o lugar mais próximo que podem chegar deste templo que Salomão construiu. Creem que o Senhor ouviu a oração de Salomão. Creem que suas orações serão ouvidas.

Ao término de sua oração, Salomão pediu que o Senhor permanecesse ali. Que Seus sacerdotes
estivessem sempre vestidos de Salvação, e Seus santos se alegrassem em Sua bondade.

Somos Seus sacerdotes. Que tipo de roupas temos vestido? Nossos vestidos não devem ser condenação, competição, acusação, ostentação. Nossos vestidos devem ser salvação. Devemos apontar Jesus, tal qual João Batista fez.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/joao-aponta-para-jesus-e-nos-apontamos.html

Somos Seus santos. Devemos nos alegrar em Sua bondade. A cada dia. Porque o Senhor é bom. Sua misericórdia é eterna.

Amanhã prosseguimos. Leremos do capítulo sete ao capítulo nove de 2 Crônicas.

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/que-tipo-de-roupas-temos-vestido.html

2 Crônicas 1.1-3.17

Leitura do dia 22/04.

Vamos começar nossa caminhada através das páginas 2 Crônicas.

Terminamos 1 Crônicas vendo os comandantes e as divisões militares de Davi. Seus oficiais. Suas instruções a Salomão. As ofertas levantadas para a construção do templo. a oração de louvor de Davi. A proclamação de Salomão como rei. A morte de Davi, depois de desfrutar de uma longa vida, cheia de riqueza e honra. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-271-2930.html

Hoje, caminharemos pelas páginas dos capítulos um a três.

O Senhor era com Salomão, filho de Davi. Seu reino foi consolidado. Ele se tornou extraordinariamente poderoso. Não apenas poderoso, mas extraordinariamente poderoso.

Depois que fez um pronunciamento a todo Israel, aos chefes de mil e de cem soldados, e aos juízes, e a todos os líderes de Israel, chefes das famílias; Salomão foi com todo o povo ao lugar sagrado, no monte de Gibeom, onde estava a Tenda do Encontro, o tabernáculo, que Moisés, servo do Senhor, havia construído no deserto. Ali, consultaram o Senhor.

A Arca de Deus estava na tenda que Davi havia preparado para abrigá-la em Jerusalém. Porém o altar de bronze, estava em Gibeom, diante do Tabernáculo. Ali, Salomão ofereceu mil holocaustos, sacrifícios totalmente queimados sobre o altar. Seu coração era grato e voltado para o Senhor.

Naquela mesma noite, o Senhor apareceu a Salomão. Deu-lhe a oportunidade magnífica de pedir o que desejasse. Ele, o Senhor, faria.

Salomão reconheceu que o Senhor foi muito bondoso e misericordioso com seu pai Davi e fez dele rei em seu lugar. Pediu que fosse confirmada a promessa feita a seu pai. Disse que o Senhor o tornara rei sobre um povo tão numeroso quanto os grãos de poeira da terra.

Então, pensando em liderar aquele tão grande povo e governar a nação com justiça, pediu ao Senhor que lhe desse sabedoria.

O Senhor lhe disse que se esse era o desejo do seu coração, e não riquezas, bens e honra, nem a morte dos inimigos, nem longevidade, mas sabedoria e conhecimento para ser capaz de julgar corretamente Seu povo, receberia sabedoria e conhecimento. Também receberia riquezas, bens, honra e glória como nenhum rei teve antes dele, nem homem ilustre algum teria depois. 

Assim, com sua oração respondida, Salomão saiu do alto de Gibeom, da Tenda do Encontro. Retornou a Jerusalém. Ali reinou sobre todo o Israel.

Teve muitos carros e cavaleiros. Chegou a possuir mil e quatrocentos carros e doze mil cavaleiros. Uma parte deles ficava nas guarnições de algumas cidades e a outra próxima a ele, em Jerusalém. Os cavalos de Salomão vinham do Egito e da Cilícia. Eles os exportavam para todos os reis dos hititas e da Síria.

Seu reino foi tão farto que Salomão tornou o ouro e a prata tão comuns como as pedras em Jerusalém. Acredite, é muita fartura. Quem já esteve em Israel sabe quantas pedras tem naquela região.

O cedro também era tão farto quanto as figueiras bravas que crescem em grande número na faixa de terra que separa a planície costeira das montanhas. 

A proposta que Salomão recebeu do Senhor, também nos é feita. O que queremos? O que eu quero?

Salomão sabia que possuía um chamado e uma missão. Pediu sabedoria para cumprir esse chamado. Queria ser um rei justo, que soubesse governar. Não queria oprimir o povo. A justiça estava em seu coração. Seu desejo era sabedoria. Era assim que gostaria de ser conhecido pelas próximas gerações. Não como um rei que possuía um reino enorme e poderoso. Não como um rei que possuía grandes riquezas, escravos  e domínio. Queria ser um rei sábio e justo.

Que possamos aprender a responder como Salomão. 

O que eu quero? Como desejo ser conhecido? O que quero que falem de mim nas gerações futuras? http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-que-eu-quero-que-o-senhor-me-faca.html

Essa resposta está em nossas mãos. Cabe a cada um de nós, individualmente, responder. O tempo não para. Precisamos responder logo.

Finalmente chega o dia em que Salomão ordena o início da construção do Templo do Senhor e de um palácio para si. A construção seria enorme. Era necessário que muitas pessoas fossem envolvidas.

Salomão fez um recenseamento de todos os estrangeiros que moravam em Israel. Recrutou todos. Setenta mil para trabalharem como carregadores. Oitenta mil como cortadores de pedras nas colinas. Três mil e seiscentos como mestres de obra e supervisores.

Ele pediu a Hirão, rei de Tiro, que lhe enviasse cedros para construir seu palácio e para edificar a Casa do Senhor.

Explicou que nesta casa, que seria consagrada ao nome do Senhor, seria queimado incenso sagrado e aromático diante dEle, além de ser apresentado continuamente o pão consagrado e holocaustos oferecidos, pela manhã e à tarde, aos sábados, nas luas novas e nas festas fixas. Salomão explicou a Hirão que era uma obrigação perpétua de Israel. Disse ainda que a casa a ser construída seria grande, porque o Senhor é maior do que todos os deuses.

Essa casa seria para apresentar sacrifícios ao Senhor porque nem os céus podem conter o Senhor, Deus de Israel.

Ele também pediu a Hirão que lhe enviasse um artesão. Que fosse habilidoso no trabalho de arte em ouro, prata, bronze, ferro, tecido púrpura, vermelho-carmesim e azul-violeta. Que também fosse experiente em fazer esculturas. Ele devia juntar-se aos especialistas que serviam Salomão e que Davi, seu pai, havia escolhido.

Pediu que fosse enviado também, do Líbano, madeira de cedro, de pinho e de sândalo. Salomão reconheceu que os servos de Hirão eram hábeis em cortar madeira. Seus servos trabalhariam com os dele para prepararem madeira em grande quantidade.

É claro que não seria um trabalho voluntário, gratuito. Salomão sustentaria os lenhadores com vinte mil tonéis de trigo, vinte mil de cevada, dois mil barris de vinho e dois mil de azeite. Eram moedas de troca preciosas naquela época.

Hirão respondeu a Salomão, por escrito, dizendo que percebia que o Senhor amava o seu povo e por esse motivo, o havia constituído rei. Ele bendisse o Senhor, Deus de Israel. Disse que o Senhor, que fez os céus e a terra, havia concedido a Davi um filho sábio, inteligente e que agia com discernimento.

Enviou a Salomão, Hurão-Abi, um artesão sábio e muito capaz. Era filho de uma mulher da tribo de Dã. Seu pai era cidadão de Tiro. Era experiente em trabalhar em tudo que Salomão havia solicitado. Podia executar qualquer projeto que lhe fosse proposto.

Hirão também aceitou as moedas de troca que Salomão ofereceu. Pediu que as enviasse. Cortariam toda a madeira necessária. Colocariam em jangadas pelo mar, até Jope. De lá, Salomão as transportaria para Jerusalém.

Embora Davi tivesse deixado muito material separado e preparado, Salomão precisou pedir mais madeira. Pediu a Hirão, rei de Tiro. Era o melhor fornecedor daquela época.

Salomão também ordenou toda a organização dos trabalhadores. Quem ia trabalhar e com o quê. Além dos chefes de obras e supervisores.

Preocupou-se em encontrar um homem que fosse muito habilidoso em toda obra de arte e escultura. Um homem capaz de realizar qualquer projeto que lhe fosse proposto.

Fez toda a negociação com sabedoria. A obra era muito grande e precisava ser muito bem administrada. Era necessário organizar os trabalhadores, os horários, as funções, as tarefas, os transportes, o armazenamento. 

A logística era enorme.

Salomão também verificou todos custos, antes do início da obra. Não houve desespero, nem correrias, apenas organização. Quando tudo estava preparado, a obra começou.

Que possamos aprender com Salomão. Antes de iniciarmos uma obra, qualquer que seja, precisamos verificar, com sensatez e sabedoria, todos os seus detalhes.

Nenhum projeto pode ir adiante, sem um planejamento adequado. Sem pesquisas realizadas. Sem especialistas consultados. Sem pessoas capacitadas contratadas.

E quanto maior o projeto, mais planejamento e mais perguntas a serem feitas.

Se quer realizar algo, faça como Salomão. Planeje e verifique tudo com a necessária antecedência.

A construção do Templo do Senhor foi iniciada. Em Jerusalém. No alto do monte Moriá. No lugar onde o Senhor aparecera a Davi. Na eira, o terreno de malhar trigo de Araúna.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-241-25.html

Salomão iniciou a edificação do templo no segundo dia do segundo mês do quarto ano de seu reinado.

Os alicerces do templo tinham vinte e sete metros de comprimento e nove de largura. O pórtico da entrada media nove metros de largura e nove de altura.

O interior era todo revestido de ouro puro. O átrio principal forrado de pinho e revestido de ouro puro. Era todo decorado com obras de artes e ilustrações de tamareiras e correntes. O templo todo foi decorado com pedras preciosas. O ouro utilizado nas obras de artes vinha da cidade de Parvaim.

As vigas e as batentes do templo eram esculpidas com figuras de querubins.

A sala interna, o Santo dos Santos, media nove metros de comprimento e nove de largura. As mesmas medidas da largura do templo. Foram usadas mais de vinte toneladas de ouro puro para revestir as paredes do Lugar Santíssimo. Mais de vinte toneladas!

Os pregos, com aplicações de ouro puro, pesavam seiscentos gramas cada. Todos os cenáculos também eram revestidos de ouro puro. Imagine pregos pesando seiscentos gramas de ouro!

Salomão também mandou que fossem esculpidos dois querubins em madeira. Eles ficavam no Santo dos Santos. Com as asas abertas, mediam juntos nove metros. Também eram revestidos de ouro puro.

Mandou fazer o Véu Sagrado. Era uma cortina pesada, feita em tecido azul, púrpura roxo, vermelho escarlate e linho fino. Toda bordada com querubins.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-crucificacao-de-jesus.html

Na frente do templo foram erguidas duas colunas. Juntas tinham aproximadamente dezesseis metros. Cada uma tinha em cima um capitel com dois metros e vinte e cinco centímetros. Também fez guirlandas e correntes, para o santuário interior. Mandou que fossem fixadas no alto das colunas. E que fossem esculpidas cem grandes romãs para enfeitar as guirlandas.

Essas colunas ficavam uma ao norte, outra ao sul. O nome da coluna que ficava ao norte era Boaz, que significa “nEle há o poder’. A que ficava ao sul era Jaquim, que significa “Ele firma”. 

Que obra grandiosa! 

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo quatro ao capítulo seis.

Espero você. Até lá.

Textos semelhantes:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/o-que-eu-quero.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/planeje-antes-de-construir.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/tudo-foi-feito-conforme-o-planejado.html

sexta-feira, 29 de março de 2019

1 Reis 3.1-15

Leitura do dia 29/03.

Na postagem anterior, vimos Salomão executar as ordens deixadas por seu pai, Davi.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-reis-213-46.html

Agora, caminharemos pelo capítulo três. Do versículo um ao versículo quinze.

Salomão fez uma aliança com Faraó, rei do Egito. Casou-se com sua filha. E a levou para morar na cidade de Davi até que a construção do seu palácio fosse concluída.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/somos-fieis-ate-nos-tesouros.html

O povo continuava oferecendo sacrifícios em vários altares, nos montes, porque ainda não havia sido edificado o templo para o Senhor. Salomão também.

Salomão amava ao Senhor. Demonstrava seu amor através de suas atitudes. Seu modo de andar era de acordo com as orientações de Davi, seu pai.

Não existe outra maneira de demonstrar amor. Amar sempre envolve ação. http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/qual-o-maior-mandamento.html

Um dia Salomão foi a Gibeom oferecer sacrifícios. Lá era o principal lugar sagrado. Ofereceu mil holocaustos queimados.

Naquela noite, o Senhor apareceu a ele em um sonho. Disse que podia pedir o que desejasse. O Senhor lhe daria.

Uau! Se essa pergunta fosse feita a mim, o que eu responderia? E você? Estamos sempre fazendo escolhas. É preciso. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-que-eu-quero-que-o-senhor-me-faca.html

A resposta de Salomão me impressiona. Quanta sabedoria em sua resposta!

Salomão disse ao Senhor que Ele demonstrou grande benevolência para com seu pai porque Davi caminhou diante do Senhor em fidelidade, justiça e retidão. De coração. Por isso, o Senhor manteve prodigiosa misericórdia para com ele e lhe concedeu um filho que se assentou em seu trono.

Não adianta servirmos ao Senhor, se não for de coração. A fidelidade, justiça e retidão precisam estar em nossos corações. De verdade.

Sabe o significado de misericórdia? O Senhor coloca Seu coração em nossas misérias. Isso é muito lindo! Agora, pense em uma prodigiosa misericórdia. Era assim que Salomão via essa tremenda promessa feita pelo Senhor ao seu pai. Reconhecia que era algo grandioso. Mas não imaginava o quanto realmente era!

Salomão disse ao Senhor que não passava de um jovem, que não sabia liderar. Estava no meio do povo que o Senhor escolheu. Com uma população tão grande que nem podia contar.

Seu pedido era, portanto, um coração sábio, que pudesse discernir entre o bem e o mal, para que pudesse governar o povo do Senhor com justiça e equidade, pois sem a sabedoria que vinha do Senhor, não se poderia governar um povo tão grande.

Salomão reconhecia que havia a sabedoria humana. Mas sem a sabedoria que vinha do Senhor, ninguém seria capaz de governar Seu povo. Era essa sabedoria que Salomão pediu. Uma sabedoria com propósito. Não era ser sábio para ser o “todo poderoso”, para ser aclamado e admirado por todos.

A sabedoria humana sempre aponta para mim, para o eu. Quero ser sábio para triunfar, "prosperar", lucrar. Para mim. A sabedoria que vem do céu está direcionada ao bem estar do outro, do próximo.

Salomão queria sabedoria para governar com justiça e equidade. Justiça é agir de acordo com o que é direito. Equidade é imparcialidade, igualdade de direito para todos.

O pedido de Salomão agradou muito ao Senhor.

O Senhor disse que por não ter pedido vida longa, nem riqueza, nem a vida de seus inimigos, mas sim discernimento para ouvir e julgar com justiça, Ele lhe responderia. Faria o que havia sido pedido. Daria a ele um coração sábio e capaz de discernir com inteligência.

Ninguém antes foi como ele, nem seria depois dele. Também lhe daria o que não havia sido pedido: riquezas e glória. Durante sua vida não haveria rei semelhante a ele. E mais, se andasse em Seus caminhos, obedecendo Seus estatutos e mandamentos, como Davi, o Senhor prolongaria seus dias sobre a terra.

Salomão acordou e percebeu que o Senhor falara com ele através de um sonho. Que sonho maravilhoso! Ele não pediu um prazo para pensar sobre o que pedir. Pediu o que estava em seu coração. Seu coração era inclinado ao Senhor.

Quando voltou a Jerusalém, se pôs diante da Arca do Senhor, sacrificou holocaustos, ofertas pacíficas e de comunhão. Também deu um banquete a todos os seus servos. Era tempo de comemorar. O Senhor era com ele. Havia respondido seu pedido.

E quanto a nós? O que temos pedido ao Senhor? Quais têm sido nossas escolhas? Nossos pedidos tem Lhe agradado?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 7 de julho de 2018

O que eu quero?


Vamos começar nossa caminhada através das páginas 2 Crônicas.

Terminamos 1 Crônicas vendo a liderança exercida por Davi, pelo exemplo.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/lideranca-pelo-exemplo.html

Hoje vamos caminhar pelas páginas do capítulo 1.

O Senhor era com Salomão, filho de Davi. Seu reino foi consolidado. Ele se tornou extraordinariamente poderoso. Não apenas poderoso, mas extraordinariamente poderoso.

Depois que fez um pronunciamento a todo Israel, aos chefes de mil e de cem soldados, e aos juízes, e a todos os líderes de Israel, chefes das famílias, Salomão foi com todo o povo ao lugar sagrado, no monte de Gibeom, onde estava a Tenda do Encontro da Congregação. Era o tabernáculo, que Moisés, servo do Senhor, havia construído no deserto. Ali, consultaram ao Senhor.

A Arca de Deus estava na tenda que Davi havia preparado para abrigá-la em Jerusalém. Porém o altar de bronze, estava em Gibeom, diante do Tabernáculo. Ali, Salomão ofereceu mil holocaustos, sacrifícios totalmente queimados sobre o altar. Seu coração era grato e voltado para o Senhor.

Naquela mesma noite, o Senhor apareceu a Salomão. Deu-lhe a oportunidade magnífica de pedir o que desejasse. Ele, o Senhor, faria.

Salomão reconheceu que o Senhor foi muito bondoso e misericordioso com seu pai Davi e fez dele rei em seu lugar. Pediu que fosse confirmada a promessa feita a seu pai. Disse que o Senhor o tornara rei sobre um povo tão numeroso quanto os grãos de poeira da terra.

Então Salomão, pensando em liderar aquele tão grande povo e governar a nação com justiça, pediu ao Senhor que lhe desse sabedoria.

O Senhor lhe disse que se esse era o desejo do seu coração, e não riquezas, bens e honra, nem a morte dos inimigos, nem longevidade, mas sabedoria e conhecimento para ser capaz de julgar corretamente Seu povo, ele receberia sabedoria e conhecimento.

O Senhor também lhe daria riquezas, bens, honra e glória como nenhum rei teve antes dele, nem homem ilustre algum teria depois. 

Assim, com sua oração respondida, Salomão saiu do alto de Gibeom, da Tenda do Encontro da Congregação, e retornou a Jerusalém. Ali reinou sobre todo o Israel.

Salomão teve muitos carros e cavaleiros. Chegou a possuir mil e quatrocentos carros e doze mil cavaleiros. Uma parte deles ficava nas guarnições de algumas cidades e a outra próxima a ele, em Jerusalém. Os cavalos de Salomão vinham do Egito e da Cilícia. Eles os exportavam para todos os reis dos hititas e da Síria.

Seu reino foi tão farto que Salomão tornou o ouro e a prata tão comuns como as pedras em Jerusalém. Acredite, é muita fartura. Quem já esteve em Israel sabe quantas pedras tem naquela região.

O cedro também era tão farto quanto as figueiras bravas que crescem em grande número na faixa de terra que separa a planície costeira das montanhas. 

A proposta que Salomão recebeu do Senhor, também nos é feita. O que queremos? O que eu quero?

Salomão sabia que possuía um chamado e uma missão. Pediu sabedoria para cumprir esse chamado. Queria ser um rei justo, que soubesse governar. Não queria oprimir o povo. A justiça estava em seu coração. Seu desejo era sabedoria. Era assim que gostaria de ser conhecido pelas próximas gerações. Não como um rei que possuía um reino enorme e poderoso. Não como um rei que possuía grandes riquezas, escravos  e domínio. Queria ser um rei sábio e justo.

Que possamos aprender a responder como Salomão. 

O que eu quero? Como desejo ser conhecido? O que quero que falem de mim nas gerações futuras? 
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-que-eu-quero-que-o-senhor-me-faca.html

Essa resposta está em nossas mãos. Cabe a cada um de nós, individualmente, responder.
https://www.youtube.com/watch?v=Va8srvjwgAA

O tempo não para. Precisamos responder logo.

Amanhã prosseguimos.


segunda-feira, 21 de março de 2016

O que quero que o Senhor me faça?


 Quando Davi outorgou a Salomão o reino, deu algumas ordens específicas. Ele cumpriu todas. Na verdade, ordenou que Benaia fizesse "o serviço". Benaia é aquele que matou o leão na época da neve. Penso que nessa época todos deviam ficar em casa, quentinhos. Se tornou o chefe da guarda pessoal de Davi. E Salomão o fez comandante do exército de Israel. O mesmo cargo que um dia Davi ocupou.

Muito lindo o texto que fala que Salomão amava ao Senhor. Na tradução da minha Bíblia (BKJ) fala que Salomão amava Yahweh, o nome do Senhor. E ele demonstrava esse amor mediante suas atitudes e o modo de andar.

Impossível amar e não ter atitudes que demonstrem amor. Amor sempre produz ação! Jesus disse: "Se me amais, obedecereis aos meus mandamentos". - Jo 14.15 

E nosso amor pelo Senhor, também vai gerar ação dEle a nosso favor. Por Salomão demonstrar seu amor, o Senhor apareceu a ele em sonhos.

Em algum momento da nossa vida, temos que responder a essa pergunta. "O que quero que Ele me faça?" Aliás, se gosto de perguntas, o Senhor muito mais. Jesus volta e meia perguntava aos que se chegavam a Ele, o que queriam. Demorei um tempo para entender.
Fugia da minha lógica. Não conseguia ver lógica alguma em um leproso chegar para Jesus e Ele perguntar o que o leproso queria. Para mim está claro que ele quer ser limpo. Ou um cego gritando atrás dEle, e Ele perguntar o que o cego quer. Claro que queria ser curado, enxergar.

Mas já reparou que tudo que queremos, de verdade, exige um posicionamento diferente de nós? Sempre temos que dar alguns passos. Renunciar alguma coisa. Mudar de atitude. Um leproso vivia afastado. Se fosse limpo, teria que reaprender a se relacionar. Isso dá trabalho. Alguns preferem continuar com a lepra, para não ter o trabalho de viver de verdade! Ele teria que voltar a exercer uma atividade que lhe desse renda. Voltar a viver em sociedade. Sair do lugar comum. Da zona de conforto.

O cego Bartimeu teria que parar de pedir esmolas. Não sei por quanto tempo ficou cego, mas teria que voltar a trabalhar. Aprender ou reaprender um ofício. Alterar toda sua rotina. Agir ao invés de ficar sentado à beira do caminho, só esperando.

E Salomão? O que quer que pedisse, junto com o pedido, teria que arcar com algum tipo de responsabilidade.

E qualquer um de nós? Seja o que for que pedirmos, somos protagonistas do pedido, não coadjuvantes. O que eu quero, muda meu presente para construir o meu futuro. Sempre.

Confesso que passei muito tempo pensando, "calculando os gastos", analisando os riscos, pesando as perdas, até ter a coragem de responder o que eu queria (e quero) do Senhor. Sei perfeitamente que o que quero só acontecerá se eu me posicionar, planejar, me organizar, renunciar, me programar e agir.

Não posso, não podemos, ser como a "Bela Adormecida", esperando indefinidamente ser despertada. Temos que ser como Eleazar e lutar até a espada grudar na mão. E o Senhor nos conceder a vitória.

Salomão pediu sabedoria. Tinha que gastar tempo orando, lendo e meditando na Palavra porque o temor do Senhor é o princípio da sabedoria.

Não existem fórmulas mágicas. Tudo requer um posicionamento. 

Se quero intimidade, tenho que buscar. Tudo envolve renúncia de algo bom em favor de algo melhor. Mas estou certa de que vale a pena!

Imagino aquele homem, não mais leproso, voltando para sua casa! Poder abraçar e ser abraçado novamente! Dormir em sua cama. Estar entre os seus!

Bartimeu trabalhando em algum lugar, enxergando as pessoas novamente. As paisagens. As montanhas. O mar. As árvores. Os pássaros. As crianças. Tudo enfim!

E Salomão? Como julgar a causa daquelas duas mulheres se lhe faltasse sabedoria? Como consolidar seu reino? Como administrar suas conquistas?

E cada um de nós? Ainda que tenhamos que renunciar e sair da zona de conforto, é muito melhor o trabalho de ser limpo, enxergar e ser sábio, a viver uma vida medíocre.

Amo quem rompe suas próprias barreiras e limites. Então, tenho que aprender a fazer o mesmo. Com certeza, assim como o Senhor se agradou da resposta de Salomão, se agrada quando Seus filhos lhe respondem, "quero isso". E se posicionam para conquistar seus desejos.

O que eu quero que o Senhor me faça? Estou pronta para responder a essa pergunta? Pronta para lutar pelos meus desejos? Pronta para sair da minha zona de conforto? Andar, correr, voar?