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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Tiago 1.1-5.20

Leitura do dia 19/12.

Continuamos nossa caminhada através das páginas das Escrituras.

Na postagem anterior terminamos a Carta aos Hebreus. Vimos que o sacrifício de Jesus foi definitivo. O apelo do escritor à perseverança.

Também vimos grandes exemplos de fé. E o ensino maravilhoso de que a disciplina de Deus comprova Seu amor para conosco. Fomos chamados a ouvir a Deus. E recebemos várias instruções práticas. http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/hebreus-101-1325.html

Hoje caminharemos através das páginas do livro de Tiago.

De acordo com a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, Nova Versão Transformadora, Publicações Pão Diário (citada com permissão), três pessoas chamadas Tiago são mencionadas no Novo Testamento. Uma delas é Tiago, irmão do Senhor, que não acreditou em Jesus até depois de Sua ressurreição (João 7.2-9). Foi pastor em Jerusalém (Atos 15.13-21). Josefo nos diz que foi apedrejado até à morte, cerca de 62 d.C., sob a acusação de abandonar a lei judaica. É considerado o autor desta carta que foi escrita aos judeus cristãos dispersos. A principal característica de estilo é a brusquidão. Ele é eloquente, severo e sincero. Tem um tom judaico distinto.

Sem dúvida foi escrita de Jerusalém. A data é muito contestada. Uns dizem que foi 40 d.C. Uns 50 d.C. Outros ainda dizem 61 ou 62 d.C., pouco antes do martírio de Tiago. É seguro dizer que esta carta foi um dos primeiros livros do Novo Testamento.

Tiago consegue enxergar Jesus como Seu Senhor. Inicia sua carta dizendo que é escravo de Deus e do Senhor Jesus Cristo.

Ensina que devemos ter como motivo de grande alegria passar por qualquer tipo de provação. Quando nossa fé é provada, a perseverança tem a oportunidade de crescer. E é necessário que a perseverança cresça para que sejamos maduros e completos.

Se alguém precisar de sabedoria deve pedir a Deus. Ele é generoso e nos dará. Sem repreender ninguém por pedir.

Mas, quando pedir, devemos pedir com fé. Quem duvida é como a onda do mar, empurrada de um lado para o outro pelo vento. Tal pessoa tem a mente dividida. É instável em tudo o que faz. Não receberá nada do Senhor.

Tiago nos diz que é feliz quem suporta com paciência as provações e tentações. Receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que O amam.

Não somos tentados por Deus, jamais. Somos tentados pelos nossos desejos, que nos seduzem a nos arrastam. Eles dão à luz o pecado. E, quando o pecado se desenvolve plenamente, gera a morte. Sempre. Não há nenhum outro tipo de colheita. Sempre é a morte.

Tudo que é bom e perfeito vem do alto, do Pai que criou as luzes. NEle não há nenhuma variação. Não há sequer alguma sombra de mudança. E Ele, por Sua vontade, nos gerou por meio de Sua palavra verdadeira.

Tiago pede que entendamos que devemos estar sempre prontos para ouvir. Que não tenhamos pressa para falar, nem para se irar. A ira humana não produz a justiça divina. Ela não é totalmente justa. Só vê um lado. Que removamos toda impureza e maldade de nossas vidas. Que aceitemos humildemente a palavra que nos foi implantada no coração. Ela tem poder para nos salvar.

Prestou atenção neste versículo? A palavra foi implantada em nosso coração. Agora, como um implante, faz parte de nós. Não podemos apenas ouvi-la. Precisamos praticá-la. Se não a praticarmos estaremos nos enganando. Seremos como alguém que se olha no espelho e logo esquece sua aparência. Se observarmos atentamente a lei perfeita que nos liberta, perseverarmos nela e a colocarmos em prática, sem esquecer o que ouvimos, seremos felizes em tudo que fizermos.

Se algum de nós afirma ser religioso e não controla sua língua, está se enganando. Sua religião não tem nenhum valor.

A religião pura e verdadeira aos olhos de Deus, o Pai, é cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.

Qual “religião” temos praticado?

Tiago não entende como alguém pode dizer que tem fé no Senhor Jesus e mostra favorecimento a algumas pessoas. Se discriminarmos alguém, estamos agindo como juízes, guiados por motivos perversos.

Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé. Não podemos desprezá-los. Não foi o que aprendemos com o Senhor.

Fazemos o bem se obedecermos à lei do reino e amarmos nosso próximo como a nós mesmos. Mas, se mostrarmos favorecimento a algumas pessoas, estamos pecando e transgredindo a lei. Devemos nos lembrar que seremos julgados por tudo que fizermos e dissermos, pela lei que nos liberta. Não haverá misericórdia para quem não mostra misericórdia, somente para os que forem misericordiosos.

A fé, se não produzir ação, está morta, é inútil. Até os demônios creem em Deus. E estremecem.

Abraão foi declarado justo quando ofereceu Isaque. Suas ações tornaram sua fé completa. Assim como um corpo está morto sem fôlego de vida, a fé sem obras está morta.

Se deseja ser mestre, cuidado, pense bem. Os mestres serão julgados com mais rigor. Afinal, devem praticar o que ensinam.

Tiago nos fala que a língua é pequena, mas faz discursos grandiosos. É uma chama de fogo. Corrompe todo o corpo. Ateia fogo a uma vida inteira. Se pudéssemos controlá-la seríamos perfeitos, capazes de nos controlar em todos os sentidos.

Se nos consideramos sábios e inteligentes, demostramos vivendo honradamente. Realizando boas obras com a humildade que vem da sabedoria. Vou repetir: a sabedoria é acompanhada de humildade. Nenhum sábio tem “nariz empinado”.

Se em nossos corações há inveja amarga e ambição egoísta, a sabedoria que temos é terrena, mundana e demoníaca. Onde há inveja e ambição egoísta, também há confusão e todo tipo de males.

A sabedoria que vem do alto é pura, pacífica, sempre amável e disposta a ceder a outros. É cheia de misericórdia e é fruto de boas obras. Não mostra favoritismo. É sempre sincera.

Por essas características podemos descobrir se a sabedoria de alguém vem de Deus ou não.

Os pacificadores plantarão sementes de paz. Terão uma colheita de justiça. Paz e justiça sempre andam juntas. Não há paz com injustiça.

As discussões e brigas acontecem por causa dos prazeres que guerreiam dentro de nós, se não permitimos que Sua palavra, implantada em nós, nos transforme.

Ele nos alerta que não temos o que desejamos porque não pedimos. E quando pedimos, não recebemos porque nossos motivos estão errados. Estamos pedindo apenas o que nos dá prazer. Ah, a teoria da prosperidade não é assim? Queremos para nós apenas, não para repartir com quem não tem.

Tiago chama tais pessoas de adúlteras! Desejam o mundo e sua amizade. Assim, tornam-se inimigas de Deus. Ele se opõe aos orgulhosos. Mas dá graça aos humildes. Tão diferente do mundo! Tão diferente da falsa prosperidade que tem enganado a muitos!

Devemos nos submeter a Deus. Resistir ao diabo, e ele fugirá de nós. Se nos aproximarmos de Deus, Ele se aproximará de nós. Não consegue se esconder quando O procuramos, quando O desejamos. Não sabe brincar de "esconde-esconde". http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/esconde-esconde.html

Se temos andado em pecado, que lavemos as mãos e purifiquemos nossos corações. Que haja em nós lágrimas, lamentações e profundo pesar. Que haja choro em vez de riso e tristeza em vez de alegria. Que haja arrependimento. Que nos humilhemos diante do Senhor. Assim, Ele nos exaltará.

Que não falemos mal uns dos outros. Não temos esse direito. Somente o Senhor é juiz. Ele tem poder para salvar ou destruir.

Sempre que planejarmos qualquer coisa, precisamos contar com Sua. Se Ele quiser, faremos tal coisa. Não devemos nos orgulhar de nossos planos. Não podemos ser pretensiosos. Toda presunção desta forma é maligna. Uma presunção que não depende de Deus. Que faz tudo baseado em seus próprios talentos e força. Maligna.

Os que são ricos e contam com suas riquezas devem chorar e se lamentar. Seu ouro e prata serão corroídos. Se têm retido o salário dos trabalhadores de modo fraudulento, o Senhor os julgará. O clamor dos trabalhadores tem chegado a Seus ouvidos.

Que todos sejamos pacientes enquanto aguardamos Sua volta. Como os que plantam uma semente e esperam até o dia da colheita, trabalhando e aguardando com paciência. Sua vinda está próxima. E, se estava próxima na época de Tiago, quanto mais está agora!

Que não nos queixemos uns dos outros. O Juiz está chegando!

Que tomemos como exemplo a paciência dos profetas que falaram em nome do Senhor. Muitos não viram suas profecias se cumprirem, o que aconteceu somente após suas mortes.

Quer considerar alguém feliz? Considere os que permanecem firmes em meio à aflição. Esses são felizes, de fato. Como Jó, que no final viu a bondade, compaixão e misericórdia do Senhor sobre sua vida.

Que nosso “sim” seja de fato sim e nosso “não” seja não. Não devemos jurar por nada, devemos ser pessoas que têm palavra. Cumpridoras do que afirmam.

Se há alguém passando por dificuldade, deve orar.

Se há alguém feliz, deve cantar.

Se há alguém doente, que chamem os presbíteros para que orem e unjam com óleo em nome do Senhor. Essa oração curará o enfermo. O Senhor restabelecerá sua saúde. Se cometeu algum pecado, será perdoado.

Que confessemos nossos pecados uns aos outros e oremos uns pelos outros para sermos curados. A oração de um justo tem grande poder. Produz grandes resultados.

Lembram de Elias? Não era nenhum super-herói. Era humano como nós. Orou insistentemente para que não chovesse e não choveu durante três anos e meio. Depois, orou outra vez, o céu enviou chuva e a terra produziu suas colheitas. http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/um-homem-corajoso-aparece-na-historia.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/09/ruido-de-chuva.html

Se algum de nós se desviar da verdade e for trazido de volta, quem o trouxer o salvará da morte e trará perdão para muitos pecados.

Que carta Tiago, irmão do nosso Senhor Jesus, escreveu! Quanta exortação! Quanto ensino a ser seguido.

Continuamos amanhã. Leremos a Primeira Carta do Apóstolo Pedro. Inteira. É bem curtinha.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Atos 6.1-15

Leitura do dia 10/11.

Na postagem anterior vimos a mentira de Ananias e Safira. Os apóstolos realizando muitas curas e enfrentando oposição. Foram presos. Saíram e continuaram ensinando. Foram novamente presos. Açoitados. Soltos. E continuaram, com muita alegria, ensinando e anunciando que Jesus é o Cristo. Felizes por serem dignos de sofrer por causa do nome do Senhor! http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/atos-51-42.html

Agora, caminhamos através do capítulo seis de Atos.

O número de discípulos cresceu muito. Claro, surgiram murmúrios de descontentamento. Os judeus de fala grega queixavam-se com os de fala hebraica. Diziam que suas viúvas estavam sendo negligenciadas quando da distribuição de alimentos.

Os Doze não fecharam os olhos. Não deixaram para lá. Convocaram uma reunião. Disseram que se dedicariam ao ensino da palavra e à oração. Não à distribuição de alimentos. Então, que escolhessem sete homens para a função de distribuir os alimentos aos que precisavam.

Esses homens, que distribuiriam os alimentos, deveriam ser respeitados, cheios do Espírito e de sabedoria.

A ideia agradou a todos. Escolheram os sete homens. Os apóstolos impuseram suas mãos e oraram sobre eles.

Assim, a mensagem continuou a se espalhar, sem empecilho. O número de discípulos se multiplicava em Jerusalém. Muitos sacerdotes, que maravilha, também se converteram ao Senhor.

“Seu amor uns pelos outros provará ao mundo que são meus discípulos”. – João 13.35

Por isso, muitos se convertiam.

Um desses sete encarregados de distribuir os alimentos aos necessitados chamava-se Estevão. Era um homem cheio de fé e do Espírito Santo. Também era cheio de graça e poder. Realizava milagres e sinais entre o povo.

Um dia, em uma Sinagoga chamada Escravos Libertos, começaram a discutir com ele. Mas, nenhum deles era capaz de resistir à sabedoria e ao Espírito pelo qual Estevão falava. Talvez, se fosse só sua sabedoria, conseguiriam derrotar seus argumentos, mas um homem sábio que fala pelo Espírito! Não conseguiam.

Então, alguns homens foram convencidos de mentir contra ele. As falsas testemunhas disseram que Estevão falou contra Moisés e contra o templo. Eram blasfêmias dignas de morte!

Levaram-no ao Conselho. Quando olharam para ele, viram que seu rosto parecia o rosto de um anjo.

E agora? Será que esse Conselho finalmente se converterá ao Senhor? Estão vendo um homem, um discípulo, que se parece um anjo.

Veremos amanhã. Leremos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove de Atos.

Que sejamos como os apóstolos, não importa a função em que trabalhamos na obra do Senhor, que escolhamos e sejamos homens e mulheres cheios de fé, do Espírito Santo, de graça e poder.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Daniel 1.1-21

Leitura do dia 12/09.

Continuamos nossa caminhada através das Escrituras.

Ontem lemos mais uma parte da visão que o Senhor deu a Ezequiel. Sobre o templo perfeito. As águas curadoras. As árvores com colheitas mensais, cujos frutos servirão de alimento e, as folhas de remédio.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-461-4835.html

Hoje iniciamos um novo livro. Daniel. Leremos os três primeiros capítulos. Na primeira postagem, apenas o capítulo um.

Gostaria de lembra-los que nossa caminhada visa despertar um desejo para ler e conhecer as Sagradas Escrituras. Não é uma caminhada teológica. Queremos garimpar ensinos que nos ajudarão no dia a dia e que nos levarão para mais perto do Senhor, o Todo-Poderoso.

Daniel foi um dos jovens levados cativos para a Babilônia, junto com os primeiros exilados. Era nobre. Da tribo de Judá.

Era o ano 605 a. C. O terceiro ano do reinado de Jeoaquim, em Judá. Nabucodonosor, rei da Babilônia cercou Jerusalém. Ninguém menos que o Senhor lhe deu vitória e permitiu que levasse alguns dos utensílios sagrados do templo. Esses utensílios foram levados para a Babilônia e colocados na casa do tesouro do deus de Nabucodonosor. Tudo porque Judá virou as costas para o Senhor.

O rei ordenou que o chefe de seus oficiais, Aspenaz, levasse ao palácio alguns dos jovens da família real e de outras famílias da nobreza. Exigiu que Aspenaz escolhesse somente rapazes saudáveis e de boa aparência. Deveriam ser instruídos em diversas áreas de conhecimento. Precisavam ter entendimento e bom senso. E, que fossem capacitados para servir no palácio do rei.

Esses jovens, escolhidos a dedo, seriam ensinados na língua e na literatura babilônica, Receberiam uma porção diária de alimento e vinho. Seriam treinados durante três anos. Depois desse tempo, estariam prontos a servir ao rei.

Ninguém serve a um rei sem antes passar por um tempo de treinamento. Quer servir ao rei? Precisa, antes, aprender a língua e a literatura de seu reino. Precisa aprender a servir.

Qual a língua e literatura do Reino dos céus? A língua é diferente de qualquer outra. É uma nova língua. Ele nos deu um novo mandamento. Amar como nos amou (João 13.34). A literatura é a Palavra de Deus, que é viva e poderosa. Mais cortante que qualquer espada de dois gumes, que penetra entre a alma e o espírito, entre a junta e a medula, trazendo à luz até nossos pensamentos e desejos mais íntimos (Hebreu 4.12). http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/que-mandamento-e-este.html

Entre os escolhidos estavam quatro rapazes que se destacarão nas próximas páginas. Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Todos da tribo de Judá.

Para que absorvessem a cultura daquela terra, Aspenaz lhes deu novos nomes. Daniel, “Deus é meu Juiz”, passou a ser chamado Beltessazar, “Bel (deus de Nabucodonosor) protege a vida do rei”. Hananias, “Yahweh é misericordioso” foi chamado de "Sadraque", “Ordem de Aku (um deus sumeriano)“. Misael, “Quem é como Deus?”, passou a chamar "Mesaque", “Quem é como Aku?” e Azarias, “Deus é minha força”, foi chamado de "Abede-Nego", “Servo de Nego (deus Nebo)”.

É muito importante sabermos nossa identidade em Deus para não sermos enganados por qualquer cultura! http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/joao-batista-sabia-quem-era-nos-sabemos.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2016/03/qual-identidade-que-carrego.html

Quando Daniel ficou sabendo sobre a porção diária de alimento e vinho que receberiam do rei, tomou uma decisão. Decidiu que não se contaminaria com a comida e o vinho do rei. Observe, ele “tomou a decisão”. Após ter tomado a decisão, pediu permissão ao chefe dos oficiais para não comer aqueles alimentos. E explicou que não queria se contaminar.

O Senhor colocara no coração do chefe dos oficiais, compaixão e simpatia por Daniel. Ainda assim, Aspenaz disse que tinha medo de dar outro tipo de alimentação, e ele ficar abatido. Caso acontecesse, Aspenaz teria sua cabeça cortada.

Daniel não bateu o pé dizendo que não comeria, que não se contaminaria. Era sábio. Pediu ao assistente de Aspenaz, que cuidava dele, de Hananias, Misael e Azarias, que fizesse uma experiência. Durante dez dias se alimentariam apenas de legumes e água. Ao final dos dez dias compararia os quatro com os outros rapazes que estariam comendo a comida do rei. Então decidiria, de acordo com o que visse.

O assistente concordou. Durante dez dias comeram apenas legumes e água. Ao final da experiência, Daniel e seus três amigos pareciam mais saudáveis e bem nutridos que os outros rapazes. O assistente decidiu continuar com a dieta pedida por Daniel. E eles não se contaminaram.

Não sabemos quantos rapazes vindos de Judá estavam ali. Sabemos que apenas quatro resolveram não se contaminar com a comida e o vinho da Babilônia. Sabe o que aconteceu com eles?

Toda vez que renunciamos em favor da vontade do Senhor em nossas vidas, Ele nos presenteia de alguma maneira.

O Senhor concedeu aos quatro, aptidão incomum. Entendiam todos os aspectos da literatura e da sabedoria. E, Daniel, o que “tomou a decisão” e fez o pedido, ainda foi presenteado com a capacidade especial de interpretar sonhos e visões. Uau! O Senhor é generoso. Magnânimo.

Quando os três anos de treinamento terminaram, Aspenaz levou todos os rapazes a Nabucodonosor. O rei conversou com todos. Nenhum o deixou mais impressionado que Daniel, Hananias, Misael e Asarias.

Eles passaram a servir o rei. Sempre que eram consultados sobre qualquer questão que exigisse sabedoria e discernimento, o rei observava que eram dez vezes mais capazes que todos os magos e encantadores de seu reino. Acredite, sabedoria e discernimento são muito mais valiosos que magia e encantamento.

Daniel ficou no palácio, servindo o rei, até o primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia. Ciro começou a reinar sobre a Babilônia em 539 a.C.

Que aproveitemos nosso tempo de treinamento para aprender a servir o Rei. De maneira excelente e não apenas medíocre.

Que aprendamos com esses quatro jovens a não nos contaminarmos com os manjares da Babilônia.

Que aprendamos a falar com sabedoria.

Que aprendamos a ter, não apenas entendimento, mas também, bom senso.

Que aprendamos a renunciar em favor do Reino do Senhor.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo dois de Daniel.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Isaías 10.1-12.6

Leitura do dia 18/07.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Isaías.

Ontem vimos o Senhor falando a Acaz que não precisava temer. Jerusalém não seria invadida pela Síria e Israel. Também vimos o Senhor falar sobre uma futura invasão pela Assíria. Essa, ocorreria. De forma rápida e cruel. Mas, esse tempo de escuridão não duraria para sempre. A luz voltaria a brilhar. Isaías foi chamado a confiar no Senhor, apesar de todas as circunstancias à sua volta. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-71-25.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-81-921.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.

Isaías volta a falar da aflição que espera os juízes injustos, os que decretam leis opressoras, não fazem justiça aos pobres, negam os direitos dos necessitados, exploram as viúvas e tiram proveito dos órfãos. Não terão ajuda. Serão levados como prisioneiros ou estarão entre os mortos.

Uma grande aflição também espera o rei da Assíria. O Senhor o usará como vara de castigo a Israel. Mas ele não entenderá. Não consegue enxergar que é apenas um instrumento do Senhor. Seu desejo é somente destruir. Uma nação após outra. Acredita que o Senhor é como os demais deuses. Que destruiu as nações por causa de seu poder. Não do Senhor. Será castigado. Por causa de sua arrogância e orgulho.

Todos os orgulhosos serão derrubados, como árvores cortadas com um machado.

O Senhor fala que apenas sobrará um remanescente de Israel. Esse remanescente voltará para o Senhor e confiará fielmente nEle.

Mas haverá um dia glorioso. Em que um pequeno tronco da linhagem de Jessé, pai de Davi, brotará. Será um renovo. Um novo ramo que dará frutos. Está falando do Senhor Jesus e Seu reino milenar. O Espírito do Senhor está sobre Ele. Sabedoria. Discernimento. Conselho. Poder. Conhecimento e temor.

Ele não julgará pela aparência. Não acusará com base em fofocas. Fará justiça aos pobres. Suas decisões serão imparciais. Em favor dos oprimidos. O sopro de Sua boca destruirá os perversos. (“... mas o Senhor Jesus o matará com o sopro de Sua boca e o destruirá com o esplendor de Sua vinda”. – 2 Tessalonicenses 2.8b). A justiça será para Ele como um cinto. A verdade como uma cinta nos quadris. Ele se vestirá de justiça e verdade. Que lindo!

Nesse tempo haverá paz. E tranquilidade. Até o lobo viverá com o cordeiro. O leão comerá capim como a vaca. Nada mais de morte. Nem para a sobrevivência. A terra estará cheia de gente que conhece o Senhor. Ele será uma bandeira de salvação para todos. Do mundo inteiro. As nações virão para Ele. Reunir-se-ão a Seus pés. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Naquele dia Seu povo cantará. Louvará o Senhor que o resgatou. Ele será a força e o cântico de Seu povo. Todos os povos ouvirão que Seu nome é magnífico. Seu louvor será conhecido em toda a terra.

Que todos celebrem em alta voz. Com alegria. Bebendo das fontes da salvação.

Isaías fala de algo que está para acontecer em sua época. A destruição de Israel pela Assíria. Depois a destruição da Assíria. E a volta do povo a Jerusalém. Com a liderança de um descendente de Davi. Tudo aconteceu. Tal qual profetizado. Está escrito em Crônicas. Em Esdras e Neemias.

Mas, quando fala do tronco da linhagem de Jessé, também está profetizando sobre um futuro que não aconteceu. Um futuro profetizado em Apocalipse (19 e 20).

Tal qual Isaías, vivemos num tempo em que o Senhor operará Seu juízo. Seu justo juízo. E tal qual Isaías, podemos olhar com duas perspectivas. O juízo vem. Rápido e certeiro. Mas haverá um remanescente. Como seus dois filhos, Sear-Jasube, “Um remanescente voltará” e Maher-Shalai-Hash-Baz, “Veloz para saquear e rápido para levar embora”.

Que nossa confiança esteja no Senhor. E apenas nEle. Que sejamos parte do Seu remanescente.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

Espero você. Até lá.

domingo, 14 de julho de 2019

Eclesiastes 10.1-12.14

Leitura do dia 11/07.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Eclesiastes, o Livro do Pregador.

Ontem vimos que é bom lembrarmos que dias difíceis virão. Devemos estar preparados para enfrentá-los. Da melhor maneira possível. Sendo gratos.

Também vimos que a sabedoria é difícil de encontrar. Requer reforço. Precisamos escavar. Precisamos gastar tempo. Os apressados não a encontram. Apenas os que esperam por ela em suas portas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/eclesiastes-71-918_13.html

“Felizes os que me ouvem, que ficam à minha porta todos os dias, esperando por mim na entrada de minha casa! Pois quem me encontra, encontra vida e recebe o favor do Senhor”. – Provérbios 9.34

Hoje caminharemos através dos capítulos dez a doze.

Salomão reconhece que um pouco de insensatez estraga muita sabedoria. O tolo, diferente do sábio, não toma o rumo certo.

Governantes cometem graves erros quando dão autoridade aos tolos e colocam os valorosos em cargos inferiores.

Quando estivermos trabalhando, que tenhamos cuidado para não sermos vítimas de nossos trabalhos. Não trabalhemos com um “machado sem corte”. Gastaremos mais tempo e esforços. É preferível gastar um tempo antes do início do trabalho para afiar a lâmina. Se formos sábios, faremos isso. A sabedoria ajuda a sermos bem-sucedidos.

É por causa da preguiça que o telhado enverga e existem goteiras na casa. Que sejamos diligentes em tudo que fizermos. Com tudo que nos pertence.

Lancemos nosso pão sobre as águas. Depois de muitos dias o recolheremos. Haverá um retorno. Se esperarmos as condições perfeitas, nunca semearemos. Nem colheremos nada.

Se você é jovem, lembre-se do seu Criador agora. Honre-O agora. Antes que venham os tempos difíceis. Faça o que desejar, apenas não esqueça que dará conta de tudo que fizer. Por isso, faça escolhas sábias.

No fim de tudo que Salomão escreveu, chegou a uma conclusão. Muito simples por sinal.

De tudo que ouvimos ou vemos o importante é temer ao Senhor e obedecer Seus mandamentos. Esse é o dever de todos. Ele nos julgará. Por todos nossos atos, mesmo os secretos. Sejam bons ou ruins.

Que sigamos o conselho do Pregador. E mais que isso, que não nos desviemos do Senhor. NEle encontramos sentido para nossas vidas. NEle nada é em vão. NEle tudo encontra um sentido.

"E sabemos que Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que O amam e que são chamados de acordo com Seu propósito". - Romanos 8.28

Terminamos aqui a leitura de mais um livro. Espero que esteja lendo a Palavra, anotando suas conclusões e aprendendo.

Continuamos amanhã. Iniciaremos um novo livro. Também de Salomão. Cantares. Leremos do capítulo um ao capítulo três.

Espero você. Até lá.

sábado, 13 de julho de 2019

Eclesiastes 7.1-9.18

Leitura do dia 10/07.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Eclesiastes.

Ontem vimos que é melhor serem dois do que um. Se andarem dois juntos e um cair, o outro o ajuda a levantar. Mas se estiver só, como se levantará?
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/eclesiastes-41-612.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

Salomão nos diz que uma boa reputação é mais valiosa que um perfume caro. E o dia da morte é melhor que o do nascimento. Assim como é melhor ir a um funeral que a uma festa. No funeral, os vivos lembram-se que também morrerão. E é bom sabermos disso.

A tristeza tem seus benefícios. Ela aperfeiçoa o coração.

É preferível ser repreendido pelo sábio que receber o elogio de um tolo.

A extorsão transforma o sábio num tolo. O suborno corrompe o coração. Nos desvia do bom caminho.

Terminar algo é melhor que iniciar. Não é bom completar um projeto? Chegar ao seu alvo?

A paciência é melhor que o orgulho. Não devemos nos irar facilmente. A raiva é a marca registrada dos tolos. Não dos sábios.

Não é sábio viver olhando para trás, morrendo de saudades dos dias passados, dos “bons e velhos tempos”. Olhemos para a frente e planejemos dias melhores.

É bom ter sabedoria e dinheiro. Ambos trazem certo tipo de proteção. Mas somente a sabedoria preserva a vida. O dinheiro, não.

Se estivermos em tempo de prosperidade, que a desfrutemos. Quando chegarem os tempos difíceis (eles virão), não nos ressintamos contra o Senhor. Não estamos imunes às dificuldades.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

Embora Salomão não tenha encontrado sentido (nós também não), alguns justos morrem cedo, enquanto perversos têm vida longa. Justos são mal tratados, enquanto perversos são bem tratados.

A sabedoria torna o sábio poderoso. Mais que dez líderes poderosos de uma cidade.

Não existe uma única pessoa que sempre faça o bem e nunca tenha pecado. Graças ao Senhor pelo perdão!

“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, contudo, alguém pecar, temos um advogado que defende nossa causa diante do Pai: Jesus Cristo, aquele que é justo”.  – 1 João 2.1

Salomão conta que sempre se esforçou para que a sabedoria guiasse seus pensamentos e ações. Disse a si mesmo que seria sábio. Não conseguiu. A sabedoria estava sempre distante. Difícil de encontrar. Procurou por toda parte. Até que desistiu e resolveu provar a si mesmo que a perversidade é tolice e a insensatez é loucura. Andou por outros caminhos.

Sabemos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Se O tememos, Ele nos ensinará o caminho da sabedoria. Não é um caminho fácil. É preciso escavar para encontrar os tesouros escondidos do Senhor. Quem quer facilidade, não encontrará sabedoria.

Salomão também descobriu, a duras penas, que a mulher sedutora esconde uma amargura pior que a morte. Sua paixão é uma armadilha. Suas mãos agarram e seguram como correntes. Salomão foi pego em suas armadilhas. Mulheres sedutoras o desviaram do Senhor. De maneira lamentável.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-101-1123.html

Ele conta que procurou um homem sábio. Entre mil, só encontrou um. Não encontrou nenhuma mulher. Como encontrar? Procurou nos lugares errados. O Senhor ordenou que não houvesse casamento com mulheres pagãs e foi tudo o que Salomão fez. Não teria como encontrar uma mulher sábia entre as que não temiam o Senhor (Provérbios 31.30).

Percebeu também que o Senhor nos criou para sermos justos. Mas nós, homens, buscamos todo tipo de maldade. Virando completamente as costas para o Senhor. Amando o pecado. Ignorando os mandamentos.

Reconheceu que é maravilhoso ser sábio. Analisar e interpretar coisas é muito bom. A sabedoria ilumina o rosto. Abranda a dureza das linhas faciais. Porque nos enche de entusiasmo.

Salomão dividiu um grande segredo conosco. Há um tempo e um modo apropriado para tudo. Mesmo em meio às dificuldades. O sábio encontrará esse tempo e esse modo apropriado. Para fazer o que é certo.

Sabemos que quando um crime não é castigado de imediato, as pessoas são incentivadas a fazer o mal. Acreditam na impunidade. Que não serão apanhadas. Isso não é bom. Precisamos que a justiça seja feita. Com rapidez.

Em alguns pontos, a amargura transborda do coração de Salomão. Afirma que é uma grande tragédia que todos tenham o mesmo destino. Seria. Se fosse verdade. Embora o homem morra, há uma recompensa após a morte.

“E, assim como cada pessoa está destinada a morrer uma só vez, e depois vem o julgamento”, - Hebreus 9.27

Que tenhamos cuidado. Não deixemos nosso coração se encher de maldade. Nem sigamos o caminho da loucura.

Façamos tudo bem feito, enquanto temos oportunidade. Pode ser que nem assim, consigamos o sucesso que esperamos. Às vezes é preciso outras combinações. O importante é continuarmos fiéis ao Senhor.

Não temos como prever o futuro. Pessoas caem em desgraça de modo repentino.

De qualquer forma, é melhor ser sábio que possuir armas de guerra.

E um só pecador pode destruir muitas coisas boas.

Que não sejamos destruidores. Fomos chamados para construir. Para reparar. Restaurar.

“Reconstruirão as ruínas desertas de suas cidades e serão conhecidos como reparadores de muros e restauradores de ruas e casas”. – Isaías 58.12

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.

Espero você. Até lá.

Eclesiastes 1.1-3.22

Leitura do dia 08/07.

Continuamos nossa caminhada através das páginas do Livro dos livros.

Ontem vimos, entre outras coisas, que quem esconde seus pecados não prospera. Quem confessa e os abandona, recebe misericórdia. Também vimos que o justo se importa com os direitos dos pobres, enquanto o perverso não dá a mínima.

Agur pediu ao Senhor dois favores. Que o Senhor o ajudasse a ficar longe da falsidade e da mentira. E não lhe desse nem a pobreza, nem a riqueza. Que lhe desse apenas o necessário. Um pedido muito sábio.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-281-3033.html

A mãe do rei Lemuel lhe ensinou a procurar uma esposa. Uma mulher repleta de virtudes. Temente ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-311-31.html

Agora, iniciamos mais um livro, Eclesiastes. Essa palavra, no hebraico, significa “O pregador”. Tudo indica que foi escrito pelo rei Salomão. Acredito que, numa época em que estava afastado do Senhor. Suas primeiras palavras são deprimentes. “Nada faz sentido”.

Ele fala de um dia após o outro, em uma total e cansativa rotina. Sempre desejando ver algo novo, quando nada de novo acontece. A história simplesmente se repete.

Parece que perdeu a alegria de viver. Não é o mesmo homem que pediu ao Senhor sabedoria para julgar Seu povo. Não é o mesmo homem que administrou a construção do grande templo do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-reis-31-15.html

Ele “descobriu” que o Senhor deu uma existência trágica à humanidade. Será? Um Deus que criou tudo com amor, cuidado e satisfação. Viu que tudo era bom. Como pode ter dado uma existência trágica ao homem, coroa de Sua criação? http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-24-25.html

A seguir, descobrimos o que aconteceu a Salomão. Ele disse a si mesmo que era o mais sábio de todos os reis que foram antes dele, em Jerusalém. E, desejou a aprender sobre tudo. Não apenas sobre a sabedoria. Dedicou-se a aprender sobre a loucura e a insensatez. Correu atrás do vento.

A sabedoria dá vida. Mas e a loucura e a insensatez? São caminhos de morte.

Salomão disse a si mesmo para experimentasse o prazer. As coisas boas da vida. Não encontrou o que procurava. Não é no prazer que encontramos satisfação verdadeira. É no Senhor, nosso Criador. Perguntou-se o que adiantava buscar o prazer. Resolveu se animar com vinho. Apegou-se, em suas próprias palavras, à insensatez. Procurou experimentar o que havia de melhor “debaixo do sol”. Teve tudo que um homem pode desejar. Tudo que desejou, buscou e conseguiu. Não se negou prazer algum.

Encontrou grande prazer no trabalho árduo. Mas também viu que não fazia sentido. Não valia a pena. É assim. Longe do Senhor nada faz sentido. Nada tem valor. Nada satisfaz.

Salomão conta que resolveu comparar a sabedoria com a loucura e a insensatez. Viu que a sabedoria é melhor. O sábio vê para onde caminha. O tolo, insensato, anda na escuridão. A sabedoria é melhor que a insensatez, assim como a luz é melhor que as trevas.

Ainda assim, está perdido. Considera que o tolo e o sábio tem o mesmo destino. É verdade, tanto um quanto o outro morrem, mas irão para o mesmo lugar, visto que somos julgados após a morte (Hebreus 9.27)? Claro que não. Além disso, o legado deixado é o mesmo?

Ele passou a odiar sua vida. O homem que teve tudo que desejou. É um morto-vivo. Passou a odiar seu trabalho quando percebeu que um dia morreria e seu sucesso seria deixado a seus sucessores. Não lembrou que seus sucessores seriam seus filhos, netos, bisnetos. Sua descendência herdaria seu trabalho. É algo maravilhoso. Salomão estava tão amargurado com sua vida que, ao invés de considerar uma benção deixar herança a seus descendentes, passou a odiar seu trabalho. Esqueceu a herança que seu pai lhe deixou. Chegou a se desesperar.

Então, como um louco, concluiu que o melhor era comer e beber. Como se a vida fosse isso.

Reconheceu que ninguém recebe nada se não receber do Senhor. E, se um pecador enriquece, segundo suas observações, o Senhor lhe toma a riqueza e a entrega aos que Lhe agradam. Achou que não havia sentido nisso. O mesmo homem que escreveu o livro de Provérbios e nos ensinou a fugirmos do pecado e agradarmos o Senhor, andando no caminho da sabedoria.

Salomão reconheceu que há um tempo certo para tudo debaixo do sol. Tempo de nascer, morrer, plantar, colher e tudo o mais. O Senhor fez tudo apropriado para o devido tempo. E colocou em nossos corações um senso de eternidade. Ainda assim, afirmou que ninguém é capaz de entender toda a obra do Senhor, do começo ao fim. É verdade. Não cabe a nós entendê-Lo. Cabe a nós obedecê-Lo.

“Como são grandes as riquezas, a sabedoria e o conhecimento de Deus! É impossível entendermos Suas decisões e Seus caminhos!” – Romanos 11.33

Salomão está tão descontente que, ao observar que há maldade onde deveria haver justiça e que até nos tribunais existe corrupção, apenas lamentou. Como rei, seu dever era corrigir tal injustiça (Provérbios 31.9). Não apenas lamentar.

Chegou a ponto de nos comparar aos animais e dizer que somos iguais. Não levamos vantagem nenhuma sobre eles. Esqueceu as Escrituras. Elas afirmam que fomos criados para dominá-los.

“Então Deus disse: Façamos o ser humano à nossa imagem; ele será semelhante a nós. Dominará sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre todos os animais selvagens da terra e sobre os animais que rastejam pelo chão”. – Gênesis 1.26

O Senhor não nos fez para uma existência trágica. Ele nos fez com um propósito. Nosso caminho deve ser como a luz da aurora. Que brilha cada vez mais. Até ser dia pleno (Provérbios 4.18).

Que olhemos para o Senhor. Não para nós mesmos. Nem para os outros. Assim teremos uma vida realmente feliz, conhecendo-O e andando em Seus maravilhosos caminhos.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis de Eclesiastes.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Provérbios 22.1-24.34

Leitura do dia 05/07.

Continuamos nossa caminhada através dos capítulos de Provérbios.

Ontem vimos que o insensato arruína sua vida (e a de muitos), e depois fica irado contra o Senhor. Esquece que colherá o que plantou.

Também vimos a importância da disciplina na vida das crianças, para que possam aprender o caminho correto. E o quanto é difícil encontrarmos alguém leal. Precisamos ser esses leais que serão encontrados. Também precisamos preparar “o cavalo” para o dia da batalha, sem esquecer que nossa confiança não pode estar “no cavalo”. Precisa estar no Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-191-2131.html

Hoje, caminharemos pelas páginas dos capítulos vinte e dois a vinte e quatro. Lembre-se de anotar o que chamou mais sua atenção. São muitos versículos maravilhosos. Todos dignos de um estudo à parte.

No capítulo vinte e dois, ao que tudo indica, até o versículo dezesseis, os provérbios foram escritos por Salomão. Do versículo dezessete até o final do capítulo vinte e quatro, são conselhos, ditados, dos sábios.

Salomão afirma que a boa reputação vale mais que grandes riquezas. E ser estimado é muito melhor que prata e ouro. Isso me faz lembrar algumas pessoas que têm muito dinheiro e agem insensatamente. Perdendo a reputação e, o pior, a estima. Sim, é melhor ter boa reputação e estima, que contas bancárias forradas de dinheiro e bens para todos os lados. O amor cobre uma multidão de pecados (1 Pedro 4.8), riquezas, não.

Que tracemos nossos caminhos com prudência. Nosso lugar deve ser “na torre de vigia”. Ali, olhamos o que está ao longe. Podemos antever o perigo. E tomar as devidas precauções. Quem não age assim, caminha sem enxergar e sofre as consequências.

Como pais, temos o direito, a obrigação e a responsabilidade de ensinar nossos filhos no caminho certo. A disciplina precisa fazer parte desse ensino. Ela afasta a criança da insensatez. Livra, inclusive, da morte. E, como é bom vê-los crescendo no caminho certo, fazendo escolhas saudáveis, que trazem vida!

Cuidado ao pedir empréstimos. Tornamo-nos escravos de nossos credores. Que nos livremos o mais rápido possível. Que pertençamos apenas ao Senhor. A mais ninguém.

É tranquilizador saber que aquele que semeia injustiça colherá desgraça. Essa colheita pode demorar, mas é certa. Seu reino de terror terá fim. Não um fim feliz, com fogos de artifício, mas um fim em total desgraça. É sua colheita. Não há com fugir.

Que sejamos generosos, e alimentemos os pobres. Que os socorramos.

Que não sejamos preguiçosos, sempre procurando e encontrando desculpas para não levantar, não agir, não seguir em frente.

Os ditados dos sábios têm como objetivo aprender a confiar no Senhor. Devem ser guardados no coração e, ao mesmo tempo, estar na ponta de nossas línguas. Assim, saberemos a verdade e a transmitiremos.

Que não exploremos o pobre só porque temos a oportunidade de fazê-lo, como muitos fazem, sem pensar que o próprio Senhor os defenderá. Que os tratemos com respeito e empatia. O Senhor fez a todos nós.

Fujamos de caminhar com briguentos, comilões e beberrões. De garantir dívidas de outros. De mudar as antigas divisas (aqui os sábios estão falando em relação à terra que foi repartida por Josué, mas podemos aplicar em nossa realidade).

Quem é competente será promovido. Não precisa (e não deve) passar por cima de ninguém. Seu trabalho competente será reconhecido. Estará entre os grandes. Não trabalhará para qualquer um.

O capítulo vinte e três nos alerta quanto ao nosso comportamento. Se nos sentarmos para comer com alguém de autoridade, sejamos prudentes. Prestemos atenção ao que nos é oferecido. Não caiamos em nenhuma armadilha. Talvez estejamos sendo testados.

Que trabalhemos o suficiente. Não é sábio ir além, se desgastando em excesso, tentando angariar mais riquezas. Saiba quando parar. Ou não desfrutará do que angariou. Estará desgastado demais. E doente.

A prostituição e a promiscuidade são covas profundas, ansiosas para levar mais pessoas à infidelidade, prendendo-as em suas garras. Que, neste tempo quando faltam os leais, sejamos um deles.

E quanto à bebida? Quem passa horas experimentando bebidas fortes e tomando vinho, de alguma forma está revelando a angústia e tristeza de sua alma. Acaba sofrendo mais ainda. A bebida é veneno mortal. Como a picada de uma cobra venenosa. Quem bebe fica como se estivesse balançando em alto mar. No topo de um mastro. De lá para cá. Fala o que não deve. Pensa asneira. Não consegue solução para seus problemas e angústias. Só piora sua situação.

O capítulo vinte e quatro inicia nos aconselhando a não ter inveja dos maus, muito menos desejar sua companhia. Eles tramam violência. Suas palavras sempre vêm acompanhadas de problemas.

Uma casa é construída com sabedoria. Fortalecida com entendimento. Preenchida de preciosos e desejáveis bens, através do conhecimento. Sabedoria, entendimento e conhecimento são muito mais valorosos que quaisquer outros tipos de riquezas.

Os sábios também falam que é melhor ser sábio que ser forte. O sábio sempre se fortalece, cada vez mais. Não sai à guerra sem uma boa orientação. Sabe que precisa de conselhos para ser vitorioso.

Não podemos vacilar quando estivermos com dificuldade. Se o fizermos, nossa força será pequena. Como enfrentar outros momentos quando precisarmos dessa experiência? Como "mudar de fase" em nossas vidas?

É nosso dever, como seguidores do Senhor, procurar libertar os que estão condenados a morrer. Salvá-los, mesmo quando estão caminhando e tropeçando em direção à morte. Não podemos nos desculpar dizendo que não sabemos o que está acontecendo. O Senhor sabe que temos conhecimento.

Como Charles H. Spurgeon afirmou “Se os pecadores serão condenados, que pelo menos pulem para o inferno passando por cima de nossos corpos. Se perecerem, que pereçam com nossos braços e mãos tocando os seus joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno tiver de ser cheio, pelo menos que seja cheio apesar de nossos esforços, e que ninguém entre ali sem estar avisado e sem que se tenha intercedido por essa pessoa”. Que os arranquemos de lá.

Que sejamos misericordiosos. Que a verdade habite em nós. Seja nossa bandeira.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo vinte e cinco. Até o capítulo vinte e sete.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Provérbios 16.1-18.24

Leitura do dia 03/07.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Provérbios.

Ontem vimos muitos conselhos maravilhosos.

Como é bom ver um sonho realizado. Como é bom ser prudente. Como é bom ter um estábulo cheio de bois, trabalho e uma colheita farta. Como é bom encontrar refúgio até na morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-131-1533.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos dezesseis ao dezoito. Ainda são provérbios de Salomão. Sobre diversos assuntos.

Anote os que mais chamam sua atenção. Vou falar um pouco sobre os que mais chamam a minha.

No capítulo dezesseis, Salomão nos ensina que é da natureza humana fazer planos. A maioria das pessoas faz. Mas, a resposta certa vem do Senhor. Ele é quem dirige nossos passos. Se quisermos andar por Seus caminhos de paz.

Se confiarmos verdadeiramente no Senhor, em todas as áreas de nossas vidas, nossos planos serão bem sucedidos.

Ele examina a intenção de cada um de nós. Não apenas nossas obras. Mas a intenção de tudo que fazemos. O que importa é exatamente o que está dentro de nossos corações. E que só o Senhor pode ver.

Ele detesta orgulho. Precede a destruição. A arrogância precede a queda. Mas a humildade precede a honra. Os orgulhosos não ficarão sem castigo.

O temor do Senhor, que é o princípio da sabedoria, evita o mal. O amor e a fidelidade cobrem pecados.

Com toda a certeza, é melhor ter pouco com justiça, que ser rico e desonesto. Também é melhor viver humildemente com os pobres que repartir o despojo com os orgulhosos. Eles estão fadados à destruição.

Não é que ser orgulhoso, arrogante e soberbo pode levar à queda. É certo que a queda virá. Essas atitudes são precedidas da queda. Como um tsunami é precedido de um silêncio momentâneo e depois a correria de pássaro e animais.

O Senhor exige honestidade. Balanças e pesos exatos. Exatos. Sabe por que? Não somos nós, é Ele quem determina os padrões da imparcialidade. E seus padrões são corretos. Ele não aceita suborno de espécie alguma.

Os sábios têm conselhos sábios. Suas palavras são convincentes.

Palavras bondosas são como mel. Na alma entram com doçura e refletem na saúde até do corpo.

E o que você acha? Salomão diz que é melhor ser paciente que um poderoso conquistador. É melhor se controlar que conquistar uma cidade. Sem dúvida é. A falta de controle e paciência nos leva a muitos erros. Somos não apenas conquistados por falta de controle, somos subjugados.

No capítulo dezessete Salomão mais uma vez fala, com outras palavras, a mesma coisa. É melhor um pedaço de pão, mesmo que esteja seco, com paz, que uma casa cheia de banquetes e conflitos. Ah, como é bom ter paz. É como uma corrente de água que vai passando pelos sulcos da terra. Curando. Revigorando. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1311-13521.html

Para saber se o ouro e a prata são puros, eles são submetidos às altas temperaturas. O fogo provará sua pureza. Quanto ao Senhor, muitas vezes nos submete também “às altas temperaturas”, para que nosso coração seja revelado. Não que Ele não conheça. Ele conhece tudo. Nada Lhe está oculto. Somos nós que precisamos conhecer nossos corações.

E quanto à rebeldia? O rebelde sempre procura uma razão, uma desculpa para se rebelar. Ele será castigado. Não tem como não ser. É algo natural.

Duas vezes Salomão fala sobre algo detestável ao Senhor. Condenar o inocente e absolver o culpado. Lembra? É Ele quem decide e determina os padrões da imparcialidade.

O amigo verdadeiro é sempre leal. Em quaisquer circunstâncias. Em todo o tempo. Ele se torna um irmão na hora da dificuldade. Na verdade, é ainda mais chegado que um irmão.

Se estamos passando por dificuldades (e quase sempre estamos), devemos manter nosso coração cheio de esperança. A alegria é um bom remédio. Sustenta até o corpo do enfermo. Mas o espírito abatido consome nossas forças. Ninguém consegue suportá-lo. Acredite, já tive um espírito abatido.

Quem recebe suborno (sabemos de muitos nessa situação), são perversos. Desviam o rumo da justiça. Quem recebe é tão culpado (ou mais) que aquele que oferece.

O sensato mantém seus olhos fixos na sabedoria. Quer aprender. Dedica-se ao conhecimento. Os olhos do tolo, no entanto, ficam vagueando. Não conseguem se fixar em nada. Vagueiam por aí, sem qualquer compromisso. Até os confins da terra.

O capítulo dezoito começa com um alerta extremamente interessante. Quem vive isolado é egoísta. Preocupa-se apenas consigo. Rejeita a sabedoria e o bom senso.

Sabe aqueles momentos em que estamos mal? Que queremos nos isolar? Que ansiamos por um buraco bem fundo para ficarmos lá escondidos? Esses são os momentos que não podemos nos isolar. São os momentos que precisamos pedir ajuda. Precisamos aprender com a criança que, quando não consegue fazer algo sozinha, fala que precisa de ajuda. Não podemos viver isolados. É burrice. Quem vive assim está descambando para a depressão. E destruição.

Nosso trabalho deve ser feito com esmero. Aquele que é relaxado está agindo como o destruidor. Devemos fazer tudo como se estivéssemos fazendo para o Senhor (Colossenses 6.17-23).

Quem procura socorro no nome do Senhor, fica protegido. Quem confia em sua riqueza não está seguro.

Quem tem discernimento sempre deseja aprender mais. Não há limite para seu aprendizado. Seus ouvidos estão sempre abertos para o conhecimento.

E, se você feriu ou ofendeu um amigo, saiba que é mais difícil reconquistar sua amizade que uma cidade fortificada. As discussões separam como se fossem um forte portão trancado. Esse é um dos motivos para cuidar de nossa língua. O que falamos tem poder para trazer morte ou vida. Colheremos as consequências de nossas palavras.

O homem que encontra uma esposa encontrou um tesouro. Um tesouro muito precioso. Que deve ser guardado e cuidado como tal. Ele alcançou o favor do Senhor. É, sem dúvida, bem-aventurado.

Que aprendamos com tantas palavras de sabedoria que estão à nossa disposição.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezenove. Até o vinte e um.

Espero você. Até lá.

domingo, 7 de julho de 2019

Provérbios 13.1-15.33

Leitura do dia 02/07.

Continuamos nossa caminhada através dos ensinamentos maravilhosos de Provérbios.

Ontem vimos muitos conselhos maravilhosos de Salomão. Tantos assuntos diferentes. Quanto aprendizado necessário!

Que não nos esqueçamos que a benção do Senhor é que traz riqueza. E Ele não permite que venha acompanhada pela tristeza.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-101-1228.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos treze a quinze.

Os conselhos de Salomão continuam. Sempre tão atuais, que impressionam. Quais chamam mais sua atenção?

Gosto quando diz que o filho sábio aceita a disciplina de seu pai. Ele não se rebela. Não se rebelando, aprende. Aprendendo, torna-se mais sábio ainda.

Não é interessante quando diz que, com palavras sábias se consegue uma boa refeição enquanto os desleais têm fome de violência? Que tipo de fome temos tido?

“Felizes os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados”. – Mateus 5.6

Salomão também fala que os que controlam sua língua terão vida longa. Os que trabalham com dedicação, prosperam.

E quanto à vida do justo? Brilha alegremente. A luz dos perversos, entretanto, logo se apaga. Nossa vida tem brilhado? Tem brilhado alegremente? Tem espalhado brilho? Ah, tantas coisas a pensar.

Como tem estado nosso coração? Se aflito, todos os dias tem sido difíceis. Se alegre, mesmo com lutas, a vida é um banquete contínuo. Devemos ter bom ânimo, como nos ensinou nosso Amado (João 16.33). E aproveitar o banquete.

Cada versículo desse livro é a meditação de um dia inteiro. De uma vida inteira.

E quanto ao orgulho? Só traz conflitos. Além de queda, claro. Já quem aceita conselhos é sábio.

Em dias que tantos querem facilidades e rapidez em conquistar, Salomão nos lembra que a riqueza adquirida através de meios ilícitos acaba, enquanto que a conquistada, não adquirida, mas conquistada, com trabalho árduo aumenta com o tempo. Vai crescendo aos pouquinhos. Mas permanece.

Ah, e o sonho realizado? É árvore de vida. É como sangue bombeando em nossas veias. Como se tivéssemos sido ligados a um turbo. É muito bom ver um sonho sendo realizado. Rejuvenesce. Dá saúde ao corpo.

A instrução do sábio é fonte de vida. Todos que aceitam esse tipo de instrução escapa das armadilhas da morte. Que são muitas, de vários tipos.

O sábio não sai agindo por aí de qualquer maneira. Ele pensa antes. Planeja. Calcula. Pesa as opções. Escolhe a melhor. E só assim, age.

E quanto às nossas companhias? Os que andam com sábios, aprendem. Acabam tornando-se sábios também. Mas os que andam com os tolos, sofrerão as consequências. Que não são nenhum pouco agradáveis.

E o que dizer de uma geração que não quer gastar tempo disciplinando seus filhos? Será que tem amor envolvido nisso? Ou apenas displicência e acomodação? Quem ama se importa em ensinar, disciplinar. Mostrar o certo e o errado. Ensinar discernimento.

Que não ama, não se importa em corrigir. Não quer gastar seu tempo assim. Não consegue imaginar que, na verdade, está poupando tempo, dinheiro e sofrimento.

Salomão fala que a mulher sábia constrói seu lar. A tola o destrói. Com suas próprias ações. Com suas próprias mãos.

Um de meus versículos preferidos está em Provérbios 14.4. O que é melhor? Um estábulo cheio de bois ou vazio? O vazio não dá trabalho algum. Permanece limpo. O cheio é preciso limpar. Providenciar alimento. Vacinas. Cuidado. Preocupações. Tempo. Mas e o resultado? Se estiver cheio de bois, dando todo esse trabalho, resultará em uma grande colheita. O que preferimos? Uma grande colheita depois de muito trabalho? Ou olhar para o estábulo e vê-lo sempre limpo, porém vazio, sem colheita alguma?

Lembra-se que nos capítulos anteriores nos ensinou a aprender a ter discernimento? Com ele, o conhecimento vem fácil. Longe da companhia dos tolos, claro.

E quanto ao prudente? Será que está se negando a “curtir a vida”? De forma alguma. Ele sabe para onde vai. E está indo. Mede todos os seus passos com cuidado. Examina-os. Alcançará seu objetivo. Angariará o que deseja. É cauteloso. Evita o perigo. Não anda por caminhos que parecem ser corretos, que, no fim, acabam levando à estrada da morte. Seu caminho o leva para cima. A sepultura fica para trás. E ele continua. Cada vez conquistando mais. Sem afobação.

Salomão também nos fala sobre o pecado de desprezarmos nosso próximo. De não ajudar os pobres. Quem os ajuda, é feliz. Os que planejam o bem encontram não apenas a satisfação, mas o amor e a fidelidade.

E não é maravilhoso saber que o justo encontra refúgio, mesmo na hora da morte. Sim, o justo também passa por lutas, por dificuldades. Também passa pela morte. Não está imune. Mas há uma diferença. Ele encontra refúgio. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

Ah, como e bom ver uma pessoa gentil! A resposta gentil desvia o furor. É árvore de vida. Já a palavra ríspida, desperta a ira. É muito bom quando damos a resposta apropriada. Que produz vida. Que traz solução. É muito bom dizer a palavra certa. Na hora certa. Da maneira certa.

E quanto ao que temos dado valor em nossas vidas? É melhor dividir um prato de salada com quem amamos que um de picanha (e olha que amo picanha) com a companhia errada. É melhor ser paciente e acalmar uma discussão, que se irar facilmente e ser o provocador de uma briga. Também é melhor ser justo e caminhar por uma estrada aberta, que ser preguiçoso e não querer nem tirar os espinhos do caminho para conseguir andar. É melhor ser sábio e agradar o pai, que ser tolo e desprezar a mãe. Também é melhor ter muitos conselheiros e alcançar o êxito do que não ter nenhum e ver seus planos fracassados. É melhor adquirir entendimento ouvindo a repreensão do que rejeitar a disciplina e prejudicar a si mesmo. É melhor ser humilde e ter honra, que ser orgulhoso e sofrer ruína.

E com relação à cobiça? Alguém faz algo errado por causa dela e traz dor e aflição não apenas para si, mas para toda a família. Ao contrário, os que odeiam e não aceitam o suborno, trarão vida. Para si e sua família.

Quantos conselhos completamente atuais e necessários!

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Provérbios 10.1-12.28

Leitura do dia 01/07.

Continuamos nossa caminhada pela estrada do livro de Provérbios.

Ontem vimos que devemos guardar os mandamentos no fundo de nossos corações, amar a sabedoria como se fosse nossa irmã e o discernimento como um membro de nossa família.

Também vimos que a sabedoria clama, desejando que todos aprendam seus caminhos de vida. Quem a procura e espera, a encontrará. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-71-918.html

Agora, caminharemos através dos capítulos de dez a doze de Provérbios.

São vários provérbios de Salomão. Sobre vários assuntos. Vamos destacar alguns. Leia as Escrituras e destaque os que mais lhe chamam atenção. Lembre-se, se queremos conhecimentos, devemos garimpar a Palavra. Somente assim, encontraremos os tesouros escondidos nela.

As riquezas de origem desonesta, acabam logo. O preguiçoso também logo empobrece.

Uma vida justa livra da morte. Na hora do julgamento, não serão as riquezas que terão valor. Serão o tipo de vida que vivemos.

O que dorme durante a colheita é uma vergonha. O sábio não age assim. Estamos em tempo de colheita. Como temos agido? Estamos dormindo, sem prestar atenção ao que acontece ao nosso redor? Vamos deixar o tempo passar sem que colhamos?

O justo deixa boas lembranças. O sábio recebe os mandamentos de bom grado. Não torce o nariz para eles. Sabe que os mandamentos são bons. Existem para nossa proteção. E vida.

Enquanto as palavras dos perversos são carregadas de mentira e más intensões, destruindo até seus amigos, as palavras dos justos produzem cura, são fonte de vida, dão ânimo, são preciosas como prata fina, oferecem conselhos sábios, são proveitosas. O que temos falado? Vida ou morte?

O salário do justo também produz vida. Ele sabe onde e como gastá-lo. Ao contrário do perverso. Seu salário conduz ao pecado. É gasto de maneira desordenada. Onde não deveria. O que temos feito com nossos salários?

O insensato corre atrás de riquezas, mas a benção do Senhor é que traz a verdadeira riqueza. E Ele não permite que venha acompanhada de tristeza.

O Senhor odeia desonestidade. Em todas as áreas. De qualquer maneira. Nos mínimos detalhes. A desonestidade destrói. Quem é honesto em tudo Lhe dá alegria.

O orgulho é algo que leva à desgraça. Quem é humilde está procurando sabedoria. E vai encontrá-la.

É falta de bom senso desprezar o próximo. Uma cidade prospera pelos benefícios que os justos levam a ela. Os perversos a destroem apenas com suas palavras, que dirá com seus atos! Temos levado benefício às nossas cidades?

A mulher bondosa ganha respeito. Os homens cruéis só conseguem angariar riquezas. Só. Que não terão proveito no futuro. Não servirão para nada na eternidade.

Enquanto quem faz o bem beneficia a si mesmo, pois é melhor dar do que receber (Atos 20.35), quem pratica o mal, além de prejudicar a outros, está se prejudicando. O que ganha não tem valor algum.

Quem reparte com generosidade, prospera. Quem revigora outros, será revigorado quando precisar. O mesquinho, ao contrário, perde tudo. Quem o abençoará?

Quem procura o mal, será encontrado por ele. Pare e pense na seriedade dessa afirmação. Em sua veracidade. Assim como quem procura a sabedoria, consegue encontrá-la, quem procura o mal será encontrado pelo próprio mal.

Enquanto o insensato corre atrás de riquezas, o sábio conquista pessoas. O fruto do justo é árvore de vida. Melhor que qualquer tesouro.

Se queremos aprender, precisamos amar a disciplina. Não conseguimos garimpar tesouros, se não andarmos em disciplina. Se não buscarmos com diligência. Se formos relapsos, não encontraremos nada. Apenas trabalho em vão.

A mulher indiscreta despreza sua própria beleza. A virtuosa honra seu marido. A insensata é como câncer nos ossos. Que grande responsabilidade!

As palavras sábias produzem muitos benefícios. Palavras verdadeiras resistem á prova do tempo. Mentiras logo são descobertas. Têm "pernas curtas”.

Enquanto o engano enche o coração dos perversos, a alegria enche o coração dos que promovem a paz. Como é bom e agradável promover a paz. A união é revigorante.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1311-13521.html

Na verdade, o coração do perverso não tem valor algum. Ele não o guardou. Não colocou guardas à sua porta. Foi arrombado. O que tinha de valor, saqueado. Agora, só o engano está ali dentro. E dor. Ainda assim há esperança. Jesus disse: "Preste atenção! Estou à porta e bato. Se você ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei e, juntos, fazermos uma refeição, como amigos". - Apocalipse 3.20

Enquanto o justo dá bom conselhos, o perverso desencaminha seus amigos.

O Senhor detesta lábios mentirosos. Mas quem diz a verdade, Lhe dá alegria.

A preocupação faz a pessoa ficar deprimida, mas uma palavra de incentivo a anima. A preocupação não resolve nada. Confiar no Senhor, resolve. Ao menos, nos dará forças para passar por aquela tempestade. E ânimo para suportar o que for preciso.

Que aprendamos a andar como justos. Que os caminhos dos ímpios sejam evitados por nós. Que nossos lábios falem vida. Que nos importemos em ganhar vidas e não riquezas passageiras. Que não durmamos durante a colheita, mas trabalhemos, como fiéis servos do Senhor.

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo treze ao capítulo quinze de Provérbios.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Provérbios 2.1-3.35

Leitura do dia 28/06.

Na postagem anterior, vimos a finalidade dos Provérbios de Salomão. Ensinar sabedoria e disciplina. Ensinar a ter uma vida disciplinada e bem sucedida, fazendo o que é certo, justo e imparcial.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-11-33.html

No capítulo dois, ordena que se preste atenção às suas palavras. Que seus mandamentos sejam guardados como um tesouro. Que se dê ouvidos à sabedoria. Que o coração se concentre no entendimento. Que clamemos por inteligência e peçamos entendimento.

Mas não apenas isso. Que busquemos a sabedoria e o entendimento como se procurássemos um tesouro escondido.

Como um tesouro escondido é procurado? Vamos nos lembrar de alguns filmes?

Normalmente alguém tomava conhecimento de um tesouro que fora escondido. Havia um mapa. Com um “x” marcado, embora de difícil interpretação. O “caçador” de tesouros, dispendia de tudo que possuía para ir atrás, encontrá-lo. Vendia tudo que tinha. Comprava os instrumentos necessários para sua procura. Deixava tudo para trás. Gastava todo seu tempo a procura desse tesouro.

O tesouro nunca estava escondido em um lugar de fácil acesso. Estava realmente escondido. Muitas vezes em cavernas no mar. Que só eram acessadas quando a maré estava baixa. E com muita dificuldade. Havia risco de morte envolvido.

Salomão nos ordena a buscar a sabedoria desta maneira. Com total desprendimento. Como um tesouro escondido.

E mais, se encontrarmos esse tesouro escondido, entenderemos o que é o temor do Senhor. Obteremos conhecimento de Deus. Sim, o Senhor se revela àqueles que o buscam como se busca um tesouro escondido. Que se desprendem de tudo que tem para essa busca. Que gastem tudo que tem para essa busca. Que empreguem todo tempo e esforço nessa busca.

Queremos conhecê-Lo verdadeiramente?

Sabemos que o tesouro existe. Temos um mapa em nossas mãos. Sua Palavra nos leva até Ele. Gastaremos nosso tempo nessa busca? Gastaremos tudo que temos?

Se encontramos a sabedoria, entenderemos o que é certo, justo e imparcial. Quantas vezes questionamos essas três coisas. Quantas vezes não sabemos o que realmente é certo. Ficamos sem saber o que é justo. E não conseguimos agir com equidade, imparcialmente.

Se encontrarmos a sabedoria, conseguiremos. Ela entrará em nosso coração. O conhecimento encherá nosso coração com alegria. Saberemos agir tomando decisões sábias. O entendimento nos protegerá. A sabedoria nos livrará dos maus. Nos livrará da prostituição. Do engano.

No capítulo três, continuamos sendo instigados a guardar os mandamentos em nossos corações. Se o fizermos, viveremos muitos anos. Uma vida cheia de paz. Salomão não fala que será uma vida cheia de bens. Mas será cheia de paz. O que é preferível, acredite.

Que a bondade e a lealdade estejam presentes em nossas vidas. Escritas no fundo de nossos corações. Sem possibilidade de serem abandonadas.

Se agirmos com bondade e lealdade, alcançaremos favor e uma boa reputação. Não apenas dos homens, mas, o que é de importância vital, do Senhor.

Precisamos colocar nossa confiança nEle, de todo coração. Não podemos depender de nosso próprio entendimento. Se buscarmos Sua vontade em tudo que fizermos, Ele nos mostrará o caminho que devemos seguir.

Não podemos nos impressionar com “nossa” sabedoria, achando que somos muito sábios a ponto de não precisarmos nos esquivar do mal. A ordem é esquivar-se do mal. Afastar-se dele. Fugir.

Que honremos o Senhor com nossas riquezas. Com a melhor parte de tudo que produzimos.

Como O temos honrado? Com nossas verdadeiras riquezas? Temos dado a Ele a melhor parte de nossas produções?

Quando formos disciplinados pelo Senhor, que nos alegremos. Ele disciplina aos que ama. Como um pai.

Que aprendamos o valor da sabedoria. Ela dá mais lucro que a prata. Rende mais que o ouro. Vale muito mais que rubis e pedras preciosas. Nada, veja bem, absolutamente nada do que possamos desejar se compara a ela. É melhor que qualquer coisa. Que qualquer posição ou riqueza.

A sabedoria oferece vida longa com sua mão direita. Com a esquerda, riqueza e honra. Nos guia por estradas que são agradáveis. Levam a uma vida de paz. É árvore de vida para quem toma posse dela. Não é para os que querem uma “pitadinha”. Ou uma "lasquinha". É preciso se apegar. Agarrar. Tomar posse.

O Senhor fez tudo com sabedoria.

Que não percamos de vista o bom senso e o discernimento. Que também nos apeguemos a eles. Dão vigor à alma. São como joias em nosso pescoço. Nos mantém seguros. Nossos pés não tropeçam. Não sentimos medo quando vamos nos deitar. Nosso sono será tranquilo.

E olha, que maravilha! Não precisamos temer o desastre repentino. Aqui não está falando de um desastre que já deu aviso. Que pode acontecer a qualquer momento. Não. É um desastre repentino. Não precisamos temer. Também não precisamos temer a destruição que vem sobre os perversos.

Estamos andando nos caminhos do Senhor. Ele será nossa segurança. Guardará nossos pés de serem presos em qualquer armadilha. E, Sua sabedoria nos ensinará a enfrentar o que precisarmos.

Salomão também nos ensina que, sempre que estiver ao nosso alcance, devemos fazer o bem a quem precisa. Não podemos pedir que a pessoa volte outro dia, se podemos ajudar naquela hora.

Que não planejemos o mal. Nem procuremos motivos para brigar. Também não devemos invejar os violentos. Muito menos imitar sua conduta. O Senhor detesta os perversos.

O maravilhoso Senhor, Criador dos céus e da terra, o Único, Absoluto, oferece Sua amizade aos justos! Ele oferece Sua amizade. Somos Seus amigos? Aceitamos esse misericordioso oferecimento?

Que busquemos a sabedoria como o valioso tesouro que é. Que busquemos Sua vontade em tudo que fizermos. Que O honremos com tudo de melhor que temos. Que sejamos obedientes. Que aceitemos Sua amizade. E, como Abraão, sejamos conhecidos como Seus amigos.

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo quatro ao capítulo seis.

Espero você. Até lá.

Provérbios 1.1-33

Leitura do dia 28/06.

Continuamos nossa caminhada através das páginas do Livro dos livros.

Na última postagem o salmista nos lembrou que devemos confiar apenas no Senhor. Os olhos de todos se voltam para Ele, com esperança.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1451-14610.html

É bom cantar louvores ao Senhor. Ele é digno de louvor. Seus louvores devem estar em nossos lábios. Sua espada afiada, em nossas mãos. Devemos louvá-Lo com instrumentos e com danças. Todo ser que respira deve louvá-Lo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1451-14610.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1471-1506.html

Agora, iniciamos um novo livro. O livro de Provérbios. Em sua maioria, escrito por Salomão. Os capítulos vinte e cinco a vinte e nove foram copiados pelos escribas do rei Ezequias. O capítulo trinta foi escrito por Agur. O capítulo trinta e um, por Lemuel.

Hoje leremos os três primeiros capítulos. Na primeira postagem, o capítulo um.

O rei Salomão especifica a finalidade de seus escritos: Ensinar sabedoria e disciplina às pessoas. Ajudá-las a compreender as instruções dos sábios. Ensinar uma vida disciplinada e bem sucedida. Para fazer o que é certo, justo e imparcial.

Como é importante que tenhamos sabedoria, compreensão e disciplina! É o que precisamos para agir de modo certo, justo e imparcial. Essas três palavras precisam ter peso em nossas vidas.

Os escritos de Salomão são tão maravilhosos que dão juízo aos ingênuos. Dão conhecimento e discernimento aos jovens. E mais sabedoria aos sábios.

Ele deixa claro que o temor do Senhor é o princípio do conhecimento, da sabedoria. O que significa? Para termos sabedoria, precisamos, antes de mais nada, temer ao Senhor. Sem esse temor, jamais alcançaremos sabedoria. Podemos ter inteligência. Sabedoria, jamais.

O primeiro teste para saber se alguém é sábio, é saber a quem teme. Se teme ao Senhor, no mínimo, está caminhando pelo caminho da sabedoria.

Salomão alerta que, como filhos, precisamos prestar atenção à correção de nossos pais e cumprir as instruções de nossas mães. Teremos graça e honra ao longo de nossas vidas, se assim fizermos.

O conselho que dá a seguir é tão atual que impressiona. Se os pecadores o convidarem a matar alguém e roubar, não aceite. Não vá com eles.

E dá um alerta. As armadilhas são montadas sem que a vítima veja, para que caiam nelas. São armadilhas que, no final, se voltam contra eles mesmos.

O destino dos gananciosos é somente um, destruição. A própria cobiça os destrói.

Como o Senhor é bom, a sabedoria grita pelas ruas. Levanta sua voz. Proclama nas avenidas para que a ouçam. Para que a sigam. Para que nos tornemos sábios.

Infelizmente, muitos não querem ouvir. Viram suas costas. Preferem desprezar o conselho e rejeitar a repreensão. Mais tarde, sofrerão as consequências de suas escolhas. Em suas almas. Comerão os frutos amargos que, com seu estilo de vida, plantaram. Se engasgarão com suas próprias intrigas.

Os que ouvem a sabedoria, no entanto, viverão em paz. Tranquilos. Sem temer o mal.

Que aprendamos a sabedoria. Que possamos andar pelos seus caminhos.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Salmos 111.1-112.10

Leitura do dia 21/06.

Na postagem anterior, vimos Davi cantando sobre sua visão do Senhor Jesus. Que canção maravilhosa!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-1101-7.html

Agora, continuaremos através dos Salmo cento e onze e cento e doze. Esses dois Salmos são poemas acrósticos. Depois da nota de introdução, cada linha começa com uma letra do alfabeto hebraico. Em sucessão.

O Salmo cento e onze começa com louvores ao Senhor e termina conclamando todos a louvarem-No para sempre.

Fala de Suas grandiosas obras. Todos que tem prazer nEle devem meditar em suas obras. Tudo que faz revela Sua glória e majestade. Seus atos e obras nos mostram quem Ele é. Sua justiça permanece para sempre. Ele mesmo nos faz recordar Suas maravilhas.

É a mesma maravilhosa história de sempre. Quando olhamos para trás, vemos Sua bondade e misericórdia nos seguindo. Sempre estiveram ali. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Tudo que Ele faz é justo. E bom. Todos Seus mandamentos, sem exceção, são confiáveis. Não nos ordena algo que não seja bom. Seu intuito é nos fazer viver melhor. É nos fazer realmente viver. Por isso, devemos obedecer com fidelidade. Com retidão. Sem arrumarmos desculpas, desvios ou adendos.

Ele mesmo pagou o resgate por nós, Seu povo. Garantiu Sua aliança para sempre. Não é um contrato que um dia terá fim. Não é uma aliança qualquer que pode ser jugada fora. Ou trocada. É uma aliança eterna. Nela, não existe divórcio.

O salmista canta que o temor do Senhor é o princípio do conhecimento. Quer conhecimento verdadeiro? Quer sabedoria? Tema ao Senhor. Todos que obedecem Seus mandamentos, ordenados para nosso bem, mostram bom senso.

O Salmo cento e doze inicia com um louvor ao Senhor. Sim, louvado seja o Senhor. O salmista canta como é feliz os que O temem e tem prazer em obedecer Seus mandamentos. Parece a continuação do anterior. Provavelmente é.

Os que tem prazer em obedecer Seus mandamentos terão filhos bem sucedidos. Uma geração inteira de justos. Que será abençoada. Terá, em sua casa, riqueza e prosperidade. Suas boas ações, e não suas riquezas, permanecerão para sempre. Nossa maneira de agir manifesta quem somos. E quem somos é o que verdadeiramente importa. Não o que temos.

Continua cantando que a luz brilha na escuridão, para o que é justo. Está escuro? Sim, muitas vezes precisamos passar pelo vale da sombra da morte. Precisamos passar por outros vales. De escuridão. Mas ali, na escuridão, a luz do Senhor brilha sobre nós.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/jesus-dorme-em-meio-tempestade-e-agora.html

Será que somos justos? O justo é compassivo. Misericordioso. E íntegro. Não julga. Muito menos, condena. É compassivo. Misericordioso. Não fica claudicando entre dois pensamentos. Ou filosofias. Ou ideias. Ou mundos. Ele é íntegro. Inteiro. Em sua completude pertente ao Senhor. Totalmente.

Ele canta que é feliz aquele que empresta com generosidade e conduz seus negócios com honestidade. Não aquele que empresta visando lucro, contando os centavos. Oprimindo. Nem aquele que acredita que os fins justificam os meios. Que dão “jeitinhos brasileiros”. Que desejam e levam vantagem em tudo. Não. Os felizes são os que emprestam generosamente e negociam honestamente. Talvez seus lucros sejam menores. Mas são felizes. Felicidade é infinitamente melhor que lucros.

Esse homem, o salmista canta com propriedade, não será abalado. A lembrança de seu nome durará por muito tempo. Ele não teme más notícias. Sabe que pode confiar plenamente no cuidado do Senhor. Não em seus negócios e lucros. Não no dinheiro que tem guardado. Nas riquezas que adquiriu. Mas no cuidado do Senhor.

Por tudo isso, este homem é confiante. Destemido. Sabe que vencerá. E, seus lucros, compartilha generosamente com os pobres. Sim, com os pobres. Não tem uma mesa redonda repleta de ricos compartilhando suas conquistas. Ele as compartilha com os pobres. Seus atos de justiça serão lembrados eternamente. Terá influência e honra. Verdadeiros. Vindos do Senhor.

O perverso verá e ficará furioso. Mas não poderá fazer nada. Ele desaparecerá. Seus desejos serão frustrados. Pelo Senhor.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Salmos 90.1-91.16

Leitura do dia 16/06.

Continuamos nossa caminhada por Salmos.

Terminamos o “Livro três”.

Vimos a oração de Davi, clamando por misericórdia. Pedindo que seja ensinado a seguir os caminhos do Senhor, para viver segundo Sua verdade. Que tenha um coração puro, para honrar Seu nome. Os filhos de Coré falam de Jerusalém e seus cidadãos, aqueles que conhecem o Senhor. Hemã canta com a melodia “O sofrimento da aflição”. Sua dor é enorme, mas não deixará de clamar ao Senhor, até ser respondido. Etã, o cantará para sempre. Fala de Davi e do Senhor Jesus.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-861-8952.html

Hoje, iniciamos o “Livro quatro”, os “Salmos Pré-Exílicos”. Leremos do capítulo noventa ao capítulo noventa e quatro.

Na primeira postagem, apenas os Salmos noventa e noventa e um.

No Salmo noventa, Moisés, homem de Deus, canta que o Senhor é o nosso refúgio. Através de todas as gerações. Antes que existisse qualquer coisa, já que tudo foi feito por Ele, já era Deus. É Deus. O Eterno. Sua oração é que entendamos como a vida é breve. Como acaba rapidamente. Aprendendo, viveremos com sabedoria.

Moisés pede que o Senhor nos satisfaça a cada manhã. Com o quê? Com Seu amor. Ah, acredite, Seu amor nos satisfaz, mais que qualquer outra coisa. Precisamos estar satisfeitos nEle, em Seu amor, para cantarmos de alegria sempre, até o final de nossas vidas. Que são curtas.

Em sua oração, pede o que nossos corações desejam. Que tenhamos alegria proporcional aos dias em que fomos afligidos. Que os anos em que sofremos sejam compensados. Que vejamos novamente Seus feitos. E que nossos filhos vejam Sua glória. Ah, que maravilha! Que Sua bondade seja sobre nós e Ele faça nossos esforços prosperar. Moisés entendia que é o Senhor que prospera nossos esforços. Um dos homens mais poderosos sabia o segredo de ter os esforços recompensados. É o Senhor quem faz, trabalhando conosco.

O Salmo noventa e um é um clássico. Há pessoas que deixam suas Bíblias abertas neste capítulo. Mas, querido, a Bíblia não é um amuleto. Ela é viva. É a verdade. Existe para nos alimentarmos dela. É através dela que aprendemos e conhecemos quem o Senhor é. Ela deve estar aberta, sim, cada dia em um capítulo, para ser lida, esmiuçada, entendida.

Lembre-se, estamos aqui apenas para levá-lo a garimpar os textos. Um versículo pode falar para mim de uma maneira, para você de outra. Não bastar ler o que escrevo. Todos precisamos garimpá-la. Sermos os donos dos tesouros que o Senhor nos revelar. Precisamos nos alimentar individualmente. Atenciosamente. Diariamente.

Voltemos ao Salmo noventa e um. Onde temos habitado? Em Seu abrigo? Se estivermos habitando nEle, encontraremos descanso à Sua sombra. Ele é completamente capaz de nos dar descanso. Sua sombra é um refrigério.

Como o salmista, precisamos declarar, de todo coração, com toda a verdade que Ele é nosso refúgio, não o cigarro, a droga, a pornografia, o poder, a bebida, a solidão. Ele é nosso refúgio. O único lugar em que estamos seguros. Ele precisa ser o nosso Deus. Individual. Pessoal. É nEle que devemos confiar.

Ele nos livrará das armadilhas que a vida nos prepara. Nos protegerá de doenças mortais. Nos cobrirá com Suas penas. Nos abrigará sob Sus asas. Sua fidelidade é como uma armadura. Proteção.

Não precisamos temer os terrores da noite. Nem as flechas que voam de dia, zunindo em nossos ouvidos. Não precisamos temer qualquer praga. Nem as calamidades que devastam. Ele está conosco. Se nos refugiarmos nEle, se fizermos dEle nosso abrigo, nenhum mal nos atingirá. Nenhuma praga se aproximará de nossas casas. Ele ordenará que Seus anjos nos protejam. Em todos os lugares onde formos. Eles nos susterão em suas mãos, assim, não machucaremos os pés nas pedras pelo caminho.
Ele protegerá os que O amam. Os que confiam em Seu nome. Quando clamarmos, nos responderá. Estará conosco no meio das dificuldades que tivermos que enfrentar. Nos resgatará. Nos dará honra. Nos recompensará com vida longa e com Sua salvação.

E, sabe, ainda que tenhamos que enfrentar doenças mortais ou qualquer outra situação terrível, Ele nos susterá em Suas mãos. Não pode deixar de ser fiel.

Que confiemos nEle, ainda que andemos pelo vale da sombra da morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Salmos 19.1-14

Leitura do dia 30/05.

Continuamos nossa caminhada através dos Salmos.

Ontem vimos que os verdadeiros heróis são os fieis.

Que permaneçamos assim até nosso último suspiro.

Também vimos que Davi reconhece o Senhor "seu tudo". É Ele quem o adestra. E quem lhe concede vitórias.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/salmos-161-1850.html

Hoje, caminharemos pelos Salmos dezenove a vinte e dois.

Nessa primeira postagem, apenas o Salmo dezenove.

Davi é um guerreiro, mas antes, é um adorador. Contempla a natureza e enxerga o Senhor.

É assim, os céus, o firmamento e toda a natureza, demonstra a glória do Senhor e Sua habilidade na criação. Um pôr do sol diferente a cada dia. Um nascer mais lindo que o outro.

O pintor mais talentoso de todos, caprichosamente nos convida a contemplar Seus feitos. Levante seus olhos e veja.

A natureza não se cansa de expressar Sua glória. É missionária vinte e quatro horas por dia. Desde que a terra foi criada. Não falha nenhum dia em falar do Senhor a toda a terra. Sim, sua voz chega em toda a parte. O tempo todo.

Dizer que fomos criados do nada, que surgimos a partir de um “bum” é uma afronta não apenas ao Criador mas à Sua natureza que fala dEle diuturnamente.

Não é lindo quando Davi diz que o Senhor preparou no céu uma morada para o sol? Em seu olhar poético, vê o sol como se fosse um noivo que irrompe depois do casamento ou ainda como um valente guerreiro que percorre com alegria, seu caminho. Nasce numa extremidade e realiza seu trajeto até a outra extremidade. Cumpre seu dever. Com destreza e alegria. Nada pode se esconder de seu calor.

Sua contemplação à natureza, eterna missionária, faz com que seus olhos se voltem para a lei do Senhor. Sim, Davi percebe que Sua lei é perfeita. Ela revigora a alma.

Diferente de ser um peso para muitos, Davi enxerga a lei como um revigorante. Conhece quem a promulgou. Com justiça e equidade.

Reconhece que Seus decretos são dignos de confiança. Dão sabedoria até ao ingênuo. Seus preceitos são justos. Não o deixam apavorados. Ao, contrário, alegram seu coração. Seus mandamentos são melhores que colírio. Límpidos. Iluminam mais que os olhos. Iluminam a vida.

O temor do Senhor é puro. Eterno. Suas instruções são verdadeiras. Todas corretas. Não há nenhuma só instrução do Senhor equivocada. Todas são corretas. Todas são para nosso bem. Para nossa alegria. Para nossa felicidade. Todas feitas baseadas no amor.

Suas instruções são tão corretas que se tornam mais desejadas que o ouro. Não qualquer ouro. Mais desejáveis que o ouro puro, testado no fogo. Sem mistura. Chegam a ser mais doces que o mel quando se tira do próprio favo. Nelas encontramos advertências para seguir o caminho correto. E teremos grande recompensa se as cumprirmos. De coração.

Davi pergunta se alguém tem a capacidade de distinguir os próprios erros. Pede que o Senhor o perdoe pelos pecados que não consegue perceber. E que o livre dos que são intencionais (esses ele percebe). Pede ao Senhor ajuda para que esses pecados intencionais não o controlem.

Lembramos do conselho do Senhor a Caim: “Se você fizer o que é certo, será aceito. Mas, se não o fizer, tome cuidado! O pecado está à porta, à sua espera, e deseja controlá-lo, mas é você quem deve dominá-lo’. – Gênesis 4.6b
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-41-26.html

Não devemos ser escravos de ninguém. Nem mesmo de nossas vontades.

Davi sabe que se dominar o pecado, será considerado inocente. E vai além. Sabe que seu interior precisa estar limpo. Clama que as palavras de sua boca e a meditação de seu coração sejam agradáveis ao Senhor. Agradáveis. Não apenas aceitas.

Continuamos na próxima postagem. Espero você. Até já.