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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Salmos 35.1-37.40

Leitura do dia 03/06.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Salmos.

Ontem vimos a confiança que Davi coloca no Senhor, mesmo em meio às dificuldades e angústias. Sabe que entende nossos corações porque nos fez. Ele é quem nos guia pelo melhor caminho, nos dá conselhos e cuida de nós. Sua Palavra é verdadeira. Podemos confiar em tudo que faz.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-311-3422.html

Hoje, caminharemos através das páginas dos Salmos trinta e cinco ao trinta e sete.

No Salmo trinta e cinco, Davi pede que o Senhor o defenda. Não é que seja chorão. Sua vida é intensa. Cheia de inimigos e acusadores. Foi ungido para ser rei de Israel. Seus inimigos não conseguem deixá-lo em paz. E ele tem um longo caminho a percorrer.

Seu coração anseia ouvir o Senhor dizer que lhe dará vitória. Enquanto isso não acontece, continua clamando. Não há ninguém que possa livrar como o Senhor. Ninguém, além do Senhor, que resgata o indefeso das mãos do forte ou que protege o pobre e o humilde dos que os exploram.

Quando seus inimigos forem derrotados pelo Senhor, Davi O louvará perante todos. O dia todo. Proclamará Sua justiça.

No Salmo trinta e seis, Davi fala sobre o pecado do ímpio. Ele sussurra em seu coração, incitando-o a continuar com suas obras más. Ele não teme o Senhor. Nem percebe sua perversidade, por causa de sua presunção. A presunção cega. Não quer agir com prudência, nem fazer o bem. Tudo que faz é distorcido e enganoso. Até à noite, quando é hora de descanso, trama maldades. Não se esforça para fugir do mal. Diferente do íntegro, que desvia-se do mal.

Ainda assim, Davi reconhece que o amor do Senhor é imenso como os céus. E Sua fidelidade vai além das nuvens. Sua bondade é tão grande que cuida das pessoas e dos animais. Seu amor é tão precioso que toda a humanidade encontra abrigo nEle. Debaixo de Suas asas. Um Deus realmente lindo. A fonte da vida. A luz pela qual vemos.

Pense um pouco nisso. O Senhor é a fonte da vida. E a luz pela qual vemos. Se olharmos para Ele, enxergaremos a verdade. Fora dele, existe apenas sombras, especulações e medo.

Que Seu maravilhoso amor seja derramado sobre todos que O conhecem. E o amam.

No Salmo trinta e sete, um dos mais belos, Davi nos ensina a não nos preocuparmos com os perversos. Nem a termos inveja deles. Como o capim, secarão.

O que devemos fazer é confiar no Senhor e fazer o bem. Buscar nEle nossa alegria. Entregar nosso caminho a Ele. Aquietar-nos em Sua presença. Esperar nEle com paciência.

Também devemos deixar a ira. Abandonar o furor. Não perder a calma. Essas emoções só nos causam prejuízos.

Davi fala do caminho do perverso. E seu destino. No final, desaparecerão.

Afirma que é melhor ser justo e ter pouco, que ser perverso e rico. Ah, como a Palavra anda na contramão do mundo! Quantas pessoas acreditam que é melhor ser rico a ser justo. Mas não atentam para o fim das coisas.

O Senhor cuida dos íntegros. Os perversos, morrerão. Eles tomam emprestado e nunca pagam. Os justos são completamente diferentes. Eles dão, com generosidade.

O Senhor se agrada dos que andam em Seu caminho. Ainda que tropecem, não cairão. O Senhor os segura pela mão.

Davi olha para trás. Lembra o Salmo vinte e três? Ele percebe a bondade e a misericórdia do Senhor seguindo não apenas ele, mas os justos. Já foi moço e agora é velho, mas nunca, repito, nunca viu o justo desamparado, nem sua descendência mendigando o pão. O justo é generoso. Empresta de boa vontade. Seus filhos são bênçãos. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Por isso, Davi nos dá mais um conselho. Que nos afastemos do mal e façamos o bem. Que sejamos justos.

Os justos ensinam o que é reto. Oferecem conselhos sábios. Guardam no coração a Lei do Senhor, por isso seus passos são firmes. Novamente preciso falar. São justos porque guardam no coração a Lei do Senhor. Seus passos são firmes exatamente por esse motivo. É a Lei do Senhor que está em seus corações. Não são filosofias vãs. É a Palavra. Que é viva e eficaz.

O perverso, não contente com suas maldades, ainda fica à espreita da vida do justo. Quer destruí-lo. Mas o Senhor não deixará que ele tenha sucesso. Nem condenará o justo quando for julgado.

Que nossa esperança esteja no Senhor. Que andemos firmemente pelo Seu caminho.

Davi sabe que há pessoas más e cruéis que florescem como se fossem árvores em seu próprio solo. Mas, também sabe que desaparecerão. Ao invés de ficarmos olhando para estes, devemos olhar para os que são íntegros e justos. Haverá um futuro maravilhoso para os que amam a paz. O Senhor salva os que nEle se refugiam.

Amanhã continuamos. Leremos a partir do capítulo trinta e oito até o capítulo quarenta e um.

Não se atenha apenas ao que comentamos aqui. Cada Salmo é vivo. Tem um significado diferente para cada um, de acordo com suas experiências. Não deixe de garimpá-los. Os tesouros são mais preciosos quando os encontramos.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Quem vence?


Vamos continuar nossa caminhada através das páginas de 2 Crônicas.

Ontem vimos que nossas atitudes são acompanhadas de consequências. Mesmo quando nos arrependemos e somos perdoados.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/nossos-atos-e-suas-consequencias.html

Hoje, caminharemos pelo capítulo treze.

Quando Abias, filho de Roboão, começou a reinar sobre Judá, era o décimo oitavo ano do reinado de Jeroboão sobre Israel. Também houve guerra entre eles.

Em uma dessas guerras, Abias preparou-se para lutar. Seu exército era de quatrocentos mil homens. Todos guerreiros escolhidos, treinados e corajosos.

Jeroboão também. Seu exército, oitocentos mil homens, igualmente escolhidos, hábeis e determinados. O dobro do tamanho do exército de Judá.

Abias postou-se no alto do monte Zemaraim, na região montanhosa de Efraim. Queria fazer algumas declarações.

Declarou a Jeroboão e a todo o povo de Israel que o Senhor havia feito uma aliança irrevogável com Davi, celebrada com sal, de que o reino de Israel seria dado a ele e a seus descendentes.

Uma aliança celebrada com sal era uma aliança de alta importância, eterna.

Disse ainda que Jeroboão havia se rebelado contra Salomão. Que a Jeroboão havia se juntado um grupo de vadios e mercenários, homens maus e infiéis. Por ser Roboão ainda muito jovem, inexperiente e inseguro, não conseguiu resistir.

Abias conclamou o povo a julgar se poderiam resistir ao Reino do Senhor, que estava sob o poder dos descendentes de Davi. Será que achavam que venceriam por que eram muitos e tinham junto a si os bezerros de ouro que Jeroboão havia feito para serem seus deuses?

Lembrou-lhes que haviam expulsado os levitas e constituído sacerdotes quaisquer que oferecessem uma "boa oferta".

Abias disse ainda que ele e o povo de Judá não haviam deixado o Senhor. Seus sacerdotes eram os filhos de Arão e os levitas estavam cumprindo suas funções. Todos os dias eram oferecidos os holocaustos como Moisés havia ordenado. Guardavam e obedeciam as orientações do Senhor.

Mas eles haviam abandonado-O.

Por esse motivo, disse, o Senhor estaria com eles. Marchando à frente deles, assim como os sacerdotes com as trombetas, para anunciarem a guerra contra os israelenses.

Abias aconselhou o povo a não pelejar contra o Senhor porque seriam arrasados.

Contudo, Jeroboão teimou. Armou uma emboscada para atacar Judá pela retaguarda. Suas tropas estavam em frente de Judá, enquanto outra parte de seus guerreiros organizava uma cilada por trás.

Quando os comandantes de Judá viram que a batalha se travava violentamente tanto pela frente como por trás, clamaram ao Senhor. Os sacerdotes tocaram as trombetas. Os guerreiros de Judá deram o grito de guerra.

Quando gritaram, o Senhor feriu Jeroboão e todo Israel diante de Abias e de Judá.

O exército de Israel fugiu. Seus soldados compreenderam que Deus os havia entregue nas mãos do exército de Judá.

Abias e seu povo fizeram grande matança entre eles. Morreram quinhentos mil homens escolhidos, filhos de Israel. Foram totalmente humilhados.

Já os filhos de Judá venceram porque depositaram toda a confiança e obediência nas mãos do Senhor.

Abias perseguiu Jeroboão. Tomou dele as cidades de Betel, Jesana e Efrom, com suas respectivas aldeias e povoados.

Jeroboão não restaurou mais seu poder. Foi ferido pelo Senhor. E morreu.

Abias se fortificou. Tomou catorze mulheres. Gerou vinte e dois filhos e dezesseis filhas. Seus demais procedimentos e palavras, estão escritos nos comentários do profeta Ido.

Que possamos aprender a depositar toda nossa confiança e obediência nas mãos do Senhor. Assim, e só assim, seremos vencedores.

Não são os grandes exércitos de homens escolhidos que vencem, é o Senhor. Mesmo em menor número. Quando confiamos nEle, a guerra é dEle. A vitória nos é dada por Ele.

É verdade que devemos estar preparados para a guerra, como os exército de Judá e Israel. Mas a vitória é daqueles que nEle confiam.

Que aprendamos essa valiosa lição.

Amanhã prosseguimos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A criatividade de Deus é ilimitada

Ainda falando sobre as estratégias do Senhor.

Volto a Gideão e vejo os trezentos contra um incontável exército montado em camelos. Percorro I Samuel novamente, meu livro preferido. E me encontro com Jônatas, a quem tanto amo.

E tenho que falar novamente desse admirável guerreiro. 

“Um dia, Jônatas ordenou ao seu jovem escudeiro: Vamos, atravessemos até o posto avançado do exército filisteu que está posicionado do outro lado.” – I Samuel 14.1

Todos estavam parados. Esperando que algo acontecesse. Jônatas tomou uma atitude. Foi, juntamente com seu escudeiro. Passaram por desfiladeiros e penhascos. E Jônatas propôs ao seu escudeiro que avançassem até onde os filisteus estavam. Ele sabia tudo o que precisava saber. “Não existe nada que possa impedir a vontade de Yahweh de nos dar a vitória, quer sejamos muitos ou poucos!” – I Samuel 14.6

Para o Senhor agir, não há necessidade de um grande exército. E aqui quero dizer que não há necessidade de quase nada. Só uma coisa é necessária: a vontade do Senhor! E, como sempre falo, alguém disponível.

O Senhor possuía uma estratégia para libertar o povo de Israel do Egito. E encontrou Moisés. Que aceitou o chamado.

O Senhor possuía uma estratégia para libertar o povo de Israel dos midianitas. Encontrou Gideão. Que aceitou o desafio.

O Senhor possuía uma estratégia para libertar o povo de Israel dos filisteus. Encontrou Jônatas. Que soube agir.

O Senhor é criativo. Criatividade faz parte de Sua natureza. Pode agir de diversas maneiras, conforme lhe apraz. Não há limite para o Criador de todo o Universo.

Então, voltemos a Jônatas. Ele e seu escudeiro foram até o acampamento dos filisteus. Jônatas teve uma ideia. Não havia tempo para novelo seco, novelo molhado como no caso de Gideão. Ou esperar alguém ter um sonho. Ou qualquer outra coisa. O exército estava ali. Diante dele. Havia uma decisão a ser tomada. E deveria ser imediata. Jônatas propôs duas alternativas ao Senhor. Não sem se expor. Ah, acredite, esse tipo de exposição agrada ao coração de Deus.

Eis o que propôs: “Partiremos na direção deles, de peito descoberto.” Há batalhas, situações, que precisamos enfrentar de peito descoberto. Nós, o Senhor e a coragem. “Se aqueles homens nos advertirem: ‘Não vos movais até que cheguemos perto!’, ficaremos parados e não avançaremos sobre eles. Entretanto, se nos convidarem: ‘Subi até nós!’, então subiremos, porque é sinal que Yahweh nos dará a vitória e os entregará em nossas mãos!” Simples assim. Não sei o que aconteceria se os filisteus falassem para eles não se moverem. Era um risco que Jônatas estava disposto a correr. Muitas vezes, riscos são necessários. É preciso prevê-los e aceitá-los ou não.

Bem, não era tão simples se você pensar exatamente naquela cena. O exército dos filisteus acampados contra Israel. Uma guarnição inteira em Micmás. Todos armados. O exército de Saul, apenas seiscentos homens. Só Jônatas e Saul tinham espadas. Mais ninguém. E, de repente, dois homens, apenas um com espada, resolvem aparecer de peito descoberto diante do inimigo. Que disposição e coragem!

Mas foi o que Jônatas fez. Confiando que o Senhor pode livrar com muitos ou com poucos. Com armas ou sem. E os filisteus gritaram que eles fossem até lá. Nesse momento Jônatas entendeu e afirmou ao seu escudeiro: “Conserva-te atrás de mim, porque Yahweh acaba de entregá-los nas mãos de Israel.” Como? Não importa! Era o Senhor quem faria. E ele foi. Engatinhando. Seu fiel escudeiro atrás. Um só coração. Uma só vontade.

Jônatas sabia quem era. Seu escudeiro e ele, peito descoberto, avançaram sobre os filisteus. A informação que precisava, era sua. O Senhor havia entregue os filisteus nas mãos de Israel. Jônatas ia atacando e derrubando os filisteus e seu escudeiro os ia matando. Mataram cerca de vinte homens. Mas o exército era enorme!

Então, há como amo esses “então” que encontramos na Bíblia, um terrível pavor tomou conta de todo o exército filisteu. Tenho que rir. Em I Samuel 14.15, fala que o pavor atingiu os que estavam no acampamento, no campo, nos destacamentos e até nas tropas de ataque. Ocorreu um terremoto e grande medo de Deus caiu sobre todos.

Deus fez sua parte! Depois que Jônatas se expôs e cheio de coragem enfrentou os filisteu, de peito descoberto.

Do outro lado, as sentinelas de Saul observaram que os soldados filisteus se debatiam e corriam para todos os lados, desnorteados.

Naquele tempo a arca da aliança estava no meio de Israel e era o costume perguntar a orientação do Senhor, diante dela. Saul pediu ao sacerdote que trouxesse a arca para saber o que fazer mas, enquanto o sacerdote foi buscar, o tumulto no acampamento dos filisteus crescia de uma maneira tão violenta que não havia mais dúvidas. Deus estava nesse negócio. Saul falou ao sacerdote que não precisava de outra resposta. A resposta estava diante dele. Bem à sua frente.

Naquele momento, Saul e seus homens partiram para o local de batalha. Ao chegar lá, encontraram todos em total confusão, atacando uns aos outros. Alguns hebreus que estavam ali, desertaram e ficaram ao lado de Saul. E o povo os perseguiu. I Samuel 14.23 afirma que o Senhor concedeu plena vitória a Israel naquele dia.

Muitas vezes pensamos e até esperamos que o Senhor nos responda com fogo ou sei lá mais o quê, mas suas respostas podem vir das maneiras mais diversas. 

Sempre volto ao Salmos 32.8 onde o Senhor fala que nos guiará com os Seus olhos. Não é raro que as respostas que procuramos nos venham de maneira muito mais simples e diversa do que esperamos.

Precisamos conhecê-Lo para que aprendamos a discernir Sua vontade. O quê, o como e o quando sempre vem depois de com quem. Ele deve ser nosso objetivo. Sua presença em nós e conosco. Seu altar restaurado em nós. Todos os outros altares derrubados, extintos. Assim, ou como lemos acima, “então”, Ele nos concederá plena vitória. 

Precisamos ter coragem como Jônatas e seguir em frente. Em toda circunstância. A cada dia. Se somos com Ele, certamente Ele será conosco.

"E eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos." - Mateus 28.20



quarta-feira, 22 de junho de 2016

Só faltam três dias

As escolhas de Josué fizeram dele uma semente que germinou. Germinou e cresceu.

Moisés morreu. O luto passou. O Senhor ordena que Josué se levante, atravesse o Jordão e tome posse da terra.

Consigo ver seu coração acelerado. Aquele povo todo está sob sua responsabilidade.

O que fazer? Quais as atitudes a tomar? Como conseguir conservar o povo unido, focado em conquistar a terra? Como fazer para o povo não escorrer como areia por suas mãos?

Então o Senhor o anima: “Ninguém poderá resistir durante toda a tua vida; assim como estive com Moisés, estarei contigo; jamais te abandonarei, nem te desampararei!” – Josué 1.5

Agora era o líder. E o Senhor o ordena a ser forte, destemido, firme e corajoso. Não para vencer as batalhas, não para montar estratégias de guerras e conquistas, mas para ter o zelo de agir de acordo com todos os Seus mandamentos, não se apartando nem para a direita, nem para a esquerda, para então, ter sucesso em todas as suas realizações.

Para ser o líder que o Senhor desejava que fosse, deveria estar com a Lei do Senhor sempre em seus lábios, meditando nela dia e noite, tendo o cuidado de agir em conformidade com o que estava escrito. Se assim fizesse, seria vitorioso em todas as empreitadas e alcançaria bom êxito.

Após esta ordem do Senhor, Josué mandou que o povo se preparasse. Informou que dentro de três dias entrariam e ocupariam a terra prometida. Três dias. O deserto estava chegando ao fim. Só faltavam três dias.

Então, todos os homens foram circuncidados. Porque todos os homens de guerra, que haviam saído do Egito, morreram no caminho. Tragicamente. Só Josué e Calebe sobreviveram.

Repousaram no acampamento. Até que a dor passasse. Até que fosse apenas uma cicatriz. E o Senhor afirmou: “Hoje removi de sobre vós a humilhação sofrida no Egito”. Depois da dor.

Celebraram a Páscoa, enquanto estavam acampados em Gilgal. Dor. Sofrimento. Cura. Renovação. Novo tempo. Vitória.

Estavam prestes a viver o futuro.

Josué convocou a todos os homens de guerra, inclusive das tribos de Rubem, Gade e a metade da tribo de Manassés a passarem à frente do povo, para guerrearem por Israel e tomarem posse da terra. Responderam em alta voz, que obedeceriam em tudo a Josué, desde que o Senhor fosse com ele, como foi com Moisés. E o animaram, assim como o Senhor havia feito: “Tão somente sê forte e corajoso”! Tinha a promessa de que o Senhor seria com ele, como foi com Moisés. Então, podia prosseguir.

Em nossas vidas passamos por muitas lutas e dificuldades. Quantas vezes estamos a apenas três dias de sair do deserto e tomar posse da nossa terra, mas temos que passar por Gilgal. Lugar de dor e sofrimento.

Anime-se! Depois de Gilgal, o deserto chegará ao fim. São apenas três dias.

Prepare-se! Três dias e o Senhor fará maravilhas em nosso meio. Não podemos desistir. Falta pouco para o deserto acabar.



domingo, 22 de maio de 2016

Enfrentando nossas guerras


É certo que as lutas e dificuldades virão.

Muitas vezes, quando abrimos os olhos estamos em meio a um redemoinho de lutas. Sem que possamos escolher.

Somos todos guerreiros. Que enfrentam guerras todos os dias. Em nossas mãos, o poder da escolha: que tipo de guerreiro serei?

Quando Israel ia à guerra, segundo Deuteronômio capítulo 20, os guerreiros eram lembrados que, mesmo sendo os inimigos mais poderosos, não deveriam se entregar ao medo, pois o Senhor estava com eles. Nenhum guerreiro iria para a guerra se seus pensamentos estivessem em outro lugar que não fosse aquela batalha. Os medrosos não deveriam ir, para não desanimarem seus companheiros. Só iam à batalha os que estavam focados e tinham coragem.

Que tipo de guerreiro somos nós? Os processos nos capacitaram? Estamos focados? Queremos vencer? 

Precisamos ser como os guerreiros de I Crônicas. O capítulo 5 (versículos de 18 a 22) e 12 (versículos de 8 a 15) nos falam de guerreiros vencedores. Guerreiros experientes nas batalhas. Para isso temos que passar por elas. Não existe uma fórmula mágica ou instantânea. A experiência, só pela prática. Ainda que estejamos cansados, temos que guerrear. Focados.

Que sejamos hábeis com o escudo da fé e a espada do Espírito. Aqui é preciso praticar, conhecer, saber manejar e então, utilizar com destreza. 

Que sejamos certeiros no manejo de arcos e armas de guerra. Nossa vida, dons e talentos sendo usados a serviço do Senhor e das pessoas. 

Que acertemos ferozmente o inimigo com nossas escolhas e atitudes. 

Que clamemos ao Senhor em nossas batalhas. É certo que sem Ele é impossível continuar a caminhada.

Que sejamos por Ele ajudado, porque toda a nossa confiança está depositada tão somente nEle. E só por Ele nos mantemos em pé. Ele compreende nossas fragilidades. Sabe nossos limites. E nos anima. Nos fortalece.

Que sejamos guerreiros que sabem que a batalha não é nossa. É do próprio Senhor dos Exércitos, o Todo Poderoso, o Senhor do Universo. Aquele que nunca perdeu e que não sabe o que é se cansar. É Ele quem está ao nosso lado e é nossa retaguarda. Seus braços estão ao nosso redor. A nos proteger e amparar.

E, não vamos nos esquecer, de modo algum que devemos aproveitar nossos vales e cavar poços, muitos poços. Para abençoar muitas vidas. Esse é o nosso chamado, o nosso DNA: "Sê tu, uma bênção!" Independente das circunstâncias. E das lutas que nos assolam.

Que sejamos como os descendentes de Gade. Guerreiros corajosos e treinados, que manejam com destreza o escudo e a lança. Que nossos rostos sejam fortes e decididos, como o rosto de um leão. Que sejamos ágeis como as mais rápidas corças. Que, em nossa fraqueza tenhamos o valor de um exército de cem homens e em nossa força, que sejamos como mil soldados. Que atravessemos rios, mesmo que transbordem em todas as suas margens, e saqueemos o inferno.

Que sejamos como os guerreiros de Davi em Hebrom, como em I Crônicas 12.23-40. Guerreiros sempre muito bem armados para a guerra, com escudo e lança. Nunca esquecendo nossas armas de defesa e ataque. 

Fé é o nosso escudo, para desfazermos os dardos inflamados do maligno. A Palavra e nossos dons, os ataques. 

Que sejamos guerreiros treinados e prontos para o combate, a cada dia. Que o renovo do Senhor esteja sobre nós e nos faça sempre valentes. 

Que sejamos valorosos soldados. Conhecidos por nossos feitos. Indicados pelo Senhor, por nossos nomes, lembrando quem somos. 

Que sejamos poderosos estrategistas, como os duzentos chefes da tribo de Issacar, que sabiam como Israel deveria agir em QUALQUER circunstância. Que comandavam todos os seus parentes, como conta em I Crônicas 12.32.

Que sejamos soldados corajosos, experientes e hábeis com todo tipo de arma, prontos para a guerra. Decididos a cooperar com Deus. Sempre prontos para qualquer combate.

Quem pode com um guerreiro assim? Nosso destino é a vitória!

Que sejamos como Davi em I Crônicas 14.8-17. Se os filisteus vêm contra nós com todo o seu exército a fim de nos prender, que saiamos para enfrentá-los. Eles sempre vêm. Tendo ou não um Golias, eles sempre vem. 

Que consultemos ao Senhor. Peçamos-lhe as estratégias e em seguida, ação. Porque toda oração produz uma ação. Não há como ser diferente.

Que o Senhor dizime os nossos inimigos, da mesma forma que uma enchente causa uma grande destruição.

Que "batizemos" nossas vitórias de "O Senhor que Rompe os Obstáculos".

Que sejamos como Davi. Forte e valoroso. Que consulta ao Senhor. Que aguarda Seu conselho e que age de acordo com Seu comando.

E que, a cada dia consultemos ao Senhor, porque os vales continuam sendo atacados, mas os tempos e as estratégias mudam. E se fizermos exatamente como o Senhor nos orientar, Ele irá adiante de nós e ferirá todo o exército inimigo.

Por isso a importância, sempre, de gastar tempo com Ele, de estar em Sua presença, de ouvir Sua voz. E aprender.