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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Miqueias 6.1-7.20

Leitura do dia 29/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Miqueias.

Na última postagem vimos o reino futuro do Senhor. A volta de Israel do exílio. O nascimento do Messias em Belém. E a purificação do remanescente.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/miqueias-41-515.html

Hoje, caminharemos pelos dois últimos capítulos.

O Senhor pergunta o que fez a Seu povo para que se cansasse dEle. Que respondam. Afinal, Ele os tirou do Egito. Resgatou da escravidão. Seu povo não se lembra de como o rei de Moabe quis amaldiçoa-los, e Ele transformou a maldição em benção. Não se lembra da sua viagem do Vale das Acácias até Gilgal, quando lhes revelou sua fidelidade.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-231-2425.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/06/so-faltam-tres-dias.html

Seu povo faz perguntas incoerentes. Devem trazer-Lhe holocaustos? Devem se prostrar diante dEle com ofertas de bezerros de um ano? Devem oferecer milhares de carneiros e dez mil rios de azeite? Devem sacrificar seus filhos primogênitos para pagar por seus pecados? Quanta estupidez!

O Senhor já lhes declarara o que é bom. O que Ele requer de cada um. A prática da justiça, do amor e da misericórdia e ander humildemente com Seu Deus. Ele não quer sacrifícios. Quer relacionamento.
Quem for sábio, terá temor.

O pecado de Seu povo é muito grande. Suas casas estão cheias de tesouros conquistados pelo engano. Calculam o peso dos cereais com medidas falsas. Seus comerciantes usam balanças e pesos mentirosos. Os ricos conseguiram suas riquezas com extorsão e violência. Estão acostumados com a mentira. Suas línguas não conseguem dizer a verdade.

Por tudo isso, o Senhor estava enviando um exército de destruição. Por causa de seus pecados, ficariam em ruína. Comeriam e não se fartariam. Continuariam a sentir dores de fome. Mesmo que tentassem economizar, ficariam sem nada. O pouco que conquistassem seria dado a seus conquistadores. Semeariam e não colheriam. Espremeriam azeitona e não se ungiriam com o óleo. Pisariam usas e não teriam vinho.

Obedecem às leis do rei Onri ao invés de obedecerem às leis do Senhor. Seguem às práticas do rei Acabe, não às de Davi. Serão tratados com desprezo onde estiverem. Servirão de exemplo para que todos aprendam o que acontece com quem desvia seus caminhos do Senhor.

Miqueias sofre por seu povo. Sente-se como alguém que apanha frutas depois da colheita e nada consegue para comer. Não há um cacho de uva sequer, nenhum figo para saciar sua fome. Os fiéis e honestos desapareceram da terra. Olha ao redor. Só vê assassinos. Pessoas que preparam armadilhas até para seus irmãos. Suas  mãos estão adestradas. Para fazer o mal.

Governantes e juízes exigem subornos. Os mais influentes mandam em tudo. Fazem o que querem. Tramam juntos para perverter a justiça. O mais honesto deles é mais perigoso que uma cerca de espinhos. Parece muito com os dias que também estamos vivendo.

Ele também fala que não pode confiar em ninguém. Nem no melhor amigo. Ou na esposa. Ou no pai. No filho. Na mãe. Na filha. Na nora. Na sogra. A situação é desesperadora.

Mas, o dia que o Senhor anunciou está se aproximando.

Miqueias dá um brado. Ainda que todos estejam afastados do Senhor, não deixará de buscá-Lo. Espera nEle. Confiante em Sua salvação. Sabe que o Senhor o ouvirá. Sabe que, ainda que caia, se levantará. Por causa do Senhor. Ainda que esteja em trevas, Ele será sua luz.

Identifica-se com seu povo. Será paciente enquanto é castigado por causa de seus pecados. Depois do castigo, sabe que Ele defenderá sua causa. Fará o que é direito. O Senhor o levará para a luz. Verá Sua justiça. Seus inimigos verão que o Senhor está a seu lado. Ficarão envergonhados de terem perguntado onde Ele estava.

Miqueias também vê o dia que se aproxima, quando muitos virão até Israel. Para conhecer o Senhor. Ele realizará grandes milagres por Seu povo. Como fez quando os tirou da terra do Egito. Todas as nações ficarão admiradas. Sairão de seus esconderijos ao encontro do Senhor. Elas O temerão e tremerão em Sua majestosa presença.

O coração do profeta se enche de alegria ao lembrar que não há ninguém como Ele, que perdoa e esquece os pecados. Que não permanece irado para sempre. Que tem prazer em mostrar Seu amor. Que tem compaixão. E lança os pecados nas profundezas do mar, onde não pode ser mais visto ou alcançado. Ele mostrará Sua fidelidade e amor. Como prometeu há muito tempo, a Abraão e Jacó.

Terminamos aqui o livro do profeta Miqueias.

Que aprendamos com ele a buscar o Senhor e esperar confiantemente nEle. Apenas e tão somente nEle.

Continuamos amanhã. Leremos o livro do profeta Naum. Apenas três capítulos.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

2 Reis 4.38-44

Leitura do dia 06/04.

Na postagem anterior, vimos que o Senhor é o Deus do impossível. Eliseu mais uma vez foi usado para trazer vida. Onde antes não havia nada e depois só havia  morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-417-37.html

Continuamos ainda pelas páginas do capítulo quatro, a partir do versículo trinta e oito. Até o final.

Eliseu voltou a Gilgal. A fome assolava toda a região.

Os discípulos dos profetas estavam sentados à sua frente. Em sua mesa. Ele pediu a seu servo que colocasse uma panela grande no fogo e preparasse uma sopa para os profetas.

Mas não havia o que comer. Nem ao menos algo para fazer a sopa. Um deles saiu ao campo para apanhar verdura. Encontrou uma espécie de trepadeira silvestre. Apanhou alguns frutos e encheu deles sua capa.

Chegando em casa, cortou-os e colocou-os no caldeirão do ensopado, embora ninguém soubesse o que era. Não conheciam aquela trepadeira.

O ensopado foi servido aos homens. Assim que o provaram, gritaram a Eliseu que havia morte na panela. Não conseguiram mais comer. Claro.

Mais uma vez Eliseu se depara com uma situação de morte. O que fazer? Provavelmente alguns haviam comido. Estavam agora apavorados. Outros, nem quiseram experimentar. Quem queria ser envenenado? Ninguém!

Consegue imaginar o pavor do discípulo que foi pegar a verdura e trouxe veneno?

Gosto da proatividade de Eliseu. Ordenou que trouxessem farinha. Despejou na panela e orientou que os homens fossem servidos para que pudessem se alimentar em paz.

Sim, a panela é a mesma panela. A verdura é a mesma verdura. A tal da trepadeira que ninguém conhecia. Mas, depois que Eliseu colocou a farinha, já não havia mais qualquer perigo naquele caldeirão. A morte foi dizimada.

E eles comeram. Ninguém questionou. Sabiam quem era Eliseu e quem era o Deus que Eliseu servia. Se dizia que podiam comer em paz, podiam.

Depois, um homem veio de Baal-Salisa. Lembre-se que são tempos difíceis. A fome assolava aquela região. Mas esse homem veio de outra cidade, trazendo consigo pães das primícias, vinte pães de cevada, feitos dos primeiros grãos da colheita, e também algumas espigas verdes. Era uma oferta.

Eliseu orientou que seu servo servisse ao povo. Não desejou guardar os pães, escondê-los apenas para si. Se importava com as pessoas. Cada vez que o vemos em cena, Eliseu demonstra a importância que dá aos outros. Está sempre abençoando. Mulheres. Homens. Crianças. Famílias. Cidades. Reinos.

O servo de Eliseu ficou horrorizado. Como servir vinte pães e algumas espigas a cem homens? Os mais “espertos”, os mais “rápidos”, os que estivessem mais próximos aos pães, comeriam. Os outros não. Impossível. São cem homens. Apenas vinte pães!

Eliseu simplesmente respondeu que servisse, porque a palavra do Senhor era que comeriam e ainda sobraria. Diante dessa Palavra do Senhor, dita através de Eliseu, seu servo começou a repartir o pão. Não tinha como duvidar.

Sabe o que aconteceu? Todos se alimentaram e ainda sobrou. Simples assim. Como vimos na última postagem, para o Senhor não há nada impossível.

Ele pode suprir todas as nossas necessidades. E pode até suprir as necessidades de outros através de nós, mesmo quando temos pouco. Basta que nos coloquemos na posição que Eliseu se colocou, de ser um abençoador.

Qual tem sido nossa posição? Quando temos algo, guardamos apenas para nós mesmos porque não sabemos como será o dia de amanhã ou repartimos com os que nada tem?

Que sigamos o conselho de Salomão em Eclesiastes 11.1,2: “Envie o grão da sua colheita mar afora, com o tempo isso lhe trará retorno. Invista seus recursos em vários lugares, pois desconhece os riscos adiante“. Ou: "Dê com generosidade, pois mais adiante suas dádivas voltarão para você". Ou ainda: "Distribua com generosidade o teu pão como se o atirasse sobre águas e depois de algum tempo o receberás de volta. Reparte com sete e mesmo com oito o que tens, pois não sabes que desgraça pode vir sobre a terra”.

A matemática do Senhor é diferente. Se eu guardo, perco. Se reparto, tenho.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-voce-e-eu-disponiveis-para.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/confio-em-deus-em-meio-as-adversidades.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/continuamos-nossa-viagem-atraves-do.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/a-segunda-multiplicacao-dos-paes-e.html

Nos importamos com as pessoas? Suas necessidades? Suas dores? Suas dificuldades?

Continuamos.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/posso-repartir-o-pouco-que-tenho.html

quarta-feira, 3 de abril de 2019

2 Reis 2.1-18

Leitura do dia 05/04.

Na última postagem vimos que, mesmo ocupando uma alta patente no exército real, um capitão teve a coragem de se ajoelhar e por tal atitude, sua vida e a vida do seu pelotão, foram poupadas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-19-18.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo dois. Do versículo um ao dezoito.

O texto não fala como ficaram sabendo, mas os discípulos dos profetas, assim como Eliseu, sabiam que Elias seria levado aos céus, sem passar pela morte.

Lembra de Eliseu? Trabalhava com uma junta de boi arando a terra e o Senhor ordenou que Elias o ungisse profeta em seu lugar. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-191-21.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2016/04/eliseu-e-seu-chamado.html

Isso não aconteceu de uma hora para a outra. Não acontece. Para alguém se tornar um profeta, leva tempo. Tempo de renúncia. De oração. De comunhão com o Senhor. De humildade. De separação. Lembra de João, o Batista? http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/joao-o-batista.html

Mas agora, finalmente, parece que chegou a hora de Eliseu passar a protagonista de história, não apenas o servo de Elias. http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/andando-na-presenca-de-deus.html

Estavam ambos em Gilgal. No meio do caminho, Elias ordenou que Eliseu ficasse ali enquanto ia a Betel, pois o Senhor o havia enviado até aquela cidade. Eliseu não concordou. Respondeu que tão certo como o Senhor vive e como Elias vivia, não ficaria longe de Elias. Ia junto.

E foram. Chegando em Betel, os discípulos dos profetas, quando viram Eliseu, foram falar com ele. Sabiam até que seria aquele dia que o Senhor levaria Elias para os céus. Perguntaram a Eliseu se também sabia. Ele respondeu que sabia e ordenou que se calassem.

Depois Elias lhe ordenou que ficasse em Betel, pois o Senhor o estava enviando a Jericó. A decisão de Eliseu era tão forte, que jurou pelo nome do Senhor e pela vida de Elias que não se separaria dele.

O que Eliseu está querendo? Quer estar junto, para presenciar o que o Senhor fará com Elias? Sabe que chegou o dia? Está pronto?

Os dois foram juntos a Jericó. Quando chegaram lá, os irmãos, seguidores dos profetas, perguntaram a Eliseu se ele sabia que naquele dia o Senhor levaria seu mestre para os céus, por sobre a cabeça de Eliseu. Ele sabia. E pediu que não tocassem mais neste assunto. Esses homens sabiam até como seria!

O que será que passava pela cabeça de Eliseu? Ah, como é difícil nos separarmos de nossos mestres, nossos líderes e das pessoas que exercem autoridade sobre nós. Ele não ia se afastar de Elias, sabia que o dia havia chegado, mas não queria que tocassem no assunto.

Elias novamente ordenou que Eliseu ficasse ali. Iria até o rio Jordão. O Senhor o estava enviando.

Novamente Eliseu contestou. Disse que como era certo que o Senhor vive e que a alma de Elias vivia, não o deixaria seguir só. Então, foram juntos ao Jordão.

Cinquenta discípulos dos profetas também foram. Todos queriam saber o que aconteceria. Ficaram observando à distância, quando Elias e Eliseu pararam às margens do rio Jordão.

Elias tomou seu manto, dobrou-o e bateu com ele nas águas. Sim, isso mesmo, bateu seu manto (ou sua capa), nas águas. Imediatamente elas se dividiram. Os dois atravessaram sobre terra seca. Nenhum dos dois se molhou. Simples assim.

Logo que atravessaram o Jordão, Elias falou para Eliseu que pedisse o que quisesse que lhe fizesse. Antes que fosse levado.

Eliseu não foi pego de surpresa. Não precisou “inventar” um pedido “à queima roupa”. Não. Ele sabia o que aconteceria. E estava ao lado de Elias. Esperava ansiosamente que lhe fosse feita aquela pergunta. Estava pronto para a resposta. Sabia o que queria.

Eliseu respondeu que queria, como herança, porção dobrada do seu poder espiritual. Uau! Será que teríamos essa coragem?

Precisamos lembrar que toda unção, todo poder, toda herança, carrega responsabilidades. Eliseu queria mais responsabilidades que Elias. Queria influenciar mais que Elias. Quanta ousadia! Sabia o que Elias havia passado. Todos os riscos de vida. Provações. Mas era o que queria. Por isso estava ao seu lado, aprendendo e servindo. De prontidão.

Lembre-se também que, quanto maior a unção, maior a responsabilidade. Maior a renúncia.

Elias respondeu que seu pedido era muito difícil. Se Eliseu o visse sendo levado, seu pedido seria atendido. Se não visse seu arrebatamento, não seria.

Continuaram caminhando e conversando. De repente, um carro de fogo, puxado por cavalos em chamas, separou-os um do outro. Elias subiu aos céus, num redemoinho.

Assim que viu tudo isso acontecendo, Eliseu gritou: “Aba, meu mestre! Meu pai! Tu foste com os carros de guerra e os cavaleiros de Israel!”

Eliseu ficou olhando. Que visão era aquela! Quando já não podia mais segui-lo com os olhos, tomou suas próprias vestes e as rasgou ao meio. Em seguida pegou o manto de Elias, que tinha caído, voltou e parou às margens do Jordão.

Tomou o manto de Elias, bateu com ele nas águas, e perguntou onde estava o Senhor, o Deus de Elias. Na mesma hora as águas se separaram em duas partes. Eliseu passou sobre terra seca. Foi até o outro lado do rio.

Os discípulos dos profetas de Jericó observavam tudo à distância. Quando viram o que acontecera, exclamaram, com convicção que o poder espiritual de Elias agora repousava sobre Eliseu.

Foram até ele e inclinaram-se com o rosto rente ao chão. Disseram-lhe que havia cinquenta homens guerreiros entre eles, seus servos. Pediram que os deixassem ir atrás de Elias, seu senhor, afinal, podia ser que o Espírito do Senhor o tivesse levado e deixado sobre algum monte ou algum vale.

Elias lhes ordenou que não mandassem ninguém procurá-lo. Sabia que o Senhor o havia levado. Definitivamente.

Eles o importunaram até aborrecê-lo. Consentiu que fossem. Mandaram cinquenta valentes, que o procuraram por três dias sem encontrá-lo. Voltaram a Jericó, onde Eliseu havia permanecido. Ele os admoestou, lembrando que havia dito para não irem.

Que aprendamos a nos calar como Eliseu e aguardar os acontecimentos, quando assim o Senhor nos orientar.

Que saibamos o que desejamos, para responder como Eliseu, no momento oportuno. Ainda que o preço seja alto.

Que saibamos perseverar, sendo servos, sendo muitas vezes invisíveis aos olhos humanos, como Eliseu. Um dia chegará a vez de sermos os protagonistas. E precisamos estar prontos.

Que saibamos agir quando chegar a hora de estarmos à frente, de sermos os protagonistas. O profeta e não mais "apenas" o "servo de Elias".

Será que o autor de Reis ainda falará de Eliseu? Ele realmente recebeu a herança que pediu?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/e-hoje-voce-esta-pronto.html

sábado, 16 de março de 2019

1 Samuel 13.1-23

Leitura do dia 16/03.

Continuamos nossa caminhada através de 1 Samuel.

Ontem vimos Saul sendo ungido rei. Depois o vimos ser proclamado rei. Suas atitudes são surpreendentes. Ele derrota os amonitas. E Samuel se despede. Com as mãos limpas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-101-27.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-111-15.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-121-25.html

Hoje continuamos através dos capítulos treze a quinze.

Nesta postagem, o capítulo treze.

Saul estava com trinta anos quando começou seu reinado. Reinou durante quarenta e dois anos.

Nesta época, a guerra contra os filisteus era constante. Saul escolheu três mil soldados do exército de Israel para ficarem em campanha. Dois mil, mandou para Micmás e à região montanhosa de Betel. Mil foram com Jônatas, seu filho, para Gibeá.

Logo que chegou, Jônatas atacou e derrotou o destacamento dos filisteus em Geba.

Saul tocou a trombeta por todo Israel. Os soldados foram convocados para se reunirem a Saul em Gilgal.

Com a vitória de Jônatas, os filisteus odiaram os israelitas como nunca. Reuniram um exército de três mil carros de guerra, seis mil cavaleiros e tantos guerreiros que não se podia contar. Eram como os grãos de areia na praia.

Os homens de Israel ficaram tão apavorados que se esconderam em cavernas, matagais, entre as rochas, buracos e cisternas. Alguns até atravessaram o Jordão.

Lembra que Samuel ordenara a Saul para esperá-lo por sete dias em Gilgal? Pois é. Ele estava esperando. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-101-27.html

Mas...

Os soldados começaram a se dispersar. Saul começou a ficar desesperado. Ia acabar sem soldados.

Era o sétimo dia. O dia de Samuel encontrá-lo. Ele não esperou mais. Considerou que Samuel estivesse atrasado, embora ainda fosse o sétimo dia. Ofereceu o holocausto. O que não era sua função.

Exatamente no instante em que terminou de oferecer o holocausto, Samuel chegou. Saul foi cumprimentá-lo, mas Samuel imediatamente perguntou o que ele fizera.

Saul respondeu que vira seus homens se dispersando, Samuel não havia chegado no prazo combinado, os filisteus estavam prontos para lutar, ele ainda não havia pedido ajuda ao Senhor. Por isso, sentiu-se na obrigação de oferecer o holocausto.

Ah, que aprendamos que as circunstâncias não devem nos obrigar a fazer algo que não faz parte do nosso chamado. Não podemos fazer o que o Senhor não nos ordenou. Também não podemos agir antes do tempo dEle.

Se Saul estivesse esperado uns minutos a mais...

Samuel o chamou de tolo. Não guardara o mandamento do Senhor. Por ter assumido uma função que não era sua, não obedecendo ao Senhor, seu reino não permaneceria.

Começo a ficar triste. Esse homem não parece o mesmo que foi ungido rei. Tão diferente das atitudes que vimos ontem.

Samuel lhe diz que seu reino não permanecerá, mas não o vemos tomar nenhuma atitude. Não o vemos mostrar arrependimento. Nada. Apenas continua como se nada tivesse acontecido. Precisa ir para a guerra.

Na verdade, precisa se arrepender. E clamar ao Senhor.

Samuel partiu de Gilgal. Saul contou seus soldados. Só restavam seiscentos.

Os filisteus acamparam em MIcmás. Três grupos de ataque deixaram o acampamento. Cada um foi para um lado.

Naqueles dias não havia ferreiros em Israel. Os filisteus não permitiam. Assim, Israel não possuía espadas ou lanças. Sempre que precisavam afiar os arados, enxadas, machados e foices, tinham que levar a um ferreiro filisteu. Que cobrava em prata.

No dia da batalha, ninguém tinha espada ou lança. Somente Saul e Jônatas.

Um exército de apenas seiscentos soldados contra carros de guerra, cavaleiros e guerreiros que não se podiam contar. E nem tinham espadas ou lanças.

Que situação!

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 15 de março de 2019

1 Samuel 12.1-25

Leitura do dia 15/03.

Na postagem anterior vimos a humilhação que Naás, rei de Amom quis impor sobre Israel. Quando Saul soube, ficou enfurecido. Israel se reuniu como um só homem. E o Senhor lhes deu vitória sobre os amonitas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-111-15.html

Agora, continuamos através do capítulo doze de 1 Samuel.

O povo foi a Gilgal renovar o compromisso do reino. Samuel se despede. É hora de sair de cena. Saul já foi proclamado rei, três vezes.

Ele pergunta ao povo se roubou, enganou, oprimiu, aceitou suborno ou perverteu a justiça enquanto julgou a Israel. Se fez alguma destas coisas, que apontem para que ele restitua. Quer sair de cena completamente em paz.

Todos respondem que não. Ele sempre foi um juiz íntegro. Que lindo!

Ah, como precisamos de homens assim!

Samuel declarou que eles eram testemunhas, assim como o rei, de que suas mãos estavam limpas. Todos concordaram. Eram testemunhas. Suas mãos estavam limpas.

Samuel continuou. Lembrou-lhes que o Senhor escolhera Moisés e Arão. E os tirou da terra do Egito. Confrontou-os com todos os atos de justiça que o Senhor fizera por eles e seus antepassados.
Lembrou-lhes que rapidamente se afastaram do Senhor. Por isso, foram oprimidos. Quando clamaram, porém, o Senhor levantou Juízes que os libertaram.

Depois, ficaram com medo do rei de Amom e pediram um rei também. O Senhor lhes concedeu o que pediram.

Agora era hora de continuarem a temer e servir ao Senhor, demonstrando que reconheciam que o Senhor era o Deus deles. Se, porém, se afastassem dEle, Sua mão pesaria, como fez com seus antepassados.

Samuel disse que lhes daria um sinal , para mostrar que haviam agido com maldade quando pediram um rei ao Senhor.

Não era tempo de chuva. Era a época da colheita do trigo. Nunca chovia. Mas ele pediria ao Senhor que enviasse trovões e chuva forte, naquele dia.

Ele clamou. O Senhor enviou os trovões e a chuva forme. Todo o povo ficou temeroso. Com medo do Senhor e de Samuel. Pediram que Samuel orasse em favor deles. Reconheciam que acrescentaram mais um pecado à sua vasta lista, quando pediram um rei.

Samuel respondeu que não deveriam temer. Fizeram muito mal, mas agora era hora de olhar para frente. Servir somente ao Senhor. Não adorar nenhum outro deus além dEle. O Senhor não os abandonaria. Isso traria desonra ao Seu nome.

Quanto a ele, não pecaria contra o Senhor, deixando de orar por eles. E mesmo em sua idade avançada, continuaria a ensiná-los o que era bom e correto diante do Senhor.

Samuel aconselhou que temessem ao Senhor. Que o servissem fielmente. De todo o coração. Deviam pensar em todas as maravilhas que o Senhor fizera por eles. Mas, se continuassem a pecar, eles e o rei seriam destruídos. Lembra? Alternativa “a”, alternativa “b”.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-111-1429.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-281-3020.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-21-331.html

Hoje terminamos aqui. Que amemos e sirvamos apenas o Senhor.

Amanhã continuamos. Do capítulo treze ao capítulo quinze.

Espero você. Até lá.

1 Samuel 11.1-15

Leitura do dia 15/03.

Na postagem anterior, Samuel ungiu Saul rei sobre Israel. Depois, o proclamou rei diante do povo. Mesmo escondido entre as bagagens, não pôde escapar.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-101-27.html

Que não nos escondamos quando o Senhor nos chamar. Há uma missão a cumprir! Apresentemo-nos a Ele, rapidamente.

Agora, continuamos através do capítulo onze de 1 Samuel.

Aproximadamente um mês após a unção de Saul, o rei de Amom, Naás, atacou Jabe-Gileade. Seus habitantes pediram um acordo. Não queriam guerra. Eles o serviriam.

Naás concordou, mas havia uma condição. Arrancaria o olho direito de todos na cidade. Deixou claro que sua intenção era humilhar Israel.

As autoridades de Jabes-Gileade pediram um prazo. Sete dias. Se não encontrassem alguém que lutasse por eles, se submeteriam à humilhação. Se entregariam.

Os mensageiros chegaram a Gibeá, onde Saul morava. O povo ouviu a notícia. Todos choraram em alta voz.

Saul, o rei, estava trazendo seus bois do campo. Perguntou o que estava acontecendo. Por que estavam chorando?

Novamente Saul sobe no meu conceito. Estava trabalhando, embora fosse o rei. Além disso, importou-se com o choro do povo.

Quando lhe contaram sobre Jabes-Gileade, o Espírito do Senhor veio poderosamente sobre ele. E ele ficou enfurecido. É, isso mesmo. O Espírito do Senhor veio sobre ele e ele ficou enfurecido. Era o que precisava. Não podemos ficar alheios à injustiça. Há momentos em que não adianta chorar, precisamos agir.

Saul pegou dois bois. Cortou-os em pedaços. Enviou mensageiros com os pedaços dos bois, por todo Israel. Sua mensagem dizia que aquilo aconteceria com os bois de quem se recusasse a seguir Saul e Samuel na batalha!

Uau! Que homem de atitude! Também não vai sozinho à guerra. Sabe o valor de Samuel. Quer que esteja a seu lado. Na liderança.

O temor do Senhor veio sobre todos. Saíram para guerrear como se fossem um só homem.

Ah, que a Igreja do Senhor possa ser assim! Que saiamos para guerrear como um só homem. Um só corpo. A noiva do Senhor.

Precisamos de um exército assim! Hoje. Agora.

Saul reuniu o exército. E contou. Havia trezentos mil soldados de Israel e trinta mil de Judá.

Enviou uma mensagem a Jabes-Gileade dizendo que os salvaria. No dia seguinte. Antes do meio-dia.

Consegue imaginar o alívio daquela cidade? Não seriam humilhados por Naás. Não perderiam seus olhos.

Os homens de Jabes-Gileade disseram a Naás que, no dia seguinte, se entregariam.

Mas, no dia seguinte, Saul chegou. Dividiu seus soldados em três destacamentos. Como Gideão fizera. Atacou os amonitas de surpresa. Antes do meio-dia já havia massacrado o exército de Naás. Os que escaparam não conseguiram se reunir, nem mesmo de dois em dois.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-71-25.html

Após a vitória, o povo perguntou a Samuel onde estavam os homens que disseram que Saul não reinaria sobre eles. Iriam matá-los.

Saul, porém disse que ninguém morreria naquele dia. Era dia de celebração. Dia que o Senhor os livrara de seus inimigos. Reconheceu que a vitória veio do Senhor, não de suas mãos, de seu exército.

Que linda sua atitude! Para que vingança? Era dia de comemorar o que o Senhor fizera!

Samuel chamou a todos para irem a Gilgal. Ali, renovariam o compromisso do reino. Foram.
Ofereceram holocaustos e ofertas de paz. Saul novamente foi proclamado como rei de Israel. Agora, em uma cerimônia solene.

Que aprendamos a agir, quando for a hora, ao invés de apenas lamentar. Que aprendamos a perdoar. A justiça e a vingança pertencem ao Senhor.

Que não nos escondamos do nosso chamado. Que reconheçamos que a vitória vem do Senhor.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

1 Samuel 10.1-27

Leitura do dia 15/03.

Continuamos nossa maravilhosa caminhada pelas páginas do livro de 1 Samuel.

Ontem vimos o povo reunido em Mispá, lançando seus deuses fora e voltando para o Senhor. Enquanto estavam em Sua presença, o Senhor guerreou com eles contra os filisteus.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-71-17.html

Também vimos Israel pedindo um rei ao Senhor. Não queriam ser diferentes das outras nações.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-81-22.html

Samuel e Saul se encontraram. O Senhor escolheu Saul para reinar sobre Israel. Um homem lindo, alto, obediente e que honrava seu pai.Muito bom. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-91-27.html

Hoje continuamos nossa caminhada através dos capítulos de dez a doze.

Nessa primeira postagem, o capitulo dez de 1 Samuel.

Samuel ordenou que Saul ficasse. Tinha uma mensagem do Senhor para ele. Samuel o ungiu. Derramou uma vasilha de óleo em sua cabeça. Depois, o beijou.

Explicou que estava fazendo aquilo porque o Senhor nomeara Saul como líder sobre Israel, sua propriedade especial.

Samuel lhe contou o que aconteceria no caminho de Saul até chegar em casa. Serviria de sinal para ter certeza de que o Senhor o escolhera como líder de Israel.

Primeiro, encontrariam dois homens próximos ao túmulo de Raquel. Eles contariam que as jumentas foram encontradas e seu pai já estava preocupado com ele. Já traçando planos para procurá-lo.

Depois, no carvalho de Tabor (os carvalhos são grandes e serviam para sinalização de locais específicos), encontrariam três homens que estavam indo a Betel. Um estava com três cabritos. Um com três pães. O outro com uma vasilha de vinho. Iam adorar. Eles os cumprimentariam e ofereceriam a ele dois pães. Saul devia aceitar.

Continuando seu caminho, em Gibeá-Eloim, bem onde ficava o destacamento dos filisteus, encontrariam um grupo de profetas. Estavam voltando da adoração. Tocando harpa, tamborim, flauta e lira. Profetizando. O Senhor viria poderosamente sobre ele e profetizaria com eles.

Quando esses sinais acontecessem Saul deveria fazer o que “tivesse que fazer”. O Senhor estaria com ele.

Em seguida, Saul iria a Gilgal. Lá esperaria durante sete dias. Quando se encontrassem, Samuel lhe diria o que fazer.

Assim que Saul partiu, o Senhor lhe deu um novo coração. Tudo que Samuel falou, aconteceu.

Quando Saul terminou de profetizar, foi ao lugar de adoração.

Seu tio perguntou-lhe onde estavam. Saul contou-lhe que foram procurar as jumentas perdidas. Não encontrando, foram a Samuel, que lhes disse que haviam sido encontradas.

Saul não contou a seu tio sobre a unção que havia recebido para reinar. Não era tempo.

Consegue imaginar esse rei? Com todas as qualidades que falamos. E além daquelas, ainda é prudente. Sabe ficar calado. Sem contar que o Senhor lhe deu um novo coração.

Passado algum tempo, Samuel convocou todos para irem a Mispá. Falou ao povo que, embora o Senhor os libertara do Egito e os conduzira, eles O rejeitaram, pedindo um rei. Teriam um rei.

Que todos se apresentassem ao Senhor, de acordo com suas tribos e clãs. Um sorteio seria realizado, para que o rei fosse escolhido diante do Senhor e do povo.

A tribo de Benjamim foi sorteada. Em seguida, a família de Matri. Por fim, Saul, filho de Quis.

Não o encontraram junto ao povo. Perguntaram ao Senhor se ele estava presente. O Senhor respondeu que sim. Que estava escondido entre a bagagem.

Hum... Um homem com as qualidades dele escondido. Não combina! Fico com “a pulga atrás da orelha”.

Encontraram-no e o trouxeram. Seu porte maravilhava a todos. Impossível não notar. O homem era mais alto que todos. Os outros chegavam apenas aos seus ombros.

Samuel disse ao povo que ele era o homem que o Senhor escolhera para ser seu rei. “Não há ninguém semelhante a ele”. Uau! Quem não queria um rei assim?

Todo o povo gritou: “Viva o Rei!”.

Samuel explicou novamente os direitos e deveres do rei. Escreveu num rolo e colocou diante do Senhor. Todos voltaram para casa.

Saul foi acompanhado por um grupo de homens. Homens que o Senhor tocara seus corações para seguí-lo.

Mas havia alguns desocupados que zombaram dele, dizendo que nunca os salvaria. Desprezaram-no e não lhe deram presentes.

Sabe o que Saul fez? Nada. Não lhes deu atenção.

Novamente Saul sobe no meu conceito. O Senhor o fizera rei. Não ia dar atenção àqueles que o desprezavam.

Continuamos na próxima postagem. Espero você. Até já.

terça-feira, 5 de março de 2019

Juízes 2.1-3.31

Leitura do dia 05/03.

Na postagem anterior vimos que Israel não conquista toda a terra.
Vimos também que o livro de Juízes não começa em ordem cronológica. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-11-34.html

Agora, caminharemos através das páginas dos capítulos dois e três.

O anjo do Senhor, que estava em Gilgal, foi até outra cidade e apareceu aos israelitas. Disse tudo que o Senhor havia feito por eles. Lembrou-lhes Sua parte na aliança e disse que as cumpriu. Já o povo de Israel não.

Ele pergunta por que não obedeceram Suas ordens? Eram simples e diretas.

Agora, não expulsaria mais os habitantes da terra. Seriam como espinhos em suas costas. Seus deuses, armadilhas.

Quando o anjo do Senhor terminou de falar, o povo chorou. Aquela cidade passou a se chamar Boquim, “pranteadores”.

Embora tenham chorado, não mudaram suas atitudes. Choro não muda ninguém. Muito menos remorso. Apenas arrependimento traz mudança.

O autor fala novamente da morte de Josué. E onde foi enterrado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/josue-231-2433.html

E aí começa a descida de Israel.

Eles fizeram o que era mal aos olhos do Senhor. Serviram às imagens de Baal e da deusa Astarote. Abandonaram o Senhor. Serviram os deuses dos povos ao redor.

O Senhor os deixa à própria sorte. Não conseguem mais resistir seus inimigos. Toda vez que vão à batalha, o Senhor se posiciona contra eles, provocando sua derrota. O Senhor avisara, sob juramento, que tal aconteceria se O deixassem.

Viviam em grande angústia.

Então o Senhor levanta os juízes para livrá-los de seus opressores. Mas, sempre que o juiz morre, eles voltam a fazer o que era mal aos olhos do Senhor, prostituindo-se, seguindo a outros deuses.

Aqui o Senhor explica porque não expulsou todos os inimigos da terra. Para provar Israel. Para ensiná-los.

Essa nova geração não tinha lutado. Recebera tudo “de mão beijada”. Precisavam aprender a lutar. A conquistar. A ganhar experiência no campo de batalha. Amadurecer. Mas não quiseram.

E a geração anterior? Me pergunto. Será que falou do Senhor e Suas obras como deveriam? Ao acordar, ao caminhar, ao sentar e ao deitar? Acho difícil.

Israel foi posto à prova. E não passa no teste.

Casaram com os povos que o Senhor ordenou que destruíssem. E serviram seus deuses.

Tenho vontade de chorar. Rasgar minhas roupas e colocar pó sobre minha cabeça.

Tenho vontade de me rasgar. Por que somos tão difíceis? Por que demoramos tanto para obedecer e nos desviamos tão rapidamente?

Por que temos tanta dificuldade para aprender? Por que não aprendemos?

Estavam com o gabarito e não passaram no teste.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-111-1429.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-281-3020.html

E quanto a nós? Temos o gabarito em nossas cabeceiras e em nossos celulares. Mas o temos em nossos corações?

Por causa de sua prostituição espiritual os israelitas serviram ao rei de Arã-Naaraim durante oito anos. Até que pediram ajuda ao Senhor. Esperaram oito anos para pedir ajuda ao único que podia ajudá-los.

O Senhor levantou Otniel, o sobrinho de Calebe para libertá-los. Ele foi o primeiro Juiz dessa época conturbada de Israel. O Espírito do Senhor veio sobre ele. Guerreou contra o rei de Arã e o Senhor o entregou em suas mãos. Depois disso, a terra ficou em paz durante quarenta anos. Até que Otniel morreu.

Os israelitas voltaram a fazer o que o Senhor detestava. Tornaram-se escravos de Eglom, rei de Moabe, durante dezoito anos.

O primeiro período de servidão foi de oito anos. Agora, dezoito. Estão se acostumando a sofrer na mão de seus inimigos, “deixando a vida levá-los”. E não clamam ao Senhor durante um longo tempo.

Passaram dezoito anos de escravidão. Pedem socorro ao Senhor. Ele levanta Eúde.

Eúde era canhoto. No tempo de levar o tributo a Eglom, prendeu um punhal de dois gumes, com cerca de quarenta centímetros em sua coxa direita.

As pessoas esquecem que nós, os canhotos existimos. Ninguém examinou sua coxa direita. Entrou armado à presença de Eglom. Entregou o tributo. Quando estava voltando, disse que tinha uma mensagem secreta para lhe entregar.

Se era secreta, o rei mandou que se calasse. Voltou com ele ao seu palácio. Ordenou que seus servos se retirassem.

O que um homem desarmado poderia fazer?

Quando estavam sozinhos, Eúde falou que tinha uma mensagem do Senhor para ele. O rei levantou-se. Não gostou daquilo. Mas era tarde demais.

Eúde puxou o punhal de sua coxa direita e enfiou em sua barriga. Eglom era muito gordo. O punhal desapareceu sob sua gordura. Ele morreu. Eúde fechou a porta. Saiu escondido.

Quando os servos de Eglom foram até ele, a porta estava fechada. Acreditaram que estava usando seu banheiro. E esperaram. Como demorou muito, pegaram outra chave e abriram a porta. O rei estava morto.

Enquanto isso, Eúde já havia chegado à região montanhosa de Efraim. Ali, tocou a trombeta e convocou o povo à guerra. Atenderam sua convocação. Desceram, com ele à frente.

Eúde lhes disse que o Senhor os entregara Moabe. E assim foi. Moabe foi derrotado.

Depois de Eúde, o Senhor levantou Sangar., que em certa ocasião, matou seiscentos filisteus com um ferrão de conduzir bois.

A terra ficou em paz por oitenta anos.

Nosso texto de hoje termina aqui.

Que nossas lágrimas não sejam de remorso e sim de arrependimento. Lágrimas de crocodilo não servem para nada.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que O amemos e nos apeguemos a Ele. Que não façamos alianças com outros deuses, quaisquer que sejam.

Continuamos amanhã.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Josué 10.1-43

Leitura do dia 28/02.

Na postagem anterior vimos que os gibeonitas enganaram Josué e as autoridades de Israel. Eles não consultaram ao Senhor e fizeram aliança com um dos povos que deveria ter sido destruído.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-91-27.html

Agora, continuamos nossa caminhada no capítulo dez de Josué.

O rei de Jerusalém, Adoni-Zedeque ouviu tudo que aconteceu com Aí e Jericó. Também ouviu que os gibeonitas fizeram aliança com Israel. Ele temeu muito. Sabia que os gibeonitas eram guerreiros valentes.

Conclamou cinco reis para juntos atacar Gibeom. Não pensaram em atacar Israel. Não. Atacariam Gibeom e os destruiriam por terem feito acordo com Israel.

Quando estavam sendo atacados, os gibeonitas enviaram um pedido de socorro a Israel. Um pedido que não podia ser negado. Havia uma aliança entre eles.

Israel juntou suas tropas. Não sem antes ouvir a palavra do Senhor. O Senhor disse que daria todos aqueles reis nas mãos de Josué.

Marcharam a noite toda. Pegaram os amorreus de surpresa. E aparece outra estratégia do Senhor nesta guerra. Ele os encheu de pânico. De tal maneira que Israel massacrou muitos deles.

Não ficou somente nisso. Os amorreus recuaram. Enquanto recuavam, o Senhor enviou uma chuva de granizo que matou muito mais do que os que foram mortos à espada.

Quem pode lutar contra o Senhor e Seu exército?

Nesse dia, Josué orou ao Senhor diante de todo o povo. Ordenou que o sol e a lua parassem. E ainda disse onde deviam parar: “Que o sol pare sobre Gibeom, e a lua sobre o vale de Aijalom!” – Josué 10.12b

E assim foi.

O acontecimento foi tão extraordinário que foi escrito no Livro de Jasar. Infelizmente não tivemos acesso a ele. Mas foi escrito. Nunca antes, nem depois, houve um dia como esse, quando o Senhor respondeu a uma oração como essa.

Não interessa se foi a terra que parou. O que interessa é que, aos olhos de todos, o sol e a lua pararam.

Foi notório que o Senhor lutou por Israel naquele dia.

Depois de terminada a batalha, voltaram a Gilgal.

Quando Josué ficou sabendo que os cinco reis fugiram e estavam escondidos numa caverna em Maquedá, ordenou que tampassem a saída da caverna. Eles ficaram lá, presos. Alguns soldados vigiando.

Os demais perseguiram os inimigos até que aniquilaram quase todos. Cinco exércitos.

Depois disso, ninguém teve coragem de falar mais nada contra Israel.

Josué voltou ao acampamento em Maquedá, ordenou que os reis fossem retirados da caverna e os matou. Antes, ordenou que seus comandantes colocassem o pé no pescoço dos reis e disse que o Senhor faria assim com todos os inimigos que enfrentassem.

Em uma só campanha Josué conquistou toda a região montanhosa, o Neguebe, as colinas do oeste e as encostas dos montes. Derrotou todos os seus reis. Um após o outro. Cidade após cidade. Não deixou nenhum sobrevivente. Seguiu todas as ordens do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/07/conquistando-o-que-foi-prometido.html

Depois voltaram para o acampamento em Gilgal.

Hoje terminamos aqui.

Que o Senhor vá à nossa frente em todas as batalhas que enfrentarmos. Que guerreie por nós.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo onze ao capítulo treze.

Espero você. Até lá.

Josué 8.1-35

Leitura do dia 28/02.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Josué.

Ontem vimos a travessia do Jordão e os monumentos ali levantados. Um dentro do rio e outro no acampamento de Gilgal.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-41-24.html

Os homens de Israel foram todos circuncidados. Depois, celebraram a Páscoa.

Após a circuncisão e a celebração da Páscoa, o Comandante do Exército do Senhor apareceu a Josué, ordenando-lhe que tirasse suas sandálias. Estava em terra santa.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-51-15.html

Vimos também a queda de Jericó, quando o Senhor monta uma estratégia que não parece em nada com as nossas. Mas que deu certo! http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-61-27.html

Triste foi ver que, apesar de alertado imediatamente antes da batalha, Acã deixou ser dominado pelo pecado. Escolheu a morte.

Também vimos que Israel foi derrotado em Aí. Não consultaram ao Senhor antes da batalha para saber Sua estratégia. Apenas espiaram a terra e foram. Por causa do pecado de Acã, trinta e seis soldados morreram. Nossas escolhas não afetam apenas a nós. Afetam muitos ao nosso redor. Para a vida e para a morte. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-71-26.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Hoje leremos do capítulo oito ao capítulo dez.

Na primeira postagem, o capítulo oito.

Depois da morte de Acã, o Senhor disse a Josué para não temer nem desanimar. Que reunisse todos os homens de guerra contra Aí. Não apenas três mil como haviam sugerido.

O Senhor deu a Josué Sua estratégia. Trinta mil dos melhores guerreiros foram à noite e acamparam próximo à cidade. Atrás dela. Escondidos.

Josué ficou no acampamento. Pela manhã cedo, atacaram a cidade. Quando o rei de Aí os viu, saiu contra eles, como da primeira vez. Fingiram que fugiam. Todos os homens de Aí e Betel foram em perseguição a Israel.

Quando estavam longe, o Senhor ordenou que Josué apontasse sua lança para a cidade. Os guerreiros que estavam escondidos entraram e a tomaram completamente. Depois a incendiaram.

A cidade transformou-se em uma grande ruína. Josué enforcou o rei. Lançaram seu corpo em frente à porta da cidade. Levantaram uma pilha de pedras.

Até o dia em que o livro de Josué foi escrito, a cidade continuava em ruínas e a pilha de pedras em cima do corpo do rei, continuava lá.

Precisamos aprender que, para cada batalha, há uma estratégia do Senhor. As fórmulas mudam. Tudo pode mudar.

Precisamos sim, espiar a terra, como Josué fez. E planejar. Mas precisamos perguntar a Ele se é assim mesmo. Ou não.

Se tivessem orado antes de ir a Aí, o Senhor teria dito que havia pecado em Israel e Ele não iria à guerra com eles.

Ir à guerra sem o Senhor é desastroso. Trinta e seis homens morreram. Quantos sonhos se perderam em Aí! Quantos sonhos se perdem por acreditarmos que nossa estratégia é excelente e vamos para a guerra com nossas próprias forças e ideias, deixando o Senhor para trás.

Que aprendamos a consultá-Lo. A ter um tempo de oração antes de nos aventurarmos em qualquer plano.

Ah, e se Acã tivesse esperado! Todo o despojo pôde ser tomado. Assim como os animais. Uma grande riqueza.

Que aprendamos a esperar a recompensa do Senhor e não cobiçarmos o que não nos pertence. O que pertence a Ele é separado, exclusivo. Não podemos tocar.

Depois da vitória sobre Aí, Josué construiu um altar ao Senhor, no monte Ebal. Seguiu todas as especificações do Senhor. Não usou nenhum instrumento de ferro. Usou as pedras em sua forma natural. Como deve ser nosso altar. Sem instrumentos, sem métodos. Pedras em sua forma natural. Simples. Apenas nós e o Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-2022-26.html

Israel apresentou ao Senhor holocaustos e ofertas de paz. Depois, enquanto todo o povo olhava, Josué copiou nas pedras as leis que Moisés havia escrito.

Todos foram divididos em dois grupos. Israelitas, estrangeiros, mulheres e crianças. Metade estava em frente ao monte Gerizim e outra metade em frente ao monte Ebal. Um grupo em frente ao outro. No meio, os sacerdotes levitas que levavam a Arca do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-111-1429.html

Tudo foi feito conforme as orientações dadas por Moisés.

Josué leu todas as bênçãos e as maldições, diante de todos. Israelitas, estrangeiros, mulheres e crianças.

O capítulo oito termina aqui.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Josué 5.1-15

Leitura do dia 27/02.

Na postagem anterior vimos Israel atravessar o Jordão e erguer um monumento para testemunho às próximas gerações.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-41-24.html

Agora, leremos o capítulo cinco.

Atravessaram o Jordão no dia décimo do primeiro mês. Próximo à Páscoa.

Os reis dos amorreus e dos cananeus ouviram que o Senhor secou o Jordão para que Israel atravessasse. Ficaram apavorados. Não havia mais ânimo neles. Como lutar com um povo que tem o Senhor como aliado? Quais as chances de vencer?

Quando Israel foi para o acampamento, o Senhor ordenou que fizessem facas de pedras e circuncidassem todos os homens. Ninguém havia sido circuncidado no deserto. Era uma nova geração.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-171-27.html

A geração antiga havia sido destruída por duvidarem continuamente do Senhor.

O Senhor disse a Josué que neste dia, após a circuncisão, que era a renovação de uma aliança, Ele tirou completamente deles a vergonha da escravidão no Egito.

Depois que todos os homens foram circuncidados, ficaram no acampamento até se recuperarem.

Enquanto estavam ali acampados, comemoraram a Páscoa. Ao entardecer do décimo quarto dia. No dia seguinte comeram pães sem fermento e grãos tostados produzidos na terra.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-121-51.html

Neste dia, quando começaram a comer da colheita da terra de Canaã, o maná parou de cair.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-161-36.html

É maravilhoso que, enquanto precisaram, o Senhor enviou diariamente o maná. Agora, não havia mais necessidade. Ele cessa.

Josué estava se aproximando de Jericó. Olhou para cima. Viu um homem em pé com uma espada na mão. Um guerreiro.

Chegou até ele e perguntou se era amigo ou inimigo. Estava prestes a entrar em uma batalha. Não era urgente saber quem era. Era urgente saber de que lado estava. Amigo ou inimigo.

O homem respondeu sua pergunta dizendo que era Comandante do Exército do Senhor. Havia acabado de chegar.

Josué, em sinal de reverência, prostrou-se a seus pés e perguntou quais ordens o Comandante trazia para ele.

Gosto da humildade de Josué. Era o líder de uma nação. E se prostra diante de um Comandante. Não um comandante qualquer, mas o Comandante do Exército do Senhor. Disposto a ouvir e obedecer suas ordens. Sabia que seriam ordens vindas do próprio Senhor dos Exércitos.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/06/josue-uma-semente-sendo-germinada-no.html

Não sei o que passou na cabeça de Josué naquele momento. O Comandante lhe daria uma estratégia específica? Quais seriam as ordens? http://www.espalhandoasemente.com/2016/06/respostas-que-meu-coracao-precisa.html

Havia apenas uma. O Comandante ordenou que Josué tirasse as sandálias de seus pés. O lugar que estava era santo. Josué obedeceu. Simples assim. Não questionou nada. Apenas obedeceu. Tirou suas sandálias.

Assim termina o capítulo cinco.

Que sejamos obedientes como Josué. Que respeitemos a santidade do Senhor. Que tiremos nossas sandálias.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Josué 4.1-24

Leitura do dia 27/02.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Josué.

Ontem vimos a ordem do Senhor a Josué. Ele precisa ser forte e corajoso. Meditar em Sua lei dia e noite. Ter o cuidado em obedecê-la.

Também vimos Josué ordenar às tribos de Rúben, Gade e à meia tribo de Manassés, que atravessem o Jordão para batalhar por seus irmãos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-11-18.html

Vimos a ajuda de Raabe, a prostituta, aos dois espias de Josué. E o cordão vermelho e a segurança que apontam para o Senhor Jesus.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-21-24.html

Israel atravessou o Jordão. Apenas os pés dos sacerdotes molharam. O restante do povo atravessou em terra seca.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-31-17.html

Hoje caminharemos do capítulo quatro ao capítulo sete.

Na primeira postagem, o capítulo quatro.

Assim que atravessaram o Jordão, o Senhor ordenou que Josué escolhesse doze líderes, um de cada tribo. Iriam até o meio do rio, onde a arca ainda se encontrava e pegariam doze pedras. Cada um trouxe uma pedra em seus ombros. Com elas, fariam um monumento.

Eram homens corajosos. Entraram novamente no rio que haviam atravessado rapidamente.

Trouxeram as pedras. Fizeram um monumento para as próximas gerações. Todos saberiam que, assim como o Senhor abrira o Mar Vermelho, também abriu o Jordão.

Josué também levantou um monumento com doze pedras, no lugar em que a arca estava parada, dentro do Jordão.

Um monumento fora do Jordão, no acampamento em Gilgal e um monumento dentro do Jordão. Um visível o outro não.

Os sacerdotes só saíram de dentro do rio depois que todas as ordens do Senhor foram cumpridas. Quando todos estavam do outro lado do Jordão, em completa segurança, os sacerdotes saíram do leito do rio, enquanto todo o povo observava. A arca ia em seus ombros, nas quatro varas próprias para carregá-la. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-41-49.html

Os guerreiros das tribos de Rúben, Gade e da meia tribo de Manassés atravessaram à frente dos israelitas. Cerca de quarenta mil homens armados para a guerra. Cumpriram sua palavra para com Moisés e Josué. O Senhor ia com eles enquanto avançavam.

Neste dia o Senhor engrandeceu Josué à vista de todos. Israel reconheceu que o Senhor era com ele e o obedeceu enquanto viveu.

Josué ordenou aos israelitas que, quando perguntassem o que significava aquele monumento de doze pedras, contariam que atravessaram o Jordão a pé enxuto. O Senhor fez assim para que todas as nações da terra soubessem o quão poderoso Ele é e para que Israel sempre O temesse.

Assim termina o capítulo quatro.

Que cumpramos nossas palavras como esses guerreiros cumpriram, atravessando à frente de seus irmãos, ainda que já tivessem recebido sua herança.

Que sejamos corajosos como aqueles homens que voltaram para pegar uma pedra, dentro do rio. Como Josué, que ergueu um monumento ali. Como os sacerdotes que carregavam a arca. E foram os primeiros a entrar no rio e os últimos a sair.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Só faltam três dias

As escolhas de Josué fizeram dele uma semente que germinou. Germinou e cresceu.

Moisés morreu. O luto passou. O Senhor ordena que Josué se levante, atravesse o Jordão e tome posse da terra.

Consigo ver seu coração acelerado. Aquele povo todo está sob sua responsabilidade.

O que fazer? Quais as atitudes a tomar? Como conseguir conservar o povo unido, focado em conquistar a terra? Como fazer para o povo não escorrer como areia por suas mãos?

Então o Senhor o anima: “Ninguém poderá resistir durante toda a tua vida; assim como estive com Moisés, estarei contigo; jamais te abandonarei, nem te desampararei!” – Josué 1.5

Agora era o líder. E o Senhor o ordena a ser forte, destemido, firme e corajoso. Não para vencer as batalhas, não para montar estratégias de guerras e conquistas, mas para ter o zelo de agir de acordo com todos os Seus mandamentos, não se apartando nem para a direita, nem para a esquerda, para então, ter sucesso em todas as suas realizações.

Para ser o líder que o Senhor desejava que fosse, deveria estar com a Lei do Senhor sempre em seus lábios, meditando nela dia e noite, tendo o cuidado de agir em conformidade com o que estava escrito. Se assim fizesse, seria vitorioso em todas as empreitadas e alcançaria bom êxito.

Após esta ordem do Senhor, Josué mandou que o povo se preparasse. Informou que dentro de três dias entrariam e ocupariam a terra prometida. Três dias. O deserto estava chegando ao fim. Só faltavam três dias.

Então, todos os homens foram circuncidados. Porque todos os homens de guerra, que haviam saído do Egito, morreram no caminho. Tragicamente. Só Josué e Calebe sobreviveram.

Repousaram no acampamento. Até que a dor passasse. Até que fosse apenas uma cicatriz. E o Senhor afirmou: “Hoje removi de sobre vós a humilhação sofrida no Egito”. Depois da dor.

Celebraram a Páscoa, enquanto estavam acampados em Gilgal. Dor. Sofrimento. Cura. Renovação. Novo tempo. Vitória.

Estavam prestes a viver o futuro.

Josué convocou a todos os homens de guerra, inclusive das tribos de Rubem, Gade e a metade da tribo de Manassés a passarem à frente do povo, para guerrearem por Israel e tomarem posse da terra. Responderam em alta voz, que obedeceriam em tudo a Josué, desde que o Senhor fosse com ele, como foi com Moisés. E o animaram, assim como o Senhor havia feito: “Tão somente sê forte e corajoso”! Tinha a promessa de que o Senhor seria com ele, como foi com Moisés. Então, podia prosseguir.

Em nossas vidas passamos por muitas lutas e dificuldades. Quantas vezes estamos a apenas três dias de sair do deserto e tomar posse da nossa terra, mas temos que passar por Gilgal. Lugar de dor e sofrimento.

Anime-se! Depois de Gilgal, o deserto chegará ao fim. São apenas três dias.

Prepare-se! Três dias e o Senhor fará maravilhas em nosso meio. Não podemos desistir. Falta pouco para o deserto acabar.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Eliseu, você e eu, disponíveis para abençoar


Vamos ler um pouco mais sobre Eliseu? Continuando em II Reis capítulo 4. 

Aparentemente se relacionava melhor com as pessoas do que Elias.

As águas da cidade eram ruins, reivindicaram uma solução dele. A água acaba, pedem uma solução para ele. A esposa de um dos discípulos dos profetas fica viúva, sem dinheiro, com dívidas como herança, clama por Eliseu. Eliseu se importava.

À semelhança de Jesus, Eliseu pergunta: "Que posso fazer por ti? Dize-me, que tens em casa?" Ela responde que não tem nada, apenas uma única vasilha de azeite. Quer dizer que alguma coisa havia. Era pouco, é verdade, mas havia. Apenas uma vasilha. De azeite.

Eliseu manda que pegue muitas vasilhas emprestadas, feche a porta e derrame o azeite nas vasilhas. Ia brotar azeite puro. Um ato de fé. Como encher diversas vasilhas de azeite com o azeite que enchia apenas uma? Mas é o que acontece. O azeite só para de brotar quando não há mais vasilhas. 

Se formos fazer uma analogia, o Senhor só não derrama Sua unção quando não há mais pessoas disponíveis e aí sempre voltamos para o fato do Senhor só precisar de alguém disponível, de alguém que se posicione para ser um vaso usado por Ele. Para ser cheio do Seu azeite.

Bem, ela obedece. Enche as vasilhas. Conta ao profeta, que lhe instrui a vender, pagar suas dívidas e viver do restante. Fico imaginando quantas vasilhas essa mulher e seus filhos juntaram. Possuía apenas uma vasilha, que se transformou no seu sustento, na sua fonte de renda.

O final do capítulo conta que Eliseu vai a Gilgal. Fizeram uma comida com uma erva daninha. De novo, gritam a ele que resolva. Eliseu manda colocar farinha na panela. Manda servir, para que os homens comam em paz. Engraçado que na história de Elias havia a viúva que só tinha um pouco de azeite e farinha. Aqui, duas histórias. Uma com azeite, a outra com farinha. Unção e palavra. Palavra é vida, alimento.

Era uma época em que a fome assolava aquela região. Um homem chegou de outra cidade para abençoar aquelas pessoas. Trazia consigo vinte pães. Era muito, mas não para alimentar cem homens. Olha aí o  "modus operandis" de Deus! Poucos pães. Muitos homens. 

Eliseu manda o servo dar os pães aos homens. O servo questiona "Como servirei a cem homens?" Eliseu responde: "Assim diz Yahweh, o Senhor: comerão e ainda sobrará." E foi o que aconteceu. O servo repartiu o pão. Eles comeram. E ainda sobrou. De novo alguém que se posicionou. Alguém que deu, mesmo sendo pouco. Alguém que abençoou e o Senhor multiplicou.

Que sejamos, a cada dia, desses que se posicionam! Pessoas com quem Deus pode contar. Que andam por fé e não por vista. Que agradam o Seu coração. Que estão dispostas a abençoar. Com muito. Com pouco. Com o que tem. Disponibilidade. É o que Deus procura. 

O que você tem em suas mãos? O que você tem em sua casa?