Leitura do dia 11/10.
Abra sua Bíblia e vamos lá! Hoje iniciamos a leitura do Novo Testamento. Uma nova e fantástica caminhada!
Ontem lemos sobre o dia futuro de julgamento. O chamado ao arrependimento. A promessa de misericórdia. A necessidade das gerações se converterem umas às outras.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/malaquias-31-46.html
Leremos os três primeiros capítulos de Mateus. Na primeira postagem, apenas os dois primeiros.
De acordo com a Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, cada evangelho foi escrito com o objetivo único de apresentar Jesus sob as diferentes perspectivas de cada um de seus autores, de acordo com o público a quem são endereçados. Mateus não é um evangelho cronológico. É um evangelho sistemático e tópico. Didático. Pedagógico. De obscuridade e abatimento. De realeza. Oficial e estruturado. De antagonismo e rejeição judaicos, embora seja um evangelho dirigido aos judeus, com sessenta e cinco citações do Antigo Testamento (Bíblia de estudos e sermões de Charles Haddon Spurgeon, Nova Versão Transformadora, Publicações Pão Diário. Usada com permissão).
O livro inicia-se com a genealogia do Senhor Jesus, a partir de Abraão. As genealogias eram muito importantes para os hebreus. E, normalmente, só contavam com o nome do pai. Aqui aparecem cinco mulheres. Tamar, Raabe e Rute. Todas eram estrangeiras, “gentias”. No entanto, fazem parte da genealogia do Senhor Jesus. A quarta foi mulher de Urias e depois de Davi.
Diferente de nós, o Senhor não é preconceituoso. Essas mulheres foram corajosas e lutaram para mudar suas vidas, seus destinos. E o Senhor as valorizou por isso. Estão aqui, inseridas na árvore genealógica do Senhor Jesus.
A quinta mulher é Maria. Virgem, achou-se grávida do Espírito Santo. Deus precisava se tornar homem para cumprir Sua justiça. E o fez. Usando uma adolescente corajosa, que aceitou tal desafio. E um homem maravilhoso, que temia ao Senhor.
José, ainda noivo de Maria, descobriu sua gravidez. O texto não nos conta como José descobriu. Se foi Maria quem contou ou se ouviu algum comentário.
Eram noivos. O noivado naquela época era algo muito sério. Não podia ser desmanchado, a não ser através de uma carta de divórcio. Embora não houvesse relação sexual durante esse período, a noiva era considerada esposa legítima do noivo.
O texto nos fala claramente que, como José era um homem justo, resolveu anular o casamento secretamente. Dessa maneira, evitava que Maria fosse acusada publicamente de adultério e possivelmente, apedrejada até à morte.
Ele acreditava ter sido traído por Maria, no entanto, como era justo, não ia expô-la. Que homem é esse? Exatamente o homem que o Senhor poderia contar para ser o “pai adotivo” de Jesus. Um homem que podia passar por cima de seu orgulho para não prejudicar a mulher com quem deveria se casar.
Mas, assim que pensou em fazer dessa maneira, teve um sonho. Ah, quando queremos ser justos, o Senhor de alguma maneira, nos mostra a verdade e o caminho a seguir! No sonho o anjo contou que Maria estava grávida por obra do Espírito Santo e ele não deveria temer tomá-la como esposa. O anjo ainda disse como a criança deveria chamar: Jesus, ou em hebraico Yehoshu’a, que significa “O Senhor é Salvação”. Ele salvaria o seu povo de seus pecados. José acreditou. Por mais loucas que essas informações pareçam ser e são, José acreditou. Ao acordar, José obedeceu ao Senhor e recebeu Maria como sua esposa.
E assim, iniciamos a leitura do livro de Mateus. Eu, completamente apaixonada pelo Senhor, que valorizou mulheres guerreiras, e por José, um homem justo e obediente.
Se você quiser saber um pouco mais sobre a esposa de Urias, leia:
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/davi-e-seus-tragicos-erros.html
E se desejar saber mais sobre Raabe e Rute, leia:
http://www.espalhandoasemente.com/2016/07/o-deus-que-acolhe-e-transforma.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/deus-nao-se-esqueceu.html
Tal qual o rei Davi, Jesus nasceu em Belém. Era necessário para que se cumprisse o que havia sido escrito pelo profeta Miqueias, em seu livro, no capítulo 5, versículo 2.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/miqueias-41-515.html
Homens sábios, vindos provavelmente da Pérsia ou do Oriente Médio, que estudavam os tempos e as estrelas, chegaram em Jerusalém perguntando onde se encontrava Aquele que era nascido o rei dos judeus. Estavam ali para adorá-Lo.
Quando o rei Herodes, rei por aliança política com Roma e não por legitimidade, ficou sabendo, perturbou-se. Imediatamente reuniu os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei, para saber onde deveria nascer o Cristo, o Ungido, o Esperado. Eles lhe informaram que seria em Belém.
Por que esses chefes dos sacerdotes e os mestres da lei não foram junto com os sábios do Oriente, para também adorar o Rei? O que adianta conhecer a lei e até ensiná-la se não segui-la, não amá-la?
Sabiam a lei, mas ela não produzia transformação em suas vidas. Eram aliados de Herodes e estavam satisfeitos. Felizes com suas posições na sociedade. Um novo rei nascendo, ainda que legítimo, implicaria em mudança de vida, de atitude, o que muitas vezes não é nada agradável, principalmente quando se alcança uma determinada posição.
Os sábios, que não faziam parte do povo de Israel, ficaram sabendo seu destino. Continuaram seu caminho e voltaram a ver a estrela, o que fez com que seus corações se enchessem de júbilo. Seguiram-na até que finalmente parou, exatamente sobre o lugar onde estava o menino. Quando O viram, prostraram-se e O adoraram. Que lindo!
Os primeiros homens que adoraram o Senhor Jesus não faziam parte do povo de Israel! Eram estrangeiros. Fico tão empolgada com essa informação que tenho vontade de sair dançando e cantando. Fico realmente emocionada. Meu coração se enche de júbilo, quase como se eu estivesse lá, junto com eles.
Jesus, o Desejado das Nações, Aquele que iria morrer por amor ao mundo inteiro, conforme está escrito em João 3.16. Ah e se você me conhece, sabe que tenho que dar uma pausa aqui. E chorar. E louvar. E cantar. Como diz uma música, “Ele me amou primeiro e eu O amarei para sempre”.
https://www.youtube.com/watch?v=uIwcPcZhl-Q
https://www.youtube.com/watch?v=--LgNkYj6zE
Os sábios do Oriente além de adorá-Lo, deram-Lhe presentes. Ouro, incenso e mirra. O ouro remete à realeza, o incenso à oração (vida espiritual) e a mirra ao sofrimento, era usada para aliviar a dor. Além da simbologia, havia a parte prática desses presentes. Podiam ser facilmente carregados e trocados, vendidos por seus proprietários, em qualquer lugar.
Foram avisados em sonho para não voltarem a Jerusalém. Partiram para suas terras por outro caminho.
Depois que os sábios partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho (outro José sonhador?) e o ordenou que se levantasse e fugisse para o Egito. Herodes iria procurar o menino para matá-lo. José deveria ficar lá até o anjo lhe informar o que fazer.
Ah, cada dia mais gosto de José. Não esperou uma semana, ou um dia que fosse. Não esperou o sol estar mais fraco ou mais forte. Levantou, ainda durante a noite. Tomou Maria e Jesus e fugiu. Foi exatamente para onde o anjo lhe instruiu. Que homem é esse? Tem minha total admiração e respeito.
Ficaram no Egito, até que Herodes morreu. Aqui também havia um propósito. Era necessário que se cumprisse o que havia sido dito pelo profeta Oseias, em Oseias 11.1a que diz “...e do Egito chamei meu filho”.
Tão logo Herodes percebeu que os sábios do Oriente não voltaram a Jerusalém para informá-lo sobre o local exato do nascimento do menino, ficou furioso. Mandou matar todos os meninos com até dois anos, em Belém e região. Mais uma profecia se cumpria sobre o nascimento de Jesus. O profeta Jeremias havia predito que Raquel choraria por seus filhos. Está em Jeremias 31.15.
Após a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu novamente em sonho a José e o instruiu a voltar para a terra de Israel. José, que não procrastinava, levantou-se e foi. Lá ficou sabendo que Arquelau reinava na Judeia em lugar de seu pai Herodes e temeu. Novamente o anjo o instrui. Foram para a região da Galileia, também chamada a Galileia dos “Gentios”, pelo número de "gentios" que ali viviam. Ficaram morando na cidade de Nazaré. Outra profecia se cumprindo.
Aqueles que deveriam esperar o nascimento de Jesus para adorá-Lo e presenteá-Lo não o fizeram. Não tiveram nem a curiosidade de ir junto com os sábios do Oriente para ver o “tal rei nascido”.
Estrangeiros, provavelmente da Pérsia ou do sul da Arábia, aguardavam a vinda do Messias, com o coração, não apenas com a teoria. Estudavam os céus. Viram a estrela que de alguma maneira apontava para esse tão aguardado nascimento e vieram adorá-Lo. Estrangeiros. Os primeiros a adorá-Lo.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Como José, filho de Israel, José, esposo de Maria, tinha sonhos reveladores. Se desejar saber mais sobre José, filho de Israel, leia: http://www.espalhandoasemente.com/2015/11/amo-filmes.html
José era um homem fascinante. Temente ao Senhor. Obediente. Ágil. Um homem que não procrastinava. Ah, como tenho a aprender com José! Um homem que confiava no Senhor. “Levanta, faz isso”, ele ia. “Levanta, faz aquilo”, ele ia. Como um coração obediente alegra ao Senhor!
http://www.espalhandoasemente.com/2016/07/obediencia-e-chave.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/08/vamos-voltar-gideao-capitulos-6-e-7-de.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/amamos-jesus.html
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Mateus 1.1-2.23
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quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Isaías 61.1-63.19
Continuamos nossa caminhada através do livro de Isaías. Quase chegando ao fim.
Ontem vimos o tipo de jejum que agrada ao Senhor. Suas advertências em relação ao pecado de Seu povo. Sua admiração por não encontrar ninguém que quisesse ajudar os oprimidos, ninguém que ficasse na brecha. E a glória futura de Sua cidade, Jerusalém.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/isaias-601-22.html
Hoje, caminharemos a partir do capítulo sessenta e um. Até o capítulo sessenta e três.
Em um maravilhoso sábado, na cidade de Nazaré, o Senhor Jesus estava em uma sinagoga. Deram-lhe o livro de Isaías para que lesse. Ele o abriu. Encontrou o lugar onde estava escrito o que, hoje, lemos no capítulo 61. Leu o versículo um e parte do versículo dois. Após ler, fechou o livro. Devolveu-o ao assistente da sinagoga e sentou-se.
Tente imaginar a cena.
Todos olhavam atentamente para Ele, ainda que tivesse apenas lido. Esperavam algo. O ambiente da sinagoga estava mudado. Silêncio. Então, Ele falou. Naquele dia, aquela Escritura estava cumprida. Que presença tinha nosso Senhor! Leia, essa história está contada em Lucas 4.16-20.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/02/a-escritura-de-isaias-se-cumpre.html
Como Seus discípulos, também fomos ungidos para levar as boas novas aos pobres. Aos que anseiam por boas notícias. Ele também nos enviou para consolar os corações quebrantados. Para proclamar que os cativos serão soltos. E os prisioneiros do pecado, serão libertos. Também nos enviou a dizer aos que choram que é chegado o tempo do favor do Senhor.
Somos Seus imitadores, como filhos amados (Efésios 5.1)! Em Sua justiça, nos faz grandes como carvalhos. Foi Ele mesmo que nos plantou. Para Sua glória.
Somos chamados a reconstruir as ruínas antigas. Restaurar os lugares que há muito tempo foram destruídos. A renovar cidades devastadas, gerações após gerações. Quando, aos poucos, tijolo a tijolo foram sendo retirados, como se não houvesse importância.
Quando nos dá esse chamado, está nos remetendo ao antigo caminho do Senhor. A restaurar o significado de Sua palavra. A renovar a Verdade e a Justiça, deixadas de lado tempos atrás. Sim, nós, Seu povo, seremos chamados sacerdotes do Altíssimo. Ministros do nosso Senhor.
Temos a promessa de que, um dia, em lugar da vergonha, receberemos dupla honra. Prosperidade em dobro. E alegria sem fim. Ele, o Senhor, ama a justiça. Odeia o roubo e a maldade. Recompensará fielmente Seu povo. Em uma aliança permanente. Todos saberão quem O serve, quem é Seu povo. Assim como o Senhor Jesus se alegrou no Pai, também nos alegraremos. Suas vestes são roupas de salvação. Seu manto, a Justiça. Ele é como o noivo com suas vestes de casamento.
E, maravilha das maravilhas, mostrará Sua justiça às nações! Todos O louvarão. Sabe quando é começo da primavera e entramos em um jardim? Há plantas e flores brotando em todos os lugares. Assim, pessoas de todas as nações O louvarão, como se brotassem de todos os lugares, em plena primavera. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Isaías ora por Jerusalém. Jamais se calará. Até que a veja resplandecer como uma rocha acesa. Para que as nações vejam sua justiça. Há lindas promessas para os que fazem parte de Jerusalém. Um novo nome. Uma nova identidade. Um novo comprometimento. Entre nós e o Senhor. Entre nós e nossos filhos.
Os que oram ao Senhor não podem descansar. Devem continuar vigilantes dia e noite. Aqueles que Ele encontrou disponíveis, devem permanecer trabalhando, até que Sua obra seja completa. É nosso dever preparar o caminho para que Seu povo volte.
Novamente Isaías tem uma visão do Senhor. Parece que estamos ouvindo João contando suas visões em Apocalipse, capítulo 19. Isaías vê o Senhor, com Suas roupas manchadas de vermelho. Seus trajes reais. Sua marcha em grande força. Sim, Ele anuncia Sua justiça. Ele é poderoso para salvar. Novamente afirma que procurou e não encontrou ninguém que se apresentasse para ajudar os oprimidos. Ninguém se ofereceu para ficar na brecha. Seu forte braço interveio e nos salvou. Em todo nosso sofrimento, Ele também sofreu.
Não servimos a um deus alheio. Servimos ao Senhor, que é cheio de bondade e misericórdia. Olhe para trás. Quantas vezes Ele nos carregou no colo ao longo dos anos! Olhe novamente. Veja Sua bondade e misericórdia seguindo-o todos os dias de sua vida. Quantos livramentos! Quantos milagres! http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html
Ele ainda é nosso Pai. Nosso Redentor. Nosso Resgatador, o Todo-Poderoso.
Que nossas orações ecoem! Que não deixemos de orar, até que Sua obra seja completa, até que chegue “aquele dia”. https://www.youtube.com/watch?v=2MZSi5nxhzk
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo sessenta e quatro. Até o capítulo sessenta e seis.
Espero você. Até lá.
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
A Escritura de Isaías se cumpre
Continuamos nossa caminhada através de Lucas, capítulo 4, dos versículos 14 ao 30.
Depois que Jesus volta do deserto, vai para a Galiléia. No poder do Espírito do Senhor.
Sua fama espalha-se por toda aquela região. Ele ensina nas sinagogas. Todos O elogiam. Seus ensinos, como vimos, são cheios de autoridade. Sabe o que está falando. Vive o que ensina.
Nós O acompanhamos através dessas páginas de Lucas.
Ele vai até Nazaré, onde foi criado. É um sábado.
Ele entra em uma sinagoga. Era Seu costume em todas as cidades por onde passava.
Na hora da leitura, Levanta-se para ler. Entregaram-Lhe o livro de Isaías.
Meu coração dispara. Quantos textos em Isaías falam sobre Ele!Tenho a impressão de que tudo parou. Um silêncio toma conta da sinagoga.
Ele procura um texto e lê: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”.
Meu coração quase sai pela boca. Seguro em seu braço. Esse texto fala dEle. De Sua missão. Meus olhos estão nEle. Mal consigo respirar.
Ele fecha o livro. Devolve-o ao assistente. E senta-se. Não há um barulho sequer. Olho em volta. Todos estão olhando para Ele. Ninguém pisca.
Ele fala: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”.
Meu coração ou parou, ou realmente saiu pela boca. Tenho que levantar minha plaquinha. Observar essa cena é simplesmente fantástico. Tenho que gritar, aplaudí-Lo, saltar, dançar. O Messias tão aguardado, acaba de ler as Escrituras, que claramente falam dEle. E Ele faz essa afirmação.
Começa um burburinho. Continuam a falar dEle. Todos estão admirados com as palavras de graça que saem de Seus lábios, mas não entendem e se perguntam: “Este não é o filho de José”?
O Senhor lhes diz que eles, com certeza, citarão o provérbio: “Médico, cura-te a ti mesmo!” E, "faz aqui o que fizeste em Cafarnaum".
Jesus continua dizendo que nenhum profeta é aceito em sua terra. É difícil para as pessoas olharem e verem que aquele que estava ali com eles, que cresceu com eles, agora tem uma posição de proeminência.
Ele lembrou que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando ficou sem chover por três anos e meio e houve grande fome na terra, mas Elias foi enviado a uma viúva estrangeira. Também havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, mas nenhum deles foi purificado, exceto Naamã, que era um comandante do exército da Siria.
Fico boquiaberta com Sua ousadia. Seu compromisso é sempre com a verdade. Sua coragem me impressiona. Mesmo assim, me apavoro.
Todos que estavam na sinagoga ficam furiosos ao ouvirem essas palavras. Se levantam e O expulsam da cidade! Levam o Senhor até ao topo da colina onde Nazaré foi construída para atirá-Lo precipício abaixo.
Mas pasme, não sei como, Ele passou pelo meio deles e foi embora. Não chegou Sua. Ele se entregará por todos nós. Com a morte maldita da cruz.
Preciso sentar. Minhas pernas estão bambas. Como uma cena de total silêncio se transformou nessa balbúrdia? Mãos sendo levantadas, gritos, ódio. Desejo de morte.
Se Ele fosse um homem qualquer teria sido lançado precipício abaixo, sem piedade.
Como a verdade abala quem não tem compromisso com ela! Como alguns paradigmas são difíceis de serem quebrados.
Eles estavam a espera do Messias. Mas não quiseram acreditar quem Jesus era. Ia de encontro ao orgulho deles. “Como assim? Esse não é o filho do carpinteiro”? Não se deram ao trabalho de investigar, muito menos de crer.
Que sejamos diferentes. Que tenhamos um coração inclinado ao Senhor e à Verdade. Que aceitemos Suas revelações, Sua identidade. Que nossas vidas sejam dEle.
Amanhã continue sua caminhada. Nos encontramos na segunda-feira. Até lá.
Depois que Jesus volta do deserto, vai para a Galiléia. No poder do Espírito do Senhor.
Sua fama espalha-se por toda aquela região. Ele ensina nas sinagogas. Todos O elogiam. Seus ensinos, como vimos, são cheios de autoridade. Sabe o que está falando. Vive o que ensina.
Nós O acompanhamos através dessas páginas de Lucas.
Ele vai até Nazaré, onde foi criado. É um sábado.
Ele entra em uma sinagoga. Era Seu costume em todas as cidades por onde passava.
Na hora da leitura, Levanta-se para ler. Entregaram-Lhe o livro de Isaías.
Meu coração dispara. Quantos textos em Isaías falam sobre Ele!Tenho a impressão de que tudo parou. Um silêncio toma conta da sinagoga.
Ele procura um texto e lê: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”.
Meu coração quase sai pela boca. Seguro em seu braço. Esse texto fala dEle. De Sua missão. Meus olhos estão nEle. Mal consigo respirar.
Ele fecha o livro. Devolve-o ao assistente. E senta-se. Não há um barulho sequer. Olho em volta. Todos estão olhando para Ele. Ninguém pisca.
Ele fala: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”.
Meu coração ou parou, ou realmente saiu pela boca. Tenho que levantar minha plaquinha. Observar essa cena é simplesmente fantástico. Tenho que gritar, aplaudí-Lo, saltar, dançar. O Messias tão aguardado, acaba de ler as Escrituras, que claramente falam dEle. E Ele faz essa afirmação.
Começa um burburinho. Continuam a falar dEle. Todos estão admirados com as palavras de graça que saem de Seus lábios, mas não entendem e se perguntam: “Este não é o filho de José”?
O Senhor lhes diz que eles, com certeza, citarão o provérbio: “Médico, cura-te a ti mesmo!” E, "faz aqui o que fizeste em Cafarnaum".
Jesus continua dizendo que nenhum profeta é aceito em sua terra. É difícil para as pessoas olharem e verem que aquele que estava ali com eles, que cresceu com eles, agora tem uma posição de proeminência.
Ele lembrou que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando ficou sem chover por três anos e meio e houve grande fome na terra, mas Elias foi enviado a uma viúva estrangeira. Também havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, mas nenhum deles foi purificado, exceto Naamã, que era um comandante do exército da Siria.
Fico boquiaberta com Sua ousadia. Seu compromisso é sempre com a verdade. Sua coragem me impressiona. Mesmo assim, me apavoro.
Todos que estavam na sinagoga ficam furiosos ao ouvirem essas palavras. Se levantam e O expulsam da cidade! Levam o Senhor até ao topo da colina onde Nazaré foi construída para atirá-Lo precipício abaixo.
Mas pasme, não sei como, Ele passou pelo meio deles e foi embora. Não chegou Sua. Ele se entregará por todos nós. Com a morte maldita da cruz.
Preciso sentar. Minhas pernas estão bambas. Como uma cena de total silêncio se transformou nessa balbúrdia? Mãos sendo levantadas, gritos, ódio. Desejo de morte.
Se Ele fosse um homem qualquer teria sido lançado precipício abaixo, sem piedade.
Como a verdade abala quem não tem compromisso com ela! Como alguns paradigmas são difíceis de serem quebrados.
Eles estavam a espera do Messias. Mas não quiseram acreditar quem Jesus era. Ia de encontro ao orgulho deles. “Como assim? Esse não é o filho do carpinteiro”? Não se deram ao trabalho de investigar, muito menos de crer.
Que sejamos diferentes. Que tenhamos um coração inclinado ao Senhor e à Verdade. Que aceitemos Suas revelações, Sua identidade. Que nossas vidas sejam dEle.
Amanhã continue sua caminhada. Nos encontramos na segunda-feira. Até lá.
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Um tesouro escondido
Não sei você, mas não estou cansada, sentada aqui à beira-mar, ouvindo as parábolas de Jesus através do capítulo 13 de Mateus.
Jesus usava os acontecimentos cotidianos para ensinar. Estava assentado em um barco. Enquanto a multidão ouve Seus ensinos atentamente. Uma sala de aula ao ar livre, com material didático riquíssimo disponível. A natureza e a vida diária.
Ensinava por parábolas para cumprir o que havia sido escrito a Seu respeito em Salmos 78.2.
Particularmente, amo parábolas. Esse tipo de ensinamento me leva a associações práticas e a um aprendizado melhor, difícil de esquecer, como no caso do fermento. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-parabola-do-fermento.html
Jesus então deixa a multidão e vai para casa. Seus discípulos lhe pedem que lhes explique a parábola do joio no campo. Ele explica.
E continua Suas comparações. O Reino dos céus é como um tesouro escondido, como pedras preciosas. Quem encontra, vende tudo o que tem para tomar posse.
O Reino dos céus é mais precioso que qualquer tesouro e merece ser buscado em primeiro lugar. Esse é o tesouro que a traça não corrói, que o tempo não envelhece. É o tesouro eterno.
O Senhor ainda compara o Reino dos céus com uma rede de pesca. A rede é lançada. Nela são apanhados todos os tipos de peixe, como em uma grande pescaria.
Quando se pesca com rede, todo tipo de peixe é apanhado. A rede é levada à praia e os peixes bons são separados dos ruins. O Senhor afirma que assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão e separarão os perversos dos justos, como havia dito quando contou a parábola do joio e do trigo. O mesmo ensino visto de maneiras diferentes, em cenas cotidianas.
Ele pergunta aos Seus discípulos se entenderam. Ao responderem que sim, lhes fala que um mestre da lei instruído quanto ao Reino dos céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas.
Havia muitos “mestres da lei” naquela época. Poucos instruídos sobre o Reino dos céus. Sabiam leis, costumes e ritos. Ensinos que atingiam o superficial, não o interior, onde de fato precisamos ser alcançados. Mas um mestre da lei que tivesse conhecimento do Reino dos céus, sempre poderia “sacar” de seus tesouros coisas novas e velhas, que instruem, edificam e transformam seus ouvintes.
Um tesouro sempre será um tesouro, não importa sua idade.
A Palavra de Deus é um tesouro magnífico. Sempre tem algo a nos ensinar. Tesouros novos e velhos que podem transformar nossas vidas. http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/i-samuel-tesouro-inesgotavel.html
Após contar todas essas parábolas, Jesus foi até Nazaré, cidade aonde foi criado. Ensinava nas sinagogas. Ao que parece, as pessoas não conseguiam se concentrar em Seu ensino. Estavam demais admiradas querendo saber de onde vinha Sua sabedoria e Seu poder. Conheciam Jesus, Seus pais, Seus irmãos e se escandalizaram. Não queriam saber quem Ele de fato era. Apenas não se conformavam de um “filho de carpinteiro” ter a sabedoria que viam nEle. E assim foi que não realizou ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.
Como a fé move os acontecimentos, a incredulidade “empaca”. Milagres não andam de mãos dadas com a incredulidade. Andam de mãos dadas com a fé. Pura e simples.
Que possamos aprender e reconhecer, a cada dia, quão precioso é o Reino dos céus. O maior tesouro que poderíamos encontrar. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html
Sejamos gratos ao Senhor por nos ter revelado tão grande tesouro através de Seu maravilhoso amor.
Amanhã prosseguimos viagem. Até lá.
Jesus usava os acontecimentos cotidianos para ensinar. Estava assentado em um barco. Enquanto a multidão ouve Seus ensinos atentamente. Uma sala de aula ao ar livre, com material didático riquíssimo disponível. A natureza e a vida diária.
Ensinava por parábolas para cumprir o que havia sido escrito a Seu respeito em Salmos 78.2.
Particularmente, amo parábolas. Esse tipo de ensinamento me leva a associações práticas e a um aprendizado melhor, difícil de esquecer, como no caso do fermento. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-parabola-do-fermento.html
Jesus então deixa a multidão e vai para casa. Seus discípulos lhe pedem que lhes explique a parábola do joio no campo. Ele explica.
E continua Suas comparações. O Reino dos céus é como um tesouro escondido, como pedras preciosas. Quem encontra, vende tudo o que tem para tomar posse.
O Reino dos céus é mais precioso que qualquer tesouro e merece ser buscado em primeiro lugar. Esse é o tesouro que a traça não corrói, que o tempo não envelhece. É o tesouro eterno.
O Senhor ainda compara o Reino dos céus com uma rede de pesca. A rede é lançada. Nela são apanhados todos os tipos de peixe, como em uma grande pescaria.
Quando se pesca com rede, todo tipo de peixe é apanhado. A rede é levada à praia e os peixes bons são separados dos ruins. O Senhor afirma que assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão e separarão os perversos dos justos, como havia dito quando contou a parábola do joio e do trigo. O mesmo ensino visto de maneiras diferentes, em cenas cotidianas.
Ele pergunta aos Seus discípulos se entenderam. Ao responderem que sim, lhes fala que um mestre da lei instruído quanto ao Reino dos céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas.
Havia muitos “mestres da lei” naquela época. Poucos instruídos sobre o Reino dos céus. Sabiam leis, costumes e ritos. Ensinos que atingiam o superficial, não o interior, onde de fato precisamos ser alcançados. Mas um mestre da lei que tivesse conhecimento do Reino dos céus, sempre poderia “sacar” de seus tesouros coisas novas e velhas, que instruem, edificam e transformam seus ouvintes.
Um tesouro sempre será um tesouro, não importa sua idade.
A Palavra de Deus é um tesouro magnífico. Sempre tem algo a nos ensinar. Tesouros novos e velhos que podem transformar nossas vidas. http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/i-samuel-tesouro-inesgotavel.html
Após contar todas essas parábolas, Jesus foi até Nazaré, cidade aonde foi criado. Ensinava nas sinagogas. Ao que parece, as pessoas não conseguiam se concentrar em Seu ensino. Estavam demais admiradas querendo saber de onde vinha Sua sabedoria e Seu poder. Conheciam Jesus, Seus pais, Seus irmãos e se escandalizaram. Não queriam saber quem Ele de fato era. Apenas não se conformavam de um “filho de carpinteiro” ter a sabedoria que viam nEle. E assim foi que não realizou ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.
Como a fé move os acontecimentos, a incredulidade “empaca”. Milagres não andam de mãos dadas com a incredulidade. Andam de mãos dadas com a fé. Pura e simples.
Que possamos aprender e reconhecer, a cada dia, quão precioso é o Reino dos céus. O maior tesouro que poderíamos encontrar. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html
Sejamos gratos ao Senhor por nos ter revelado tão grande tesouro através de Seu maravilhoso amor.
Amanhã prosseguimos viagem. Até lá.
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