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quarta-feira, 18 de março de 2020

Em tempo de pandemia, aponte para a resposta!

Que tal lermos, ou relermos, 2 Reis 5.1-19?

Havia um homem na Síria que era muito respeitado por seu rei. Era o comandante do exército sírio.

O Senhor o usara para dar grandes vitórias à Síria. Sim, é isso mesmo! A Síria teve grandes vitórias porque o Senhor usou esse comandante para, através dele, dar vitórias à Síria. Inimiga de Israel.

Esse comandante chamava-se Naamâ. Era um poderoso guerreiro, muito valente. Mas, em sua vida havia um porém. Sofria de uma doença de pele. Terrível. A maioria das traduções bíblicas nos falam que sofria de lepra.

Lepra é uma doença terrível. Vai deformando a pessoa à medida que toma conta.

Provavelmente, nunca aparecia diante de seu exército e de seu rei, sem estar vestido completamente de sua armadura.

Faz-me lembrar que muitas vezes também agimos assim. Estamos sofrendo de algum tipo de lepra e não deixamos que os outros vejam. Temos medo de julgamentos e preconceitos. Tal atitude, embora normal, nos impede de recebermos cura. Para sermos curados, precisamos nos expor. Mas, também, precisamos saber a quem nos expor.

“Portanto, confessem seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo tem grande poder e produz grandes resultados”. – Tiago 5.16

O texto nos conta da vida desse homem valente, poderoso, respeitado, porém que sofria de lepra.

Então, alguém aparece na história. Alguém que muda a história de Naamã.

É uma menina. Não sabemos sua idade. Sabemos que era de Israel e foi sequestrada. Arrancada de sua casa, sua família e sua terra. Agora, uma escrava na casa de Naamã. Serve a esposa desse poderoso comandante.

Sua atitude muda toda a história. E, creio, não apenas dele, mas de muitos que com ele conviviam.

Em casa, Naamã precisa tirar sua armadura. Ali, sua família sabe quem realmente é. Vê a deformidade que carrega. Vê sua condição. Sim, os empregados de sua casa o veem. Sabem que, apesar de tudo, Naamã carrega uma enfermidade que o castiga e o deforma, silenciosamente.

A lepra é, para nós que estamos lendo, como uma doença na alma. Como o pecado. Podemos andar por aí com armadura completa, mas em casa precisamos tirar. Em algum momento precisamos tirar. E alguém nos vê como realmente estamos. Deformados. Precisando desesperadamente de ajuda.

Aquela menina, ao invés de alegrar-se com a doença do comandante militar da nação que a sequestrou, lembrou-se quem era. Ela conhecia o Deus verdadeiro. Conhecia Seu profeta que, embora vivesse em Samaria, andava diariamente na presença do Senhor.

Não podia ficar calada. Tinha a resposta. Sabia onde Naamã podia encontrar cura. Ela falou. Se ele fosse em Samaria, até o profeta, seria curado! Estava certa que o Deus Todo Poderoso, Criador dos céus e da terra, o Deus de Israel, é capaz de todas as coisas. Sabia que não há limites para Ele.

Naamã escutou a voz da menina, a voz de sua esposa. Foi ao rei e contou-lhe o que ouvira. O rei, que tinha seu comandante em alta estima, ordenou-lhe que fosse até o profeta. E o enviou com uma carta de apresentação ao rei de Israel.

Naamã foi até Samaria com prata, ouro e roupas de festa. Era um presente para o profeta.

Entregou a carta de seu rei ao rei de Israel. Nesta época, Israel estava dividido. O reino de Israel tinha Samaria como sua capital. Jerusalém era capital do reino de Judá.

Quando o rei abriu a carta, rasgou suas roupas. Ali, havia um pedido para que curasse Naamã da lepra. Assim como a menina, o rei não podia fazer isso. Não era seu chamado. Não fora ungido para tal. Mas, ao contrário da menina, não soube apontar onde aquele homem podia ir. Não lembrou que Eliseu morava ali próximo e andava na presença do Senhor. Não tinha a solução. Desesperou-se. E, como muitas vezes fazemos, acusou o rei da Síria de estar procurando um pretexto para o atacar. Não conseguia enxergar que deveria agir como uma seta, um porteiro, um anúncio.

Eliseu, o homem de Deus, ficou sabendo, Mandou uma mensagem ao rei. Por que rasgara suas vestes? Por que ficara tão aflito? Era só enviar Naamã até ele. Havia profeta em Israel. Um profeta verdadeiro. Não um profeta maquiado, fajuto e falso. Era um homem que estava na presença do Senhor, que conhecia Seu poder. Um homem que deveria ser nosso exemplo.

Naamã foi até lá. Na verdade, era o lugar que deveria ter procurado. A menina havia dito que ele deveria ir ao profeta, não ao rei. Ao homem de Deus, não ao homem que sentava no trono de Samaria. ?

Muitas vezes a solução está no deserto, não no palácio (Mateus 3.1-3).
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-31-17.html

Naamã parou diante da porta de Eliseu. E esperou. Eliseu simplesmente mandou um mensageiro, ordenando que fosse ao rio Jordão e se lavasse sete vezes. Sua pele seria restaurada. Ficaria curado da lepra.

Naamã não ouviu tudo. Não é possível que tenha ouvido! Só ouviu a parte de ir lavar-se no rio. Só viu a ausência do profeta ali, diante dele. Não ouviu que seria curado?

Lembre-se, é um homem de alta patente. Da confiança do rei da Síria. Não está acostumado a ser ignorado. A não ser visto. Não ser recebido. Não ser respeitado. Com lepra ou não, as pessoas vão à sua presença.

Não hoje. Não Eliseu. Não havia necessidade. Era apenas obedecer e pronto. Seria curado. Eliseu não é politicamente correto. Não procura glória ou honra para si. Faz o que tem que ser feito. E pronto.

Naamã ficou indignado. Quando ia para Israel, imaginou Eliseu saindo para recebê-lo, claro! Esperava que o profeta movesse suas mãos sobre a lepra. Que invocasse o nome do Senhor, seu Deus e o curasse. Diante de todos.

Quantas vezes esperamos o mesmo! Queremos uma cura pública e instantânea. Mas não é assim com a lepra. Não é assim com nossa alma castigada e macerada pelo pecado, repleta de feridas e dores. Há um caminho a percorrer. E não é qualquer caminho.

Não, Naamã. Os rios da Síria podem até ser melhores que o rio Jordão. Mas é no Jordão que precisamos mergulhar. É passando pelo Jordão que alcançamos a nossa terra prometida. Nossa cura e libertação.

Note que Naamã ouviu a voz de uma menina estrangeira, escrava em sua casa. Ouviu a voz de sua esposa. Ouviu a voz do rei da Síria. E não ouviu a voz de Eliseu, o profeta. Não quis seguir suas instruções. Não era o que esperara, o que imaginara, o que queria.

Quando Naamã estava “soltando fogo pelas ventas”, disposto a voltar à sua terra sem estar curado, seus oficiais, homens de sua confiança, abaixo dele em hierarquia, tentaram convencê-lo. Que homens eram esses! Não temeram serem mortos por um comandante indignado e irado. Falaram a verdade que ele precisava ouvir.

Ah, como precisamos de pessoas como essa menina que, mesmo sendo escrava apontou para a solução. Uma verdadeira porteira. Apontou a porta. http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-31-17.html

E, como precisamos de homens como esses oficiais, que nos convoquem a fazer o certo e não o fácil.
Eles o convenceram. Afinal, ele só devia ir ao Jordão e lavar-se!

Mas, para ele, não era só. Teria que tirar a armadura. Não havia como entrar na água com ela. Todos seus oficiais e soldados o veriam como estava deformado pela lepra.

Quantas vezes precisamos nos humilhar e preferimos ir embora para casa, indignados, ao invés de curados!

Retiremos nossas armaduras. Desçamos ao Jordão e mergulhemos. Não uma ou duas vezes. A ferida da nossa alma é grande demais. Mergulhemos sete vezes.

Naamã resolveu se humilhar. Arrancou sua armadura. Desceu ao Jordão. Mergulhou nas águas. Diante de seus homens. De seu exército. E saiu de lá, curado!

Não foi uma cura qualquer. Sua pele foi restaurada. Ficou saudável como a de uma criança! Recebeu mais do que pediu, do que sonhou, imaginou e esperou!

“Toda a glória seja a Deus que, por Seu grande poder que atua em nós, é capaz de realizar infinitamente mais do que poderíamos pedir ou imaginar. A Ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus por todas as gerações, para todo o sempre! Amém”. – Efésios 3.20

Naamã quis presentear Eliseu. Ele não aceitou. Já obedecia ao Senhor Jesus quando, séculos mais tarde, este disse: “Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos e expulsem os demônios. Deem de graça, pois também de graça vocês receberam”. – Mateus 10.8

E melhor que tudo, não foi apenas a pele de Naamã que foi curada! Ele decidiu seguir, honrar e adorar apenas o único Deus Verdadeiro, o Senhor dos Exércitos, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus de Israel, o meu Deus e, espero, o seu Deus. O Deus pessoal e único. E, mesmo em terra estrangeira, foi o que fez.

Estou certa que o testemunho de sua cura alcançou muitas pessoas. Pessoas que aquela menina não conseguiria alcançar. Mas, tudo começou, com seu testemunho. Ela faz parte da história!

Ah, como precisamos de homens como Eliseu. Que apontem para si e digam: “Eu tenho a resposta. Eu ando com o Senhor”. Homens que, como Pedro e João, digam: "Olhem para nós... O que tenho lhe dou" (Atos 3.4-6). Homens como Paulo, a quem devemos imitar.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/atos-31-26.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/1-corintios-101-1231.html

Queridos, se temos andado com o Senhor, temos as respostas. As respostas estão nEle! Ele deseja nos curar da lepra, do pecado, das feridas das nossas almas. Ele deseja nos restaurar, nos renovar e nos salvar.

Em tempo de pandemia de coronavírus ou qualquer outra, podemos gritar a plenos pulmões que não há necessidade de rasgar as vestes em desespero. Podemos, sim, rasgá-las em humilhação e nos voltarmos para o Senhor.

Não estamos imunes ao que acontece no mundo. Pode ser que alguém que conheçamos ou até nós mesmos, sejamos atingidos por esse vírus, mas podemos descansar e confiar no Senhor.

Que tomemos todas as atitudes para nos proteger. A nós e aos outros. Afinal, somos templos do Espírito e temos essa obrigação. A vida é uma dádiva muito grande e maravilhosa. Precisamos zelar por ela.

Que nos lembremos, a cada dia, que temos a resposta! Jesus é a única e verdadeira resposta! Ele é nosso castelo forte!

“Aqui no mundo vocês terão aflições, mas animem-se, pois eu venci o mundo”. – João 16.33

"Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso". - Mateus 11.28

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Amós 7.1-9.15

Leitura do dia 24/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Amós, o profeta pastor de ovelhas.

Ontem vimos que Israel recusa-se a aprender e voltar para o Senhor. Também vimos o chamado do Senhor ao arrependimento. E sua advertência sobre o julgamento que está por vir.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/amos-41-614.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo sete de Amós. Até o fim deste livro tão rico!

Amós teve uma visão terrível. O Senhor estava se preparando para enviar um exército de gafanhotos sobre a terra. Depois que a porção do rei havia sido recolhida e brotava a colheita principal. Os gafanhotos, em sua visão, comeram todas as plantas da terra.

Um verdadeiro profeta é um intercessor. Imediatamente clamou ao Senhor. Pediu perdão. Se o Senhor não perdoasse, ninguém sobreviveria. E Israel já era tão pequeno. O Senhor, após sua oração, voltou atrás. Disse que não aconteceria o que Amós viu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html

Depois Amós teve outra visão. O Senhor se preparava para castigar Seu povo com um grande fogo. O fogo devorava toda a terra e consumia até as profundezas do mar, tamanho horror. Amós clamou. Implorou que o Senhor parasse. Se não parasse, ninguém sobreviveria. Israel já estava tão pequeno!. Novamente, após sua oração, Ele voltou atrás. Disse que aquilo também não aconteceria.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-101-1228.html

Então, teve uma terceira visão. O Senhor estava em pé junto a um muro. Ele segurava um prumo em Sua mão e perguntou a Amós o que estava vendo. Amós respondeu que via um prumo. Tinha olhos para ver.

O Senhor disse que provaria Seu povo com aquele prumo. Não fecharia mais os olhos para o que faziam. Seus santuários idólatras ficariam em ruínas. Seus lugares de adoração seriam destruídos. Ele traria espada (e trouxe) contra a dinastia de Jeroboão.

O povo chorou e se arrependeu quando Amós falou?

Amazias, sacerdote de Betel, a “Casa do Senhor”, enviou uma mensagem a Jeroboão. Disse que Amós conspirava contra ele. No meio do povo. Falando coisas intoleráveis.

Ora, intoleráveis eram seus pecados. Não as palavras que Amós falava, da parte do Senhor.

Amazias ordenou que Amós fosse embora. Que voltasse para Judá e ganhasse a vida lá profetizando. Que não os incomodassem mais com suas profecias. Aquele era o santuário do rei. O lugar de adoração de todo o reino.

Note que o santuário não era do Senhor, era do rei. O lugar de adoração não era do Senhor, era do reino. O sacerdote não queria ser incomodado pelo profeta do Senhor.

Amós respondeu que não ganhava a vida entregando profecias. Não era profeta profissional. Não fora treinado para ser profeta. Era apenas um boiadeiro e colhedor de figos. Um simples trabalhador. Mas o Senhor o tirara de seu rebanho e ordenara que fosse profetizar a Seu povo. Então, que Amazias ouvisse o que o Senhor tinha a dizer.

Amazias dizia que não era mais para ele profetizar contra Israel, mas o Senhor dizia que sua esposa se tornaria prostituta naquela cidade, para poder sobreviver diante do que aconteceria. Seus filhos e filhas seriam mortos à espada. Sua terra seria dividida. Ele iria para o exílio. E lá morreria. E, sim, o povo de Israel seria levado para o exílio. Longe de sua terra natal.

Que homem corajoso! Um simples trabalhador enfrentando um sacerdote!

Amós teve outra visão. O Senhor lhe mostrou um cesto cheio de frutas. Perguntou o que ele via. Amós respondeu. Estava vendo direito. O Senhor lhe disse que, assim como as frutas, Israel estava maduro. Não adiaria seu castigo.

No dia do juízo os cânticos no templo seriam lamentos. Cadáveres ficariam espalhados por toda a parte. Os sobreviventes seriam levados em silêncio para fora da cidade. E foi o que aconteceu.

O Senhor ordenou que todos que roubavam os pobres, oprimiam os necessitados e só pensavam em lucros, usando medidas falsas, balanças enganosas, misturando trigo com palha varrida do chão, todos que escravizavam os pobres por uma moeda de prata ou um par de sandálias, ouvissem! Seriam julgados. Não esperaria mais. Suas festas se transformariam em lamentos. Suas canções em cânticos fúnebres. Vestiriam luto e raspariam a cabeça como se o filho unigênito tivesse morrido.

Ele os alertou que enviaria fome sobre a terra. Não apenas de pão. Nem sede de água. Mas de ouvir Suas palavras.

As pessoas andariam sem rumo. De mar em mar. De um extremo a outro. Em busca de Suas palavras. E não encontrariam. Rapazes fortes e moças bonitas desmaiariam de sede. Os que juravam pelos ídolos cairiam. Para nunca mais se levantar.

Temos vivido tempos assim. Pessoas andando sem rumo. Atrás de magos, monges, procurando ouvir uma palavra. Mas não encontram as palavras do Senhor. Estão buscando em lugares errados.

Amós viu o Senhor em pé junto ao altar. Iria derrubar tudo. Estava decidido. Os israelitas não eram mais importantes para eles que os etíopes (ou cuxitas). É certo que Ele os tirara do Egito, mas também tirou os filisteus de Creta. E os sírios de Quir. Ah, o Senhor ama a todos.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Ele estava vigiando Israel. E o destruiria. Mas não completamente. Sacudiria Israel junto com as outras nações. Nenhum grão seria perdido. Agora, quanto aos pecadores, morreriam pela espada. Sim, aqueles mesmo que diziam que nenhuma calamidade os alcançaria.

Por causa de Sua infinita bondade e misericórdia, depois do juízo, o Senhor prometeu restaurar a tenda de Davi que estava caída. Não o templo, ou o tabernáculo, mas a tenda simples de Davi. Ele mesmo consertaria os muros quebrados. E das ruínas reconstruiria e restauraria. Seu povo possuiria o que restasse de Edom e de todas as nações que Ele mesmo chamou para serem Suas.

Tudo seria restaurado. E Seu povo nunca mais seria arrancado da terra que lhes deu.

Assim terminamos o livro de Amós.

Que sejamos como esse homem trabalhador, corajoso. Que aceitou o chamado do Senhor mesmo não tendo sido treinado para ser profeta.

Que sejamos audaciosos como Amós, que falou Suas palavras mesmo quando foi acusado de traição pelo sacerdote, que era a maior autoridade depois do rei, e ordenou que se calasse.

Que sejamos misericordiosos como Amós, que clamou por perdão e misericórdia por um povo que não queria ouvi-lo nem ao Senhor.

Que tenhamos olhos para ver o que o Senhor deseja nos mostrar, ouvidos para ouvir o que deseja nos falar e boca para proclamar Suas palavras.

Continuamos amanhã. Leremos o livro de Obadias, que é somente um capítulo e o primeiro capítulo do livro de Jonas.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Isaías 16.1-18.7

Leitura do dia 20/07.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Isaías.

Ontem vimos diversas palavras que o profeta recebeu de julgamento. À Assíria, Babilônia, Filistia e Moabe. Também vimos o consolo do Senhor ao remanescente de Jacó. Seus juízos são perfeitos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-131-159.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

O capítulo dezesseis ainda é a respeito do julgamento sobre Moabe. Suas mulheres foram deixadas como aves sem ninho. Elas clamam por ajuda. Pedem que sejam defendidas. Como uma sombra ao meio-dia. Não pedem apenas por elas. Pedem por todos os fugitivos. Que sejam protegidos. Que os refugiados sejam escondidos do inimigo. Até que passe o terror.

Consegue imaginar a situação?

Para todo lugar que o profeta “olha”, só há destruição. Choro e lamento. Não há mais gritos de alegria pelas colheitas. Não há mais celebração alguma. Nem cânticos. Ninguém mais pisará as uvas nos tanques. Não haverá mais vinho. A alegria acabou.

O coração do profeta clama por Moabe. Como o lamento de uma harpa.

Ainda assim, mesmo depois de toda destruição, Moabe não se volta para o Senhor. Adoram em seus santuários idólatras. Clamam seus deuses em seus templos. Ninguém os salvará.

O Senhor já havia falado no passado sobre Seu juízo a Moabe. Agora, porém, Ele afirma que dentro de três anos a glória de Moabe chegará ao fim. Muitos morrerão. Poucos serão os sobreviventes. Lembre, Moabe é filho de Ló (Gênesis 19.36).

Isaías também recebeu uma palavra sobre Damasco. A Síria seria julgada. E destruída. Sua glória teria o mesmo destino de Israel.

A glória de Israel perderia todo seu brilho. Como um corpo robusto que definha. Como uma oliveira é sacudida e sobram pouquíssimas azeitonas em seus galhos.

Mas, enfim, uma boa notícia. Depois de julgados, olhariam para Seu Criador. Não buscariam mais ajuda aos ídolos. Não adorariam o que suas próprias mãos fizeram. Não se encurvariam aos postes de Aserá. Nem adorariam nos santuários idólatras.

Tudo que aconteceu foi porque se afastaram do Senhor, o Único que salva. Israel ficaria, ao cair da tarde, cheio de pavor, mas ao amanhecer, seus inimigos seriam mortos. A morte é o fim dos que saqueiam e destroem.

Fomos criados para construir e repartir. Não saquear e destruir.

O profeta também afirma que haveria grande aflição para a Etiópia. Hoje provavelmente a região da Núbia e Sudão. Eles seriam destruídos. Seu poderoso exército seria deixado morto nos campos. Os abutres destruiriam os cadáveres. Os animais selvagens roeriam os ossos. Uma situação terrível. Não ser enterrado era algo impensável. Uma verdadeira maldição. Uma vergonha inenarrável.

Mas, chegará um tempo em que o povo dessa terra se voltaria ao Senhor. Levaria presentes a Ele, em Sião. Um povo alto. De pele lisa. Temido em toda parte por suas conquistas. Nesse tempo, creio que está próximo, a África se levantará e será o continente que o Senhor sempre desejou que fosse. Um continente poderoso. Voltado para o Senhor.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezenove. Até o capítulo vinte e um.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Isaías 8.1-9.21

Leitura do dia 17/07.

Na postagem anterior, vimos o Senhor dizer que livraria Judá e Jerusalém do ataque da Síria e Israel. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-71-25.html

Agora, continuamos a partir do capítulo oito de Isaías. Até o final do capítulo nove.

O Senhor ordenou que Isaías escrevesse em uma grande placa, de modo bem claro “Maher-Shalal-Hash-Baz”. Será o primeiro outdoor de todos os tempos?

Isaías chamou dois homens conhecidos por sua honestidade para que fossem testemunhas. A mensagem significava “Veloz para saquear e rápido para levar embora”.

Isaías se deitou com sua esposa. Ela engravidou e deu a luz um menino. O sinal de Acaz. O Senhor ordenou que o menino fosse chamado de Maher-Shalal-Hash-Baz, porque antes que soubesse dizer papai ou mamãe, o rei da Assíria levaria embora os bens de Damasco e as riquezas de Samaria, capital de Israel.

Mais uma vez o Senhor falou com Isaías. Disse que Seu cuidado para com Judá era suave como as águas de Siloé fluíam. Mas eles não O quiseram. Rejeitaram-no. Agora estavam alegres com o que aconteceria a Rezim e Peca.

Como não quiseram o cuidado do Senhor, Ele faria vir sobre Judá uma inundação. O rei da Assíria. Não ia adiantar prepararem-se para a batalha. Nem desenvolver qualquer tipo de estratégia.

Então o Senhor dá uma palavra pessoal a Isaías. Uma palavra que serve diretamente a cada um de nós. Seu servo não deveria pensar como todos os outros pensavam. Seus pensamentos deveriam ser diferentes. Enquanto todos pensavam que tudo era uma série de conspiração, Isaías não deveria ter medo. Que considerasse o Senhor em sua vida. Era ao Senhor que deveria temer. Era o Senhor o único que deveria fazê-lo estremecer. Agindo assim, o Senhor o manteria seguro. Deveria observar Seus mandamentos e confiar Sua lei aos que O seguem.

Isaías disse que obedeceria. Esperaria pelo Senhor. Colocaria nEle sua esperança. Estava consciente de que ele e sua família serviriam como sinal e advertência para Israel. Que também sejamos.

Para o povo de Judá, completamente afastado, o Senhor seria uma pedra de tropeço. Muitos cairiam e jamais se levantariam.

Ao invés de pedirem orientação ao Senhor, o povo queria consultar os médiuns e os que consultavam os espíritos dos mortos. Coisas completamente abomináveis ao Senhor (Deuteronômio 18.14-22).

A ordem era consultar a lei e os ensinamentos dEle.

Os que contradizem Sua palavra jamais verão a luz. Andam sem saber para onde estão indo. Esgotados. Famintos. Amaldiçoando. Olham para o céu. Olham para a terra. Para onde olham, só veem problemas, angústia e desespero. Estão em trevas.

Mas, aleluias, o tempo de escuridão e desespero não duraria para sempre. A terra de Zebulom e Naftali seria humilhada, mas no futuro, a Galiléia dos gentios se encheria de glória. Mais uma promessa da vinda do Senhor Jesus, que se cumpriu. O povo que andava na escuridão viu grande luz. Viviam em trevas profundas e uma luz brilhou (Mateus 4.16). http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/comeca-o-ministerio-de-jesus.html

O Senhor promete um rei eterno. Que reinará, do trono de Davi, com imparcialidade e justiça. Não esqueceu Sua promessa a Davi, ainda que seus filhos tenham se afastado dEle.

Por causa de Seu zelo anuncia que “um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. O governo estará sobre Seus ombros, e Ele será chamado de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno e Príncipe da Paz”. Seu governo e sua paz jamais acabarão. Aleluias ao Rei Jesus!
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/os-lindos-nomes-do-senhor.html

Mas antes, o Senhor pronunciou Seu julgamento, o que aconteceu algum tempo depois. Seu justo juízo. Sua mão estava levantada para castigar. Nem mesmo o castigo fez o povo se arrepender. Não O buscaram.

O Senhor pronuncia o mal sobre os líderes e os profetas mentirosos de Israel. Que enganaram Seu povo e os conduziram pelo caminho da destruição.

É muito sério ser líder. Conduzir o povo a um caminho de morte dizendo que é um caminho de vida. Se somos líderes que sondemos nossos corações. Para onde estamos conduzindo o povo do Senhor? Se somos liderados, atrás de quem estamos indo? Que caminho estamos tomando? Estamos seguindo o Senhor? Estamos obedecendo Seu conselho e pensando como Ele deseja? Ou estamos seguindo nossos líderes, de olhos fechados, sem conferir com a Palavra aquilo que temos aprendido com eles (Atos 17.11)?

A destruição que viria sobre Israel seria tão terrível que vizinhos se levantariam contra vizinhos. Ninguém pouparia sequer seu irmão. Chegariam a um ponto tão desesperador que comeriam seus próprios filhos, tamanha desgraça e fome. Nem assim, como o Senhor observou, eles se arrependeram.

Que sejamos obedientes ao Senhor. Em tudo.

Isaías tinha dois filhos. Um apontava para a destruição que viria a toda velocidade, saqueando e levando o povo ao cativeiro. O outro apontava para a esperança. Um remanescente voltaria. Isaías acreditava nas duas mensagens do Senhor. As duas eram verdadeiras. Uma servia de alerta. Sua confiança precisava estar no Senhor. A outra servia de consolo. Sua esperança estava no Senhor. A destruição viria, mas não seria total. Nem definitiva.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze de Isaías.

Espero você. Até lá.

Isaías 7.1-25

Leitura do dia 17/07.

Continuamos nossa caminhada através das páginas do livro do profeta Isaías.

Ontem vimos a situação em que Judá se encontra. O cântico do vinhedo. A aflição que espera todos que não andam pelos caminhos do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-41-57.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-58-30.html

Também vimos a entrega de Isaías ao ver o Senhor, ter seus lábios purificados com brasa ardente e ouví-Lo. Seu oferecimento foi imediato. Não perguntou qual seria a mensagem a ser levada. Simplesmente se prontificou a ir. Quando recebeu a mensagem, clamou ao Senhor perguntando até quando aquela situação duraria. E o Senhor lhe respondeu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-61-13.html

Hoje caminharemos através das páginas dos capítulos sete a nove. Na primeira postagem, o capítulo sete.

Alguns anos se passaram desde que Isaías viu o Senhor. O rei agora é Acaz, neto de Uzias.

Rezim, rei da Síria e Peca, filho de Remalias, rei de Israel planejaram atacar Jerusalém. Não tiveram sucesso. Ainda assim, a notícia de que ambos haviam se aliado para esse ataque, chegou à corte de Judá. O coração do rei e do povo estremeceu. Todos ficaram com muito medo. Agitados como árvores em uma tempestade.

O Senhor disse a Isaías que levasse seu filho com ele e fosse encontrar-se com Acaz. O filho de Isaías chamava Sear-Jasube, “Um remanescente voltará”. Um lembrete de esperança em uma época de grande perturbação. Isaías significa “O Eterno salva”. Que dupla maravilhosa!

O Senhor disse a Isaías para ir até o final do aqueduto que abastece o tanque superior, perto do caminho para o campo onde a roupa era lavada. Acaz estava lá. Endereço completo. A mensagem dessa vez era boa. Acaz deveria parar de se preocupar. Não precisava ter medo. Era verdade que o rei da Síria e de Israel tramavam contra ele, afirmando que invadiriam Judá e a conquistariam. Mas o Senhor disse que aquela invasão não ocorreria. Disse também que Israel seria completamente esmagado, num prazo de sessenta e cinco anos. O que aconteceu, uma vez que não houve arrependimento.

A mensagem também ordenava a crer com firmeza. Se não o fizessem, não conseguiriam permanecer firmes. Como acontece conosco. Quem não crê com firmeza é como uma vara solta em meio a um lamaçal. Uma hora escorrega e é engolida pela lama.

Depois disso o Senhor enviou uma outra mensagem a Acaz. Ele deveria pedir ao Senhor um sinal de confirmação. Podia ser algo difícil. Muito difícil. Acaz não quis. Disse que não colocaria o Senhor à prova.

Ora, era o Senhor quem ordenara que Acaz pedisse um sinal. Foi uma desobediência. Isaías, se irou. Disse que agora, além de esgotar a paciência de pessoas, Acaz também estava querendo esgotar a paciência do Senhor, o Deus de Isaías. Por isso, o Senhor mesmo daria um sinal. Algumas traduções dizem “uma jovem”, outras “uma virgem” daria a luz um filho. Seu nome seria Emanuel, “Deus conosco”. Antes que esse menino crescesse, o rei da Síria e de Israel seriam derrotados e suas terras tornar-se-iam em deserto. O Senhor usaria o rei da Assíria como uma navalha para raspar tudo. A terra, as plantações e o povo. Tudo perderia valor.

O texto acima, aponta para um acontecimento naquela época. Era um sinal para Acaz. Mas também aponta para o nascimento do Senhor Jesus, muito tempo depois.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 27 de abril de 2019

2 Crônicas 18.1-34

Leitura do dia 27/04.

Na postagem anterior, vimos que o Senhor caminhava com Josafá. E Josafá seguia o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-171-18.html

Agora, prosseguiremos através das páginas do capítulo dezoito.

Josafá tornou-se muito rico. E cheio de glória.

Mas...

Tornou-se parente de Acabe, rei de Israel, em aliança de casamento.

Depois de alguns anos, encontrou-se com Acabe em Samaria. Samaria, naquela época, era a capital de Israel.

Acabe preparou um banquete para ele e o povo que o acompanhava. Persuadiu-o a atacar Ramote-Gileade em sua companhia. Josafá disse que iria, mas pediu que antes, buscassem o conselho do Senhor.

O rei de Israel convocou quatrocentos dos seus profetas, questionando-os se deveriam partir e atacar Ramote-Gileade ou não. Esses profetas eram profetas de Acabe. Não serviam ao Senhor, o Deus verdadeiro. Todos responderam que sim, deviam ir. Falavam o que o rei queria ouvir. Para agradá-lo.

Josafá sabia que aqueles não eram profetas do Senhor. Perguntou se havia ali algum profeta do Senhor que pudesse ser consultado.

Acabe respondeu-lhe que sim, havia um. Ele o odiava porque sempre profetizava mal a seu respeito. Era Micaías.

Acabe mandou chamar um oficial para buscar Micaías. Os dois reis estavam vestidos em seus trajes reais e sentados em tronos, na praça da entrada de Samaria.

Os quatrocentos profetas profetizavam diante deles, dizendo que os sírios seriam completamente derrotados.

O oficial do rei que foi buscar Micaías lhe disse que todos os profetas foram unânimes em dizer que o rei venceria a guerra. Que ele dissesse o mesmo. Dissesse o que fosse bom e agradável ao rei. Micaías respondeu que falaria aquilo que o Senhor lhe revelasse.

Quando chegou, o rei lhe perguntou se deviam atacar ou não. Micaías disse que sim. Que seriam bem sucedidos. Acabe lhe disse que era para falar a verdade, diante do Senhor.

Então Micaías disse que viu todo Israel disperso pelos montes. Como ovelhas que não tinham pastor. E que o Senhor dizia que deviam voltar em paz para suas casas.

Acabe disse a Josafá que avisara. Micaías não profetizava nada favoravelmente a ele.

Micaías, então, contou a visão extraordinária que o Senhor lhe dera.

O Senhor estava em Seu trono. O exército celestial em pé à Sua direita e à Sua esquerda. Ele perguntou quem enganaria Acabe para que atacasse Ramote-Gileade e lá perdesse sua vida. Houve várias sugestões. Até que um espírito se apresentou dizendo que o enganaria. Disse que seria um espírito mentiroso na boca de todos os profetas do rei. O Senhor ordenou que fosse. Ele conseguiria enganar Acabe.

Micaías disse a Acabe que o Senhor havia colocado um espírito mentiroso na boca de seus profetas, porque o Senhor havia determinado a sua desgraça e derrota. Que coragem!

Assim que Micaías terminou de falar, um dos profetas, Zedequias, filho de Quenaaná, deu um tapa no rosto de Micaías e perguntou como o “Espírito do Senhor” havia saído dele para falar a Micaías. Micaías respondeu que Zedequias veria quando tivesse de andar de um aposento a outro, tentando se esconder.

O rei, indignado, mandou que Micaías fosse levado ao governador da cidade e ao príncipe. Que fosse preso e sustentado somente a pão e água até que voltasse em paz. Micaías respondeu que se Acabe voltasse, o Senhor não havia falado por meio dele. Concluiu alertando que todos deveriam ouvir suas palavras.

Os reis de Israel e de Judá não obedeceram à palavra do Senhor. Partiram para atacar Ramote-Gileade. Acabe disse a Josafá que se disfarçaria para entrar na batalha. É isso mesmo. Acabe vai disfarçado e Josafá vai com ele. Quando o Senhor disse que seriam derrotados.

O rei da Síria havia ordenado que não lutassem contra ninguém. Nem oficiais, nem soldados. Apenas contra o rei de Israel.

Quando os capitães viram Josafá, em vestes reais, imediatamente deduziram que era o rei de Israel. Cercaram-no para atacá-lo. Josafá clamou ao Senhor, que o livrou. Quando os capitães viram que não era o rei de Israel, pararam de perseguí-lo.

De repente, um soldado disparou seu arco ao acaso. Atingiu Acabe entre os encaixes da sua armadura. O rei ordenou ao seu condutor que o tirasse da batalha, estava gravemente ferido. Ao pôr-do-sol, morreu, como o profeta do Senhor havia falado que aconteceria.

Que tenhamos cuidado ao fazer alianças. Josafá andava com o Senhor e ainda assim fez uma aliança com Acabe, um dos piores reis que Israel teve. Não perguntou ao Senhor sobre essa aliança. Se houvesse perguntado, o Senhor teria lhe orientado.

Por mais que andemos com o Senhor, precisamos pedir-Lhe conselhos em tudo. Perguntar-lhe, principalmente, quais alianças devemos ou não fazer.

A aliança de Josafá com Acabe mostrou-se completamente desastrosa. Muito perigosa. Quase custou-lhe a vida. Escapou pela misericórdia do Senhor.

Que aprendamos a reconhecer aqueles que de fato são profetas do Senhor, ainda que seja apenas um em meio a uma multidão. Não nos iludamos com números. Eram quatrocentos e um profetas. Quatrocentos equivocados, enganados por um espírito. Apenas um tinha o discernimento, a visão e a palavra do Senhor. Cuidado é a palavra de ordem.

Que obedeçamos ao Senhor e não a profetas equivocados. Mesmo que sejam muitos. Mesmo que sejam todos. Para isso, precisamos aprender a ouvir e discernir Sua voz. Só acontece através do relacionamento íntimo com Ele.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/05/conhecendo-o-verdadeiro-para-discernir.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/06/neemias-um-homem-de-discernimento.html

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/alianca-desastrada.html

quinta-feira, 4 de abril de 2019

2 Reis 16.1-20

Leitura do dia 09/04.

Na postagem anterior, vimos que Judá não abandona os altares idólatras, oferecendo sacrifícios pagãos. Israel e Judá estão perdendo território.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-151-38.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo dezesseis de 2 Reis.

Acaz, filho de Jotão, começou a reinar em Judá. Era o décimo sétimo ano de Peca, filho de Remalias, rei de Israel. Tinha vinte anos de idade quando começou ao reinar. Não fez o que era agradável ao Senhor como Davi fizera. Oferecia sacrifícios e incenso nos lugares altos, nas colinas e debaixo de toda árvore verdejante.

Como se não bastassem os pecados de Judá, imitou a conduta de alguns reis de Israel. Chegou a sacrificar seu próprio filho no fogo, conforme as tradições e costumes das nações pagãs que o Senhor havia expulsado da terra de Canaã, através dos filhos de Israel.

Rezim, rei da Síria, e Peca, rei de Israel, pelejaram contra Jerusalém. Mas não prevaleceram contra Acaz.

Nessa época, Rezim, recuperou Elate e tirou os judeus de lá. Os edomitas passaram a habitar em Elate.

Acaz, que não sabia o que era recorrer ao Senhor, enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria. Em sua mensagem dizia que era seu servo e filho, que Tiglate-Pileser subisse e o livrasse do poder do rei da Síria e de Israel. A mensagem foi acompanhada da prata e do ouro que se acharam no templo do Senhor e nos tesouros da casa do rei.

O rei da Assíria atendeu seu pedido. Subiu contra Damasco. Apoderou-se dela, deportou seus habitantes para Quir e mandou matar Rezim.

Enquanto no tempo de Salomão houve paz em todas as fronteiras de Israel, agora Israel e Judá enfrentam guerras por todos os lados. Mesmo assim não cogitam em voltar para o Senhor. É uma tristeza essa parte da história.

Que possamos nos lembrar do Senhor em todos os momentos de nossas vidas, jamais deixando-O para trás.

Como fez aliança com Tiglate-Pileser, rei da Assíria, Acaz foi a Damasco para encontrá-lo. Lá viu um altar e mandou ao sacerdote Urias o modelo com informações detalhadas para sua construção. O sacerdote Urias construiu o altar seguindo todas as instruções enviadas pelo rei. Ficou pronto antes que Acaz voltasse de Damasco.

Quando o rei viu o altar, aproximou-se e fez queimar sobre ele seu holocausto, ofertas de cereais e suas oblações, vinho e sangue de ofertas pacíficas.

O altar de bronze, que era dedicado apenas e exclusivamente ao Senhor, ficava entre o novo altar e o templo, então Acaz o transferiu para o lado norte do seu novo altar. Ordenou que Urias queimasse “no seu altar” todos os holocaustos e ofertas, dele e de toda a nação. Não deveria mais usar o altar de bronze, o “altar do Senhor” para isso. A partir de então, Acaz passaria a usar o “altar do Senhor” como oráculo para suas adivinhações. O altar que era do Senhor! E pior, o sacerdote Urias não questionou. Simplesmente fez tudo que o rei lhe ordenara.

Que o Senhor nos guarde de usar o "Seu Altar" como oráculo ou como qualquer outra coisa, que não seja para adorá-Lo.

Acaz também mandou que fossem retirados os painéis laterais e arrancou as pias dos estrados móveis. Tirou o tanque de cima dos touros de bronze e o depositou sobre uma base de pedra. Tudo para pagar o rei da Assíria. Também retirou a cobertura que era usada no sábado, que fora edificada no templo e acabou com a entrada real do lado de fora da Casa do Senhor. Não havendo mais respeito pelo Senhor, por que haveria respeito com Seu altar, Sua casa?

Judá caminha a passos largos, cada vez mais longe do Senhor. O templo feito com tanta dedicação e carinho por Salomão, está se transformando em ruínas e altares de outros deuses tomam Seu lugar.

Quando Acaz morreu foi sepultado junto a seus pais, na Cidade de Davi. Seu filho Ezequias passou a reinar em seu lugar.

Não sei você, meu coração fica partido quando vejo que um rei após outro não se importa mais com o Senhor. Uma dinastia que carrega a promessa transmitida pelo Senhor a Davi não se importa em conhecer esse Senhor e muito menos em andar nos caminhos que Davi andou.

Como será o reinado de Ezequias? Será que ainda há esperança para o povo de Judá?

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo dezessete ao capítulo dezenove.

Espero você. Até lá.

Textos semelhantes:
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/a-apostasia-em-juda.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/de-quem-e-o-altar.html

2 Reis 15.1-38

Leitura do dia 09/04.

Na postagem anterior, vimos Jeroboão filho de Jeoás, rei de Israel, que andou nos passos de seus antepassados.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-141-29.html

Agora, caminharemos através das páginas do capítulo quinze de 2 Reis.

Azarias, filho de Amazias iniciou seu reinado em Judá. Era o vigésimo sétimo ano do reinado de Jeroboão, rei de Israel. Estava com dezesseis anos de idade quando começou a reinar. Reinou cinquenta e dois anos. Fez o que é agradável aos olhos do Senhor. Como seu pai.

Percebe que o padrão mudou? Não faziam mais o que era agradável aos olhos do Senhor "como Davi". Era simplesmente "como seu pai".

Os altares pagãos das colinas não foram retirados. O povo continuava sacrificando e queimando incenso nesses locais. O Senhor feriu Azarias com lepra. Até sua morte. Ele morava em uma casa separada. Seu filho Jotão precisou governar em seu lugar.

Como assim? Ele fez o que agradou o Senhor como seu pai e o Senhor o feriu de lepra?

2 Crônicas nos conta o que exatamente aconteceu. Não deixe de ler. Ele se esqueceu do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/ele-se-esqueceu.html

Quando morreu, sepultaram-no na Cidade de Davi.

Quando já estava no trigésimo oitavo ano do governo de Azarias, Zacarias, filho de Jeroboão tornou-se rei em Israel. Reinou apenas seis meses. Também seguiu os passos de Jeroboão, filho de Nebate. Fez o que era mau aos olhos do Senhor.

Salum, filho de Jabes, conspirou contra ele. Matou Zacarias diante do povo. Ocupou seu trono e reinou em seu lugar. Aqui, mais uma vez, cumpriu-se a palavra do Senhor, dita a Jeú de que seus descendentes reinariam sobre Israel até à quarta geração. Foi exatamente o que aconteceu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-101-36.html

Lembre que Jeú afastou-se dos caminhos do Senhor, descumpriu Sua aliança. Mas o Senhor, não.
Continuou sendo fiel à Sua palavra e cumpriu o que havia prometido a Jeú.

Quando estava no trigésimo nono ano de Uzias, rei de Judá, Salum, filho de Jabes, começou a reinar em Israel. Reinou apenas por um mês.

Menaém, filho de Gadi, subiu de Tirza, foi até Samaria e matou Salum. Então, reinou em seu lugar.

Infelizmente, Israel vai indo de mal a pior. É o que acontece quando o Senhor é deixado para trás.

Menaém, atacou Tifsa. Feriu todos naquela cidade. E ao redor dela. Tudo porque recusaram a abrir as portas da cidade. Ele a saqueou. E, com toda crueldade, rasgou ao meio todas as mulheres grávidas. Esse é o triste relato sobre Menaém.

Onde Israel vai parar? Não há mais temor ao Senhor, nem respeito aos homens. Que triste situação.

Menaém, filho de Gadi, tornou-se rei de Israel quando Azarias, rei de Judá, estava em seu trigésimo nono ano de reinado. Governou dez anos. Nunca se desviou dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, induziu e conduziu Israel a cometer e permanecer. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-1222-33.html

Tiglate-Pileser, também chamado Pull, era rei da Assíria nesta época. Ele invadiu Israel. Menaém deu-lhe trinta e cinco mil quilos de prata para conquistar seu apoio e manter-se no trono. Diferente dos outros reis, cobrou essa quantia de Israel. Todos os homens de posse foram obrigados a contribuir com seiscentos gramas de prata neste pagamento. Com esse acordo Pull suspendeu seus planos para invadir Israel.

Quando morreu, Pecaías, seu filho, passou a reinar em seu lugar.

Quando estava no quinquagésimo ano do reinado de Azarias, rei de Judá, Pecaías, filho de Nebate, começou a reinar. Também fez o que era mau aos olhos do Senhor. Não se afastou dos pecados que, anos antes, Jeroboão, filho de Nebate, induziu Israel a cometer.

Um de seus principais oficiais, Peca, junto com cinquenta homens gileaditas, conspirou contra ele. Feriram-no em Samaria, na fortaleza da casa do rei, junto com Arobe e com Arié. Peca o matou e passou a reinar em seu lugar. Era o quinquagésimo segundo ano de Azarias, rei de Judá. Ele governou Israel durante vinte anos. Também fez o que era mal aos olhos do Senhor. Não se desviou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate.

Nos dias de Peca, Tiglate-Pileser, rei da Assíria invadiu e tomou muitas terras de Israel. Além de tomar as terras, levou seus habitantes para a Assíria a fim de servi-lo.

Por se afastarem do Senhor, Israel tem suas fronteiras diminuídas e seu povo enviado para uma terra distante. Tornaram-se servos e escravos mais uma vez.

No segundo ano do reinado de Peca, Jotão, filho de Uzias, começou a reinar em Judá. Estava com vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar. Governou durante dezesseis anos em Jerusalém.

Para nossa alegria, fez o que era reto aos olhos do Senhor. Em tudo procedeu de acordo com o que fizera Uzias, seu pai (pelo menos isso). Ele reconstruiu a Porta Superior da Casa do Senhor.

O padrão não é mais Davi. Agora, se alguém consegue fazer o que é reto, pelo menos, como seu pai, já está bom. Isso é muito triste.

Os altares idólatras continuaram em pé. Não foram derrubados. O povo continuava adorando, oferecendo sacrifícios pagãos e queimando incenso nesses lugares. Ainda que o rei fizesse o que agradava ao Senhor, o povo já estava bem distante dEle.

Neste tempo, o Senhor começou a enviar Rezim, rei da Síria e Peca, rei de Israel, contra Judá. Aos poucos o território de Judá também está diminuindo. Tudo por causa do pecado.

Quando Jotão morreu foi sepultado junto a seus pais, na Cidade de Davi. Seu filho Acaz passou a reinar em seu lugar

Oseias, filho de Elá, conspirou contra Peca. Ele o matou e reinou em seu lugar. Já era o vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias.

Que lembremos que, o Senhor, diferente dos homens, não diminui Seu padrão.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

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2 Reis 12.1-21

Leitura do dia 08/04.

Na postagem anterior, vimos que Joás foi aclamado rei. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-111-21.html

Agora, caminharemos pelo capítulo doze.

Joás começou a reinar no ano sétimo de Jeú, rei de Israel. Reinou quarenta anos em Jerusalém. Fez o que era justo perante o Senhor, atendendo às instruções do sacerdote Joiada. Que alívio!

Porém, os altares das colinas não foram retirados. O povo ainda sacrificava e queimava incenso nesses lugares idólatras.

Como é difícil deixar a idolatria, seja ela de que tipo for. Tudo que nos tira do foco, que fica no lugar do Senhor, assume uma magnitude tal, que para derrubar esses altares é necessário renúncia e grande desprendimento.

Joás ordenou que os sacerdotes ajuntassem toda a prata que era trazida como oferta à casa do Senhor, além do dinheiro que era coletado no recenseamento anual, as ofertas individuais e toda prata que trouxessem voluntariamente, para consertar os estragos do templo.

No vigésimo terceiro ano do rei Joás, os sacerdotes ainda não tinham restaurado o templo. Joás chamou Joiada e os demais sacerdotes e perguntou-lhes o motivo. Deveriam, de agora em diante, não recolher mais prata com os tesoureiros, mas usá-la para as restaurações.

Os sacerdotes concordaram em não mais receber nenhum dinheiro do povo, nem se encarregarem dessas reformas. Tinham outros afazeres. A reforma requeria pessoas que estivessem ali exclusivamente para esse serviço.

Joiada tomou uma caixa, fez um buraco em sua tampa e a colocou ao lado do altar. Do lado direito de quem entrava no templo. Os sacerdotes que guardavam a entrada passaram a depositar ali todo dinheiro que era trazido ao templo. Quando a caixa enchia, o escrivão do rei e o sumo sacerdote contavam e colocavam tudo em sacos. Após o valor ser conferido, era entregue aos empreiteiros contratados para as reformas. Estes pagavam os carpinteiros, os construtores, os pedreiros e escultores e a compra de madeira e pedras lavradas.

Entregavam também toda a prata trazida, aos trabalhadores que eram responsáveis por administrar a verba nos reparos do templo.

E, que maravilha, não exigiam prestação de contas. Todos agiam com honestidade.

No entanto, todo dinheiro que era oferecido pela expiação de delito, pecado ou culpa era entregue aos sacerdotes. Pertencia a eles.

Que possamos aprender com Joás. Desejou restaurar o templo. Cobrou essa restauração. E a organizou.

Que possamos aprender com os sacerdotes que abriram mão de receber ofertas para que o templo fosse restaurado. Também não ficaram com mais uma tarefa, sabendo que não era possível. Não eram eles os trabalhadores da restauração.

Que possamos aprender com os responsáveis pela reforma. Faziam tudo corretamente, honestamente, sem necessidade de fiscalização.

Nesse mesmo tempo, o rei da Síria, Hazael, atacou a cidade de Gate. Ele a conquistou. Depois dessa conquista, decidiu marchar contra Jerusalém.

Joás tomou todos os objetos sagrados que seus antecessores, haviam consagrado e tudo que ele mesmo havia oferecido, além de todo o ouro que estava no tesouro da casa do Senhor e no palácio real. Mandou tudo para Harael, que desistiu de invadir Jerusalém.

É triste saber que Joás não clamou ao Senhor por livramento. Foi lá e resolveu. Com o que tinha em mãos.

Dois de seus servos, Jozabade e Jeozabade, conspiraram contra ele. Mataram-no na Casa de Milo, no caminho que desce para Sila. Ele morreu e foi sepultado na Cidade de Davi.

Seu filho Amazias passou a reinar em seu lugar.

Ah, que possamos clamar ao Senhor ao invés de agirmos por conta própria. Ele sempre nos orientará e nos dará o escape.

E quanto a Amazias? Que tipo de rei será?

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo treze ao capítulo dezesseis.

Espero você. Até lá.

Textos semelhantes:

2 Reis 7.1-20

Leitura do dia 07/04.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de 2 Reis.

Ontem vimos Eliseu ajudar uma viúva endividada, ser abençoado e abençoar uma sunamita, inclusive ressuscitando seu filho.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-41-7.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-48-16.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-417-37.html

Vimos também a morte na panela e o milagre de Eliseu, levando vida. A multiplicação de pães. A cura de Naamã. A ganância de Geazi. O resgate de um machado. As estratégias do rei da Síria sendo reveladas. O cerco em Samaria e a fome desesperadora. E a fúria do rei de Israel, a ponto de ir à casa de Eliseu disposto a arrancar-lhe a cabeça.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-438-44.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-51-19.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-520-27.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-61-7.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-68-23.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-624-33.html

Capítulos riquíssimos!

Quando o mensageiro do rei chegou à casa de Eliseu, disse não haver mais razão para ter esperança no Senhor. Será?

O que Eliseu respondeu?

Hoje caminharemos através dos capítulos sete a nove.

Na primeira postagem, o capítulo sete. Do versículo um ao versículo vinte.

Eliseu ordenou que escutassem a palavra do Senhor. Não a sua.

O Senhor disse que no dia seguinte, por volta daquela mesma hora, na entrada de Samaria, uma medida de farinha e duas medidas de cevada seriam vendidas por apenas uma peça de prata. Lembra como a realidade até aquele momento era completamente diferente? Uma cabeça de jumento estava custando oitenta peças de prata!

Não havia nada em Samaria para ser comercializado. Até crianças estavam servindo de alimento. Para total horror do rei e nosso.

O escudeiro do rei, cético, disse a Eliseu que ainda que o Senhor mandasse abrir as comportas do céu, não havia como essa profecia tornar-se realidade. Era impossível.

Eliseu não discutiu. Não ficou dizendo que era profeta do Senhor. Apenas respondeu que ele veria aquela fartura, mas não comeria dela.

O rei não matou Eliseu. Sequer tocou nele. Simplesmente voltou para casa. Ao que parece, não contestou como seu escudeiro. Resolveu esperar.

À porta de Samaria estavam quatro leprosos. Eles se perguntaram porque ficavam ali à espera da morte. Se entrassem na cidade, o que era proibido por suas condições físicas, certamente morreriam, devido à fome que ali reinava. Se continuassem à porta da cidade, também.

Resolveram ir para o acampamento dos sírios, render-se. Se os deixassem viver, viveriam, se não, de qualquer forma, morreriam. Não suportavam mais a situação em que se encontravam.

Tão logo a noite caiu, foram ao acampamento do exército inimigo. Quando se aproximaram, perceberam que não havia ninguém. O acampamento estava completamente deserto.

O Senhor fez com que os sírios ouvissem o ruído de um grande exército com cavalos e carros de guerra. Pensaram que o rei de Israel tivesse contratado os reis dos hititas e dos egípcios para marcharem contra eles. A fim de salvarem suas próprias vidas, fugiram ao anoitecer, com grande pressa. Abandonaram todos os seus pertences, tendas, cavalos e jumentos.

Os leprosos entraram em uma tenda. Comeram e beberam até se fartarem. Depois, recolheram, daquela tenda, prata, ouro e vestes. Esconderam tudo.

Voltaram mais tarde. Agora, com as forças renovadas pelo alimento. Entraram em outra barraca. Tiraram de lá o que encontraram. E também esconderam.

Então disseram entre si que o que faziam não era certo. Aquele era um dia de boas novas e eles estavam calados. Não se pode calar em dias de boas novas!

Não deviam nem esperar até o raiar do dia. Precisavam ir à Samaria e contar imediatamente. Se não, com certeza, receberiam algum castigo.

Resolveram que iriam até o palácio avisar ao rei.

Os quatro, mesmo sendo leprosos, foram até à porta da cidade. Chamaram os guardas e lhes anunciaram que haviam ido até ao acampamento dos sírios. Não viram ninguém. Não ouviram nada. Encontraram apenas cavalos e jumentos amarrados e as tendas abandonadas.

Os sentinelas da porta acreditaram em suas palavras, ainda que fossem leprosos. Transmitiram as informações ao palácio do rei.

O rei levantou-se. Acordou seus conselheiros. Contou-lhes o que imaginava estar acontecendo. Os sírios sabiam que estavam com muita fome, em total miséria e escassez. Com certeza, haviam saído do acampamento, escondendo-se no campo, à espera deles. Assim, os prenderiam e entrariam em Samaria, tomando a cidade.

Ao ouvir as palavras do rei, um de seus oficiais sugeriu que tomassem alguns guerreiros e cinco dos cavalos que haviam sobrevivido. Estes homens investigariam o que de fato acontecera. E o que viria em seguida. Do jeito que a situação estava, todos acabariam morrendo mesmo...

Tomaram dois carros de guerra com seus cavalos. O rei os enviou ao acampamento dos sírios, ordenando que investigassem tudo, em detalhes. Eles seguiram as pegadas do exército sírio até o Jordão. Encontraram o caminho repleto de roupas e armas espalhadas. Os sírios haviam largado tudo para trás enquanto tratavam de fugir em total desespero.

Os “investigados” voltaram. Fizeram seu relato ao rei. O povo foi informado. Então, mais que depressa, saíram da cidade e saquearam o acampamento dos sírios.

Sabe o que aconteceu? O valor de uma medida de farinha caiu para o equivalente a uma peça de prata, assim como duas medidas de cevada. Exatamente como o Senhor havia dito através de Eliseu. Deus zela para cumprir Sua palavra.

O rei havia colocado seu escudeiro como sentinela à porta da cidade. O povo, ao sair em disparada, como uma boiada, o pisoteou. Ele morreu e, conforme Eliseu havia predito, viu aquela fartura, mas não pôde usufruir de nada.

A fé produz vida. A incredulidade, no entanto, gera a morte. Sempre. O que desejamos gerar? Vida ou morte?
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/jesus-estava-de-mau-humor.html;
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http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-ordem-e-nao-temas.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/jesus-e-figueira-sem-frutos.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-ousadia-de-uma-mulher.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/uma-mulher-fraca-cheia-de-coragem.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/o-amor-de-muitos-esfriara.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/eu-e-meu-orgulho.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/o-injusto-juiz.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/amigos-nos-levam-jesus.html

Que possamos crer em Sua Palavra. E confiar. Se Ele falou, assim será. Ele não é homem para mentir. Para Ele não há nada impossível.

Temos crido em Sua palavra? Ou, como aquele escudeiro, simplesmente balançamos a cabeça, olhando para as circunstâncias e dizemos que é impossível? Que a incredulidade fique longe de nós, cada vez mais. E que caminhemos em fé, como o Senhor deseja.

Temos agido como aqueles leprosos ou temos nos calado quando é dia de boas novas?

Temos compartilhado o que recebemos ou temos guardado apenas para nós?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/posso-repartir-o-pouco-que-tenho.html

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Textos semelhantes:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/hoje-e-dia-de-boas-novas.html
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2 Reis 6.24-33

Leitura do dia 06/04.

Na postagem anterior, vimos Eliseu orando para que seu servo conseguisse enxergar a realidade, não o que ele via.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-68-23.html

Agora, continuamos a caminhar através do capítulo seis de 2 Reis. A partir do versículo vinte e quatro.

Depois de um tempo, Ben-Hadade, o rei da Síria, convocou seu exército. Havia decidido atacar Samaria. Ele a cercou.

O cerco durou por muitos dias. Houve grande fome. Não havia mais nada para comer. A escassez era tão grande que chegou ao ponto de uma cabeça de jumento custar o equivalente a oitenta peças de prata e uma caneca de esterco de pomba, cinco peças. É isso mesmo que você leu! Era enorme a escassez em Samaria.

Um dia o rei de Israel ia passando pela muralha e uma mulher gritou-lhe que a socorresse. Ele ficou indignado. Respondeu-lhe que se o Senhor não a socorria, quem era ele para ajudar?! Não havia trigo na eira nem vinho no tanque de prensar uvas.

Ainda assim o rei resolveu perguntar-lhe o que havia acontecido. Ela devia parecer desesperada. Mas não estava só. Estava acompanhada de outra mulher. Explicou que a outra havia lhe proposto que entregasse seu filho para que o comessem. No dia seguinte comeriam o dela. Ela entregou. Elas o comeram. No dia seguinte, a mulher escondeu o filho, não entregando para que ambas comessem.

Você pode imaginar tal situação? Consegue ficar indiferente a este relato?

O rei de Israel não conseguiu. Rasgou suas vestes. Viram então que, por baixo de sua roupa, vestia um pano de saco. Estava se humilhando diante do Senhor para que aquela situação passasse.

Ficou tão indignado que disse que mataria Eliseu, arrancando-lhe a cabeça, até o final do dia.

Qual era a culpa de Eliseu? Não era ele que vinha contando ao rei as estratégias do rei da Síria, impedindo várias vezes que Israel fosse atacado?

Eliseu estava sentado em sua casa. Os anciãos de Israel, com ele. O rei enviou um mensageiro. Antes que chegasse, o Senhor revelou a Eliseu o que o rei dissera.

Eliseu disse aos anciões que o rei havia mandado cortar sua cabeça. Ordenou que ficassem atentos e, assim que o mensageiro chegasse, que fechassem a porta, empurrando-o para que não entrasse. Trancassem a porta. Eliseu disse que logo em seguida o rei viria.

Mas, quando Eliseu ainda falava, o mensageiro chegou. Estava desolado. Declarou que aquilo era uma desgraça vinda do Senhor. Não havia mais nenhuma razão para continuar a esperar no Senhor. Não havia mais esperança. Será?

Qual será a atitude de Eliseu? Haverá esperança para Samaria ou ela será derrotada e seus moradores mortos ou escravizados?

Continuamos amanhã. Leremos os capítulos de sete a nove.

O que Eliseu responderá e o que acontecerá? Seremos surpreendidos? Haverá ou não esperança?

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/sem-esperanca.html

2 Reis 5.1-19

Leitura do dia 06/04.

Na última postagem vimos que devemos e podemos repartir o pouco que temos. É assim que a matemática do Senhor funciona. Se tenho, dou e recebo mais. Se retenho mais do que devia, perco.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-438-44.html

Agora, caminharemos através do capítulo cinco. Do versículo um ao versículo dezenove.

É a história de Naamã, chefe do exército do rei Aram, da Síria.

Naamã era um homem muito respeitado e honrado pelo seu senhor. Através dele o Senhor havia dado vitória à Síria. Era um valoroso guerreiro. Mas havia um porém na vida desse homem. Ele contraiu uma terrível doença de pele.

Em uma de suas campanhas militares, os sírios levaram cativa uma menina de Israel. Ela passou a servir a esposa de Naamã. Um dia a menina, cumprindo seu papel de abençoadora (Gênesis 12), sugeriu à sua patroa que o seu senhor procurasse o profeta que estava em Samaria. Ela sabia, com certeza, que ele o curaria da lepra. Embora fosse escrava, não esqueceu seu papel de, como filha de Abraão, abençoar todas as nações. Mesmo uma nação que a havia levado embora de sua terra, de sua casa.

Naamã comentou com o rei da Síria o que a menina falara. O rei imediatamente escreveu uma carta apelando ao rei de Israel e ordenou que Naamã fosse depressa até lá. Tinha seu oficial em alta conta.

Naamã foi. Levou trezentos e cinquenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e dez mudas de roupas finas. Coisas valiosas. Presentes.

Levou também ao rei de Israel a carta de seu rei. Nela estava escrito que, no momento em que recebesse a carta, saberia que o rei da Síria havia lhe enviado seu servo Naamã, para que fosse curado daquela espécie de lepra.

Quando Naamã chegou, entregou ao rei de Israel a carta. Assim que o rei a leu, irritou-se muito. Rasgou suas roupas de tão indignado que ficou. Perguntou se por acaso era Deus, que pode matar e dar vida, para que o rei lhe enviasse um homem para ser curado de lepra. Acreditou que o rei da Síria estava procurando um motivo para criar um conflito, que pudesse levar à guerra.

Quando Eliseu, o homem de Deus, ouviu que o rei de Israel tinha rasgado suas roupas, mandou perguntar ao rei o motivo. Deveria simplesmente enviar Naamã a ele. Então, saberia que era verdade, havia profeta em Israel.

Naamã foi. Com seus cavalos e seu carro. Parou na entrada da casa de Eliseu.

Eliseu mandou um mensageiro dizer-lhe que deveria lavar-se sete vezes no rio Jordão. Sua carne lhe seria restituída e ficaria limpa. Naamã sentiu-se insultado. Saiu de lá reclamando que não era dessa maneira que havia imaginado que seria curado.

Imaginava que Eliseu fosse recebê-lo pessoalmente, afinal era um homem muito importante. Além disso, invocaria em pé o Nome do Senhor, o Deus de Eliseu, moveria a mão sobre as feridas e o curaria daquela terrível enfermidade.

Disse mais: os rios de Abana e Farfar em Damasco, capital da Síria, eram muito melhores que todas as águas de Israel. Poderia lavar-se neles para ficar curado. Voltou as costas e retirou-se indignado.

Será que já agimos dessa maneira? Porque recebemos uma orientação do Senhor que "não era bem o que eu imaginava".

Os servos de Naamã, que o respeitavam e amavam, chegaram-se a ele. Deram-lhe um sábio conselho. O respeito que sentiam por ele era tão grande que o chamavam de “pai” e “mestre”. Ainda assim, não deixaram de aconselhá-lo. Falaram que se o profeta tivesse ordenado algo difícil, ele faria. No entanto, apenas havia orientado que se lavasse e ficaria curado.

Naamã, mesmo sendo um valoroso e poderoso guerreiro, que estava muito acima de seus homens, aceitou o conselho. Não era fácil para ele. Seus servos sabiam que era leproso, mas diante deles, estava sempre de armadura. Teria que tirar. Se expor. Se humilhar. E mergulhar.

Desceu ao Jordão. Mergulhou sete vezes, conforme a orientação de Eliseu. Ficou completamente curado. Sua pele tornou-se sadia e limpa. Não como a pele de um homem de sua idade, mas como a pele de um menino.

Ele voltou à casa de Eliseu com sua comitiva. Ao ver Eliseu declarou que agora sabia que em toda a terra não há Deus, a não ser em Israel. Mais um estrangeiro foi alcançado, porque toda a terra é do Senhor. Ele amou o mundo todo. Jesus morreu por todas as nações. Por todos os indivíduos.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Ele rogou que Eliseu recebesse seu presente. Colocou-se na posição de servo de Eliseu, chamando-o de Senhor. Reconheceu sua posição, assim como o capitão do exército de Israel havia reconhecido a posição de Elias. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-19-18.html

Eliseu respondeu que não aceitaria. Disse que jurava pelo nome do Senhor, o Deus vivo, a quem servia, que não aceitaria nada. Naamã insistiu, porém ele se recusou a receber qualquer gratificação.

O impacto foi tão grande na vida de Naamã que se posicionou diante do Senhor, o Deus de Israel. Pediu que Eliseu permitisse levar duas mulas carregadas da terra de Israel. Explicou que, de agora em diante, jamais ofereceria holocaustos nem sacrifícios a outros deuses, senão ao Senhor. Pediu também que o Senhor lhe perdoasse quando tivesse que acompanhar seu rei ao templo de Rimom, o deus da Síria. Explicou que o rei costumava apoiar-se em seu braço para reverenciar sua divindade. Dessa forma, tinha que ajoelhar-se também.

Eliseu lhe desejou Shalom. Que Naamã fosse em paz e tivesse uma boa viagem. E Naamã foi.

Que possamos aprender que, embora sejamos guerreiros valorosos, quem nos dá a vitória é o Senhor, assim como aconteceu com a Síria, através de Naamã.

Que possamos aprender com essa menina. Ainda que escrava, longe de sua terra, não deixou de cumprir seu chamado, seu propósito de ser uma benção para todos.

Que possamos aprender com os servos de Naamã, que mesmo com todo o respeito que sentiam por seu senhor, não deixaram de aconselhá-lo.

Que possamos aprender com Naamã. Ainda que um valoroso guerreiro, não deixou de ouvir uma escrava, nem seus servos que o aconselharam, para seu bem. Deixou-se ser visto. Tirou sua armadura. Humilhou-se. Teve coragem para mergulhar. http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/naama-e-o-processo.html

Que possamos aprender com Eliseu. Ninguém iria sair de suas terras sem saber que havia Deus em Israel. Um Deus que faz milagres. Que opera maravilhas. O Senhor com quem ele se relacionava.

Quantas lições a aprender com a história desse homem. Mas ainda não acabou.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/coragem-para-mergulhar.html

quarta-feira, 3 de abril de 2019

1 Reis 22.1-18

Leitura do dia 04/04.

Na última postagem, vimos o valor de uma herança. Mas não apenas isso, vimos o poder do arrependimento. Em qualquer homem. Mesmo no pior. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-211-29.html

Agora, prosseguiremos através das páginas do capítulo vinte e dois. Até o versículo dezoito.

Durante os dois anos seguintes, houve paz entre Israel e a Síria.

No terceiro ano, Josafá, rei de Judá, foi visitar Acabe, o rei de Israel.

Acabe questionou seus oficiais com relação à cidade de Ramote-Gileade. Ela pertencia a Israel, mas não fizeram nada para retomá-la da Síria. Perguntou a Josafá se iria com ele à guerra. Josafá disse que sim. Que a batalha seria a mesma tanto para um como para o outro, assim como o povo e até seus cavalos.

Antes de ir, porém, Josafá pediu a Acabe que consultasse a palavra do Senhor.

Acabe reuniu os profetas de Israel. Seus profetas. Eram aproximadamente quatrocentos. Ele os consultou, perguntando se deveria atacar Ramote-Gileade ou não.

Os profetas responderam que sim. Que o Senhor a entregaria nas mãos do rei.

Josafá então, foi mais incisivo. Reconheceu que não eram profetas do Senhor. Perguntou a Acabe se existia ali algum outro profeta, que fosse servo do Senhor, alguém por intermédio de quem pudessem conhecer a vontade do Senhor.

Acabe respondeu que sim. Havia um profeta. Mas ele o odiava. Nunca profetizava boas coisas a seu respeito. Somente desgraça.

Josafá disse que Acabe não deveria falar assim. O rei de Israel mandou chamar um oficial para trazer, rapidamente, Micaías, filho de Inlá, o profeta.

Os dois reis estavam na praça à entrada do portão de Samaria. Vestidos com seus trajes reais e assentados em tronos.

Todos os profetas, preocupados em servi-los, profetizavam em frente a eles. Algo parece muito errado aqui. Os profetas estavam preocupados em servir aos dois reis e não ao Senhor. Ah, quando algo assim acontece, é muito perigoso! Profetas devem servir ao Senhor. A mais ninguém.

Um dos profetas, chamado Zedequias, construiu chifres de ferro. Ele declarava a Acabe que a palavra do Senhor era que, com aqueles chifres, o Senhor lutaria contra os sírios e os derrotaria completamente.

Todos os outros profetizavam o mesmo destino. Exclamavam que deveriam subir contra Ramote-Gileade, pois triunfariam. O Senhor a entregaria nas mãos do rei.

Enquanto isso, o mensageiro que foi chamar Micaías lhe disse que todos os profetas estavam em unanimidade, afirmando prognósticos favoráveis ao rei. Sugeriu que fizesse o mesmo. Consegue imaginar? Infelizmente muitos homens “notáveis” como vimos no capítulo anterior, obedecem ordens e sugestões de reis e oficiais, deixando a vontade do Senhor e Sua palavra de lado.

Mas não Micaías. Ele corajosamente contestou aquele oficial. Disse que tão certo quanto vivia o Senhor, jurava por seu Nome, que falaria apenas o que o Senhor lhe ordenasse.

Porém, quando chegou à presença do rei, ao ser indagado se deveriam ou não ir à guerra contra Ramote-Gileade, respondeu o que lhe havia sugerido.

O rei não ficou convencido. Será que foi a fisionomia de Micaías? Seu tom de voz? O fato é que Acabe não acreditou. Perguntou-lhe quantas vezes teria que fazê-lo jurar que apenas falaria a verdade em nome do Senhor.

Então Micaías lhe declarou a verdade. Disse que viu Israel disperso por muitas colinas, como ovelhas que não tem pastor. O Senhor lhe dizia que não tinham senhor. Que voltasse cada um em paz para sua casa.

Acabe voltou-se para Josafá, dizendo: “Não te adiantei que ele não profetizaria o bem a meu respeito, mas somente o mal?”

Micaías continuou, cheio de coragem. E contou uma cena muito interessante.

Essa cena veremos apenas na próxima postagem.

Vamos pensar em algumas coisas antes.

Sempre que um rei de Judá se une com um rei de Israel acontece alguma coisa. Sempre.

Será que o arrependimento de Acabe não durou muito tempo ou esses profetas, que se chamavam profetas do Senhor e que deveriam servir ao Senhor, serviam apenas ao rei, dizendo o que acreditavam que iria agradar seus ouvidos? E se for assim, que grande perigo esses profetas estão correndo e não apenas eles, mas todos que os tem ouvido. Será que acontece assim também em nossos dias?

A quem temos agradado? A quem importa agradar?

Continuamos.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/importa-agradar-quem.html

terça-feira, 2 de abril de 2019

1 Reis 15.10-34

Na postagem anterior, vimos que Abião, ou Abias, se afastou do Senhor. Viveu sempre em guerra. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-151-9.htmll

Agora, ainda no capitulo quinze. Do versículo dez até o final.

Quando Jeroboão, rei de Israel, já havia reinado vinte anos, Asa começou a reinar em Judá. Reinou quarenta e um anos em Jerusalém.

Quando leio o versículo a seguir, tenho vontade de pular. Acredita que Asa agiu de modo reto diante do Senhor, como Davi? http://www.espalhandoasemente.com/2016/11/o-reinado-de-davi-foi-sucedido-por.html

Sim, ele tirou da terra os prostitutos cultuais, que eram conhecidos como sodomitas. Destruiu todos os ídolos que seus pais haviam erguido. Fez uma verdadeira limpeza.

E o que acho muito impressionante, destituiu sua própria avó, Maaca, filha de Absalão, da autoridade de rainha-mãe. Ela havia construído um abominável objeto de culto para servir de ídolo sagrado, que ele também queimou. Ficava próximo ao ribeiro de Cedrom.

Asa não removeu os altares das colinas. Mas seu coração foi totalmente dedicado ao Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/qual-epoca-de-construir-fortalezas-e.html

Ele trouxe para o templo do Senhor os objetos que seu pai, Abião ou Abias, havia consagrado, e os objetos que ele mesmo consagrara, prata, ouro e vasos.

No segundo ano de seu reinado, Nadabe, filho de Jeroboão, tornou-se rei em Israel. Governou apenas dois anos. Praticou o que o Senhor reprova. Andou nos caminhos de seu pai e no pecado que havia induzido Israel a cometer.

Então, Baasa, filho de Aías, da tribo de Issacar, conspirou contra ele. Feriu-o de morte em Gibeom dos filisteus, pois Nadabe e todo o Israel havia sitiado Gibeom. Baasa assassinou-o no terceiro ano do governo de Asa, e reinou em seu lugar. Assim que se tornou rei, massacrou toda a casa de Jeroboão. Não poupou ninguém. Exterminou-os. Como o Senhor dissera através de seu servo Aías, o silonita. http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/mas-noticias.html

Tudo por causa dos pecados que Jeroboão havia praticado e levado o povo de Israel a praticar.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/a-loucura-de-jeroboao.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/a-desobediencia-de-jeroboao.html

Baasa reinou durante vinte e quatro anos. Praticou o que era mau aos olhos do Senhor. Seguiu o caminho de Jeroboão, errando e induzindo Israel ao erro.

Houve grande batalha entre Asa e Baasa, rei de Israel. Eles guerrearam o tempo todo.

Baasa, rei de Israel, invadiu Judá e edificou Ramá, para que ninguém pudesse sair nem entrar no território de Asa.

Asa tomou toda a prata e o ouro que estavam nos tesouros do templo, além dos objetos valiosos do palácio real e os entregou nas mãos de seus servos para enviar a Ben-Hadade, rei da Síria. http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/alianca-rompida.html

Ben-Hadade morava em Damasco. Asa enviou os objetos com a mensagem de que houvesse aliança entre eles e que a aliança que possuía com Baasa fosse rompida. Ben-Hadade aceitou o acordo. Enviou os chefes de seu exército contra Israel. Conquistou Ijom, Dã, Abel-Bete-Maaca e todo o Quinerete, a região próxima ao lago da Galiléia, além de todo o território de Naftali. 

Israel está perdendo o que havia conquistado. Tudo por ter se afastado do Senhor.

Quando Baasa soube, parou de construir Ramá. Ficou em Tirza. Asa determinou em todo Judá que trouxessem as pedras de Ramá e a madeira com que Baasa a edificava. Com esse material mandou construir Geba de Benjamim e Mispá.

O resto da história de Asa, muito interessante, está escrito em Crônicas. Na sua velhice, ficou doente dos pés. Vale a pena ler. http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/alianca-rompida.html

Quando morreu foi sepultado na Cidade de Davi. Seu filho Josafá foi seu sucessor.

É muito triste ver que Jeroboão, que podia ter uma dinastia perene, abandonou ao Senhor. Seu filho seguiu seus caminhos. Foi assassinado. Sua família exterminada. Não sobrou ninguém. Como o Senhor havia dito. http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/reino-dividido.html

Baasa não aprendeu a lição. Sabia que Jeroboão estava naquela situação por ter se afastado do Senhor, mas seguiu os caminhos de Jeroboão. Também não se voltou para o Senhor.

O que acontecerá com ele? Seus filhos governarão após ele? Será que ainda há esperança para Israel?

E quanto à Judá? Asa segue ao Senhor. Até destituiu sua avó do cargo de rainha-mãe, por ser ela uma idólatra. Ele morre. Josafá reina em seu lugar.

Como será seu reinado? Seguirá os caminhos de Davi ou ao menos os caminhos de seu pai? Há esperança para Judá?

E quanto a nós? Temos seguido ao Senhor, independente das circunstâncias? Há esperança para nós?

Lembre-se: nossas decisões impactam gerações. 
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo dezesseis ao capítulo dezenove de 1 Reis.

Espero você. Até lá.