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terça-feira, 23 de julho de 2019

Isaías 22.1-24.23

Leitura do dia 22/07.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Isaías.

Na última postagem vimos as mensagens do Senhor a respeito do Egito, da Etiópia, da Babilônia e da Arábia. Palavras de juízo, de conversão e de queda.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-191-2117.html

Hoje caminharemos pelos capítulos vinte e dois a vinte e quatro.

Isaías recebeu uma mensagem a respeito de Jerusalém. A mensagem é terrível. Há cadáveres por todos os lados. Os líderes fugiram. Os muros da cidade estão derrubados. Os lamentos ecoam pelas encostas dos montes. Foram arrancadas as defesas de Judá.

O profeta pede que o deixem em paz. Ele vê a destruição de seu povo. Quer chorar. Sua dor é grande. Não está alheio ao sofrimento.

O pior é que em nenhum momento, pedem ajuda ao Senhor. Não levam em conta nada que diz respeito a Ele.

O Senhor os chamou para lamentarem. Para rasparem a cabeça. Vestirem pano de saco. Mas eles dançaram e brincaram. Abateram gado. Mataram ovelhas. Comeram carne. Beberam vinho. Como a morte é certa, quiseram comer e beber, já que, no dia seguinte, morreriam.

Não querem se arrepender. Por isso, não serão perdoados.

O Senhor ordena que Isaías confronte Sebna, o administrador do palácio. Há uma mensagem para ele. É um homem poderoso. Que anseia ser lembrado. Pensa apenas em si. Está construindo uma bela sepultura. Um monumento no alto da rocha. Uma homenagem para ele mesmo. Mas o Senhor está prestes a lançá-lo como uma bola. Num lugar distante. Ali morrerá. Será expulso de seu cargo. É uma vergonha para seu senhor.

O Senhor mesmo já escolheu alguém para ocupar seu lugar. Eliaquim, filho de Hilquias. Ele receberá as roupas oficiais. Título e autoridade. Será como um pai para o povo de Jerusalém e Judá. Se importará com o povo, não apenas com ele.

Terá a chave da casa de Davi, o cargo mais elevado da corte. Essa chave dá acesso a todos os tesouros da casa do rei. Quando abrir portas, ninguém conseguirá fechar. Quando fechar, ninguém conseguirá abrir. Trará honra ao nome de sua família. O Senhor o colocará firme em seu lugar. Toda sua família dependerá dele, o que será muito bom, pois ele atenderá a todos. Honrará até o membro mais humilde de sua casa. Como deve ser.

Isaías também recebeu uma palavra contra Tiro. Esta cidade era o mercado das nações. Fazia negociações com Társis (hoje na Espanha), com Chipre e Egito. Enviaram muitos colonizadores para lugares distantes. Sua história é longa. Mas será derrubada. Pelo Senhor. Para acabar com seu orgulho.

Durante setenta anos ficará esquecida. Depois, voltará à vida. O Senhor a fará renascer. Ainda assim, não será diferente. Continuará com sua prostituição. No final, porém, seu lucro será revertido para alimento e roupas finas para os servos do Senhor. Seu juízo é perfeito.

O problema não é comercializar. O problema era como comercializavam. Pessoas não tinham valor. Somente o lucro absurdo dos comerciantes.

O Senhor também falou a Isaías que estava prestes a destruir a terra e transformá-la em um enorme deserto. A própria terra se lamentava e secava. O mundo definha e murcha. Todos definam. Até os mais nobres. A terra sofre por causa do pecado de seus habitantes. Eles transgrediram as leis do Senhor. Violaram Seus decretos. Quebraram Sua aliança eterna. Por isso, a maldição consome toda a terra. Seus habitantes estão colhendo o que plantaram.

Só há tristeza. O vinho secou. As videiras murcharam. Os que festejavam agora gemem. Os tamborins cessaram. As harpas calaram. Não há mais danças. A cidade se contorce. Só há caos.

Sobrou apenas um pequeno remanescente. Como as azeitonas que sobram quando a oliveira é sacudida. Esses que restaram, gritam e cantam de alegria. Cânticos que glorificam o Senhor, o Justo.

Isaías, porém, está com o coração pesado. Desfalece. O engano ainda continua. Há traição em toda parte. Terror, armadilhas e laços. A culpa provocada pela rebelião é pesada demais. O Senhor julgará a todos. Os poderes celestiais nos céus e os governantes na terra. Como em Apocalipse, Isaías fala que serão reunidos e presos, trancados na prisão, e depois, castigados (Apocalipse 20.1-3, 7-10).

E o Senhor reinará sobre todos.

Que sejamos como os remanescentes. Fiéis ao Senhor em toda a qualquer circunstância. Que soframos pelo povo, como o profeta Isaías. E oremos. Clamando por arrependimento.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo vinte e cinco. Até o capítulo vinte e sete.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

2 Crônicas 36.1-23

Leitura do dia 02/05.

Na postagem anterior, vimos que, apesar de Josias ter o coração inclinado a obedecer, fez uma escolha errada. Não pediu orientação ao Senhor. Não ouviu Sua voz. Entrou em uma guerra que não era sua. E morreu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-351-27.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo trinta e seis. O último capítulo de 2 Crônicas.

O povo da terra tomou Jeoacaz filho de Josias, e o proclamou rei em lugar de seu pai. Estava com vinte e três anos quando começou a governar. Reinou três meses em Jerusalém.

O rei do Egito conseguiu destroná-lo e condenou o povo de Judá a pagar um imposto equivalente a três toneladas e meia de prata e trinta e cinco quilos de ouro. Designou Eliaquim, irmão de Jeoacaz, rei sobre Judá e sobre Jerusalém, e mudou-lhe o nome para Jeoaquim.

Uma mudança de nome é uma tentativa de mudança de cultura, de identidade.

Neco aprisionou Jeoacaz, irmão de Eliaquim, e o levou para o Egito.

Jeoaquim tinha vinte e cinco anos quando começou a governar. Reinou onze anos em Jerusalém. Fez o que é mau diante do Senhor. Então o rei da Babilônia, Nabucodonosor, o atacou e o fez cativo, preso a correntes, a fim de levá-lo para a Babilônia. Nabucodonosor tomou e levou para a Babilônia uma parte do mobiliário da Casa do Senhor, e colocou em seu palácio.

Os demais atos de Jeoaquim, todas as atitudes perversas que praticou, bem como todas a faltas pelas quais foi culpado, estão registrados no Livro dos Reis de Israel e Judá. Seu filho Joaquim passou a reinar em seu lugar.

Tinha Joaquim dezoito anos quando foi proclamado rei. Governou apenas três meses e dez dias em Jerusalém. Fez o que é detestável para o Senhor. O texto não fala que ele fez o que era mal. Fez o que era detestável.

Na primavera, o rei Nabucodonosor mandou levá-lo para a Babilônia. Junto com os objetos de valor retirados da Casa do Senhor. Proclamou Zedequias, seu tio, rei sobre Judá e Jerusalém.

Zedequias tinha vinte e um anos de idade quando começou a reinar. Governou durante onze anos em Jerusalém. Também agiu de maneira reprovável para com o Senhor. Não deu ouvidos nem se humilhou diante do profeta Jeremias, que lhe aconselhou como porta-voz do Senhor.

Além disso, rebelou-se contra o rei Nabucodonosor, que o tinha feito jurar pelo Senhor que lhe seria fiel. Mesmo assim, continuou teimoso e arrogante para não se arrepender de seus atos e voltar ao Senhor, Deus de Israel. Da mesma maneira, todos os chefes e líderes dos sacerdotes e o povo em geral. Tornaram-se cada vez mais infiéis, imitando todas as práticas detestáveis das nações pagãs e contaminando a Casa do Senhor, consagrada por Ele, em Jerusalém. O Senhor falou-lhes de muitas maneiras. Insistindo em adverti-los por meio de Seus mensageiros.

Em Sua compaixão, desejava poupar Seu povo e o lugar que escolhera para Habitação do Seu Nome. Não houve jeito. Zombaram dos mensageiros, desprezando Suas palavras e advertências. Ridicularizaram Seus profetas, até que a ira do Senhor se inflamou contra Seu próprio povo. Já não houve remédio.

O Senhor enviou o rei dos caldeus contra eles. Ele exterminou seus jovens à espada, no santuário. Não teve piedade de ninguém. Nem dos meninos, nem das moças, nem dos adultos, nem dos mais velhos e avançados em idade.

Deus entregou todos de Seu povo nas mãos do rei Nabucodonosor. Este levou para a Babilônia todos os utensílios da Casa do Senhor, tanto os pequenos como os grandes objetos, com todos os tesouros.
Inclusive os que pertenciam ao rei e a seus oficiais.

Incendiaram o templo do Senhor. Derrubaram os muros de Jerusalém. Queimaram todos os palácios. Destruíram todos os objetos de valor que havia neles.

Nabucodonosor levou para o exílio, na Babilônia, todos que sobreviveram à espada de seu exército, a fim de lhe servirem, e a seus descendentes, como escravos, até os tempos do império persa.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-251-30.html

Tudo em cumprimento à Palavra do Senhor profetizada pela boca de Jeremias. Tudo porque não quiseram andar nos caminhos propostos pelo Senhor.

A terra desfrutou os seus descansos sabáticos. Repousou durante o tempo de sua desolação, até que os setenta anos de descanso se completassem.

No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a Palavra do Senhor, anunciada por Jeremias, o Senhor moveu o coração de Ciro, para que fizesse uma proclamação, por escrito e de viva voz, em todo o território de seu domínio, dizendo que o Senhor, o Deus do universo, entregou em suas mãos todos os reinos da terra. Ele o encarregou de construir para Si um templo em Jerusalém, nas terras de Judá. Sendo assim, todos aqueles que pertencessem a Seu povo, estavam sendo libertos a partir daquele momento, para ir a Jerusalém, e que o Senhor seu Deus, estivesse com eles. Uma nova oportunidade estava surgindo naqueles dias.

Foi assim que aconteceu. O povo partiu. Foi para Jerusalém como está escrito no livro de Esdras, que leremos a partir de amanhã. Do capítulo um ao capítulo quatro.

O povo de Israel e de Judá foi levado cativo por não ter aprendido a guardar seus corações. Que sejamos diferentes. Que aprendamos a guardar.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/guardando-meu-tesouro.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/como-guardar-meu-unico-bem.html

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/indo-para-o-exilio.html

sexta-feira, 5 de abril de 2019

2 Reis 19.1-37

Leitura do dia 10/04.

Na postagem anterior, vimos que o rei da Assíria, através de Rabsaqué, afrontou o Senhor e Ezequias. Disse que nenhum deus conseguiu livrar nenhuma nação de seu senhor. O Senhor também não conseguiria. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-181-33.html

Agora, caminharemos através do capítulo dezenove de 2 Reis.

Quando Ezequias soube de tudo que Rabsaqué falou, rasgous suas vestes, cobriu-se de pano de saco em sinal de profunda tristeza e humilhação. E entrou no templo do Senhor. Era onde deveria estar. Clamando ao Único que podia socorrê-lo.

Ele enviou Eliaquim, o mordomo e administrador geral do palácio, Sebna, o escrivão, e os anciãos dos sacerdotes, todos vestidos de pano de saco, à presença do profeta Isaías, filho de Amoz. Eles transmitiram as palavras de Ezequias ao profeta. Aquele era um dia de grande angústia, repreensão e vergonha. Como o dia do nascimento de filhos quando não há ânimo nem força para dar à luz. Sua esperança era que o Senhor tivesse ouvido as palavras de Rabsaqué, a quem Senaqueribe enviara para insultar o Deus Vivo. Que o Senhor o repreendesse. E que Isaías intercedesse pelos que ainda sobreviviam.

Quando os oficiais do rei entregaram a mensagem a Isaías, ele lhes declarou que transmitissem ao rei as palavras do Senhor. O Senhor ordenou que Ezequias não tivesse medo das palavras que ouvira, das blasfêmias com as quais os asseclas do rei da Assíria O afrontaram. Porquanto o Senhor mudaria o espírito e as intenções de Senaqueribe. Ele receberia uma notícia que o faria tomar a decisão de retornar imediatamente ao seu país. E em sua própria terra o Senhor o faria morrer ao fio da espada.

Enquanto isso, Senaqueribe partiu de Láquis. Rabsaqué o encontrou em combate contra Libna. Nesse tempo, recebeu a notícia que Tiraca, rei da Etiópia, estava indo guerrear contra ele. Então mandou novamente uma mensagem a Ezequias, rei de Judá.

A mensagem dizia que o Deus, em quem ele, Ezequias, confiava, não o iludisse, quando prometia que Jerusalém não seria entregue às mãos do rei da Assíria. Ezequias já tinha ouvido o que os reis da Assíria fizeram a todas as nações, destruindo-as completamente. Ele não iria escapar. Nenhum deus libertou as nações que seus pais haviam devastado. O rei perguntou onde estava o rei de Hamate, o rei de Arpade, o rei da cidade de Sefarvaim, de Hena e de Iva. Todos destruídos.

Quando Ezequias leu, imediatamente voltou à Casa do Senhor. Estendeu as cartas diante dEle. E orou. Pediu que o Eterno Deus de Israel, que estava assentado em Seu trono, muito acima dos querubins, sim era com Ele mesmo que estava falando. Com o Único Senhor e Deus sobre todos os reinos da terra, o Senhor que criou os céus e a terra, que Ele inclinasse Seus ouvidos e ouvisse e observasse atentamente as palavras que Senaqueribe tornou públicas para afrontá-Lo. Ezequias reconhecia que a afronta era ao Senhor, antes de ser a qualquer outro.

Disse que era verdade que os reis da Assíria tinham devastado as nações e suas terras e lançado seus deuses no fogo. Mas não eram, de fato, deuses. Eram apenas obras das paixões e das mãos dos homens, que os modelaram em madeira e pedra. Por isso mesmo, foram destruídos. Não tinham nenhum poder. Não eram nada.

Ele suplicou que o Senhor o livrasse de sua mão, e que todos os reinos da terra ficassem sabendo que só o Senhor é Deus. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

O profeta Isaías mandou dizer a Ezequias que o Senhor ouvira sua súplica a respeito de Senaqueribe, rei da Assíria. E a palavra do Senhor contra Senaqueribe era que a virgem, a filha de Sião, desprezava e zombava dele, meneando a cabeça. Consegue imaginar a cena? Embora Senaqueribe fosse o grande rei da Assíria e Jerusalém fosse como uma indefesa virgem, ela meneava sua cabeça para ele.

Ele havia insultado, blasfemado e levantado com arrogância sua voz. Olhado com desdém para o Santo de Israel. Não para um deus qualquer. Era o Senhor, o Santo de Israel. Ofendeu o Senhor ao dizer que com a multidão de seus carros de guerra havia conquistado o alto dos montes, no interior do Líbano, derrubado pinheiros e chegado à pousada mais remota e à floresta mais densa.

Ofendeu também quando disse que havia cavado e bebido águas de terras estrangeiras e secado com as plantas de seus pés todos os rios do Egito. Será que Senaqueribe não tinha ouvido que o Senhor determinara esses acontecimentos há muito tempo e desde antes da antiguidade planejara o que agora Ele fazia acontecer? Simplesmente aprouve ao Senhor, executá-los através de Senaqueribe, que era apenas um vaso para que a vontade do Senhor se cumprisse naquelas cidades. Exatamente por isso seus habitantes não tiveram qualquer poder. Ficaram aterrorizados e envergonhados. Tornaram-se como a erva do campo, como a relva verde, e como o capim dos telhados, que se queimam antes mesmo de amadurecer.

Mas o Senhor conhecia muito bem o assentar, o sair e o entrar de Senaqueribe, assim como observava o seu furor contra Ele. E, por causa da sua ira maldosa contra o Senhor e porque sua insolência subiu aos Seus ouvidos, o Senhor colocaria Seu anzol em seu nariz e Seu cabresto em sua boca, obrigando-o a voltar pelo caminho por onde viera.

O Senhor disse que daria a Isaías um sinal. Naquele ano comeriam do que crescesse espontaneamente do solo. No ano seguinte o que brotasse. Mas no terceiro ano semeariam e colheriam, plantariam vinhas e comeriam seus frutos. O que escaparia da casa de Judá lançaria raízes e daria fruto. De Jerusalém sobreviveria um resto, e do monte Sião, haveria quem fosse salvo. Era o zelo do Senhor dos Exércitos que faria tal acontecer.

O Senhor ainda disse que o rei da Assíria não entraria em Jerusalém. De jeito nenhum. Nem lançaria qualquer flecha contra Seu povo. Também não enfrentaria a cidade com escudo, tampouco construiria rampas de ataque ao redor dela. Ele retornaria aos seus pelo mesmo caminho por onde viera, mas jamais entraria em Jerusalém. Pelo simples motivo que o Senhor protegeria Jerusalém e a salvaria, por amor dEle mesmo e por amor do Seu servo Davi.

Sabe o que aconteceu?

Naquela mesma noite, o Anjo do Senhor matou cento e oitenta e cinco mil guerreiros que se encontravam no acampamento dos assírios. Vou repetir. Cento e oitenta e cinco mil guerreiros! Quando o povo se levantou ao raiar do dia seguinte, aqueles guerreiros eram cadáveres. Senaqueribe fugiu apavorado, retornando a Nínive, onde permaneceu.

Um dia, quando estava no templo de Nisroque, adorando e cultuando seu deus, seus filhos Adrameleque e Sarezer o assassinaram ao fio da espada e fugiram para a terra de Arará. Seu outro filho, Esar-Hadom passou a reinar em seu lugar. Como o Senhor havia dito que aconteceria.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

Podemos crer e confiar em Sua palavra. Sempre. Ele é fiel. Mesmo quando não conseguimos ver uma saída, uma solução. Ele é fiel. É o Todo-Poderoso.

Amanhã continuamos. Leremos do capítulo vinte ao capítulo vinte e dois

Espero você. Até lá.

Textos semelhantes:
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/jerusalem-sera-invadida.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/afinal-senaqueribe-entrara-em-jerusalem.html

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Tristeza Profunda

Continuamos nossa caminhada através de 2 Reis.

Ontem vimos a comemoração da Páscoa, que desde os tempos dos Juízes não acontecia. Também vimos Josias e seu maravilhoso zelo pelo Senhor. Ah, como seria maravilhoso termos mais homens como Josias!
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/comemorando-pascoa.html

Como precisamos que Josias se levantem nos dias de hoje. Que derrubem altares falsos. Que exterminem cultos equivocados e ridículos, com aparência de ser ao Senhor quando são aos homens e aos seus objetivos egocêntrícos.

Clamo, de todo meu coração para que haja, em nossos dias, homens como Enoque, Fineias, Davi, Ezequias, Josias, Isaías, Elias, João Batista! Homens admiráveis!

Como carecemos de homens verdadeiramente tementes ao Senhor, que O amem, O conheçam. Que desejem, de todo coração, serví-Lo, independente do que dirão deles. Que O queiram, independente do que receberão.

Hoje, caminharemos ainda através do capítulo vinte e três. Do versículo trinta e um ao versículo trinta e sete.

Jeoacaz, filho de Josias, estava com vinte e três anos quando começou a reinar. Reinou apenas três meses em Jerusalém.

Para nossa tristeza, não seguiu os caminhos de seu pai. Fez o que era mau aos olhos do Senhor. Como seus maus antepassados fizeram. É sempre mais fácil deixar "a vida levar" do que fazer a vontade do Senhor. Seguí-Lo requer atitude. Compromisso. Relacionamento.

Faraó Neco mandou prender Jeoacaz em Ribla, na terra de Hamate, para que não reinasse mais. Exigiu de Judá um imposto de três toneladas e meia de prata e trinta e cinco quilos de ouro.

Neco colocou Eliaquim, filho de Josias, rei em seu lugar. Mudou seu nome para Jeoaquim.

Ele levou Jeoacaz para o Egito, onde morreu.

Jeoaquim pagou a Faraó toda prata o ouro exigidos, mas teve de criar impostos para conseguir honrar o tributo instituído. Exigiu prata e ouro de cada cidadão, conforme suas posses. Todos empobreceram juntos.

Não é terrível que antes o povo de Israel ofertava ouro e prata ao Senhor, a ponto de, muitas vezes, ter sido proibido de fazê-lo, pois sempre davam mais que o necessário? E sempre tinham mais para dar? Agora, não são mais ofertas. São tributos impostos pelo rei que domina sobre eles.

Novamente o Egito tem domínio sobre Israel, arrancando-lhe suas riquezas. Tudo por terem abandonado ao Senhor, virando-lhes as costas.

Jeoaquim estava com vinte e cinco anos quando começou a reinar. Reinou onze anos em Jerusalém. Também não seguiu o exemplo de Josias. Fez o que era mau diante dos olhos do Senhor, da mesma forma que seus antepassados haviam feito.

Judá caminha a passos largos para a destruição. E meu coração chora.

Olho para a Igreja de hoje. Não temos visto o mesmo acontecendo?

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e de nosso filhos e netos.

Continuamos amanhã. Espero você. Até lá.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Jerusalém será invadida?

Continuamos nossa caminhada pelo livro de 2 Reis.

Na postagem anterior, vimos que o rei da Assíria, através de Rabsaqué, afrontou o Senhor e Ezequias.

Disse que nenhum deus conseguiu livrar nenhuma nação de seu senhor. O Senhor também não conseguiria.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/desafio.html

Hoje caminharemos através do capítulo dezenove. Do versículo um ao versículo dezenove.

Quando Ezequias ficou sabendo de tudo que Rabsaqué falou, rasgous suas vestes, cobriu-se de pano de saco em sinal de profunda tristeza e humilhação. E entrou no templo do Senhor.

Era onde deveria estar. Clamando ao Único que podia socorrê-lo.

Ele enviou Eliaquim, o mordomo e administrador geral do palácio, Sebna, o escrivão, e os anciãos dos sacerdotes, todos vestidos de pano de saco, à presença do profeta Isaías filho de Amoz. Eles transmitiram as palavras de Ezequias ao profeta.

Ezequias havia dito que era dia de grande angústia, repreensão e vergonha. Como o dia do nascimento de filhos quando não havia ânimo nem força para dar à luz.

Sua esperança era que o Senhor tivesse ouvido as palavras de Rabsaqué, a quem Senaqueribe enviou para insultar o Deus Vivo. Que o Senhor o repreendesse pelo que ouviu. E que Isaías intercedesse pelos que ainda sobreviviam.

Quando os oficiais do rei entregaram a mensagem a Isaías, ele lhes declarou que transmitissem ao rei as palavras do Senhor.

O Senhor havia dito para Ezequias não ter medo das palavras que ouvira, das blasfêmias com as quais os asseclas do rei da Assíria O afrontaram. Porquanto o Senhor mudaria o espírito e as intenções de Senaqueribe. Ele receberia uma notícia que o faria tomar a decisão de retornar imediatamente ao seu país. E em sua própria terra o Senhor o faria morrer ao fio da espada.

Enquanto isso, Senaqueribe partiu de Láquis. Rabsaqué o encontrou em combate contra Libna.

Nesse tempo, ele recebeu a notícia que Tiraca, rei da Etiópia, estava indo guerrear contra ele. Então mandou novamente uma mensagem a Ezequias, rei de Judá.

A mensagem dizia que o Deus, em quem ele, Ezequias, confiava, não o iludisse, quando prometia que Jerusalém não seria entregue às mãos do rei da Assíria. Ezequias já tinha ouvido o que os reis da Assíria fizeram a todas as nações, destruindo-as completamente. Ele não iria escapar. Nenhum deus libertou as nações que seus pais haviam devastado, tais como Gozã, Harã, Rezete e Telassar. O rei perguntou onde estava o rei de Hamate, o rei de Arpade, o rei da cidade de Sefarvaim, de Hena e de Iva. Todos destruídos.

Quando Ezequias leu, imediatamente voltou à Casa do Senhor. Estendeu as cartas diante dEle. E orou.

Pediu que o Eterno Deus de Israel, que estava assentado em Seu trono, muito acima dos querubins, sim era com Ele mesmo que estava falando. Com o Único Senhor e Deus sobre todos os reinos da terra, o Senhor que criou os céus e a terra, que Ele inclinasse Seus ouvidos e ouvisse e observasse atentamente as palavras que Senaqueribe tornou públicas para afrontá-Lo.

Ezequias reconhecia que a afronta era ao Senhor, antes de ser a qualquer outro.

Disse que era verdade que os reis da Assíria tinham devastado as nações e suas terras e lançado seus deuses no fogo. Mas não eram, de fato, deuses. Eram apenas obras das paixões e das mãos dos homens, que os modelaram em madeira e pedra. Por isso mesmo, foram destruídos. Não tinham nenhum poder. Não eram nada.

Ele suplicou que o Senhor o livrasse de sua mão, e que todos os reinos da terra ficassem sabendo que só o Senhor é Deus.

O que acontecerá? O Senhor responderá? Jerusalém será ou não invadida? Senaqueribe morrerá em sua terra, como o Senhor disse que morreria ou voltará para invadir Jerusalém?

Continuamos amanhã. Espero você. Até lá.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Desafio Implacável

Continuamos nossa caminhada através do livro de 2 Reis.

Ontem vimos que Senaqueribe invadiu as cidades fortes de Judá. E as conquistou.

Ezequias enviou tesouros para Senaqueribe não invadir Jerusalém. Mas ele mandou um grande exército até lá.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/perdendo-tesouros.html

Hoje caminharemos ainda pelas páginas do capítulo dezoito. Do versículo dezenove ao versículo trinta e três.

Rabsaqué, o comandante de campo de Senaqueribe tinha uma mensagem a transmitir.

Ordenou que dissessem a Ezequias que o grande rei, o soberano da Assíria estava lhe advertindo. Perguntou em quem Ezequias depositava sua confiança. Disse que sua estratégia e palavras vazias não tinham poder suficientes para vencer uma guerra.

Por que Ezequias havia se revoltado? Estava confiando naquele caniço quebrado que era o Egito, que espetava e feria a mão de quem se apoiasse nele?

Mas se Ezequias alegasse que estava confiando no Senhor, seu Deus, ele não entendia. Afinal, não eram deles os santuários e os altares que Ezequias destruíra, ordenando a Judá e Jerusalém que só adorassem perante o altar em Jerusalém?

Seu discurso queria minar a coragem e a confiança do povo de Jerusalém. E colocar a fé de Ezequias em xeque. Deixá-los desnorteados, completamente confusos e indefesos. Sem ter em quem confiar.

Ele continuou. Lançou um desafio proposto pelo rei. Daria dois mil cavalos se tivessem cavaleiros para montá-los. Mas não tinham. Era impossível que Jerusalém derrotasse um só príncipe dos menores servos do rei da Assíria. E o Egito não lhe forneceria carros de guerra e cavaleiros para tanto.

Jogando contra a soberania do Senhor, o rei perguntou se teria ido atacar e guerrear contra eles sem o consentimento do Senhor. E foi além, disse que o próprio Senhor havia lhe ordenado que atacasse e destruísse Jerusalém.

Quantas sementes e flechas de dúvidas sendo lançadas sobre o povo e seu rei! Haveria alguma solução para eles?

Os homens do rei pediram a Rabsaqué que falasse em aramaico. Compreendiam a língua. Que não falasse em hebraico. Assim todos que estivessem por perto saberiam o que dizia.

Rabsaqué respondeu que seu senhor não havia mandado mensagem exclusivamente para o rei e seus representantes. A mensagem era para todos. Que ouvissem, afinal, se não se entregasse, acabariam comendo suas próprias fezes e bebendo suas urinas.

Em seguida, não satisfeito com o tom de voz que usara e, para realmente amedrontar e intimidar a todos, Rabsaqué, levantou-se e bradou em hebraico, a língua dos judeus.

Que ouvissem a palavra do grande rei, do soberano da Assíria!  Que não deixassem que Ezequias os engasse. Ele não seria capaz de livrá-los de sua mão. Muito menos que ele não os convencesse a depositar toda a sua confiança no Senhor dizendo que, com certeza, o Senhor os salvaria e Jerusalém não seria entregue. Que não dessem ouvidos a Ezequias. Ele conquistaria a cidade.

O rei da Assíria tinha uma proposta. A “tacada” final.

Se celebrassem um pacto de paz com ele e fossem serví-lo, comeriam com fartura, cada um da sua própria vide e da sua própria figueira. Beberiam cada um da água da sua própria cisterna. Ficariam na terra, até que ele mesmo viesse e os levasse para uma terra como a deles, de cereal, de vinho, de pão, de oliveiras e mel. Assim viveriam e não morreriam.

Voltou a atacar Ezequias. Que não os enganasse quando dizia que o Senhor poderia livrá-los. Era impossível.

Os deuses das outras nações não as puderam salvar. Os deuses de Hamate e de Arpade não fizeram nada por eles. Muito menos os deuses de Safarvaim, de Hena e Iva. Nem conseguiram livrar Samaria. Então, o Senhor também não conseguiria salvar Jerusalém. Não havia solução para eles. A não ser entregar-se.

O povo ouviu tudo em absoluto silêncio. Engolindo em seco essas palavras. Ezequias havia ordenado que ninguém respondesse.

Quando Rabsaqué terminou seu discurso, Eliaquim, Sebna e Joá foram ao rei. Rasgaram suas vestes em sinal de indignação. Comunicaram a ele as palavras desafiadoras de Rabsaqué.

E agora? O que acontecerá? Ezequias se renderá? Haverá mais algum tesouro para uma negociação? Uma trégua? Farão uma aliança com Senaqueribe, aguardando serem exilados?

Continuamos amanhã. Espero você.