Leitura do dia 08/11.
Prosseguimos nossa caminhada através das páginas de João.
Ontem vimos o Senhor falando da obra do Espírito Santo. A tristeza de Seus discípulos será transformada em alegria.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-161-33.html
Ele ora por nós. Em Sua oração, fala de amor, unidade, renúncia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-171-26.html
Ele é traído e preso. Pedro O nega. É levado a Anás. Depois a Caifás. Depois a Pilatos, que não encontrou nada para condená-Lo. Seu reino não é deste mundo. Se fosse, teria sido tudo muito diferente. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-181-24.html; http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-1825-40.html
Hoje leremos a partir do capítulo dezenove. Até o final do livro de João.
Como os judeus queriam que fosse condenado, Pilatos manda açoitá-Lo. Quem sabe, desistem.
Os soldados tecem uma coroa de espinhos e a colocam em Sua cabeça. Vestem-no com uma capa cor de púrpura, como da realeza. Batem em Seu rosto e dizem: “Salve, rei dos judeus!”.
Batem em Seu rosto. Tem em Sua cabeça uma coroa de espinhos. Meu coração parte em mil pedaços. É terrível ver Seu sofrimento. Ele é inocente. Nada fez.
Mais uma vez Pilatos sai à frente do povo e diz aos judeus: “Vejam, eu O estou trazendo a vocês, para que saibam que não acho nEle motivo algum de acusação”.
Jesus vai para fora, usando a coroa de espinhos e a capa de púrpura. Pilatos fala: “Eis o homem!”.
Meu coração está partido. Não consigo conter as lágrimas que correm por meu rosto.
Ao vê-Lo os principais sacerdotes e os guardas gritam: “Crucifica-O! Crucifica-O!”.
Essas palavras ecoam em meus ouvidos. Penetram em meu coração. Foi por mim. Por nós. Por nossos pecados. Para nos reconciliar com o Pai. Por amor. Ele se entregou. Para ser crucificado.
Pilatos fala para O levarem e crucificarem porque, quanto a ele, não encontra base alguma para acusá-Lo. Sabe que Jesus é inocente. Que querem matá-Lo por inveja.
Os judeus insistem que tem uma lei e, de acordo com essa lei, Ele deve morrer porque declarou ser o Filho de Deus.
Quando Pilatos escuta isso, fica ainda mais amedrontado.
Já ouviu Jesus dizer que Seu reino não é deste mundo. Agora escuta que Ele disse ser o Filho de Deus. João não nos conta, mas já vimos em outras páginas que percorremos que sua esposa teve um sonho e mandou um bilhete dizendo que Jesus era justo. Para Pilatos não se envolver com Ele.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-escolha-da-multidao.html
Pilatos volta para dentro de seu palácio. Pergunta a Jesus de onde Ele vem. Jesus não responde.
Pilatos pergunta: “Você se nega a falar comigo? Não sabe que tenho autoridade para libertá-Lo e para crucificá-Lo?”.
Jesus responde que Pilatos não teria nenhuma autoridade sobre Ele, se esta autoridade não fosse lhe dada de cima. Disse também que quem O entregou é culpado de um pecado maior.
Ao ouvir isso, Pilatos procura libertar Jesus de qualquer maneira. Mas os judeus gritam que se soltar Jesus, não é amigo de César, já que quem se diz rei opõe-se a César.
Pilatos traz Jesus para fora. Senta-se na cadeira de juiz, num lugar conhecido como Pavimento de Pedra. É o Dia da Preparação da semana da Páscoa. Por volta do meio-dia. Pilatos fala: “Eis o rei de vocês”.
Eles gritam: “Mata! Mata! Crucifica-O!”.
Eu choro.
Pilatos pergunta: “Devo crucificar o rei de vocês?”.
Os principais sacerdotes respondem que não têm nenhum rei além de César. Logo eles, que deveriam levar Deus ao povo e o povo a Deus.
São judeus. Esperam o Messias. O Messias vem. Não O querem. Ele não é como pensavam que seria. Amam mais suas vidas e cargos. Querem vê-Lo morto.
Sei que não há o que fazer. Mas meu coração parece um bumbo. Não queria que fosse assim.
Sei, não há outro meio. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Precisa ser sacrificado como o Cordeiro que é. https://www.youtube.com/watch?v=cFNT0YA2bLQ
Finalmente Pilatos O entrega para ser crucificado.
Então, os soldados encarregam-se de Jesus.
Ele já foi humilhado, mas ainda passará por mais humilhação.
Quanto a mim, quero ficar aqui. Não tenho forças para prosseguir. Mas precisamos.
João não nos conta os detalhes. Já vimos nas outras páginas que percorremos. Um grande sofrimento.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-escolha-da-multidao.html
Ele leva Sua cruz. Até o Gólgota (Lugar da Caveira). Ali o crucificam. Com Ele outros dois, um de cada lado. http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-crucificacao-de-jesus.html
A crucificação era a morte mais terrível aplicada àquela época.
Pilatos manda fazer uma placa e pregá-la na cruz. Está escrito: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.
Muitos dos judeus leem a placa. Está escrita em aramaico, latim e grego. O lugar da crucificação é próximo da cidade. Muitos passam por ali.
Os principais sacerdotes protestam a Pilatos. Não querem que esteja escrito “Rei dos Judeus” e sim que “Ele se dizia rei dos judeus”. Pilatos responde que vai ficar como mandou fazer. Não vai mudar.
Ao crucificarem Jesus, os soldados tomam Suas roupas. Dividem-nas em quatro partes, uma para cada um. Sua túnica, porém, era sem costura, tecida numa única peça de alto a baixo. Não querem rasgá-la. Custa caro. Resolvem sortear. Acontece assim para que se cumpra a Escritura que diz: “Repartem minhas roupas entre si e lançam sortes por minhas vestes” (Salmo 22.18).
Próximos à cruz está Maria, sua mãe, a irmã dela, mulher de Clopas e Maria Madalena. Perto de Maria, João.
Jesus os vê e diz à sua mãe, apontando para João: “Aí está seu filho”. A João, diz: “Aí está sua mãe”. A partir daquela hora, João a levou para sua casa e a tratou como sua própria mãe.
O tempo passa. Sabendo que tudo está concluído, para que a Escritura se cumpra, Jesus diz que tem sede (Salmo 69.21).
Há ali uma vasilha cheia de vinagre. Embebem uma esponja nela. Colocam a esponja na ponta de um caniço de hissopo. Erguem-na até Seus lábios. Jesus prova. E diz: “Está consumado”. Curva Sua cabeça e entrega Seu espírito.
Seguramente é a cena mais difícil de ser vista. Jogo-me ao chão.
Como pode um amor tão grande assim? Morreu por me amar. Por amar você. Por amar o mundo (João 3.16). Impressionante, infinito, inexplicável, inigualável e ousado amor.
https://www.youtube.com/watch?v=wSKKEAnLTDw
É o dia da preparação. Amanhã é sábado. Um sábado especialmente sagrado. Os judeus não querem que os corpos permaneçam na cruz durante o sábado. Pedem a Pilatos para ordenar que lhes quebrem as pernas e retirem os corpos da cruz.
Podem matar Um inocente, mas não podem deixar Seu corpo na cruz. Os religiosos e suas inversões de valores! Em todos os tempos. Em todas as épocas.
Os soldados vão ao Gólgota. Quebram as pernas do primeiro homem que foi crucificado com Jesus. Em seguida as do outro. Quando chegam a Jesus, percebem que já está morto. Não quebram Suas pernas. Um dos soldados perfura Seu lado com uma lança. Sai sangue e água.
João vê. E mais tarde testemunha. Seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade. E testemunha a verdade para que creiam.
Aconteceu assim para se cumprir a Escritura: “Nenhum dos Seus ossos será quebrado” (Salmo 34.20) e também: “Olharão para Aquele que traspassaram” (Zacarias 12.10).
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/jesus-morre-e-agora.html
José de Arimateia vai até Pilatos. Corajosamente pede o corpo de Jesus. José era Seu discípulo. Até então, secretamente, porque temia os judeus. Embora não fosse costume, Pilatos lhe entrega o corpo.
Não está só. Nicodemos está com ele. Nicodemos é aquele que havia visitado e conversado com Jesus à noite. Este leva cerca de trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés. Trinta e quatro quilos! Sempre fico impressionada com essa quantidade! É muita coisa!
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html
Eles tomam Seu corpo, envolvem-No em faixas de linho, junto com os trinta e quatro quilos de especiarias, de acordo com os costumes judaicos de sepultamento.
No lugar onde Jesus foi crucificado há um jardim. No jardim, um sepulcro novo, onde ninguém jamais foi colocado. Por ser o Dia da Preparação para os judeus, visto que o sepulcro ficava perto, colocam-No ali.
Parece que a esperança acabou. Parece que Seu ensino perdeu o sentido.
Todos voltam para casa, em total tristeza e desolação. Como se a esperança houvesse morrido.
Olho para as páginas de João. Sua história não termina aqui. Há mais. Não apenas algumas linhas. Há mais páginas.
Meu coração enche-se de esperança.
O que acontecerá? Ele cumprirá o que prometeu? Ressuscitará?
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
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segunda-feira, 18 de novembro de 2019
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
A escolha da multidão
Prosseguimos através do capítulo 27 de Mateus. Não posso mais fugir.
Levaram meu Senhor Jesus até Pilatos, o governador. Nós acompanhamos.
Os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos não podiam pedir que O matassem por Ele ter dito que era o Filho de Deus.
A acusação diante de Pilatos era de que Ele havia declarado ser rei.
Colocaram-No diante de Pilatos que lhe perguntou se de fato Ele era o rei dos judeus. Jesus responde: “Tu o dizes”. Seu posicionamento me faz amá-Lo mais. Quero correr e prostrar-me aos Seus pés. Mas agora, só posso observar.
Enquanto isso, os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos continuam acusando-O. Pilatos lhe pergunta se Ele não ouve as acusações. Jesus não responde. O governador fica impressionado. Muito.
Me lembro de Isaías: “Ele foi maltratado, humilhado, torturado; contudo, não abriu a Sua boca; agiu como um cordeiro levado ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença dos seus tosquiadores Ele não expressou nenhuma palavra”. – Isaías 53.7
De repente, chega uma mensagem para Pilatos. Nós vimos, é de sua mulher. Ela pede para ele não se envolver com Jesus. O chama de inocente. Diz ter sonhado com Ele e sofrido muito por Sua causa, no sonho.
Durante a Páscoa era costume do governador soltar um prisioneiro. A multidão escolhe quem deve ser solto.
Estava preso um homem muito conhecido chamado Barrabás. Os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos convencem a multidão que peçam para Barrabás ser solto e Jesus, executado.
Meu coração salta pela boca. Não tenho mais forças. Seguro-me em você.
Pilatos sabe que os chefes dos sacerdotes haviam entregue Jesus por inveja. Agora, o sonho de sua mulher. Ele pergunta à multidão que havia se reunido ali, quem eles queriam que fosse solto. Barrabás ou Jesus, chamado o Cristo.
Eles respondem que querem Barrabás. Minhas pernas dobram. Como assim? Quantos dessa multidão ouviram os ensinos revolucionários de Jesus e O viram operando milagres? Agora pedem que Barrabás seja solto. E quanto ao Senhor Jesus?
O governador pergunta o que deve fazer com Jesus, chamado Cristo. A multidão, a uma só voz responde: “Crucifica-O!”
Estou literalmente "em frangalhos". Não consigo entender. Então lembro que Ele precisa morrer. Para me justificar. Justificar você. Justificar todo o que nEle crer. Como está escrito em João 3.16: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que Deus o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna".
Pilatos também não entende e pergunta: “Por quê? Que crime Ele cometeu?” Nenhum, respondo. Mas ninguém me ouve. Somente você que está ali, observando comigo.
A crucificação era o pior tipo de morte a que alguém podia ser submetido. Só os piores traidores e criminosos eram crucificados. Era considerada uma morte maldita (Deuteronômio 21.23).
Minhas lágrimas não param de rolar. Sei que se fez maldito por minha causa. Em meu lugar. Em seu lugar. Era totalmente inocente.
Aos prantos, não paro de me perguntar: Que amor é esse?
Seu amor sempre me emociona. Sempre me emocionará. É demais para mim.
A multidão parece ensandecida. Gritam mais alto: “Crucifica-O!”
Não consigo manter-me em pé.
Pilatos percebe que não adianta argumentar. A multidão grita mais alto. Um tumulto está prestes a estourar. Como um estouro de uma boiada.
Ele está ali para garantir a segurança de Jerusalém em dias de festa, quando a população aumentava consideravelmente.
Então pede que lhe tragam água. Lava as mãos diante da multidão e diz estar inocente do sangue de Jesus. “A responsabilidade é de vocês”.
Horrorizada escuto a multidão responder: “Que o sangue dEle caia sobre nós e sobre nossos filhos!”
Loucos, não sabem o que estão falando. Tento gritar. Quero mandar que fechem suas bocas. Que se arrependam. Que voltem atrás. Então lembro que esta cena já aconteceu. Aproximadamente dois mil anos atrás. Não há mais o que fazer.
Pilatos solta Barrabás. Manda açoitar Jesus. Depois, será crucificado.
Minha vontade é fechar o livro. Não quero mais ler. Não quero mais saber de nada. Não sei se posso suportar o que vem a seguir. Meu coração dispara. Choro desconsoladamente.
O açoitamento romano era tão cruel que muitos condenados não chegavam a ser crucificados. Morriam ali mesmo. Também era chamado de flagelo. Era feito com um chicote que possuía várias tiras, com pedaços de ossos de carneiro ou mesmo humanos e metal, em suas pontas. Alguns eram conhecidos como "gato de nove caudas". Outros como "escorpião". Esses pedaços de ossos e metal não apenas arrancavam a pele do açoitado. Penetravam sua carne, rasgando vasos sanguíneos, nervos, músculo e pele. A cada chicotada.
É o que acontece com meu Senhor. A cada chicotada sua pele é arrancada. Seus vasos sanguíneos são rasgados. Seus nervos. Músculos. Peles. Como tiras. Seu sangue é derramado. Espirra para todos os lados. Ele literalmente é moído. Esmagado.
Estou jogada no chão. Sem forças. Obrigo-me a olhar. Quase não suporto. Minhas pernas tremem. Todo meu corpo treme. Minha boca está seca. Não choro mais. Soluço alto. Sei que ninguém pode me ouvir. Berro. Meu coração dever ter saltado pela boca há muito tempo. Preciso olhar. Afinal, todo esse sofrimento é por mim. Por você. Por toda a humanidade.
Como Isaías escreveu: “Mas, de fato, Ele foi transpassado por causa das nossas próprias culpas e transgressões, foi esmagado por conta das nossas iniquidades; o castigo que nos propiciou a paz caiu todo sobre Ele, e mediante Suas feridas fomos curados.” – Isaías 53.5
Depois desse sofrimento terrível, Ele terá que carregar a cruz para ser crucificado. Mesmo estando esmagado.
Preciso ficar aqui. Não tenho mais forças. Não consigo entender tão grande amor. Deixou Sua glória por mim. Viveu como homem, por mim. Foi condenado, por mim. Foi humilhado, por mim. Castigado, por mim. Massacrado, moído, por mim.
Me prostro aos Seus pés. Minha vida é dEle. Não tem como não ser, depois de tudo o que fez por mim.
Foi por você também. Se sua vida ainda não é dEle, agora é o momento. Entregue-se a Ele. Deixe que Ele trabalhe em sua vida. Como tem trabalhado na minha.
Não existe nada melhor do que seguí-Lo. Mesmo com todas as dificuldades.
Seu amor é maravilhoso. Podemos percebê-Lo a cada dia. Junte-se a mim. Prostre-mo-nos diante dEle.
https://www.youtube.com/watch?v=GnuMCM4TEHI
Amanhã prosseguimos.
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