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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

João 19.1-42

Leitura do dia 08/11.

Prosseguimos nossa caminhada através das páginas de João.

Ontem vimos o Senhor falando da obra do Espírito Santo. A tristeza de Seus discípulos será transformada em alegria.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-161-33.html

Ele ora por nós. Em Sua oração, fala de amor, unidade, renúncia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-171-26.html

Ele é traído e preso. Pedro O nega. É levado a Anás. Depois a Caifás. Depois a Pilatos, que não encontrou nada para condená-Lo. Seu reino não é deste mundo. Se fosse, teria sido tudo muito diferente. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-181-24.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-1825-40.html

Hoje leremos a partir do capítulo dezenove. Até o final do livro de João.

Como os judeus queriam que fosse condenado, Pilatos manda açoitá-Lo. Quem sabe, desistem.

Os soldados tecem uma coroa de espinhos e a colocam em Sua cabeça. Vestem-no com uma capa cor de púrpura, como da realeza. Batem em Seu rosto e dizem: “Salve, rei dos judeus!”.

Batem em Seu rosto. Tem em Sua cabeça uma coroa de espinhos. Meu coração parte em mil pedaços. É terrível ver Seu sofrimento. Ele é inocente. Nada fez.

Mais uma vez Pilatos sai à frente do povo e diz aos judeus: “Vejam, eu O estou trazendo a vocês, para que saibam que não acho nEle motivo algum de acusação”.

Jesus vai para fora, usando a coroa de espinhos e a capa de púrpura. Pilatos fala: “Eis o homem!”.

Meu coração está partido. Não consigo conter as lágrimas que correm por meu rosto.

Ao vê-Lo os principais sacerdotes e os guardas gritam: “Crucifica-O! Crucifica-O!”.

Essas palavras ecoam em meus ouvidos. Penetram em meu coração. Foi por mim. Por nós. Por nossos pecados. Para nos reconciliar com o Pai. Por amor. Ele se entregou. Para ser crucificado.

Pilatos fala para O levarem e crucificarem porque, quanto a ele, não encontra base alguma para acusá-Lo. Sabe que Jesus é inocente. Que querem matá-Lo por inveja.

Os judeus insistem que tem uma lei e, de acordo com essa lei, Ele deve morrer porque declarou ser o Filho de Deus.

Quando Pilatos escuta isso, fica ainda mais amedrontado.

Já ouviu Jesus dizer que Seu reino não é deste mundo. Agora escuta que Ele disse ser o Filho de Deus. João não nos conta, mas já vimos em outras páginas que percorremos que sua esposa teve um sonho e mandou um bilhete dizendo que Jesus era justo. Para Pilatos não se envolver com Ele.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-escolha-da-multidao.html

Pilatos volta para dentro de seu palácio. Pergunta a Jesus de onde Ele vem. Jesus não responde.

Pilatos pergunta: “Você se nega a falar comigo? Não sabe que tenho autoridade para libertá-Lo e para crucificá-Lo?”.

Jesus responde que Pilatos não teria nenhuma autoridade sobre Ele, se esta autoridade não fosse lhe dada de cima. Disse também que quem O entregou é culpado de um pecado maior.

Ao ouvir isso, Pilatos procura libertar Jesus de qualquer maneira. Mas os judeus gritam que se soltar Jesus, não é amigo de César, já que quem se diz rei opõe-se a César.

Pilatos traz Jesus para fora. Senta-se na cadeira de juiz, num lugar conhecido como Pavimento de Pedra. É o Dia da Preparação da semana da Páscoa. Por volta do meio-dia. Pilatos fala: “Eis o rei de vocês”.

Eles gritam: “Mata! Mata! Crucifica-O!”.

Eu choro.

Pilatos pergunta: “Devo crucificar o rei de vocês?”.

Os principais sacerdotes respondem que não têm nenhum rei além de César. Logo eles, que deveriam levar Deus ao povo e o povo a Deus.

São judeus. Esperam o Messias. O Messias vem. Não O querem. Ele não é como pensavam que seria. Amam mais suas vidas e cargos. Querem vê-Lo morto.

Sei que não há o que fazer. Mas meu coração parece um bumbo. Não queria que fosse assim.

Sei, não há outro meio. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Precisa ser sacrificado como o Cordeiro que é. https://www.youtube.com/watch?v=cFNT0YA2bLQ

Finalmente Pilatos O entrega para ser crucificado.

Então, os soldados encarregam-se de Jesus.

Ele já foi humilhado, mas ainda passará por mais humilhação.

Quanto a mim, quero ficar aqui. Não tenho forças para prosseguir. Mas precisamos.

João não nos conta os detalhes. Já vimos nas outras páginas que percorremos. Um grande sofrimento.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-escolha-da-multidao.html

Ele leva Sua cruz. Até o Gólgota (Lugar da Caveira). Ali o crucificam. Com Ele outros dois, um de cada lado. http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-crucificacao-de-jesus.html

A crucificação era a morte mais terrível aplicada àquela época.

Pilatos manda fazer uma placa e pregá-la na cruz. Está escrito: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.

Muitos dos judeus leem a placa. Está escrita em aramaico, latim e grego. O lugar da crucificação é próximo da cidade. Muitos passam por ali.

Os principais sacerdotes protestam a Pilatos. Não querem que esteja escrito “Rei dos Judeus” e sim que “Ele se dizia rei dos judeus”. Pilatos responde que vai ficar como mandou fazer. Não vai mudar.
Ao crucificarem Jesus, os soldados tomam Suas roupas. Dividem-nas em quatro partes, uma para cada um. Sua túnica, porém, era sem costura, tecida numa única peça de alto a baixo. Não querem rasgá-la. Custa caro. Resolvem sortear. Acontece assim para que se cumpra a Escritura que diz: “Repartem minhas roupas entre si e lançam sortes por minhas vestes” (Salmo 22.18).

Próximos à cruz está Maria, sua mãe, a irmã dela, mulher de Clopas e Maria Madalena. Perto de Maria, João.

Jesus os vê e diz à sua mãe, apontando para João: “Aí está seu filho”. A João, diz: “Aí está sua mãe”. A partir daquela hora, João a levou para sua casa e a tratou como sua própria mãe.

O tempo passa. Sabendo que tudo está concluído, para que a Escritura se cumpra, Jesus diz que tem sede (Salmo 69.21).

Há ali uma vasilha cheia de vinagre. Embebem uma esponja nela. Colocam a esponja na ponta de um caniço de hissopo. Erguem-na até Seus lábios. Jesus prova. E diz: “Está consumado”. Curva Sua cabeça e entrega Seu espírito.

Seguramente é a cena mais difícil de ser vista. Jogo-me ao chão.

Como pode um amor tão grande assim? Morreu por me amar. Por amar você. Por amar o mundo (João 3.16). Impressionante, infinito, inexplicável, inigualável e ousado amor.
https://www.youtube.com/watch?v=wSKKEAnLTDw

É o dia da preparação. Amanhã é sábado. Um sábado especialmente sagrado. Os judeus não querem que os corpos permaneçam na cruz durante o sábado. Pedem a Pilatos para ordenar que lhes quebrem as pernas e retirem os corpos da cruz.

Podem matar Um inocente, mas não podem deixar Seu corpo na cruz. Os religiosos e suas inversões de valores! Em todos os tempos. Em todas as épocas.

Os soldados vão ao Gólgota. Quebram as pernas do primeiro homem que foi crucificado com Jesus. Em seguida as do outro. Quando chegam a Jesus, percebem que já está morto. Não quebram Suas pernas. Um dos soldados perfura Seu lado com uma lança. Sai sangue e água.

João vê. E mais tarde testemunha. Seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade. E testemunha a verdade para que creiam.

Aconteceu assim para se cumprir a Escritura: “Nenhum dos Seus ossos será quebrado” (Salmo 34.20) e também: “Olharão para Aquele que traspassaram” (Zacarias 12.10).
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/jesus-morre-e-agora.html

José de Arimateia vai até Pilatos. Corajosamente pede o corpo de Jesus. José era Seu discípulo. Até então, secretamente, porque temia os judeus. Embora não fosse costume, Pilatos lhe entrega o corpo.

Não está só. Nicodemos está com ele. Nicodemos é aquele que havia visitado e conversado com Jesus à noite. Este leva cerca de trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés. Trinta e quatro quilos! Sempre fico impressionada com essa quantidade! É muita coisa!
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html

Eles tomam Seu corpo, envolvem-No em faixas de linho, junto com os trinta e quatro quilos de especiarias, de acordo com os costumes judaicos de sepultamento.

No lugar onde Jesus foi crucificado há um jardim. No jardim, um sepulcro novo, onde ninguém jamais foi colocado. Por ser o Dia da Preparação para os judeus, visto que o sepulcro ficava perto, colocam-No ali.

Parece que a esperança acabou. Parece que Seu ensino perdeu o sentido.

Todos voltam para casa, em total tristeza e desolação. Como se a esperança houvesse morrido.

Olho para as páginas de João. Sua história não termina aqui. Há mais. Não apenas algumas linhas. Há mais páginas.

Meu coração enche-se de esperança.

O que acontecerá? Ele cumprirá o que prometeu? Ressuscitará?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sábado, 16 de novembro de 2019

João 12.1-19

Leitura do dia 05/11.

Na postagem anterior vimos que os fariseus e mestres da lei preferem “seus lugares” à verdade.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-1146-57.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo doze de João. Do versículo um ao versículo dezenove.

Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia.

Vamos acompanhá-Lo.

Está jantando com Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos. Marta serve. Lázaro está com Ele à mesa.

Não é maravilhoso ver Lázaro ali, sem nenhuma sequela? Completamente vivo?

E Maria? Não está com Marta, servindo à mesa.

De repente, ela entra com um frasco de nardo puro. Um perfume caro. Derrama-o sobre os pés de Jesus. E enxuga Seus pés com seus cabelos. A casa enche-se com a fragrância do perfume. Que delicia!

Estou maravilhada com tamanha demonstração de amor, rendição e adoração.

Um dos discípulos, Judas Iscariotes, que mais tarde irá traí-Lo, fica indignado. Disse que este perfume poderia ter sido vendido e o dinheiro dado aos pobres. Seriam trezentos denários.

Olho para você. Agora estou mais maravilhada ainda. Um denário equivale a um dia de trabalho. Trezentos denários era muito dinheiro!

Mas Judas não está interessado nos pobres. Era o responsável pela bolsa de dinheiro. E era ladrão. Costumava tirar o que nela era colocado.

Jesus ordena que a deixem em paz. Que essa unção que fez será guardada para o dia de Seu sepultamento. Lembra que os pobres estão sempre com eles, mas a Ele, nem sempre terão.

Meu coração se aperta. Sei que está próximo o dia de Sua entrega.

Enquanto isso, uma grande multidão de judeus descobre que Jesus está em Betânia. Vêm atrás dEle. Não apenas dEle, mas também para ver Lázaro, a quem Ele ressuscitara dos mortos. Todos querem ver o homem que havia estado morto por quatro dias e agora está vivo.

Por esse motivo, os principais sacerdotes fizeram planos para matar também Lázaro, pois por sua causa muitos estavam se afastando dos judeus e crendo em Jesus.

Esses homens realmente não têm limites. Além de desejarem matar Jesus por estar fazendo milagres, querem matar também o homem que Ele ressuscitou.

Tudo porque não querem "dar o braço a torcer". Não querem se desfazer de suas vidas. Não querem crer.

No dia seguinte, Jesus vai à Jerusalém. A grande multidão que tinha vindo para a festa ouviu falar que Ele está chegando. Vão ao Seu encontro.

Pegam ramos de palmeiras para saldarem-No. Eles gritam: “Hosana!”. “Bendito é o que vem em nome do Senhor!”. “Bendito é o Rei de Israel!”.

Jesus consegue um jumentinho e monta nele, como está escrito: “Não tenhas medo, ó cidade de Sião; eis que o seu Rei vem, montado num jumentinho” (Zacarias 9.9).

É uma cena muito emocionante. Jesus, o Rei Eterno, entrando na "Cidade das nossas solenidades" (Isaías 33.20) e uma multidão adorando-O.

Minha perna bambeia. Uma profecia de Zacarias sendo cumprida diante dos olhos de todos.

Mas Seus discípulos não entenderam. Só depois que Jesus foi glorificado, perceberam as coisas que aconteceram e estavam escritas a Seu respeito.

A multidão que estava com Ele, quando ressuscitara Lázaro e o mandara sair do sepulcro, continuou a espalhar o fato. Como não falar? Alguém ordenar a um morto que ele saia do sepulcro? E ele sair! Depois de quatro dias?

Muitas pessoas, por terem ouvido falar que realizara tal milagre, foram a Seu encontro. Querem vê-Lo.

Assim, os fariseus disseram uns aos outros que não haviam conseguido nada. Que o mundo todo ia atrás dEle. Estavam apavorados. Angustiados. Irados. Cada dia mais ansiosos para matá-Lo.

O que acontecerá nos próximos dias?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Jesus chega à Judeia. E agora?

Continuamos nossa caminhada através do capítulo 11 de João. Do versículo 17 ao 45.

Ontem vimos que Jesus sai da Judéia e vai para Betânia porque seu amigo, Lázaro, irmão de suas amigas Marta e Maria, havia morrido.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-volta-judeia-o-que-acontecera.html

Há uma expectativa entre os discípulos, de que Ele, assim como os discípulos possam morrer. Afinal, os judeus tentaram apedrejá-Lo mais de uma vez.

Ao chegar, Jesus verifica que Lázaro está no sepulcro há quatro dias.

A tradição judaica dizia que alguém poderia ressuscitar se estivesse morto até três dias, mas no quarto dia, não era mais possível.

Betânia ficava cerca de três quilômetros de Jerusalém, por isso muitos judeus foram visitar Marta e Maria para confortá-las.

Nós acompanhamos os discípulos e o Senhor, cheios de expectativas.

Marta fica sabendo que Jesus está chegando. Vai encontrá-Lo no meio do caminho. Não aguenta esperar. Maria fica em casa.

Marta é aquela mulher ativa, que está sempre fazendo algo, tomando alguma providência.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/03/qual-tem-sido-nossa-escolha.html

Quando encontrou Jesus, disse que se Ele estivesse ali, seu irmão não teria morrido. Mas sabia que, mesmo agora, Deus Lhe daria tudo que pedisse.

Olho para o Senhor. O que responderá?

Ele responde: “Seu irmão vai ressuscitar”.

Meu coração acelera.

Marta responde que sabe que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia.

Será que é essa ressurreição que Jesus está falando?

Ele fala que é a ressurreição e a vida. Quem nEle crer, ainda que morra, viverá e quem vive e nEle crer, não morrerá eternamente.

Meu coração se enche de esperança. Que palavra maravilhosa! Que descanso traz às nossas almas.

Jesus pergunta a Marta se ela crê no que acabou de ouvir.

Ela responde que sim. Que tem crido que Ele é o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo.

Como é bom ouvir um testemunho desses. Temos ouvido tantos que não querem entender, não querem enxergar, não querem crer. Marta crê.

Ela deixa o Senhor ali e vai para casa. Vamos com ela.

Ao chegar, chama Maria à parte e diz-lhe que o Mestre chegou e chama por ela.

Maria levanta-se imediatamente e vai depressa ao Seu encontro. Nós a acompanhamos.

O Senhor ainda não entrou no povoado. Está no lugar onde Marta O encontrara.

Os judeus que confortavam Maria, ao notar que ela se levantou depressa e saiu., seguiram-na.

Acham que está indo ao sepulcro, para chorar.

Maria está indo encontrar-se com o Senhor. Quando O vê, prostra-se aos Seus pés e diz: “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido”.

Meu coração está na boca. Sei que é verdade. Quantas vezes eu disse o mesmo?

Aguardo ansiosa pelo que acontecerá. Afinal, o Senhor falou que essa enfermidade não seria para morte e sim para a Sua glória.

Tudo o que vemos no entanto, são duas irmãs chorando, junto a vários amigos que também choram. Em algum lugar há um sepulcro. Lázaro está lá. Preso. Morto.

Essa cena mudará?

Ao ver Maria e os judeus que a acompanhavam chorando, agitou-se Jesus no espírito e perturbou-se.

Perguntou onde o haviam colocado.

Eles responderam: “Vem e vê, Senhor”.

Estou chorando. Entendo essa dor.

Olho para o Senhor. Ele chora. Meu Senhor está chorando!

Alguns dos judeus dizem: “Vejam como Ele o amava!”

É verdade, penso.

Mas outros falam que Ele, que abriu os olhos do cego, aquele cego de nascença que em um momento era um mendigo e no seguinte, um pregador, poderia ter impedido que Lázaro morresse.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/so-sei-que-era-cego-e-agora-vejo.html

Sabemos que é verdade. Mas há um outro propósito. Precisa haver. Afinal, Ele soube que Lázaro, seu amigo, estava morto e não saiu do lugar. Durante dois dias!

Há coisas em nossas vidas ou na vida daqueles que amamos que não entendemos, temos um caminho, uma solução, mas o Senhor aponta para outro caminho, para uma solução diferente da nossa. Há um propósito.

Continuamos olhando para o Senhor. Está profundamente comovido. Vai até ao sepulcro.

É uma gruta com uma pedra colocada à entrada.

Ele ordena que tirem a pedra da entrada da gruta.

Todos estão admirados com Seu pedido, Sua ordem.

Marta, sempre atenta, diz que Lázaro já está cheirando mal, afinal faz quatro dias que morreu.

Para ela, não há mais solução. A solução seria Jesus estar ali para curá-lo, antes de sua morte. Agora, tudo que espera é Seu consolo.

Mas o Senhor lhe diz: “Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus?”

Então, tiram a pedra.

Minhas pernas estão bambas. Meu coração acelera. Minha boca está seca. O que acontecerá?

Jesus olha para cima. Fala com o Pai. Agradece porque o Pai O ouve. Diz que sabe que o Pai sempre O ouve, mas falou assim por causa do povo que está à Sua volta, para que creia que o Pai O enviou.

Entendi. Esse é o propósito. O povo crer que o Pai O enviou.

Prendo a respiração.

Jesus brada em alta voz: “Lázaro sai para fora”.

Silêncio.

Preciso, novamente, segurar-me em seu braço.

Lázaro, que havia estado morto por quatro dias, sai da gruta. Ele sai do sepulcro. Sai da escuridão. Sai da morte!

Suas mãos e seus pés estão envoltos em faixas de linho. Seu rosto está em um pano. Mas é ele mesmo. Lázaro. Ressurreto.

Jesus lhes ordena que tirem as faixas e o deixem ir.

Só não pulo de alegria porque estou muito abismada. É maravilhoso demais para mim. Lázaro estava morto. Agora vive! Não tenho forças nem para levantar minha plaquinha de aplausos.

Muitos dos judeus que tinham ido visitar Maria, vendo o que o Senhor fez, creram nEle.

Pergunto: “Como não crer?”

Quantas vezes pensamos, pelo menos eu penso, que o Senhor está atrasado. Quantas vezes falo como Marta e Maria. E quantas vezes o Senhor só age depois, de forma extraordinária, sabendo exatamente o tempo e o modo de agir. Sabendo o que é melhor. Sempre. Mesmo quando não conseguimos entender.
http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/lutando-por-seus-sonhos.html

Ah, quanto ao Senhor ser apedrejado, não vai acontecer. Ele dará Sua vida por nós. Espontaneamente. Por amor. http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/o-bom-pastor-da-sua-vida.html

Novamente pergunto como não crer em um Deus tão poderoso, amoroso e lindo? Um Deus relacional. Que se envolve com nossas necessidades e nossos sofrimentos. Que nos ama profundamente. Nosso amigo. Nosso melhor amigo. Nosso Rei e Senhor.

Vamos adorá-lo? https://www.youtube.com/watch?v=80SJ8XHqKqMhttps://www.youtube.com/watch?v=ANfpF0pNob4

Amanhã prosseguimos.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Jesus volta à Judéia. O que acontecerá?

Continuamos nossa caminhada através das páginas de João. Agora capítulo 10. Do versículo 1 ao 16.

Ontem vimos o Senhor voltar para o Jordão, onde João havia batizado no início.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/ate-quando-nos-deixara-em-suspense.html

Hoje, uma nova história. Que amo. Vamos acompanhá-la. Se você a conhece, esqueça.

É sobre um homem. Seu nome é Lázaro. Ele é de Betânia. Irmão de Marta e Maria.

João nos informa que essa Maria é aquela que derramou perfume sobre o Senhor e lhe enxugou os pés com os cabelos. Mas isso ainda não aconteceu.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/uma-mulher-unge-jesus-para-sua-morte.html

De repente, Lázaro fica doente.

Suas irmãs mandam um recado para Jesus. “Senhor, aquele a quem amas está doente”. Que privilégio de Lázaro! Era amigo do Senhor.

Ao ouvir o recado, o Senhor diz que essa doença não acabaria em morte. Sinto um alívio. É muito triste perder um amigo.

Ele fala que essa doença será para a glória de Deus. Para que Ele fosse glorificado por meio dela.

Quero repetir que Lázaro era amigo do Senhor, assim como Marta e Maria.

Mesmo assim, quando ouve falar que Lázaro está doente, continua exatamente onde está.

Após dois dias, fala aos discípulos: “Vamos voltar para a Judéia”.

Os discípulos espantam-se. Nós também.

Afinal, vimos a última cena e o que aconteceu lá. Os judeus tentaram apedrejá-Lo. Mais de uma vez.

Seus discípulos tentam argumentar. Perguntam se voltará mesmo para lá. Sabem o risco.

O Senhor responde que o dia tem doze horas. Quem anda de dia não tropeça, pois vê a luz. Quem anda à noite, tropeça, pois não há luz.

Não entendi muito bem o que quis dizer nesse momento. Continuo olhando para Ele. Presto atenção.

Será que dará mais alguma informação? Estamos ali, parados, olhos fixos no Senhor.

Ele diz que o amigo deles, Lázaro, adormeceu. Irá até ele para acordá-lo.

Seus discípulos respondem que, se está dormindo, é sinal de que está bem.

O que realmente está falando? Ninguém entende.

Jesus resolve ser claro e fala: “Lázaro morreu”.

Minhas pernas bambeiam. Seguro em seu braço. O amigo do Senhor? Morreu? Por que não foi antes, pensamos. Não consigo entender. Ou por que não deu uma ordem para que fosse curado, como já O vimos fazer em nossas caminhadas?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/um-oficial-do-rei-desesperado-procura.html

Mas então, Ele diz que está contente por não ter ido antes, para que creiam. E os chama para ir com ele até Lázaro.

Olhamos um para o outro. Para que creiam em quê? Não conseguimos entender o que está falando.

Tomé, chamado Dídimo, fala aos outros discípulos: “Vamos também para morrermos com ele”. Tomé acredita que dessa vez o Senhor não vai escapar do apedrejamento.

Eles se levantam e vão com Jesus para a Judéia.

Nós os acompanhamos. Não podemos perder. O que acontecerá?

Jesus será apedrejado? Os discípulos morrerão apedrejados? E quanto a Lázaro, Marta e Maria? Eles conseguirão chegar até Betânia?

Amanhã continuamos nossa caminhada.

Veremos o que o Senhor quis dizer quando falou que se alegrou por não estar em lá.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Os pastores recebem a maravilhosa notícia

Prosseguimos através de Lucas, capítulo 2. Versículos 8 a 20.

É noite. Pastores tomam conta de seus rebanhos.

Estamos ali, observando. Aparece-lhes um anjo do Senhor. Sua glória resplandece ao redor deles. Estão todos aterrorizados.

O anjo lhes fala que não devem ter medo. Está trazendo boas novas, de grande alegria, não apenas para eles, mas para todo o povo. “Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor”. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/nasce-o-desejado-das-nacoes.html

Lhes dá um sinal: eles encontrarão um bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura. É isso mesmo? Uma manjedoura? Mas o que é uma manjedoura? Aqueles homens, pastores, sabiam perfeitamente. Era o lugar onde se colocava comida para animais, em estábulos.

O Salvador, Cristo, o Senhor, nasceu e está em um estábulo? Em uma manjedoura? Será possível?

De repente, uma grande multidão do exército celestial aparece louvando ao Todo Poderoso, dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais Ele concede o Seu favor”.

Quando aquela visão termina, os pastores falam: “Vamos a Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer”. Eles sabiam que o Cristo haveria de nascer em Belém. Não eram doutores da Lei, mas conheciam as Escrituras.

Correm até Belém. Nós também. Encontram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura, tal como o anjo lhes havia dito.

Saem e contam a todos o que o anjo falou a respeito daquele bebê. Todos ficam admirados. Maria, no entanto, reflete, consigo mesma, sobre todas essas coisas.

Voltam para seus rebanhos, glorificando e louvando a Deus por tudo o que viram e ouviram.

Vamos ficar aqui. A humanidade nunca mais será a mesma. Sua história foi dividida entre antes e depois de Cristo. O Senhor se fez homem por amor a nós. Precisamos adorá-Lo.

Amanhã prosseguimos, ainda no capítulo 2. Até la.



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O encontro de duas mães

Continuamos ainda no capítulo 1 de Lucas, versículos 39 a 56.

Maria, grávida, vai até a uma cidade da região montanhosa da Judéia, onde Zacarias e Isabel moram. Vamos com ela.

Ao entrar, saúda Isabel. Assim que Isabel ouve Maria, seu bebê agita-se em sua barriga. Isabel fica cheia do Espírito Santo e em alta voz exclama: “Bendita é você entre as mulheres, e bendito é o filho que você dará à luz”.

Ela se sente muito agraciada, a mãe do seu Senhor a está visitando. Como ela sabe? A gravidez de Maria ainda estava escondida. Ela explica: “Logo que sua saudação chegou aos meus ouvidos, o bebê que está em meu ventre agitou-se de alegria”.

É fantástico ver João agitar-se de alegria, ainda dentro do ventre de Isabel.

Que encontro esse! Tenho vontade de dançar. Duas mães. Uma estéril, grávida de João, aquele que preparará o caminho do Senhor. A outra, virgem, grávida do próprio Senhor.

Isabel fala que Maria é feliz, por ter crido que iria se cumprir aquilo que o Senhor lhe disse, através do anjo, por mais doido que fosse. Maria é sim, feliz. Expressa sua felicidade através do que conhecemos como o "Cântico de Maria".

Como sua alma não engrandecer ao Senhor? Como seu espírito não se alegrar em Deus, seu Salvador? Afinal, Ele atentou para a humildade da que se submeteu, como serva que era.

Maria profetiza que, a partir de agora, todas as gerações a chamarão bem-aventurada. Por que? O Poderoso fez grandes coisas em seu favor. Seu nome é Santo. Sua misericórdia estende-se a todos os que O amam, de geração em geração. E continua declarando a bondade e os feitos do Senhor.

A visita dura cerca de três meses. Depois, Maria volta para casa.

Vamos ficar aqui.

Que dias maravilhosos devem ter sido estes! Isabel estava prestes a dar à luz. Maria, ainda escondia sua gravidez. Confiando no Senhor. Sabia que se fosse descoberta, sem estar casada, seria apedrejada. Mas ela espera nAquele a quem chama Santo, nAquele que ela crê que estende Sua misericórdia a todos os que O amam. Ela O ama. Que mulher corajosa! Será que teríamos essa coragem?

Amanhã continuamos, ainda no capítulo 1 de Lucas. Até lá.



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Uma notícia escandalosa!

Prosseguimos pelo capítulo 1 de Lucas, dos versículos 26 a 38.

No sexto mês da gravidez de Isabel, o Senhor enviou o anjo Gabriel a Nazaré, cidade da Galiléia, a uma virgem chamada Maria. Ela estava prometida a José, que era descendente de Davi.

Vamos acompanhar a cena?

O anjo, o mesmo que anunciara o nascimento de João, aproxima-se dela e diz: “Alegre-se, agraciada! O Senhor está com você”!

Maria se perturba. O que será essa saudação?

O anjo lhe diz para não ter medo, ela foi agraciada por Deus. E prossegue: “Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e Ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó; Seu Reino jamais terá fim”.

Maria está espantada. “Como acontecerá isso, se sou virgem?”

Ela estava prometida a José, mas ele ainda não a tinha desposado.

O anjo responde que o Espírito Santo virá sobre ela e o poder do Altíssimo a cobrirá com Sua sombra. “Assim, Aquele que há de nascer será chamado Santo, Filho de Deus”.

Se o anúncio de João já me deixa cheia de expectativas, imagine esse!

O anjo fala que Ele receberá o trono de Davi. Isso por si só já é impressionante. Quando diz que Seu reino não terá fim, é de suspirar. E quando enfim, fala que Ele será chamado Santo, Filho de Deus, é para cair de costas, ou, no mínimo, prostrar-se.

O anjo anuncia a Maria que Isabel, sua parenta, está no sexto mês de gravidez.

O anjo declara o óbvio, nada é impossível para Deus. Mas quantas vezes nos esquecemos desse "óbvio"?

Maria, uma jovem, virgem, prestes a ser desposada, responde: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra”. Então o anjo a deixou.

Ela não era um sacerdote que servia no templo como Zacarias, mas não pediu um sinal, não duvidou.
Apenas se dispôs em obediência.

O Senhor sabia quem havia escolhido para ser a mãe de Jesus.

Vamos ficar por aqui. Como temos sido? Como Zacarias ou como Maria? Cremos no Senhor ou perguntamos "como", e prosseguimos mostrando todas as impossibilidades, como um gráfico matemático eficientemente elaborado? Qual o tipo da nossa fé?

Amanhã prosseguimos, ainda no capítulo 1 de Lucas. Espero você.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Uma mulher unge Jesus para Sua morte

 Continuamos através de Mateus. Agora capítulo 26.

Ainda estamos assentados, já faz um bom tempo, com o Senhor e os discípulos, no Monte das Oliveiras.

Após todas as coisas que o Senhor ensinou sobre Sua segunda vinda, relembrou o que estava prestes a acontecer. Estavam a dois dias da Páscoa e Ele seria entregue para ser crucificado. Ainda parece tão impossível.

Ser crucificado, a morte maldita, por qual motivo?

Em outro lugar, não muito longe dali, os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos se reunem no palácio do sumo sacerdote. Juntos planejam prender o Senhor à traição e matá-Lo. Alguém pode ser preso e condenado à morte por curar e anunciar o Reino dos céus? Precisa ser à traição. Não havia motivo algum para Ele ser preso, muito menos condenado à morte.

Decidiram que esperariam a festa para não haver tumulto entre o povo. Não sabiam que o Senhor Jesus seria morto na Páscoa. Afinal, Ele é o Cordeiro Pascoal, o Cordeiro que tira o pecado do mundo, como anunciado por João Batista. http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/continuamos-nossa-caminhada-pelo.html

Finalmente o Senhor, após ter ensinado tantas coisas, foi a Betânia.

Um jantar na casa de Simão, conhecido como Simão, o leproso. Com certeza não era mais leproso, uma vez que convivia com as pessoas, em sua própria casa e havia tido um encontro, em algum momento, com Jesus.

Estamos ali, observando aquele jantar. Todos reclinados à mesa. De repente, uma mulher, com um frasco de alabastro, contendo um perfume muito caro, entra naquela sala de jantar e derrama o perfume sobre Sua cabeça.

Meu coração acelera. Esse acontecimento é um dos meus preferidos. O perfume se espalha por toda a sala. Quase posso sentir. Amo perfumes. Meus olhos estão arregalados. Jesus desfruta daquele ato de amor. Eu também. É um ato lindo.

De acordo com João, capítulo 12, essa mulher é Maria. Alabastro era um tipo de cerâmica usado naquele tempo. Ainda de acordo com João, era um bálsamo de nardo puro. Um óleo perfumado muito caro. Custava cerca de trezentos denários. Lembra que um denário era o pagamento de um dia de trabalho?

Consegue imaginar a cena? Olho de um lado para o outro. A mulher naquele ato de total desprendimento. Um ano de trabalho sendo derramado sobre o Senhor Jesus. O perfume enche o ambiente. O murmúrio é geral. Jesus encharcado de perfume, Sua cabeça e roupas. Ele não reclama. Desfruta.

Os discípulos estão indignados. Consideram um ato de total desperdício. Falam que o perfume podia ser vendido por um alto preço e o dinheiro dado aos pobres. Realmente é muito dinheiro. Mas estou muito maravilhada com essa cena. Essa mulher desprezou o dinheiro para honrar o meu Senhor. O Senhor dela.

Então Jesus percebe o que os discípulos estão falando. Ele repreendeu-os. Ordena que não perturbem a mulher. Afirma que ela havia praticado uma boa ação para com Ele. Disse ainda que os pobres sempre estariam com eles, mas Ele não. E concluiu que, quando ela derramou perfume sobre Ele, estava preparando-O para o sepultamento. Meu coração dispara. Ele disse que faltavam apenas dois dias para a Páscoa. Meu Senhor irá mesmo morrer. Por mim. Por você.

Jesus ainda assegurou-lhes que onde quer que o Evangelho fosse anunciado, em todo o mundo, o que ela fez por Ele seria contado, em sua memória. Perceba que Ele falou que o Evangelho seria anunciado em todo o mundo. Essa história seria contada também, em todo o mundo, para memória dela. Tenho vontade de chorar. O que ela fez foi tão precioso para Ele que essa história será contada por todo o mundo. Para memória dela. Como o Senhor é tão maravilhoso! Meu amor por Ele aumenta. Como não aumentar?

Estamos aqui hoje, lembrando o que ela fez. Dois mil anos depois. Do outro lado do mundo. Meu coração salta de alegria. Podemos confiar em Sua palavra.

Aquela mulher pode não ter visto acontecer, mas nós estamos vendo. Sabemos que o que Ele assegurou, de fato aconteceu. Ele é fiel e verdadeiro. Podemos confiar. O Senhor sempre cumpre Suas promessas.

Após o jantar, Judas, chamado Iscariotes, foi até o chefe dos sacerdotes e perguntou-lhes o que eles dariam a ele se entregasse Jesus.

Eles fixaram um preço. Trinta moedas de prata. Esse preço foi fixado para que se cumprisse o que está escrito em Zacarias 11.11-13.

A partir desse momento Judas passou a procurar uma oportunidade para entregar nosso Senhor.

Vamos ficar por aqui. E pensar.

Nossos atos agradam ao Senhor como o daquela mulher ou precisamos ser repreendidos como os discípulos foram? Ficamos indignados quando alguém honra nosso Senhor ou honramos aquela pessoa?

Amanhã prosseguimos.





quarta-feira, 1 de novembro de 2017

E assim começa Mateus ...

Abra a sua Bíblia e vamos lá! Capítulo 1 de Mateus.

O livro de Mateus inicia-se com a genealogia de Jesus, a partir de Abraão.

As genealogias eram muito importantes para os hebreus. E, normalmente, só contavam com o nome do pai.

Aqui aparecem cinco mulheres. Tamar, Raabe e Rute eram estrangeiras, “gentias”. No entanto, fazem parte da genealogia de Jesus. A quarta foi mulher de Urias e depois de Davi.

Diferente de nós, o Senhor não é preconceituoso. Essas mulheres foram corajosas e lutaram para mudar suas vidas, seus destinos. E o Senhor as valorizou por isso. Estão aqui, inseridas na árvore genealógica de Jesus.

A quinta mulher é Maria. Virgem, achou-se grávida do Espírito Santo. Deus precisava se tornar homem para cumprir Sua justiça. E o fez. Usando uma adolescente corajosa, que aceitou tal desafio. E um homem maravilhoso, que temia ao Senhor.

José, ainda noivo de Maria, descobriu que ela estava grávida. O texto não nos conta como José descobriu. Se foi Maria quem contou ou se ouviu algum comentário.

Eram noivos. O noivado naquela época era algo muito sério. Não podia ser desmanchado, a não ser através de uma carta de divórcio. Embora não houvesse relação sexual durante esse período, a noiva era considerada esposa legítima do noivo.

O texto nos fala claramente que, como José era um homem justo, resolveu anular o casamento secretamente. Dessa maneira, evitava que Maria fosse acusada publicamente de adultério e possivelmente apedrejada até à morte.

Ele acreditava ter sido traído por Maria, no entanto, como era justo, não ia expô-la. Que homem é esse? Exatamente o homem que o Senhor poderia contar para ser o “pai adotivo” de Jesus. Um homem que podia passar por cima de seu orgulho para não prejudicar a mulher com quem deveria se casar.

Mas, assim que pensou em fazer dessa maneira, teve um sonho! Ah, quando queremos ser justos, o Senhor de alguma maneira, nos mostra a verdade e o caminho a seguir. No sonho o anjo contou que Maria estava grávida por obra do Espírito Santo e ele não deveria temer tomá-la como esposa. O anjo ainda disse como a criança deveria chamar: Jesus, ou em hebraico Yehoshu’a, que significa “O Senhor é Salvação”. Ele salvaria o seu povo de seus pecados. José acreditou. Por mais loucas que essas informações pareçam ser e são, José acreditou. Ao acordar, José obedeceu ao Senhor e recebeu Maria como sua esposa.

E assim, começo o livro de Mateus, apaixonada pelo Senhor, que valorizou mulheres guerreiras, e por José, um homem justo e obediente.

Continuamos amanhã. O que nos reservam as próximas páginas? Veremos.

Ah, se você quiser saber um pouco mais sobre a esposa de Urias, leia
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/davi-e-seus-tragicos-erros.html.

E se desejar saber mais sobre Raabe e Rute, leia http://www.espalhandoasemente.com/2016/07/o-deus-que-acolhe-e-transforma.html  e http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/deus-nao-se-esqueceu.html