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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

João 19.1-42

Leitura do dia 08/11.

Prosseguimos nossa caminhada através das páginas de João.

Ontem vimos o Senhor falando da obra do Espírito Santo. A tristeza de Seus discípulos será transformada em alegria.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-161-33.html

Ele ora por nós. Em Sua oração, fala de amor, unidade, renúncia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-171-26.html

Ele é traído e preso. Pedro O nega. É levado a Anás. Depois a Caifás. Depois a Pilatos, que não encontrou nada para condená-Lo. Seu reino não é deste mundo. Se fosse, teria sido tudo muito diferente. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-181-24.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-1825-40.html

Hoje leremos a partir do capítulo dezenove. Até o final do livro de João.

Como os judeus queriam que fosse condenado, Pilatos manda açoitá-Lo. Quem sabe, desistem.

Os soldados tecem uma coroa de espinhos e a colocam em Sua cabeça. Vestem-no com uma capa cor de púrpura, como da realeza. Batem em Seu rosto e dizem: “Salve, rei dos judeus!”.

Batem em Seu rosto. Tem em Sua cabeça uma coroa de espinhos. Meu coração parte em mil pedaços. É terrível ver Seu sofrimento. Ele é inocente. Nada fez.

Mais uma vez Pilatos sai à frente do povo e diz aos judeus: “Vejam, eu O estou trazendo a vocês, para que saibam que não acho nEle motivo algum de acusação”.

Jesus vai para fora, usando a coroa de espinhos e a capa de púrpura. Pilatos fala: “Eis o homem!”.

Meu coração está partido. Não consigo conter as lágrimas que correm por meu rosto.

Ao vê-Lo os principais sacerdotes e os guardas gritam: “Crucifica-O! Crucifica-O!”.

Essas palavras ecoam em meus ouvidos. Penetram em meu coração. Foi por mim. Por nós. Por nossos pecados. Para nos reconciliar com o Pai. Por amor. Ele se entregou. Para ser crucificado.

Pilatos fala para O levarem e crucificarem porque, quanto a ele, não encontra base alguma para acusá-Lo. Sabe que Jesus é inocente. Que querem matá-Lo por inveja.

Os judeus insistem que tem uma lei e, de acordo com essa lei, Ele deve morrer porque declarou ser o Filho de Deus.

Quando Pilatos escuta isso, fica ainda mais amedrontado.

Já ouviu Jesus dizer que Seu reino não é deste mundo. Agora escuta que Ele disse ser o Filho de Deus. João não nos conta, mas já vimos em outras páginas que percorremos que sua esposa teve um sonho e mandou um bilhete dizendo que Jesus era justo. Para Pilatos não se envolver com Ele.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-escolha-da-multidao.html

Pilatos volta para dentro de seu palácio. Pergunta a Jesus de onde Ele vem. Jesus não responde.

Pilatos pergunta: “Você se nega a falar comigo? Não sabe que tenho autoridade para libertá-Lo e para crucificá-Lo?”.

Jesus responde que Pilatos não teria nenhuma autoridade sobre Ele, se esta autoridade não fosse lhe dada de cima. Disse também que quem O entregou é culpado de um pecado maior.

Ao ouvir isso, Pilatos procura libertar Jesus de qualquer maneira. Mas os judeus gritam que se soltar Jesus, não é amigo de César, já que quem se diz rei opõe-se a César.

Pilatos traz Jesus para fora. Senta-se na cadeira de juiz, num lugar conhecido como Pavimento de Pedra. É o Dia da Preparação da semana da Páscoa. Por volta do meio-dia. Pilatos fala: “Eis o rei de vocês”.

Eles gritam: “Mata! Mata! Crucifica-O!”.

Eu choro.

Pilatos pergunta: “Devo crucificar o rei de vocês?”.

Os principais sacerdotes respondem que não têm nenhum rei além de César. Logo eles, que deveriam levar Deus ao povo e o povo a Deus.

São judeus. Esperam o Messias. O Messias vem. Não O querem. Ele não é como pensavam que seria. Amam mais suas vidas e cargos. Querem vê-Lo morto.

Sei que não há o que fazer. Mas meu coração parece um bumbo. Não queria que fosse assim.

Sei, não há outro meio. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Precisa ser sacrificado como o Cordeiro que é. https://www.youtube.com/watch?v=cFNT0YA2bLQ

Finalmente Pilatos O entrega para ser crucificado.

Então, os soldados encarregam-se de Jesus.

Ele já foi humilhado, mas ainda passará por mais humilhação.

Quanto a mim, quero ficar aqui. Não tenho forças para prosseguir. Mas precisamos.

João não nos conta os detalhes. Já vimos nas outras páginas que percorremos. Um grande sofrimento.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-escolha-da-multidao.html

Ele leva Sua cruz. Até o Gólgota (Lugar da Caveira). Ali o crucificam. Com Ele outros dois, um de cada lado. http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-crucificacao-de-jesus.html

A crucificação era a morte mais terrível aplicada àquela época.

Pilatos manda fazer uma placa e pregá-la na cruz. Está escrito: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.

Muitos dos judeus leem a placa. Está escrita em aramaico, latim e grego. O lugar da crucificação é próximo da cidade. Muitos passam por ali.

Os principais sacerdotes protestam a Pilatos. Não querem que esteja escrito “Rei dos Judeus” e sim que “Ele se dizia rei dos judeus”. Pilatos responde que vai ficar como mandou fazer. Não vai mudar.
Ao crucificarem Jesus, os soldados tomam Suas roupas. Dividem-nas em quatro partes, uma para cada um. Sua túnica, porém, era sem costura, tecida numa única peça de alto a baixo. Não querem rasgá-la. Custa caro. Resolvem sortear. Acontece assim para que se cumpra a Escritura que diz: “Repartem minhas roupas entre si e lançam sortes por minhas vestes” (Salmo 22.18).

Próximos à cruz está Maria, sua mãe, a irmã dela, mulher de Clopas e Maria Madalena. Perto de Maria, João.

Jesus os vê e diz à sua mãe, apontando para João: “Aí está seu filho”. A João, diz: “Aí está sua mãe”. A partir daquela hora, João a levou para sua casa e a tratou como sua própria mãe.

O tempo passa. Sabendo que tudo está concluído, para que a Escritura se cumpra, Jesus diz que tem sede (Salmo 69.21).

Há ali uma vasilha cheia de vinagre. Embebem uma esponja nela. Colocam a esponja na ponta de um caniço de hissopo. Erguem-na até Seus lábios. Jesus prova. E diz: “Está consumado”. Curva Sua cabeça e entrega Seu espírito.

Seguramente é a cena mais difícil de ser vista. Jogo-me ao chão.

Como pode um amor tão grande assim? Morreu por me amar. Por amar você. Por amar o mundo (João 3.16). Impressionante, infinito, inexplicável, inigualável e ousado amor.
https://www.youtube.com/watch?v=wSKKEAnLTDw

É o dia da preparação. Amanhã é sábado. Um sábado especialmente sagrado. Os judeus não querem que os corpos permaneçam na cruz durante o sábado. Pedem a Pilatos para ordenar que lhes quebrem as pernas e retirem os corpos da cruz.

Podem matar Um inocente, mas não podem deixar Seu corpo na cruz. Os religiosos e suas inversões de valores! Em todos os tempos. Em todas as épocas.

Os soldados vão ao Gólgota. Quebram as pernas do primeiro homem que foi crucificado com Jesus. Em seguida as do outro. Quando chegam a Jesus, percebem que já está morto. Não quebram Suas pernas. Um dos soldados perfura Seu lado com uma lança. Sai sangue e água.

João vê. E mais tarde testemunha. Seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade. E testemunha a verdade para que creiam.

Aconteceu assim para se cumprir a Escritura: “Nenhum dos Seus ossos será quebrado” (Salmo 34.20) e também: “Olharão para Aquele que traspassaram” (Zacarias 12.10).
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/jesus-morre-e-agora.html

José de Arimateia vai até Pilatos. Corajosamente pede o corpo de Jesus. José era Seu discípulo. Até então, secretamente, porque temia os judeus. Embora não fosse costume, Pilatos lhe entrega o corpo.

Não está só. Nicodemos está com ele. Nicodemos é aquele que havia visitado e conversado com Jesus à noite. Este leva cerca de trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés. Trinta e quatro quilos! Sempre fico impressionada com essa quantidade! É muita coisa!
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html

Eles tomam Seu corpo, envolvem-No em faixas de linho, junto com os trinta e quatro quilos de especiarias, de acordo com os costumes judaicos de sepultamento.

No lugar onde Jesus foi crucificado há um jardim. No jardim, um sepulcro novo, onde ninguém jamais foi colocado. Por ser o Dia da Preparação para os judeus, visto que o sepulcro ficava perto, colocam-No ali.

Parece que a esperança acabou. Parece que Seu ensino perdeu o sentido.

Todos voltam para casa, em total tristeza e desolação. Como se a esperança houvesse morrido.

Olho para as páginas de João. Sua história não termina aqui. Há mais. Não apenas algumas linhas. Há mais páginas.

Meu coração enche-se de esperança.

O que acontecerá? Ele cumprirá o que prometeu? Ressuscitará?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Lucas 23.1-56

Leitura do dia 01/11.

Na postagem anterior vimos Judas concordar em trair Jesus. A última Páscoa. A primeira Ceia. Jesus diz que um deles O trairá. Eles discutem quem é o maior. Jesus prediz a negação de Pedro. É traído e preso. Pedro nega Jesus. Jesus é julgado perante o Conselho. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-221-71.html

Agora, caminharemos através do capítulo vinte e três de Lucas.

O Conselho o leva a Pilatos, o governador. Ele é quem possui o direito legal de condenar um prisioneiro à morte.

Um novo julgamento começa.

Os principais sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos não podiam pedir que O matassem por ter dito que era o Filho de Deus. A acusação diante de Pilatos era de que Ele havia corrompido o povo, dizendo que não deviam pagar impostos ao governo romano e que Ele é Cristo, o Rei.

Colocaram-No diante de Pilatos que lhe pergunta se de fato era o rei dos judeus. Jesus responde: “É como você diz”. Seu posicionamento me faz amá-Lo mais. Quero correr e prostrar-me a Seus pés. Mas agora, só posso observar.

Pilatos fala aos principais sacerdotes e à multidão que não vê nEle crime algum.

Eles insistem. Continuam acusando-O. De vários crimes. Falam que provoca revoltas em toda a Judeia com Seus ensinamentos, que haviam começado na Galileia e agora chegaram em Jerusalém.
Pilatos pergunta se Ele é galileu. Respondem que sim (Não sabiam que Jesus nascera em Belém). Pilatos O envia a Herodes Antipas.

Herodes ficou animado! Finalmente O conheceria. Queria vê-Lo realizar um milagre. Como se fosse um mágico ou bobo da corte? Fez a Jesus várias perguntas. Ele não respondeu.

Enquanto isso, os principais sacerdotes e mestres da lei continuavam gritando acusações.

Herodes e seus soldados começam a zombar e ridicularizá-Lo. Vestem-No com um manto real e O mandam de volta a Pilatos. Os dois até tornaram-se amigos naquele dia. Antes eram inimigos.

Lembro-me de Isaías: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não disse uma só palavra. Foi levado para o matadouro; como uma ovelha muda diante dos tosquiadores, não abriu a boca”. – Isaías 53.7

Pilatos reuniu os principais sacerdotes, os líderes religiosos e o povo e disse que não via nEle nada que merecesse a pena da morte. Iria mandar açoitá-Lo e o soltaria.

Durante a Páscoa era costume do governador, soltar um prisioneiro. A multidão escolhia quem seria solto.

Estava preso um homem muito conhecido chamado Barrabás. Era um revolucionário que cometera um assassinato durante uma revolta.

A multidão grita a uma só voz que Pilatos mate Jesus e solte Barrabás.

Pilatos discute com eles, pois pretende soltá-Lo. Eles continuam gritando que querem que seja crucificado. Minhas pernas dobram. Como assim? Quantos dessa multidão ouviram Seus ensinos revolucionários e O viram operando milagres? Agora pedem que Barrabás seja solto. E Jesus crucificado?

Meu coração salta pela boca. Não tenho mais forças. Seguro-me em você.

O governador pergunta pela terceira vez que crime Ele cometeu. Não encontrou nenhum motivo para condená-Lo à morte. Mais uma vez diz que mandará açoitá-Lo e depois o soltará.

A multidão grita cada vez mais alto. Exigem que Jesus seja crucificado.

Estou literalmente "em frangalhos". Não consigo entender. Então lembro que Ele precisa morrer. Para me justificar. Justificar você. Justificar todo o que nEle crer. Como está escrito em João 3.16: "Porque Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho Único, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna".

A crucificação era o pior tipo de morte a que alguém podia ser submetido. Só os piores traidores e criminosos eram crucificados. Era considerada uma morte maldita (Deuteronômio 21.23).

Minhas lágrimas não param de rolar. Sei que se fez maldito por minha causa. Em meu lugar. Em seu lugar. Ele é totalmente inocente.

Aos prantos, não paro de me perguntar: Que amor é esse? Seu amor sempre me emociona. Sempre me emocionará. É demais para mim.

A multidão parece ensandecida. Gritam mais alto: “Crucifica-O!”.

Não consigo manter-me em pé.

Pilatos percebe que não adianta argumentar. Um tumulto está prestes a estourar. Como um estouro de uma boiada. Está ali para garantir a segurança de Jerusalém em dias de festa, quando a população aumentava consideravelmente.

Pilatos condena Jesus à morte, como eles exigem. Solta Barrabás. Entrega Jesus para fazerem com Ele o que bem entenderem.

Minha vontade é fechar o livro. Não quero mais ler. Não quero mais saber de nada. Não sei se posso suportar o que vem a seguir. Meu coração dispara. Choro desconsoladamente.

Preciso ficar aqui. Não tenho mais forças. Não consigo entender tão grande amor. Deixou Sua glória por mim. Viveu como homem, por mim. Foi condenado, por mim. Foi humilhado, por mim. Castigado, por mim. Massacrado, moído, por mim.

Prostro-me a Seus pés. Minha vida é dEle. Não tem como não ser, depois de tudo que fez por mim.
Foi por você também. Se sua vida ainda não é dEle, agora é o momento. Entregue-se. Deixe que Ele trabalhe em sua vida. Como tem trabalhado na minha.

Não existe nada melhor que segui-Lo. Mesmo com todas as dificuldades.

Seu amor é maravilhoso. Podemos percebê-Lo a cada dia. Junte-se a mim. Prostre-mo-nos diante dEle. https://www.youtube.com/watch?v=GnuMCM4TEHI

Prosseguimos. Andamos pelas ruas de Jerusalém, junto com a multidão. Mal consigo caminhar. Vou aos tropeços. Preciso me apoiar em você. Escuto gritos à volta. Não consigo ouvir o que falam. Só tenho olhos para Ele.

Um homem de Cirene, norte da África, chamado Simão, é forçado a carregar Sua cruz. Penso no privilégio que esse homem tem. Não sei se ele sabe. Vai atrás de Jesus.

A "Via Crucis" ou "Via Dolorosa" percorre uma parte de Jerusalém. Do Pretório até ao Calvário. https://www.youtube.com/watch?v=bK7ldDXkKiM

Uma grande multidão os segue. Muitas mulheres aflitas, choram por Ele. Ele as chama de Filhas de Jerusalém. Fala para não chorarem por Ele. Devem chorar por elas mesmas e por seus filhos. Sim. Porque estão chegando dias em que dirão que benditas são as mulheres que não tiveram filhos. O sofrimento será muito grande.

Dois criminosos foram levados com Ele. Serão executados.

Andamos até sair da cidade. Pensei que não fosse conseguir. Chegamos a um lugar chamado Gólgota, Lugar da Caveira. Não tenho mais forças para chorar.

Ele é pregado na cruz. Pregado. É muito sofrimento.

Os criminosos também foram crucificados. Cada um de um de seus lados.

Jesus pede ao Pai que os perdoem. Não sabem o que estão fazendo.

Os soldados tiram sortes e dividem Suas roupas.

A multidão observa. Os líderes do povo zombam dEle, dizendo que salvou os outros, mas não pode salvar a Si mesmo, se era o Cristo. Os soldados também zombam dEle. Oferecem-Lhe vinagre. Diziam que se Ele é o Rei dos judeus, que se salve. Tolos! Desgraçadamente tolos. Não sabem com quem estão falando. Não se importaram em saber.

Há uma plaquinha em sua cruz. É a acusação feita contra Ele. Está escrito: “Este é o Rei dos Judeus”.

Bato em meu peito. Tudo por mim. Por mim. Por causa do meu pecado que me afastou do Pai. Por causa da minha rebeldia.

Mateus e Marcos contam que os homens a Seu lado também O insultam. Lucas, no entanto nos conta que um deles disse que Ele não havia cometido crime nenhum e pede que se lembre dele quando entrar em Seu Reino. O Senhor responde e garante que naquele mesmo dia estaria com Ele no paraíso. Esse é o Senhor a quem servimos!

Ao meio dia a terra escurece. Alguns estão assustados. Tudo fica escuro até às três horas da tarde. A cortina do santuário rasga-se ao meio. Jesus brada em alta voz, tamanha Sua dor: “Pai, em Tuas mãos entrego Meu espírito!”. Com essas palavras dá Seu último suspiro.

Meu coração quase para. Meu Senhor morreu. Por mim. Por todos.

Ele realmente é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29).

O centurião que estava diante dEle, ao ver como havia morrido, exclama que verdadeiramente Ele era inocente.

A multidão volta para casa. Entristecida. Batendo no peito.

Seus amigos e as mulheres que O seguiam desde a Galileia, olham de longe.

Ouça, não foram os judeus ou os romanos que mataram Jesus. Foi o meu pecado. O seu pecado. O pecado de todos nós.

Vamos parar aqui. Preciso lançar-me aos pés da cruz. Agradecê-Lo mais uma vez por tão grande amor. Nem a eternidade será suficiente para agradecê-Lo. Novamente, junte-se a mim. Se ainda não entregou Sua vida a Ele, não deixe para depois, faça-o agora. Ele morreu em meu lugar. Em seu lugar. Seu sacrifício nos leva de volta ao Pai. Ele é o Único que pode e faz isso por nós. "Jesus disse: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode vir ao Pai senão por mim". - João 14.6

Depois de um tempo, prosseguimos.

Era sexta-feira. Ao entardecer, José, de Arimateia, que era bom e justo, vai corajosamente a Pilatos, pedir o corpo do Senhor. Era um membro respeitado do Conselho dos líderes do povo. Não concordara com Seu julgamento pelo Conselho.

Vai até o Calvário. É muita tristeza. Tira o corpo de Jesus da cruz. Envolve-O num lençol de linho. Coloca-O em um túmulo escavado na rocha. Um túmulo novo.

As mulheres que O seguiam foram atrás de José para ver onde O sepultariam.  Vão para casa. Preparam especiarias e perfumes para ungir Seu corpo.

Começa o sábado. Nada mais pode ser feito. É preciso descansar como a lei exigia.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Marcos 15.1-47

Leitura do dia 24/10.

Na postagem anterior vimos a conspiração para matar Jesus. Sua unção em Betânia, com um caro perfume de nardo. Judas conspira traí-Lo.

Também vimos a última ceia. Ele fala que um dos Doze O trairá. Também fala que Pedro O negará. Ele ora no Getsêmani. É preso. É julgado diante do conselho (Sinédrio).
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-141-72.html

Caminhamos agora através do capítulo quinze de Marcos.

É de manhã. Bem cedo. Reuniram-se para discutir o que fariam.

Isaías havia escrito: "Condenado injustamente, foi levado embora. Ninguém se importou de Ele morrer sem deixar descendentes, de Sua vida ser cortada no meio do caminho. Mas Ele foi ferido mortalmente por causa da rebeldia do meu povo". - Isaías 53.8

Eles amarram-No. Levam-No a Pilatos, o governador. Ele possuía o direito legal de condenar um prisioneiro à morte.

Um novo julgamento começa.

Os principais sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos não podiam pedir que O matassem por Ele ter dito que era o Filho de Deus. A acusação diante de Pilatos era de que Ele havia declarado ser rei.

Colocaram-No diante de Pilatos que lhe pergunto se de fato era o rei dos judeus. Jesus responde: “É como você diz”. Seu posicionamento me faz amá-Lo mais. Quero correr e prostrar-me a Seus pés. Mas agora, só posso observar.

Enquanto isso, os principais dos sacerdotes continuam acusando-O. De vários crimes. Pilatos lhe pergunta se não ouve as acusações. Se não vai se defender. Jesus não responde. O governador fica impressionado. Muito.

Lembro-me de Isaías: “Ele foi maltratado, humilhado, torturado; contudo, não abriu a Sua boca; agiu como um cordeiro levado ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença dos seus tosquiadores Ele não expressou nenhuma palavra”. – Isaías 53.7

Durante a Páscoa era costume do governador, soltar um prisioneiro. A multidão escolhe quem deve ser solto.

Estava preso um homem muito conhecido chamado Barrabás. Era um revolucionário que cometera um assassinato durante uma revolta. A multidão pede a Pilatos para soltar um prisioneiro, como de costume.

Pilatos pergunta à multidão se querem que o rei dos judeus seja solto. Ele percebera que Jesus havia sido preso por inveja.

Os principais sacerdotes instigam a multidão a pedir que solte Barrabás, ao invés de Jesus.

Eles respondem que querem Barrabás. Minhas pernas dobram. Como assim? Quantos dessa multidão ouviram Seus ensinos revolucionários e O viram operando milagres? Agora pedem que Barrabás seja solto. E quanto ao Senhor Jesus?

Meu coração salta pela boca. Não tenho mais forças. Seguro-me em você.

O governador pergunta o que deve fazer com Jesus, chamado “rei dos judeus”. A multidão, a uma só voz responde: “Crucifica-O!”.

Estou literalmente "em frangalhos". Não consigo entender. Então lembro que Ele precisa morrer. Para me justificar. Justificar você. Justificar todo o que nEle crer. Como está escrito em João 3.16: "Porque Deus amou tanto o mundo que deu Seu Filho Único, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna".

Pilatos também não entende e pergunta: “Por quê? Que crime Ele cometeu?” Nenhum, respondo. Mas ninguém me ouve. Somente você que está ali, observando comigo.

A crucificação era o pior tipo de morte a que alguém podia ser submetido. Só os piores traidores e criminosos eram crucificados. Era considerada uma morte maldita (Deuteronômio 21.23).

Minhas lágrimas não param de rolar. Sei que se fez maldito por minha causa. Em meu lugar. Em seu lugar. Ele é totalmente inocente.

Aos prantos, não paro de me perguntar: Que amor é esse? Seu amor sempre me emociona. Sempre me emocionará. É demais para mim.

A multidão parece ensandecida. Gritam mais alto: “Crucifica-O!”.

Não consigo manter-me em pé.

Pilatos percebe que não adianta argumentar. Um tumulto está prestes a estourar. Como um estouro de uma boiada. Está ali para garantir a segurança de Jerusalém em dias de festa, quando a população aumentava consideravelmente.

Pilatos solta Barrabás. Manda açoitar Jesus.

Minha vontade é fechar o livro. Não quero mais ler. Não quero mais saber de nada. Não sei se posso suportar o que vem a seguir. Meu coração dispara. Choro desconsoladamente.

O açoitamento romano era tão cruel que muitos condenados não chegavam a ser crucificados. Morriam ali mesmo. Também era chamado de flagelo. Era feito com um chicote que possuía várias tiras, com pedaços de ossos de carneiro ou mesmo humanos, e metal, em suas pontas. Alguns eram conhecidos como "gato de nove caudas". Outros como "escorpião". Esses pedaços de ossos e metal não apenas arrancavam a pele do açoitado. Penetravam sua carne, rasgando vasos sanguíneos, nervos, músculo e pele. A cada chicotada.

É o que acontece com meu Senhor. A cada chicotada sua pele é arrancada. Seus vasos sanguíneos são rasgados. Seus nervos. Músculos. Peles. Como tiras. Seu sangue é derramado. Espirra para todos os lados. Ele literalmente é moído. Esmagado.

Estou jogada ao chão. Sem forças. Obrigo-me a olhar. Quase não suporto. Minhas pernas tremem. Todo meu corpo treme. Minha boca está seca. Não choro mais. Soluço alto. Sei que ninguém pode me ouvir. Berro. Meu coração dever ter saltado pela boca há muito tempo. Preciso olhar. Afinal, todo esse sofrimento é por mim. Por você. Por toda a humanidade.

Como Isaías escreveu: “Mas Ele foi ferido por causa de nossa rebeldia e esmagado por causa de nossos pecados. Sofreu o castigo para que fôssemos restaurados e recebeu açoites para que fôssemos curados.” – Isaías 53.5

Depois de ser açoitado, entrega-O aos soldados romanos para ser crucificado. Eles o levam ao palácio do governador, o Pretório. Chamam um regimento inteiro! Vestem-No com um manto vermelho. Tecem uma coroa de espinhos. Colocam-na em Sua cabeça. Zombam dEle. Batem em Sua cabeça com uma vara. Cospem nEle. Ajoelham-se, como se estivessem adorando-O.

Fazem isso até cansarem. Tiram o manto vermelho dEle. Vestem-No com Suas roupas. E O levam para ser crucificado.

Depois desse sofrimento terrível, terá que carregar Sua cruz. Mesmo estando esmagado.

Preciso ficar aqui. Não tenho mais forças. Não consigo entender tão grande amor. Deixou Sua glória por mim. Viveu como homem, por mim. Foi condenado, por mim. Foi humilhado, por mim. Castigado, por mim. Massacrado, moído, por mim.

Prostro-me a Seus pés. Minha vida é dEle. Não tem como não ser, depois de tudo que fez por mim.

Foi por você também. Se sua vida ainda não é dEle, agora é o momento. Entregue-se. Deixe que Ele trabalhe em sua vida. Como tem trabalhado na minha.

Não existe nada melhor que segui-Lo. Mesmo com todas as dificuldades.

Seu amor é maravilhoso. Podemos percebê-Lo a cada dia. Junte-se a mim. Prostre-mo-nos diante dEle. https://www.youtube.com/watch?v=GnuMCM4TEHI

Prosseguimos. Andamos pelas ruas de Jerusalém, junto com a multidão. Mal consigo caminhar. Vou aos tropeços. Preciso me apoiar em você. Escuto gritos à volta. Não consigo ouvir o que falam. Só tenho olhos para Ele.

Um homem de Cirene, norte da África, chamado Simão, é forçado a carregar Sua cruz. Penso no privilégio que esse homem tem. Não sei se ele sabe.

A "Via Crucis" ou "Via Dolorosa" percorre uma parte de Jerusalém. Do Pretório até ao Calvário. https://www.youtube.com/watch?v=bK7ldDXkKiM

A multidão vai até à rua para ver meu Senhor. Ele mal consegue andar. Acredite, o açoitamento romano não é chamado de flagelo à toa.

O caminho tem uma leve subida. O que torna a caminhada ainda mais difícil. Ele tem dificuldade para respirar. Andamos até sair da cidade. Pensei que não fosse conseguir. Chegamos a um lugar chamado Gólgota, Lugar da Caveira. Não tenho mais forças para chorar.

Dão-Lhe vinho misturado com mirra. Recusa-se a beber. Cravam Seus pés e mãos na cruz. É muito sofrimento. Tiram sortes e dividem Suas roupas. Eram nove horas da manhã.

Há uma plaquinha em sua cruz. É a acusação feita contra Ele. Está escrito: “O Rei dos Judeus”.

Bato em meu peito. Tudo por mim. Por mim. Por causa do meu pecado que me afastou do Pai. Por causa da minha rebeldia.

Dois criminosos também estão sendo crucificados. Um em cada lado dEle. Assim, cumpriram-se as Escrituras que diziam: “Foi contado entre os rebeldes” (Isaías 53.12b).

Muitos passam e lançam-Lhe insultos. Balançam a cabeça e dizem: “Você disse que destruiria o templo e o reconstruiria em três dias. Pois bem, salve a Si mesmo e desça da cruz!”.

Minha vontade é correr para cima deles. Mesmo que fosse possível, não tenho forças. Tolos!

Os principais sacerdotes e os mestres da lei também zombam dEle, dizendo que salvou os outros, mas não pode salvar a Si mesmo. Diziam “que esse Cristo, o rei de Israel desça da cruz agora mesmo para que vejamos e creiamos nEle”

Tolos! Desgraçadamente tolos. Não sabem com quem estão falando. Não se importaram em saber.

Mateus e Marcos contam que os homens a Seu lado também O insultam. Lucas, no entanto (Lucas 23.39-43), nos conta que um deles disse que Ele não havia cometido crime nenhum e pede que se lembre dele quando entrar em Seu Reino. O Senhor responde e garante que naquele mesmo dia estaria com Ele no paraíso. Esse é o Senhor a quem servimos!

Ao meio dia a terra escurece. Alguns estão assustados. Tudo fica escuro até às três horas da tarde. Então, brada em alta voz, tamanha Sua dor: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?”. que significa: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”.

Nosso pecado O separa do Pai. Ainda dói mais que a dor por todo Seu corpo.

Alguns acham que está chamando Elias. Alguém corre em busca de uma esponja, embebeda-a em vinagre, coloca-a na ponta de uma vara e leva para Jesus beber. Outros dizem para esperar. Querem ver se Elias virá salvá-Lo. Queria ver todo mundo correndo, morrendo de medo, se tal acontecesse. Mas Ele entregou-Se por mim. Por nós. Não fugirá da cruz.

Então, novamente clama em alta voz e dá Seu último suspiro.

Meu coração quase para. Meu Senhor morreu. Por mim. Por todos.

A cortina do santuário do templo se rasga. Em duas partes. De cima até embaixo, do céu para a terra. Sua morte nos dá livre acesso ao Pai. Seu sacrifício é perfeito. Completo. Ele realmente é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29).

O centurião que estava diante dEle, ao ver como havia morrido, exclama que verdadeiramente Ele era o Filho de Deus. Um soldado romano. Não os judeus ali presentes.

Muitas mulheres estão ali. Observam de longe. Corações sangrando. Seguiam Jesus desde a Galileia, para O servir.

Mas ouça, não foram os judeus ou os romanos que mataram Jesus. Foi o meu pecado. O seu pecado. O pecado de todos nós.

Vamos parar aqui. Preciso me lançar aos pés da cruz. Agradecê-Lo mais uma vez por tão grande amor. Nem a eternidade será suficiente para agradecê-Lo. Novamente, junte-se a mim. Se ainda não entregou Sua vida a Ele, não deixe para depois, faça-o agora. Ele morreu em meu lugar. Em seu lugar. Seu sacrifício nos leva de volta ao Pai. Ele é o Único que pode e faz isso por nós. "Jesus disse: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode vir ao Pai senão por mim". - João 14.6

Depois de um tempo, prosseguimos.

Nosso Senhor entregou Seu espírito. Está morto.

A tarde cai. As pessoas se dispersam.

Era sexta-feira. Ao entardecer, José, de Arimateia, vai corajosamente a Pilatos, pedir o corpo do Senhor. Ele era um membro respeitado do conselho dos líderes do povo. Esperava a chegada do reino de Deus. Não era um pedido comum. Pilatos fica surpreso de já estar morto. Confirma com o oficial romano e autoriza José a levar o corpo.

José vai até o Calvário. É muita tristeza. Tira o corpo de Jesus da cruz. Envolve-O num lençol de linho, limpo, novo. Coloca-O em um sepulcro escavado na rocha.

João nos conta que Nicodemos estava com ele. Trouxe aproximadamente trinta e quatro quilos de uma mistura de mirra e aloés (João 19.39). Trinta e quatro quilos! Você consegue imaginar? Eles O envolvem em faixas de linho, com essa mistura, como era costume dos judeus. Depois, José fecha o sepulcro com uma pedra. Essa pedra costumava ser muito pesada. Provavelmente seus servos estavam com ele para conseguir rolar a pedra. Vão embora. Não há mais o que fazer.

Maria Madalena e Maria, mãe de José viram onde O sepultaram.

Começa o sábado. Nada mais pode ser feito.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.