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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Josué 8.1-35

Leitura do dia 28/02.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Josué.

Ontem vimos a travessia do Jordão e os monumentos ali levantados. Um dentro do rio e outro no acampamento de Gilgal.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-41-24.html

Os homens de Israel foram todos circuncidados. Depois, celebraram a Páscoa.

Após a circuncisão e a celebração da Páscoa, o Comandante do Exército do Senhor apareceu a Josué, ordenando-lhe que tirasse suas sandálias. Estava em terra santa.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-51-15.html

Vimos também a queda de Jericó, quando o Senhor monta uma estratégia que não parece em nada com as nossas. Mas que deu certo! http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-61-27.html

Triste foi ver que, apesar de alertado imediatamente antes da batalha, Acã deixou ser dominado pelo pecado. Escolheu a morte.

Também vimos que Israel foi derrotado em Aí. Não consultaram ao Senhor antes da batalha para saber Sua estratégia. Apenas espiaram a terra e foram. Por causa do pecado de Acã, trinta e seis soldados morreram. Nossas escolhas não afetam apenas a nós. Afetam muitos ao nosso redor. Para a vida e para a morte. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-71-26.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Hoje leremos do capítulo oito ao capítulo dez.

Na primeira postagem, o capítulo oito.

Depois da morte de Acã, o Senhor disse a Josué para não temer nem desanimar. Que reunisse todos os homens de guerra contra Aí. Não apenas três mil como haviam sugerido.

O Senhor deu a Josué Sua estratégia. Trinta mil dos melhores guerreiros foram à noite e acamparam próximo à cidade. Atrás dela. Escondidos.

Josué ficou no acampamento. Pela manhã cedo, atacaram a cidade. Quando o rei de Aí os viu, saiu contra eles, como da primeira vez. Fingiram que fugiam. Todos os homens de Aí e Betel foram em perseguição a Israel.

Quando estavam longe, o Senhor ordenou que Josué apontasse sua lança para a cidade. Os guerreiros que estavam escondidos entraram e a tomaram completamente. Depois a incendiaram.

A cidade transformou-se em uma grande ruína. Josué enforcou o rei. Lançaram seu corpo em frente à porta da cidade. Levantaram uma pilha de pedras.

Até o dia em que o livro de Josué foi escrito, a cidade continuava em ruínas e a pilha de pedras em cima do corpo do rei, continuava lá.

Precisamos aprender que, para cada batalha, há uma estratégia do Senhor. As fórmulas mudam. Tudo pode mudar.

Precisamos sim, espiar a terra, como Josué fez. E planejar. Mas precisamos perguntar a Ele se é assim mesmo. Ou não.

Se tivessem orado antes de ir a Aí, o Senhor teria dito que havia pecado em Israel e Ele não iria à guerra com eles.

Ir à guerra sem o Senhor é desastroso. Trinta e seis homens morreram. Quantos sonhos se perderam em Aí! Quantos sonhos se perdem por acreditarmos que nossa estratégia é excelente e vamos para a guerra com nossas próprias forças e ideias, deixando o Senhor para trás.

Que aprendamos a consultá-Lo. A ter um tempo de oração antes de nos aventurarmos em qualquer plano.

Ah, e se Acã tivesse esperado! Todo o despojo pôde ser tomado. Assim como os animais. Uma grande riqueza.

Que aprendamos a esperar a recompensa do Senhor e não cobiçarmos o que não nos pertence. O que pertence a Ele é separado, exclusivo. Não podemos tocar.

Depois da vitória sobre Aí, Josué construiu um altar ao Senhor, no monte Ebal. Seguiu todas as especificações do Senhor. Não usou nenhum instrumento de ferro. Usou as pedras em sua forma natural. Como deve ser nosso altar. Sem instrumentos, sem métodos. Pedras em sua forma natural. Simples. Apenas nós e o Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-2022-26.html

Israel apresentou ao Senhor holocaustos e ofertas de paz. Depois, enquanto todo o povo olhava, Josué copiou nas pedras as leis que Moisés havia escrito.

Todos foram divididos em dois grupos. Israelitas, estrangeiros, mulheres e crianças. Metade estava em frente ao monte Gerizim e outra metade em frente ao monte Ebal. Um grupo em frente ao outro. No meio, os sacerdotes levitas que levavam a Arca do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-111-1429.html

Tudo foi feito conforme as orientações dadas por Moisés.

Josué leu todas as bênçãos e as maldições, diante de todos. Israelitas, estrangeiros, mulheres e crianças.

O capítulo oito termina aqui.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Êxodo 17.8-16

Leitura do dia 20/01.

Na postagem anterior, vimos o Senhor dar água para o povo de Israel quando Moisés feriu a rocha, no Monte Sinai.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-171-7.html

Agora, continuamos nossa caminhada através do versículo oito ao versículo dezesseis. Ainda do capítulo dezessete de Êxodo.

Quando Israel ainda estava acampado em Refidim, os guerreiros de Amaleque atacaram.

Pela primeira vez Josué é citado. Ainda não o conhecemos. Não sabemos quem é. Com certeza, alguém de muita confiança da parte de Moisés. Ele ordena que o próprio Josué escolha homens para guerrearem contra os amalequitas. A guerra seria no dia seguinte.

Moisés informou a Josué que não iria com ele. O combate seria por conta de Josué. Moisés subiria ao alto de uma coluna segurando em sua mão, a vara de Deus. Para fazer a diferença.

Engraçado que o Senhor fala que a vara é de Moisés e Moisés sempre fala que a vara é do Senhor. É assim que deve ser. Afinal, Ele nos usa, mas não somos nós. É Ele. Tem tudo a ver com Ele.
https://www.youtube.com/watch?v=0jDlU-XiwCw

No dia seguinte Josué saiu à batalha. Sem Moisés, Era o líder. Lutou contra o exército de Amaleque.

Moisés subiu com Arão e Hur (novamente não está sozinho) até o topo de uma colina, de onde podia ver a batalha. Levantou seus braços. Quando seus braços permaneciam erguidos, os israelitas prevaleciam na batalha. Quando se cansava e seus braços abaixavam, eram os amalequitas que prevaleciam.

Arão e Hur foram atrás de uma solução. Encontraram uma pedra para Moisés se sentar. Estavam ali porque Moisés precisava de suporte. Era uma estratégia do Senhor.

Josué na batalha e os três na intercessão. Suportando Josué e o povo de Israel.

Moisés sentou-se. Arão e Hur seguraram seus braços e mantiveram suas mãos erguidas até à tarde. Assim, com esse apoio completamente espiritual, Josué aniquilou o exército dos amalequitas. Esse foi o resultado da ação de Moisés, Arão e Hur.

Foram necessários quatro homens na liderança de uma batalha para que Israel vencesse. Três agiam no mundo espiritual enquanto um ia para a frente de batalha, literalmente falando.

É lindo ouvir o Senhor ordenar a Moisés que escrevesse em um rolo, como lembrança permanente e lesse, para Josué, em voz alta que o Senhor apagaria toda e qualquer recordação de Amaleque.

Josué precisava ouvir. Foi ele quem enfrentou a morte cara a cara, junto com os homens que havia escolhido para guerrear. Foi ele quem teve que brandir a espada. Gritar ordens. Ver o campo de batalha. Sentir o cheiro da morte.

Muitas vezes queremos estar na posição de Moisés. E o Senhor nos coloca na posição de Arão e Hur. Precisamos encontrar uma pedra para Moisés sentar-se e erguer sua mão, sustentá-la. Até o final da tarde.

Outras vezes preferimos ser Arão ou Hur, mas somos levados pelo Senhor a ser Josué. Temos que ir à batalha. Conferir nossa armadura. A estratégia. O exército. Sentir o cheiro do sangue. Ouvir os gritos de guerra. Ordenar ordens. Animar os soldados. Não estávamos vendo Moisés, embora tenha nos dito que subiria uma colina com a vara do Senhor nas mãos. Não há tempo de procurá-lo. A batalha ruge à nossa frente. Não temos um minuto sequer. Precisamos batalhar. Confiando no Senhor.

Outras vezes ainda, queremos ser Josué, mas o Senhor nos ordena ser Moisés. Ficamos de longe observando a batalha. Querendo interferir. Como um técnico em um jogo. Mas não há o que fazer. Precisamos levantar nossas mãos em clamor ao Senhor. A batalha é do povo, de Josué, e do Senhor. Somos intercessores.

Não direi “apenas intercessores” porque o intercessor tem um papel importantíssimo na batalha. O resultado de Moisés ter permanecido com suas mãos erguidas, ajudado e sustentado por Arão e Hur foi a vitória de Josué e do povo de Israel na batalha.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1930-36.html

Que o Senhor nos dê o discernimento de onde devemos estar, em cada batalha.

Quando a batalha acabou, Moisés construiu um altar em louvor ao Senhor. Chamou-O de Javé-Nissi, "o Senhor é minha bandeira”. Ele sabia que não foi sua mão que fez a guerra ser vencida, foi o Senhor, sendo sua bandeira. É tudo sobre o Senhor. Nunca foi sobre nós.
https://www.youtube.com/watch?v=OpMm5JO0wtU

Ficamos por aqui. Nossa leitura diária, do dia vinte termina neste capítulo.

Continuamos “amanhã”. Até lá.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O Deus que olha além das aparências. E conta conosco

Vamos percorrer juntos o livro de Juízes? Capítulo 6.

Israel havia se distanciado de Deus e estava sendo oprimido pelos midianitas. A opressão foi tão terrível que Israel empobreceu. Então, pobres e necessitados, clamaram por socorro. Ao Senhor.

O Senhor enviou um profeta para lhes falar o porque estavam vivendo aquela opressão. Mas não ficou só nisso. O Senhor buscou alguém que pudesse ser usado por Ele. Para libertar Israel.

Gideão estava malhando trigo. Não numa eira, lugar onde se malha o trigo. Mas num tanque de prensar uvas.

O anjo do Senhor senta-se sob uma grande árvore e fala a Gideão: "O Senhor está com você, poderoso guerreiro."

Para mim, essa afirmação é, no mínimo, espantosa. Poderoso guerreiro? O Senhor está com você?

Pare um minuto. Leia novamente. Imagina a cena. Sinceramente só consigo perceber um simples agricultor apavorado. Morrendo de medo de perder sua colheita para os midianitas, seus opressores. E ficar sem alimento. Não consigo enxergar nada além disso. Nenhuma das palavras que o Senhor lhe falou. Se fosse eu, ia olhar para os lados e dizer que Ele havia aparecido no lugar errado. Se enganou de pessoa.

Gideão não faz assim, mas questiona: "Se o Senhor está conosco, por que aconteceu tudo isso? O Senhor nos abandonou." Começo a enxergar alguma coragem nele.

Uma das coisas que mais me impressiona no Senhor é o fato dEle muitas vezes parecer ignorar nossas perguntas. Não que Ele não esteja interessado, é que Ele nos fala o que precisamos ouvir, não o que queremos ouvir.

O Senhor já havia enviado um profeta que informou o porque estavam sendo oprimidos. Nem se deu ao trabalho de repetir. E responde a Gideão, dando-lhe uma ordem: "Com a força que você tem, vá libertar Israel. Eu estou lhe enviando."

Gideão, imagino eu, com taquicardia e apavorado retruca: "Como posso libertar Israel? Sou insignificante."

Novamente a resposta do Senhor é intrigante. Não desenhou uma estratégia no chão, não usou uma mesa com bonecos representando Gideão, Israel e os midianitas explicando como faria. Simplesmente respondeu: "Eu estarei com você. Você derrotará todos os midianitas." Simples assim. "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" - Romanos 8.31b

A dinâmica perfeita. Já falada na saudação. O Senhor era com ele. Ele era um poderoso guerreiro. Quem pode contra uma dupla dessas?

Gideão então, passa para a próxima fase. "Será verdade? O Senhor é comigo mesmo? Posso contar com o Seu favor?"

Ora, foi o Senhor quem se dirigiu até ele e não o contrário.  Ele pede um sinal. "Peço-te que não vá embora até que eu volte e traga minha oferta." O Senhor, sempre paciente, responde que ia esperar até Gideão voltar. Imagina se fosse você ou eu? Será que desistiríamos de Gideão? Esperaríamos?

Gideão foi. Preparou um cabrito. Ao molho. E fez pães sem fermento. Não foi em um microondas. Ou num forno elétrico ou industrial. Sequer num forno à gás. Aquilo demorou. E o Senhor ficou ali, sentado sob a árvore, esperando. Quanto tempo demorava para preparar um cabrito? E fazer pães?

Gideão voltou. E os ofereceu. O Senhor tocou aquela oferta com a ponta do seu cajado. Fogo subiu da rocha. E consumiu a carne e os pães. Consegue pensar em Gideão vendo aquilo? Deve ter colocado a mão à boca, apavorado. Pernas tremendo. Não sei. O fato é que exclamou: "Ah, Senhor Soberano! Vi o Anjo do Senhor face a face!" O Senhor respondeu: "Paz seja com você! Não tenha medo. Você não morrerá".

Gideão construiu um altar em honra ao Senhor e lhe deu o nome "O Senhor é paz". Impossível ter uma revelação do Senhor e não ter a atitude de adorá-Lo. Não Lhe construir um altar.

Agora, pensamos, o Senhor finalmente irá pegar um mapa, uma maquete, sei lá, qualquer coisa, e lhe falar COMO vencer os midianitas. Fico em suspense. Já imagino o Senhor com um monte de apetrechos, pronto para explicar tudo a Gideão. Mas o Senhor ordena que ele derrube o altar de Baal. Não um simples altar. Mas um que pertencia a seu pai. Usado por toda a cidade. Corte o poste de Asera, que ficava ao lado deste altar. E ofereça um holocausto ao Senhor. Um outro novilho.

Nada ainda sobre como derrotar os midianitas. Mas calma! Gideão, assim como você e eu, precisava dos processos. Primeiro, questionou ao Senhor. Depois O reconheceu. Ofereceu uma oferta, que lhe custou tempo e dinheiro, numa época de escassez e opressão. Descobriu um dos Nomes do Senhor. Estava começando assim, um relacionamento com o Senhor.

Se queremos vencer uma guerra, contando com o Seu favor, precisamos lidar com nossos pecados, não importa quão íntimos sejam. Temos que derrubar e cortar tudo o que nos liga ao nosso passado sem Deus. Se queremos saber como venceremos os midianitas, antes precisamos nos desvencilhar de tudo que nos prende e que pode impedir nossa vitória. E precisamos desenvolver intimidade com Ele.

Gideão pede ajuda a dez servos, e com medo de sua família e dos homens da cidade, faz tudo à noite. Às escondidas. Esse é o poderoso guerreiro, escolhido pelo Senhor. Esse sou eu. É você. Mas, ele obedeceu. Ainda que à noite.

Claro que descobriram que foi ele. Quando queimamos nossos ídolos e altares particulares, mais cedo ou mais tarde, todos perceberão.

Os homens daquela cidade quiseram matar Gideão. Mas seu próprio pai o defendeu.

E olha o que acontece "naquele meio tempo": todos os midianitas, amalequitas e outros povos que vinham do leste, uniram os seus exércitos e acamparam no vale de Jezreel. Se você já esteve lá, consegue perfeitamente imaginar aquele povo reunido ali. Se não esteve, acredite, é um vale imenso e cabe muita gente!

Mas note, Jezreel significa "O Senhor semeia"! Era o próprio Deus agindo, trabalhando a favor de Gideão.

O quê? Como assim? Era o exército dos inimigos, opressores, se reunindo. Enquanto Gideão obedecia.

Mas como derrotar um exército se ele não estiver reunido? Se não formos ao campo de batalha?

Nessa hora, aconteceu algo simplesmente maravilhoso. Dou pulos de alegria. Até faço uma dancinha. Gideão não saiu correndo choramingando. Não! O Espírito do Senhor se apoderou dele, e ele, com o toque de trombetas, convocou os abiezritas para seguí-lo. E enviou mensageiros a Manassés, Aser, Zebulom e Naftali.

O mesmo homem, agricultor e insignificante. Agora cheio do Espírito, convoca algumas tribos de Israel à guerra. E eles vão!

Até agora, o Senhor não falou absolutamente nada sobre como derrotar o exército inimigo. Mas Gideão começa a se transformar no guerreiro poderoso saudado pelo Senhor.

O que acontece? O Senhor finalmente falará Seus planos? Sua estratégia?

Hoje, gostaria apenas que você pensasse, comigo, que é necessário um processo antes de conhecermos Seus planos. Olhe para a vida de Gideão. Veja suas atitudes. Seus questionamentos. Identifique-se com ele. Aprenda com ele. Veja o que o Senhor lhe falou. Enxergue-se como Deus enxerga você.

Logo veremos o que Ele tem planejado para Gideão. E para nós.