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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Gênesis 30.1-43

Leitura do dia 09/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos Jacó casando-se com Lia e Raquel.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-291-35.html

Agora, caminharemos através do capítulo trinta de Gênesis.

Quando Raquel viu que não engravidava, teve inveja de Lia. Provavelmente a primeira vez que isso aconteceu. Ela implorou a Jacó que lhe desse filhos, ou morreria. Não era a Jacó que Raquel deveria implorar. Jacó ficou enfurecido com Raquel. Disse-lhe que não era Deus. Foi Ele que não permitiu que ela tivesse filhos.

Diferente de Isaque que orou insistentemente ao Senhor para que Rebeca tivesse filhos, não temos essa informação sobre Jacó. Raquel deu a Jacó sua serva Bila para ter filhos através dela, como Sara havia dado Hagar a Abraão.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-161-16.html

Bila engravidou. Raquel chamou o menino de Dã, “Ele julgou”. O Senhor havia lhe feito justiça. Havia ouvido seu pedido e lhe dado um filho. Depois, Bila teve outro filho, Naftali, “minha luta”. Havia lutado com sua irmã e vencido.

Quando Lia viu que havia parado de engravidar (após o quarto filho), deu sua serva Zilpa para Jacó.
Ela engravidou. Lia chamou o menino de Gade, “Boa fortuna”. Zilpa teve outro filho, Aser, “Feliz”. Um dia, durante a colheita do trigo, Rúben encontrou mandrágoras, plantas consideradas afrodisíacas. Raquel suplicou a Lia que lhe desse. Lia a acusou de ter roubado seu marido, o que sabemos, não era verdade. Mas acabou cedendo a Raquel. Trocou as mandrágoras por Jacó. Quando Jacó voltou do campo, Lia lhe disse que aquela noite deitaria com ela. Ela o havia comprado com as mandrágoras que seu filho encontrara. Que situação!

Lia também orava pedindo filhos. O Senhor a ouviu. Ela engravidou. Teve um quinto filho. Issacar, “Recompensa”. Considerou que o Senhor a recompensara por ter dado sua serva a seu marido. Depois, engravidou novamente, agora de Zebulom, “Honra”. Seu desejo era que seu marido a tratasse com respeito por ter lhe dado seis filhos. Ela novamente engravidou. Dessa vez teve uma menina, Diná. E não falou nada a respeito.

Então o Senhor se lembrou de Raquel, aquele mesmo tipo de lembrança que aconteceu com relação a Noé. Ele permitiu que ela se tornasse fértil. Teve um menino, José, “Que Ele acrescente”. Ao ver o menino ela exclamou que o Senhor havia lhe tirado a vergonha. Que Ele acrescentasse outro filho àquele. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-81-1032.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/01/quando-deus-se-lembra.html

Logo depois que Raquel teve José, Jacó pediu a Labão que o deixasse retornar para sua casa. Labão pediu que ficasse. Sabia que havia enriquecido porque o Senhor o abençoara por causa de Jacó. Que Jacó lhe dissesse qual salário queria.

Jacó queria voltar para a casa de seu pai. Disse que antes dele, Labão tinha pouco. Que realmente o Senhor o abençoara por meio do seu trabalho. Agora queria trabalhar para sua família. Novamente Labão perguntou qual o salário que Jacó queria.

Jacó lhe fez uma proposta. Passaria por todo o rebanho. Recolheria os que fossem salpicados e malhados. Esse seria seu salário. Ele os separou. Entregou a seus filhos mais velhos, que passaram a cuidar deles a uma distância de três dias do rebanho de Labão. Depois Jacó pegou uns galhos de álamo, amendoeira e plátano. Tirou suas cascas, formando listras brancas. Colocou-os onde o rebanho acasalava. O rebanho nascia listrado, salpicado e malhado. Jacó fazia assim somente com as fêmeas mais fortes. Seu rebanho cresceu muito e ele se tornou muito rico.

Continuamos na próxima postagem. Até já. 

Gênesis 29.1-35

Leitura do dia 09/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos o sonho de Jacó.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-2746-2823.html

Agora, caminharemos através do capítulo vinte e nove de Gênesis.

Jacó seguiu viagem. Por fim, chegou à terra do leste. Ali avistou um poço e três rebanhos de ovelhas. Foi até lá. Aproximou-se dos pastores e perguntou de onde eram. Responderam que eram de Harã. Perguntou se conheciam Labão, neto de Naor. Eles conheciam. Jacó perguntou se ele estava bem. Responderam que sim e que Raquel, sua filha estava vindo com o rebanho.

Jacó disse-lhes que ainda era dia. Não entendia porque não davam água para o rebanho e os colocavam no pasto novamente. Os pastores explicaram que o costume era juntar todos os rebanhos. Eles removiam a pedra somente após estarem todos reunidos. Então, davam de beber a todas as ovelhas. Quando ainda estava conversando com eles, Raquel chegou com o rebanho de seu pai. Gosto da explicação que vem junto a este versículo. Ela chegou com o rebanho de seu pai porque era pastora! Ela, uma mulher, exercia uma atividade. Milênios atrás.

Jacó removeu a pedra do poço e deu de beber ao rebanho de seu tio. Beijou Raquel e chorou em alta voz. Explicou a ela que era seu primo. Raquel correu e foi contar a seu pai. Labão correu de volta ao poço. Abraçou, beijou e levou Jacó para sua casa. Depois que Jacó contou sua história, Labão disse que eles eram do mesmo sangue, significando que o acolheria. Jacó ficou trabalhando para Labão por aproximadamente um mês. Labão disse-lhe que não devia trabalhar de graça. Que salário que ele queria?

Labão tinha duas filhas. Lia, a mais velha que, aparentemente, tinha algum problema em seus olhos e Raquel, que era muito bonita. Jacó estava apaixonado por Raquel. Propôs a Labão que trabalharia sete anos para que lhe fosse dada como esposa. Labão concordou. Jacó trabalhou os próximos sete anos para se casar com Raquel. É muito lindo estar escrito que esses anos foram para ele como dias, pelo tanto que a amava.

Quando os sete anos se passaram, Jacó pediu Raquel a Labão. Labão fez uma grande festa de casamento. Mas, à noite, quando estava escuro, Labão entregou Lia, sua filha mais velha. Jacó deitou-se com ela. Só quando amanheceu o dia, percebeu que não era Raquel.  

Que situação a de Lia. Seu pai a deu a Jacó, sabendo que ele amava Raquel. Ela, claro, também sabia. Devia ser angustiante.

Quando Jacó viu, perguntou a Labão o que havia feito. Ele o enganara, havia trabalhado sete anos para casar com Raquel. Labão respondeu que ali não era costume dar a filha mais nova em casamento antes da primeira. Pediu que Jacó esperasse uma semana, a "lua de mel" de Lia, então lhe daria Raquel. Jacó trabalharia mais sete anos por ela. E assim foi.

Quando o Senhor viu que Lia não era amada, permitiu que ela tivesse filhos. A fertilidade é um dom dado pelo Senhor. Lia teve o primeiro filho, a quem chamou de Rúben, que significa “Veja, um filho!” Ela disse que o Senhor viu sua infelicidade e tinha esperanças de que agora, com um filho, seu marido a amasse. Teve o segundo, chamado Simeão, “Aquele que ouve”. Agora Lia disse que o Senhor havia ouvido que não era amada e deu-lhe um filho. O terceiro, Levi, “Afeição”. Ela acreditava que finalmente seu marido ia sentir afeição por ela. Teve ainda um quarto filho, Judá, pois disse que “agora louvaria ao Senhor”.

Assim termina o capítulo vinte e nove. Continuamos na próxima postagem. Até já.