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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Gênesis 32.1-21

Leitura do dia 10/01 (Leitura Bíblica Anual).

Ontem caminhamos pelas páginas de Gênesis, do capítulo vinte e oito ao capítulo trinta e um.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-2746-2823.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-291-35.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-301-43.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/na-postagem-anterior-vimos-o-capitulo.html

Hoje, caminharemos do capítulo trinta e dois ao capítulo trinta e quatro.

Em nossa primeira postagem, iremos do versículo um ao versículo vinte e um, do capítulo trinta e dois.

Lembra o que vimos ontem?

O Senhor ordenou que Jacó voltasse para sua terra natal. Jacó, com medo de Labão, aproveitou sua ausência e fugiu. Labão o perseguiu. O Senhor preveniu Labão que não fizesse mal a Jacó. Eles fizeram um conserto. Nenhum dos dois ia atravessar o marco levantado para prejudicar o outro. Pronto. Agora essa situação estava resolvida.

Quando a situação entre Labão e Jacó foi resolvida, Jacó seguiu viagem e os anjos do Senhor vieram ao seu encontro. Quando Jacó os viu disse que ali era o acampamento do Senhor. Aquele lugar ficou conhecido como Maanaim, "Dois acampamentos".

Ainda havia uma situação, bem pior, a ser resolvida. Jacó estava voltando para casa. Esaú havia dito que o mataria. Vinte anos passaram. Será que Esaú havia esquecido ou seu coração ainda está tomado pelo rancor e deseja vingança? Jacó não esqueceu. Aquela situação ainda o perseguia. Situações não resolvidas sempre nos perseguem. Ele enviou mensageiros a Esaú. Em sua mensagem, apresentou-se como servo, chamando-o de “seu senhor”. Embora tivesse desejado ser o primogênito, o senhor, agora renunciava aquela posição. Disse que durante aquele tempo havia ficado com Labão, “nosso tio”, lembrando a Esaú que eram irmãos. Sua esperança, disse, era ser recebido amistosamente.

Os mensageiros voltaram. Não havia recado de Esaú. Disseram a Jacó que ele estava indo a seu encontro, com quatrocentos homens. Você consegue imaginar a cena? Eu tive que rir. Era amedrontador demais. Quatrocentos homens, guerreiros, caçadores, homens valentes. O que Jacó podia esperar? Se fosse eu, minhas pernas, com certeza, virariam gelatina. Quando ouviu, deve ter feito como eu, imaginado a cena. Ficou apavorado. Quem não ficaria? 

Dividiu em dois grupos sua família e seus servos, assim como os rebanhos, os bois e os camelos. Se Esaú atacasse um grupo, talvez o outro conseguisse fugir. Depois que fez essa divisão, Jacó deve ter percebido que era inútil. Quatrocentos homens! Ninguém escaparia. Então, fez o mais sábio e acertado de tudo. Ele orou. Sua oração me comove e me ensina. Muito. Lembrou-se com quem estava falando. O Senhor de seu avô, de seu pai e dele. O Senhor que havia ordenado que voltasse para casa. Que prometeu que o trataria bem. Reconheceu que não era digno de toda a bondade e dignidade com que o Senhor o vinha tratando. Lembrou-se que saiu de casa e atravessou o Jordão com apenas seu cajado. Agora estava voltando e sua família e servos formavam duas caravanas. Era muito crescimento! Então, clamou ao Senhor que o salvasse de seu irmão. Reconheceu que estava com medo, mas lembrou-se das palavras do Senhor. “Estou com medo”, “mas tu prometeste”. Jacó parou de olhar para sua situação. Olhou para o que o Senhor lhe prometera. “Estou com medo, mas tu prometeste”. E citou as promessas do Senhor. Colocou seu coração nessas promessas, não em seu medo, seus sentimentos, sua situação. Era verdade, Esaú vinha a seu encontro com quatrocentos homens, mas era verdade que o Senhor havia lhe feito promessas. E o Senhor nunca descumpre Sua Palavra.

Jacó passou a noite naquele lugar. Depois escolheu, entre seus bens, muitos presentes para Esaú.
Dividiu esses presentes em três grupos. Ordenou que fossem à sua frente. Quando encontrassem Esaú e ele perguntasse de quem eram, deveriam responder que pertenciam a “seu servo Jacó”, mas que era um presente para “Esaú, senhor dele”. Também não deveriam esquecer de dizer que Jacó vinha logo atrás. Sua esperança era apaziguar Esaú com os presentes, que foram à sua frente. Enquanto Jacó passou aquela noite acampado ali.

Continuamos na próxima postagem. O que acontecerá? Como será esse encontro? Até já. Espero você. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Gênesis 31.1-55

Leitura do dia 09/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos o capítulo trinta de Gênesis.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-301-43.html

Agora, caminharemos através do capítulo trinta e um. É nossa última leitura hoje.

Jacó percebeu que os filhos de Labão estavam reclamando dele. Diziam que havia roubado de seu pai. Também percebeu que Labão não o tratava mais como antes.

O Senhor lhe ordenou que voltasse para a terra de seu pai. Estaria com ele. Jacó mandou chamar Raquel e Lia. Disse a elas que havia percebido a mudança de Labão. Além disso, o pai delas havia trocado seu salário dez vezes, em sete anos. Mas o Senhor não havia permitido que fosse prejudicado.

Agora podemos entender porque Jacó pegou aqueles galhos e os descascou. Ele conta a suas esposas que tivera um sonho. Na época do acasalamento. No sonho, os machos listrados, salpicados e malhados estavam se acasalando com as fêmeas de seu rebanho. O Senhor lhe disse que via como Labão estava tratando Jacó. Ele era o Senhor que lhe aparecera em Betel. Jacó devia aprontar-se e voltar à sua terra natal.

Raquel e Lia responderam que Labão, o pai delas, havia reduzido o direito delas aos mesmos direitos que as mulheres estrangeiras tinham. Não sabemos quais eram, apenas conseguimos entender que deveriam ter mais direitos, como filhas. Elas não viam com bons olhos o que Labão fizera. Ele as havia vendido a Jacó e desperdiçado o dinheiro que havia ganho com elas. Além disso, toda a riqueza que o Senhor tirara de seu pai, havia dado a Jacó e, por direito, a elas e a seus filhos. Essas mulheres tinham direitos. Há milênios atrás. 

Que Jacó fizesse o que o Senhor ordenara. Labão estava tosquiando suas ovelhas no campo. Jacó tomou suas mulheres, seus filhos, tudo que lhe pertencia e partiu. Sem avisar Labão. Era uma fuga! Raquel roubou os ídolos da casa que pertenciam a seu pai. Ela os levou consigo. Eram os ídolos familiares. Três dias depois, Labão soube que Jacó havia fugido. Reuniu um grupo de seus parentes e o perseguiu. Após sete dias, o alcançou. Antes de alcançá-lo teve um sonho. O Senhor lhe disse para deixar Jacó em paz. Era um aviso.

Quando se encontraram, Labão discutiu com Jacó. Disse que não iria lhe fazer mal porque o Deus de Isaque havia aparecido a ele e o advertido. Disse que entendia sua vontade de voltar para casa. O que não entendia era porque havia roubado seus deuses. Jacó disse que havia fugido por medo de Labão não lhe entregar suas mulheres. Mas não havia roubado nada. Que ele procurasse. Se alguém tivesse roubado, deveria morrer. Ele não sabia que Raquel os roubara.

Labão procurou nas tendas. Por fim, entrou na tenda de Raquel. Ela escondeu os ídolos na sela de seu camelo e ficou sentada em cima. Quando Labão entrou em sua tenda pediu desculpas por não se levantar. Estava em seu período menstrual. A mulher tinha o direito de ficar deitada em seu período menstrual, milênios atrás. Quando as buscas acabaram, Labão não encontrou nada. Jacó ficou furioso. Disse a Labão que havia trabalhado para ele como escravo e só tinha conseguido bens porque o Senhor o abençoara.

Depois das discussões, ambos pegaram algumas pedras. Fizeram um monte. Sentaram-se próximo a elas e fizeram uma refeição para selar uma aliança. Um não cruzaria aquele monte para prejudicar o outro. E vice-versa. O Senhor era testemunha de ambos. Jacó ofereceu sacrifício ao Senhor e convidou todos para uma refeição comemorativa. Passaram a noite ali. Na manhã seguinte Labão levantou cedo, despediu-se de seus netos e filhas, abençoou-os e partiu para sua casa.

Nossa leitura de hoje termina aqui. Amanhã continuamos através dos capítulos trinta e dois a trinta e quatro, de Gênesis. Como será essa viagem? E o encontro de Jacó e Esaú? Espero você. Até lá. 

Gênesis 30.1-43

Leitura do dia 09/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos Jacó casando-se com Lia e Raquel.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-291-35.html

Agora, caminharemos através do capítulo trinta de Gênesis.

Quando Raquel viu que não engravidava, teve inveja de Lia. Provavelmente a primeira vez que isso aconteceu. Ela implorou a Jacó que lhe desse filhos, ou morreria. Não era a Jacó que Raquel deveria implorar. Jacó ficou enfurecido com Raquel. Disse-lhe que não era Deus. Foi Ele que não permitiu que ela tivesse filhos.

Diferente de Isaque que orou insistentemente ao Senhor para que Rebeca tivesse filhos, não temos essa informação sobre Jacó. Raquel deu a Jacó sua serva Bila para ter filhos através dela, como Sara havia dado Hagar a Abraão.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-161-16.html

Bila engravidou. Raquel chamou o menino de Dã, “Ele julgou”. O Senhor havia lhe feito justiça. Havia ouvido seu pedido e lhe dado um filho. Depois, Bila teve outro filho, Naftali, “minha luta”. Havia lutado com sua irmã e vencido.

Quando Lia viu que havia parado de engravidar (após o quarto filho), deu sua serva Zilpa para Jacó.
Ela engravidou. Lia chamou o menino de Gade, “Boa fortuna”. Zilpa teve outro filho, Aser, “Feliz”. Um dia, durante a colheita do trigo, Rúben encontrou mandrágoras, plantas consideradas afrodisíacas. Raquel suplicou a Lia que lhe desse. Lia a acusou de ter roubado seu marido, o que sabemos, não era verdade. Mas acabou cedendo a Raquel. Trocou as mandrágoras por Jacó. Quando Jacó voltou do campo, Lia lhe disse que aquela noite deitaria com ela. Ela o havia comprado com as mandrágoras que seu filho encontrara. Que situação!

Lia também orava pedindo filhos. O Senhor a ouviu. Ela engravidou. Teve um quinto filho. Issacar, “Recompensa”. Considerou que o Senhor a recompensara por ter dado sua serva a seu marido. Depois, engravidou novamente, agora de Zebulom, “Honra”. Seu desejo era que seu marido a tratasse com respeito por ter lhe dado seis filhos. Ela novamente engravidou. Dessa vez teve uma menina, Diná. E não falou nada a respeito.

Então o Senhor se lembrou de Raquel, aquele mesmo tipo de lembrança que aconteceu com relação a Noé. Ele permitiu que ela se tornasse fértil. Teve um menino, José, “Que Ele acrescente”. Ao ver o menino ela exclamou que o Senhor havia lhe tirado a vergonha. Que Ele acrescentasse outro filho àquele. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-81-1032.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/01/quando-deus-se-lembra.html

Logo depois que Raquel teve José, Jacó pediu a Labão que o deixasse retornar para sua casa. Labão pediu que ficasse. Sabia que havia enriquecido porque o Senhor o abençoara por causa de Jacó. Que Jacó lhe dissesse qual salário queria.

Jacó queria voltar para a casa de seu pai. Disse que antes dele, Labão tinha pouco. Que realmente o Senhor o abençoara por meio do seu trabalho. Agora queria trabalhar para sua família. Novamente Labão perguntou qual o salário que Jacó queria.

Jacó lhe fez uma proposta. Passaria por todo o rebanho. Recolheria os que fossem salpicados e malhados. Esse seria seu salário. Ele os separou. Entregou a seus filhos mais velhos, que passaram a cuidar deles a uma distância de três dias do rebanho de Labão. Depois Jacó pegou uns galhos de álamo, amendoeira e plátano. Tirou suas cascas, formando listras brancas. Colocou-os onde o rebanho acasalava. O rebanho nascia listrado, salpicado e malhado. Jacó fazia assim somente com as fêmeas mais fortes. Seu rebanho cresceu muito e ele se tornou muito rico.

Continuamos na próxima postagem. Até já. 

Gênesis 29.1-35

Leitura do dia 09/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos o sonho de Jacó.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-2746-2823.html

Agora, caminharemos através do capítulo vinte e nove de Gênesis.

Jacó seguiu viagem. Por fim, chegou à terra do leste. Ali avistou um poço e três rebanhos de ovelhas. Foi até lá. Aproximou-se dos pastores e perguntou de onde eram. Responderam que eram de Harã. Perguntou se conheciam Labão, neto de Naor. Eles conheciam. Jacó perguntou se ele estava bem. Responderam que sim e que Raquel, sua filha estava vindo com o rebanho.

Jacó disse-lhes que ainda era dia. Não entendia porque não davam água para o rebanho e os colocavam no pasto novamente. Os pastores explicaram que o costume era juntar todos os rebanhos. Eles removiam a pedra somente após estarem todos reunidos. Então, davam de beber a todas as ovelhas. Quando ainda estava conversando com eles, Raquel chegou com o rebanho de seu pai. Gosto da explicação que vem junto a este versículo. Ela chegou com o rebanho de seu pai porque era pastora! Ela, uma mulher, exercia uma atividade. Milênios atrás.

Jacó removeu a pedra do poço e deu de beber ao rebanho de seu tio. Beijou Raquel e chorou em alta voz. Explicou a ela que era seu primo. Raquel correu e foi contar a seu pai. Labão correu de volta ao poço. Abraçou, beijou e levou Jacó para sua casa. Depois que Jacó contou sua história, Labão disse que eles eram do mesmo sangue, significando que o acolheria. Jacó ficou trabalhando para Labão por aproximadamente um mês. Labão disse-lhe que não devia trabalhar de graça. Que salário que ele queria?

Labão tinha duas filhas. Lia, a mais velha que, aparentemente, tinha algum problema em seus olhos e Raquel, que era muito bonita. Jacó estava apaixonado por Raquel. Propôs a Labão que trabalharia sete anos para que lhe fosse dada como esposa. Labão concordou. Jacó trabalhou os próximos sete anos para se casar com Raquel. É muito lindo estar escrito que esses anos foram para ele como dias, pelo tanto que a amava.

Quando os sete anos se passaram, Jacó pediu Raquel a Labão. Labão fez uma grande festa de casamento. Mas, à noite, quando estava escuro, Labão entregou Lia, sua filha mais velha. Jacó deitou-se com ela. Só quando amanheceu o dia, percebeu que não era Raquel.  

Que situação a de Lia. Seu pai a deu a Jacó, sabendo que ele amava Raquel. Ela, claro, também sabia. Devia ser angustiante.

Quando Jacó viu, perguntou a Labão o que havia feito. Ele o enganara, havia trabalhado sete anos para casar com Raquel. Labão respondeu que ali não era costume dar a filha mais nova em casamento antes da primeira. Pediu que Jacó esperasse uma semana, a "lua de mel" de Lia, então lhe daria Raquel. Jacó trabalharia mais sete anos por ela. E assim foi.

Quando o Senhor viu que Lia não era amada, permitiu que ela tivesse filhos. A fertilidade é um dom dado pelo Senhor. Lia teve o primeiro filho, a quem chamou de Rúben, que significa “Veja, um filho!” Ela disse que o Senhor viu sua infelicidade e tinha esperanças de que agora, com um filho, seu marido a amasse. Teve o segundo, chamado Simeão, “Aquele que ouve”. Agora Lia disse que o Senhor havia ouvido que não era amada e deu-lhe um filho. O terceiro, Levi, “Afeição”. Ela acreditava que finalmente seu marido ia sentir afeição por ela. Teve ainda um quarto filho, Judá, pois disse que “agora louvaria ao Senhor”.

Assim termina o capítulo vinte e nove. Continuamos na próxima postagem. Até já. 

Gênesis 27.46-28.23

Leitura do dia 09/01 (Leitura Bíblica Anual).

Ontem caminhamos através dos capítulos vinte e cinco ao versículo quarenta e cinco do capítulo vinte e sete de Gênesis.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-251-26.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-2527-34.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-261-11.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-2612-33.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-2634-2746.html

Hoje, caminharemos do versículo quarenta e seis do capítulo vinte e sete até o capítulo trinta e um. Nesta primeira postagem, iremos até o final do capítulo vinte e oito.

Depois que conversou com Jacó, para que fosse a Padã-Arã, Rebeca falou com Isaque. Disse que preferia morrer a ver Jacó casado com mulheres hititas, como Esaú. Isaque mandou chamar Jacó. Aparentemente não há nenhum rancor. Isaque o abençoou, com a mesma benção que havia sido abençoado e disse que não se casasse com uma canaanita. Que fosse até à casa de seu avô Betuel e se casasse com uma das filhas de seu tio Labão, irmão de sua mãe. Jacó obedeceu seu pai.

Esaú ficou sabendo que Isaque havia abençoado e enviado Jacó a Padã-Arã para encontrar uma esposa. Soube também que Jacó havia obedecido. Ficou claro para ele que seu pai não aprovava as mulheres daquela região, então foi visitar Ismael, seu tio, e tomou mais uma mulher para si, uma das filhas de Ismael. Não sei se queria agradar seu pai, tomando uma parente para esposa ou se estava mostrando sua independência.

Jacó caminhou de Berseba rumo a Harã. Quando o sol se pôs, escolheu um lugar para dormir. Pegou uma pedra como travesseiro e deitou. Sonhou com uma escada que ia da terra ao céu. Ele viu os anjos do Senhor subindo e descendo aquela escada. No topo da escada viu o Senhor que lhe falou que era (e é) o Senhor, o Deus de seu avô Abraão e de seu pai Isaque. Que a terra onde estava pertencia a ele. O Senhor a daria e a seus descendentes. Disse que sua descendência se espalharia por todos os lados e todas as famílias da terra seriam abençoadas por intermédio dele e de seus descendentes. Além disso, o Senhor disse que estaria com Ele, que o protegeria, onde quer que fosse. Um dia o traria de volta àquela terra. Não o deixaria enquanto não tivesse dado a Jacó tudo que lhe prometera.

Quando Jacó acordou, afirmou que o Senhor estava naquele lugar. E não havia percebido. Ficou tomado pelo temor. Ali era a casa do Senhor e a porta para os céus. Na manhã seguinte Jacó levantou-se bem cedo, tomou a pedra que havia deitado nela. Colocou-a em pé, como uma coluna. Derramou azeite sobre ela e chamou o lugar de Betel, “Casa de Deus”.

Jacó ficou muito impactado. Fez um voto. Se o Senhor fosse com ele, se o protegesse, se o provesse de alimento e roupa e se o fizesse voltar à casa de seu pai, o Senhor seria seu Deus. Aquele lugar seria um lugar de adoração. E ele daria ao Senhor a décima parte de tudo que o Senhor lhe desse. Gostaria de frisar que Jacó disse que daria ao Senhor a décima parte de tudo que o Senhor lhe desse. Pernsemos nisso.

Veremos o que aconteceu, nos próximos capítulos. Até já. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Gênesis 26.34-27.46

Leitura do dia 08/01 (Leitura Bíblica Anual).

Em nossa última postagem vimos Abimeleque ir até Isaque. Queria fazer uma aliança. Via que o Senhor era com Isaque.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-2612-33.html

Agora, caminharemos do versículo trinta e quatro do capítulo vinte e seis até o final do capítulo vinte e sete.

Quando Esaú estava com quarenta anos casou-se. 
Com duas mulheres hititas. Elas eram uma grande dor de cabeça e desgosto para Isaque e Rebeca.

O tempo passou. Isaque já era velho e estava ficando cego. Ele chamou Esaú, seu filho mais velho. Pediu-lhe que fosse caçar. Queria comer seu prato preferido. Depois, lhe daria a benção que lhe pertencia, como filho mais velho, antes de morrer. Rebeca escutou. Assim que Esaú saiu para caçar, chamou Jacó. Contou-lhe o que ouvira. Ordenou que fosse ao rebanho. Trouxesse dois dos melhores cabritos que encontrasse. Ela iria preparar o prato preferido de Isaque e ele o levaria, recebendo a benção. Jacó ficou em pânico. Como? Esaú era peludo, ele não. Se Isaque descobrisse, iria amaldiçoá-lo ao invés de abençoá-lo. Rebeca disse que, caso acontecesse, ela seria amaldiçoada em seu lugar.  Jacó obedeceu sua mãe. Ela cozinhou como Isaque gostava. Parece que ambos, Isaque e Esaú, gostavam muito de comer. 

Rebeca pegou uma das roupas de Esaú que estava em sua casa. Jacó vestiu-as. Tomou também a pele dos cabritos e cobriu os braços de Jacó e seu pescoço. Entregou-lhe o pão e a refeição. Jacó levou a comida a seu pai. Como estava quase ficando cego, Isaque perguntou quem era. Jacó disse que era Esaú. Isaque ordenou-lhe que chegasse mais perto. Apalpou e disse que a voz era de Jacó mas as mãos eram de Esaú. Ele sentiu o perfume das roupas de Esaú, em Jacó e o abençoou.

Assim que Isaque abençoou Jacó e este saiu de sua presença, Esaú chegou de sua caçada. Preparou uma refeição bem saborosa (um parêntese aqui: os homens dessa família sabiam cozinhar, com certeza!). Quando a refeição preferida de Isaque estava pronta, Esaú levou até ele. Pediu que Isaque sentasse. Comesse de sua caça e o abençoasse.

Isaque perguntou quem era. Ele respondeu. Isaque tremeu incontrolavelmente. Desolado. Contou a Esaú o que acontecera. Já havia comido e abençoado seu irmão. Agora, não havia como mudar. Aquela benção deveria permanecer. Quando Esaú ouviu, ficou completamente amargurado. Gritou suplicando que seu pai o abençoasse também. Isaque disse que seu irmão o havia enganado e levou a benção que lhe pertencia. Esaú disse que não era de admirar. Ele havia tomado seus direitos de filho mais velho e agora roubara sua benção. Ainda assim perguntou ao pai se não havia nenhuma benção sequer para ele. Isaque respondeu que havia feito de Jacó o senhor de Esaú. Garantira a ele fartura de cereais e vinho. O que restava para dar a Esaú? Esaú começou a chorar. Em alta voz. Clamava que o pai lhe desse ao menos uma benção. Seu pai o abençoou dizendo que um dia ele iria conseguir se libertar e sacudiria do pescoço o jugo. 

Daquele momento em diante, Esaú passou a odiar seu irmão. Começou a tramar sua morte. Assim que seu pai morresse, mataria Jacó. Rebeca soube. Pediu a Jacó que fosse para a casa de Labão e lá ficasse até Esaú se acalmar. Ela não tinha como perder dois filhos no mesmo dia. Foi até Isaque e disse que estava cansada daquelas mulheres hititas de Esaú. Preferia morrer a ver Jacó se casar com um delas. 

Vamos pensar em algumas coisas?

Cuidado! Se a voz for de Jacó, verifique, com certeza se é ele. Ninguém tem a voz de um e as mãos de outro. Ou é Esaú. Ou é Jacó. Não se deixe enganar.

Infelizmente em nossa cultura não valorizamos a benção como deveríamos. Rebeca estava disposta a ser amaldiçoada para que Jacó fosse abençoado. Jacó enganou seu pai para ser abençoado. Esaú chorou amargamente, com o coração aos pedaços porque desejava apenas uma benção. Isaque tremeu incontrolavelmente quando soube que não abençoara Esaú, seu preferido.

Quando Isaque explicou a Esaú que havia abençoado Jacó, afirmou que já garantira a ele fartura de cereais e vinho. Olha o poder de uma benção! Como pais, devemos abençoar nossos filhos. Como filhos, devemos desejar a benção de nossos pais.

Será que se Isaque e Rebeca conversassem mais, se orassem juntos, isso teria acontecido? Afinal, o Senhor havia dito a Rebeca que Esaú serviria a Jacó. Que ele seria uma nação maior que Esaú. Por que Rebeca não compartilhou essa revelação com seu marido? Tudo poderia ter sido diferente. 

Que possamos agir diferente da maneira que Rebeca agiu nesta situação. Que compartilhemos as palavras do Senhor com quem está envolvido, para orarmos juntos e recebermos Sua orientação. Que não enganemos ninguém para conseguir as bençãos do Senhor. Não é correto. Não é o que o Senhor espera de nós.

Nossa caminhada de hoje termina aqui. Amanhã leremos Gênesis, do capítulo vinte e oito ao capítulo trinta e um. Espero você. Até lá. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Gênesis 24.1-67

Leitura do dia 07/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos que Sara faleceu. Abraão desejou sepultá-la na caverna de Macpela. Negociou o terreno com Efrom, o hitita.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-231-20.html

Agora, caminharemos pelo capítulo vinte e quatro. Do versículo um ao versículo sessenta e sete. Estamos prontos?

Quando Sara faleceu, Isaque estava com trinta e sete anos. Abraão com cento e trinta e sete. Bem idoso. O Senhor o abençoara em tudo. Um dia, pediu a seu servo mais antigo, o homem que era encarregado da administração e organização de sua casa, que jurasse pelo Senhor, o Deus dos céus e da terra, que não deixaria Isaque casar-se com uma das mulheres daquela terra. Abraão queria que ele fosse até sua terra natal e, de sua família, trouxesse uma mulher para casar-se com Isaque.

Antes de jurar, o servo, prudente, perguntou se caso fosse até lá e a mulher não quisesse vir com ele, o que aconteceria. Era longe. Ela não conhecia Isaque. Ele deveria fazer o quê? Levar Isaque para morar na terra de Abraão? Abraão respondeu com um enfático “não”.  Nunca deveria fazer Isaque retornar à sua terra natal. Ali era o lugar que o Senhor havia prometido aos descendentes de Abraão. Se a moça não quisesse vir, o servo estaria livre de seu juramento.

O servo jurou. Tendo Abraão como exemplo, não procrastinou. Tomou dez camelos de Abraão, carregou-os com presentes valiosos de todo tipo e partiu para Arã-Naaraim. Lá, dirigiu-se à cidade onde Naor, irmão de Abraão morava. Era muito distante. Ao entardecer, as mulheres saíam para tirar água do poço. Ele fez os camelos ajoelharem perto de um poço nos arredores da cidade. E esperou? Não! Ele orou!

Pediu ao Senhor, o Deus de seu senhor Abraão, que fosse bondoso para com Abraão, não com ele, com Abraão. Ele estava ali junto àquela fonte e as moças da cidade iam buscar água. Sua petição era: pediria a uma das moças que lhe desse água de seu cântaro, para que bebesse. Se ela dissesse que poderia beber e que daria também água para seus camelos, que fosse a moça que o Senhor havia escolhido para ser a mulher de Isaque, servo do Senhor. Assim, ele saberia que o Senhor havia sido bondoso para com Abraão. Você já pensou quanta água deve beber um camelo? Imagina dez! E depois de uma longa e cansativa viagem! Essa moça seria muito especial!

Antes de terminar sua oração, uma moça se aproximou. Ele olhou. Era muito bonita. Tinha idade para se casar. Era virgem (as virgens vestiam-se diferente das mulheres casadas). Ele correu até ela e lhe pediu um pouco de água. Ela prontamente abaixou seu cântaro e lhe ofereceu água. Também disse que tiraria água para seus camelos, até que ficassem satisfeitos. Uau! Quanta disposição! O homem a observava em silêncio, pensando se o Senhor havia lhe concedido sucesso em sua missão. Seria ela parente de Abraão?

Quando os camelos terminaram de beber água, ele lhe deu uma argola de ouro para o nariz e duas pulseiras grandes, também de ouro. Então perguntou de quem era filha e se haveria em sua casa lugar para hospedá-los naquela noite. A moça respondeu que era filha de Betuel e, para não deixar dúvidas, disse que era neta de Naor e Milca. E sim, tinham palha e forragem para os camelos e lugar para hóspedes. O homem imediatamente prostrou-se e adorou ao Senhor. Louvou o Senhor de seu senhor Abraão, pois havia demonstrado bondade e fidelidade ao seu senhor conduzindo-o direto aos seus parentes.

A moça correu para casa e contou à sua família o que havia acontecido. Quando seu irmão, Labão, viu as joias que carregava, correu ao encontro do servo de Abraão, para trazê-lo para casa. Lá os camelos foram descarregados, alimentados e guardados. Deram água para ele e seus servos lavarem os pés. Quando a refeição foi servida, o servo disse que não comeria enquanto não explicasse porque estava ali. Contou sua missão. Sua oração. E tudo que havia acontecido, exatamente como pedira ao Senhor. Até seu louvor o homem contou.

Quando terminou, perguntou se mostrariam bondade e fidelidade a seu senhor, deixando que a moça fosse com ele, para ser esposa de Isaque. Que eles dissessem logo sim ou não para que soubesse o que fazer a seguir. Labão, irmão de Rebeca e Betuel, seu pai, responderam que era evidente que fora o Senhor que o trouxera ali. Não havia o que eles pudessem dizer. Que levasse Rebeca com ele. Que ela fosse mulher de Isaque, como o Senhor havia dito que seria. Quando o servo de Abraão ouviu a resposta, prostrou-se no chão e novamente adorou ao Senhor. Em seguida, entregou joias de prata e ouro a Rebeca, além de vestidos. Também deu presentes valiosos a seu irmão e sua mãe.

Passaram a noite ali. Deveriam partir ao amanhecer do dia seguinte. Quando amanheceu, o servo de Abraão pediu para partir. Queria ir logo para a casa de seu senhor. Labão e a mãe de Rebeca pediram que ela ficasse dez dias com eles, depois poderia partir. O homem pediu que não o detivessem. O Senhor havia lhe concedido sucesso em sua missão. Agora, precisava voltar para seu senhor. Eles disseram, finalmente, que iam pedir a opinião de Rebeca. Chamaram-na e perguntaram se ela estava disposta a ir com aquele homem. Ela respondeu que sim. Eles se despediram. Abençoaram Rebeca. Que ela se tornasse mãe de milhares e que seus descendentes conquistassem as cidades de seus inimigos.

Montaram os camelos e foram até Abraão. Chegaram ao entardecer. Isaque caminhava pelo campo enquanto meditava. Levantou os olhos e viu os camelos aproximando. Quando Receba o viu, de longe, imediatamente desceu do camelo. Perguntou ao servo quem era. Ele respondeu que era Isaque. Ela cobriu o rosto com o véu, de acordo com o costume. Quando se aproximaram, o servo contou tudo a Isaque. Isaque levou Rebeca para a tenda de Sara. Ela tornou-se sua mulher. Ele a amou profundamente. Encontrou nela consolo pela morte de sua mãe.

Não sei você, eu amo essa história. Muito melhor que qualquer romance escrito por qualquer escritor ou escritora de renome. Foi escrito pelo Senhor, o Todo Poderoso. É rica em detalhes e nos mostra que, quando há propósitos, o Senhor, escolhe, guia e faz.

Hoje ficamos por aqui. Concluímos nossa jornada diária. Amanhã espero você para lermos Gênesis, do capítulo vinte e cinco ao capítulo vinte e sete. Até lá.