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sábado, 13 de julho de 2019

Eclesiastes 7.1-9.18

Leitura do dia 10/07.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Eclesiastes.

Ontem vimos que é melhor serem dois do que um. Se andarem dois juntos e um cair, o outro o ajuda a levantar. Mas se estiver só, como se levantará?
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/eclesiastes-41-612.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

Salomão nos diz que uma boa reputação é mais valiosa que um perfume caro. E o dia da morte é melhor que o do nascimento. Assim como é melhor ir a um funeral que a uma festa. No funeral, os vivos lembram-se que também morrerão. E é bom sabermos disso.

A tristeza tem seus benefícios. Ela aperfeiçoa o coração.

É preferível ser repreendido pelo sábio que receber o elogio de um tolo.

A extorsão transforma o sábio num tolo. O suborno corrompe o coração. Nos desvia do bom caminho.

Terminar algo é melhor que iniciar. Não é bom completar um projeto? Chegar ao seu alvo?

A paciência é melhor que o orgulho. Não devemos nos irar facilmente. A raiva é a marca registrada dos tolos. Não dos sábios.

Não é sábio viver olhando para trás, morrendo de saudades dos dias passados, dos “bons e velhos tempos”. Olhemos para a frente e planejemos dias melhores.

É bom ter sabedoria e dinheiro. Ambos trazem certo tipo de proteção. Mas somente a sabedoria preserva a vida. O dinheiro, não.

Se estivermos em tempo de prosperidade, que a desfrutemos. Quando chegarem os tempos difíceis (eles virão), não nos ressintamos contra o Senhor. Não estamos imunes às dificuldades.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

Embora Salomão não tenha encontrado sentido (nós também não), alguns justos morrem cedo, enquanto perversos têm vida longa. Justos são mal tratados, enquanto perversos são bem tratados.

A sabedoria torna o sábio poderoso. Mais que dez líderes poderosos de uma cidade.

Não existe uma única pessoa que sempre faça o bem e nunca tenha pecado. Graças ao Senhor pelo perdão!

“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, contudo, alguém pecar, temos um advogado que defende nossa causa diante do Pai: Jesus Cristo, aquele que é justo”.  – 1 João 2.1

Salomão conta que sempre se esforçou para que a sabedoria guiasse seus pensamentos e ações. Disse a si mesmo que seria sábio. Não conseguiu. A sabedoria estava sempre distante. Difícil de encontrar. Procurou por toda parte. Até que desistiu e resolveu provar a si mesmo que a perversidade é tolice e a insensatez é loucura. Andou por outros caminhos.

Sabemos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Se O tememos, Ele nos ensinará o caminho da sabedoria. Não é um caminho fácil. É preciso escavar para encontrar os tesouros escondidos do Senhor. Quem quer facilidade, não encontrará sabedoria.

Salomão também descobriu, a duras penas, que a mulher sedutora esconde uma amargura pior que a morte. Sua paixão é uma armadilha. Suas mãos agarram e seguram como correntes. Salomão foi pego em suas armadilhas. Mulheres sedutoras o desviaram do Senhor. De maneira lamentável.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-101-1123.html

Ele conta que procurou um homem sábio. Entre mil, só encontrou um. Não encontrou nenhuma mulher. Como encontrar? Procurou nos lugares errados. O Senhor ordenou que não houvesse casamento com mulheres pagãs e foi tudo o que Salomão fez. Não teria como encontrar uma mulher sábia entre as que não temiam o Senhor (Provérbios 31.30).

Percebeu também que o Senhor nos criou para sermos justos. Mas nós, homens, buscamos todo tipo de maldade. Virando completamente as costas para o Senhor. Amando o pecado. Ignorando os mandamentos.

Reconheceu que é maravilhoso ser sábio. Analisar e interpretar coisas é muito bom. A sabedoria ilumina o rosto. Abranda a dureza das linhas faciais. Porque nos enche de entusiasmo.

Salomão dividiu um grande segredo conosco. Há um tempo e um modo apropriado para tudo. Mesmo em meio às dificuldades. O sábio encontrará esse tempo e esse modo apropriado. Para fazer o que é certo.

Sabemos que quando um crime não é castigado de imediato, as pessoas são incentivadas a fazer o mal. Acreditam na impunidade. Que não serão apanhadas. Isso não é bom. Precisamos que a justiça seja feita. Com rapidez.

Em alguns pontos, a amargura transborda do coração de Salomão. Afirma que é uma grande tragédia que todos tenham o mesmo destino. Seria. Se fosse verdade. Embora o homem morra, há uma recompensa após a morte.

“E, assim como cada pessoa está destinada a morrer uma só vez, e depois vem o julgamento”, - Hebreus 9.27

Que tenhamos cuidado. Não deixemos nosso coração se encher de maldade. Nem sigamos o caminho da loucura.

Façamos tudo bem feito, enquanto temos oportunidade. Pode ser que nem assim, consigamos o sucesso que esperamos. Às vezes é preciso outras combinações. O importante é continuarmos fiéis ao Senhor.

Não temos como prever o futuro. Pessoas caem em desgraça de modo repentino.

De qualquer forma, é melhor ser sábio que possuir armas de guerra.

E um só pecador pode destruir muitas coisas boas.

Que não sejamos destruidores. Fomos chamados para construir. Para reparar. Restaurar.

“Reconstruirão as ruínas desertas de suas cidades e serão conhecidos como reparadores de muros e restauradores de ruas e casas”. – Isaías 58.12

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Provérbios 2.1-3.35

Leitura do dia 28/06.

Na postagem anterior, vimos a finalidade dos Provérbios de Salomão. Ensinar sabedoria e disciplina. Ensinar a ter uma vida disciplinada e bem sucedida, fazendo o que é certo, justo e imparcial.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-11-33.html

No capítulo dois, ordena que se preste atenção às suas palavras. Que seus mandamentos sejam guardados como um tesouro. Que se dê ouvidos à sabedoria. Que o coração se concentre no entendimento. Que clamemos por inteligência e peçamos entendimento.

Mas não apenas isso. Que busquemos a sabedoria e o entendimento como se procurássemos um tesouro escondido.

Como um tesouro escondido é procurado? Vamos nos lembrar de alguns filmes?

Normalmente alguém tomava conhecimento de um tesouro que fora escondido. Havia um mapa. Com um “x” marcado, embora de difícil interpretação. O “caçador” de tesouros, dispendia de tudo que possuía para ir atrás, encontrá-lo. Vendia tudo que tinha. Comprava os instrumentos necessários para sua procura. Deixava tudo para trás. Gastava todo seu tempo a procura desse tesouro.

O tesouro nunca estava escondido em um lugar de fácil acesso. Estava realmente escondido. Muitas vezes em cavernas no mar. Que só eram acessadas quando a maré estava baixa. E com muita dificuldade. Havia risco de morte envolvido.

Salomão nos ordena a buscar a sabedoria desta maneira. Com total desprendimento. Como um tesouro escondido.

E mais, se encontrarmos esse tesouro escondido, entenderemos o que é o temor do Senhor. Obteremos conhecimento de Deus. Sim, o Senhor se revela àqueles que o buscam como se busca um tesouro escondido. Que se desprendem de tudo que tem para essa busca. Que gastem tudo que tem para essa busca. Que empreguem todo tempo e esforço nessa busca.

Queremos conhecê-Lo verdadeiramente?

Sabemos que o tesouro existe. Temos um mapa em nossas mãos. Sua Palavra nos leva até Ele. Gastaremos nosso tempo nessa busca? Gastaremos tudo que temos?

Se encontramos a sabedoria, entenderemos o que é certo, justo e imparcial. Quantas vezes questionamos essas três coisas. Quantas vezes não sabemos o que realmente é certo. Ficamos sem saber o que é justo. E não conseguimos agir com equidade, imparcialmente.

Se encontrarmos a sabedoria, conseguiremos. Ela entrará em nosso coração. O conhecimento encherá nosso coração com alegria. Saberemos agir tomando decisões sábias. O entendimento nos protegerá. A sabedoria nos livrará dos maus. Nos livrará da prostituição. Do engano.

No capítulo três, continuamos sendo instigados a guardar os mandamentos em nossos corações. Se o fizermos, viveremos muitos anos. Uma vida cheia de paz. Salomão não fala que será uma vida cheia de bens. Mas será cheia de paz. O que é preferível, acredite.

Que a bondade e a lealdade estejam presentes em nossas vidas. Escritas no fundo de nossos corações. Sem possibilidade de serem abandonadas.

Se agirmos com bondade e lealdade, alcançaremos favor e uma boa reputação. Não apenas dos homens, mas, o que é de importância vital, do Senhor.

Precisamos colocar nossa confiança nEle, de todo coração. Não podemos depender de nosso próprio entendimento. Se buscarmos Sua vontade em tudo que fizermos, Ele nos mostrará o caminho que devemos seguir.

Não podemos nos impressionar com “nossa” sabedoria, achando que somos muito sábios a ponto de não precisarmos nos esquivar do mal. A ordem é esquivar-se do mal. Afastar-se dele. Fugir.

Que honremos o Senhor com nossas riquezas. Com a melhor parte de tudo que produzimos.

Como O temos honrado? Com nossas verdadeiras riquezas? Temos dado a Ele a melhor parte de nossas produções?

Quando formos disciplinados pelo Senhor, que nos alegremos. Ele disciplina aos que ama. Como um pai.

Que aprendamos o valor da sabedoria. Ela dá mais lucro que a prata. Rende mais que o ouro. Vale muito mais que rubis e pedras preciosas. Nada, veja bem, absolutamente nada do que possamos desejar se compara a ela. É melhor que qualquer coisa. Que qualquer posição ou riqueza.

A sabedoria oferece vida longa com sua mão direita. Com a esquerda, riqueza e honra. Nos guia por estradas que são agradáveis. Levam a uma vida de paz. É árvore de vida para quem toma posse dela. Não é para os que querem uma “pitadinha”. Ou uma "lasquinha". É preciso se apegar. Agarrar. Tomar posse.

O Senhor fez tudo com sabedoria.

Que não percamos de vista o bom senso e o discernimento. Que também nos apeguemos a eles. Dão vigor à alma. São como joias em nosso pescoço. Nos mantém seguros. Nossos pés não tropeçam. Não sentimos medo quando vamos nos deitar. Nosso sono será tranquilo.

E olha, que maravilha! Não precisamos temer o desastre repentino. Aqui não está falando de um desastre que já deu aviso. Que pode acontecer a qualquer momento. Não. É um desastre repentino. Não precisamos temer. Também não precisamos temer a destruição que vem sobre os perversos.

Estamos andando nos caminhos do Senhor. Ele será nossa segurança. Guardará nossos pés de serem presos em qualquer armadilha. E, Sua sabedoria nos ensinará a enfrentar o que precisarmos.

Salomão também nos ensina que, sempre que estiver ao nosso alcance, devemos fazer o bem a quem precisa. Não podemos pedir que a pessoa volte outro dia, se podemos ajudar naquela hora.

Que não planejemos o mal. Nem procuremos motivos para brigar. Também não devemos invejar os violentos. Muito menos imitar sua conduta. O Senhor detesta os perversos.

O maravilhoso Senhor, Criador dos céus e da terra, o Único, Absoluto, oferece Sua amizade aos justos! Ele oferece Sua amizade. Somos Seus amigos? Aceitamos esse misericordioso oferecimento?

Que busquemos a sabedoria como o valioso tesouro que é. Que busquemos Sua vontade em tudo que fizermos. Que O honremos com tudo de melhor que temos. Que sejamos obedientes. Que aceitemos Sua amizade. E, como Abraão, sejamos conhecidos como Seus amigos.

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo quatro ao capítulo seis.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Um tesouro escondido

Não sei você, mas não estou cansada, sentada aqui à beira-mar, ouvindo as parábolas de Jesus através do capítulo 13 de Mateus.

Jesus usava os acontecimentos cotidianos para ensinar. Estava assentado em um barco. Enquanto a multidão ouve Seus ensinos atentamente. Uma sala de aula ao ar livre, com material didático riquíssimo disponível. A natureza e a vida diária.

Ensinava por parábolas para cumprir o que havia sido escrito a Seu respeito em Salmos 78.2.

Particularmente, amo parábolas. Esse tipo de ensinamento me leva a associações práticas e a um aprendizado melhor, difícil de esquecer, como no caso do fermento. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/a-parabola-do-fermento.html

Jesus então deixa a multidão e vai para casa. Seus discípulos lhe pedem que lhes explique a parábola do joio no campo. Ele explica.

E continua Suas comparações. O Reino dos céus é como um tesouro escondido, como pedras preciosas. Quem encontra, vende tudo o que tem para tomar posse.

O Reino dos céus é mais precioso que qualquer tesouro e merece ser buscado em primeiro lugar. Esse é o tesouro que a traça não corrói, que o tempo não envelhece. É o tesouro eterno.

O Senhor ainda compara o Reino dos céus com uma rede de pesca. A rede é lançada. Nela são apanhados todos os tipos de peixe, como em uma grande pescaria.

Quando se pesca com rede, todo tipo de peixe é apanhado. A rede é levada à praia e os peixes bons são separados dos ruins. O Senhor afirma que assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão e separarão os perversos dos justos, como havia dito quando contou a parábola do joio e do trigo. O mesmo ensino visto de maneiras diferentes, em cenas cotidianas.

Ele pergunta aos Seus discípulos se entenderam. Ao responderem que sim, lhes fala que um mestre da lei instruído quanto ao Reino dos céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas.

Havia muitos “mestres da lei” naquela época. Poucos instruídos sobre o Reino dos céus. Sabiam leis, costumes e ritos. Ensinos que atingiam o superficial, não o interior, onde de fato precisamos ser alcançados. Mas um mestre da lei que tivesse conhecimento do Reino dos céus, sempre poderia “sacar” de seus tesouros coisas novas e velhas, que instruem, edificam e transformam seus ouvintes.

Um tesouro sempre será um tesouro, não importa sua idade.

A Palavra de Deus é um tesouro magnífico. Sempre tem algo a nos ensinar. Tesouros novos e velhos que podem transformar nossas vidas. http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/i-samuel-tesouro-inesgotavel.html

Após contar todas essas parábolas, Jesus foi até Nazaré, cidade aonde foi criado. Ensinava nas sinagogas. Ao que parece, as pessoas não conseguiam se concentrar em Seu ensino. Estavam demais admiradas querendo saber de onde vinha Sua sabedoria e Seu poder. Conheciam Jesus, Seus pais, Seus irmãos e se escandalizaram. Não queriam saber quem Ele de fato era. Apenas não se conformavam de um “filho de carpinteiro” ter a sabedoria que viam nEle. E assim foi que não realizou ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.

Como a fé move os acontecimentos, a incredulidade “empaca”. Milagres não andam de mãos dadas com a incredulidade. Andam de mãos dadas com a fé. Pura e simples.

Que possamos aprender e reconhecer, a cada dia, quão precioso é o Reino dos céus. O maior tesouro que poderíamos encontrar. http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html

Sejamos gratos ao Senhor por nos ter revelado tão grande tesouro através de Seu maravilhoso amor.

Amanhã prosseguimos viagem. Até lá.