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domingo, 1 de setembro de 2019

Ezequiel 16.1-18.32

Leitura do dia 31/08.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Ezequiel.

Na postagem anterior vimos o julgamento do Senhor contra os falsos profetas e as falsas profetizas.

Também vimos a idolatria dos líderes de Israel. Levantaram ídolos em seus corações que os levaram a pecar. Não ficarão impunes. Para aprenderem que só Ele é Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-131-158.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

O Senhor ordenou que Ezequiel transmitisse Sua mensagem a Jerusalém para que “ela” percebesse o quanto seus pecados eram detestáveis.

Ele contou uma história. Como se Jerusalém fosse uma mulher. Quando nasceu, ninguém cuidou dela. Quando o Senhor a viu, indefesa e esperneando no sangue, a acolheu. Ele a fez desenvolver-se. Como se fosse uma planta no campo.

Ela tornou-se adulta. Uma linda joia. Ele a envolveu com Seu manto, cobrindo sua nudez. E “casou-se” com ela.

Envolver com o manto significa que o Senhor a tomou para si. A protegeu. Quando diz que casou com ela, significa que fez uma aliança. Eterna. Indestrutível.

Ele a lavou. Limpou seu sangue. Passou óleo perfumado em sua pele. Deu-lhe roupas caras de linho fino e seda. Com lindos bordados. Deu-lhe sandálias feitas do melhor couro e belas joias, pulseiras, lindos colares, uma argola para o nariz, brincos e até uma bela coroa. Foi enfeitada de ouro e prata. Comia da melhor comida. Tornou-se mais linda. Parecia uma rainha. E de fato, era.

Sua fama se espalhou por todo o mundo. Por causa de sua beleza. O Senhor a vestiu com Seu esplendor e aperfeiçoou sua beleza. Mas, ela pensou que era dona de sua fama e sua beleza. E se prostituiu com todo homem que passava por ela. Colocou sua beleza à disposição de quem a quisesse. Usou seus lindos presentes para levantar altares a ídolos. E se prostituiu. Na verdade, fez pior. Adulterou. Ainda pagou seus amantes.

Ofereceu os filhos que eram do Senhor para sacrifícios aos ídolos. Não se lembrou de quando estava nua e abandonada e somente o Senhor a socorreu e acolheu.

Uma grande aflição a espera. O Senhor a castigará. Por todos os pecados que cometeu. Por todos os ídolos que adorou. Sofrerá as consequências de tê-Lo abandonado.

Seu pecado é tão terrível que Jerusalém faz Sodoma e Samaria parecerem puras perto dela. Ela as superou em sua depravação. Receberá o que merece, pois não levou a sério seus votos solenes e quebrou sua aliança com o Senhor.

Depois de Seu justo juízo, Ele reafirmará Sua aliança. Fará de Samaria e Sodoma suas filhas, incluindo-as na aliança. Então, Jerusalém se lembrará de seus pecados com muita vergonha. E o Senhor a perdoará.

O Senhor ainda ordena que Ezequiel apresente uma parábola contando a história de Israel. Uma videira e duas águias.

O rei da Babilônia era a primeira águia. Foi a Jerusalém. Levou o rei e seus príncipes. Firmou um tratado com Zedequias, colocando-o sobre o trono. Este jurou em nome do Senhor que seria fiel. Mas, chegou um dia em que se rebelou. Voltou-se para a segunda águia, o Egito. Quebrou o juramento que fizera em nome do Senhor. Por isso, seria castigado. Não ficaria impune.

Israel tinha um ditado que dizia que os pais comeram uvas azedas e os dentes dos filhos estragaram. Aquele ditado não seria mais citado. O Senhor é justo. Ninguém morrerá pelo pecado de outro. Quem pecar morrerá.

“Pois o salário do pecado é a morte, mas a dádiva de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. – Romanos 6.23

Se um homem for obediente, fielmente cumprindo o que agrada o Senhor, certamente viverá. Se tiver um filho infiel, que vive em pecado, desagradando o Senhor, este filho é que será responsabilizado pelo seu pecado e certamente morrerá.

Se ele tiver um filho que viu sua perversidade e decidiu não viver como seu pai, voltando-se para o Senhor, amando-O e obedecendo, não morrerá por causa dos pecados de seu pai. Certamente viverá.

Os justos serão recompensados pela sua justiça e os perversos serão castigados por sua perversidade.

Se, porém, o perverso abandonar seus pecados e obedecer ao Senhor, fazendo o que é justo e certo, não morrerá. Certamente viverá. Seus pecados serão esquecidos. Por causa de sua justiça.

O Senhor não gosta que ninguém morra. Seu desejo é que todos se afastem de seus maus caminhos e vivam.

Se o justo abandonar sua vida de justiça e agir como outros pecadores, esquecendo-se do Senhor, seus atos de justiça serão esquecidos. Morrerá por causa de seus pecados.

O Senhor chama todos ao arrependimento. Que afastem-se de seus pecados, não permitindo que sejam derrubados por eles. Que deixem toda rebeldia para trás. Busquem um coração e um espírito novo.

Ele pergunta: “Por que morrer, ó povo de Israel?”.

Seu desejo é que ninguém morra. Que todos se arrependam e vivam!

Que nos voltemos para o Senhor. A cada dia.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezenove. Até o capítulo vinte e um.

Espero você. Até lá.

sábado, 13 de julho de 2019

Eclesiastes 7.1-9.18

Leitura do dia 10/07.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Eclesiastes.

Ontem vimos que é melhor serem dois do que um. Se andarem dois juntos e um cair, o outro o ajuda a levantar. Mas se estiver só, como se levantará?
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/eclesiastes-41-612.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

Salomão nos diz que uma boa reputação é mais valiosa que um perfume caro. E o dia da morte é melhor que o do nascimento. Assim como é melhor ir a um funeral que a uma festa. No funeral, os vivos lembram-se que também morrerão. E é bom sabermos disso.

A tristeza tem seus benefícios. Ela aperfeiçoa o coração.

É preferível ser repreendido pelo sábio que receber o elogio de um tolo.

A extorsão transforma o sábio num tolo. O suborno corrompe o coração. Nos desvia do bom caminho.

Terminar algo é melhor que iniciar. Não é bom completar um projeto? Chegar ao seu alvo?

A paciência é melhor que o orgulho. Não devemos nos irar facilmente. A raiva é a marca registrada dos tolos. Não dos sábios.

Não é sábio viver olhando para trás, morrendo de saudades dos dias passados, dos “bons e velhos tempos”. Olhemos para a frente e planejemos dias melhores.

É bom ter sabedoria e dinheiro. Ambos trazem certo tipo de proteção. Mas somente a sabedoria preserva a vida. O dinheiro, não.

Se estivermos em tempo de prosperidade, que a desfrutemos. Quando chegarem os tempos difíceis (eles virão), não nos ressintamos contra o Senhor. Não estamos imunes às dificuldades.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

Embora Salomão não tenha encontrado sentido (nós também não), alguns justos morrem cedo, enquanto perversos têm vida longa. Justos são mal tratados, enquanto perversos são bem tratados.

A sabedoria torna o sábio poderoso. Mais que dez líderes poderosos de uma cidade.

Não existe uma única pessoa que sempre faça o bem e nunca tenha pecado. Graças ao Senhor pelo perdão!

“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, contudo, alguém pecar, temos um advogado que defende nossa causa diante do Pai: Jesus Cristo, aquele que é justo”.  – 1 João 2.1

Salomão conta que sempre se esforçou para que a sabedoria guiasse seus pensamentos e ações. Disse a si mesmo que seria sábio. Não conseguiu. A sabedoria estava sempre distante. Difícil de encontrar. Procurou por toda parte. Até que desistiu e resolveu provar a si mesmo que a perversidade é tolice e a insensatez é loucura. Andou por outros caminhos.

Sabemos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Se O tememos, Ele nos ensinará o caminho da sabedoria. Não é um caminho fácil. É preciso escavar para encontrar os tesouros escondidos do Senhor. Quem quer facilidade, não encontrará sabedoria.

Salomão também descobriu, a duras penas, que a mulher sedutora esconde uma amargura pior que a morte. Sua paixão é uma armadilha. Suas mãos agarram e seguram como correntes. Salomão foi pego em suas armadilhas. Mulheres sedutoras o desviaram do Senhor. De maneira lamentável.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-101-1123.html

Ele conta que procurou um homem sábio. Entre mil, só encontrou um. Não encontrou nenhuma mulher. Como encontrar? Procurou nos lugares errados. O Senhor ordenou que não houvesse casamento com mulheres pagãs e foi tudo o que Salomão fez. Não teria como encontrar uma mulher sábia entre as que não temiam o Senhor (Provérbios 31.30).

Percebeu também que o Senhor nos criou para sermos justos. Mas nós, homens, buscamos todo tipo de maldade. Virando completamente as costas para o Senhor. Amando o pecado. Ignorando os mandamentos.

Reconheceu que é maravilhoso ser sábio. Analisar e interpretar coisas é muito bom. A sabedoria ilumina o rosto. Abranda a dureza das linhas faciais. Porque nos enche de entusiasmo.

Salomão dividiu um grande segredo conosco. Há um tempo e um modo apropriado para tudo. Mesmo em meio às dificuldades. O sábio encontrará esse tempo e esse modo apropriado. Para fazer o que é certo.

Sabemos que quando um crime não é castigado de imediato, as pessoas são incentivadas a fazer o mal. Acreditam na impunidade. Que não serão apanhadas. Isso não é bom. Precisamos que a justiça seja feita. Com rapidez.

Em alguns pontos, a amargura transborda do coração de Salomão. Afirma que é uma grande tragédia que todos tenham o mesmo destino. Seria. Se fosse verdade. Embora o homem morra, há uma recompensa após a morte.

“E, assim como cada pessoa está destinada a morrer uma só vez, e depois vem o julgamento”, - Hebreus 9.27

Que tenhamos cuidado. Não deixemos nosso coração se encher de maldade. Nem sigamos o caminho da loucura.

Façamos tudo bem feito, enquanto temos oportunidade. Pode ser que nem assim, consigamos o sucesso que esperamos. Às vezes é preciso outras combinações. O importante é continuarmos fiéis ao Senhor.

Não temos como prever o futuro. Pessoas caem em desgraça de modo repentino.

De qualquer forma, é melhor ser sábio que possuir armas de guerra.

E um só pecador pode destruir muitas coisas boas.

Que não sejamos destruidores. Fomos chamados para construir. Para reparar. Restaurar.

“Reconstruirão as ruínas desertas de suas cidades e serão conhecidos como reparadores de muros e restauradores de ruas e casas”. – Isaías 58.12

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Provérbios 4.1-6-35

Leitura do dia 29/06.

Continuamos nossa caminhada através dos ensinos de Provérbios.

Ontem vimos o objetivo desses ensinos. Também vimos que precisamos buscar a sabedoria, como se busca um tesouro escondido. Com todos os recursos. E total desprendimento. Se buscarmos Sua vontade em tudo que fizermos, Ele guiará nosso caminho. A sabedoria dá mais lucro que a prata. Rende mais que o ouro. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-11-33.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-21-335.html

Agora, andaremos pelas páginas dos capítulos quatro ao capítulo seis.

Salomão nos ensina a aprender a ter discernimento. Sim, devemos adquirir a sabedoria, mas aprender a ter discernimento.

A sabedoria deve ser adquirida como um tesouro. Não aos pinguinhos. Devemos tomar posse dela. Agarrar-nos a ela (Provérbios 3.18). Mas, o discernimento deve ser aprendido.

Como? Precisamos conhecer a verdade. Para discernir toda mentira e erro. Aprender leva tempo. É preciso passar pelos ensinamentos. Um após outro. Para conhecer a verdade, é necessário estudá-la.

Não existe nada mais sábio a fazer que adquirir a sabedoria. E aprender a ter discernimento.

O caminho da sabedoria nos leva a uma estrada reta. Onde não podemos ser detidos. Podemos até correr por ela. Sem tropeçar.

Precisamos nos apegar às instruções. Sem jamais soltá-las. E guardá-las bem. Em nossos corações. Elas são a chave da vida. Quer viver bem? Apegue-se às instruções. Guarde-as em seu coração.

O caminho do justo, no começo é escuro. Muitos obstáculos. Muitas lutas. Mas, tal como a luz da aurora, vai brilhando mais e mais, até ser dia pleno. Um pouco a cada instante. Até a claridade total.

E o que devemos guardar acima de tudo? Nosso coração. Ele dirige o rumo de nossas vidas. Sim. Quantas vezes queremos agir com nossa mente, mas nosso coração sempre vence! Por isso, devemos guardá-lo. É mister guardá-lo. Como à menina de nossos olhos.

Devemos olhar para frente. Manter os olhos fixos em nossos objetivos, que estão adiante de nós.
Que estabeleçamos um caminho reto para não nos desviarmos da estrada segura. Precisamos seguir em frente. Sem nos desviarmos nem para a direita, nem para a esquerda. Nossos pés devem seguir o Senhor. Não o mal.

Nossa estrada é reta, mas se nos desviamos dela, seja para a direita ou para a esquerda, encontraremos abismos. Fatalmente cairemos. No mínimo, ficaremos pendurados. Por isso, sigamos o conselho de Salomão. Que nossos olhos olhem reto. Para o que está à frente. O mesmo conselho que Paulo seguiu, concentrando todos os seus esforços: “... mas concentro todos os meus esforços nisto: esquecendo-me do passado e olhando para o que está adiante, prossigo para o final da corrida, a fim de receber o prêmio celestial para o qual Deus nos chama em Cristo Jesus”. – Filipenses 3.13b,14

O capítulo cinco é voltado ao ensinamento para ficar longe da impureza. Quem serve ao Senhor deve ser puro. Sua Lei não mudou. Ele não mudou. Ainda exige pureza. Sempre exigiu. Sempre exigirá. Não por mesquinhez. É para nosso bem. Nosso. Bem.

Muitos não querem saber de seguir esses conselhos, pois o prazer imediato é o que mais importa. No fim, haverá choro, por causa das consequências. O impuro gritará “por que não ouvi?”

O conselho é que o amor deve ser compartilhado apenas com a esposa. E vice-versa. Há prazer dentro de um casamento. Esse prazer não deve ser dividido com mais ninguém. É para apenas os dois. Um satisfazendo o outro. Como sempre deveria ter sido.

Aquele que não tem disciplina morrerá exatamente por falta dela. Ficará perdido por causa de sua grande insensatez.

Salomão também nos aconselha a não sermos fiadores. Nem de amigo, nem de algum conhecido. O risco é grande. Podemos perder o que temos.

O preguiçoso (e também quem não é) deve aprender com a formiga. Ela não tem um comandante, mas junta alimento durante o verão para ter o que comer no inverno.

Ele nos chama atenção para sete coisas que o Senhor considera detestáveis:
1. Olhos arrogantes.
2. Língua mentirosa.
3. Mãos que matam o inocente.
4. Coração que trama a maldade.
5. Pés que se apressam em fazer o mal.
6. Testemunha falsa que diz mentiras.
7. Quem semeia desentendimento entre irmãos.

Que nossos atos estejam longe dessa lista. Para não sermos detestáveis a Seus olhos.

Se temos ou tivemos pais que temem ao Senhor, não deixemos seus conselhos. Eles nos guiarão quando andarmos. Nos protegerão quando dormirmos, o que faremos em sossego. E nos orientarão quando acordarmos, perguntando o que fazer naquele dia.

Está escuro? O mandamento é lâmpada. A instrução é luz. E as correções da disciplina são o caminho que conduz à vida.

Hoje, mais que nunca, muitos não querem saber de disciplina, mas sem ela estaremos caminhando direto para o inferno. Rumo à total escuridão. A disciplina nos conduz à vida. O mandamento e a instrução clareiam nossos caminhos. Saberemos onde estamos andando.

Salomão alerta que a disciplina livra da mulher imoral (e do homem também). O ladrão que rouba para saciar sua fome, pode até ter uma desculpa. Mas, quem comete o adultério, não. Está brincando com fogo. Carregando-o junto ao peito. Com certeza, irá se queimar. Não tem juízo algum. É um desmiolado. Está destruindo a si mesmo. Será ferido. Desonrado. E carregará sua vergonha.

Que fujamos desse caminho. Como? Disciplina.

Que guardemos os mandamentos em nosso coração. Com guardas à porta. Que seja inviolável. Para andarmos pelos caminhos sensatos. Os caminhos de vida.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/guardando-meu-tesouro.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/como-guardar-meu-unico-bem.html


Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo sete. Até o nove.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Salmos 81.1-85.13

Leitura do dia 14/06.

Continuamos nossa caminhada por Salmos.

Vimos Asafe relembrar a história de Israel. E proclamar que cada geração deve colocar sua esperança no Senhor, não esquecendo Seus poderosos feitos. Também o vimos clamar ao Senhor porque as nações invadiram a terra e profanaram o santo templo. Transformaram a cidade de Jerusalém em um monte de ruínas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-781-8019.html

Hoje, caminharemos pelos Salmos oitenta até o Salmo oitenta e cinco.

No Salmo oitenta, que deveria ser acompanhado com instrumento de cordas, Asafe conclama a todos que cantem ao Senhor, nossa força. Que façam soar o tamborim, a doce lira e a harpa. Que a trombeta seja tocada na lua nova e na lua cheia. Data de festas.

Depois, Asafe conta que ouviu uma voz. O Senhor falou com Ele. Seu desejo era que Seu povo O ouvisse. Que escutasse Suas advertências. Que não tivessem outros deuses, além dEle. Seu desejo é que Seu povo andasse em Seus caminhos. Ele mesmo lutaria por eles. Ele os alimentaria com o trigo da melhor qualidade e com mel tirado da rocha.

No Salmo oitenta e dois, Asafe fala que o Senhor preside uma assembleia dos céus e anuncia Seu julgamento. Ele canta que façamos justiça ao pobre e ao órfão. Que defendamos os direitos do oprimido e do desamparado. Que livremos o pobre e o necessitado. Que os libertemos das garras dos perversos. Estes, andam sem rumo e morrerão, como simples mortais, ainda que sejam como deuses.

No Salmo oitenta e três, Asafe pede que o Senhor não fique em silêncio, nem feche Seus ouvidos e muito menos permaneça calado enquanto os perversos tramam destruição. Se o Senhor agir, aprenderão que somente Ele é Senhor, o Altíssimo em toda a terra.

No Salmo oitenta e quatro, para ser acompanhado com instrumento de cordas, os descendentes de Corá, cantam que é muito agradável o lugar em que o Senhor habita. Sentem um forte desejo no íntimo de seus corações, de entrar nos pátios do Senhor. Com todo o coração aclamam Seu nome. É um lugar tão agradável que até o pardal encontrou um lar e a andorinha fez ninho para seus filhotes. Os que habitam em Sua casa são felizes.

Ah, como são felizes os que recebem forças do Senhor. Os que tomam a decisão de percorrer Seus caminhos.

Sim, podemos concordar com eles. É infinitamente melhor receber forças do Senhor do que de um remédio, uma droga, uma bebida. E todos que tomam a decisão de andar pelos Seus caminhos recebem força diretamente dEle.

Todos passam pelo Vale das Lágrimas, mas os que decidiram andar pelos caminhos do Senhor, transformam esse vale num lugar de fontes. Sim, as lágrimas nos levam a um caminho de renovo no Senhor. E as primeiras chuvas o cobrem de bênçãos. Antes de qualquer outro lugar. Esses continuarão a ser fortalecidos. Até se apresentarem diante dEle.

Acredite, os descendentes de Corá estão certos. Já passei por esse vale. E ali fui revigorada.

Em sua canção, continuam clamando ao Senhor. Sabem que um dia apenas na presença do Senhor é melhor que mil dias em qualquer outro lugar. É preferível ser porteiro do Senhor a viver nas ricas moradas dos perversos. Porque o Senhor é nosso sol. Nosso escudo. Ele nos dá graça e honra. Os que confiam no Senhor são felizes. Ele os ouvirá.

No Salmo oitenta e cinco, os descendentes de Corá reconhecem que o Senhor abençoou a terra. Pedem que continue restaurando Seu povo. Ouvem com atenção o que o Senhor fala. Fala de paz a Seu povo. Desde que sejam fieis. Que não voltem aos caminhos insensatos. Sua salvação está perto.

Há um vislumbre de quando o Senhor age. Uma cena fantástica. Quase indescritível. Consegue imaginar? O amor e a verdade se encontrando. A justiça e a paz se beijando. A verdade brotando da terra. E a justiça sorrindo dos céus. Sim, o Senhor abençoará Seu povo.

Que nossos pensamentos e atos sejam tais, que o amor e a verdade se encontrem. Que a justiça e a paz se beijem. Que a verdade brote de nossa terra. E a justiça sorria dos céus. Mesmo em meio a todo o caos ao nosso redor.

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo oitenta e seis ao capítulo oitenta e nove.

Espero você. Até lá.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Gênesis 38.1-30

Leitura do dia 12/01.

Ontem caminhamos pelas páginas dos capítulos trinta e cinco a trinta e sete de Gênesis, que terminou com a venda de José por seus irmãos aos negociantes midianitas e, destes, a Potifar, oficial e capitão da guarda de Faraó, rei do Egito.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-351-29.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-361-43.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-371-36.html

Hoje, continuaremos nossa leitura no capítulo trinta e oito. Iremos até o capítulo quarenta e um.

Se você é como eu, está ansioso para saber o que aconteceu com José, agora que está no Egito. De filho de Jacó para escravo de Potifar. Mas, há uma pausa.

Outra história precisa ser contada. Sobre Judá e Tamar.

Na época que José foi vendido, Judá saiu de casa. Foi morar com Hira, seu amigo. Ali viu uma mulher canaanita e casou-se com ela. Tiveram três filhos, Er, Onã e Selá.

Na época certa, Judá arranjou o casamento de Er. Sua mulher chamava-se Tamar.

Er era perverso aos olhos do Senhor. A tal ponto que o Senhor tirou-lhe a vida.

Sua morte foi antes de ter um filho.

Havia uma lei àquela época que, quando o marido morria sem deixar herdeiros, a mulher deveria ser desposada por seu irmão para que este gerasse descendente ao morto. O primeiro filho deste casamento seria herança do irmão morto.

Essa lei protegia a mulher que, assim não ficava desamparada. Sem marido, sem herança, sem filho, sem alguém para cuidar dela.

Quando Er morreu, Judá ordenou que Onã casasse com Tamar, como era exigido, e gerasse um herdeiro para seu irmão.

Onã não estava disposto. Não queria ter um filho que não seria seu herdeiro.

Cada vez que deitava com Tamar, derramava seu sêmen no chão, evitando que ela engravidasse.

O Senhor, que enxerga nossos corações, considerou má a atitude de Onã. Por isso, tirou-lhe a vida.

Judá ordenou que Tamar voltasse para a casa de seu pai e ficasse lá até que Selá, seu filho caçula estivesse em idade para se casar com ela.

Isso não era inteiramente verdade. A verdade é que Judá tinha medo que Selá também morresse e ele ficasse sem um único filho.

Tamar foi para a casa de seu pai. Os anos passaram. Selá tornou-se adulto. E a lei para com a viúva de Er não foi cumprida.

A mulher de Judá morreu. Ao término do luto, ele e seu amigo foram a Timna para fiscalizar a tosquia de suas ovelhas. Informaram a Tamar.

Tamar, que estava na casa de seus pais, trocou rapidamente suas roupas de luto. Colocou um véu e ficou sentada junto à entrada da vila de Enaim, a caminho de Timna.

Quando Judá a viu, acreditou que fosse uma prostituta. Estava com o rosto tampado. Quis deitar-se com ela.

Tamar não lhe disse que era sua nora. Perguntou o que Judá lhe daria em troca de deitar-se com ela. Ele lhe prometeu um cabrito. Ela perguntou qual seria a garantia, uma vez que Judá não estava com nenhum cabrito em mãos.

Ele perguntou que garantia queria. Ela pediu para ficar com seu selo pessoal, o cordão onde o selo ficava e seu cajado. Esses objetos eram a "identidade" de Judá. Mas ele concordou.

Eles se deitaram. Tamar engravidou.

Judá pediu que Hira, seu amigo, levasse o cabrito até a mulher com quem havia se deitado e tomasse de volta “sua identidade”. Hira não a encontrou. Perguntou ao povo de Enaim pela prostituta que ficava no caminho de Timna. Foi informado que nenhuma prostituta ficava ali.

Voltou e contou a Judá. Judá achou melhor que ela ficasse com suas coisas. Ele havia cumprido sua palavra, mas ela não foi encontrada. Se fossem à sua procura, os habitantes da cidade zombariam dele.

Uns três meses depois foram contar a Judá que Tamar havia agido como uma prostituta e estava grávida.

Embora não cumprisse seus deveres com ela, Judá ordenou que imediatamente a levassem para fora de casa e a queimassem. Sem questionamentos. Sem misericórdia. “Tragam-na para fora e queimem-na!”

Quando estavam arrancando Tamar de casa para matá-la, ela enviou o selo, o cordão e o cajado a seu sogro. Pediu que olhasse com cuidado. O dono daqueles objetos era o pai do filho que esperava.

Judá imediatamente reconheceu seus objetos. Disse que ela havia sido mais justa que ele, que não tomara as devidas providências para se casar com seu filho.

Ele nunca mais deitou com ela. Mas agora, Tamar tinha filhos. Teve gêmeos.

Na hora do parto, um colocou a mão para fora e a parteira amarrou um cordão em seu pulso para sinalizar que era o primogênito, mas o outro conseguiu sair primeiro. Seu nome, Perez. Logo depois o outro nasceu, Zerá.

Essa interessante história é importante. Perez é um dos antepassados do Senhor Jesus. Tamar está na linhagem do Messias.

Aqui termina o capítulo trinta e oito.

Continuamos no capítulo trinta e nove, na próxima postagem. Até já.