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quarta-feira, 17 de abril de 2019

1 Crônicas 13.1-14

Leitura do dia 17/04.

Continuamos nossa caminhada através de 1 Crônicas.

Ontem vimos a morte de Saul. A ascensão de Davi ao trono. A conquista de Jerusalém. Seus guerreiros mais valentes, os "Trinta" e os "Três" e os guerreiros que se uniram a ele.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-101-14.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-111-47_16.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-121-40.html

Hoje caminharemos pelos capítulos de treze a quinze.

Na primeira postagem, o capítulo treze.

Davi reuniu seus oficiais, os comandantes de mil e os de cem. Ele os consultou a respeito de trazerem a arca de Quiriate-Jearim. Ela estava lá desde a batalha perdida por Israel para os filisteus, quando Saul e seus filhos foram mortos.

Seus oficiais concordaram. Ele reuniu a assembleia de Israel e declarou que se estivessem de acordo e se fosse a vontade do Senhor, que se enviasse mensageiros por todo o território de Israel e aos sacerdotes e letivas em suas respectivas cidades e campos, para que se reunissem com eles e trouxessem a Arca da Aliança do Senhor para Jerusalém.

Toda a comunidade concordou. Davi reuniu Israel, de um extremo ao outro, para trazerem a Arca do Senhor, com festa.

Transportaram a Arca de Deus da casa de Abinadabe. Colocaram-na sobre um carroção de bois, novo e especial.

Uzá e Aiô, que eram levitas, conduziam-na. Davi, juntamente com todos os israelitas iam exultando, cantando e dançando com todo vigor e alegria diante de Deus, ao som de vários instrumentos musicais.

Quando chegaram à eira de Quidom, os bois tropeçaram. Uzá, com medo da Arca cair, num impulso esticou o braço e segurou-a. No mesmo instante a ira do Senhor acendeu-se contra ele, por ter tocado na Arca. Morreu ali mesmo, diante de Deus e do povo.

Davi ficou contrariado porque em sua ira o Senhor fulminou Uzá. Ele sentiu grande medo de Deus e se questionou: “Ora, como poderei transportar a Arca de Deus?” Deixou-a na casa de Obede-Edom. Não a levou para a cidade de Davi.

A arca ficou na casa de Obede-Edom durante três meses. Sua família cuidou dela. O Senhor abençoou a família de Obede-Edom e fez prosperar toda a sua propriedade.

Se você é como eu, está se perguntando o que aconteceu. Por que Uzá, que tocou na Arca para que ela não caísse, foi fulminado no mesmo instante pelo Senhor? O que de fato aconteceu aqui?

Antes de respondermos a essas perguntas, voltemos ao texto. A pergunta que realmente deve ser respondida é a que foi feita por Davi: “Ora, como poderei transportar a Arca de Deus?”

Infelizmente ele fez a pergunta tardiamente. Deveria ter perguntado antes, quando estava planejando levar a Arca para Jerusalém.

Quando a Arca foi construída, de acordo com o modelo do Senhor, Ele, o próprio Senhor deu todas as orientações de como deveria ser transportada. Estava escrito na Lei. Bastava que algum sacerdote ou levita lesse. Ou o próprio rei, que deveria ter uma cópia.

A arca não podia ser tocada. Nem aberta. Ela possuía argolas em suas extremidades. Eram colocados varais nestas argolas. E era transportada pelos levitas. Eles a carregavam nos ombros. Nos ombros, não em carroças.

Por isso Uzá morreu. É aterrorizante porque Uzá fez algo aparentemente certo. Sua intenção era boa. Segurou a Arca para que não caísse. Mas nem tudo que parece certo é certo. E boa intenção não adianta. Para o Senhor os fins não justificam os meios, nunca. Para Ele todo fim tem um meio correto.

Ele dá a instrução em Sua Palavra. Essa instrução deve ser seguida. Simples assim. E tem mais: Nem tudo que dá certo está certo.

Por que colocaram a Arca num carroção de bois? Porque os filisteus, que não conheciam a Lei e nem o Senhor, a colocaram quando quiseram se livrar dela. Deu certo. A Arca foi sozinha pela estrada, direta para a cidade de Quiriate-Jearim.

Mas o povo do Senhor conhecia a Lei, ou deveria conhecê-la. Não havia desculpas. Ao menos os sacerdotes e levitas deveriam conhecê-la. Não daria certo. Era (e é) necessário fazer o correto. O Senhor espera de nós que conheçamos e façamos Sua vontade.

Talvez você ache que o Senhor foi muito severo. Não foi. A Arca era sagrada. Representava a presença santa do Senhor. Uzá e Aiô tinham obrigação de saber como deveria ser transportada.

Quero ir além. É muito mais fácil colocar a arca em um carroção de bois e fazer os bois carregá-la. Não precisa de envolvimento. Não precisa de esforço. Mas não é assim que funciona. No Reino de Deus é necessário envolvimento e esforço. É necessário negar-se a si mesmo. É necessário "carregar a Arca no ombro", sentir seu peso, entender seu valor. Não podemos passar "a tarefa" para outro.

Eu preciso conhecer a Palavra. Eu preciso conhecer o Senhor. Não posso delegar essa tarefa.

Hoje temos à nossa disposição Sua Palavra. Para nosso ensino. É nossa obrigação lermos, estudarmos e aprendermos para que possamos obedecer, para que conheçamos o Senhor.

Que consigamos perceber a seriedade com que devemos tratar o Reino do Senhor. Em tudo. A cada dia.

Prosseguimos na próxima postagem.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/delegando-o-indelegavel.html

sábado, 23 de março de 2019

2 Samuel 6.1-23

Leitura do dia 23/03.

Na postagem anterior vimos Isbosete, filho de Saul, sendo covardemente assassinado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-41-525.html

Agora, continuamos nossa caminhada através do capítulo seis de 2 Samuel.

Davi reuniu seus melhores guerreiros. Trinta mil. Foram até Baalá. Queriam buscar a arca do Senhor. Estava lá desde que os filisteus a haviam devolvido a Israel.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-61-21.html

Puseram-na em um carro novo e a levaram da casa de Abinadabe, que ficava num monte. Seus filhos foram conduzindo a carroça. Aiô à frente. Uzá atrás.

O povo de Israel ia celebrando diante do Senhor. Cantando e tocando vários instrumentos musicais.
De repente, na eira de Nacom, os bois tropeçaram. Uzá estendeu a mão e segurou a arca. Na mesma hora, morreu.

Davi ficou indignado porque Uzá havia morrido. Desistiu de levar a arca para a Cidade de Davi.

A arca foi levada para a casa de Obede-Edom, em Gate. Ficou lá durante três meses. O Senhor abençoou a casa de Obede-Edom. Contaram a Davi.

Antes de vermos o que Davi fez, quero lembrar que a arca não podia ser tocada. Estava na Lei. Sem exceções. Ponto final. Davi não teve nenhum motivo para se sentir indignado.

Outra coisa: A arca deveria ser carregada apenas por levitas. Não por bois ou vacas. Os filisteus colocaram-na em cima de uma carroça porque não sabiam como devolvê-la. O Senhor aceitou. Mas não significa que era o certo. Que deviam repetir o que os filisteus, que não conheciam ao Senhor, fizeram. Precisamos tomar cuidado! Nem sempre o que dá certo é o certo.

Ela devia ser carregada nos ombros dos levitas, pelas varas que estavam nelas, próprias para isso.

Quando Davi soube que a casa de Obede-Edom fora abençoada por causa da presença da arca, resolveu novamente ir. Agora, traria a arca da maneira correta.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/delegando-o-indelegavel.html

Os levitas a carregavam. Quando davam seis passos, Davi sacrificava um boi e um novilho gordo. O povo fez grande festa, levando a arca para a Cidade de Davi.

Davi estava vestido com um colete sacerdotal de linho. Dançava diante do Senhor, com o coração grato, com todas as suas forças. Levaram a arca do Senhor com grande alegria, ao som de gritos e trombetas.

Quando a arca chegava à cidade, Mical, filha de Saul, esposa de Davi, o viu dançando diante do Senhor. Ela o desprezou em seu coração.

A arca foi colocada no lugar que Davi providenciara. Uma simples tenda. Davi ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas. Quando terminou, abençoou o povo em nome do Senhor. Não os deixou voltar para casa de mãos vazias. Entregou a cada pessoa que ali estava, um pão, um bolo de tâmaras e um bolo de passas.

Então, foi para sua casa, abençoar sua família.

Quando Mical o viu, saiu a seu encontro. Censurou-o por seu comportamento. Disse que havia se tornado desprezível aos olhos das servas.

Davi foi duro com ela. Disse que era rei, porque o Senhor o escolhera. No lugar de Saul e de toda a família dela. O Senhor o nomeara líder de Israel, o povo do Senhor. Por isso, ele continuaria celebrando ao Senhor. Não se importava de continuar se humilhando, se fosse necessário, nem de se tornar desprezível. Mas o certo era que, essas servas que ela disse terem-no desprezado, na verdade o considerariam digno de honra.

Mical morreu sem ter filhos. O Senhor não a abençoou com o dom da maternidade.

Como é sério desprezar um homem, ungido do Senhor, por estar fazendo algo correto aos olhos do Senhor.

Que aprendamos a ter cuidado.

Nossa leitura de hoje termina aqui. Amanhã leremos 2 Samuel, do capítulo sete ao capítulo dez.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 21 de março de 2019

1 Samuel 31.1-13

Leitura do dia 21/03.

Na postagem anterior vimos Davi sendo dispensado pelos filisteus. Tinham medo dele se voltar contra eles. Também vimos Ziclague sendo destruída e saqueada. Davi pediu orientação ao Senhor e recuperou tudo que havia perdido.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-291-3031.html

Agora, continuamos. Estamos no capítulo trinta e um de 1 Samuel. O último capítulo deste maravilhoso livro.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/i-samuel-tesouro-inesgotavel.html

Enquanto Davi estava em uma guerra contra os amalequitas que os saquearam, Israel estava sendo atacado pelos filisteus.

Como foi bom Davi não ter ido!

Os filisteus atacaram Israel de tal maneira que Israel fugiu. Muitos foram mortos nas encostas do monte Gilboa. Entre eles, os três filhos de Saul, Jônatas, Abinadabe e Malquisua.

Jônatas, meu querido e admirável benjamita, morre, por causa das decisões erradas de seu pai. Assim como seus irmãos. http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/jonatas-o-admiravel.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/jonatas-o-incontestavel.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/08/ainda-falando-sobre-as-estrategias-do.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-141-23.html

É muito triste. Não será mais o segundo no reino de Davi.

Este capítulo é, para mim, um dos mais tristes de toda a Bíblia. Quando estive no monte Gilboa, chorei feito uma criança. Chorei por Saul por todos os que abandonam o Senhor durante a caminhada. Chorei por Jônatas e por todos que são levados à morte por seus pais e líderes, como ele e seus irmãos foram.

A batalha tornou-se muito intensa ao redor de Saul, até que os arqueiros o atingiram. Ficou gravemente ferido. Não haveria saída para ele.

Por não querer que os filisteus o torturassem e zombassem, pediu que seu escudeiro o matasse.

O escudeiro não teve coragem. Então Saul se lançou sobre sua própria espada. Quando viu que Saul morrera, o escudeiro fez o mesmo.

Quando os israelitas que moravam nas redondezas souberam, abandonaram suas casas. Fugiram. Os filisteus foram até elas e as ocuparam. A terra, as cidades e as casas que o Senhor havia dado a Israel.

No dia seguinte, quando estavam saqueando os mortos, viram Saul e seus três filhos no monte Gilboa. Cortaram a cabeça de Saul. Removeram sua armadura.

Anunciaram o ocorrido em toda sua terra. Colocaram a armadura de Saul no templo de Astarote e penduraram seu corpo no muro de Bete-Sã. Com o dos seus filhos.

Quando os habitantes de Jabes-Gileade souberam, seus guerreiros mais valentes viajaram a noite toda. Foram a Bete-Sã. Tiraram o corpo de Saul e de seus filhos do muro. Enterraram seus ossos debaixo de uma tamargueira em Jabes. Jejuaram sete dias.

O livro termina assim. De maneira trágica. Felizmente existem homens corajosos assim, que deram a Saul e seus filhos um lugar decente.

Nem sempre a vida é como gostaríamos que fosse. Como um delicioso romance que acaba bem. Na vida, diferente dos romances, quem toma as decisões somos nós, não o autor.

Que aprendamos a tomar as decisões certas. Não apenas por nós. Por nossos filhos. Nossa descendência. Pelas pessoas que amamos. http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Saul não precisava ter terminado assim. Como Davi disse, poderia morrer de velhice. Mas, quando abandonou ao Senhor, era certo que colheria o resultado de suas ações. http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/saul-podia-ter-dado-certo.html

Fico feliz por Davi não ter ido a essa guerra. A guerra em que seu melhor amigo morreu. Seria ainda mais triste.

E agora? O que acontecerá com ele?

Continuamos amanhã. Leremos 2 Samuel, do capítulo um ao capítulo três.

Espero você. Até lá.

domingo, 17 de março de 2019

1 Samuel 16.1-23

Leitura do dia 17/03.

Continuamos nossa caminhada através do livro de 1 Samuel.

Ontem vimos que Saul viveu em constante guerra com os filisteus. Vimos também sua precipitação ao oferecer os holocaustos em lugar de Samuel. E seu juramento insensato.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-131-23.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-1424-52.html

Jônatas entra em cena em grande estilo. Coragem e fé.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-141-23.html

Saul derrota os amalequitas, mas ele e seu exército guardam o que viram de melhor, para sacrificar ao Senhor. Saul gostou de ser reconhecido. Amou a aprovação e a aceitação dos homens. Mais que a aprovação do Senhor. Seu reino foi rasgado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-151-35.html

Agora, leremos do capítulo dezesseis ao capítulo dezenove.

Um novo personagem aparece em cena. Meu preferido.

O Senhor falou com Samuel que ele, Samuel, já havia lamentado o suficiente por Saul. Ele reconhece que precisamos de um tempo de luto, mas depois é hora de olharmos para frente. E seguirmos.

Assim, o Senhor ordenou que Samuel enchesse uma vasilha com óleo e fosse a Belém. Lá, procuraria um homem chamado Jessé. Um de seus filhos era o escolhido do Senhor para ser rei em lugar de Saul.

“Quem será?” Eu pergunto. Samuel vai além. Preocupa-se com sua segurança. Como fará isso? Se Saul souber, o matará. Não é triste essa convicção de Samuel? Ele acredita piamente que o homem que ungira rei, por ordem do Senhor, o matará por perder o lugar e a posição que antes não queria.

Como sempre, o Senhor tem uma ótima estratégia. Ordenou que Samuel levasse um novilho e dissesse que foi oferecer um sacrifício ao Senhor. Jessé seria seu convidado. E o Senhor lhe mostraria qual de seus filhos Samuel ungiria.

Da primeira vez o Senhor mostrou a Samuel quem seria o rei. Agora, Ele mostra o pai. Será um dos filhos de Jessé. Samuel sai de casa sem saber qual. Nem conhece Jessé, quanto mais seus filhos.

Quando chegou a Belém, as autoridades da cidade receberam-no com temor. O que Samuel estava fazendo ali? Sua vinda era de paz? Ele responde que foi oferecer um sacrifício ao Senhor e os convida, ordenando que se purifiquem.

Quando Jessé e seus filhos chegaram, Samuel olha para Eliabe, o primogênito de Jessé e pensa “certamente é este o homem”.

O Senhor lhe diz que não. Ordenou que Samuel não o julgasse por sua aparência, nem sua altura. Ele o rejeitara. Porque vê diferente das pessoas. As pessoas julgam pela aparência exterior, o Senhor vê o coração.

Ah, como é difícil mudar nossa maneira de pensar. Quando Samuel viu Saul, aprovou-o na mesma hora. Lembra? Não havia ninguém como ele. Era o jovem mais bonito de todo o Israel. E mais alto que todos. Os homens mais altos batiam em seus ombros. Extraordinário. Quem não desejaria um rei assim, perfeito?

Pela forma como o Senhor falou, Eliabe era bonito e alto. Claro que, quando Samuel o viu, acreditou que seria ele. Certamente seria! Não era.

Jessé chamou seu filho Abinadabe, o segundo. Também não era esse o escolhido. Simeia, o terceiro. Também não. Samuel conheceu os sete filhos de Jessé. Um por um. Não era nenhum deles. Perguntou a Jessé se não havia outro filho.

Jessé respondeu que havia. Como assim? Por que não estava com eles, oferecendo o holocausto ao Senhor?

Jessé explica que falta o caçula. Ele estava no campo. Cuidando do rebanho.

Samuel ordenou que fosse chamado. Não comeriam enquanto não estivesse com eles.

Quando chegou, o Senhor disse a Samuel para levantar-se. Era aquele. Que fosse ungido. O jovem era moreno, de boa aparência e olhos bonitos. Seu nome é Davi, "amado". Samuel o unge diante de seus irmãos.

A partir daquele dia, o Espírito do Senhor veio poderosamente sobre ele.

Enquanto isso, o Espírito do Senhor se retira de Saul. Não há mais como conviver com ele. Saul afastou-se do Senhor. Não se arrependeu. Seu coração se endureceu.

O Senhor enviou um espírito maligno, que o atormentava. Essa é a consequência de nos afastarmos dEle. Saul estava colhendo o que plantara.

Seus servos reconheceram que estava atormentado. Sugeriram que fosse trazido à sua presença alguém que tocasse harpa. Assim, toda vez que ficasse atormentado, essa pessoa tocaria e ele se acalmaria.

Saul concordou. Mandou que encontrassem alguém.

Um de seus servos disse que conhecia um filho de Jessé, de Belém, que sabia tocar harpa. E, além de tocar, era um rapaz corajoso, apto para ir à guerra, tinha bom senso (raro em nossos dias), boa aparência e, mais importante (na minha opinião, espero que na sua também), o Senhor era com ele.

Claro que já chamou minha atenção. O Senhor era com ele.

Saul pediu que Jessé lhe enviasse Davi. Ele foi. Com presentes para o rei.

Preste atenção: Samuel o ungiu rei em lugar de Saul. Davi, o caçula de Jessé, seu oitavo filho, o cuidador do rebanho, o pastor de ovelhas. Rei. Mas o que acontece com ele? Apresenta-se para servir a Saul. Servir!

Saul gostou tanto dele que o fez seu escudeiro. E pediu a Jessé que o deixasse ali. Estava muito satisfeito.

Assim, dois homens que foram ungidos para ser rei, conviviam. Davi servindo Saul. E, toda vez que o espírito maligno afligia Saul, Davi tocava a harpa, até que Saul se acalmasse. Então o espírito se retirava dele.

Fico impressionada! Davi conquista meu coração, com sua humildade e submissão. Um bom rei precisa antes aprender a servir. E Davi está aprendendo. Primeiro cuidando do rebanho de seu pai. Agora, tocando para o rei, ao invés de ser ele, o rei.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Ate já.