Mostrando postagens com marcador Adão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Gênesis 4.1-26

Leitura do dia 02/01 (Leitura Bíblica Anual).

Leitura do dia 05/01, quinta-feira (Leitura Pedacinho por Pedacinho).

Ontem lemos Gênesis, do capítulo 1 ao capítulo 3.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-11-23.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-24-25.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-3.html

Nossa leitura hoje vai de Gênesis 4 a 7 (Leitura Bíblica Anual).

Adão e Eva tiveram um filho. Eva afirmou que foi com a ajuda do Senhor, por isso seu nome foi Caim. Algum tempo depois, teve outro filho, a quem chamou de Abel. Ambos tornaram-se homens. Caim tornou-se agricultor. Abel, pastor de ovelhas.

Quando foi o tempo da colheita, Caim apresentou uma parte de sua produção como oferta ao Senhor. Abel, não apresentou uma parte de sua criação. Apresentou as melhores porções dos cordeiros, as primícias de seu rebanho. Deu o melhor que produziu para o Senhor. Caim, apenas uma parte de sua produção. A oferta de Abel agradou ao Senhor. A de Caim, não.

Caim ficou furioso. O Senhor conversou com ele. Perguntou-lhe porque estava transtornado. Se fizesse o certo, seria aceito. Ah, o Senhor conhecia o coração de Caim. Conhece o de todos nós.

O Senhor lhe deu a maior “dica”, que serve para todos. Disse a Caim que se ele fizesse o que é errado, deveria tomar cuidado. O pecado estava à porta, à espera, à espreita. Seu desejo, dominar Caim. Mas era ele quem deveria dominar o pecado. Como Jó, que era um homem íntegro e se desviava do pecado (Jó 1.1).

Caim não ouviu ao Senhor. Permitiu que o pecado o dominasse. Matou seu irmão. O Senhor, embora soubesse a resposta (Ele sempre sabe), perguntou a Caim onde estava Abel. Caim respondeu, "na maior cara de pau" que não sabia. Não era responsável, não era o guardador de seu irmão.

O Senhor fez a ele a mesma pergunta que havia feito a Eva: “O que você fez!” Ordenou que  escutasse. O sangue de Abel estava clamando desde a terra. E mais, a própria terra, que havia bebido o sangue de seu irmão, o amaldiçoava. Ele, que era um agricultor, agora é amaldiçoado pela própria terra, que foi obrigada a beber o sangue de Abel. Ela não mais lhe daria boas colheitas, por mais que ele se esforçasse. Ele também não teria um lar. Andaria sem rumo pela terra.

É o que o pecado faz. Afasta-nos de nossos dons, de nossa família, de nossa casa, de nossos destinos, de nosso Deus. Caim achou o castigo muito pesado. Disse que o matariam quando estivesse “vagando” pela terra. Apesar de tudo, o Senhor disse que colocaria um sinal nele, para que ninguém o matasse. 

Caim saiu da presença do Senhor. Estabeleceu-se na terra de Node. Node significa “andança sem rumo”.  Um de seus descendentes também cometeu assassinato. Matou "um homem que o atacou, um rapaz que o feriu".

O pecado, que deveria ser dominado, foi dominando os homens.

Adão teve outro filho, a quem chamou de Sete, pois disse que o Senhor o havia dado no lugar de Abel.
Quando Sete, chegou à idade adulta, teve um filho chamado Enos. Nessa época, as pessoas começaram a invocar nome do Senhor.

Na próxima postagem, ainda hoje, continuaremos a partir do capítulo 5.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/na-postagem-anterior-lemoso-capitulo.html

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Gênesis 3.1-24

Leitura do dia 01/01 (Leitura Bíblica Anual).

Leitura do dia 04/01, quarta-feira (Leitura Pedacinho por Pedacinho).

Estamos no capítulo três de Gênesis. Nosso primeiro dia de leitura esse ano.

No texto anterior, lemos de Gênesis 2.4-25.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-24-25.html

Agora, vamos continuar.

O texto nos conta que a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor havia criado. Um dia ela perguntou à mulher se realmente o Senhor havia dito que eles não podiam comer de nenhuma das árvores do jardim. Só posso entender que os animais conversavam com Adão e Eva. Se não fosse assim, Eva teria dado um pulo de susto, um grito e saído correndo.

Também não acredito que os primeiros capítulos da Bíblia sejam “uma historinha didática”. Creio que aconteceram os fatos como narrados aqui. O Senhor nos fez inteligentes.

A mulher respondeu à serpente que podiam comer de todos os frutos, exceto da árvore que estava no meio do jardim. Não deviam nem tocar em seu fruto. Se o fizessem, morreriam.

A serpente disse à mulher que eles não morreriam, com certeza. O Senhor sabia que se eles comessem do seu fruto, seus olhos seriam abertos e eles conheceriam o bem e o mal como o Senhor.

Novamente, chamo sua atenção para a árvore da vida. Ela também estava no meio do jardim, mas a única citada é a do conhecimento do bem e do mal.

A mulher olhou para a árvore. Era linda. Seu fruto parecia delicioso. Ela desejou o conhecimento que ele lhe daria. Não precisaria mais ser ensinada por Deus. Teria "independência". Tomou do fruto e o comeu. Depois deu a seu marido, que também o comeu.

Mas esse conhecimento não foi bom. Seus frutos foram terríveis. A primeira coisa que aconteceu: viram que estavam nus. Eles desobedeceram. Pecaram. Pecado significa: “Errar o alvo”. Foi o que aconteceu. O pecado não apenas nos separa do Senhor. Ele nos separa uns dos outros. Enquanto nosso relacionamento com o Senhor nos aproxima do outro, o pecado nos separa. Não queremos mais compartilhar nossas vidas. Não queremos mais transparência. Queremos nos fechar, nos proteger, nos esconder. E eles costuraram folhas de figueira para se cobrirem. Não eram mais transparente um ao outro.

Antes que o homem desobedecesse, quando soprava uma brisa ao entardecer, o Senhor ia ao encontro deles. Devia ser um tempo maravilhoso. Esperado ansiosamente.

Mas não nesse dia.

Quando ouviram o Senhor caminhando pelo jardim, tiveram medo. Esconderam-se entre as árvores. Como se fosse possível esconder do Senhor. Deve ter sido aterrador.

O Senhor chamou Adão e perguntou-lhe onde estava. Ele respondeu que ouviu seus passos pelo jardim. Teve medo, porque estava nu. Agora não deseja mais que sua mulher olhe inteiramente para ele. Muito menos o Senhor. Há algo a esconder. Ele está nu. Precisa de uma cobertura.

O Senhor lhe perguntou como soube que estava nu. E se havia comido do único fruto que não deveria comer. O único. O homem respondeu que a mulher, que o Senhor havia dado a ele, ofereceu o fruto e ele comeu.

Isso soa muito familiar. Sempre a culpa é do outro. É muito difícil estarmos dispostos a assumir nossas culpas. Adão estava com ela. Por que não dominou a serpente e a pôs para correr? Por que não instruiu a mulher para que ela não comesse? Não a impediu e ainda transferiu sua culpa.

Uma das coisas que mais admiro em Davi, é quando é confrontado pelo profeta Natã. Imediatamente reconhece: “Eu pequei”.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/03/nata-sua-obediencia-e-coragem.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/davi-e-seus-tragicos-erros.html

Adão, ao contrário, coloca a culpa na mulher e, em última instância ao próprio Senhor, afinal, foi o Senhor quem havia dado a mulher a ele.

Percebe que Adão não foi enganado? Ele escolheu comer o fruto. Ele desobedeceu.

O Senhor perguntou à mulher o que ela havia feito. Ela respondeu que a serpente a enganara. E ela comeu. A mulher foi enganada. Acreditou que o Senhor falara a mentira e a serpente a verdade. E comeu do fruto. Quantos riscos corremos quando não acreditamos no Senhor!

O Senhor não fez nenhuma pergunta à serpente. Ele a amaldiçoou.

E aqui, no meio da pior cena do Éden, o Senhor faz uma maravilhosa promessa. Haveria inimizade entre a serpente e a mulher. Entre a descendência da serpente e o descendente dela. O descendente. Esse descendente feriria a cabeça da serpente, enquanto a serpente lhe feriria o calcanhar. Quando tudo é caos, o Senhor aponta para Jesus, o Messias, o Salvador.

Para a mulher, o Senhor disse que daria à luz com dores. Seu desejo seria para seu marido e ele a dominaria. Consegue perceber que não era essa a intenção do Senhor? A dor e a dominação do homem sobre a mulher veio como uma maldição. O desejo do Senhor era que ambos fossem um. Cooperadores. Semelhantes. Idôneos. Amigos. Um complementando o outro. Foi o pecado que trouxe a sujeição.

Ao homem o Senhor disse que, por ele ter ouvido à mulher ao invés de ter ouvido o Senhor, a terra era maldita por sua causa. A decisão de um homem passou para toda a humanidade.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-decisao-e-minha.html

Agora, o trabalho passa a ser algo pesado. Durante toda a vida deve trabalhar para tirar da terra seu sustento. Não apenas cuidar do jardim. A terra agora produzirá espinhos e ervas daninhas. Não estará mais em cooperação com ele. Não apenas terá que cultivar a terra e cuidar dela. Terá que domá-la. Suar para obter seu alimento.

E morreria. Um dia, voltaria para a terra da qual havia sido formado. A morte nos choca terrivelmente porque fomos criados para a vida. Para sermos eternos.

A árvore que deveria nos interessar é a árvore da vida, não a árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas o homem duvidou do seu Criador.

O Senhor fez roupas de peles de animais para Adão e Eva. Roupas de figueira não eram o suficiente.

Os expulsou do jardim. Colocou querubins guardando o jardim, com uma espada flamejante que se movia de um lado para o outro. Agora o caminho até à árvore da vida estava guardado.

Amanhã continuamos no capítulo 4 de Gênesis. Não é nossa intenção esgotar o texto. Ore. Peça ao Senhor revelação. O que está por trás de cada ordem, informação e situação. Aprenda a garimpar. Não leia apenas por ler. Deseje aprender do Senhor.

“Essas coisas foram registradas há muito tempo para nos ensinar, e as Escrituras nos dão paciência e ânimo para mantermos a esperança” (Romanos 15.4).

Até amanhã. Espero você.

sábado, 30 de junho de 2018

Assuma sua culpa!

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de 1 Crônicas.

Ontem vimos que a coroa não é nossa. Devemos saber a hora de sair de cena e entregar a honra e a coroa ao Rei.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-coroa-nao-e-nossa.html

Hoje vamos continuar através das páginas do capítulo 21.

Satanás levantou-se contra Israel. Ele induziu Davi a fazer um recenseamento.

Davi ordenou a Joabe e aos demais comandantes do exército que fossem por todo Israel, contando o povo desde Berseba até Dã. Queria saber o número de seu exército.

Joabe aconselhou Davi a não fazer o recenseamento. A ordem era confiar no Senhor e não no número de soldados. Joabe também alertou Davi de que tal ato traria culpa sobre Israel.

Mas a palavra de Davi prevaleceu, afinal ele era o rei. Joabe partiu em cumprimento à sua ordem. Percorreu todo Israel. Só voltou depois do trabalho feito.

Apresentou a Davi o relatório final com o número dos homens prontos para combate. Eram um milhão e cem mil homens prontos para o serviço militar, sendo que só em Judá havia quatrocentos e setenta mil.

Joabe não incluiu no censo as tribos de Levi e Benjamim, pois a ordem do rei lhe pareceu absurda. De fato, Deus reprovou o que Davi fez. Por isso todo Israel foi castigado.

Davi reconheceu seu erro. Confessou a Deus, pedindo Seu perdão. Percebeu que havia cometido uma grande loucura.

O Senhor enviou uma palavra a Gade, o profeta de Davi. Ordenou que Gade dissesse a Davi que o Senhor lhe dava três opções de punição.

Davi deveria escolher ou três anos de fome ou três meses fugindo de seus inimigos ou três dias da espada do Senhor. Essa espada seriam três dias de praga, com o Anjo do Senhor assolando Israel.

Gade disse que Davi deveria decidir para que ele respondesse ao Senhor. Davi respondeu que sua aflição era terrível. Que decisão! Mas preferia cair nas mãos do Senhor a cair nas mãos de homens, porque grande é Sua misericórdia.

O Senhor enviou uma peste. Pereceram setenta mil homens de Israel. Depois o Senhor enviou Seu Anjo a Jerusalém para exterminá-la.

Na hora que o Anjo ia destruí-la, o Senhor teve compaixão. Ordenou ao Anjo do Juízo que parasse. O Anjo estava perto da eira de Araúna, o jebuseu. Eira é o terreno onde os cereais eram malhados.

Davi viu o Anjo do Senhor entre o céu e a terra, com sua espada desembainhada e voltada contra Jerusalém. Davi e os anciãos de Israel, vestidos com panos de saco, em sinal de humildade, prostraram-se com o rosto em terra.

Davi disse ao Senhor que ele é quem havia mandado fazer o recenseamento do povo. Ele era o culpado. O povo, no entanto, não passava de ovelhas inocentes. Ovelhas que não haviam cometido erro nenhum. Pediu que o castigo do Senhor caísse sobre si e sua família e que o povo fosse poupado.

Gade, orientado pelo Anjo do Senhor, ordenou a Davi que subisse e levantasse um altar ao Senhor na eira de Araúna.

Davi, em obediência à Sua Palavra foi imediatamente para lá.

Araúna estava debulhando trigo quando viu o Anjo do Senhor. Ele e seus quatro filhos que estavam com ele correram para se esconder.

Nesse momento Davi chegou. Quando Araúna o viu, saiu da eira e prostrou-se diante de Davi, rosto em terra.

Davi, o rei, lhe rogou que vendesse o terreno da eira pelo preço justo. Queria edificar ali um altar ao Senhor, para que cessasse a praga que estava assolando o povo.

Araúna disse a Davi que pegasse o terreno e fizesse o que bem lhe parecesse. Também disse que oferecia, de bom grado, os bois para o sacrifício, seu debulhador para servir de lenha, e o trigo para a oferta de cereal.

Davi respondeu a Araúna que não podia aceitar. Que lhe pagaria o preço justo. Ele não ofereceria ao Senhor o que pertencia a Araúna. Também não ofereceria holocausto que não lhe custasse nada.

Davi pagou a Araúna o valor de sete quilos e duzentos gramas de ouro pelo terreno. Construiu um altar para o Senhor. Ofereceu holocaustos e ofertas de paz e comunhão. Invocou o Senhor.

O Senhor lhe respondeu fazendo cair fogo do céu sobre o altar dos sacrifícios. E ordenou ao Anjo que guardasse sua espada na bainha.

Nessa ocasião Davi entendeu que o Senhor lhe havia respondido com graça na eira de Araúna. Ele passou a oferecer holocaustos ali. Nessa época o Tabernáculo do Senhor e o altar de holocaustos estavam em Gibeom.

Vamos às lições.

Satanás sempre estará levantando-se contra nós, povo do Senhor. Ele, seguramente, é nosso Inimigo. Precisamos estar atentos para não sermos induzidos ou seduzidos por ele, em nada. Como conseguiremos? Andando o tempo todo na presença do Senhor, habitando em Sua presença.

Precisamos aprender com Joabe. Ele percebeu que o pedido de Davi traria consequências para Israel.

Precisamos aprender com Davi também. Não devemos permitir que nossa voz prevaleça por estarmos em uma posição mais alta que outra pessoa. Devemos ouvir com atenção os argumentos das pessoas e analisar com justiça, independente do correto ir contra o que desejamos. Davi não fez isso.

Mas há algo positivo que podemos aprender com Davi. Ele percebeu que havia errado. Que havia desagradado ao Senhor. Se arrependeu e pediu perdão.

Davi também ouviu as palavras de Gade, com humildade. E, como o Senhor ordenou, escolheu rapidamente sua punição. Escolheu com sabedoria porque sempre será melhor cair nas mãos do Senhor que nas mãos dos homens. O Senhor sempre é misericordioso. Suas misericórdias não tem fim!

Davi e suas autoridades se humilharam diante do Senhor. Estavam vestidos de saco, em sinal de humilhação.

Quando Davi viu que o Anjo estava prestes a destruir Jerusalém, clamou ao Senhor. Diferente de Adão que transferiu sua culpa para Eva e para o próprio Deus, Davi assumiu a sua. Disse que era culpado. Tinha sido ele quem cometera o erro. O povo era como ovelhas inocentes. Pediu que ele e sua família fossem castigados, não o povo. O bom é não errarmos, mas se errarmos, precisamos aprender a assumir nossa culpa. E a nos arrependermos.

Quando Gade falou que Davi devia sacrificar na eira de Araúna, imediatamente foi para lá. Não procrastinou. Foi correndo. Quando chegou lá, rogou a Araúna que vendesse sua eira. Era o rei e aqui, não fez sua palavra prevalecer, rogou a Araúna.

Que aprendamos com Araúna. Ele estava disposto a oferecer tudo ao Senhor.

Mas, quando Araúna disse que lhe daria o terreno, assim como os bois, o debulhador e até o trigo, Davi disse que não daria ao Senhor algo que pertencesse a outro e algo que não lhe custasse nada.

Tenho visto tantas pessoas querendo oferecer esse tipo de sacrifício ao Senhor. Um sacrifício oferecido por outro, sem custo pessoal. Davi sabia que não é assim que agradamos ao Senhor. Que aprendamos com ele!

Quantas lições nesta situação.

Amanhã prosseguimos. Até lá.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Querendo ser um e sendo outro


Não que não faltem histórias para contar ou livros para ler. Mas, assim como você, estou "em construção". É verdade que existem áreas em que posso já estar "construída", mas nessas áreas serei testada, para ver se o alicerce é bom e se o acabamento "presta".

Mas quantas vezes queremos ser um e somos outro...

Quantas vezes quero ser o Adão que aguarda ansiosamente pela virada do dia para encontrar-se com o Senhor e acabo sendo o que vê Eva com o fruto proibido na mão e não faço nada. Fico passivamente observando. Sem tomar uma atitude correta.

Quantas vezes quero ser o Abraão que se levanta de madrugada para obedecer a Deus, sacrificando seu filho amado, sem procrastinar, mas sou como o povo de Israel que precisa ouvir dezenas, centenas de vezes a mesma ordem, para só então obedecer.

Quantas vezes quero ser o Abraão que se levanta para combater os reis que levaram Ló cativo, mas sou o Abraão covarde que tem medo de ser morto por causa da beleza de Sara e me escondo atrás de uma meia verdade!

Quantas vezes quero ser o Jacó que luta com Deus, mas sou o Jacó que se agarra a uma túnica velha suja de sangue de algum animal qualquer, acreditando que José está morto.

Quantas vezes quero ser o Davi que se desvia das lanças de Saul, mas sou o Davi que corta o manto desse mesmo Saul.

E quantas vezes quero ser o Calebe que anima o povo à conquista da terra, mas sou um dos outros dez e ao invés de olhar para o Senhor, olho para o meu tamanho e o tamanho do gigante e balanço a cabeça, já me sentindo derrotada.

Quantas vezes quero ser o Josué que pergunta a Deus, e espera Sua resposta, mas sou o Josué que não discerne que Acã pecou ou que aquele povo com aparência de cansado na verdade é um povo vizinho com quem não posso me aliançar.

Quantas vezes quero ser o Davi que diz “o Senhor é o meu Pastor, nada me faltará”, mas sou o Davi que diz “o ímpio prospera” e grito: “até quando Senhor”?

Quantas vezes quero ser o Elias que enfrenta os profetas de Baal mas sou o Elias que foge de Jezabel, se esconde na caverna e anseia pela morte, sem querer sair do lugar.

Quantas vezes quero ser Ana que se prostra na casa do Senhor, clamando por um filho, ano após ano, mas na minha ansiedade me torno Tamar, procuro Judá e resolvo a situação, eu mesma!

E quantas vezes quero ser Jeremias que fala o que Deus quer, mesmo sendo lançado na prisão, mas sou Jonas e pego um navio para o lado oposto ao que Deus mandou, tentando me esconder no porão de um navio qualquer.

Quantas vezes quero ser Jairo, olhar para minha filha sem cor, estendida naquela cama, morta, e não temer, mas continuar crendo e sou aquele homem que berra angustiado: “eu creio, ajuda a minha incredulidade”.

E quantas vezes quero me tornar rei sem ter que enfrentar Golias, sem ter que fugir de Saul, sem ter que morar anos em cavernas. Mas não é possível. E quero um milagre antes de ser lançada na fornalha. Mas sou lançada assim mesmo. Quero que os leões morram todos antes de ser jogada na cova com eles. Mas eles estão bem vivos. E famintos. E tenho que enfrentá-los!

Só há um jeito de ser quem Ele quer que eu seja: meus olhos fixos nEle. Mas às vezes uma simples borboleta passa e me distraio. E depois, como é difícil voltar meu foco. E só olhar para Ele. Porque a borboleta me fez olhar para um vulcão. E tenho certeza que entrará em erupção a qualquer momento e o medo quer me paralisar! Ou olho para o mar e as ondas vão me alcançar onde estou. E isso me enche de pavor! Com certeza, vou morrer, NÃO SEI NADAR. Tudo por causa daquela minúscula borboleta. E grito e forço minhas pernas a correrem.

Então, volto meus olhos para Ele. Tudo muda, dentro de mim. O vulcão pode entrar em erupção. A onda vai me alcançar. Continuo não sabendo nadar, mas estou nos braços dEle! Daquele que faz os montes fumegarem. Daquele que sabe andar sobre as águas. E é nEle, só nEle que venço. Que sou alguém. Que tenho identidade. Que saio do esconderijo e enfrento as batalhas. E luto. E aquela mulher de 1,51 m vai para o front e faz um estrago! Por Ele. Para Ele.

O meu consolo e a minha alegria é que Deus não me ama menos nesses momentos. Ele não nos ama mais quando cremos e menos quando não conseguimos crer. Sua medida de amor se esgotou quando Ele deixou Sua glória e Se entregou por nós. Naquela cruz.

Quando acerto, é Deus em mim. É Ele que amorosamente inclina o meu coração para dar a resposta certa àquilo que se apresenta diante de mim. Sim, é verdade, eu sou a Guerreira, mas é por Ele. E vou e luto pela minha terra e pela de outros também.

Só pela minha força, estaria escondida numa caverna bem funda e secreta, esperando a guerra acabar para sair. Depois que a poeira acabasse. Não somos super-homens. Ou super-mulheres. Somos apenas pessoas que querem ouvir e obedecer a Ele. E Ele conhece nossas limitações. E nos abençoa. Ele é o Cordeiro que venceu. E tem paciência conosco. Por nos amar! Por isso, por Ele, vamos prosseguir. E continuar com nossas escolhas. E escolher ser a melhor versão de nós mesmos. E construir o nosso futuro! Um bom futuro! A cada dia. Prosseguindo. Sempre.